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TORQUATO, Mirian. O Despertar da Criatividade: Gerenciando o Medo. Tese, 2017.

As organizações, na atual era do conhecimento, estão inseridas em um mercado altamente competitivo. Dessa forma, os colaboradores, capital intelectual organizacional, necessitam ser incentivados, na sua singularidade, no que se refere ao desenvolvimento de seus talentos, ou seja, devem ter oportunidades de aflorar o potencial criativo em suas ações cotidianas. Porém, existem fatores inibidores do potencial criativo que dificultam o processo criativo organizacional. Muitas vezes, o medo do fracasso aterroriza as pessoas e, portanto, pode ser considerado um dos maiores obstáculos ao sucesso criativo. Há estudiosos no assunto que sustentam a ideia de que, para a expressão dos talentos humanos, há a necessidade de um trabalho de autoconhecimento em que as pessoas possam entrar em contato com seus medos para o entendimento da possibilidade do caminhar juntos (pessoa/medo) na jornada do processo criativo ou para a construção de novos conhecimentos, habilidades e atitudes, gerando a confiança necessária para geração de novas ideias, surgimento da criatividade e consequente inovação. Neste contexto, esta tese tem por objetivo analisar os fatores  que limitam o potencial criativo do ser humano frente ao medo. O procedimento metodológico para fins a que se propõe este estudo seguiu a linha da Pesquisa Qualitativa e procedimentos de Pesquisa Quantitativa, de cunho Exploratório e Descritivo, sendo que na sua trajetória utilizou instrumentos como questionário, análise estatística, entrevista semiestruturada e análise de conteúdo.  Como resultado desta pesquisa, a partir da análise qualitativa, das sugestões dos participantes da pesquisa para trabalhar o medo das pessoas na vida pessoal e/ou profissional; da análise quantitativa e do conhecimento acadêmico, profissional e pessoal da autora, foram elaboradas recomendações e sugestões de intervenções vivenciais que trabalham o medo para facilitar a confiança criativa às pessoas em seus processos criativos, ou seja, facilitar o despertar  do potencial criativo, as capacidades que têm de ter novas ideias e coragem para testá-las na busca da inovação nos processos criativos. Os resultados apresentados contribuem para o processo de desconstrução e consequente construção 16 de novos conhecimentos, habilidades e atitudes por meio da geração da confiança criativa tão necessária à expressão dos talentos inerentes ao ser humano. As sugestões apontadas exigem mudanças no comportamento e na cultura das pessoas, mas, sobretudo no contexto organizacional, pois sendo os colaboradores capital intelectual organizacional, se faz necessário que sejam estimulados na sua singularidade a expressar seu talento em um ambiente interno, como práticas vivenciais que favoreçam o autoconhecimento com a presença de incentivos e desafios para que, assim, a criatividade possa florescer.

Link para download: Mirian Torquato

MACHADO, Edson Valdir. Criatividade e Inovação: Um Estudo de Caso em uma Empresa de Base Tecnológica. Dissertação, 2014.

O presente trabalho tem como objetivo verificar como ocorre o estímulo do potencial criativo visando a inovação em uma organização de base tecnológica, identificando técnicas de estímulo da criatividade que levam a inovação. No desenvolvimento deste trabalho, utilizou-se um estudo de caso em uma organização de base tecnológica para identificar e analisar quais são as práticas utilizadas pela organização, para estimular o potencial criativo. Realizou-se uma revisão sistemática da literatura norteada pelos temas criatividade e inovação em organizações de base tecnológica que gerou a pergunta de pesquisa: Como se desenvolve a criatividade visando a inovação em organizações de base tecnológica? Na metodologia, a abordagem foi qualitativa com pesquisa exploratória e descritiva. Na coleta de dados, utilizando a técnica de estudo de caso, realizaram-se entrevistas semiestruturadas com observação participante. Na análise dos dados, utilizou-se a análise de conteúdo para compreender os dados coletados durante as entrevistas semiestruturadas. Como resultados da fundamentação teórica, identificaram-se três categorias: a criatividade, inovação e conhecimento organizacional. Dentro destas categorias, foram identificadas subcategorias, ao analisar os depoimentos dos participantes nas entrevistas semiestruturadas e, a partir destas subcategorias, foi realizada a análise de conteúdo. Pode-se concluir, a partir de tais categorias e subcategorias levantadas, que, na visão dos colaboradores entrevistados, a empresa possui pontos positivos e oportunidades de melhorias. Verificou-se como ocorre o estímulo do potencial criativo visando a inovação em uma organização de base tecnológica, que ficou caracterizado pelas ações tais como: liberdade para criar, possibilidade de expor novas ideias, motivação e satisfação na execução das atividades, incentivo dos líderes e dos colegas de trabalho, formalização nos processos de desenvolvimento de produto e espaço para criação.

 

Link para download: Edson Valdir Machado

SOUTO-MAIOR, Telmo José. Grupos Criativos em Organizações: A Seleção Brasileira de Futebol Masculino nas Copas do Mundo de 1966 e 1970. Dissertação, 2014.

