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GRAMKOW, Fabiana Bohm. Liderança Complexa em uma Equipe de Desenvolvimento de Software. Tese, 2017.

Os estudos sobre liderança vêm se desenvolvendo e aprimorando conforme as necessidades e desafios organizacionais, bem como imbricando com outros assuntos correlatos e formando novas discussões e construções teóricas. Uma dessas construções refere-se à Teoria da Liderança Complexa (TLC). Esta teoria mostra que a dinâmica da complexidade representa uma nova forma de pensar a teoria da liderança. Utiliza como base a relação e interação entre os elementos: (a) sistemas adaptativos complexos; (b) comportamento de interação, correlação e imprevisibilidade; (c) dinâmica da emergência; (d) funções administrativa, adaptativa e promotora, para explicar o processo de liderança no contexto organizacional. Esse processo, sob a ótica da TLC, demonstra que a ciência da complexidade afasta as noções burocráticas de controle e previsibilidade para aproximar-se da percepção de uma liderança em rede, complexa, adaptativa e não linear, uma liderança como processo interativo, que emerge no contexto e na história. As organizações possuem algum grau de complexidade, em função das características do ambiente onde estão inseridas. As organizações inseridas em ambientes de mudança constante, rápida inovação e alta competitividade possuem um grau elevado de complexidade. Um exemplo desse tipo organizacional são as empresas e equipes de desenvolvimento de software. Nesse contexto, para serem bem sucedidas, essas organizações necessitam de uma forma de liderança diferente da tradicional. Nesse sentido, nesta pesquisa, meu objetivo foi compreender a liderança sob a ótica da Teoria da Liderança Complexa (TLC), em uma equipe de desenvolvimento de software. Para alcançar o objetivo proposto, utilizei a metodologia qualitativa, de cunho interpretativista, tendo como método a etnografia informada pela teoria da liderança complexa. A etnografia informada é um método baseado no uso de uma teoria definida e delineada para investigação de um grupo e sua cultura. Os resultados demonstram que a liderança ocorre através de um processo dinâmico e compartilhado. Ouso dizer que, em alguns momentos, ela tem características coletivas, e o resultado não pode ser resguardado apenas a um indivíduo, mas à interação entre indivíduos. Outro aspecto que observei foi a importância da função promotora, um dos componentes da TLC, no alcance dos resultados da equipe estudada (EDS1). Nesse aspecto, destaco o entrelaçamento entre as funções da liderança, tendo como protagonista a função promotora, até por se tratar de sua peculiaridade. No campo deste estudo, a EDS1, uma equipe jovem e com pouca experiência, a função promotora se destaca por elevar o resultado
da equipe proporcionalmente à maior efetividade da atuação dessa função. Devido a essas observações, proponho, como contribuição empírica, uma releitura no modelo da Teoria da Liderança Complexa, em que a função promotora pode ser comparada a um atractor que avança ou retrocede em uma nova órbita, conforme vão ocorrendo os pontos de intersecção em seu movimento. Essas novas órbitas na EDS1 derivam do desenvolvimento de formas mais eficientes de atuação da equipe, portanto, caracterizam-se como avanços e não retrocessos. Em função de algumas lacunas conceituais, senti a necessidade de construir definições de alguns elementos que compõem o contexto e os mecanismos da dinâmica da emergência, sendo esta uma contribuição conceitual deste trabalho. Espero que as contribuições desta tese sirvam de incentivo para pesquisas futuras.

 

Link para Download: Fabiana Bohm Gramkow

LAPOPLLI, Juliana. CONEXÃO FCEE (físico, cognitivo, emocional e espiritual) como um Processo de Autoconhecimento para o Desenvolvimento de Líderes. Tese, 2016.

