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SOUZA, Gabriela Mattei de. Indicações Geográficas: Práticas de Gestão do Conhecimento Aplicáveis no Processo de Organização dos Produtores para Reconhecimento de Indicações de Procedência. Dissertação, 2013.

A competitividade é fator indiscutível tanto no cenário do comércio mundial como em qualquer mercado regional, nacional ou local. Inseridos nesta realidade, os produtores procuram cada vez mais novas maneiras de se diferencias no mercado, surgindo assim um interessante cenário para as Indicações Geográficas. O presente trabalho foca seu estudo na análise de práticas de Gestão do Conhecimento que possam ser utilizadas como facilitadores durante o processo de organização dos produtores para obter o reconhecimento legal das Indicações de Procedência. A pesquisa é de cunho qualitativo com objetivo descritivo, coletando dados através de pesquisa bibliográfica e documental. Concluiu-se que as práticas de Gestão do Conhecimento que podem mais facilmente serem utilizadas na realidade das Indicações Geográficas, de acordo com os parâmetros estabelecidos no presente trabalho, são as Comunidades de Prática, Storytelling e Espaço Colaborativo, práticas estas que são apresentadas e descritas ao longo do texto. Tais práticas colaboram de forma a facilitar o processo de captura e compartilhamento do conhecimento necessário para o reconhecimento legal das Indicações geográficas.

Link para Download: Gabriela Mattei de Souza

GOMES JR, Waldoir Valentim. Gestão do Conhecimento e Mapeamento de Competências: Um Estudo de Caso. Dissertação, 2013.

A competência é compreendida como um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes, do ponto de vista individual, como um saber ou saber fazer algo bem, já em termos organizacionais, é a contribuição do indivíduo para com a organização. A Gestão por Competência utiliza o Mapeamento de Competências como uma das formas de identificar as competências existentes em uma organização, potencializando sua capacidade de adaptação às novas demandas do mercado. Tais demandas referem-se à nova forma de gestão, sendo o capital intelectual primordial para a geração de estratégias e diferencial competitivo. A nova forma de gestão estabelece o uso do conhecimento como diferencial competitivo, onde o conhecimento passa a exercer um papel fundamental para os processos organizacionais. A Gestão do Conhecimento busca desenvolver e criar conhecimento como solução essencial às estratégias das empresas, sendo dessa forma, uma ferramenta empresarial, que prepara a organização, tanto em seus aspectos estruturais, como humanos. O Mapeamento de Competências oferece à Gestão do Conhecimento um entendimento da capacidade de conhecimento por conta das competências organizacionais disponíveis e necessárias, possibilitando verificar conhecimentos que possam ir além das competências. Esta dissertação tem como objetivo geral, analisar o Mapeamento de Competências como subsídio para Gestão do Conhecimento, abordando o Mapeamento de Competências como uma ferramenta gerencial para auxiliar a Gestão do Conhecimento, agregando valor estratégico frente à possibilidade de identificar a potencialidade das competências disponíveis e essenciais para atender demandas do planejamento estratégico da organização em estudo. A pesquisa classifica-se como quali-quantitativa quanto a sua abordagem, possui caráter exploratório e descritivo quanto aos fins e quanto aos meios, este estudo envolve uma pesquisa de campo, documental, bibliográfica e de estudo de caso. Os atores selecionados da organização pesquisada consistiram em quatro sujeitos alocados no setor administrativo do Escritório de Advocacia Machado, Corrêa e Silva Advogados Associados. A partir do modelo de Borges-Andrade e Lima (1983) foi desenvolvido e aplicado um modelo de mapeamento de competências, possibilitando uma análise dos dados em relação às competências existente na empresa e àquelas que necessitam ser desenvolvidas ou melhoradas. Pelos resultados obtidos, pode-se concluir que o Mapeamento de Competências é uma ferramenta essencial para a Gestão do Conhecimento, pois além de identificar o potencial de conhecimento nas competências existentes da organização, permitem identificar as competências essenciais e também as competências que podem ser realocadas na organização com o intuito de atender, da melhor maneira, as demandas estratégicas da organização.

Link para Download: Waldoir Valentim Gomes Jr.

RABELO, Ricardo Alves. Análise da Relação entre Intimidade e Compartilhamento de Conhecimento em Grupos nos Processos de Desenvolvimento Organizacional. Dissertação, 2013.

