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TECCHIO, Edivandro Luiz. A Influência da Espiritualidade no Processo de Gestão do Conhecimento em Empresas de Base Tecnológicas. Tese, 2015.

Mudanças profundas estão ocorrendo no local de trabalho e a espiritualidade é apontada como um dos temas principais. A gestão e a espiritualidade, consideradas por muito tempo incompatíveis, nos últimos anos se aproximaram. A Espiritualidade nas Organizações ganhou força nas últimas duas décadas, com diversos pesquisadores desenvolvendo estudos com o objetivo de verificar se a espiritualidade afeta o desempenho dos trabalhadores nas organizações. Comoo campo organizacional é amplo, muitos temas ainda não foram explorados, ou seja, relacionados com a Espiritualidade nas Organizações. A Gestão do Conhecimento é um desses temas, especialmente se for considerado o Processo de Circulação de Conhecimento – KCP. Não foram encontrados estudos que analisassem se a Espiritualidade nas Organizações exerce influência no Processo de Circulação de Conhecimento. Aproveitando essa oportunidade de pesquisa, o objetivo geral desta tese é estudar a relação entre a Espiritualidade na Organização e o Processo de Circulação do Conhecimento. Com base no paradigma funcionalista foi conduzida uma pesquisa quantitativa (survey) com corte transversal, junto a 133 (cento e trinta e três) trabalhadores de 20 (vinte) empresas de base tecnológica do município de Chapecó-SC, vinculadas ao Polo Tecnológico do Oeste Catarinense – DEATC. A análise dos dados ocorreu por meio de técnicas estatísticas, tanto descritivas (média, moda, desvio padrão, variância, coeficiente de variação e assimetria), quanto inferenciais (correlação e regressão linear simples). Os resultados demonstram como as três dimensões da Espiritualidade nas Organizações, senso de comunidade, trabalho com significado e vida interior, influenciam os cinco Componentes do Processo de Circulação de Conhecimento (criação, acumulação, compartilhamento, utilização e internalização). A Espiritualidade nas Organizações influencia positivamente o Processo de Circulação de Conhecimento. Especificamente, as dimensões da Espiritualidade nas Organizações senso de comunidade e trabalho com significado apresentam correlação significativa ao nível de 1% com a criação, acumulação, o compartilhamento, utilização e a internalização de conhecimento, ou seja, todos os componentes do Processo de Circulação de Conhecimento. Elas também são significativas, ao nível de 5%, para explicar a variância de todas as variáveis dependentes. Por outro lado, a variável vida interior apresentou correlação, ao nível de significância de1%, com as variáveis acumulação, compartilhamento, utilização e internalização de conhecimento, sendo, significativa (p<5%) para explicar a variância das variáveis acumulação, utilização e internalização de conhecimento. Já para as variáveis criação e compartilhamento de conhecimento, vida interior não é significativa para explicar suas variações. Os resultados sugerem que os indivíduos estão mais propensos a criar, acumular, compartilhar, utilizar e internalizar conhecimento  quando desenvolvem seu trabalho em uma organização onde a espiritualidade está presente. Portanto, em que pese vida interior não ter apresentado associação significativa com as variáveis criação e compartilhamento de conhecimento, infere-se que, a Espiritualidade nas Organizações influencia o Processo de Circulação de Conhecimento, contribuindo na determinação de sua eficácia.

 

Link para Download: Edivandro Luiz Tecchio

CAVALCANTE, Ana Luisa Boavista Lustosa. Design para a Sustentabilidade Cultural: Recursos Estruturantes para Sistema Habilitante de Revitalização de Conhecimento Local e Indígena. Tese 2014.