Diante da rapidez nas mudanças, imprevisibilidade e competitividade do ambiente no qual as organizações estão inseridas, é necessário possuir como diferencial a gestão eficaz e eficiente das pessoas que as compõem. As ferramentas, abordagens ou métodos de desenvolvimento de líderes são numerosos e formam um conjunto de técnicas que têm evoluído ao longo do tempo. A busca pelo autoconhecimento permite ao indivíduo perceber que enxerga o mundo através de seus próprios pontos de vista, e que eles são somente seus e não verdades universais. Essa consciência permite a compreensão das diferenças entre as pessoas e a consequente diminuição do egocentrismo do líder, aumentando em muito a sua capacidade e do seu grupo. Neste contexto, este trabalho tem como objetivo: Criar estratégias para o processo de autoconhecimento em líderes, fundamentadas nos aspectos físico, emocional, cognitivo e espiritual, utilizando como base a Teoria Geral de Sistemas. Para os fins a que se propõe este estudo, o procedimento metodológico seguiu a linha da Pesquisa Quantitativa e Qualitativa, de cunho Exploratório e Descritivo, sendo que utilizou instrumentos como questionário fechado, análise estatística, questionário aberto, análise de conteúdo e o método Delphi. A abordagem utilizada está de acordo com o pensamento sistêmico, pois leva em consideração o ambiente externo/sociedade, o mercado, a organização, os processos e as pessoas, todos esses como subsistemas interligados. Como resultado da pesquisa foram criadas estratégias CONEXÃO FCEE (físico, cognitivo, emocional e espiritual), validadas por especialistas (método Delphi). Salienta-se que todas as estratégias apontadas fazem parte de um processo muito pessoal, e que cabe a cada líder a forma de trabalhá-las. Assim, o caminho adotado para um líder não fundamentalmente deverá ser o mesmo adotado por outro, cada um iniciará em um ponto de partida, que diz respeito ao nível de autoconhecimento que se encontra e trilhará caminhos de acordo com suas necessidades, prioridades etc.

 

Link para download: Juliana Lapolli

VICENTINI, Luiz Carlos. A Liderança Autêntica em Contexto Extremo: As Vivências do BOPE – Batalhão de Operações Policiais Especiais de Santa Catarina. Tese, 2015.

Estudiosos trabalharam fortemente, na primeira década deste século, focados para o desenvolvimento de um modelo genuíno de liderança que permitisse enfrentar os desafios éticos, tecnológicos, de competitividade e de marketing que rondam as organizações ao redor do mundo. Ao mesmo tempo, verificou-se na literatura a exigência para que se desse maior atenção ao contexto organizacional como fator que poderia afetar e ser afetado pela liderança. A presente pesquisa originou-se da constatação de que há lacunas nos estudos sobre liderança autêntica, principalmente quando associada ao contexto extremo, após realização de uma revisão integrativa sobre o tema. O objetivo foi compreender como se manifesta a liderança em eventos que se caracterizam como contexto extremo, comparando as atividades realizadas em contexto de normalidade e extremo. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, que teve como abordagem metodológica a etnografia. A dificuldade em observar o sujeito no exato momento em que ocorre a ação em contexto extremo levou à complementação do estudo etnográfico com outro, o fenomenológico, com os objetivos de explorar, descrever e analisar experiências vividas individualmente por policiais do BOPE – Batalhão de Operações de Polícia Especial – SC. A pesquisa incluiu a observação direta das interações entre os participantes durante sua rotina de trabalho e a realização de entrevistas a partir de um roteiro semiestruturado. Os dados obtidos foram analisados e interpretados através da análise categorial temática, com o auxílio do software ATLAS.ti. Os resultados mostraram que as características de liderança em situação de normalidade dentro do quartel se mantêm quando os militares são submetidos a condições de contexto extremo, porém há flexibilidade em delegar a liderança neste contexto, baseada nas habilidades e na formação para atingir os objetivos. As relações hierárquicas predominam no BOPE e a patente e a antiguidade é que determinam, a priori, as relações de autoridade e poder. Líder e Comandante exercem funções diferentes, que podem se confundir, a depender das características de liderança do Comando. A liderança se processa em um clima de cooperação, confiança e lealdade que se estabelece naturalmente na convivência e na intimidade, tendo como base a competência para enfrentar a situação dada. Os seguidores são consultados, seja em situação de normalidade ou contexto extremo e veem valorizadas suas opiniões, o que é característica da liderança autêntica. O líder tem características de um líder autêntico, pois acompanha seus seguidores nas missões, é parceiro, troca informações, tem flexibilidade para delegar, atua como um espelho, e, assim consegue
a aderência do grupo. Conclui-se que as relações de liderança no BOPE se caracterizam como liderança autêntica, que se concretiza de forma mais concreta e sólida em contexto extremo. Estes resultados contribuirão para o avanço científico da temática pesquisada, tendo em vista seu ineditismo e as considerações práticas na área de liderança, cujos desdobramentos serão fundamentais para o aprimoramento das relações de liderança autêntica no contexto militar e nas demais organizações.

