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THIESEN, Juares. Método para a Construção e Análise de Cenários Prospectivos em Planejamento Educacional Baseado na Gestão do Conhecimento. Tese, 2009.

A Tese tem por objetivo desenvolver um método para a construção e análise de cenários prospectivos em planejamento educacional baseado na Gestão do Conhecimento. O estudo tem um caráter qualitativo, com abordagem interdisciplinar e foi desenvolvido em três etapas essenciais: a revisão de literatura, a elaboração do método e a verificação de sua consistência. Na revisão da literatura faz-se o aprofundamento das abordagens teóricas sobre estudos prospectivos considerando-se a educação como centralidade e a inserção dessa metodologia no Brasil e em Santa Catarina. O método de construção e análise de cenários para aplicação em planejamento educacional é composto por três matrizes. Uma Matriz de Referência que contém o mapeamento das metodologias de construção e análise de cenários prospectivos disponibilizados na literatura; uma Matriz Orientadora, que identifica os aspectos comuns de proposição dos autores no que se refere às etapas para a construção de cenários prospectivos e uma Matriz de Convergência que contém a estruturação final do método proposto para aplicação em planejamento educacional. A verificação dos aspectos de consistência do método é feita por intermédio da aplicação do Método Delphi a um grupo de especialistas pesquisadores na área de prospecção de cenários e um grupo de gestores que coordenam a Educação Pública em Santa Catarina. A aplicação do Método Delphi revela aceitação do método em todas as suas dimensões. O trabalho de pesquisa, no seu todo, confirma três importantes pressupostos: que os estudos prospectivos possuem, nos seus fundamentos e na sua formulação, estreita relação com as práticas de Gestão do Conhecimento; que a metodologia de construção e análise de cenários prospectivos é uma ferramenta adequada para orientar a elaboração de planejamentos na área da educação e que essa metodologia, quando adotada para elaboração de planejamentos educacionais precisa ser adaptada às suas características e especificidades – daí a necessidade de formulação de um modelo. A Tese revela a importância da adoção da metodologia de construção e análise de cenários no âmbito educacional e como as práticas da Gestão do Conhecimento podem auxiliar na sua formulação.

Link para download: Juares da Silva hiesen

FERNANDES, Luciano Lazzaris. Gestão do conhecimento em projetos de extensão universitária direcionados às pessoas com deficiência. Tese, 2009

A presente pesquisa teve como objetivo geral analisar os processos de integração, aquisição e disseminação do conhecimento entre os serviços extensionistas da UFSC direcionados às pessoas com deficiência, bem como propor diretrizes para auxiliar esses processos. O caminho metodológico se fundamentou na pesquisa qualitativa exploratória. A população foi constituída por coordenadores de extensão e diretores do departamento ligados à extensão da UFSC. Os dados foram obtidos através de entrevistas semi-estruturadas. Para analisar as entrevistas foi utilizado o software ATLAS TI. Esta pesquisa evidenciou que os projetos trabalham isoladamente, em guetos; existe a preocupação da equipe gestora na produção e disseminação do conhecimento colaborativo; a extensão ao mesmo tempo em que possibilita vivências concretas de aprendizagem, garante o retorno para a academia das necessidades da comunidade bem como de novos conhecimentos formando, nesse processo, uma espiral do conhecimento; os projetos direcionados às pessoas com deficiência podem ser comparados aos sistemas adaptativos complexos; há interesse de todos os coordenadores em participar de grupos para desenvolver ações e políticas inclusivistas na UFSC. Além dessas evidências, a pesquisa detectou um descaso das instituições públicas de ensino superior quanto ao Decreto 5296 de 02/12/04, no que tange a acessibilidade às páginas iniciais da web. Outra constatação foi para as home page das Pró-Reitorias ligada a extensão dessas instituições, onde não encontrou-se nenhum link para os projetos, nem informações mais detalhadas sobre os mesmos. Concluímos o estudo propondo que seja criado dois instrumentos: um núcleo de estudo e um portal web que possam dar conta de todos os aspectos detectados na pesquisa.

Link para download: Luciano Lazzaris Fernandes

BERNARDES, José Francisco. Administração patrimonial nas instituições públicas federais no contexto da gestão do conhecimento. Tese, 2009.