Ao longo das gerações, os povos indígenas documentam seu conhecimento local em artefatos autóctones. Para a UNESCO, tal conhecimento é parte do patrimônio cultural da humanidade e sua proteção é um imperativo ético. Também, é ampla a diversidade cultural brasileira, contudo, há poucos registros de grafias desenvolvidas por grupos autóctones neste país. Além disso, apesar da grande produção de trabalhos científicos, as formas de expressão indígena registradas no IPHAN são insuficientes em relação à quantidade de etnias no Brasil. Portanto, o conhecimento local e indígena está em constante risco de sofrer prejuízo, degradação ou apropriação indevida. Deste modo, esta pesquisa visou estruturar recursos para a construção de um sistema habilitante de revitalização do conhecimento local e indígena, considerando a sustentabilidade cultural em uma comunidade kaingang no norte do Estado do Paraná. Especificamente, buscou-se identificar elementos e iniciar o registro do conhecimento local, gráfico e visual no trançado kaingang, verificando, junto aos educadores das escolas da Terra Indígena Apucaraninha, as propostas de revitalização deste conhecimento. Para contribuir com a preservação e a valorização cultural, foi possível propor ações de Design e sintetizar etapas e recursos para a estruturação do sistema habilitante proposto. O tipo de pesquisa é a qualitativa cujos procedimentos metodológicos foram estudos bibliográficos, etnográficos e iconográficos realizados por meio de observações, entrevistas, oficinas e levantamentos imagéticos. A triangulação foi utilizada na análise dos dados levantados, possibilitando a codificação de conceitos e ideias para a interpretação. Com a finalidade de estruturar recursos para o desenvolvimento do sistema habilitante foram requeridos conteúdos teóricos e práticos das áreas de Mídia, Comunicação e Design, relacionados e integrados no contexto interdisciplinar das áreas de Antropologia, Engenharia e Gestão do Conhecimento. Com recursos do Design, o registro dos elementos da cultura indígena permitiu a primeira transposição tácita do conhecimento local. Com recursos teóricos das áreas de Antropologia, Linguagem e Sintaxe Visual, a descrição e a interpretação desses elementos possibilitaram a explicitação verbal de parte do conhecimento, configurando uma abordagem sistêmica da temática em estudo.

 

Link para Download: Ana Luisa Boavista Lustosa Cavalcante (1)

CARVALHO, Isamir Machado de. A Dinâmica dos Mecanismos de Proteção e Compartilhamento de Conhecimento, no Processo de Desenvolvimento de Software, em uma Empresa Pública de Tecnologia de Informação (TI). Tese, 2014.

O objetivo desta tese é descrever a dinâmica de funcionamento dos mecanismos de proteção e de compartilhamento de conhecimento, no processo de desenvolvimento de software, em uma organização pública do setor de tecnologia da informação (TI). A pesquisa realizada para desenvolver esta tese adota a estratégia de Estudo de Caso, com finalidade descritiva e nível de análise organizacional. Para a coleta de dados foi feita análise documental, aplicado questionário, e realizadas entrevistas. Foram envolvidos 15 respondentes, sendo oito do nível estratégico, lotados na sede da empresa, e sete do nível tático-operacional, lotados em uma regional, onde ocorre o processo de desenvolvimento de software estudado. Os resultados obtidos são: a) mecanismos de proteção de conhecimento por fases, b) mecanismos de compartilhamento de conhecimento por fases, c) ativos de conhecimento protegidos, d) aspectos da proteção e do compartilhamento de conhecimento, e) composição da dinâmica de funcionamento dos mecanismos na organização estudada. Os resultados desta pesquisa contribuem para a melhor compreensão da interdisciplinariedade entre a Administração e o Direito ao tratar de propriedade intelectual no âmbito da gestão do conhecimento. Os resultados mostram que a adoção de mecanismos permite escolher “o que” e “como” proteger o conhecimento ou compartilhá-lo. Os resultados também contribuem para a discussão da existência de tensão, conflito e dilema entre proteção e compartilhamento de conhecimento, considerando o contexto no qual está inserido. A contribuição da pesquisa para gestores da área pública reside no apoio à escolha de mecanismos adequados às suas organizações, e para os formuladores de políticas em organizações públicas, insumos para a definição de estratégias relacionadas aos mecanismos. Esta tese contribui para promover a gestão do conhecimento, quanto à proteção e ao compartilhamento de conhecimento, na prestação de serviços públicos na área de tecnologia da informação (TI) em prol do cidadão brasileiro. Limitações da pesquisa são apontadas e indicadas possibilidades de estudos futuros.

 

Link para Download: Isamir Machado de Carvalho

BEM, Roberta Moraes de. Framework de Gestão do Conhecimento para Bibliotecas Universitárias. Tese, 2015.

