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GALDO, Alessandra Maria Ruiz. Capacidades Dinâmicas Para a Inovação Aberta: Análise com Base no Capital Intelectual. Tese, 2016

A inovação é uma força motriz para a prosperidade de organizações, regiões e nações, entretanto, inovar no atual contexto de rápida transformação tecnológica traz desafios: o ciclo de vida de produtos e serviços é cada vez menor, enquanto a crescente integração tecnológica torna mais caros os investimentos em inovação e mais incerto o retorno. Com isso, muitas organizações entendem as vantagens de abrir seus processos de inovação buscando inovar por meio de colaboração com agentes externos, sob o modelo de Inovação Aberta. Capacidades Dinâmicas são ativos intangíveis que permitem a orquestração de recursos de dentro e fora da organização necessária à Inovação Aberta, bem como a adaptação das organizações ao ambiente complexo contemporâneo. A Inovação Aberta depende de Capacidades Dinâmicas, assim, se faz necessário identificar Capacidades Dinâmicas relevantes para o processo de Inovação Aberta com critério e rigor metodológico. O Capital Intelectual representa os intangíveis de uma organização. Um modelo de Capital Intelectual, no caso, um modelo consolidado como o Modelo Intellectus® ofereceu uma base sólida para a análise das Capacidades Dinâmicas relacionadas à Inovação Aberta. Esta pesquisa de natureza qualitativa teve como objetivo geral propor um framework conceitual para a identificação e compreensão de Capacidades Dinâmicas relacionadas à Inovação Aberta. O tipo de Inovação Aberta, escopo deste trabalho é o P&D colaborativo envolvendo transação monetária com benefícios para os parceiros envolvidos. O tipo de inovação foco da pesquisa é a inovação tecnológica. O trabalho confirma que Capacidades Dinâmicas desempenham um papel central nos processos de Inovação Aberta. Identifica, define e representa quarenta Capacidades Dinâmicas para a Inovação Aberta em um framework solidamente fundamentado em teorias consolidadas: inovação (e Inovação Aberta); Capacidades Dinâmicas e suas três classes segundo Teece (2007); e no Capital Intelectual. Apresenta e explica a inter-relação entre as três teorias. Ao relacionar Capacidades Dinâmicas e Inovação Aberta contribui para preencher uma lacuna de conhecimento identificado na literatura da área, além de avançar o conhecimento sobre Inovação, Capacidades Dinâmicas e sobre Capital Intelectual. Como
resultado prático a pesquisa contribui com organizações em geral e Sistemas de Inovação com interesse em participar de processos de inovação colaborativa, a partir tanto das discussões da tese, quanto do framework “Orchestrating Innovation” resultado da pesquisa. O trabalho apresentado atingiu os objetivos propostos: identificou Capacidades Dinâmicas relevantes para a Inovação Aberta; analisar no modelo de Capital Intelectual Intellectus as Capacidades Dinâmicas identificadas; relacionou conceitualmente Capacidades Dinâmicas, Inovação Aberta e Capital Intelectual; confirmou a adequação dos elementos identificados na pesquisa à realidade prática da Inovação Aberta; criou o framework conceitual com a identificação e compreensão de Capacidades Dinâmicas relevantes para a Inovação Aberta. O framework denominado “Orchestrating Innovation” relacionou em uma estrutura conceitual os achados da pesquisa e as teorias que a embasaram.

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GARIBA, Chames Maria Stallvierri. Tomada de Decisão: uma Abordagem utilizando a linguagem corporal da dança e a gestão do conhecimento. Tese, 2010.

O campo de atuação do gestor, executivo ou dirigente organizacional, tornou-se complexa, à medida que as transformações organizacionais determinaram formas de produção eficazes e, conseqüentemente eficientes maneiras de os profissionais exercerem suas atividades, interferindo diretamente nos processos decisórios. Assim, ao se tomar a decisão de argumentar, agir, avaliar e tornar a argumentar, deve-se levar em consideração não somente conhecimentos técnico-administrativos, mas o conhecimento sensível presente na expressão, intuição, percepção, imaginação. Articular o conhecimento dos aspectos administrativos com o sensível por meio da linguagem corporal da dança faz a diferença na flexibilização de ações que buscam no movimento vivido uma conexão, uma harmonização entre a inteligência, as sensações, as percepções, contribuindo para a construção de seres humanos conscientes de suas capacidades. O objetivo do trabalho foi demonstrar como técnicas da linguagem corporal da dança contribuíram para auxiliar gestores, executivos ou dirigentes corporativos em sua tomada de decisões, por meio da criação de um ferramental dessa atividade corporal. Para os fins a que se propôs este estudo, os procedimentos metodológicos seguiram a pesquisa qualitativa, por meio das técnicas de pesquisa descritiva e exploratória. Na pesquisa de campo, o universo foram os “gestores de unidade” de uma organização de economia privada, denominada Banco X S/A. Para a análise de dados utilizou-se a análise de conteúdo e a triangulação de dados. Para permitir a validação, realizou-se também uma entrevista semi-estruturada, por meio da técnica de triangulação de especialistas. Constatou-se que a utilização das técnicas da dança pautadas principalmente na improvisação e em processos coreográficos permitiu além de novas experiências corporais, o estímulo à criatividade e à ousadia. Essas elaborações permitiram que, a todo o momento, os participantes tomassem decisões numa perspectiva de entender que movimento selecionar e conectar para a criação dessas figuras, exercitando de forma individual a construção do coletivo. No caso, a aquisição de conhecimentos tornou-se um processo interminável de atualização constante, com a contribuição das experiências práticas que ampliaram a capacidade criadora, contribuindo significativamente para a construção de uma Gestão do Conhecimento, destacando-se, também, que as pessoas são fundamentais à consecução dos objetivos organizacionais relacionados à Gestão do Conhecimento. Concluiu-se que a criação do ferramental utilizando-se técnicas da  linguagem corporal da dança, contribuiu para o processo de tomada de decisões, pois além de potencializar as atividades dos participantes em questão, permitindo uma maior flexibilidade em suas decisões, favoreceu o desenvolvimento de vertentes artísticas, culturais, éticas, estéticas, sociais, vislumbrando-se uma dança mais democrática, rompendo com a idéia de que é necessária uma técnica específica para realizá-la. Espera-se que estas reflexões levem a conexões, idéias e discussões, sobretudo ao aprofundamento das atividades de dança, numa oportunidade de investimento inovador, contemplando, também, a valorização da potencialidade humana.

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