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SARTORI, Viviane. InHab-Read – IHR Metodologia de Leitura de Entorno para Habitats de Inovação. Tese, 2017.

Os habitats de inovação são empreendimentos organizados sistematicamente para promover a inovação, propiciando a interação e a integração de diferentes atores. São fenômenos contemporâneos de grande relevância para o desenvolvimento de uma região ou de um país, pois operam com ativos de conhecimento. A implantação de um habitat de inovação implica, diretamente, no desenvolvimento socioeconômico e cultural da comunidade de seu entorno. Estes oferecem condições diferenciadas para desenvolver produtos e processos inovadores, com o propósito de fomentar as dinâmicas econômicas e sociais, locais e regionais, uma vez que tem a capacidade de reunir pessoas, tecnologias, recursos financeiros e conhecimento. A problemática levantada para esta pesquisa trata de como analisar as comunidades do entorno dos habitats de inovação em relação às suas necessidades, potencialidades e expectativas. O lastro teórico para esta tese está construído na intersecção entre os conceitos de habitats de inovação, parques tecnológicos, inovação, inovação social, tríplice e quádrupla hélice. O objetivo é elaborar uma metodologia para leitura e análise identificando, necessidades, potencialidades e expectativas das comunidades do entorno dos habitats de inovação. Esta pesquisa caracteriza-se como exploratória descritiva. Desenvolve-se a partir de uma revisão sistemática para levantar os conceitos básicos e um benchmarking para identificar práticas de leitura de entorno. Com estes elementos propõe-se uma metodologia de leitura de entorno desenvolvida em três fases: elaboração, prototipagem e aplicação. A elaboração constituiu-se em um instrumento online, que foi prototipada no entorno do Orion Parque, na cidade de Lages. A aplicação da metodologia para sua conformação foi feita no entorno do Sapiens Parque, em Florianópolis. Os atores envolvidos nesse processo foram gestores de 8 parques tecnológicos visitados, 10 gestores de organizações internas do Sapiens Parque, 201 gestores de organizações externas e 622 famílias situadas no entorno do Sapiens Parque. O resultado alcançado com este estudo foi a conformação de uma proposta metodológica adaptável para diferentes tipos de habitats de inovação, que possibilita realizar a leitura e a análise do entorno desses empreendimentos, gerando informações que caracterizam o perfil da população local em relação às suas necessidades, potencialidades e expectativas. Com a aplicação da InHab-Read – IHR – Metodologia de leitura de entorno para habitats de inovação é possível orientar políticas e ações conjuntas entre a população do entorno e as organizações internas dos habitats, potencializando a interação entre todos os atores, e ampliando as dimensões dos processos de inovação tecnológica e econômica para a inovação social.

 

Link para download: Viviane Sartori

SILVA, Maria Emília da. A Relação do Marco Jurídico da Sapiens Parque S/A com o Processo de Inovação. Dissertação, 2015.

Sempre existiu uma busca por soluções que pudessem trazer uma vida melhor para a sociedade. O atual “século do conhecimento” não é diferente, no que diz respeito ao desenvolvimento científico e tecnológico, na busca por conforto e qualidade de vida. O desafio brasileiro, na atualidade, é tornar-se um país cujas atividades sejam intensivas em conhecimento, como instrumento de alavancagem para o desenvolvimento ambiental, econômico e social sustentáveis. O Estado de Santa Catarina conta com a UFFS, IFC, IFSC, EMBRAPA, UDESC, EPAGRI, com as instituições dos sistemas da ACAFE e da FIESC, instituições de ciência e tecnologia de excelência, empresas de tecnologia, incubadoras, institutos, fundações de apoio e educacional, que de forma pioneira vêm aplicando os mais diversos modelos para viabilizar o incentivo à inovação. Contudo, os empreendimentos existentes não possuem a segurança jurídica necessária, levando ao risco de responsabilizações pessoais, devido à ausência de normatização clara para o assunto. Será apresentado, neste estudo, o contexto dos parques tecnológicos em implantação/operação brasileiros, cujo objeto é abrir o leque de possibilidades de conhecimentos, informações, dados científicos e tecnológicos circularem no ambiente de pesquisa e desenvolvimento tecnológico. A Sapiens Parque está projetado para desenvolver-se com características comerciais, com alta atratividade para implantação de projetos privados, orientado e direcionado com foco no ser humano, no conhecimento e sabedoria. O modelo societário aplicado no parque é a Sociedade de Propósito Específico (SPE), forma de sociedade anônima, que permite captar recursos ainda dentro das suas alternativas próprias de gerar valores mobiliários e atrair investidores. Será exposto, por fim, os desafios relativos a implantação de Parques Científicos e Tecnológicos, políticas públicas brasileiras de incentivos, marco jurídico da Sapiens Parque como facilitador do processo de inovação.

