Home » Posts tagged "Gestão do Conhecimento" (Page 2)

COMARELLA, Rafaela Lunardi. Gestão de objetos digitais de ensino-aprendizagem: construindo um modelo. Tese, 2015.

Os avanços técnico-científicos provocados pela Gênesis da Tecnologia de Comunicação Digital colocam no cenário a discussão de recursos educacionais tecnológicos. Nesse contexto temático, a questão dos Objetos Digitais de Ensino-aprendizagem vem sendo trabalhada sob os diferentes focos tais como modelos de elaboração, avaliação, desenvolvimento de repositórios. No entanto, constata-se a necessidade de se elaborar um modelo de gestão que congregue de modo congruente todas as etapas do processo e potencialize esse tipo de recurso como um instrumento de gestão do conhecimento. Esta pesquisa elabora um modelo teórico-prático de gestão de ODEA, indicando o seu ciclo de vida e etapas essenciais para sua elaboração, armazenamento, utilização e reutilização em ambientes virtuais. A questão que norteia este estudo é “Como realizar a gestão de ODEA observando os princípios da gestão do conhecimento?”. Teoricamente tem como postulado o paradigma da complexidade, da interdisciplinaridade e da gestão do conhecimento. Metodologicamente é uma pesquisa de natureza teórica de caráter exploratório descritivo e tem por objetivo construir um modelo para a gestão de ODEA observando os princípios da gestão do conhecimento. Utilizou-se o método de análise indutivo considerando a abordagem da complexidade. Os dados extraídos de revisões sistemáticas e espelhados em experimentações, sustentados no referencial teórico, constituíram uma análise triangular operando entre três fontes de informação: reconhecimento dos modelos existentes; as categorias conceituais da gestão do conhecimento e da abordagem da complexidade, e extrato de experimentações. Como resultado organiza-se um modelo de gestão de ODEA operando com três sistemas: o de gestão de projetos, o de ambiente virtual de ensino-aprendizagem e o repositório, tendo como mediador um módulo que promove a interoperabilidade entre eles. O GÊNESIS – modelo de gestão de ODEA é um sistema para promover uma aprendizagem atualizada e significativa e criar ativos de conhecimentos pedagógicos em ambientes virtuais, enriquecendo a memória institucional.

 

Link para download: Rafaela Lunardi Comarella

FRAGA, Bruna Devens. Conhecimento como Ativo Organizacional: Estudo de Caso em Programa de Pós-Graduação. Dissertação, 2015.

No contexto atual das organizações, vistas como entes cognitivos, cujo principal ativo é o conhecimento, torna-se fundamental compreendê-lo como recurso e geri-lo de forma sustentável. Logo, é necessário utilizar métodos e estratégias para identificar e compreender o conhecimento de forma sistemática e orientada aos re-sultados e objetivos organizacionais. Neste cenário, a gestão do conhecimento é vista como uma abordagem integrada por processos de identificação, criação, compartilhamento, armazenamento e aplicação do conhecimento como recurso valioso para as organizações. No que tange a estes aspectos, alguns autores afirmam que para gerenciar é preciso mensurar, da mesma forma que as iniciativas de gestão do conhecimento necessitam ser avaliadas, a fim de certificar quais ações estão em andamento, como são percebidas pelos seus colaboradores e, quando necessário, elaborar redefinições estratégicas relacionadas à gestão do recurso conhecimento. Neste contexto, este trabalho tem por objetivo analisar o recurso conhecimento como ativo organizacional em um Programa de Pós-graduação. Trata-se de uma pesquisa de natureza aplicada, de abordagem quali-quantitativa, que por meio de estudo de caso analisa as dimensões e práticas de GC e a caracterização dos eixos de conhecimento crítico. Para isso, foi proposto um procedimento metodológico adaptado ao estudo de caso, que permitiu analisar de forma transversal o recurso conhecimento e identificar como o mesmo é percebido pelos docentes do Programa. Como resultado da aplicação e análise da correlação dessas dimensões, foi possível inferir sobre o papel da tecnologia da informação como suporte para realizar os processos da gestão do conhecimento. De forma a corroborar esta visão, deve-se potencializar as práticas de GC identificadas de forma a contribuir com os resultados e objetivos do Programa. Neste sentido, faz-se necessária uma liderança voltada para gerir o recurso conhecimento e articular as práticas consideradas informais pela organização, de forma a promover um maior alinhamento transversal entre as diferentes áreas de pesquisa. Quanto à visão estratégica do recurso conhecimento como um processo é suportada pela identificação e caracterização dos eixos críticos de conhecimento, que estão alinhados aos resultados e objetivos do planejamento estratégico do contexto estudado.

