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SANTOS, Fabiana Besen. O processo de liderança em contexto espiritualizado: a Escola Waldorf Anabá. Tese, 2015.

Este trabalho se propõe a estudar como acontece o processo de liderança em organizações intensivas em conhecimento com um contexto espiritualizado. Nesta pesquisa, considero as escolas como uma organização intensiva em conhecimento, visto que em suas atividades fazem uso do conhecimento e, ainda, seu produto final está baseado no conhecimento. Realizei a revisão da literatura com diversas estratégias de buscas em bases nacionais e internacionais. Nas buscas nacionais, utilizei três estratégias, com os descritores: liderança, espiritualidade e OIC; liderança OIC ou escola; liderança e espiritualidade. Nas bases internacionais, utilizei quatro estratégias de buscas, com os termos em inglês de liderança, espiritualidade e OIC; liderança, espiritualidade e escola; liderança e OIC; liderança e espiritualidade. Na literatura, identifiquei poucos trabalhos que aproximam a liderança, a espiritualidade e as escolas. Eles trazem uma abordagem centrada no indivíduo, ou seja, no líder, apontando a espiritualidade baseada nos valores praticados pelo líder. A contribuição que encontrei nessa estratégia de busca foi a abordagem da liderança distribuída nas escolas, proposta por Gronn (2002) e Spillane (2005). Os trabalhos sobre a liderança em OIC também trouxeram abordagens centradas no líder, analisando seus desafios e suas características em uma OIC. Por fim, nos estudos sobre a liderança e espiritualidade localizei os estudos de Fry (2003) que abordam a proposta da liderança espiritual e estão entre os principais trabalhos que estabelecem a conexão entre os dois termos. Contudo, o seu modelo da liderança espiritual baseia-se em uma perspectiva de causa e consequência, cuja preocupação está em estabelecer as correlações entre os elementos do modelo. É uma proposta fortemente ligada à relação líder-seguidor e, portanto, não aponta caminhos sobre como estudar o processo de liderança no âmbito organizacional. Assim, em meu caminho tive que buscar uma abordagem processual da liderança e uma forma de analisar o ambiente espiritualizado de uma organização intensiva em conhecimento. De um lado, encontrei a liderança relacional que considera a liderança um processo construído socialmente. De outro, os estudos sobre a espiritualidade nas organizações que também embasam a proposta da liderança espiritual. Com essa base teórica, segui para o campo utilizando os métodos da etnografia. Realizei a pesquisa na Escola Waldorf Anabá, em Florianópolis, entre o período de julho a dezembro de 2014. Para o estudo, usei as técnicas de observação participante, análise documental e entrevistas etnográficas. No total, entrevistei 33 pessoas, entre professores, secretárias, bibliotecária, administrador e pais. Realizei a transcrição de todas as entrevistas e analisei os dados com base na análise temática proposta por Braun e Clarke (2006). Foi a partir dos dados do campo que estabeleci os códigos e, em seguida, agrupei-os em temas. A partir dos resultados, conclui que a proposta de processo de liderança elaborada no referencial teórico com base na liderança relacional não foi suficiente para compreender a realidade organizacional do Anabá. O processo de liderança nessa escola, além de emergir a partir das relações construídas no seu cotidiano, distribuí-se em toda a organização de duas formas. A primeira acontece nas relações de influência e poder distribuídas nas instâncias que compõem sua estrutura organizacional, conferindo fluidez a essa forma com que emerge a liderança. A segunda ocorre nas relações de influência social construídas entre as pessoas da escola. Assim, o processo envolve a abordagem da liderança distribuída e da liderança relacional. Ainda, faz parte do processo de liderança do Anabá um conjunto de três elementos que influenciam as formas como emerge a liderança que denominei de elementos influenciadores: a experiência, o conhecimento e o sentimento. É a partir desses elementos que as pessoas influenciam os outros e também são influenciadas nos processos de tomada de decisão e de liderança. Por fim, observei que o processo de liderança é influenciado pelo contexto espiritualizado do Anabá. Ele está fundamentado nos princípios da Antroposofia e é caracterizado pelos valores espirituais expressos pelas pessoas que buscam o seu autodesenvolvimento, encontram sentido no trabalho na escola e se sentem pertencentes a uma comunidade. Esse contexto espiritualizado influencia o processo de liderança com a construção de um ambiente aberto e livre, propiciando a emergência das lideranças e favorecendo o desenvolvimento da teia de relações de poder entre as instâncias.
Link para download: Fabiana Besen Santos