 

Link para download: Maria Emilia da Silva

FIATES, José Eduardo Azevedo. Influência dos Ecossistemas de Empreendedorismo Inovador na Indústria de Venture Capital: Estratégias de Apoio às Empresas Inovadoras. Tese,2014

As Empresas Inovadoras possuem um papel cada vez mais relevante numa economia em que o conhecimento, a criatividade e o espírito empreendedor constituem fatores chave de produção e diferenciação. As estratégias e mecanismos para estimular e qualificar o processo de criação e desenvolvimento de empresas inovadoras têm sido alvo de pesquisas em todo o mundo e destacam o papel fundamental de dois instrumentos: os Ecossistemas de Empreendedorismo Inovador, contemplando incubadoras, parques tecnológicos, regiões inovadoras e outras estruturas de apoio à cultura empreendedora; e os veículos de investimento em novos negócios, que constituem a chamada Indústria de Venture Capital. É neste contexto que se insere esta pesquisa, desenvolvida para investigar a influência dos Ecossistemas de Empreendedorismo Inovador na Indústria de Venture Capital visando estabelecer as bases e os fundamentos para a proposição de estratégias de apoio às Empresas Inovadoras. Apesar do vasto e valioso material de pesquisa que trata dos temas (Empresas, Ecossistemas e Venture Capital), a bibliometria indica que a grande maioria dos casos não aborda a questão de forma integrada, especialmente no que se refere à questão tratada na tese. Para desenvolver o trabalho, foi realizada uma pesquisa descritiva com abordagem qualitativa contemplando uma revisão de literatura seguida da aplicação de questionário e entrevistas junto a treze gestores e especialistas de Venture Capital que atuam no âmbito de Ecossistemas de Empreendedorismo Inovador. A interação com este grupo se baseou num instrumento de pesquisa gerado a partir de um conjunto de modelos conceituais desenvolvidos para compreender os três elementos básicos da investigação: as Empresas Inovadoras, os Ecossistemas de Empreendedorismo Inovador e a Indústria de Venture Capital. Os resultados indicam que atualmente os ecossistemas exercem uma influência que varia entre moderada e forte sobre os vários fatores da Indústria de Venture Capital, podendo chegar a forte ou plena no futuro. A pesquisa também reforça que há uma expectativa e confiança de que os Ecossistemas podem vir a desempenhar um papel cada vez mais importante na performance do processo de Venture Capital e dos seus resultados na forma de Empresas Inovadoras mais competitivas e bem sucedidas. Nesta linha, a pesquisa avança na identificação e proposição de 25 Estratégias a serem adotadas pelos Ecossistemas de Empreendedorismo Inovador, por meio de seus sistemas e mecanismos de suporte, para apoiar Empresas Inovadoras investidas pela Indústria de Venture Capital. Finalmente, a pesquisa permite concluir que o entendimento acerca da influência dos Ecossistemas de Empreendedorismo Inovador sobre os fatores críticos da Indústria de Venture Capital contribui decisivamente para proposição de estratégias consistentes e efetivas de apoio às Empresas Inovadoras.

 

Link para download: Jose Eduardo Azevedo Fiates

GIUGLIANI, Eduardo. Modelo de Governança para Parques Científicos e Tecnológicos no Brasil. Tese. 2011.

