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OTOWICZ, Marcelo Henrique. CAPACIDADE ABSORTIVA E DESEMPENHO INOVADOR EM PEQUENAS EMPRESAS DA GRANDE FLORIANÓPOLIS. Dissertação, 2018.

Em um mercado cada vez mais competitivo e globalizado, a inovação é uma necessidade inerente para a sobrevivência das empresas. E, para a efetivação de resultados inovadores, o insumo conhecimento é tido como vital. Então, a capacidade de absorver novos conhecimentos, ou a capacidade absortiva (CA), pode representar o potencial de sucesso de uma empresa. No contexto das pequenas empresas, que exibem importante representatividade econômica no Brasil, contínuos desafios tornam essa realidade ainda mais complexa. Dessa forma, a inovação ganha ainda mais evidência como ferramenta competitiva dos pequenos negócios. Apoiado nessa conjuntura, o objetivo deste trabalho é verificar e analisar a relação entre capacidade absortiva e desempenho inovador em pequenas empresas da Grande Florianópolis, considerando a perspectiva de Agentes Locais de Inovação (ALI). Para o cumprimento deste propósito, desenvolveu-se pesquisa com abordagem quali-quantitativa tanto na coleta como na análise dos dados, que foram coletados através de questionário aplicado junto aos Agentes Locais de Inovação para a capacidade absortiva, bem como os dados do desempenho inovador foram obtidos junto ao Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), sendo embasados na ferramenta Radar da Inovação e em apontamentos dos mesmos ALI. Como principais resultados da pesquisa, verificou-se que a intensidade da capacidade absortiva mensurada revela potencial apenas moderado para as pequenas empresas da Grande Florianópolis, indicando oportunidades para melhor aproveitar esta habilidade. Em relação ao desempenho inovador, grande parte dos resultados indicam empresas conservadoras ou inovadoras eventuais, o que aponta que falta sistematização das práticas voltadas à inovação. Por meio da análise da correlação entre as medidas da CA com as do desempenho inovador, identificou-se que, de modo geral, maiores valores de CA acompanham maiores valores para a inovação. Além disso, a dimensão macro Processos do Radar da Inovação foi a que apresentou maiores coeficientes de correlação com as variáveis da CA nas análises realizadas, bem como o setor de serviços foi o que revelou melhores associações entre capacidade absortiva e desempenho inovador.

Link para download: Marcelo Henrique Otowicz

TEZA, Pierry. FATORES DETERMINANTES DA ADOÇÃO DE MÉTODOS, TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA INOVAÇÃO. Tese, 2018.

O uso efetivo de métodos, técnicas e ferramentas para inovação (MTF-Is) tem sido considerado um fator importante para o sucesso da gestão da inovação, sendo essencial para as organizações. Embora esteja clara a importância da adoção de MTF-Is, poucos trabalhos têm buscado identificar os fatores que influenciam a adoção deles pelas organizações. Essa lacuna de entendimento em relação à forma como acontece a adoção de MTF-Is, impossibilita, por exemplo, a construção de mecanismos que possam auxiliar as organizações a adotarem MTF-Is adequados aos seus contextos de atuação. A pesquisa aqui exposta responde à seguinte questão: que fatores determinam a adoção, pelas organizações, de métodos, técnicas e ferramentas para inovação? Especificamente, objetiva-se analisar os fatores determinantes da adoção de métodos, técnicas e ferramentas para inovação em processos de desenvolvimento de inovações. Como resultado, a partir do levantamento e análise da literatura foi proposto e verificado um modelo teórico acerca dos determinantes da adoção de MTF-Is. O modelo proposto sugere que a adoção de MTF-Is está relacionada à cinco grupos de fatores: à organização, ao projeto de inovação, ao ambiente externo, às características dos MTF-Is e ao uso de MTF-Is. Desenvolveu-se também um conjunto de hipóteses e suas respectivas medidas a serem testados empiricamente por meio de um levantamento tipo survey, que é um tipo particular de pesquisa quantitativa empírica, e modelagem de equações estruturais, que é uma técnica de análise estatística.

 

Link para download: Pierry Teza

BURGER, Fabrício. FRONT END DA INOVAÇÃO: FATORES QUE CARACTERIZAM O FEI INCREMENTAL E RADICAL. Dissertação, 2018.