 

Link para download: Luiz Carlos Vicentini

AMARAL, Roberto Rogério do. A arquitetura da liderança nos Parques Científicos e Tecnológicos da Catalunha: uma abordagem estratégica. Tese, 2014.

A Teoria da Hélice Tríplice, desenvolvida por Henry Etzkowitz e Loet Leydesdorff, considera fundamental, para o desenvolvimento regional, aconexão entre universidade-empresas-governo. Um dos principais mecanismos que consolida essa união é o Parque Científico e Tecnológico (PCT). Bellavista e Sanz (2009) definem PCT como uma rede complexa de organizações, que visa alavancar a riqueza e o bemestar da população, mediante a inovação e criatividade. A inovação, nessa conjuntura, conduz ao desenvolvimento produtivo, no qual o PCT desempenha um papel essencial para facilitar o crescimento da economia (SALVADOR, 2008). Como o PCT apresenta uma estrutura organizacional distinta das formas tradicionais e adota um modelo centrado nos ganhos coletivos, é importante uma nova compreensão de liderança para o PCT (ETZKOWITZ, 2009). Liderança é um processo em que o líder mobiliza um grupo de indivíduos para atingir objetivos comuns (HEIFETZ, 1998). Sotarauta (2010) afirma que as abordagens clássicas da liderança não são aplicáveis aos PCTs, uma vez que os desafios encontrados nessas organizações determinam que a liderança hierárquica ceda lugar à liderança em rede. Assim, esta investigação objetivou compreender a liderança em PCTs sob a percepção de líderes de PCTs da Catalunha (Espanha). Para tanto, adotou-se a pesquisa qualitativa, de caráter descritivo, pautada no método fenomenológico proposto por Taylor e Bogdan (1987), mediante o uso da entrevista em profundidade. A experiência da Catalunha na criação e desenvolvimento de PCTs, a observância de similaridades entre o estado de Santa Catarina e a região autônoma da Catalunha, como também a cooperação bilateral entre os governos dessas regiões determinaram a escolha da Catalunha para realização da pesquisa. Este estudo contribuiu para o entendimento do fenômeno da liderança para PCTs. A partir da percepção dos entrevistados, foi possível identificar as características, os papéis e os estilos que permitiram a identificação da abordagem de liderança que melhor representa um PCT. Os resultados das entrevistas apontam também a importância das redes de liderança no contexto de PCTs, assim como a formação dos líderes. Nas fases de definição e nascimento, o conjunto de características, papéis e estilos apontam a presença de líderes inspiracionais, que poderão ser carismáticos/transformacionais, ou líderes autênticos. Nas fases de crescimento e consolidação, predominam as formas de liderança distribuída. Nas relações interorganizacionais entre os PCTs, e também entre o PCT e os seus atores (universidade, empresas e governo), a prática da liderança em rede precisa ser desenvolvida. Recomenda-se, ainda, o desenvolvimento de programas de liderança específicos para PCTs, como forma de promover uma cultura de liderança entre as partes envolvidas.

 

Link para download: Roberto Rogério do Amaral

SANTANA, Julival Queiroz de. Liderança Autêntica no Batalhão de Operações Policiais Especiais de Santa Catarina. Dissertação, 2012.