BECKER, Danielle Nogara. Identidade de Líderes em Organizações Intensivas em Conhecimento. Dissertação, 2013.

Este estudo teve por propósito compreender a identidade dos líderes de uma Organização Intensiva em Conhecimento (OIC). Com a finalidade de compreender esse fenômeno, propôs-se a seguinte pergunta: Como o líder se percebe enquanto líder? Os participantes da pesquisa foram sete líderes de uma OIC. Os dados foram obtidos através de entrevistas semiestruturadas, presenciais e individuais. A estratégia de pesquisa escolhida caracterizou-se como um estudo multicasos (YIN, 2001). A pesquisa seguiu a orientação interpretativa e procurou compreender o fenômeno através dos significados atribuídos pelos participantes. Além disso, a pesquisa aprofundou-se no mundo dos significados das ações e relações interpessoais (MINAYO, 2003). Assim, a partir do roteiro de pesquisa e da fundamentação teórica, foram criados núcleos temáticos. Posteriormente, os conhecimentos e percepções revelados pelos entrevistados foram agrupados em categorias, dentro desses núcleos temáticos. Os conjuntos temáticos identificados foram: ser líder, por que se tornou líder, características dos líderes, ser identificado como líder pelos colaboradores, ideia formada sobre ser líder, ser considerado líder pelo grupo, utilizar a palavra líder para se descrever, identificação dos colaboradores com o líder e influência da organização ou de grupos de trabalho. Por meio da análise dos dados, foi possível perceber que a identidade do líder está relacionada a uma combinação de fatores relacionados às vivências pessoais, à formação profissional e experiências profissionais. Além disso, verificou-se que os entrevistados foram influenciados pelo contexto organizacional e por líderes que são exemplo de liderança. Os resultados encontrados levaram a concluir que é importante que os líderes tenham ações e discursos coerentes, e um comportamento que seja exemplo para os liderados. E, para que isso ocorra, é importante que  desenvolvam sua identidade enquanto líderes. É possível perceber também que uma OIC é um contexto propício para o desenvolvimento da identidade de líderes, em virtude dos desafios constantes que lhes são propostos.

Link para Download: Danielle Nogara Becker

FREIRE, Patricia de Sá. Engenharia da Integração do Capital Intelectual nas Organizações Intensivas em Conhecimento Participantes de Fusões e Aquisições. Tese, 2012.

