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CARVALHO, Isamir Machado de. A Dinâmica dos Mecanismos de Proteção e Compartilhamento de Conhecimento, no Processo de Desenvolvimento de Software, em uma Empresa Pública de Tecnologia da Informação (Ti). Tese 2014

O objetivo desta tese é descrever a dinâmica de funcionamento dos mecanismos de proteção e de compartilhamento de conhecimento, no processo de desenvolvimento de software, em uma organização pública do setor de tecnologia da informação (TI). A pesquisa realizada para desenvolver esta tese adota a estratégia de Estudo de Caso, com finalidade descritiva e nível de análise organizacional. Para a coleta de dados foi feita análise documental, aplicado questionário, e realizadas entrevistas. Foram envolvidos 15 respondentes, sendo oito do nível estratégico, lotados na sede da empresa, e sete do nível tático-operacional, lotados em uma regional, onde ocorre o processo de desenvolvimento de software estudado. Os resultados obtidos são: a) mecanismos de proteção de conhecimento por fases, b) mecanismos de compartilhamento de conhecimento por fases, c) ativos de conhecimento protegidos, d) aspectos da proteção e do compartilhamento de conhecimento, e) composição da dinâmica de funcionamento dos mecanismos na organização estudada. Os resultados desta pesquisa contribuem para a melhor compreensão da interdisciplinariedade entre a Administração e o Direito ao tratar de propriedade intelectual no âmbito da gestão do conhecimento. Os resultados mostram que a adoção de mecanismos permite escolher “o que” e “como” proteger o conhecimento ou compartilhá-lo. Os resultados também contribuem para a discussão da existência de tensão, conflito e dilema entre proteção e compartilhamento de conhecimento, considerando o contexto no qual está inserido. A contribuição da pesquisa para gestores da área pública reside no apoio à escolha de mecanismos adequados às suas organizações, e para os formuladores de políticas em organizações públicas, insumos para a definição de estratégias relacionadas aos mecanismos. Esta tese contribui para promover a gestão do conhecimento, quanto à proteção e ao compartilhamento de conhecimento, na prestação de serviços públicos na área de tecnologia da informação (TI) em prol do cidadão brasileiro. Limitações da pesquisa são apontadas e indicadas possibilidades de estudos futuros.

 

Link para download:Isamir Machado de Carvalho

KRAUSE, Micheline Guerreiro. Marketing Interno em Apoio às Práticas de Gestão do Conhecimento em Organizações de Base Tecnológica. Dissertação, 2014.

A implementação de práticas de gestão do conhecimento apresenta, como um de seus principais desafios, a obtenção de adesão e comprometimento por parte dos colaboradores das organizações. Os paradigmas organizacionais foram alterados com a evolução da sociedade do conhecimento, oferecendo contexto favorável à redução de departamentalizações, maior integração e diálogo interdisciplinar, o que por sua vez expressa o valor do conhecimento. Motivada por esta visão, a pesquisa teve como principal objetivo analisar como o marketing interno pode apoiar as práticas de gestão do conhecimento em organizações de base tecnológica, usualmente identificadas como intensivas em conhecimento. O método apropriado de condução dos estudos surgiu a partir da busca e revisão sistemática da literatura, que localizou seis publicações com os termos combinados marketing interno e gestão do conhecimento, sinalizando a necessidade de investigação exploratória. O método de procedimento foi o de estudo qualitativo básico, com definição da estratégia analítica geral com base nas proposições teóricas, cujo agrupamento evidenciou oito focos de análises, sendo eles: 1) Promoção de GC internamente; 2) Cultura organizacional; 3) Alinhamento estratégico; 4) Gestão de pessoas; 5) Liderança; 6) Processos e tecnologias; 7) Interdisciplinaridade; 8) Gestão, comunicação, ação. Em paralelo, com base na literatura sobre o marketing interno, identificou-se como essa atividade pode apoiar as práticas de gestão do conhecimento, correlacionando-se, em resumo: 1) Utilização de campanhas promocionais para “vender” GC internamente; 2) Gestão da mudança e da identidade corporativa; 3) Implementação de estratégias; 4) visão de que o colaborador é um dos principais clientes, endereçando a ele campanhas de integração e de incentivos; 5) Formação de líderes propagadores de GC; 6) Dinâmica da comunicação; 7) Integração e comunicação alicerçada em sinergia; 8) Planejamento integrado, comunicação para difusão do conhecimento, incentivo à ação e aos inter-relacionamentos. Conclui-se que, apesar de não haver um contexto de maturidade de gestão do conhecimento nas organizações pesquisadas, existe significativo número de práticas e ferramentas do conhecimento empregadas, que necessitam ser divulgadas e tornadas visíveis para melhor utilização e envolvimento por parte dos colaboradores. Os casos pesquisados apresentaram um conjunto significativo de práticas e ferramentas de marketing interno que podem oferecer o apoio à GC. Constatou-se, porém, que as abordagens de marketing precisam ser melhor utilizadas no mercado interno, de forma estratégica e estruturada. Recomenda-se, como estudos futuros, o aprofundamento de cada tópico pesquisado, em especial os relacionados às lideranças de GC e à inovação fomentada por cultura de criação do conhecimento em organizações de base tecnológica.

