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SILVA, Giorgio Gilwan da. Diretrizes De Acessibilidade Para Deficientes Visuais A Programação Da TV Digital Interativa: Contribuições. Dissertação. 2011.

O presente trabalho tem por intuito propor a aplicação de diretrizes de acessibilidade na programação da TV Digital Interativa (TVDI), voltadas para os deficientes visuais, utilizando critérios de usabilidade, ergonomia e acessibilidade. Um dos maiores benefícios que a implantação da TV Digital no Brasil pode proporcionar está associado à interatividade, como consta no decreto de sua criação, com a qual o governo objetiva proporcionar a inclusão social por meio da inclusão digital. Deste modo, abordam-se as áreas do conhecimento interligadas ao design de interfaces, a ergonomia e a usabilidade, relacionando-as as diretrizes de acessibilidade, na concepção de interfaces interativas do sistema televisivo. Utilizou-se a pesquisa qualitativa e exploratória, nos procedimentos de pesquisa de campo, aplicada com a técnica grupo focal, tendo como amostra da coleta de dados, deficientes visuais. Para a análise dos resultados foi aplicado o método do discurso do sujeito coletivo. Os resultados da pesquisa evidenciaram que a forma como são transmitidos os conteúdos e as informações, pela televisão, priva os deficientes visuais do direito ao acesso e entendimento da programação. O contato com os deficientes visuais trouxe contribuições, quanto aos seus anseios pela acessibilidade a TVDI, por meio dos equipamentos de acesso, de navegação e pela audiodescrição do conteúdo. As propostas das diretrizes de acessibilidade envolvem: uso da televisão; acesso a programação; uso do controle remoto; audiodescrição do conteúdo e um modelo de controle remoto, com dispositivos para acessibilidade à TVDI.

Link para Download: Giorgio Gilwan da Silva

PEPULIM, Maria Elizabeth Horn. TV digital aberta brasileira: o adolescente como usuário efetivo da interatividade via TV. Dissertação, 2011.

Este estudo trata da problemática de um provável usuário, mais especificamente, de um provável segmento de usuário, o adolescente, da TV digital aberta brasileira. Para realizá-lo foram agregadas informações disponibilizadas na literatura sobre este segmento, enquanto consumidor, principalmente de mídias de tela, e construído conhecimento através de uma pesquisa descritiva. Esta pesquisa foi efetuada em quatro escolas nas capitais do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, duas na capital gaúcha e duas na capital catarinense. Quanto ao tamanho e característica da amostra: o total foi de trezentos e quarenta e seis (346) respondentes, com idade entre 14 e 19 anos, de ambos sexos, divididos entre as duas capitais citadas. Uma vez que este não é um estudo com pretensões de generalização, não houve rigidez quanto ao desenho amostral. O propósito destas ações foi identificar o que levaria o adolescente brasileiro a ser um usuário da interatividade via TV e contribuir com a construção de uma base de conhecimento que permita conhecer mais este segmento de usuário para futuramente tentar fidelizá-lo no que diz respeito ao uso da TV digital aberta brasileira. Em vista disto, a pesquisa bibliográfica realizada procurou levar o leitor a, entender o que é a TV digital brasileira e a magnitude de um empreendimento deste porte com esta natureza no contexto de uma nação; a entender a importância de gerenciar este processo de mudança levando em conta, sobretudo, o seu usuário; a compreender a interatividade enquanto diferencial entre a TV analógica e a digital; conhecer o modelo de negócio envolvido; e, por fim, a pesquisa bibliográfica visou expor, primeiramente, o papel do adolescente neste contexto e a seguir sua relação com algumas tecnologias de informação e comunicação que habitam seu cotidiano. Já a pesquisa descritiva realizada procurou levantar conhecimento sobre a relação do adolescente com as mídias TV e computador e sobre o que poderia levá-lo a ser um usuário fiel da TV digital aberta brasileira. Embora este estudo tenha limitações relativas ao tamanho da amostra e a possibilidade de falibilidade da metodologia empregada e dos recursos humanos envolvidos, pode-se dizer que o conjunto de procedimentos que o envolveu contribuiu para alcançar o resultado esperado uma vez que elencou uma série de preferências, deste segmento de mercado, em relação a mídias de tela, que, se levadas em consideração pelos desenvolvedores de conteúdo, poderão contribuir muito com o êxito de uma ação de fidelização deste segmento em relação à TV digital. Com base nos resultados desta pesquisa é possível supor que a construção de estratégias de captação de público e fidelização deste, no que diz respeito à TV digital aberta brasileira, deve privilegiar primeiramente e, sobretudo, o lazer, através da possibilidade de comunicação interpessoal, disponibilização de filmes de qualidade, e ambientes de música, entre outras possibilidades desta natureza. Foram elencadas, também, neste estudo, algumas resistências deste público em relação a algumas possibilidades de aplicativos e conteúdos que no contexto de uma ação, visando a fidelização de um segmento de mercado em relação ao um produto ou serviço, devem ser consideradas. As principais tem a ver com aprendizado/estudo formal e com a participação formal em processos de construção de conteúdo. Não foram evidenciadas, nele, expectativas do público adolescente sobre o uso da interatividade via TV aberta.

Link para download: Maria Elizabeth Horn Pepulim