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FILHO, Vilson Martis. Design Thinking e a Criação de Ativos do Conhecimento na Atividade Docente. Tese, 2016.

O que é inovação em Educação? Poderia residir no Design Thinking a
base de um modelo de pensamento que auxilie nos paradigmas
educacionais? A partir dos paradigmas da sociedade do conhecimento
na perspectiva da Educação, o presente estudo investigou a construção
de práticas docentes favoráveis a inovação por uma abordagem criativa
baseada em Design Thinking. Tal abordagem tem como objetivo a
criação de ativos do conhecimento com aplicações em mídias do
conhecimento para o processo de ensino e aprendizagem. A proposta
apresentada é constituída por três elementos principais:
Um diagnóstico de contexto institucional baseado nas práticas
inovadoras em Educação de três relatórios internacionais (UNESCO,
2014; LUCKIN et al., 2012; JOHNSON et al., 2014), suas correlações
com as Premissas Fundamentais da Lógica Dominante de Serviços,
(VARGO; LUSCH, 2008)Em paralelo configurou-se um modelo de
autodiagnostico docente baseado nas competências docente (UNESCO,
2009; ISTE, 2015) para observação de ancoragens pessoais. Ainda em
paralelo a estes dois diagnósticos, concebeu-se um Modelo de
Taxonomia Abdutiva para a orientação do raciocínio de lógica abdutiva
para a composição de atividades de ensino e aprendizagem permeadas
por mídias do conhecimento. Os modelos constituídos tiveram sua
verificação observada em um estudo de caso com dois grupos de 20
professores em duas diferentes instituições de ensino não pública. O
estudo de caso observou a conversão do conhecimento em arquiteturas
SECI e BA na forma de um programa de capacitação de Ativos de
Conhecimento (NONAKA; TOYAMA; KONNO, 2000) na forma de um
programa de capacitação docente. Para análise de dados do
experimento proposto, utilizou-se uma abordagem mista de análise de
dados qualitativos e qualitativos. A coleta e análise dos dados
qualitativos foram realizadas através de questionários e o uso de um
balanced scorecard para a verificação dos ativos do conhecimento. Para
coleta e análise dos dados qualitativos, utilizou-se a observação
participante (TAYLOR; BOGDAN; DEVAULT, 2015) em conjunto
com ferramentas de computação cognitiva de análise preditiva IBM
Watson Analytics. Os resultados obtidos a partir dos três diagnosticos
e dos indicadores objetivos de ativos do conhecimento validaram a boa
aplicabilidade o Modelo de Taxonomia Abdutiva. Observou-se também
os impactos positivos que um autodiagnóstico docente realiza em
esforços institucionais que buscam a inovação em Educação do Ensino
Superior. A pesquisa concluiu que o Design Thinking precisa de uma
abordagem focada no contexto institucional e nas ancoragens docentes
quanto a inovação em Educação para fomentar atividades coletivas de
nós-ação. A proposta construída neste estudo, auxiliam o caminho de
sucesso para inovação em instituições de Ensino Superior. O
experimento apontou também que as atividades de fomento a inovação
em Educação são melhor sucedidas quando a gestão destas
instituições assume a definição de inovação como atividade humana
coletiva, superando resultados de perspectivas de inovação como
tecnologia e processo. Ao final, a pesquisa conclui com o refinamento
do modelo de taxonomia abdutiva acrescentando o verbo “acompanhar”
em paralelo com o verbo “criar” em atividades de Internalização do
conhecimento. Ao final o estudo elenca recomendações para futuras
aplicação dos modelos desenvolvidos e acompanhamento das atividades
e propostas inovadoras geradas pelos docentes. O estudo elenca ainda a
importância de participação das lideranças institucionais na aplicação
do modelo de taxonomia abdutiva.

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REGINALDO, Thiago. Referenciais Teóricos e Metodológicos para a Prática do Design Thinking na Educação Básica. Dissertação, 2015.