As organizações precisam renovar suas estratégias devido às constantes mudanças nos cenários organizacionais e agindo conforme a demanda tecnológica ou de acordo com manifestações culturais, sociais, econômicas e políticas de seus clientes. As Organizações Públicas necessitam de renovações, principalmente no que se refere ao controle de seus bens móveis ou patrimônio/material permanente. As Instituições Públicas Federais brasileiras possuem um setor de controle patrimonial, bens móveis, onde são controlados todos os recursos patrimoniais necessários para que as instituições funcionem, no entanto cada setor define suas próprias regras de gestão. Há uma diversidade de formas de gestão como vários são os sistemas de informações para controlar esses bens e cada qual procedendo de um jeito na sua gestão patrimonial. Essas ilhas de conhecimento podem estar coletivamente homogeneizadas com uma análise da gestão patrimonial nas Instituições Públicas Federais. Esta Tese teve como objetivo analisar a administração patrimonial em Instituições Públicas Federais no contexto da gestão do conhecimento. A pesquisa foi organizada conforme adaptações da metodologia commonkads, e valeu-se de uma pesquisa do tipo qualitativa e com a finalidade exploratória e descritiva. Para validar os resultados foi utilizado o método da triangulação de dados, fazendo uso da observação participativa, de aplicação de uma entrevista semi-estruturada e das pesquisas do estado da arte. Os resultados confirmam as expectativas de que os setores de patrimônio necessitam de melhorias e inovações em seus modelos de gestão. Nesse sentido, concluiu-se nesta pesquisa que para se ter um sistema de patrimônio que atenda as necessidades dos usuários, ele deve proporcionar um trabalho eficiente e eficaz. Para tanto um setor de patrimônio sistematizado deve ser composto por ferramentas adequadas ao seu funcionamento ou alterar as em funcionamento, destacando a interoperabilidade dos sistemas informatizados utilizado pelas instituições públicas federais brasileiras.

Link para download: José Bernardes

SILVA, Edson R. G. Governo Eletrônico na Segurança Pública: Construção de um Sistema Nacional de Conhecimento. Dissertação, 2009.

Esta dissertação se preocupa em propor ao gestor público um modelo tecnológico de gestão do conhecimento com adoção de tecnologias da informação e comunicação para subsidiar a tomada de decisão frente ao problema da criminalidade. Para sustentar este modelo, se apresenta uma construção que perpassa por várias teorias relacionadas a algumas áreas do conhecimento desenvolvidas ao longo dos séculos. Verifica-se, ao longo do estudo, como as pessoas processam suas intenções e as transformam em ações, de forma a tomar a decisão mais acertada frente a determinado problema. O intuito aqui destacado é baseado nas premissas da sociedade do conhecimento, que presa pela gestão eficiente do conhecimento nas organizações, podendo estas organizações serem públicas ou privadas. Procura-se, aqui, traçar as diretivas para incorporação dos conceitos da engenharia do conhecimento (EG) na esfera pública. Isto, absorvendo da EG seus métodos e técnicas para formulação de sistemas baseados em conhecimento. Esta formulação deve, contudo, ter suporte de engenheiros do conhecimento, das metodologias de extração e explicitação do conhecimento e da observação dos processos intensivos em conhecimento para mitigar possíveis erros, tendo como plano de fundo o governo eletrônico, que é a fonte para estruturação consciente dos sistemas de conhecimento para a esfera pública federal, estadual e municipal. Esta dissertação ressalta a importância de sistemas de conhecimento como forma de assistir as autoridades na formulação de políticas públicas. O foco de aplicação deste trabalho é a segurança pública, e a solução proposta é a estruturação do Sistema Nacional de onhecimento para Segurança Pública (SNCSP). O SNCSP utilizará as Bases de Conhecimento com as funcionalidades retiradas das técnicas de engenharia do conhecimento com o propósito de subsidiar os agentes públicos na tomada de decisão, dentro de uma gestão compartimentada e autônoma do conhecimento organizacional. Tendo como atributo a interoperabilidade dos sistemas dos órgãos públicos e a integração das informações em várias escalas de governo, as bases de conhecimento desenvolvidas nos níveis federal, estadual, setorial e municipal vão produzir conhecimento para os níveis estratégico, tático e operacional das instituições. Isto visando gerar prognósticos, diagnósticos e projeção de cenários para auxiliar na prevenção, no controle e no combate da criminalidade. Dispondo, assim, dos meios necessários para construção de uma sociedade mais justa, dentro de um estado democrático de direito.