As fusões e aquisições (F&A) são caminhos utilizados pelas empresas como alavancas para rápido crescimento em mercados competitivos. Porém, essas operações têm incluído dificuldades pós-operatórias na consolidação dos ativos intangíveis do capital intelectual levando à perda do valor das marcas e das ações das empresas participantes. A mensuração do capital intelectual faz-se necessária para todas as empresas participantes de F&A e, para as organizações intensivas em conhecimento (OIC) esta necessidade apresenta um maior impacto visto que o valor na sua cadeia de transformação é advindo de ativos intángíveis.  Para estas organizações é importante mensurar a aderência do capital intelectual da adquirente e adquiridas. Esta constatação gerou a questão de pesquisa de como mensurar a aderência do capital intelectual das OICs envolvidas em F&A, diminuindo-se as incertezas da fase de integração. E, consequentemente, delimitou-se o objetivo de propor um método para mensuração dessa aderência. Identificou-se que as pesquisas científicas estão focadas no desenvolvimento de modelos para a mensuração do capital intelectual, mas, no contexto das F&A, é preciso ir além, mensurando a aderência dos ativos intangíveis do capital intelectual das áreas correlatas da adquirente e adquirida. Em um estudo interdisciplinar foram elaborados três pressupostos: cria-se valor às adquirentes e adquiridas por meio da gestão do capital intelectual; é possível gerenciar os problemas de integração se a empresa adquirente levar em conta a gestão dos ativos intangíveis do capital intelectual e; quanto maior a aderência entre os ativos intangíveis a serem integrados, menor será a taxa de incerteza de sucesso da operação. Realizou-se uma pesquisa qualitativa, mediante levantamento bibliográfico, documental e percepção de especialistas com base em entrevistas para aplicação de questionários. Foram identificados os ativos intangíveis, definidos pelo modelo referência Intellectus nas OIC da área de Tecnologia da Informação (TI), mapeando-os por área corporativa como elementos e subelementos do capital intelectual. A análise dos dados caracteriza-se como multiparadigmática descritiva, diagnóstica e propositiva. Foram alcançadas sete contribuições teórico-empíricas para a área de F&A entre OIC do setor de TI: (1) contrução de visão multiparadigmática sobre os problemas de integração de F&A ampliando as explicações disciplinares da área de administração e gestão; (2) utilização da dimensão interdisciplinar da engenharia e gestão do conhecimento (EGC)  para entendimento do conhecimento a ser integrado e gerenciado nas OIC, entendendo-o como processo e produto; (3) revisão do modelo Intellectus e a sua adaptação à OIC participantes de F&A; (4) consolidação de lista de ativos intangíveis agregadores de valor aos bens e serviços das OIC do setor de TI;  (5) proposições de práticas de gestão do conhecimento para a fase de integração das OIC após F&A, como a formação de Grupo Colaborativo e a participação pro ativa de um gestor do conhecimento e dos líderes;  (6) definição de princípios e orientações para as OIC seguirem durante as três fases de F&A – due dilligence, negociação e integração; (7) proposição da Engenharia da Integração, o método para a mensuração e gestão da aderência futura dos ativos intangíveis das áreas correlatas entre adquirente e adquirida determinando a taxa de incerteza da operação. Esta pesquisa foi validada nas concepções relacionadas às fases de formulação, de desenvolvimento  e de resultados da pesquisa.  O método proposto, chamado de Engenharia da Integração, teve sua aplicabilidade conferida ao contexto organizacional analisada por  especialistas participantes de F&A.

Link para download: Patricia de Sá Freire

BOTELHO, Louise de Lira Roedel. Aprendizagem Gerencial na Mudança em uma Organização Intensiva em Conhecimento. Tese, 2012.

Apesar da importância do assunto para os estudos organizacionais, atualmente encontra-se poucos materiais escritos sobre a aprendizagem de gerentes em situação de mudança organizacional, principalmente quando o universo de pesquisa trata de organizações intensivas em conhecimento. O presente trabalho objetiva compreender o processo de aprendizagem gerencial em uma organização intensiva em conhecimento, durante uma situação de mudança organizacional. Buscando descobrir as perspectivas dos respondentes sobre tal questionamento, um estudo funcionalista foi desenvolvido. Para esse estudo, seis gerentes de uma organização intensiva em conhecimento, a Embrapa Clima Temperado, foram selecionados. Tais investigados conduziram o processo de mudança organizacional naquela organização entre os anos de 2003 a 2006, quando a Embrapa Clima Temperado ascendeu no ranking nacional de desempenho e se tornou exemplo de boas práticas gerenciais no país. O principal método utilizado foi a entrevista em três tempos, a qual foi aplicada com cada pesquisado. Todas as entrevistas foram transcritas e a análise dos dados compreendeu na descrição e a interpretação de diferentes aspectos sobre o fenômeno investigado. A partir dos dados obtidos, categorias emergiram. Como resultado, esse trabalho indicou que os investigados aprenderam diferentes conteúdos durante o processo de mudança. Tais conteúdos foram encontrados em quatro dimensões de aprendizagem, sendo: individual, organizacional, do trabalho e contextual. O estudo apontou, ainda, que as principais formas de aprendizagem identificadas nas respostas dos entrevistados deste estudo foram: projetos de aprendizagem, aprendizagem em grupo, aperfeiçoamento, observação, reflexão e referência. Por fim, este trabalho indicou a presença de fatores facilitadores e inibidores de aprendizagem gerencial durante a mudança organizacional. Como fatores facilitadores destacam-se: pressão e crise, estrutura e estratégia, clima organizacional e liderança. Em nível individual, os fatores foram: humildade, proatividade e identificação com o outro. Em nível individual, a pesquisa apontou para a existência dos seguintes fatores inibidores: falta de tempo, acúmulo de atividades e agenda. Espera-se que esse trabalho contribua teoricamente para a área dos estudos organizacionais, por conduzir uma pesquisa num campo ainda pouco conhecido pelos pesquisadores: a aprendizagem gerencial na mudança organizacional.