O processo de absoluta ruptura enfrentado pela sociedade do conhecimento, baseada em elementos intangíveis, assim como pela globalidade e pelo potencial dos relacionamentos, tem induzido o mundo a novos caminhos e à evolução das organizações ao largo de suas experiências anteriores, visto serem estas em muitos aspectos inexistentes sob o foco das demandas atuais. Os Parques Tecnológicos, vetores mundialmente reconhecidos do desenvolvimento baseado em conhecimento e inovação, dentro da conjuntura econômica contemporânea, têm recebido especial atenção como um tipo de entidade organizacional diferenciada e relevante. Membros de uma cadeia de elementos voltados para capacitar um país ao desenvolvimento, os Parques Tecnológicos, assim como os Sistemas de Inovação, os Sistemas Produtivos Locais e os Arranjos Produtivos Locais, passam a ter seu modelo estrutural aprimorado, seus conceitos revistos, seus atores caracterizados, sua taxonomia definida e uma nova forma de relacionamento, interno e externo. Esta pesquisa projeta o conceito da Governança Corporativa (GC) sobre a estrutura organizacional de um Parque Tecnológico no Brasil, dentro do domínio de ciência, tecnologia e inovação, caracterizando-o como Parque Científico e Tecnológico (PCT), e busca, desse modo, definir a GC para este contexto, avaliá-la em sua origem, caracterizá-la e oferecer a proposição de um Modelo de Governança para Parques Científicos e Tecnológicos no Brasil, baseado em Campos de Análise da Governança aplicados ao ambiente brasileiro dos PCTs. Para esta finalidade, constituiu-se uma amostra com vistas à verificação do modelo proposto, a partir da elaboração de instrumentos metodológicos adequados a uma pesquisa de natureza aplicada e exploratória. Os resultados alcançados sugerem a aderência do modelo proposto aos princípios da GC, ampliando a base de análise desta às especificidades dos PCTs. Da mesma forma oferece um arcabouço organizacional com efetivas possibilidades de convergência aos conceitos e mecanismos da governança, permitindo a incorporação das reconhecidas boas práticas da governança aos processos organizacionais dos PCTs no Brasil.

Link para download: Eduardo_Giugliani

DE SÁ, Mohana Faria. Avaliação de Práticas de Gestão do Conhecimento de Parques Tecnológicos: Uma Proposta para apoio à Gestão Pública. Tese, 2011.

Diversos países têm incluído em suas políticas de desenvolvimento socioeconômico os Parques Tecnológicos (PqT), percebidos como um dos principais atores dos Sistemas Regionais de Inovação. Pesquisadores e entidades internacionais ligadas a estes habitats de inovação concordam que um PqT é composto por uma diversidade de atores de inovação e que sua missão está intrinsecamente ligada à articulação destes atores na promoção da inovação. Neste contexto, um fator crítico ao alcance da missão do PqT é a Gestão do Conhecimento (GC) do mesmo e, particularmente, o emprego de práticas de GC. Embora o conhecimento seja considerado fator estratégico aos PqT, a GC não surge explicitada em políticas públicas como fator de análise, avaliação, acompanhamento e planejamento de PqT. Esta pesquisa tem como objetivo propor um método de avaliação de práticas de GC de PqT. O método proposto tem base em três construtos: (i) PqT percebidos como organizações de conhecimento; (ii) levantamento de práticas de GC de PqT; e (iii) indicadores para avaliação organizacional das práticas de GC de PqT. Para assegurar comparabilidade entre diferentes PqT, o método proposto inclui adaptação do questionário que a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) utiliza para avaliar práticas de GC junto a atores empresariais. Os indicadores propostos foram calculados para PqT em operação no Brasil, com análise qualitativa auxiliada por entrevista semiestruturada junto a especialistas nas áreas de GC e PqT. O principal resultado da tese é a construção de indicadores que servem como referenciais comparativos do estado das práticas de GC de PqT e, desta forma, como instrumentos de apoio à gestão, ao planejamento, ao acompanhamento e à avaliação de PqT, de modo sintonizado com as demandas da sociedade do conhecimento.

Link para download: Mohana Faria de Sá