As Bibliotecas Universitárias são instituições que têm a função de prover informações e conhecimentos aos seus usuários (comunidade universitária), porém suas atribuições têm se modificado em virtude de mudanças sociais e tecnológicas. A sociedade da informação e do conhecimento e a facilidade de disponibilização e acesso de informações nessa era digital têm caracterizado um ambiente instável e sujeito a mudanças. Por isso, identificou-se a necessidade de caracterizar e tratar as Bibliotecas Universitárias como Sistemas Adaptativos Complexos. Nesse sentido, para atender a essa demanda e inovar, as Bibliotecas Universitárias estão engajando-se em práticas de Gestão do Conhecimento, assim como em sua implementação. No entanto, essa tarefa requer estudo, conhecimento e, acima de tudo, muito trabalho. A ausência de modelos e ferramental específicos que trabalhem a Gestão do Conhecimento em Bibliotecas Universitárias de forma integrada e não apenas setores ou funções motivou a presente pesquisa. Esta tese de doutorado desenvolveu um framework, denominado GC@BU, com a proposta de apoiar a concepção e implantação da Gestão do Conhecimento em Bibliotecas Universitárias, partindo de uma abordagem dos Sistemas Adaptativos Complexos. O referido framework foi desenvolvido com base em abordagens existentes na literatura, das quais foram extraídas informações dos modelos conceituais e metodologias já existentes, procurando construir uma nova proposta que fosse capaz de dar conta da lacuna identificada na literatura para a concepção e implantação da Gestão do Conhecimento em Bibliotecas Universitárias. O GC@BU é composto por três módulos: Coordenação de Gestão do Conhecimento; Recursos de Conhecimento e Espaços de Conhecimento/Aprendizagem. Suas funções são bem definidas, como designam seus próprios nomes, porém são interligados e interdependentes. A avaliação do modelo foi realizada por três grupos focais na ocasião de um workshop organizado pela autora, com apoio da Biblioteca Universitária e do Departamento de Engenharia e Gestão do Conhecimento da UFSC. A avaliação ocorrida no “I Workshop Gestão do Conhecimento em Bibliotecas Universitárias” demonstrou interesse dos gestores de bibliotecas pelo framework, mostrando a possibilidade de uso da ferramenta e agregando a esta pesquisa sugestões pontuais que foram
implementadas na versão final do GC@BU, entre elas: novo design do framework; inclusão de exemplos, proporcionando contextualização; estabelecimento de relacionamentos entre os elementos/módulos. Concluindo com a clareza de que o atendimento aos objetivos desta tese foi cumprido, reforçando a ideia de garantir a amplitude do papel das Bibliotecas Universitárias e sua importância no suporte à construção e gestão do conhecimento nas universidades, por meio da disponibilização do GC@BU.

 

Link para Download: Roberta Moraes de Bem

CARVALHO, Isamir Machado de. A Dinâmica dos Mecanismos de Proteção e Compartilhamento de Conhecimento, no Processo de Desenvolvimento de Software, em uma Empresa Pública de Tecnologia da Informação (Ti). Tese 2014

O objetivo desta tese é descrever a dinâmica de funcionamento dos mecanismos de proteção e de compartilhamento de conhecimento, no processo de desenvolvimento de software, em uma organização pública do setor de tecnologia da informação (TI). A pesquisa realizada para desenvolver esta tese adota a estratégia de Estudo de Caso, com finalidade descritiva e nível de análise organizacional. Para a coleta de dados foi feita análise documental, aplicado questionário, e realizadas entrevistas. Foram envolvidos 15 respondentes, sendo oito do nível estratégico, lotados na sede da empresa, e sete do nível tático-operacional, lotados em uma regional, onde ocorre o processo de desenvolvimento de software estudado. Os resultados obtidos são: a) mecanismos de proteção de conhecimento por fases, b) mecanismos de compartilhamento de conhecimento por fases, c) ativos de conhecimento protegidos, d) aspectos da proteção e do compartilhamento de conhecimento, e) composição da dinâmica de funcionamento dos mecanismos na organização estudada. Os resultados desta pesquisa contribuem para a melhor compreensão da interdisciplinariedade entre a Administração e o Direito ao tratar de propriedade intelectual no âmbito da gestão do conhecimento. Os resultados mostram que a adoção de mecanismos permite escolher “o que” e “como” proteger o conhecimento ou compartilhá-lo. Os resultados também contribuem para a discussão da existência de tensão, conflito e dilema entre proteção e compartilhamento de conhecimento, considerando o contexto no qual está inserido. A contribuição da pesquisa para gestores da área pública reside no apoio à escolha de mecanismos adequados às suas organizações, e para os formuladores de políticas em organizações públicas, insumos para a definição de estratégias relacionadas aos mecanismos. Esta tese contribui para promover a gestão do conhecimento, quanto à proteção e ao compartilhamento de conhecimento, na prestação de serviços públicos na área de tecnologia da informação (TI) em prol do cidadão brasileiro. Limitações da pesquisa são apontadas e indicadas possibilidades de estudos futuros.