Link para Download: Micheline Guerreiro Krause

SILVA, Antonio Waldimir Leopoldino. Governança de Sistemas de Indicadores de Sustentabilidade em Processos de Avaliação Ambiental Estratégica sob Mediação da Gestão do Conhecimento. Tese, 2014.

A Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) é uma ferramenta que visa apoiar a tomada de decisão ao inserir considerações de sustentabilidade durante a formulação de políticas, planos e programas (PPP) e ao antever as consequências que tais instrumentos podem determinar sobre o contexto ambiental, social, econômico e institucional. Neste cenário, o emprego de indicadores de sustentabilidade (IdS) é uma técnica de grande relevância, pois permite, entre outros aspectos, a descrição da situação de base, antes da implantação da iniciativa (PPP), e a demonstração dos possíveis impactos associados a esta. O trabalho objetivou desenvolver um modelo voltado à governança de sistemas de IdS, no intuito de qualificar a utilização destes no âmbito dos processos de AAE. Como objetivos secundários, buscou-se compilar boas práticas verificadas em aplicações nacionais e internacionais da ferramenta, e contrastar o modelo proposto com os procedimentos usualmente adotados na prática brasileira. O estudo foi conduzido mediante pesquisas bibliográfica, documental e de campo. A pesquisa documental consistiu na avaliação dos relatórios de 32 AAEs produzidas no Brasil e de 100 AAEs com origem em outros países, ao passo que a pesquisa de campo envolveu a realização de entrevistas com 14 profissionais integrantes de equipes nacionais de elaboração. Para possibilitar a obtenção de informações sistematizadas a partir da pesquisa documental e das entrevistas, foi empregada a técnica da Análise de Conteúdo. Verificou-se que 94% das AAEs brasileiras analisadas fez uso de IdS, e 44% efetivamente os empregaram como instrumento de avaliação, ou seja, em 14 AAEs esta aplicação gerou resultados quanti e/ou qualitativos que contribuíram para as conclusões do respectivo estudo. Foram registradas e descritas 38 boas práticas, relacionadas à utilização de IdS, à apresentação dos relatórios, à Gestão do Conhecimento e a aspectos gerais dos processos de AAE. O modelo de governança, denominado G-SINDS, foi construído com base no ciclo do conhecimento, sendo estruturado na forma de seis fases (Definições Prévias; Identificação; Criação; Compartilhamento; Utilização; Armazenamento) e de três elementos transversais às fases (Avaliação; Gestão do Conhecimento; Participação das Partes Interessadas). O G-SINDS distingue-se de outros modelos por envolver todas as fases que constituem o “ciclo de vida dos indicadores”, estar direcionado à AAE e basear-se nos princípios e técnicas da Gestão do Conhecimento. Sob o ponto de vista do G-SINDS, as AAEs nacionais, no seu conjunto, apresentam mais limitações e deficiências do que pontos fortes. Face à sua concepção inovadora e fundamentada no exercício da boa prática, a aplicação do modelo G-SINDS poderá representar um fator de aprimoramento à prática brasileira de AAE.

