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AGUIAR, Fernando Ferreira. UM MODELO DE CONHECIMENTO PARA EMPREENDIMENTOS CRIADOS POR EGRESSOS DE UNIVERSIDADES BRASILEIRAS. Dissertação, 2018.

Universidades com séculos de existência possuem problemas semelhantes no que se refere ao acompanhamento de seus egressos. No Brasil, a maioria das instituições de ensino superior desconsideram dados de ex-alunos, consequentemente, não possuem plataformas para acompanhar a empregabilidade ou empreendedorismo de seus egressos. Sendo assim, esta pesquisa propõe desenvolver um modelo de conhecimento para mapear empreendimentos criados por egressos de universidades brasileiras. Este estudo possui caráter tecnológico, por propor uma solução para um problema específico com uso de artefatos tecnológicos. Para a execução do trabalho desenvolveu-se um modelo de representação do conhecimento com ontologias para demonstrar o conhecimento envolvido na aplicação. Para validar o modelo, criou-se um software para realizar uma prova de conceito na Universidade Federal de Santa Catarina. Este software ficou on-line de Março de 2017 a Dezembro de 2017, onde foram coletados dados de 50 egressos da UFSC possuindo um total de 32 empresas que foram criadas entre os anos de 1989 e 2015. A maioria (53,1%) atua no mercado de desenvolvimento de software. As empresas criadas pelos egressos da UFSC cadastrados na plataforma possuem um total de 2488 colaboradores. Em relação aos egressos, observa-se que a maioria é do sexo masculino (96%) e uma pequena parcela é do sexo feminino (4%). A maior parte, 19 egressos donos ou sócios de empreendimentos, tem entre 25 e 35anos. Os egressos empreendedores em sua maioria têm formação em Engenharia Mecânica (17,6%) e em Ciência da Computação (11,8%). Assim, conclui-se que projetos desta natureza são essenciais para que as universidades possam sempre estar aprimorando seu sistema de ensino e adequando suas grades curriculares as necessidades do mercado. Além de demonstrar a importância do acompanhamento dos egressos para as universidades, o estudo também revelou através de dados estatísticos a importância que um sistema alumni possui no auxílio à universidade para tomada de decisões mais efetivas no que se refere à formação de seus alunos.

Link para download: Fernando Aguiar

SCHMITZ, Ademar. A INOVAÇÃO E O EMPREENDEDORISMO NA UNIVERSIDADE: UM FRAMEWORK CONCEITUAL SISTÊMICO PARA PROMOVER DESENVOLVIMENTO SOCIOECONÔMICO REGIONAL E SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL. Tese, 2017.

A inovação e o empreendedorismo no ambiente acadêmico estão sendo estudados sob diversos rótulos, tais como universidade inovadora, universidade empreendedora, inovação acadêmica, empreendedorismo acadêmico, inovação universitária e empreendedorismo universitário. Apesar do aumento das publicações nos últimos anos, este tema continua fragmentado, exigindo estudos mais sistêmicos, que incluam tanto os aspectos econômicos quanto os aspectos sociais da inovação e do empreendedorismo. Assim, esta tese tem por objetivo propor um framework conceitual sistêmico de inovação e empreendedorismo para a Universidade, a fim de promover desenvolvimento socioeconômico regional e sustentabilidade institucional. Este objetivo foi atingido por meio de um estudo exploratório e descritivo valendo-se de uma revisão sistemática da literatura e múltiplos estudos de caso. A revisão sistemática da literatura permitiu a compreensão da abrangência da inovação e do empreendedorismo na Universidade. Já os múltiplos estudos de caso permitiram a identificação dos elementos sistêmicos da inovação e do empreendedorismo na Universidade, com ênfase nos mecanismos, bem como a identificação das contribuições da Universidade, por meio da inovação e do empreendedorismo para com o desenvolvimento socioeconômico regional e a sustentabilidade institucional. Resulta que a Universidade pode ser representada como um sistema social complexo, composta por indivíduos e artefatos no nível micro e pela organização acadêmica e administrativa no nível macro. Considerando, ainda, o ambiente, composto por empresas, governo e comunidades, a estrutura da Universidade pode ser definida nos níveis do indivíduo, da organização e das interações com o ambiente. Já os mecanismos estão organizados nas dimensões ensino, pesquisa, extensão e gestão, em consonância com as funções elementares da Universidade e à gestão universitária. Assim, existem relações entre as próprias dimensões da inovação e do empreendedorismo, entre os seus níveis (relações bottom-up, top-down e input-output) já que um nível tanto influencia quanto é influenciado pelos demais, e entre os próprios mecanismos nas diferentes dimensões. Desta visão sistêmica, decorrem três proposições: quanto maior a contribuição da Universidade para o desenvolvimento socioeconômico regional, maior a possibilidade da preservação da sustentabilidade institucional da Universidade; os indivíduos contribuem para a organização, a organização afeta os indivíduos, os indivíduos e a organização impactam o ambiente e o ambiente impacta os indivíduos e a organização; e, a inovação e o empreendedorismo são fomentados por meio do ensino, da pesquisa e da extensão, ao mesmo tempo que permitem a Universidade ser inovadora e empreendedora por meio da gestão universitária. Espera-se que o framework proposto venha a ser um ponto de referência para pesquisas futuras sobre a inovação e o empreendedorismo na Universidade e permita que as universidades possam implementar mecanismos mais adequados para o desenvolvimento socioeconômico do seu entorno e para a manutenção de sua própria sustentabilidade.