A sociedade passa por um período desafiador, marcado por radicais e profundas transformações. Os indivíduos são confrontados com problemas emergentes e cruciais, como fome, miséria, exclusão social, aumento da corrupção e crise de valores. Neste cenário, procuram um novo sentido em suas vidas, um ponto de equilíbrio entre o “ser e o ter”, entre o trabalho e a vida fora dele, caracterizando uma espécie de tomada de consciência individual e coletiva. Buscam um novo modelo organizacional e social, mais holístico, humano e centrado em valores, que requer e pode ser alcançado por meio da liderança autêntica. O objetivo desta dissertação é investigar qual a percepção que os profissionais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) de Santa Catarina  possuem acerca da autenticidade da liderança exercida na Unidade Operacional. Para isso, circunscreve-se o objeto de estudo, a liderança autêntica, ao quadro das teorias de liderança que auxiliam as empresas, os líderes e os seguidores no processo de transformação organizacional. A abordagem da pesquisa é exploratória e descritiva. Para cumprir o objetivo proposto, em um primeiro momento, realizou-se uma revisão sistemática integrativa e uma pesquisa bibliográfica para estabelecer o “estado da arte”, esclarecer conceitos e fornecer elementos para entender a natureza do fenômeno. Após, no período de 19 a 25 de novembro de 2011, efetuou-se pesquisa empírica com 50 policiais militares do Bope catarinense para investigar, mediante aplicação de questionário, o perfil demográfico e o nível de autenticidade percebida dos seguidores em relação aos seus líderes. A análise dos resultados do questionário Authentic Leadership Questionnaire (ALQ) – versão avaliador revela que o nível de percepção da autenticidade da liderança dos seguidores em relação aos líderes é elevado e positivo, atingiu 76,8% de autenticidade percebida, o que indica que no Bope os líderes são percebidos como autênticos. Dentre as dimensões avaliadas da liderança autêntica, obteve-se nas dimensões transparência relacional e autoconsciência 74,8% de autenticidade percebida; na dimensão processo equilibrado de informações, 77,4% e; na dimensão perspectiva moral internalizada, 80,4%. Acredita-se que a liderança autêntica tende a ser um dos fatores elementares e fundamentais na condução de ações e operações policiais especiais, pois proporciona, com suas características e dimensões peculiares e valorativas, o alcance de resultados positivos quando essas atividades são realizadas em condições extremas de atuação. Congrega assim, um fator diferencial e de suma relevância para as organizações que atuam na Segurança Pública e para a própria sociedade nos dias atuais.

Link para download: Julival Q. de Santana

LOPES, Mauricio Capobianco. ComplexView: um framework para a produção de jogos de empresas aplicados ao desenvolvimento de liderança com base na complexidade. Tese, 2011.

A Era do Conhecimento impõe às organizações modernas o desafio de desenvolver liderança considerando a natureza complexa das relações e interações sociais. Um dos métodos possíveis neste contexto são os Jogos de Empresas Eletrônicos (JEEs), que permitem a vivência de situações reais em ambientes simulados. As características subjetivas e complexas da liderança têm limitado a produção e o uso de JEEs aplicados ao desenvolvimento de liderança. O objetivo deste estudo é apresentar as concepções de um framework para apoiar a produção de JEEs aplicados ao desenvolvimento de liderança com base na Complexidade, denominado de ComplexView. Os principais referenciais teóricos utilizados são a Pirâmide Metodológica da Engenharia do Conhecimento, os Sistemas Complexos Adaptativos (SCA) e a Teoria da Liderança com base na Complexidade (TLC). O framework se apoia na pirâmide metodológica da Engenharia do Conhecimento, em métodos de produção de JEEs e na Modelagem Baseada em Agentes (MBA). O método de pesquisa utilizado para verificar a consistência do framework foi a produção e teste de um JEE. Na etapa de produção foram seguidos os níveis e atividades propostos pelo framework gerando o JEE ComplexLeader. Na etapa de teste, o JEE ComplexLeader foi aplicado a uma turma de egressos e estudantes de cursos de pós-graduação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Estas etapas permitiram reavaliar e aperfeiçoar a estrutura teórico-metodológica do framework. O principal resultado alcançado com o estudo foi fornecer um referencial teórico e metodológico para orientar e dar suporte às equipes interdisciplinares de produção de JEEs. O processo de desenvolvimento do framework permitiu concluir que é possível criar um método educacional baseado em JEEs que apoia a formação e o desenvolvimento de liderança, fundamentando-se na visão e nos princípios da Complexidade.