O front end da inovação (FEI) é a primeira etapa do processo de inovação. Nela são geradas, selecionadas, enriquecidas e priorizadas ideias que podem se tornar conceito de produtos e tecnologias. O conhecimento é o elemento catalisador da inovação, e o seu compartilhamento e socialização contribuem para construção de novos saberes no universo organizacional. As empresas que buscam se diferenciar no mercado podem colher bons resultados ao atentarem-se à essa fase de pre-desenvolvimento. É possível estratificar a inovação em alguns aspectos, entre eles o grau, onde a literatura aponta existir inovações incrementais e radicais/disruptivas. Por outro lado, existem poucos estudos que versam sobre o front end alinhados ao grau da inovação e os fatores que o caracterizam. Nesse sentido, o presente trabalho objetivou analisar os fatores que caracterizam o processo do front end da inovação incremental e radical nas organizações. Para tanto, foi realizado um estudo multicaso em organizações inovadoras catarinenses do segmento de máquinas elétricas. Os dados foram coletados por meio de entrevistas em profundidade. Na análise dos dados foi utilizado o método da análise temática. Os resultados apontam a existência dos seguintes fatores: atitudes dos colaboradores, conhecimento, liderança, capacidade criativa, cultura organizacional, formalização do processo, fluxo de informações no processo, adequação tecnológica, uso de MTF’s, tempo de execução, estratégia da organização e estratégia do negócio.

Link para download: Fabrício Burger

NEVES, Edson Oliveira. ARTICULAÇÃO ENTRE OS CONSTRUTOS APRENDIZAGEM ORGANIZACIONAL, CAPACIDADE ABSORTIVA E INOVAÇÃO EM ORGANIZAÇÕES INTENSIVAS EM CONHECIMENTO. Tese, 2017.

A aprendizagem organizacional e a capacidade absortiva têm sido teoricamente associadas à inovação em organizações. Empiricamente, a relação entre esses construtos tem sido investigada por linhas de pesquisas distintas, de forma isolada. O exame, de forma conjunta, da relação entre os três construtos teóricos ainda se apresenta como um hiato nesse campo de estudos. Com o propósito de melhor compreender o fenômeno da inovação, esta pesquisa teve por objetivo analisar as relações entre aprendizagem organizacional, capacidade absortiva e inovação em organizações intensivas em conhecimento. Tendo em vista o pressuposto teórico subjacente, foram estabelecidas hipóteses de relacionamento positivo entre os três construtos. Utilizou-se para este estudo um levantamento tipo survey, elegendo-se para a coleta de dados empresas do setor de tecnologia da informação, tidas como organizações intensivas em conhecimento, da região metropolitana de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. Para apreender as variáveis operacionais dos construtos aprendizagem organizacional e capacidade absortiva, foram utilizados instrumentos de mensuração já validados anteriormente no contexto brasileiro. O instrumento de inovação foi desenvolvido especificamente para esta pesquisa, tendo como fundamento teórico principal o Manual de Oslo da OECD. Procedimentos de validação de conteúdo, validação estatística e refinamento foram devidamente aplicados às escalas utilizadas no estudo. A análise das relações pontuadas e a verificação das hipóteses desenvolvidas foram realizadas por meio da modelagem de equações estruturais. Os resultados obtidos apontaram a existência de uma influência significativa e positiva da capacidade absortiva sobre os diferentes tipos de inovação (produto, processo, marketing e organizacional), mas não foram encontrados elementos que indicassem uma influência significativa da aprendizagem organizacional sobre a inovação nas empresas pesquisadas. Os resultados também apontaram uma forte correlação entre os construtos aprendizagem organizacional e capacidade absortiva. Entre as contribuições desta pesquisa está o avanço na compreensão do grau de correlação entre os construtos, e a identificação de pontos de convergência e integração entre as três abordagens estudadas.

Link para download: Edson Neves

SCHMITZ, Ademar. A INOVAÇÃO E O EMPREENDEDORISMO NA UNIVERSIDADE: UM FRAMEWORK CONCEITUAL SISTÊMICO PARA PROMOVER DESENVOLVIMENTO SOCIOECONÔMICO REGIONAL E SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL. Tese, 2017.