Link para download: Ademar Schmitz

CAMACHO, Jhoana Raquel Cordova. Identidad Organizacional: Diagnóstico de la Identidad Organizacional en una Instituición de Educación Superior. Dissertação, 2015.

O presente trabalho tem como foco contribuir para campo da pesquisa na área organizacional e comunicacional, depreendendo sobre os fundamentos teóricos que existem referentes à identidade e alinhamento organizacional dentro das universidades. Apresenta-se uma conceituação de Identidade Organizacional como construto que se desenvolve, desde a sua aparição como conceito com autores clássicos como Aristóteles, até o momento em que foi incluído dentro do campo organizacional. A posição dos autores é revisada para identificar o conceito genérico em que o estudo se baseia e elementos de Identidade Organizacional e suas dimensões são identificados. Diante do conhecimento identificado, verifica-se a importância de aplicar estes elementos nas instituições de ensino superior. A pesquisa classifica-se quanto aos seus objetivos como exploratória e descritiva. Em relação aos procedimentos metodológicos, a investigação é de abordagem qualitativa utilizando o estudo de caso para a empiria. A população entrevistada foi composta por docentes de uma universidade do Equador que participam de pesquisas, extensão e gestão institucional. Os resultados apurados mostram que as questões ligadas à Identidade Organizacional têm como ponto relevante a ponderar a fragilidade da liderança. Diante deste quadro é importante propor uma estratégia de comunicação embasadas nos pontos a fortalecer a liderança. A aplicação do presente estudo é relevante, tanto nos processos de Gestão do Conhecimento, quanto em Mídia do Conhecimento.

 

Link para download: Jhoana Raquel Cordova Camacho

JULIANI, Douglas Paulesky. Framework da Cultura Organizacional nas Universidades para a Inovação Social. Tese, 2015.

A ideia de inovação voltada exclusivamente para atender à competitividade do mercado tem perdido importância frente a uma outra que visa e gera mudança social: a inovação social. Esta inovação busca a resolução de problemas sociais e a melhoria da qualidade de vida das pessoas. O levantamento do estado da arte realizado revela a atualidade, o amplo interesse em âmbito internacional e a carência de pesquisas sobre o tema no Brasil. Ademais, evidencia-se o fundamental papel da universidade na promoção de inovações sociais, bem como a fragilidade de estudos que investiguem a sua atuação em prol de tais inovações, em especial, que examinem aspectos da cultura organizacional destas complexas instituições que contribuem para o fenômeno. O objetivo deste trabalho é, portanto, desenvolver um framework conceitual para potencializar a inovação social nas universidades sob o enfoque da cultura organizacional. A fim de se atingir este objetivo, realizaram-se três grupos focais. As interações e a diversidade dos participantes geraram novas concepções e ideias que serviram como insumos para a elaboração do framework conceitual. De modo iterativo e evolutivo, confrontando a teoria em cada grupo focal realizado, elucidaram-se o conceito, os elementos determinantes da cultura organizacional para a inovação social e como ela pode ser trabalhada para favorecer o desenvolvimento de inovações sociais nas universidades.

 

Link para download: Douglas Paulesky Juliani

TOSTA, Kelly Cristina Benetti Tonani. A Universidade como Catalisadora da Inovação Tecnológica Baseada em Conhecimento. Tese, 2012.

O crescimento da importância do conhecimento e da informação enriquece o papel das universidades, que está em processo de mudança. Tradicionalmente as universidades são reconhecidas como produtoras de conhecimento por meio do ensino e da pesquisa. As universidades interagem com o governo e o segmento empresarial, formando o modelo da Tríplice Hélice, definido por Etzkowitz e Leydesdorff (2000). Por meio desta interação podem se criar estratégias de desenvolvimento, crescimento econômico e transformação social, consequentemente, inovação. Sendo assim, o objetivo geral desta tese é analisar o papel da Universidade como catalisador do desenvolvimento de inovação tecnológica baseada em conhecimento na região oeste de Santa Catarina. Para alcançá-lo foi conduzida uma pesquisa qualitativa, descritiva e estudo de caso, tendo como foco do estudo a região oeste de Santa Catarina. Foram conduzidas onze entrevistas junto a representantes das universidades da região e consultadas mais quatro fontes documentais a este respeito, duas entrevistas e análise de fontes documentais de outras três instituições representantes do segmento produtivo e mais duas entrevistas e quatro fontes documentais de representantes do Governo. Ainda foi aplicado um questionário com perguntas abertas e fechadas sobre o tema com especialistas de reconhecida contribuição na área como grupo de referência. Os especialistas foram selecionados por meio do Portal da Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Os dados foram analisados comparativamente. Entre os resultados encontrados estão a identificação de cinco fatores catalisadores de inovação tecnológica baseada em conhecimento sobre os quais a Universidade atua, que são: pesquisa e criação de conhecimento; criação e formação de capital humano; cultura de inovação; parceria universidade-empresa para compartilhamento do conhecimento; e investimentos e infraestrutura. As atividades de pesquisa estão mais relacionadas ao primeiro fator. As atividades de ensino ao segundo e as atividades de extensão, ao quarto fator. Foi detalhado o modo pelo qual a universidade interfere nesses fatores e ainda foram propostas diretrizes para a ação organizada da universidade no intuito de promover a inovação, e com isso sustentar o desenvolvimento da região estudada.  Esse papel foi consolidado na forma de um framework.

Link para download: Kelly Cristina Benetti Tonani Tosta