Link para download: Mauricio Capobianco Lopes

QUINCOZES, Eliana da Rosa Freire. Liderança e mudança em organizações intensivas do conhecimento: o caso da Embrapa Clima Temperado. Dissertação, 2010.

Este trabalho tem como objetivo compreender as relações entre liderança e melhoria do desempenho em organizações intensivas em conhecimento. Para atender a esse objetivo, foi realizado um estudode caso em uma organização intensiva em conhecimento, a EmbrapaClima Temperado. Essa organização passou por um processo demudança que provocou significativa melhoria no seu desempenho,durante o período em que novos líderes assumiram sua gestão. Aanálise desse processo de mudança teve a finalidade de compreender,a partir das percepções dos entrevistados, como ocorreu o processode mudança na organização; qual a percepção dos líderes e lideradossobre o que é ser líder; o fenômeno da liderança na organização emfoco; os papéis dos líderes no processo de mudança e o seu estilo deliderança. Dessa maneira, desenvolveu-se o estudo de caso através deuma pesquisa qualitativa. Para a coleta de dados, foram feitasentrevistas com empregados da organização e uma análisedocumental. Os resultados do estudo mostram que os líderesdesenvolveram ações e desempenharam papéis importantes no planejamento da mudança, no incentivo à formação de equipes, nasuperação das resistências, no incentivo à criatividade e naparticipação das pessoas durante a mudança. Verificou-se, também, aimportância do discurso do líder como um recurso para motivar ecomprometer os empregados com a mudança organizacional. Osresultados do estudo mostram que os líderes da organizaçãoexerceram um papel importante durante o processo de mudança,porém, os resultados positivos foram produtos de um trabalho emequipe, onde todos, líderes e liderados, trabalharam.

Link para Download: Eliana Quincozes

OLIVEIRA, Angela M. Fleury. O papel da liderança na implementação do processo de responsabilidade social empresarial. Tese, 2008.

Para este trabalho foi feita uma pesquisa qualitativa, descritiva e longitudinal, envolvendo nove casos em três empresas brasileiras integrantes do Índice Dow Jones de Sustentabilidade. A pesquisa buscou compreender o papel da liderança na implementação do processo de Responsabilidade Social Empresarial, por meio de entrevistas e análise documental. A liderança, descrita como um processo de influência que ocorre no contexto de um grupo, ganha mais abrangência na implementação desse processo, em função das demandas, muitas vezes conflitantes, dos vários públicos interessados nos seus resultados. A complexidade das relações com diferentes atores aumenta os desafios da liderança para equilibrar resultados econômicos, sociais e ambientais, na perspectiva de longo prazo, e para colaborar com a sociedade na construção de uma nova ética planetária. Este estudo contribuiu para o entendimento do papel da liderança em contextos empresariais, nos quais têm sido implementados processos, conceitos e princípios da Responsabilidade Social Empresarial. A análise do papel da liderança foi realizada para compreender: a) os fundamentos da ação da liderança; b) as etapas de implementação do processo; c) os papéis exercidos e identificados no processo; d) as aprendizagens daí decorrentes e o referencial teórico que as suporta; e) a proposta de criação de valor sustentável à empresa. Os achados dizem respeito mais à importância dos fundamentos internos do que às padronizações legais na implementação do processo de Responsabilidade Social Empresarial. Verificou-se que esse processo demonstra aprendizagens de ciclo duplo e formas de perceber situações emergentes, de agir em consonância com elas, reduzindo preconceitos e formas históricas de emprestar sentido à realidade. Os papéis de liderança extrapolam aqueles tradicionais encontrados na literatura, e outros novos emergem ou se tornam ampliados com novos conteúdos. As teorias de liderança compartilhada, distribuída no grupo e complexa, permitiram melhor compreensão desse processo. A pesquisa pretendeu um entendimento inicial sobre como a liderança criou valor sustentável por meio de processos evolucionários e revolucionários paraos públicos interessados nos resultados da empresa.

Link para download: Angela Fleury