A inovação e o empreendedorismo no ambiente acadêmico estão sendo estudados sob diversos rótulos, tais como universidade inovadora, universidade empreendedora, inovação acadêmica, empreendedorismo acadêmico, inovação universitária e empreendedorismo universitário. Apesar do aumento das publicações nos últimos anos, este tema continua fragmentado, exigindo estudos mais sistêmicos, que incluam tanto os aspectos econômicos quanto os aspectos sociais da inovação e do empreendedorismo. Assim, esta tese tem por objetivo propor um framework conceitual sistêmico de inovação e empreendedorismo para a Universidade, a fim de promover desenvolvimento socioeconômico regional e sustentabilidade institucional. Este objetivo foi atingido por meio de um estudo exploratório e descritivo valendo-se de uma revisão sistemática da literatura e múltiplos estudos de caso. A revisão sistemática da literatura permitiu a compreensão da abrangência da inovação e do empreendedorismo na Universidade. Já os múltiplos estudos de caso permitiram a identificação dos elementos sistêmicos da inovação e do empreendedorismo na Universidade, com ênfase nos mecanismos, bem como a identificação das contribuições da Universidade, por meio da inovação e do empreendedorismo para com o desenvolvimento socioeconômico regional e a sustentabilidade institucional. Resulta que a Universidade pode ser representada como um sistema social complexo, composta por indivíduos e artefatos no nível micro e pela organização acadêmica e administrativa no nível macro. Considerando, ainda, o ambiente, composto por empresas, governo e comunidades, a estrutura da Universidade pode ser definida nos níveis do indivíduo, da organização e das interações com o ambiente. Já os mecanismos estão organizados nas dimensões ensino, pesquisa, extensão e gestão, em consonância com as funções elementares da Universidade e à gestão universitária. Assim, existem relações entre as próprias dimensões da inovação e do empreendedorismo, entre os seus níveis (relações bottom-up, top-down e input-output) já que um nível tanto influencia quanto é influenciado pelos demais, e entre os próprios mecanismos nas diferentes dimensões. Desta visão sistêmica, decorrem três proposições: quanto maior a contribuição da Universidade para o desenvolvimento socioeconômico regional, maior a possibilidade da preservação da sustentabilidade institucional da Universidade; os indivíduos contribuem para a organização, a organização afeta os indivíduos, os indivíduos e a organização impactam o ambiente e o ambiente impacta os indivíduos e a organização; e, a inovação e o empreendedorismo são fomentados por meio do ensino, da pesquisa e da extensão, ao mesmo tempo que permitem a Universidade ser inovadora e empreendedora por meio da gestão universitária. Espera-se que o framework proposto venha a ser um ponto de referência para pesquisas futuras sobre a inovação e o empreendedorismo na Universidade e permita que as universidades possam implementar mecanismos mais adequados para o desenvolvimento socioeconômico do seu entorno e para a manutenção de sua própria sustentabilidade.

Link para download: Ademar Schmitz

FERNANDES, Roberto Fabiano. FRAMEWORK CONCEITUAL PARA O PROCESSO DE IDENTIFICAÇÃO DE OPORTUNIDADES DO FRONT END DA INOVAÇÃO. Tese, 2017.

A inovação, quando entendida sob a ótica de processo, é muito mais que gerar boas ideias, é sim uma atividade complexa, na qual há a interação de diversos componentes, alguns mais explorados na literatura, como é o caso do desenvolvimento de produtos, e outros, como a identificação de oportunidades, geração de ideias e conceitos, ainda pouco explorados. Entretanto, a etapa inicial do processo de inovação, também chamado de Front End da Inovação (FEI), vem ganhando importância estratégica por parte das empresas e universidades. A inovação, assim como o FEI, é um processo que requer ferramentas, regras e disciplina específicas e o mapeamento de todas as partes interessadas e a compreensão de seus interesses são conhecimentos críticos que ajudam a identificar os fatores de sucesso e dos gargalos ocultos. Apesar disso, o FEI ainda é definido como a mais incerta e confusa etapa, pois pouco se sabe ainda sobre como suas atividades são constituídas, quem são os atores, quanto tempo é necessário para executá-las e como é feita a sua gestão. Para mitigar a necessidade de clareza do que está envolvido na etapa inicial do processo de inovação, especificamente, sobre a identificação de oportunidades, esta tese objetiva desenvolver um framework conceitual para o processo de identificação de oportunidades no contexto do Front End da Inovação. Ao investigar sobre fatores de sucesso, há autores que declaram que há uma significante correlação entre eficiência e eficácia de empresas que possuem processo de inovação com o FEI definido. Motivado por esta justificativa, esta tese utilizou uma abordagem qualitativa, amparada por revisões sistemáticas da literatura que permitiram a composição de um portfólio de 170 artigos que compuseram a coleta dos dados secundários. Nesse portfólio foram identificados e analisados 17 modelos/frameworks relacionados à identificação de oportunidades. Na coleta de dados primários, utilizou-se como instrumento as entrevistas em dois momentos: primeiro com seis gestores de empresas inovadoras e, posteriormente, com três especialistas no processo de inovação. Para o tratamento dos dados primários e secundários, utilizou-se a análise de conteúdo. Como resultado, construiu-se um framework conceitual que representou o processo de identificação e oportunidades na visão macro e detalhada. Este framework apresenta a combinação de vários aspectos dos modelos e frameworks analisados, porém avançando na representação visual, no detalhamento de sua execução, fornecendo um processo estruturado para o gerenciamento do Front End da inovação.