Link para download: Antonio Waldimir Leopoldino da Silva

DRUZIANI, Cássio Frederico Moreira. O Repositório Web Como Potencializador Do Conhecimento Em Objetos De Aprendizagem. Tese , 2014

Com o avanço da Internet no contexto educacional, o Repositório Web de Objetos de Aprendizagem assume maior importância como ambiente virtual de apoio aos processos de ensino e de aprendizagem. Contudo, diversos entraves e dificuldades tangem o uso efetivo dos conteúdos educacionais e/ou objetos de aprendizagem dispostos nestes ambientes. Inúmeros objetos de ensino e de aprendizagem, desenvolvidos para atenderem a demanda educacional, permanecem desconhecidos e inexplorados. As experiências oriundas das interações entre conteúdo, professor, estudante e seus pares estão sem registro e sem algum efeito relativo a essas experiências de interação. O objetivo desta pesquisa consiste em analisar o papel do Repositório Web como auxílio na potencialização da aquisição e produção de conhecimento por meio do uso pedagógico de objetos de aprendizagem. Esta é uma pesquisa exploratória descritiva, que tem sua base teórica fundamentada estruturalmente na Gestão do Conhecimento. A estratégia de investigação utilizou a revisão sistemática e o levantamento da percepção de especialistas, abrangendo as áreas de Educação, Gestão do Conhecimento e Gestão e/ou Coordenação de repositórios web no Brasil. A elaboração dos instrumentos, coleta e análise dos dados foi orientado por meio de um modelo referencial originado da combinação de frameworks das áreas de estudo envolvidas. Nos resultados, destacam-se: a identificação das demandas relativas às necessidades de apoio pedagógico aos processos de ensino e de aprendizagem; às práticas de Gestão do Conhecimento e o uso de ferramentas Web 2.0 e uma visão situacional com respeito à aplicação da Gestão do Conhecimento em repositórios web de Instituições de Ensino no Brasil. Ficou evidenciado o papel dos repositórios web no contexto pedagógico educacional e observadas adequações necessárias na forma, execução, práticas, política, comportamento e aplicação desta tecnologia quando combinada com as ferramentas Web 2.0 e com as práticas da Gestão do Conhecimento. Como contribuição, a proposição de diretrizes vinculadas a ações de inserção da Gestão do Conhecimento em repositórios web pode promover e possibilitar que ativos de conhecimento de valor pedagógico emerjam nesses ambientes.

Link para download: Cássio Frederico Moreira Druziani

GUEMBAROVSKI, Ricardo Haus. Um Modelo de Referência Orientado ao Conhecimento para o Processo de Planejamento de Sistemas de Distribuição de Média Tensão. Tese, 2014.

O processo de planejamento merece destaque em qualquer circunstância da vida. No setor de energia elétrica, recursos incomensuráveis são muitas vezes desperdiçados de forma equivocada, repercutindo em severos prejuízos financeiros devido a deficiências no processo de planejamento. Além dos aspectos puramente técnicos, outras questões devem ser consideradas para aprimorar o processo de planejamento do sistema de distribuição de média tensão (SDMT). Os métodos empregados no processo de planejamento e preconizados na atualidade baseiam-se exclusivamente em modelos matemáticos e não consideram o conhecimento organizacional relacionado ao processo. A partir de uma busca sistemática e de uma pesquisa realizada com as empresas distribuidoras de energia elétrica, empregando a metodologia CommonKADS, pôde-se identificar e descrever os principais aspectos e problemas relacionados ao atual processo de planejamento. Com base na visão sistêmica e nos recursos tecnológicos da engenharia do conhecimento e nos processos da gestão do conhecimento, propõe-se um modelo de referência (MR) orientado ao conhecimento para que o processo de planejamento seja reorganizado, visando ao seu aprimoramento. O MR foi aplicado em uma empresa do setor elétrico que resultou na reorganização do processo de planejamento desta. Posteriormente, um questionário foi aplicado a especialistas para verificação do modelo e do processo reorganizado obtido, o qual apresentou muito boa aceitação. O MR proposto transcende os problemas clássicos e puramente técnicos, e nos remete a indicar de forma original a aplicação do MR e obtenção da reorganização do processo de planejamento, tendo como paradigma principal o conhecimento.