Link para download: Edson Rosa Gomes

VIEIRA, Renata J. Incorporação da Inteligência Competitiva às Atividades de Planejamento Estratégico do Projeto de Produtos Industriais. Tese, 2009.

De acordo com as perspectivas da Gestão do Conhecimento, com a evolução do mercado e com o crescimento do volume das informações disponíveis para a empresa, percebe-se uma necessidade crescente por parte das empresas de coletar as diversas informações disponíveis e definir qual a sua melhor aplicação às atividades da empresa, por meio da geração de inteligência, caracterizando o uso de um sistema desenvolvido para a competitividade. Este trabalho propõe o desenvolvimento de um modelo de incorporação de ações da Inteligência Competitiva (IC) ao Planejamento Estratégico do Projeto de Produtos (PEPP). Uma pesquisa exploratória foi a base metodológica deste trabalho. Dentre as cinco empresas que se dispuseram a participar da pesquisa, uma foi escolhida para aplicação do estudo de caso, outra para aplicação do teste-piloto e outra como referência em melhores práticas de IC ou benchmarking. A pesquisa exploratória serviu para (i) conhecer melhor a realidade das empresas em termos de IC e (ii) fazer da seleção para o estudo de caso uma ação também embasada teórica e metodologicamente. O Modelo de Incorporação da IC ao PEPP possui quatro fases, com duas etapas cada, correspondendo aos objetivos específicos da tese. Os resultados mostram que a seqüência estabelecida para a aplicação do Modelo facilitou esta atividade. A verificação da aplicabilidade do Modelo por meio do software i tink® e com base na Dinâmica de Sistemas mostrou a plausibilidade do mesmo. Os resultados apresentados demonstram que, ao se acrescentar informações de IC relevantes em termos de qualidade, se terá um menor tempo gasto no Planejamento Estratégico do Projeto de Produtos da empresa Beta. Com  acréscimo das informações dos elementos de IC conforme os resultados do modelo, se obteve um tempo de PEPP na empresa Beta de 64 dias, menor do que o da empresa selecionada para benchmarking em IC – 79 dias. Com base nos resultados obtidos, e tendo em vista que a empresa pesquisada trabalha com produtos sob pedido, considera-se, cada produto desenvolvido pela empresa como um produto inovador em relação àqueles desenvolvidos anteriormente. Como a inovação está relacionada diretamente às informações que a empresa coleta e como quem desenvolve um projeto de produto e um produto com mais rapidez  chega antes ao mercado, pode-se dizer que esse tipo de incorporação estimula a criação de produtos inovadores.

Link para download: Renta Vieira

SOUZA, Irineu Manoel. Gestão das Universidades Federais brasileiras: uma abordagem fundamentada na Gestão do Conhecimento. Tese, 2009.

As transformações no âmbito das organizações complexas exigem novas formas de gestão, maior flexibilidade organizativa, com sistemas decisórios mais participativos. Essas transformações requerem a busca da melhoria da qualidade nas estruturas e processos administrativos. As instituições universitárias continuam a enfrentar demandas que as teorias organizacionais tradicionais não conseguem atender. Nesse contexto, questiona-se qual a contribuição da gestão do conhecimento para a gestão das IFES. A partir do cenário evidenciado, sugere-se identificar as efetivas contribuições da gestão do conhecimento para a excelência da gestão das universidades federais. Como metodologia de estudo, além da abordagem quantitativa, foi adotada a abordagem qualitativa. Na pesquisa quantitativa, foi utilizada a modalidade survey, por meio de aplicação de questionário às 53 (cinquenta e três) Universidades Federais Brasileiras, criadas e consolidadas até o ano de 2008, inclusive. Na abordagem qualitativa foram efetuadas entrevistas semi-estruturadas com os reitores, ex-reitores, pró-reitores, diretores de centros/faculdades ou equivalentes, chefes de departamentos, coordenadores de cursos, bem como com os docentes, técnicos e estudantes integrantes do Conselho Universitário das IFES pesquisadas. Os resultados da pesquisa indicam que as práticas de gestão do conhecimento são pouco adotadas nas universidades federais. Constatou-se a ocorrência, ainda de forma parcial, das seguintes práticas: sistemas de informações, novas formas organizacionais, estratégia organizacional, avaliação organizacional, comunicação institucional, avaliação de competência individual, planos de reconhecimento e recompensa, estímulo a criatividade e inovação, relacionamento com a sociedade, relacionamento com outras instituições e responsabilidade social. Em relação a práticas de gestão relevantes, tais como gestão por competência, memória organizacional, educação corporativa, aprendizagem e compartilhamento do conhecimento, relacionamento e aprendizagem com instituições nacionais e internacionais, raramente são adotadas nas IFES. As respostas dos questionários, das entrevistas, e demais dados levantados, cotejados com a fundamentação teórica apresentada, embasam as proposições direcionadoras para o desenvolvimento de uma abordagem de gestão das universidades federais no contexto da gestão do conhecimento.