 

Link para download: Bruna Devens Fraga

MUÑOZ, Denise Leonora Cabrera. Processos de Conhecimento Associados à Gestão para Sustentabilidade: Um Estudo Baseado na Revisão Sistemática de Literatura. Dissertação, 2013.

A presente pesquisa, a partir de revisão sistemática de literatura, teve
como objetivo identificar e analisar os processos de conhecimento que
tem sido utilizados na gestão para sustentabilidade, buscando elucidar
como esses processos contribuem para o desenvolvimento da gestão do
conhecimento para sustentabilidade. No planejamento da pesquisa, definiu-
se como termos chaves iniciais: gestão do conhecimento, os dez
processos de conhecimento mais citados em frameworks de gestão do
conhecimento baseado no estudo de Heisig (2009), combinados com
os termos sustentabilidade e desenvolvimento sustentável. Foram coletados
226 artigos nas bases de dados Social Sciences Citation Index
(SSCI) e Science Citation Index Expanded (SCI-EXPANDED), pertencentes
à plataforma de pesquisa ISI Web of Knowledge, no período de
1945 a 2012, e selecionados 94 artigos, entre estudos empíricos, tecnológicos,
teóricos e de revisão de literatura. Os resultados apresentam
análises descritivas quantitativas e qualitativas, além de análises
do campo teórico, questões, objetivos e lacunas de pesquisa. Também
foram identificados outros processos de conhecimento além daqueles
selecionados na etapa de planejamento, que ampliam e enriquecem a
visão do tema da pesquisa. Como maior aporte de uma revisão sistemática,
a síntese é expressa em um framework conceitual, que reúne os
elementos e as relações que dizem respeito à gestão dos processos de
conhecimento associados à gestão para sustentabilidade. Nas considerações
finais, a discussão aborda as contribuições e os limites da pesquisa,
as implicações sociais e as sugestões para futuros estudos

 

Link para download: Denise Leonora Cabrera Muñoz

TECCHIO, Edivandro Luiz. A Influência da Espiritualidade no Processo de Gestão do Conhecimento em Empresas de Base Tecnológicas. Tese, 2015.

Mudanças profundas estão ocorrendo no local de trabalho e a espiritualidade é apontada como um dos temas principais. A gestão e a espiritualidade, consideradas por muito tempo incompatíveis, nos últimos anos se aproximaram. A Espiritualidade nas Organizações ganhou força nas últimas duas décadas, com diversos pesquisadores desenvolvendo estudos com o objetivo de verificar se a espiritualidade afeta o desempenho dos trabalhadores nas organizações. Comoo campo organizacional é amplo, muitos temas ainda não foram explorados, ou seja, relacionados com a Espiritualidade nas Organizações. A Gestão do Conhecimento é um desses temas, especialmente se for considerado o Processo de Circulação de Conhecimento – KCP. Não foram encontrados estudos que analisassem se a Espiritualidade nas Organizações exerce influência no Processo de Circulação de Conhecimento. Aproveitando essa oportunidade de pesquisa, o objetivo geral desta tese é estudar a relação entre a Espiritualidade na Organização e o Processo de Circulação do Conhecimento. Com base no paradigma funcionalista foi conduzida uma pesquisa quantitativa (survey) com corte transversal, junto a 133 (cento e trinta e três) trabalhadores de 20 (vinte) empresas de base tecnológica do município de Chapecó-SC, vinculadas ao Polo Tecnológico do Oeste Catarinense – DEATC. A análise dos dados ocorreu por meio de técnicas estatísticas, tanto descritivas (média, moda, desvio padrão, variância, coeficiente de variação e assimetria), quanto inferenciais (correlação e regressão linear simples). Os resultados demonstram como as três dimensões da Espiritualidade nas Organizações, senso de comunidade, trabalho com significado e vida interior, influenciam os cinco Componentes do Processo de Circulação de Conhecimento (criação, acumulação, compartilhamento, utilização e internalização). A Espiritualidade nas Organizações influencia positivamente o Processo de Circulação de Conhecimento. Especificamente, as dimensões da Espiritualidade nas Organizações senso de comunidade e trabalho com significado apresentam correlação significativa ao nível de 1% com a criação, acumulação, o compartilhamento, utilização e a internalização de conhecimento, ou seja, todos os componentes do Processo de Circulação de Conhecimento. Elas também são significativas, ao nível de 5%, para explicar a variância de todas as variáveis dependentes. Por outro lado, a variável vida interior apresentou correlação, ao nível de significância de1%, com as variáveis acumulação, compartilhamento, utilização e internalização de conhecimento, sendo, significativa (p<5%) para explicar a variância das variáveis acumulação, utilização e internalização de conhecimento. Já para as variáveis criação e compartilhamento de conhecimento, vida interior não é significativa para explicar suas variações. Os resultados sugerem que os indivíduos estão mais propensos a criar, acumular, compartilhar, utilizar e internalizar conhecimento  quando desenvolvem seu trabalho em uma organização onde a espiritualidade está presente. Portanto, em que pese vida interior não ter apresentado associação significativa com as variáveis criação e compartilhamento de conhecimento, infere-se que, a Espiritualidade nas Organizações influencia o Processo de Circulação de Conhecimento, contribuindo na determinação de sua eficácia.