Link para Download: Ricardo Haus Guembarovski

SÁ, Marcelo Alexandre. Redes De Cooperação Como Estratégia Para Desenvolvimento Da Agricultura Familiar: Programa SC Rural. Dissertação, 2014.

Movimentos políticos e sociais ocorridos nas últimas décadas deram destaque ao que se convencionou denominar agricultura familiar. Considerando-se o fato uma importante conquista visando ao acesso às políticas públicas, há nos meios acadêmicos o entendimento de que o Brasil apresenta diversidade de contextos, onde agricultores familiares e não familiares disputam espaços de atuação econômica. Iniciativas públicas federais e estaduais têm sido implementadas com o objetivo de atender às suas demandas. No contexto estadual, problemas ambientais agravados pelo uso inadequado do solo e da água anteciparam uma intervenção pública nas áreas rurais. Assim, por meio de parcerias com o Banco Mundial, têm sido executados pelo Estado programas de desenvolvimento rural ao longo das duas últimas décadas. Pontuados por objetivos e estratégias diferenciadas, caracterizados por uma crescente ampliação do seu escopo, os “Microbacias” obtiveram resultados e abrangência de público expressivos. Seguindo uma tendência global de formação de redes de cooperação por parte de organizações, o Programa SC Rural apresenta como diferencial, no que se refere às suas estratégias, o foco na estruturação de negócios de agricultores familiares e o fomento à sua organização em redes. A pesquisa analisou a contribuição das redes de cooperação como subsídio para o desenvolvimento da agricultura familiar no contexto dos programas. O estudo tem características exploratória e descritiva, e no caminho metodológico foram utilizadas técnicas de revisão sistemática, entrevistas semiestruturadas e análise de conteúdo. O trabalho de pesquisa permitiu explorar as potencialidades e limites dos programas públicos, trazendo à luz argumentos que contribuem para aperfeiçoar as estratégias de atuação. Pode-se afirmar que as redes de cooperação sociais e econômicas formadas no âmbito dos programas foram fortalecidas com base em estratégias de uso do conhecimento e que essas proporcionaram maiores oportunidades às familias rurais no contexto geral. Como limites, aponta-se como principal o caráter seletivo do público beneficiário do Programa SC Rural. O apoio às redes de cooperação da agricultura familiar se torna então uma importante estratégia de desenvolvimento rural, especialmente pelo impacto social e econômico gerado.

Link para Download: Marcelo Alexandre de Sá

SILVA, Maria Emília Martins da. Gestão Sustentável da Orla Marítima: A Percepção dos Atores Sociais. Dissertação, 2013.

