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BERG, Carlos Henrique. FERRAMENTA PARA IDENTIFICAÇÃO DE EMOÇÕES A PARTIR DE ONOMATOPEIAS PARA PESSOAS COM DIFERENTES HABILIDADES VISUAIS. Tese, 2017.

Para identificar barreiras a compreensão de interfaces digitais são
feitas avaliações, entre as quais os testes de usabilidade. Porém, pessoas
com diferentes habilidades visuais não dispõe de uma ferramenta que
colete emoções especificamente desenvolvida para eles. A falta da
ferramenta diminui as chances dessas pessoas opinarem sobre sua
percepção de uso de uma interface digital. Assim, para levantar formas
análogas à visão, uma revisão sistemática de literatura identificou a
audição como um sentido similar a visão. Com base nesse conhecimento,
ponderou-se construir uma ferramenta que usasse onomatopeias de
emoções. Usando o Emocard, ferramenta usa expressões de emoções
humanas em uma cartela em que o usuário escolhe a que mais se
assemelha à emoção sentida durante um teste de usabilidade foi criado
um protótipo. A fim de validar a ferramenta foi feita uma pesquisa
quantitativa que levantou dados sobre sua usabilidade usando duas
ferramentas e foi feito um cálculo do χ², apropriado à verificação da
similaridade de duas fontes distintas de dados. O cálculo efetuado
apontou que o protótipo de ferramenta onomatopeica é similar à
ferramenta que usa estratégia visual. Os dados sobre usabilidade
coletados permitiram verificar a valência da ferramenta, indicada como
positiva. Com essa pesquisa foi desenvolvido um processo que pode ser
usado para criar ferramentas com base em outros modelos de
ferramenta, ou em outras línguas. Para pessoas com diferentes
habilidades visuais a ferramenta especialmente desenvolvida dá
oportunidade de opinar sobre emoções em testes de usabilidade. Para
desenvolvedores apresenta-se como mais uma ferramenta para testes de
usabilidade de interfaces ou produtos.

Link para download: Carlos Henrique Berg

TAKIMOTO, Tatiana. A Percepção do Espaço Tridimensional e sua Representação Bidimensional: A Geometria ao Alcance das Pessoas com Deficiência Visual em Comunidades Virtuais de Aprendizagem. Dissertação, 2014.

Desde o ano de 1988, a educação às pessoas com deficiência foi assegurada como um direito social, entretanto, é a exclusão que se configura como produto da sociedade. Salas de aula, ambientes virtuais para ensino e aprendizagem e também professores não estão preparados para receber esses alunos. Contudo, este público compõe um significativo percentual de população economicamente ativa, a qual demanda propostas acadêmicas adequadas para suas necessidades. Neste sentido, esta dissertação foi realizada no âmbito do projeto amparado por recursos da CAPES-AUX-Proesp /edital 01/2009, intitulado “Educação Inclusiva: Ambiente Web acessível com objetos de Aprendizagem para Representação Gráfica”, e tem como objetivo propor recomendações para a criação de material didático para o aprendizado de Geometria em uma Comunidade de Prática Virtual. Por conseguinte, esta pesquisa se fundamenta na Teoria da Cognição Situada, cuja síntese é a aquisição do conhecimento através da colaboração e da participação do indivíduo na vida cotidiana dentro de um contexto social. Assim, aproxima-se a teoria da cognição situada do aprendizado do indivíduo com deficiência visual e das suas percepções do espaço tridimensional. Com a revisão da literatura sobre a percepção, Teoria da Cognição Situada e sua continuação nas comunidades de prática e, também, com as pesquisas realizadas através de entrevistas semiestruturadas, questionários e grupo focal, foi possível desenvolver cinquenta e três recomendações distribuídas em sete categorias: percepção, comunicação e linguagem; percepção e tridimensionalidade; percepção, desenho e geometria; comunidade de prática e o seu cultivo; comunidade de prática e motivação; comunidade de prática e tecnologias; e comunidade de prática e aquisição do conhecimento. A variedade de pesquisas junto ao sujeito propiciou um arcabouço de informações que permitiu uma análise da realidade da pessoa com deficiência visual com relação a sua percepção e seu envolvimento com a geometria e com comunidades de práticas.

Link para Download: Tatiana Takimoto