A introdução da Gestão do Conhecimento no ambiente organizacional tem sido responsável por transformações nos processos, relações e resultados das organizações. Essas transformações têm como base o fato de que o conhecimento, quando compartilhado, aumenta e sustenta o novo paradigma construído. Entretanto o processo de compartilhamento tem uma série de nuances que devem ser exploradas. O objetivo do presente trabalho é explorar uma destas nuances, a intimidade, a fim de verificar como o compartilhamento do conhecimento se relaciona com o desenvolvimento da intimidade de um grupo. A metodologia adotada foi, a partir da identificação de constructos que poderiam suportar as variáveis de estudo, analisar a evolução dos mesmos em um processo de desenvolvimento organizacional em uma organização prestadora de serviços por quatro anos, durante os quais seus líderes são submetidos a diversas práticas de Gestão de Conhecimento. Os resultados obtidos demonstraram que quanto maior a intimidade, melhor é o aproveitamento das práticas de Gestão do Conhecimento e que o desenvolvimento de intimidade gera mudanças de comportamento e de ambiente que fortalecem as razões para o compartilhamento de conhecimento, o que amplia o fluxo de conhecimento e a aprendizagem de grupo.

Link para Download: Ricardo Alves Rabelo

DIAS, Adriano Júnior. Relações entre a Estrutura Organizacional, a Gestão do Conhecimento e a Inovação, em Empresas de Base Tecnológica. Dissertação, 2012.

O presente trabalho evidencia como se relacionam a Estrutura Organizacional, a Gestão do Conhecimento e a Inovação, em empresas de base tecnológica, por intermédio de um estudo de caso numa empresa deste segmento econômico. Seus objetivos foram alcançados por meio de pesquisa que adotou abordagem qualitativa, indutiva, como meio de alcançar os pressupostos, num primeiro ciclo, cabendo ao segundo ciclo, a coleta de dados primários e sua confrontação com os aludidos pressupostos para obtenção das conclusões finais. O trabalho traz, em sua estrutura, o contexto em que se desenvolveu a pesquisa, já em seu intróito, como fruto de levantamentos de dados feitos em documentos, de onde nasceram o título funcional e a pergunta de pesquisa, deixando a revisão sistemática de literatura como fonte de validação desses importantes itens, e como base para a obtenção dos autores que foram adotados, por primeiro, durante a revisão bibliográfica. A análise e interpretação dos dados primários coletados se deram por intermédio do procedimento sistêmico de redução da realidade. Os resultados foram suficientes para extrair da realidade estudada, os insumos necessários para a realização do seu batimento com os pressupostos nascidos da análise e interpretação dos dados secundários coletados. Diversas foram as conclusões, dentre as quais: a) a Estrutura Organizacional orienta as empresas para a economia da Inovação, desde que alinhada a uma cadeia de valor também orientada neste sentido; b) a Gestão do Conhecimento relaciona-se com a Inovação como fonte e meio pelo qual são gerados novos conhecimentos necessários à sua materialização; e c) a Estrutura Organizacional relaciona-se com a Gestão do Conhecimento, especialmente no nível da empresa, pela facilitação das interações multidisciplinares entre os indivíduos durante o processo de desenvolvimento e de implementação da Inovação. O sucesso das empresas de base tecnológica inovadoras está no elevado grau de adaptabilidade do seu portfólio à realidade de cada cliente, como meio de ser efetiva para os mesmos.

Link para download: Adriano Junior Dias

SCHMITT, Sabrina Rebelo. Fatores críticos de sucesso à manutenção de Comunidades de Prática e suas dimensões de análise. Dissertação, 2012.

