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NUNES, Elton Luiz Vergara. Audiodescrição Didática. Tese, 2016.

Na atual sociedade do conhecimento, em que as imagens passaram a ocupar um lugar privilegiado na disseminação do conhecimento, com recursos de visualização cada vez mais presentes, é necessário encontrar um caminho de inclusão para os cidadãos cegos, a fim de que possam exercer seu direito de conhecer e apreender a realidade. Em um país onde cerca de 19% da população tem deficiência visual, com mais de 543 mil pessoas cegas, o acesso a esse tipo de material visual fica bastante prejudicado se não forem adotados recursos de acessibilidade adequados. A tecnologia assistiva chamada audiodescrição apresenta-se como possibilidade para esse acesso. Esta pesquisa, sob a ótica da teoria da enação e da externalização do conhecimento, busca verificar se tais recursos de acessibilidade são capazes de dar a esses aprendizes condições para apreenderem os conteúdos visuais e compartilharem o conhecimento neles veiculados, no contexto de aprendizagem. Com uma pesquisa qualitativa, interpretativista, valoriza-se a experiência e a subjetividade dos sujeitos, que poderão oferecer subsídios suficientes para que sejam elaboradas recomendações para apresentação de material de visualização do conhecimento para o aprendizado compartilhado com pessoas cegas. Com a questão de pesquisa “Como deve caracterizar-se a audiodescrição dos materiais escolares que permita ao aprendiz cego o acesso ao conteúdo didático visual no contexto de sala de aula?”, propõe-se um conjunto de recomendações para a elaboração de roteiros de audiodescrição com fins didáticos de imagens que veiculam conhecimento, para aprendizes cegos, com a intenção de possibilitar o aprendizado compartilhado desses sujeitos. Percebeu-se que a audiodescrição didática, utilizada com a intenção de auxiliar o aluno a aprender um conteúdo a partir de uma imagem, vai além da mera tradução visual objetiva dessa imagem; abandona a linguagem pretensamente neutra e assume seu papel de ferramenta de ensino nas mãos do professor-audiodescritor, torna-se, ela mesma, um recurso didático não limitado à ferramenta intermediadora.

 

Link para download: Elton Vergara Nunes

SCHNEIDER, Elton Ivan. Uma Contribuição aos Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA) Suportados pela Teoria da Cognição Situada (TCS) para Pessoas com Deficiência Auditiva. Dissertação, 2012.

A Educação a Distância no Brasil tem crescido exponencialmente, impulsionando desafios no uso das Tecnologias de Informação e Comunicação por meio da utilização de Ambientes Virtuais de Aprendizagem. O fato enseja o surgimento de novas propostas pedagógicas, cada vez mais voltadas à inclusão do aluno com deficiência física e/ou sensorial, na perspectiva de uma educação aberta e longe das barreiras que ainda excluem pessoas com deficiências do processo ensino-aprendizagem. Tendo por suporte a Teoria da Cognição Situada como critério de aprendizagem colaborativa, este trabalho objetivou precisar quais são e de que forma apresentam-se os pressupostos dessa teoria mais adequados à formação de uma Comunidade de Prática de alunos com surdez ou deficiência auditiva em Ambiente Virtual de Aprendizagem. Após revisão sistemática da literatura, o trabalho de empiria foi realizado na forma de questionário junto a alunos com surdez ou deficiência auditiva do Grupo Educacional Uninter, Instituição de Ensino Superior do Brasil com sede em Curitiba (PR). A metodologia envolveu a realização de um vídeo com orientações para participação de alunos, tutores e coordenadores de polo na área de EAD da instituição, que contou com intérprete da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). Também exigiu a realização de videoconferência junto aos representantes dos polos de apoio presencial, o pesquisador, e demais profissionais ligados ao atendimento dos 228 alunos com necessidades educativas especiais matriculados na IES, dentre os quais o público-alvo desta pesquisa: 54 alunos surdos ou com deficiência auditiva. Em 20 questionários que retornaram na forma on line, por escrito, foram analisadas as respostas de alunos do curso de Pedagogia e dos Cursos de Tecnologia Superior, nas modalidades presencial e a distância.  A pesquisa demandou recomendações para quatro diferentes áreas de atuação pertinentes ao aluno com surdez ou deficiência auditiva: a constituição do projeto pedagógico; o uso de Ambientes Virtuais de Aprendizagem,  a criação de Comunidades de Prática e a inclusão. Deste trabalho foi possível concluir que a Teoria da Cognição Situada apresenta pressupostos de suporte à formação das Comunidades de Prática que podem contribuir para a inclusão de alunos surdos no processo ensino-aprendizagem por meio de Ambientes Virtuais de Aprendizagem acessíveis.

Link para download: Elton Ivan Schneider

OBREGON, Rosane de Fátima Antunes. O padrão arquetípico da alteridade e o compartilhamento de conhecimento em ambiente virtual de aprendizagem inclusivo. Tese. 2011

O impacto das Tecnologias da Informação e da Comunicação na sociedade instaurou um novo e complexo espaço global para a ação social e, por extensão, para a ação educativa. Nessa direção, emerge o ambiente virtual de aprendizagem, como potencializador de processos de compartilhamento de conhecimento. Entretanto, o caráter colaborativo, dinâmico e socializador desses ambientes não permitem às pessoas com deficiência visual ou deficiência auditiva adaptarem-se à ruptura provocada por esse novo paradigma. Ante tais constatações, esta tese tem como objetivo propor recomendações para processos de compartilhamento de conhecimento em Ambiente Virtual de Aprendizagem Inclusivo. Nessa perspectiva, a pesquisa apóia-se na convergência interdisciplinar entre: 1) a Teoria da Cognição Situada, para sinalizar caminhos e possíveis trajetórias na compreensão do tecido social da aprendizagem, e 2) a Pedagogia Simbólica Junguiana, para auxiliar na compreensão psicológica das relações estabelecidas entre os usuários. Fundamentalmente, a presente tese busca formalizar o encontro dessas abordagens em ambientes suportados por tecnologias da informação e da comunicação, bem como potencializar a Teoria da Cognição Situada, com a contribuição dos instrumentos junguianos. Nesse intento, o percurso metodológico adotado – técnica do grupo focal, permitiu reunir características de aprendizagem das pessoas com deficiência visual, com deficiência auditiva e pessoas sem deficiência. Com as observações nos diferentes grupos focais, e com base na fundamentação teórica, foi possível desenvolver um conjunto de quarenta e cinco recomendações, distribuídas em seis categorias: Perspectivas, Alunos, Design Instrucional, Procedimentos, Conteúdos Simbólicos e Recursos Hipermidiáticos. Por conseguinte, a aplicação do Método Delphi permitiu a análise interativa de especialistas de diferentes áreas de conhecimento, viabilizando o consenso na adequação e coerência das recomendações para processos de compartilhamento de conhecimento em Ambiente Virtual de Aprendizagem Inclusivo no padrão arquetípico da Alteridade.

Link para Download: Rosane Obregon