A gestão da sustentabilidade tem sido o foco para decisões gerenciais em praticamente todas as organizações, na busca proeminente de controlar os inúmeros impactos gerados ao meio ambiente pelas atividades antrópicas. Esta preocupação torna-se ainda mais relevante para os espaços em que a atividade socioeconômica depende de um meio minimamente preservado e equilibrado. A necessidade em preservar a zona costeira brasileira constitui uma responsabilidade iminente sobre os recursos naturais deste espaço, incluindo a orla marítima, as praias e a vegetação de restinga. No estado de Santa Catarina, a orla exerce forte influência sobre os fluxos turísticos, favorecendo positivamente o segmento do turismo de sol e praia, com usufruto do mar, da contemplação da paisagem e outros recursos adjacentes. Neste contexto, o Ministério do Meio Ambiente e a Secretaria do Patrimônio da União criaram o Projeto de Gestão Integrada da Orla Marítima (Projeto Orla), constituindo um dos instrumentos do Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro, com vistas a promover o ordenamento dos espaços litorâneos sob domínio da União e, implementar um gerenciamento sustentável na costa de forma descentralizada. Diante do exposto, esta Dissertação analisa a processo de implementação do Projeto Orla e implantação do Parque Linear Calçadão (PLC) no município de Itapema (litoral norte do Estado de Santa Catarina), sob a ótica dos atores sociais envolvidos no processo. O objetivo é analisar como a percepção ambiental e o conhecimento dos atores sociais pode influenciar a tomada de decisão gerencial, com vistas à gestão sustentável da orla, a partir da implementação do Projeto Orla num município costeiro. A metodologia adotada para a investigação está pautada no paradigma interpretativista. No tocante aos métodos, estabeleceu-se o estudo de caso para o município de Itapema/SC, com a aplicação de entrevistas semiestruturadas, a observação simples e a coleta de dados visuais do campo de estudo. A técnica da entrevista foi aplicada com 28 atores sociais, sendo 12 com os moradores do bairro Meia Praia, 9 com os visitantes, 4 com as instituições governamentais e 3 com as instituições não-governamentais. A análise e interpretação dos dados qualitativos foram baseadas no método do Discurso do Sujeito Coletivo (DSC), que assegura a essência do pensamento e conhecimento cognitivo, por meio do discurso, mediados pela linguagem. Além desses, a revisão narrativa de literatura permeou todo o desenvolver do trabalho. Os resultados mostraram que a implantação do PLC contribuiu para a sustentabilidade da orla local, assim como gerou impactos positivos e negativos sob as dimensões sociocultural, espacial, estética, econômica e ambiental, tanto para a orla como para o município. Além disso, percebeu-se a relevância do conhecimento de uma coletividade que vivencia as transformações advindas de uma intervenção no meio natural, culminando na geração de novos conhecimentos, por meio de propostas de ações e projetos para o local. Considera-se, por fim, que o Projeto Orla e o Parque Linear calçadão contribuíram para a gestão sustentável da orla marítima, favorecendo o conforto ambiental, a qualidade paisagística do espaço costeiro, a preservação do meio ambiente e o bem estar da população local e seus visitantes.

Link para Download: Maria Emília Martins da Silva

FELICIANO, A.M. Extensão Rural: Criação, Estratégias de Uso e Retenção do Conhecimento. Tese, 2013.

As transformações econômicas e sociais e o progresso da ciência, ocorridos sobretudo a partir do século XX, elevaram o conhecimento à condição de fator basilar à competitividade organizacional. Na composição do conhecimento organizacional, o conhecimento tácito oferece substanciais contribuições à leitura do ambiente, ampliando suas possibilidades de uso e sua competitividade. As organizações de extensão rural, pelo perfil técnico e ambiente de atuação, acessam facilmente esse tipo de conhecimento. Nas atividades de campo, os técnicos extensionistas estão inseridos em complexas redes de relacionamentos e conhecimentos, estabelecidas pela interação permanente com expressiva gama de atores, cada qual com interesses e necessidades, providos de conhecimentos próprios dos seus negócios e diferentes visões de mundo. O objetivo desta tese consistiu em estabelecer diretrizes para os processos de criação, estratégias de uso e retenção do conhecimento para organizações de extensão rural. Metodologicamente, assume características de pesquisa exploratória e descritiva, tendo seu caminho percorrido com o uso de instrumentos como o grupo focal, a análise de conteúdo e o método delphi. Os resultados apresentados contribuem com as organizações por oferecerem elementos à reflexão sobre a importância do conhecimento e sua gestão para a geração de diferenciais competitivos. Permitem afirmar que as organizações de extensão rural são criadoras de conhecimentos, contudo não praticam sua adequada gestão. A modernização dessas organizações passa pela necessidade de revisar suas estratégias e seus processos, adotando o conhecimento como fator propulsor de seu desenvolvimento interno e de sua competitividade externa e as pessoas como seu mais valioso ativo. A implementação das diretrizes propostas exige mudanças no comportamento e na cultura, para as quais as organizações demonstram não estar preparadas. A gestão do conhecimento não está inserida no contexto das organizações públicas de extensão rural, sobretudo por desconhecerem suas práticas, suas estratégias e seus modelos.

Link para Download: Antonio Marcos Feliciano

SILVEIRA, Roberto Martins da. Diretrizes para Implantação da Gestão do Conhecimento no Centro de Ensino da Polícia Militar do Estado de Santa Catarina – CEPM. Tese, 2013.