 

Link para Download: Edivandro Luiz Tecchio

CAVALCANTE, Ana Luisa Boavista Lustosa. Design para a Sustentabilidade Cultural: Recursos Estruturantes para Sistema Habilitante de Revitalização de Conhecimento Local e Indígena. Tese 2014.

Ao longo das gerações, os povos indígenas documentam seu conhecimento local em artefatos autóctones. Para a UNESCO, tal conhecimento é parte do patrimônio cultural da humanidade e sua proteção é um imperativo ético. Também, é ampla a diversidade cultural brasileira, contudo, há poucos registros de grafias desenvolvidas por grupos autóctones neste país. Além disso, apesar da grande produção de trabalhos científicos, as formas de expressão indígena registradas no IPHAN são insuficientes em relação à quantidade de etnias no Brasil. Portanto, o conhecimento local e indígena está em constante risco de sofrer prejuízo, degradação ou apropriação indevida. Deste modo, esta pesquisa visou estruturar recursos para a construção de um sistema habilitante de revitalização do conhecimento local e indígena, considerando a sustentabilidade cultural em uma comunidade kaingang no norte do Estado do Paraná. Especificamente, buscou-se identificar elementos e iniciar o registro do conhecimento local, gráfico e visual no trançado kaingang, verificando, junto aos educadores das escolas da Terra Indígena Apucaraninha, as propostas de revitalização deste conhecimento. Para contribuir com a preservação e a valorização cultural, foi possível propor ações de Design e sintetizar etapas e recursos para a estruturação do sistema habilitante proposto. O tipo de pesquisa é a qualitativa cujos procedimentos metodológicos foram estudos bibliográficos, etnográficos e iconográficos realizados por meio de observações, entrevistas, oficinas e levantamentos imagéticos. A triangulação foi utilizada na análise dos dados levantados, possibilitando a codificação de conceitos e ideias para a interpretação. Com a finalidade de estruturar recursos para o desenvolvimento do sistema habilitante foram requeridos conteúdos teóricos e práticos das áreas de Mídia, Comunicação e Design, relacionados e integrados no contexto interdisciplinar das áreas de Antropologia, Engenharia e Gestão do Conhecimento. Com recursos do Design, o registro dos elementos da cultura indígena permitiu a primeira transposição tácita do conhecimento local. Com recursos teóricos das áreas de Antropologia, Linguagem e Sintaxe Visual, a descrição e a interpretação desses elementos possibilitaram a explicitação verbal de parte do conhecimento, configurando uma abordagem sistêmica da temática em estudo.

 

Link para Download: Ana Luisa Boavista Lustosa Cavalcante (1)

CARVALHO, Isamir Machado de. A Dinâmica dos Mecanismos de Proteção e Compartilhamento de Conhecimento, no Processo de Desenvolvimento de Software, em uma Empresa Pública de Tecnologia de Informação (TI). Tese, 2014.

