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SANTOS, Maria Isabel Araujo Silva dos. A Segurança do Segredo: Proposta de Framework de Aplicação dos Instrumentos de Proteção do Segredo no Ambiente de Inovação da Base Industrial de Defesa. Tese, 2017.

A Base Industrial de Defesa representa um conjunto de organizações
públicas e privadas, civis e militares, que participam das etapas de
pesquisa, desenvolvimento, produção, distribuição, e/ou manutenção de
produtos de Defesa. Essas organizações são intensivas em conhecimento,
pois utilizam o conhecimento como base das suas atividades, e o
incorporam aos produtos, caracterizados pela alta tecnologia agregada.
Algumas vulnerabilidades no setor, tais como: pouca participação da
sociedade brasileira nos assuntos de Defesa; a escassez de especialistas
civis; a necessidade de modernização e inovação tecnológica; gestão dos
Direitos de Propriedade Intelectual; compensação comercial, industrial e
tecnológica e outras. Aqui, a Gestão do Conhecimento ressalta a diferença
no trato do bem tangível e intangível, pois nos processos do ambiente de
inovação da Defesa, que envolvem alta tecnologia, a preocupação com a
perda de conhecimento deve pautar as atividades de compartilhamento do
conhecimento. Outra razão, o fomento à Inovação no Ambiente da BID
implica a diminuição da dependência tecnológica estrangeira, devendo-se
proteger a novidade do produto. Neste estudo, recorreu-se aos
fundamentos de Inteligência e Contra-Inteligência da Doutrina de
Inteligência de Defesa para qualificar o conhecimento de Defesa e
identificar instrumentos próprios de proteção deste conhecimento. Esta
tese elaborou um framework para representar a aplicação dos
instrumentos de proteção do segredo no Ambiente de Inovação a BID,
detalhando as dimensões de proteção do segredo e a matriz de aplicação
dos instrumentos de proteção. Para isso, foi necessário harmonizar um
conjunto de termos e definições para caracterizar o “segredo” no
Ambiente de Inovação da BID; identificar os instrumentos de proteção;
apresentar o Sistema Sociotécnico para a BID para entender as influências
entre subsistema técnico e o subsistema social, bem como as relações com
o ambiente externo; caracterizar o Ambiente de Inovação da BID,
considerando a atuação dos agentes de Ciência, Tecnologia e Inovação, e
os ciclos de vida dos produtos de Defesa de cada Força Armada.

 

Link para download: Maria Isabel Araujo

VALCARENGHI, Emily Vivian. Impactos da adoção da certificação digital no Brasil. Dissertação, 2015.

Com a explosão do uso da internet para os mais variados fins, gerando um ambiente repleto de possibilidades e também de incertezas, há o aparecimento de diversas Tecnologias de Informação e Comunicação e uma preocupação com relação a segurança da informação e do conhecimento em transações eletrônicas nas organizações. Neste contexto, surge no Brasil, em 2001 a Infraestrutura de Chaves Públicas – ICP-Brasil, mantida pelo Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), autarquia federal, que regulamenta a certificação digital, tecnologia utilizada para garantir autenticidade, confidencialidade e a integridade de informações, conferindo-lhe validade jurídica. O presente estudo teve o objetivo de analisar o impacto percebido por especialistas na adoção da certificação digital ICP-Brasil. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, descritiva e exploratória, em que para coleta de dados foram realizadas entrevistas abertas. A técnica de análise de conteúdo foi utilizada, o que permitiu a extração dos dados das entrevistas quanto aos aspectos referentes às potencialidades e fragilidades da certificação digital no Brasil. Utilizou-se a visão sistêmica, através do modelo CESM, para identificar os atores, componentes, ambiente, estrutura e mecanismos, bem como a fronteira. Conclui-se que os benefícios ou potencialidades decorrentes do uso da certificação digital abrangem direta e indiretamente, desde agilidade nos processos, até a economia verde, pela redução do uso do papel; através da desmaterialização dos processos; segurança das informações e acessibilidade, beneficiando relacionamentos interorganizacionais; além de que ter sido verificado que o número de aplicações com uso de certificado digital está crescendo a cada ano e aos poucos vai sendo disseminado na sociedade. Como fragilidades aponta-se o alto custo do certificado; as questões culturais, onde muitos usuários têm receio com novidades; a dificuldade de instalação da cadeia de certificado; a própria estrutura da ICP; a falta de unificação dos sistemas, que dificulta a interoperabilidade. Acredita-se que o estudo traga grandes benefícios para que o ITI possa criar estratégias de difusão e adoção de certificados digitais que minimizem os impactos negativos da tecnologia (custo do certificado, cultura, dentre outros).

 

Link para download: Emily Vivian Valcarenghi