Esta pesquisa almejou identificar os fatores críticos de sucesso (FCS) à manutenção das Comunidades de Prática que estabelecem relação com as dimensões de análise das Comunidades. Para tanto, realizou-se uma busca sistemática da literatura em que emergiram 112 FCS à manutenção das CoPs. Concomitante, identificaram-se na literatura algumas dimensões de análise para Comunidades, tais como: individual, organizacional, liderança, comunidade, cognitiva, tecnológica e econômica. Em virtude das características de alguns dos fatores revelados, e pela ausência de dimensões que os contemplassem, outras três dimensões foram propostas: a relações de poder, a cultural e a operacional. Após o levantamento dos FCS e das dimensões, alocaram-se os fatores às dimensões que melhor lhes representavam, além de respeitar a indicação dos autores quando assim o fizeram, resultando em quadros de referência por dimensão e seus respectivos FCS. Em seguida, foi possível verificar que alguns fatores transitavam entre duas dimensões de análise, o que se denominou de interseção de dimensões diversas. Por fim, chegou-se aos 28 fatores críticos de sucesso à manutenção das CoPs e suas dimensões de análise, circunstância que possibilitou a criação de um quadro-síntese com tais informações. Respeitando a caracterização da pesquisa quanto aos fins, indica-se que o primeiro resultado é de origem aplicada, porquanto possui como base de motivação a resolução de problemas concretos referente à gestão das CoPs, qual seja: a identificação dos fatores críticos de sucesso à manutenção das CoPs, e suas vinculações às dimensões de análise. O segundo repousa no campo da contribuição teórica, visto que pode auxiliar como ponto de partida para investigações futuras sobre a temática.

Link para download: Sabrina Rebelo Schmitt

FERREIRA, Denize Demarche Minatti. Gestão e Uso da Água na Suinocultura: Um Diagnóstico a partir da Comparação de Pegadas Hídricas 2011. Tese, 2012.

O atual modelo de civilização é baseado num modo de produção e de consumo desenfreados que se reflete em exploração excessiva do meio ambiente. A emergência de proteção ao meio natural trouxe uma crescente preocupação com a necessidade de consolidar um processo de gestão sobre o uso e aproveitamento racional dos recursos naturais. A conservação dos recursos hídricos constitui um desafio para a sociedade, pois a questão da qualidade e disponibilidade da água agrava-se a cada dia. Especialmente no caso de Santa Catarina, os resíduos industriais, os dejetos provenientes da criação de animais e a contaminação pelos agrotóxicos e defensivos utilizados na lavoura comprometem a qualidade dos mananciais. Em relação à suinocultura, o estado é o principal produtor em número de abates, o que exige grande demanda de água, logo, necessidade de manutenção do recurso, especificamente nas regiões de maior concentração de animais. Diante disso, há que se avaliar a perspectiva da suinocultura catarinense, frente ao contexto atual da produção, quando se leva em conta a questão ambiental, observando-se de modo abrangente as diferentes dimensões do problema. A presente tese analisa o processo de gestão e uso da água na referida atividade, sob a ótica da gestão do conhecimento dos envolvidos no processo (suinocultores e indústria), principalmente na região Oeste do estado. O objetivo principal é fazer uma análise dos conhecimentos e das práticas de preservação da água pelos atores envolvidos no processo, considerando-se conhecimentos tácitos e explícitos. As práticas de gestão e uso da água foram analisadas a partir da aplicação de dois instrumentos de investigação em forma de questionários com perguntas abertas e fechadas, ambos abarcando a questão ambiental e o modo da criação de suínos, praticado. O instrumento de investigação direcionado à indústria buscou também investigar se as empresas têm atividades formais ou institucionalizadas de gestão do conhecimento. Os instrumentos de investigação foram aplicados em quatro (4) indústrias e em nove (9) produtores de suínos. De posse da análise das respostas, aplicou-se o Modelo da Pegada Hídrica, ferramenta que estima o uso de água na atividade. A conclusão apresenta estratégias para disseminação e aproveitamento de conhecimentos que poderão nortear uma proposta para um redirecionamento nas formas atuais de produção. A gestão do conhecimento da sustentabilidade permeará a construção de um panorama atual, que poderá contribuir para uma melhor gestão do recurso água, na região onde há maior concentração de suinocultores.

Link para download: Denize Demarche Minatti Ferreira

MALLMANN, Marthin Leo. Diagnóstico Qualitativo dos Processos de Gestão do Conhecimento pela Utilização de Parâmetros do Método OKA: O Caso da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Dissertação, 2012.