Link para download: Irineu Souza

VIEGAS, Cláudia Viviane. Atividades de Gestão do Conhecimento na elaboração do Estudo de Impacto Ambiental. Tese, 2009.

A pesquisa analisa o processo de elaboração do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) sob a ótica das atividades de Gestão do Conhecimento (GC) dos consultores que nele atuam. O objetivo principal é propor uma estrutura de análise do EIA relativa ao processo de construção do conhecimento de seus elaboradores, considerando as relações entre conhecimentos implícitos e explícitos. As atividades de GC são investigadas segundo um referencial teórico baseado em três vertentes: revisão da literatura sobre elaboração do EIA; conhecimento epistemológico e crítico sobre esses estudos acumulado ao longo de quase quatro décadas e expresso em 32 pesquisas selecionadas; crítica e realinhamento de referenciais teóricos de GC. Tais referenciais são redesenhados segundo abordagens normativa, interpretativa, crítica e dialógica, numa adaptação da proposta de Burrell e Morgan (1979). As atividades selecionadas – aquisição, validação e inter-relação de conhecimentos – são associadas às abordagens, compondo uma estrutura que serve de partida para três instrumentos de investigação: um survey, um protocolo de análise documental e um protocolo comparativo entre resultados do survey e da análise documental. O survey é aplicado a 33 elaboradores de EIAs no Rio Grande do Sul, os quais integram as consultorias mais representativas nesta área, em nível estadual. O protocolo documental é aplicado a seis EIAs, pertencentes a setores que compõem cerca de 60% os 156 estudos registrados no órgão ambiental estadual entre os anos 1970 e 2007. A avaliação comparativa considera 18 consultores de EIA – que estão entre os 33 participantes do survey e são consultores dos EIAs analisados – três especialistas por EIA. Os resultados do survey mostram que a aquisição de dados e informações sobre legislação do EIA é um trabalho predominantemente individual no qual o coordenador tem um papel relevante (abordagem normativa); a validação do conhecimento do EIA é um processo empírico (abordagem interpretativa); o EIA carece de planejamento, contém excesso de informações desnecessárias e faltam-lhe informações necessárias (abordagem crítica); os elaboradores consideram que o EIA deve ser guiado à sustentabilidade e à tomada de decisão, porém apresentam dificuldade em expressar o significado de sustentabilidade e de relações multi, inter e transdisciplinares no contexto do EIA (abordagem dialógica). Dos seis documentos analisados, dois não cumprem 50% dos requisitos estabelecidos. A comparação entre resultados do survey e da análise documental mostra que apesar do elevado grau de empirismo na validação do conhecimento do EIA, expresso pelos consultores, os documentos por eles elaborados apresentam metodologia clara e/ou bem direcionada, o que leva à conclusão de que o conhecimento “arraigado à mente” (embrainded) dos profissionais é capaz de compensar a falta de metodologias formais de validação. Destaca-se o caráter exploratório e o ineditismo da proposta, a qual considera o EIA um processo de construção do conhecimento que depende da articulação de saberes implícitos e explícitos, o que não tem sido objeto de investigação no campo da pesquisa em EIA no Brasil.

Link para download: Claudia Viviane Viegas

GIRARDI, Dante Marciano. O Compartilhamento dos Processos de Recursos Humanos: uma contribuição para a gestão do conhecimento organizacional. Tese, 2009.