Link para download: LOUISE BOTELHO

UENO, Alexandre Takeshi. A concepção de um modelo de empreendedorismo inovador baseado em conhecimento: o estudo de caso do Programa Sinapse da Inovação. Dissertação, 2011.

Este trabalho concebe um modelo de empreendedorismo inovador baseado em conhecimento, verificado através de um estudo de caso do Programa Sinapse da Inovação. O propósito surge de uma pesquisa exploratória inicial, caracterizando o contexto mundial discutido neste tema de pesquisa. Este contexto é visualizado por meio de teorias que descrevem o empreendedorismo na visão de um processo inovador e na criação de novos negócios (ROCHA; BIRKINSHAW, 2007), a gestão do conhecimento na visão da criação do conhecimento pelas organizações (NONAKA,1991, 1994) e nas organizações intensivas em conhecimento na visão baseada em conhecimento (NONAKA, 1994; NELSON; WINTER,1982). A partir destas bases conceituais, é organizada uma estrutura metodológica de pesquisa, baseado na pirâmide metodológica de Schreiber (2001). Nesta visão, é realizada uma revisão de literatura, resultando num conjunto de evidências que orientam a aplicação prática, gerando um esboço do modelo conceitual inicial. Este modelo inicial e suas evidências são verificadas sob a ótica da gestão do conhecimento por um conjunto de especialistas, utilizando a técnica Delphi de avaliação. Baseado nesta verificação, é proposto pelo método hipotético-dedutivo, o modelo de empreendedorismo inovador baseado em conhecimento, seguido da verificação da hipótese inicial de pesquisa. Este modelo então é verificado no estudo de caso do Programa Sinapse da Inovação, por meio de uma estratégia analítica sugerida por Yin (1994) que busca relações causais entre um conjunto de evidências teóricas e empíricas que permitem verificar o modelo proposto. A pesquisa resulta na identificação dos fenômenos que governam o empreendedorismo inovador, a realidade das organizações intensivas em conhecimento e a proposição do modelo do empreendedorismo inovador baseado em conhecimento para aplicações futuras.

Link para download: Alexandre Takeshi Ueno

QUINCOZES, Eliana da Rosa Freire. Liderança e mudança em organizações intensivas do conhecimento: o caso da Embrapa Clima Temperado. Dissertação, 2010.

Este trabalho tem como objetivo compreender as relações entre liderança e melhoria do desempenho em organizações intensivas em conhecimento. Para atender a esse objetivo, foi realizado um estudode caso em uma organização intensiva em conhecimento, a EmbrapaClima Temperado. Essa organização passou por um processo demudança que provocou significativa melhoria no seu desempenho,durante o período em que novos líderes assumiram sua gestão. Aanálise desse processo de mudança teve a finalidade de compreender,a partir das percepções dos entrevistados, como ocorreu o processode mudança na organização; qual a percepção dos líderes e lideradossobre o que é ser líder; o fenômeno da liderança na organização emfoco; os papéis dos líderes no processo de mudança e o seu estilo deliderança. Dessa maneira, desenvolveu-se o estudo de caso através deuma pesquisa qualitativa. Para a coleta de dados, foram feitasentrevistas com empregados da organização e uma análisedocumental. Os resultados do estudo mostram que os líderesdesenvolveram ações e desempenharam papéis importantes no planejamento da mudança, no incentivo à formação de equipes, nasuperação das resistências, no incentivo à criatividade e naparticipação das pessoas durante a mudança. Verificou-se, também, aimportância do discurso do líder como um recurso para motivar ecomprometer os empregados com a mudança organizacional. Osresultados do estudo mostram que os líderes da organizaçãoexerceram um papel importante durante o processo de mudança,porém, os resultados positivos foram produtos de um trabalho emequipe, onde todos, líderes e liderados, trabalharam.