Esta pesquisa trata do estudo de grupos criativos em organizações no Brasil e busca elementos sobre sua atuação com vistas a um melhor desempenho e melhores resultados econômicos, que possam ser disseminados não só nas organizações, como também servir de referência para outros grupos que pretendam ser criativos. Considerando que o futebol é o principal esporte no Brasil; sendo uma paixão para os brasileiros, que se referem frequentemente ao país como “país do futebol” ou a “pátria de chuteiras”; escolheu-se como grupo criativo a Seleção Brasileira de Futebol, que representa o Brasil em competições internacionais entre países e jogos amistosos. A Seleção Brasileira de Futebol é, atualmente, a maior vencedora da Copa do Mundo FIFA com cinco títulos. O estudo foca a Seleção Brasileira em duas Copas consecutivas: 1966 e 1970, nas quais os grupos que representaram o Brasil tiveram desempenhos diametralmente opostos. O estudo verifica as ligações existentes entre esses dois grupos criativos e busca saber se a organização, que convoca a Seleção, aprendeu com o insucesso e/ou com o sucesso, com vistas a preservar o que deu certo e a evitar a repetição dos erros cometidos. A Seleção de 1966 é lembrada, até hoje, como a Seleção Brasileira que teve o segundo pior desempenho em todas as Copas do Mundo. Por sua vez, depois de quatro anos, a Seleção de 1970 tem sido citada como uma das melhores Seleções Brasileiras de todos os tempos, senão a melhor. No estudo são abordados diversos conceitos, tais como emoção, pensamento divergente, criatividade, grupos criativos, ambiente/clima de trabalho, “master mind”, liderança, organização, planejamento, esquema de jogo e soberba. São apresentados, igualmente, argumentos que mostram a sua aderência com a área de Gestão do Conhecimento do Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento – PPGEGC e com a linha de pesquisa Teoria e Prática em Gestão do Conhecimento. Inicialmente foi realizada a compilação de dados. Em seguida, foi efetuada a transformação desses dados em informações através da agregação de valor pela contextualização e categorização, significados pela relevância e propósitos, quando então foram elaboradas listagens de categorias e subcategorias relacionadas tanto ao insucesso na Copa de 1966 como ao sucesso na Copa de 1970. Ao final, são apresentados dois quadros como conhecimento resultante de todo o processo: os “Achados da Investigação (“Findings”)” e “Pontos a considerar na análise de grupos criativos”, ou seja, os possíveis conceitos e/ou indicativos relacionados ao desempenho de grupos criativos, o objetivo deste estudo.

 

Link para download: Telmo Souto Maior

MIGUEZ, Viviane Brandão. Uma Abordagem de Geração de Ideias para o Processo de Inovação. Dissertação, 2012.

Este trabalho tem como objetivo propor uma abordagem para o processo de geração de ideias inovadoras. Esta abordagem auxiliará as organizações sistematizando  o processo de geração de ideias e garantirá que, ao final do processo, a organização tenha uma ideia inovadora para lançar ao mercado. Para tanto analisou-se os modelos de geração de ideias encontrados na literatura, identificou-se quais técnicas de criatividade poderiam estimular um processo de criação de conhecimento dentro do processo de geração de ideias inovadoras. Posteriormente propôs-se atividades e tarefas que compõe a abordagem de geração de ideias. Essas atividades e tarefas foram executadas por uma equipe e finalmente, após o resultado discutido, foram observados ajustes para a abordagem.

Link para download: Viviane Brandão Miguez

PEREIRA, Kariston. O raciocínio abdutivo no jogo de xadrez: a contribuição do conhecimento, intuição e consciência da situação para o processo criativo. Tese, 2010.

O jogo de xadrez se apresenta como conceituado e tradicional sistema de mediação e expressão do conhecimento, porque sua materialidade e sua dinâmica configuram visualmente os procedimentos e, por via de consequência, os conhecimentos e os raciocínios dos jogadores. As ferramentas e a mecânica do jogo compõem um modelo exemplar de engenharia. Entretanto, esse modelo atua como mídia interativa entre dois competidores e, ao longo dos séculos, os processos de mediação foram sendo criados, consolidados e registrados, de maneira que há uma cultura ou conhecimento especializado, que se apresenta como um amplo conjunto de conceitos, teorias, estratégias e procedimentos. Aos enxadristas cabe a gestão do conhecimento já explicitado, na escolha e interação das estratégias competitivas já conhecidas e, também, cabe a invenção circunstancial de soluções estratégico-criativas, que emergem imediatamente da intuição do jogador. As inovações intuitivas emergentes de processos predominantemente tácitos são, posteriormente, consideradas de modo consciente e explicitadas como novas estratégias possíveis dentro do conhecimento disponível na cultura enxadrística. O trabalho aqui apresentado observa o jogo de xadrez para considerar o raciocínio abdutivo, como proposto na teoria da Abdução de Charles Sanders Peirce, visando reconciliar os conceitos de “conhecimento” e “criatividade”, no contexto mental tradicionalmente reconhecido como “intuição.” Atualizando-se as indicações e revendo as contradições entre as ideias de Descartes (1596-1650) e Peirce (1839-1914), são discutidas neste trabalho duas correntes de estudos, denominadas: “foundation view” e “tension view”, que se antagonizam propondo diferentes visões sobre a participação do conhecimento especializado como fator de promoção da criatividade. A contradição entre estas duas correntes, que se configuram sobre base experimental, suscita a tradicional questão do “dogmatismo” com relação ao conhecimento constituído. Depois dos estudos desenvolvidos e aqui apresentados, pode-se considerar a tese de que o conhecimento não impede a criatividade, servindo, inclusive, para promovê-la. Pois, como demonstrado por meio da análise de entrevistas, protocolos verbais e partidas comentadas de conceituados enxadristas, o conhecimento possibilita a maior eficiência do raciocínio abdutivo, desde que não seja tratado de maneira dogmática. Como resultado de pesquisa é apresentado um framework conceitual contextualizado, que serve de suporte ao entendimento sobre como o conhecimento favorece a eficiência do raciocínio abdutivo nos processos de criação. O jogo de xadrez é, portanto, apresentado como domínio decorrente de um campo interdisciplinar de pesquisa que considera, especialmente, a criatividade e o conhecimento, configurando um objeto de estudo privilegiado para a produção de conhecimentos sobre esses temas, que são necessários para diferentes áreas de estudo e aplicação científica.

Link para download: Kariston Pereira