O conhecimento é, cada vez mais, essencial ao desenvolvimento e é ele que torna as organizações mais competitivas. O ambiente organizacional vem aprendendo continuadamente a gerar conhecimento, transformando-o em inovação, novas tecnologias, sistemas, produtos e serviços. Assim, as pessoas (colaboradores) passam a ser cada vez mais importantes para a estratégia das organizações. O valor da Área de Recursos Humanos (RH), atualmente, está na otimização dos processos de gestão de pessoas no sentido de torná-los uma vantagem competitiva, gerando competências críticas. A melhor forma encontrada para a gestão de pessoas é um processo mais participativo, descentralizado, de parceria, de compartilhamento com os demais gestores da empresa. Então, torna-se preponderante verificar o estágio atual desse compartilhamento e sua contribuição para as  organizações, mormente as grandes empresas catarinenses, universo deste estudo. O objetivo da pesquisa foi demonstrar a contribuição da Consultoria Interna de Recursos Humanos para a Gestão do Conhecimento, a partir de práticas de gestão de pessoas, adotadas nas maiores indústrias catarinenses. Para os fins a que se propõe este estudo, os procedimentos metodológicos seguiram a linha da pesquisa qualitativa, por meio das técnicas de pesquisa descritiva e aplicada. A pesquisa de campo, cujo universo foram as empresas catarinenses e a amostra envolveu as sete maiores em número de colaboradores, sendo que as unidades de análise foram os gestores de pessoas (RH) dessas empresas. Para análise dos dados, utilizou-se análise documental e de conteúdo. Quanto aos resultados, empreendendo sob a ótica da criação do conhecimento proposta por Nonaka e Takeuchi (1997), a consultoria interna auxilia principalmente nas etapas de socialização e externalização do conhecimento. Além disso, permite uma maior interação nos três níveis descritos por Sabbag (2007), individual, grupal e organizacional, desde que sejam implementadas em sua totalidade e os consultores possuam autonomia nos processos. Assim, analisando a contribuição da consultoria interna de Recursos Humanos para a Gestão do Conhecimento, pode-se perceber que as empresas que possuem maior grau de autonomia e maior nível de implementação, são aquelas em que os processos são mais compartilhados, socializados e internalizados pelos colaboradores. Dessa forma, pode-se afirmar que nas empresas analisadas o desenvolvimento dos processos de consultoria interna de RH catalisa os resultados da Gestão do Conhecimento nas mesmas.

Link para download: Dante Girardi

QUEVEDO, Mariana. Gestão do Conhecimento em Portais Virtuais de Turismo: Uma Abordagem Empreendedora. Dissertação, 2009.

Esta pesquisa objetiva identificar as estratégias desenvolvidas no gerenciamento de portais virtuais de turismo visando uma perspectiva empreendedora. Para tanto, primeiro busca-se caracterizar o setor de turismo, priorizando os aspectos organizacionais do processo de trabalho e a gestão do conhecimento em portais virtuais de turismo. Para após, analisar as atividades desenvolvidas no gerenciamento de portais virtuais de turismo em duas situações diferentes, em portal público e em portal privado. E por fim, verificar as atitudes empreendedoras dos gestores dos portais analisados. Do ponto de vista da abordagem do problema a pesquisa é considerada qualitativa, já do ponto de vista de seus objetivos, a pesquisa é classificada com exploratória, bibliográfica e um estudo de caso. A escolha do portal virtual de turismo como objeto de estudo, justifica-se pelas inúmeras informações que eles possuem em seu banco de dados e que são disponibilizadas aos usuários como um conhecimento explicitado, de forma rápida e precisa, através da utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação. Após um levantamento dos portais virtuais de turismo existentes em Florianópolis, selecionou-se uma amostra intencional no intuito de identificar as estratégias de gerenciamento utilizadas por essas empresas. O portal virtual de turismo público escolhido foi o da secretaria de turismo de Florianópolis – SETUR, já o portal virtual de turismo privado selecionado foi o Visite Floripa, por possuir um diferencial estratégico dos demais portais existentes na cidade. Para apresentar os portais pesquisados e verificar suas perspectivas empreendedoras, além das informações obtidas através dos documentos já existentes sobre cada um dos portais, também foram elaborados um questionário e uma entrevista semi-estruturada, os quais, posteriormente, foram aplicados aos responsáveis por cada portal. Por meio da pesquisa foi possível identificar a existência de poucas ações empreendedoras por parte da SETUR em detrimento ao Visite Floripa, o que é preocupante para Florianópolis, já que o órgão oficial de turismo da cidade deve acompanhar as mudanças mercadológicas e sociais que vem ocorrendo nos mais variados âmbitos, para que o incremento do turismo caminhe em direção a um desenvolvimento sustentável.