A literatura tem demonstrado a importância da variável conhecimento para as organizações na atualidade. O conhecimento tem se tornado cada vez mais um recurso chave, que diferencia organizações de sucesso. Nesse contexto, gerir o conhecimento organizacional é de suma importância. Para que uma boa gestão desse conhecimento ocorra, é necessário diagnosticar a situação existente da organização no que tange à gestão do conhecimento (GC) para, a partir desse diagnóstico, desenvolver planos de ação coerentes com a situação encontrada. O objetivo geral do estudo foi selecionar método de diagnóstico da GC e realizar teste de aplicação qualitativa do mesmo na ECT. Dentre os vários métodos de diagnóstico de GC encontrados na literatura destaca-se o método Organizational Knowledge Assessment (OKA), desenvolvido para o Banco Mundial. Trata-se de um método abrangente, que enfoca os eixos Processos, Pessoas e Tecnologia, subdivididos em 14 dimensões específicas, detalhadas em um questionário com 205 itens. Sua aplicação original é de natureza quantitativa, e seus resultados são apresentados na forma de um diagrama do tipo radar com os escores de cada dimensão. Verificada sua potencialidade como roteiro para um diagnóstico de cunho qualitativo da GC em organizações, ficou caracterizada a oportunidade de realização deste trabalho, proposto como um estudo de caso na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, de natureza qualitativa com enfoque descritivo e analítico, especificamente sobre os processos de gestão do conhecimento naquela organização. Os resultados do diagnóstico e um conjunto de recomendações são apresentados de forma descritiva à organização objeto do estudo de caso. Também é proposta uma metodologia de realização do diagnóstico e de análise dos resultados encontrados. Por fim, são sugeridos novos pontos para possíveis estudos futuros, como a adaptação do método OKA para diagnóstico qualitativo a outros tipos de organizações.

Link para download: Marthin Leo Mallmann

SOARES, Aline Pereira. Gestão do Conhecimento e Conflitos Organizacionais em EaD: Construção de uma Teoria Substantiva. Tese, 2012.

Este trabalho apresentará a construção de uma teoria substantiva sobre a gestão do conhecimento em situações de conflito em Educação a Distância. O objetivo surge a partir da revisão teórica, ao identificar que boa parte do conhecimento relacionado ao conflito no ambiente interorganizacional e da gestão do conhecimento ainda está balizado por descobertas baseadas em pesquisas antigas. Tal fato é decorrente principalmente do acelerado desenvolvimento tecnológico, social e organizacional (intensificado) dos últimos anos, que ocasionou novos problemas para as organizações, especificamente às que trabalham a distância. Assim, na primeira parte desta pesquisa buscou-se desenvolver os principais conceitos sobre gestão do conhecimento e conflito. A segunda parte do trabalho identifica quais paradigmas teóricos (interpretativista, humanista radical, o estruturalista radical e funcionalista e o paradigma da complexidade) podem nortear a gestão do conhecimento em situação de conflito interorganizacional em um curso na modalidade de educação a distância (EaD). Para atingir os objetivos propostos foi realizado um estudo de casos com a equipe do Projeto Aluno Integrado (PAI), desenvolvido na modalidade de educação a distância (EaD), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Nele foi utilizado o método da Grounded Theory (GT), por perceber sua relevância para o desenvolvimento de teorias. Os resultados encontrados nessa pesquisa fornecem três bases de análises teóricas: a primeira aponta que o paradigma Interpretativista é o que mais predomina no curso, tendo-se observado como cada entrevistado interpretava a realidade apreendida no Projeto. A segunda, relacionada à primeira, identifica que há poucos sinais de presença do paradigma dos Sistemas Adaptativos Complexos (SAC), uma vez que a equipe utilizou muito pouco os critérios de análise dos SAC´s propostos por Stacey (2006) e Axelrod e Cohen (2000). A terceira gerou, com base na teoria substantiva, um esquema teórico e um quadro que mostram as relações de interação e causa-efeito do conflito e da gestão do conhecimento – permitindo alcançar os objetivos da pesquisa. Uma das conclusões da tese está relacionada à teoria fundamentada em dados que desenvolvida, em que foram observados dois pontos importantes: a identificação de novos motivadores de conflitos, específicos dessa equipe de EaD, a saber: Ambiente virtual/tecnologia; Poucos treinamentos; Projeto Piloto; Autonomia; Infraestrutura; Falta de definição clara de papéis; Comunicação; Divergência de objetivos; Atitudes; Motivação; Liderança; Mudança organizacional; Conscientização; Tamanho do grupo; Ameaças externas; Sentimento de perda; Relacionamento e Estrutura organizacional. Também foi possível identificar a necessidade de inserir a Infraestrutura tecnológica como fator importante no modelo das cinco condições necessárias para promoção da espiral do conhecimento, proposto por Nonaka e Takeuchi (2008). A partir dessa pesquisa, sugere-se que os estudos com equipes que trabalham a distância considerem os novos motivadores de conflito e os aspectos que revisam o modelo da gestão do conhecimento, identificados nessa tese.