O objetivo desta tese é descrever a dinâmica de funcionamento dos mecanismos de proteção e de compartilhamento de conhecimento, no processo de desenvolvimento de software, em uma organização pública do setor de tecnologia da informação (TI). A pesquisa realizada para desenvolver esta tese adota a estratégia de Estudo de Caso, com finalidade descritiva e nível de análise organizacional. Para a coleta de dados foi feita análise documental, aplicado questionário, e realizadas entrevistas. Foram envolvidos 15 respondentes, sendo oito do nível estratégico, lotados na sede da empresa, e sete do nível tático-operacional, lotados em uma regional, onde ocorre o processo de desenvolvimento de software estudado. Os resultados obtidos são: a) mecanismos de proteção de conhecimento por fases, b) mecanismos de compartilhamento de conhecimento por fases, c) ativos de conhecimento protegidos, d) aspectos da proteção e do compartilhamento de conhecimento, e) composição da dinâmica de funcionamento dos mecanismos na organização estudada. Os resultados desta pesquisa contribuem para a melhor compreensão da interdisciplinariedade entre a Administração e o Direito ao tratar de propriedade intelectual no âmbito da gestão do conhecimento. Os resultados mostram que a adoção de mecanismos permite escolher “o que” e “como” proteger o conhecimento ou compartilhá-lo. Os resultados também contribuem para a discussão da existência de tensão, conflito e dilema entre proteção e compartilhamento de conhecimento, considerando o contexto no qual está inserido. A contribuição da pesquisa para gestores da área pública reside no apoio à escolha de mecanismos adequados às suas organizações, e para os formuladores de políticas em organizações públicas, insumos para a definição de estratégias relacionadas aos mecanismos. Esta tese contribui para promover a gestão do conhecimento, quanto à proteção e ao compartilhamento de conhecimento, na prestação de serviços públicos na área de tecnologia da informação (TI) em prol do cidadão brasileiro. Limitações da pesquisa são apontadas e indicadas possibilidades de estudos futuros.

 

Link para Download: Isamir Machado de Carvalho

BEM, Roberta Moraes de. Framework de Gestão do Conhecimento para Bibliotecas Universitárias. Tese, 2015.

As Bibliotecas Universitárias são instituições que têm a função de prover informações e conhecimentos aos seus usuários (comunidade universitária), porém suas atribuições têm se modificado em virtude de mudanças sociais e tecnológicas. A sociedade da informação e do conhecimento e a facilidade de disponibilização e acesso de informações nessa era digital têm caracterizado um ambiente instável e sujeito a mudanças. Por isso, identificou-se a necessidade de caracterizar e tratar as Bibliotecas Universitárias como Sistemas Adaptativos Complexos. Nesse sentido, para atender a essa demanda e inovar, as Bibliotecas Universitárias estão engajando-se em práticas de Gestão do Conhecimento, assim como em sua implementação. No entanto, essa tarefa requer estudo, conhecimento e, acima de tudo, muito trabalho. A ausência de modelos e ferramental específicos que trabalhem a Gestão do Conhecimento em Bibliotecas Universitárias de forma integrada e não apenas setores ou funções motivou a presente pesquisa. Esta tese de doutorado desenvolveu um framework, denominado GC@BU, com a proposta de apoiar a concepção e implantação da Gestão do Conhecimento em Bibliotecas Universitárias, partindo de uma abordagem dos Sistemas Adaptativos Complexos. O referido framework foi desenvolvido com base em abordagens existentes na literatura, das quais foram extraídas informações dos modelos conceituais e metodologias já existentes, procurando construir uma nova proposta que fosse capaz de dar conta da lacuna identificada na literatura para a concepção e implantação da Gestão do Conhecimento em Bibliotecas Universitárias. O GC@BU é composto por três módulos: Coordenação de Gestão do Conhecimento; Recursos de Conhecimento e Espaços de Conhecimento/Aprendizagem. Suas funções são bem definidas, como designam seus próprios nomes, porém são interligados e interdependentes. A avaliação do modelo foi realizada por três grupos focais na ocasião de um workshop organizado pela autora, com apoio da Biblioteca Universitária e do Departamento de Engenharia e Gestão do Conhecimento da UFSC. A avaliação ocorrida no “I Workshop Gestão do Conhecimento em Bibliotecas Universitárias” demonstrou interesse dos gestores de bibliotecas pelo framework, mostrando a possibilidade de uso da ferramenta e agregando a esta pesquisa sugestões pontuais que foram
implementadas na versão final do GC@BU, entre elas: novo design do framework; inclusão de exemplos, proporcionando contextualização; estabelecimento de relacionamentos entre os elementos/módulos. Concluindo com a clareza de que o atendimento aos objetivos desta tese foi cumprido, reforçando a ideia de garantir a amplitude do papel das Bibliotecas Universitárias e sua importância no suporte à construção e gestão do conhecimento nas universidades, por meio da disponibilização do GC@BU.