 

Link para download: Roberto Fabiano Fernandes

VALDATI, Aline de Brittos. PROCESSO DE SELEÇÃO DE IDEIAS EM EMPRESAS INOVADORAS, Dissertação.

A capacidade de inovar é essencial para as empresas no contextual atual, pois é um fator que permite manterem-se competitivas no mercado. A inovação pode ser entendida como um processo, possível de ser gerenciado, que exige a combinação de novos conhecimentos e a transformação de ideias em negócios. Esse processo tem como primeira parte, o Front End, o qual é responsável, dentre outras tarefas, em selecionar ideias que poderão tornar-se possíveis produtos. Essa tarefa é considerada crítica, pois, o resultado desta, influenciará o sucesso final da inovação. A escolha de quais ideias seguirão adiante, é uma tomada de decisão importante que está envolta em incertezas e as empresas devem estar atentas a isso, trabalhando de forma que não torne esse processo subjetivo ou racional. Desse modo o objetivo desta pesquisa é analisar como ocorre o processo de seleção de ideias em organizações inovadoras. Para isso foi conduzida uma pesquisa qualitativa, com pesquisa de campo em três empresas de Santa Catarina, de portes médio e grande. Os dados foram coletados em entrevistas semiestruturadas junto aos membros das empresas envolvidos diretamente no processo de inovação. Como resultado, ao se comparar as etapas do processo de seleção de ideias encontrados na literatura com os da pesquisa de campo, bem como os critérios, conclui-se que o processo de seleção de ideias ocorre de forma definida em duas e não estruturada em outra, porém, as três baseiam a sua seleção em critérios pré-definidos. Esses critérios são correspondentes em alguns aspectos ao que a literatura apresenta e estão divididos entre aspectos técnicos e tecnológicos, econômicos e estratégicos. Entretanto, além de ter esses critérios definidos, as empresas ainda carecem de métodos mais estruturados tanto para tomar a decisão final quanto para tratar o grande volume de ideias. A pesquisa pode contribuir para o campo teórico e prático, primeiro a partir do estudo e compreensão de como acorre o processo de seleção e assim acrescer de novos conhecimentos e o segundo, para as organizações aprimorarem o processo e desenvolverem novas soluções, ainda que o estudo apresente como limitação principal o fato dos resultados não poderem ser generalizados.

Link para download: Aline de Brittos Valdati 

SANTOS, Maria Isabel Araujo Silva dos. A Segurança do Segredo: Proposta de Framework de Aplicação dos Instrumentos de Proteção do Segredo no Ambiente de Inovação da Base Industrial de Defesa. Tese, 2017.

A Base Industrial de Defesa representa um conjunto de organizações
públicas e privadas, civis e militares, que participam das etapas de
pesquisa, desenvolvimento, produção, distribuição, e/ou manutenção de
produtos de Defesa. Essas organizações são intensivas em conhecimento,
pois utilizam o conhecimento como base das suas atividades, e o
incorporam aos produtos, caracterizados pela alta tecnologia agregada.
Algumas vulnerabilidades no setor, tais como: pouca participação da
sociedade brasileira nos assuntos de Defesa; a escassez de especialistas
civis; a necessidade de modernização e inovação tecnológica; gestão dos
Direitos de Propriedade Intelectual; compensação comercial, industrial e
tecnológica e outras. Aqui, a Gestão do Conhecimento ressalta a diferença
no trato do bem tangível e intangível, pois nos processos do ambiente de
inovação da Defesa, que envolvem alta tecnologia, a preocupação com a
perda de conhecimento deve pautar as atividades de compartilhamento do
conhecimento. Outra razão, o fomento à Inovação no Ambiente da BID
implica a diminuição da dependência tecnológica estrangeira, devendo-se
proteger a novidade do produto. Neste estudo, recorreu-se aos
fundamentos de Inteligência e Contra-Inteligência da Doutrina de
Inteligência de Defesa para qualificar o conhecimento de Defesa e
identificar instrumentos próprios de proteção deste conhecimento. Esta
tese elaborou um framework para representar a aplicação dos
instrumentos de proteção do segredo no Ambiente de Inovação a BID,
detalhando as dimensões de proteção do segredo e a matriz de aplicação
dos instrumentos de proteção. Para isso, foi necessário harmonizar um
conjunto de termos e definições para caracterizar o “segredo” no
Ambiente de Inovação da BID; identificar os instrumentos de proteção;
apresentar o Sistema Sociotécnico para a BID para entender as influências
entre subsistema técnico e o subsistema social, bem como as relações com
o ambiente externo; caracterizar o Ambiente de Inovação da BID,
considerando a atuação dos agentes de Ciência, Tecnologia e Inovação, e
os ciclos de vida dos produtos de Defesa de cada Força Armada.