Link para Download: Eliana Quincozes

PRIM, Carlos. Processo Empreendedor e Coevolução em Organizações Intensivas em Conhecimento. Tese, 2009.

Este trabalho tem como objetivo compreender a coevolução entre o em-preendedor, o time empreendedor e a organização em Organizações In-tensivas em Conhecimento (OICs). Esse objetivo surge de duas revisões de literatura. A primeira é uma revisão crítica da teoria do empreendedo-rismo, fundamentada em três abordagens do pensamento científico – a clássica, a sistêmica e a da complexidade. A revisão demonstra que a maioria dos estudos existentes é baseada na abordagem clássica. Eles são unidimensionais e analisam somente uma das três fases do processo empreendedor. A consequência é a fragmentação teórica do empreende-dorismo. Para superar essa falha, este trabalho sugere o estudo da coevo-lução no empreendedorismo. A coevolução, uma noção central da abor-dagem da complexidade, é um fenômeno multidimensional e dinâmico, possibilitando a integração de diferentes dimensões e fases do processo empreendedor. Outro problema que se verifica nos estudos revisados é que a maioria deles assume que as organizações são homogêneas. Po-rém, há trabalhos que demonstram ser o empreendedorismo mais com-plexo e incerto quando inovador. Uma vez que a inovação é um proces-so intensivo em conhecimento, este estudo foca no estudo da coevolução em OICs. A segunda revisão de literatura examina os estudos existentes sobre OICs e coevolução. A partir dessa revisão, são definidas as três dimensões do estudo – o empreendedor, o time empreendedor e a orga-nização. Para se atingir o objetivo proposto, um estudo de caso é reali-zado. Nele, investiga-se uma OIC através da etnosemântica, um método da pesquisa qualitativa, cujo objetivo é descrever uma microcultura. A descrição que resulta da pesquisa é utilizada como fonte para duas análi-ses teóricas. A primeira diz respeito à evolução do empreendedor, do time empreendedor e da organização. Ela auxilia na segunda, referente à coevolução entre o empreendedor, o time empreendedor e a organiza-ção. Essa análise é apoiada na teoria do desenvolvimento da consciên-cia, de Kegan (1982, 1994). Uma das conclusões do estudo é que o em-preendedor, o time empreendedor e a organização tendem a se tornar mais complexos à medida que evoluem. Contudo, o empreendedor pode sofrer, em sua evolução, transformações pessoais que diminuem, mo-mentaneamente, o nível de complexidade do seu comportamento. Veri-fica-se, também, que a evolução de cada uma das dimensões investiga-das influencia na evolução das demais, formando uma relação de causa não linear entre elas. Desde que essa relação caracteriza a coevolução, conclui-se que não é possível prever o processo da coevolução isolando-se variáveis, ou descrevê-lo através da noção sistêmica de adaptação. Cada processo de coevolução deve ser compreendido individualmente. A partir disso, sugere-se que as ideias da coevolução sejam colocadas em prática através do uso de ferramentas de diagnóstico que auxiliem na identificação de barreiras à coevolução e, com isso, de necessidades de mudança, para o sistema em análise. Propõe-se que ferramentas dessa natureza sejam elaboradas com base na visão da coevolução como um processo de ampliação de consciência.

Link para download: Carlos Prim