 

Link para download:Isamir Machado de Carvalho

KRAUSE, Micheline Guerreiro. Marketing Interno em Apoio às Práticas de Gestão do Conhecimento em Organizações de Base Tecnológica. Dissertação, 2014.

A implementação de práticas de gestão do conhecimento apresenta, como um de seus principais desafios, a obtenção de adesão e comprometimento por parte dos colaboradores das organizações. Os paradigmas organizacionais foram alterados com a evolução da sociedade do conhecimento, oferecendo contexto favorável à redução de departamentalizações, maior integração e diálogo interdisciplinar, o que por sua vez expressa o valor do conhecimento. Motivada por esta visão, a pesquisa teve como principal objetivo analisar como o marketing interno pode apoiar as práticas de gestão do conhecimento em organizações de base tecnológica, usualmente identificadas como intensivas em conhecimento. O método apropriado de condução dos estudos surgiu a partir da busca e revisão sistemática da literatura, que localizou seis publicações com os termos combinados marketing interno e gestão do conhecimento, sinalizando a necessidade de investigação exploratória. O método de procedimento foi o de estudo qualitativo básico, com definição da estratégia analítica geral com base nas proposições teóricas, cujo agrupamento evidenciou oito focos de análises, sendo eles: 1) Promoção de GC internamente; 2) Cultura organizacional; 3) Alinhamento estratégico; 4) Gestão de pessoas; 5) Liderança; 6) Processos e tecnologias; 7) Interdisciplinaridade; 8) Gestão, comunicação, ação. Em paralelo, com base na literatura sobre o marketing interno, identificou-se como essa atividade pode apoiar as práticas de gestão do conhecimento, correlacionando-se, em resumo: 1) Utilização de campanhas promocionais para “vender” GC internamente; 2) Gestão da mudança e da identidade corporativa; 3) Implementação de estratégias; 4) visão de que o colaborador é um dos principais clientes, endereçando a ele campanhas de integração e de incentivos; 5) Formação de líderes propagadores de GC; 6) Dinâmica da comunicação; 7) Integração e comunicação alicerçada em sinergia; 8) Planejamento integrado, comunicação para difusão do conhecimento, incentivo à ação e aos inter-relacionamentos. Conclui-se que, apesar de não haver um contexto de maturidade de gestão do conhecimento nas organizações pesquisadas, existe significativo número de práticas e ferramentas do conhecimento empregadas, que necessitam ser divulgadas e tornadas visíveis para melhor utilização e envolvimento por parte dos colaboradores. Os casos pesquisados apresentaram um conjunto significativo de práticas e ferramentas de marketing interno que podem oferecer o apoio à GC. Constatou-se, porém, que as abordagens de marketing precisam ser melhor utilizadas no mercado interno, de forma estratégica e estruturada. Recomenda-se, como estudos futuros, o aprofundamento de cada tópico pesquisado, em especial os relacionados às lideranças de GC e à inovação fomentada por cultura de criação do conhecimento em organizações de base tecnológica.

Link para Download: Micheline Guerreiro Krause

SILVA, Antonio Waldimir Leopoldino. Governança de Sistemas de Indicadores de Sustentabilidade em Processos de Avaliação Ambiental Estratégica sob Mediação da Gestão do Conhecimento. Tese, 2014.

A Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) é uma ferramenta que visa apoiar a tomada de decisão ao inserir considerações de sustentabilidade durante a formulação de políticas, planos e programas (PPP) e ao antever as consequências que tais instrumentos podem determinar sobre o contexto ambiental, social, econômico e institucional. Neste cenário, o emprego de indicadores de sustentabilidade (IdS) é uma técnica de grande relevância, pois permite, entre outros aspectos, a descrição da situação de base, antes da implantação da iniciativa (PPP), e a demonstração dos possíveis impactos associados a esta. O trabalho objetivou desenvolver um modelo voltado à governança de sistemas de IdS, no intuito de qualificar a utilização destes no âmbito dos processos de AAE. Como objetivos secundários, buscou-se compilar boas práticas verificadas em aplicações nacionais e internacionais da ferramenta, e contrastar o modelo proposto com os procedimentos usualmente adotados na prática brasileira. O estudo foi conduzido mediante pesquisas bibliográfica, documental e de campo. A pesquisa documental consistiu na avaliação dos relatórios de 32 AAEs produzidas no Brasil e de 100 AAEs com origem em outros países, ao passo que a pesquisa de campo envolveu a realização de entrevistas com 14 profissionais integrantes de equipes nacionais de elaboração. Para possibilitar a obtenção de informações sistematizadas a partir da pesquisa documental e das entrevistas, foi empregada a técnica da Análise de Conteúdo. Verificou-se que 94% das AAEs brasileiras analisadas fez uso de IdS, e 44% efetivamente os empregaram como instrumento de avaliação, ou seja, em 14 AAEs esta aplicação gerou resultados quanti e/ou qualitativos que contribuíram para as conclusões do respectivo estudo. Foram registradas e descritas 38 boas práticas, relacionadas à utilização de IdS, à apresentação dos relatórios, à Gestão do Conhecimento e a aspectos gerais dos processos de AAE. O modelo de governança, denominado G-SINDS, foi construído com base no ciclo do conhecimento, sendo estruturado na forma de seis fases (Definições Prévias; Identificação; Criação; Compartilhamento; Utilização; Armazenamento) e de três elementos transversais às fases (Avaliação; Gestão do Conhecimento; Participação das Partes Interessadas). O G-SINDS distingue-se de outros modelos por envolver todas as fases que constituem o “ciclo de vida dos indicadores”, estar direcionado à AAE e basear-se nos princípios e técnicas da Gestão do Conhecimento. Sob o ponto de vista do G-SINDS, as AAEs nacionais, no seu conjunto, apresentam mais limitações e deficiências do que pontos fortes. Face à sua concepção inovadora e fundamentada no exercício da boa prática, a aplicação do modelo G-SINDS poderá representar um fator de aprimoramento à prática brasileira de AAE.

Link para download: Antonio Waldimir Leopoldino da Silva

DRUZIANI, Cássio Frederico Moreira. O Repositório Web Como Potencializador Do Conhecimento Em Objetos De Aprendizagem. Tese , 2014

Com o avanço da Internet no contexto educacional, o Repositório Web de Objetos de Aprendizagem assume maior importância como ambiente virtual de apoio aos processos de ensino e de aprendizagem. Contudo, diversos entraves e dificuldades tangem o uso efetivo dos conteúdos educacionais e/ou objetos de aprendizagem dispostos nestes ambientes. Inúmeros objetos de ensino e de aprendizagem, desenvolvidos para atenderem a demanda educacional, permanecem desconhecidos e inexplorados. As experiências oriundas das interações entre conteúdo, professor, estudante e seus pares estão sem registro e sem algum efeito relativo a essas experiências de interação. O objetivo desta pesquisa consiste em analisar o papel do Repositório Web como auxílio na potencialização da aquisição e produção de conhecimento por meio do uso pedagógico de objetos de aprendizagem. Esta é uma pesquisa exploratória descritiva, que tem sua base teórica fundamentada estruturalmente na Gestão do Conhecimento. A estratégia de investigação utilizou a revisão sistemática e o levantamento da percepção de especialistas, abrangendo as áreas de Educação, Gestão do Conhecimento e Gestão e/ou Coordenação de repositórios web no Brasil. A elaboração dos instrumentos, coleta e análise dos dados foi orientado por meio de um modelo referencial originado da combinação de frameworks das áreas de estudo envolvidas. Nos resultados, destacam-se: a identificação das demandas relativas às necessidades de apoio pedagógico aos processos de ensino e de aprendizagem; às práticas de Gestão do Conhecimento e o uso de ferramentas Web 2.0 e uma visão situacional com respeito à aplicação da Gestão do Conhecimento em repositórios web de Instituições de Ensino no Brasil. Ficou evidenciado o papel dos repositórios web no contexto pedagógico educacional e observadas adequações necessárias na forma, execução, práticas, política, comportamento e aplicação desta tecnologia quando combinada com as ferramentas Web 2.0 e com as práticas da Gestão do Conhecimento. Como contribuição, a proposição de diretrizes vinculadas a ações de inserção da Gestão do Conhecimento em repositórios web pode promover e possibilitar que ativos de conhecimento de valor pedagógico emerjam nesses ambientes.