 

Link para Download: Roberta Moraes de Bem

CARVALHO, Isamir Machado de. A Dinâmica dos Mecanismos de Proteção e Compartilhamento de Conhecimento, no Processo de Desenvolvimento de Software, em uma Empresa Pública de Tecnologia da Informação (Ti). Tese 2014

O objetivo desta tese é descrever a dinâmica de funcionamento dos mecanismos de proteção e de compartilhamento de conhecimento, no processo de desenvolvimento de software, em uma organização pública do setor de tecnologia da informação (TI). A pesquisa realizada para desenvolver esta tese adota a estratégia de Estudo de Caso, com finalidade descritiva e nível de análise organizacional. Para a coleta de dados foi feita análise documental, aplicado questionário, e realizadas entrevistas. Foram envolvidos 15 respondentes, sendo oito do nível estratégico, lotados na sede da empresa, e sete do nível tático-operacional, lotados em uma regional, onde ocorre o processo de desenvolvimento de software estudado. Os resultados obtidos são: a) mecanismos de proteção de conhecimento por fases, b) mecanismos de compartilhamento de conhecimento por fases, c) ativos de conhecimento protegidos, d) aspectos da proteção e do compartilhamento de conhecimento, e) composição da dinâmica de funcionamento dos mecanismos na organização estudada. Os resultados desta pesquisa contribuem para a melhor compreensão da interdisciplinariedade entre a Administração e o Direito ao tratar de propriedade intelectual no âmbito da gestão do conhecimento. Os resultados mostram que a adoção de mecanismos permite escolher “o que” e “como” proteger o conhecimento ou compartilhá-lo. Os resultados também contribuem para a discussão da existência de tensão, conflito e dilema entre proteção e compartilhamento de conhecimento, considerando o contexto no qual está inserido. A contribuição da pesquisa para gestores da área pública reside no apoio à escolha de mecanismos adequados às suas organizações, e para os formuladores de políticas em organizações públicas, insumos para a definição de estratégias relacionadas aos mecanismos. Esta tese contribui para promover a gestão do conhecimento, quanto à proteção e ao compartilhamento de conhecimento, na prestação de serviços públicos na área de tecnologia da informação (TI) em prol do cidadão brasileiro. Limitações da pesquisa são apontadas e indicadas possibilidades de estudos futuros.

 

Link para download:Isamir Machado de Carvalho

KRAUSE, Micheline Guerreiro. Marketing Interno em Apoio às Práticas de Gestão do Conhecimento em Organizações de Base Tecnológica. Dissertação, 2014.

A implementação de práticas de gestão do conhecimento apresenta, como um de seus principais desafios, a obtenção de adesão e comprometimento por parte dos colaboradores das organizações. Os paradigmas organizacionais foram alterados com a evolução da sociedade do conhecimento, oferecendo contexto favorável à redução de departamentalizações, maior integração e diálogo interdisciplinar, o que por sua vez expressa o valor do conhecimento. Motivada por esta visão, a pesquisa teve como principal objetivo analisar como o marketing interno pode apoiar as práticas de gestão do conhecimento em organizações de base tecnológica, usualmente identificadas como intensivas em conhecimento. O método apropriado de condução dos estudos surgiu a partir da busca e revisão sistemática da literatura, que localizou seis publicações com os termos combinados marketing interno e gestão do conhecimento, sinalizando a necessidade de investigação exploratória. O método de procedimento foi o de estudo qualitativo básico, com definição da estratégia analítica geral com base nas proposições teóricas, cujo agrupamento evidenciou oito focos de análises, sendo eles: 1) Promoção de GC internamente; 2) Cultura organizacional; 3) Alinhamento estratégico; 4) Gestão de pessoas; 5) Liderança; 6) Processos e tecnologias; 7) Interdisciplinaridade; 8) Gestão, comunicação, ação. Em paralelo, com base na literatura sobre o marketing interno, identificou-se como essa atividade pode apoiar as práticas de gestão do conhecimento, correlacionando-se, em resumo: 1) Utilização de campanhas promocionais para “vender” GC internamente; 2) Gestão da mudança e da identidade corporativa; 3) Implementação de estratégias; 4) visão de que o colaborador é um dos principais clientes, endereçando a ele campanhas de integração e de incentivos; 5) Formação de líderes propagadores de GC; 6) Dinâmica da comunicação; 7) Integração e comunicação alicerçada em sinergia; 8) Planejamento integrado, comunicação para difusão do conhecimento, incentivo à ação e aos inter-relacionamentos. Conclui-se que, apesar de não haver um contexto de maturidade de gestão do conhecimento nas organizações pesquisadas, existe significativo número de práticas e ferramentas do conhecimento empregadas, que necessitam ser divulgadas e tornadas visíveis para melhor utilização e envolvimento por parte dos colaboradores. Os casos pesquisados apresentaram um conjunto significativo de práticas e ferramentas de marketing interno que podem oferecer o apoio à GC. Constatou-se, porém, que as abordagens de marketing precisam ser melhor utilizadas no mercado interno, de forma estratégica e estruturada. Recomenda-se, como estudos futuros, o aprofundamento de cada tópico pesquisado, em especial os relacionados às lideranças de GC e à inovação fomentada por cultura de criação do conhecimento em organizações de base tecnológica.