O design thinking tem sido aplicado na educação básica em diversos países do mundo, inclusive no Brasil. Todavia, muitas dessas práticas documentadas com caráter experiencial empírico estão apresentadas em sites e redes sociais. Uma análise da prática educativa do design thinking, em seu caráter teórico e metodológico, torna-se necessária para compreender quais são suas manifestações intrínsecas na relação com a Educação. Portanto, o objetivo deste trabalho é conhecer os referenciais teóricos e metodológicos que intervêm na prática do design thinking na educação básica. Para alcançar este objetivo realizou-se uma jornada científica exploratória com as técnicas de revisão sistemática, estudo de caso, entrevista com especialistas, observação participante e análise de conteúdo. As etapas desenvolvidas envolveram: (1) duas observações participantes em oficinas de design thinking; (2) entrevistas com quatro especialistas que desenvolvem trabalhos no Brasil na área de design thinking na educação; (3) revisão sistemática em quatro bases de dados internacionais; e (4) descrição de dez iniciativas de design thinking na educação básica brasileira. A partir disso foi possível apresentar três esquemas conceituais (processo histórico, modelo teórico e referenciais teóricos e metodológicos) e os componentes das variáveis metodológicas da intervenção nas atividades de design thinking na Educação Básica. Como resultado dos referenciais teóricos foi verificado que o design thinking apresenta a função social de formação integral, que seus conteúdos e objetivos se relacionam com todas as capacidades (conceituais, atitudinais e procedimentais), e que a concepção de aprendizagem é construtivista atrelada à diversidade dos sujeitos e ao conhecer-na-ação/conhecer-na-reflexão. No que tange aos componentes das variáveis metodológicas o valor da ação é dada pelos sujeitos envolvidos que se tornam protagonistas do processo educativo e utilizam técnicas e habilidades que são complexas de avaliar, mas, que precisam ser avaliadas. Sugere-se, então, um modo formativo de avaliação por meio de diferentes instrumentos de registro.

 

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DEMARCHI, Ana Paula Perfetto. Gestão Estratégica de Design com a abordagem de design thinking: proposta de um Sistema de Produção do Conhecimento. Tese, 2011.

As organizações colaborativas, em busca de maiores condições de competitividade necessitam entrar nos canais de comercialização tradicionais agregando valor aos seus produtos. Um meio importante é a atuação do agente de design, que pode extrair os conhecimentos das organizações (implícitos, tácitos, objetivos e explícitos), codificá-los, gerando o conhecimento organizacional, e produzir o conhecimento objetivo após combiná-lo com o seu conhecimento tácito. Nesse contexto, esta tese tem como objetivo propor um sistema de produção do conhecimento sobreposto a um modelo de gestão estratégica de design, para o qual foi necessária uma fundamentação teórica sobre a gestão do conhecimento (que possibilitou uma visão do processo de produção do conhecimento e a importância dos tipos de conhecimentos para a criação do conhecimento objetivo); da gestão estratégica de design (caracterizando suas atividades, aplicações e mutações na demanda), e finalmente estabelecer a relação entre a nova gestão do conhecimento com a gestão estratégica de design, que, por sua vez, está fundamentada no design thinking, uma nova abordagem de pensamento que caracteriza o agente de design. Partiu do pressuposto de que as habilidades do agente de design, na utilização de um sistema de produção do conhecimento, facilitarão a construção de conhecimento objetivo, e auxiliarão a organização colaborativa familiar a construir uma vantagem competitiva, por meio da visualização da sua natureza conceitual e origem. Este pressuposto visou o esclarecimento da questão central da tese, que é: como a Gestão estratégica de design sobreposta a um sistema de produção do conhecimento pode incrementar a competitividade, sustentabilidade e diferenciação das organizações colaborativas? Como metodologia, sua natureza é descritiva e seu delineamento apóia-se nos seus objetivos, utilizando uma abordagem qualitativa, e a partir da observação etnográfica em organizações vitivinícolas. O modelo proposto, sobreposto por um sistema de produção do conhecimento, visa a otimização de recursos (sustentabilidade); um melhor posicionamento da organização no mercado (competitividade); e a oferta de diferenciais de valor aos clientes (diferenciação).

Link para download: Ana Paula P. Demarchi