Link para download: Aline Pereira Soares

BELLO, Janine da Silva Alves. Relação conceitual entre identidade organizacional e competência essencial: Implicações para gestão do conhecimento.

Esta dissertação tem como objetivo compreender a relação entre a identidade organizacional e a competência essencial. Origem, relações conceituais e metodologias de identificação dão suporte às análises e à construção de relações teóricas e às práticas de gestão. A identidade organizacional é um constructo coletivo, suscita a interação entre: (a) os níveis individuais e coletivos de análise, (b) a cognição do indivíduo sobre o que é a organização, resultante da relação dialética entre cognição coletiva compartilhada e (c) as cognições individuais socialmente construídas. Refere-se à pergunta “quem somos nós enquanto organização” (ALBERT; WHETTEN, 1985). A competência essencial é compreendida como uma capacidade especial da organização e distinguida se satisfizer três critérios: contribuir significativamente para o benefício de um cliente ou produto; ser competitivamente única e, como tal, deve ser difícil para os concorrentes imitar; e proporcionar o acesso potencial a uma ampla variedade de mercados (Hamel e Prahalad, 1990). Este estudo teórico evidencia a relação entre identidade organizacional e competência essencial, mostrando que a identidade pode ser uma competência Essencial da organização, pode servir de apoio ou ameaça à construção de novas competências, é aguçada com os processos de mudança, tem implicações no processo de tomada de decisão, e, consequentemente sobre a Gestão do Conhecimento.

Link para download: Janine da Silva Alves Bello

BATISTA, Fábio Ferreira. Modelo de Gestão do Conhecimento para a Administração Pública Brasileira: como Implementar a Gestão do Conhecimento para Produzir Resultados em Benefício do Cidadão. Pós Doutoramento, 2012.

PREFÁCIO

Para que correr se você não está na estrada certa? Provérbio indiano.

Muitas práticas de Gestão do Conhecimento (GC), implementadas por órgãos e entidades da administração pública brasileira, não estão alinhadas com os direcionadores estratégicos da organização (visão, missão, objetivos estratégicos, estratégias e metas). Assim, parafraseando o provérbio indiano na epígrafe, alguém poderia perguntar a essas instituições: “Para que implementar práticas de GC se elas não ajudam a alcançar seus objetivos estratégicos?” Outras organizações públicas ainda não asseguram a utilização da GC para melhorar processos, produtos e serviços. Para essas, caberia também indagar: “Para que implementar GC se isso não está contribuindo para o aumento da eficiência e para a melhoria da qualidade dos serviços prestados à população?” Este trabalho descreve um modelo para a administração pública concebido para orientar as organizações sobre como implementar GC de tal forma a assegurar o alcance dos objetivos estratégicos e a melhoria de processos, produtos e serviços em benefício do cidadão-usuário e da sociedade em geral. A ideia de realizar este trabalho surgiu de uma constatação: as organizações públicas no Brasil não contavam com um modelo de GC genérico (que servisse para todas as organizações públicas), holístico (que permitisse um entendimento integral da GC), com foco em resultados (que visasse alcançar objetivos estratégicos e melhorar o desempenho) e específico para a administração pública. A oportunidade de construir esse modelo surgiu com o aproveitamento de uma licença-capacitação nos meses de setembro, outubro e novembro de 2011. Nesse período, desenvolvi o trabalho como produto do pós-doutorado que realizei no Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento da Universidade Federal de Santa Catarina (EGC/UFSC). Agradeço a todos que contribuíram para a realização deste trabalho, em especial ao Comitê de Gestão de Pessoas (CGP) do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) pela concessão da licença-capacitação; ao Professor Neri dos Santos (EGC/UFSC) pela orientação e apoio; ao EGC/UFSC por ter-me aceito como pós-doutorando; a Patrícia de Sá Freire (doutoranda do EGC/UFSC) pela ajuda no levantamento de referências bibliográficas; aos colegas da Atividade de Pesquisa Planejada (APP) do Ipea – EGC/UFSC Isamir Carvalho, Angela Amin, Marilda Todescat e Isabel Santos, pelos comentários e sugestões. A minha expectativa é de que o modelo e o manual de implementação da GC aqui propostos sejam úteis para todos aqueles que enfrentam o desafio de institucionalizar a GC na administração pública brasileira.

Link para Download: Fábio Ferreira Batista