Link para Download: Micheline Guerreiro Krause

SILVA, Antonio Waldimir Leopoldino. Governança de Sistemas de Indicadores de Sustentabilidade em Processos de Avaliação Ambiental Estratégica sob Mediação da Gestão do Conhecimento. Tese, 2014.

A Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) é uma ferramenta que visa apoiar a tomada de decisão ao inserir considerações de sustentabilidade durante a formulação de políticas, planos e programas (PPP) e ao antever as consequências que tais instrumentos podem determinar sobre o contexto ambiental, social, econômico e institucional. Neste cenário, o emprego de indicadores de sustentabilidade (IdS) é uma técnica de grande relevância, pois permite, entre outros aspectos, a descrição da situação de base, antes da implantação da iniciativa (PPP), e a demonstração dos possíveis impactos associados a esta. O trabalho objetivou desenvolver um modelo voltado à governança de sistemas de IdS, no intuito de qualificar a utilização destes no âmbito dos processos de AAE. Como objetivos secundários, buscou-se compilar boas práticas verificadas em aplicações nacionais e internacionais da ferramenta, e contrastar o modelo proposto com os procedimentos usualmente adotados na prática brasileira. O estudo foi conduzido mediante pesquisas bibliográfica, documental e de campo. A pesquisa documental consistiu na avaliação dos relatórios de 32 AAEs produzidas no Brasil e de 100 AAEs com origem em outros países, ao passo que a pesquisa de campo envolveu a realização de entrevistas com 14 profissionais integrantes de equipes nacionais de elaboração. Para possibilitar a obtenção de informações sistematizadas a partir da pesquisa documental e das entrevistas, foi empregada a técnica da Análise de Conteúdo. Verificou-se que 94% das AAEs brasileiras analisadas fez uso de IdS, e 44% efetivamente os empregaram como instrumento de avaliação, ou seja, em 14 AAEs esta aplicação gerou resultados quanti e/ou qualitativos que contribuíram para as conclusões do respectivo estudo. Foram registradas e descritas 38 boas práticas, relacionadas à utilização de IdS, à apresentação dos relatórios, à Gestão do Conhecimento e a aspectos gerais dos processos de AAE. O modelo de governança, denominado G-SINDS, foi construído com base no ciclo do conhecimento, sendo estruturado na forma de seis fases (Definições Prévias; Identificação; Criação; Compartilhamento; Utilização; Armazenamento) e de três elementos transversais às fases (Avaliação; Gestão do Conhecimento; Participação das Partes Interessadas). O G-SINDS distingue-se de outros modelos por envolver todas as fases que constituem o “ciclo de vida dos indicadores”, estar direcionado à AAE e basear-se nos princípios e técnicas da Gestão do Conhecimento. Sob o ponto de vista do G-SINDS, as AAEs nacionais, no seu conjunto, apresentam mais limitações e deficiências do que pontos fortes. Face à sua concepção inovadora e fundamentada no exercício da boa prática, a aplicação do modelo G-SINDS poderá representar um fator de aprimoramento à prática brasileira de AAE.

Link para download: Antonio Waldimir Leopoldino da Silva