Link para download: Cássio Frederico Moreira Druziani

GUEMBAROVSKI, Ricardo Haus. Um Modelo de Referência Orientado ao Conhecimento para o Processo de Planejamento de Sistemas de Distribuição de Média Tensão. Tese, 2014.

O processo de planejamento merece destaque em qualquer circunstância da vida. No setor de energia elétrica, recursos incomensuráveis são muitas vezes desperdiçados de forma equivocada, repercutindo em severos prejuízos financeiros devido a deficiências no processo de planejamento. Além dos aspectos puramente técnicos, outras questões devem ser consideradas para aprimorar o processo de planejamento do sistema de distribuição de média tensão (SDMT). Os métodos empregados no processo de planejamento e preconizados na atualidade baseiam-se exclusivamente em modelos matemáticos e não consideram o conhecimento organizacional relacionado ao processo. A partir de uma busca sistemática e de uma pesquisa realizada com as empresas distribuidoras de energia elétrica, empregando a metodologia CommonKADS, pôde-se identificar e descrever os principais aspectos e problemas relacionados ao atual processo de planejamento. Com base na visão sistêmica e nos recursos tecnológicos da engenharia do conhecimento e nos processos da gestão do conhecimento, propõe-se um modelo de referência (MR) orientado ao conhecimento para que o processo de planejamento seja reorganizado, visando ao seu aprimoramento. O MR foi aplicado em uma empresa do setor elétrico que resultou na reorganização do processo de planejamento desta. Posteriormente, um questionário foi aplicado a especialistas para verificação do modelo e do processo reorganizado obtido, o qual apresentou muito boa aceitação. O MR proposto transcende os problemas clássicos e puramente técnicos, e nos remete a indicar de forma original a aplicação do MR e obtenção da reorganização do processo de planejamento, tendo como paradigma principal o conhecimento.

Link para Download: Ricardo Haus Guembarovski

SÁ, Marcelo Alexandre. Redes De Cooperação Como Estratégia Para Desenvolvimento Da Agricultura Familiar: Programa SC Rural. Dissertação, 2014.

Movimentos políticos e sociais ocorridos nas últimas décadas deram destaque ao que se convencionou denominar agricultura familiar. Considerando-se o fato uma importante conquista visando ao acesso às políticas públicas, há nos meios acadêmicos o entendimento de que o Brasil apresenta diversidade de contextos, onde agricultores familiares e não familiares disputam espaços de atuação econômica. Iniciativas públicas federais e estaduais têm sido implementadas com o objetivo de atender às suas demandas. No contexto estadual, problemas ambientais agravados pelo uso inadequado do solo e da água anteciparam uma intervenção pública nas áreas rurais. Assim, por meio de parcerias com o Banco Mundial, têm sido executados pelo Estado programas de desenvolvimento rural ao longo das duas últimas décadas. Pontuados por objetivos e estratégias diferenciadas, caracterizados por uma crescente ampliação do seu escopo, os “Microbacias” obtiveram resultados e abrangência de público expressivos. Seguindo uma tendência global de formação de redes de cooperação por parte de organizações, o Programa SC Rural apresenta como diferencial, no que se refere às suas estratégias, o foco na estruturação de negócios de agricultores familiares e o fomento à sua organização em redes. A pesquisa analisou a contribuição das redes de cooperação como subsídio para o desenvolvimento da agricultura familiar no contexto dos programas. O estudo tem características exploratória e descritiva, e no caminho metodológico foram utilizadas técnicas de revisão sistemática, entrevistas semiestruturadas e análise de conteúdo. O trabalho de pesquisa permitiu explorar as potencialidades e limites dos programas públicos, trazendo à luz argumentos que contribuem para aperfeiçoar as estratégias de atuação. Pode-se afirmar que as redes de cooperação sociais e econômicas formadas no âmbito dos programas foram fortalecidas com base em estratégias de uso do conhecimento e que essas proporcionaram maiores oportunidades às familias rurais no contexto geral. Como limites, aponta-se como principal o caráter seletivo do público beneficiário do Programa SC Rural. O apoio às redes de cooperação da agricultura familiar se torna então uma importante estratégia de desenvolvimento rural, especialmente pelo impacto social e econômico gerado.

Link para Download: Marcelo Alexandre de Sá