Link para download: Mariana Quevedo

DIAS, Maria R. A. C. Percepção dos materiais pelos usuários: modelo de avaliação Permatus. Tese, 2009.

Os materiais são dotados de propriedades e características, compatíveis com as diferentes classes a que pertencem, que lhes conferem um perfil único e particular, como uma espécie de DNA. A escolha dos materiais, em cada uma das dimensões do desenvolvimento de um produto, requer o atendimento a uma série de pressupostos. No âmbito da engenharia, a seleção dos materiais contempla aspectos técnicos, de resistência e desempenho. Na esfera ambiental, a seleção se converge para sustentabilidade, energia incorporada, emissão de poluentes, preservação das fontes de insumo, reciclagem e toxicidade. Na dimensão prática do uso, os requisitos se relacionam à usabilidade, ergonomia, conforto e segurança. No tocante à estética, a seleção se fundamenta na expressividade e linguagem dos materiais. E, no aspecto simbólico, os materiais evocam valores culturais, da memória, da tradição e das associações. A despeito de todo esse “arsenal” de conhecimentos disponível, há ainda uma lacuna a ser explorada, que se refere às percepções daqueles que são os maiores interessados nos produtos, os seus próprios usuários. Assim, pressupõe-se que o conhecimento prévio dos anseios dos usuários, ainda que subjetivos, e as reações emocionais que eventualmente venham a experimentar em sua interação com os produtos, pode servir como estratégia importante a ser explorada, quando da concepção e desenvolvimento dos produtos. Dentro dessa perspectiva, a pesquisa objetiva formular e testar um modelo – Percepção dos Materiais pelos Usuários (Permatus) – para obter informações dos usuários, especialmente seus conhecimentos tácitos. Um estudo experimental, com 50 usuários voluntários na avaliação de panelas de cozimento de alimentos, foi realizado com o intuito de verificar a eficiência do modelo, sua metodologia e instrumental de pesquisa, e de servir como referência para futuras aplicações. O resultado dos testes aplicados demonstrou que os indivíduos expressam o seu conhecimento acerca dos materiais de diferentes maneiras, destacando-se: a identificação da natureza dos materiais; o reconhecimento de suas características próprias materiais mediante as modalidades sensoriais; o conhecimento de algumas propriedades básicas; a relação do material com as funções práticas do produto avaliado; a opinião sobre questões estéticas, simbólicas e culturais relativas aos materiais no contexto de uso do produto. O estudo também apontou que a percepção é por vezes enganosa, em face da diversidade dos materiais e decorrente de associações estabelecidas pelos indivíduos com base em seu repertório cultural e seus próprios estereótipos. Os usuários participantes auto-avaliaram suas emoções durante a interação e uso dos produtos, o que serviu para melhor compreender as questões cognitivas e conativas dessa interação. Esses testes demonstraram ainda que os materiais podem influenciar as preferências, que, por sua vez, afetam as escolhas e decisão de compra. No âmbito desse estudo, os tipos de emoções declaradas pelos participantes refletiram diretamente suas preferências. Espera-se com essa pesquisa que esse modelo possa ser aplicado na prática, tanto em empresas, para o desenvolvimento de produtos, como no ensino acadêmico do design, da engenharia e de áreas correlatas. Considera-se que as avaliações subjetivas resultantes da pesquisa podem ser revertidas em informações objetivas, como, por exemplo, na definição das características do produto, na especificação técnica dos materiais, na definição de texturas e acabamentos, bem como em inúmeras possibilidades aplicativas. Pode-se afirmar portanto que a grande vantagem dessa abordagem é que o usuário passa da condição de passivo, para se tornar um agente ativo e participante do processo de desenvolvimento de produtos.

Link para download: Maria Alvares