Essa pesquisa tem por objetivos propor diretrizes para promoção da Gestão do Conhecimento numa Instituição de Ensino Público Policial Militar no Estado de Santa Catarina, localizada no bairro da Trindade, na cidade de Florianópolis, a partir da avaliação da equipe de gestores que coordenam as atividades de ensino, pesquisa, extensão e administração do referido Centro de Ensino. A partir da fundamentação da gestão do conhecimento, e de suas respectivas etapas de gestão, se constataram os principais problemas do referido Centro de Ensino da Polícia Militar no que diz respeito à implantação dos seus processos de gestão. Os resultados apresentados demonstraram: desconhecimento das práticas de gestão de conhecimento; pouco envolvimento dos dirigentes com práticas de gestão do conhecimento; fraco envolvimento do grupo de pesquisa nas ações de pesquisa em gestão do conhecimento; bem como, falta de explicitação na definição entre informações e conhecimentos, em vários de seus procedimentos operacionais. Os procedimentos metodológicos adotados tornaram possível caracterizar a compreensão dos processos de gestão do conhecimento pelos dirigentes do CEPM. Nas contribuições realizadas pelos entrevistados verificou-se que inexistem práticas de disseminação e de compartilhamento de conhecimentos, monitoramento dos tipos de conhecimentos produzidos nas diversas atividades de ensino, pesquisa e extensão pelos policiais militares. Concomitantemente, ainda persistem dificuldades em adotar práticas de controle da propriedade intelectual e de proteção do conhecimento resultantes das atividades realizadas no Centro de Ensino da Polícia Militar no Estado de Santa Catarina, a despeito das ações de capacitação em segurança pública em andamento com universidades públicas e privadas na região da grande Florianópolis, nas modalidades presenciais e a distância, bem como, de publicações de artigos em periódicos indexados. A proposição de diretrizes tornou-se um mecanismo de gestão que poderá ser utilizadas pelo Centro de Ensino da Polícia Militar no Estado de Santa Catarina para dar início a uma discussão relativa ao estabelecimento da Gestão do Conhecimento, com implicações nos campos: pedagógicos, didáticos, operacionais, gestão, ensino, pesquisa, extensão e administração.

Link para Download: Roberto Martins da Silveira

LINO, Sônia Regina Lamego. Diretrizes para a Institucionalização da Gestão do Conhecimento na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, Brasil. Tese, 2013.

A gestão do conhecimento – GC recentemente vem sendo implementada emorganizações públicas e privadas. O debate em torno desse tema ocorre de forma crescente, com estudos em vários países do mundo, natentativa de compreender e intervir na realidade organizacional por meiode uma nova proposta gerencial. As organizações públicas, especificamenteas de educação superior, apesar de tradicionais produtoras de conhecimento,iniciaram timidamente e tardiamente, em relação às organizações privadas,suas experiências na gestão do conhecimento, na perspectiva de gerir o seucapital intelectual para agregação de valor a organização. Assim, estudosiniciais têm sido realizados, atualmente, com foco nas IES. Nessa lacunade conhecimento se justifica o presente estudo, que tem por objetivoidentificar diretrizes para a institucionalização da gestão doconhecimento em Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, daRede Federal de Educação Profissional, do Brasil. Para tanto, se definiucomo objetivos específicos: 1) Identificar os modelos de gestão doconhecimento para Instituições de Ensino Superior; 2) Comparar estesmodelos quanto às etapas de processo de gestão do conhecimento; 3) Indicaretapas para o processo de gestão do conhecimento para um Instituto Federalde Educação, Ciência e Tecnologia; 4) Propor diretrizes para ainstitucionalização da gestão do conhecimento em Institutos Federais deEducação, Ciência e Tecnologia. A pesquisa possui um caráter qualitativo,mais investigativo, de cunho interpretativo, de natureza aplicada eexploratória. A base epistêmica da condução dessa pesquisa se alicerçapelo raciocínio dedutivo. Utilizou-se uma revisão sistemática daliteratura e a pesquisa bibliográfica em diferentes bases de dados, além deestudo de campo no IF-SC e entendimento de especialistas em GC na esferapública, por meio de entrevista estruturada, questionário aplicado etécnica DELPHI. Os resultados apontam para uma proposição de implementaçãoda gestão do conhecimento em Instituto Federais, sendo apresentadas emnúmero de seis diretrizes e representadas por meio de um framework.

Link para Download: Sônia Regina Lamego Lino