 

Link para download: Maria Isabel Araujo

LARA, Alexander Prado. Um Modelo Conceitual para Apoiar Atividades de Corporate Venture Capital e Geração de Novos Negócios Inovadores por meio de Programas de Aceleração Corporativa. Tese, 2017.

A adoção de atividades de identificação e geração de novos negócios por empresas estabelecidas é algo recente e ainda relativamente limitado, mas a intensificação da competição global e a aceleração das mudanças tecnológicas permitem prever que esse é um movimento que tende a se intensificar. Corporate Venture Capital (CorpVC) e Programas de Aceleração Corporativa (PAC) são duas das diferentes estratégias que uma grande empresa tem para geração de novos negócios a partir do investimento, apoio e construção de parcerias com startups que possuam projetos alinhados com seus interesses financeiros ou estratégicos. Este documento apresenta os resultados de uma pesquisa cujo objetivo foi a construção de um modelo conceitual para nortear concepção e execução de PAC, como forma de explorar sinergias e potencializar benefícios mútuos advindos da cooperação estreita entre corporações e startups; e facilitar a execução de estratégias de CorpVC. Apesar de PAC ser um fenômeno recente, possui crescente relevância econômica, o que, somado à ainda escassa literatura científica, justificou a escolha desse tema de pesquisa. A investigação foi conduzida em sintonia com as abordagens da Pesquisa-Ação e da Ground Theory, adotadas de forma combinada: a primeira como estratégia de condução geral e relação com o fenômeno investigado; e a segunda como referência para o processo de análise dos dados e construção do modelo conceitual. O modelo conceitual foi construído a partir de uma situação real, que concebeu, planejou e executou um PAC (InoveSenior) que atraiu e selecionou oito startups, que entre abril e dezembro de 2015 foram apoiadas por uma empresa madura (Senior Sistemas). Ao final do programa, a corporação investiu em três startups, e com outras três iniciou processo de análise e negociação para formação de parceria ou sociedade. Ou seja, o PAC mostrou-se capaz de cumprir com o objetivo de alimentar o “funil” de CorpVC e de fato gerou novos negócios inovadores para a corporação. Dado o caráter transdisciplinar do problema e a escassez de literatura científica sobre o tema, o modelo conceitual incorpora conhecimentos científicos e não-científicos, análises e comparações entre boas práticas recomendadas pela literatura e os erros, acertos e lições aprendidas — compilados durante a intervenção.

 

Link para download: Alexander Prado Lara 

PANISSON, César. Políticas Públicas que Subsidiam o Desenvolvimento de Empresas de Base Tecnológica: Um Estudo de Multicasos. Dissertação, 2017.

O novo modelo econômico, baseado no conhecimento, traz a inovação
como principal aspecto de valor para o desenvolvimento social e
econômico de uma nação ou região. Nesse sentido, os Sistemas
Nacionais e Regionais de Inovação buscam constituir uma estrutura com
mecanismos que contribuem para o desenvolvimento da inovação,
através de políticas públicas de fomento e incentivo, além de integrar os
agentes públicos e privados. Dessa forma, os mecanismos de fomento
têm importante papel no desenvolvimento de Empresas de Base
Tecnológica que, por sua vez, tem a inovação como principal fator
estratégico. Este estudo tem como objetivo analisar as Políticas Públicas
que contribuem para o processo de inovação e de desenvolvimento de
Empresas de Base Tecnológica. Para atingir o objetivo proposto,
realizou-se um estudo qualitativo de cunho bibliográfico, exploratório e
descritivo. Para coleta de dados empíricos, foi realizado um estudo de
multicasos e aplicada entrevista semiestruturada, o que subsidiou a
análise de conteúdo categorial. Como resultado pode-se verificar que o
Sistema Nacional de Inovação (SNI) brasileiro possui uma diversidade
de mecanismos que subsidiam a inovação, o que contribui para o
desenvolvimento das Empresas de Base Tecnologica, no qual pode-se
citar os recursos não-reembolsáveis, os benefícios fiscais juntamente
com os dispositivos legais de incentivos, e programas de capacitação
gerencial. Porém, para maior efetividade na aplicação dos
investimentos, o SNI ainda carece de maior dinamismo e articulação
com o sistema produtivo para seu amadurecimento e eficiência de suas
políticas.

Link para Download: César Panisson