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PRIM, Carlos. Processo Empreendedor e Coevolução em Organizações Intensivas em Conhecimento. Tese, 2009.

Este trabalho tem como objetivo compreender a coevolução entre o em-preendedor, o time empreendedor e a organização em Organizações In-tensivas em Conhecimento (OICs). Esse objetivo surge de duas revisões de literatura. A primeira é uma revisão crítica da teoria do empreendedo-rismo, fundamentada em três abordagens do pensamento científico – a clássica, a sistêmica e a da complexidade. A revisão demonstra que a maioria dos estudos existentes é baseada na abordagem clássica. Eles são unidimensionais e analisam somente uma das três fases do processo empreendedor. A consequência é a fragmentação teórica do empreende-dorismo. Para superar essa falha, este trabalho sugere o estudo da coevo-lução no empreendedorismo. A coevolução, uma noção central da abor-dagem da complexidade, é um fenômeno multidimensional e dinâmico, possibilitando a integração de diferentes dimensões e fases do processo empreendedor. Outro problema que se verifica nos estudos revisados é que a maioria deles assume que as organizações são homogêneas. Po-rém, há trabalhos que demonstram ser o empreendedorismo mais com-plexo e incerto quando inovador. Uma vez que a inovação é um proces-so intensivo em conhecimento, este estudo foca no estudo da coevolução em OICs. A segunda revisão de literatura examina os estudos existentes sobre OICs e coevolução. A partir dessa revisão, são definidas as três dimensões do estudo – o empreendedor, o time empreendedor e a orga-nização. Para se atingir o objetivo proposto, um estudo de caso é reali-zado. Nele, investiga-se uma OIC através da etnosemântica, um método da pesquisa qualitativa, cujo objetivo é descrever uma microcultura. A descrição que resulta da pesquisa é utilizada como fonte para duas análi-ses teóricas. A primeira diz respeito à evolução do empreendedor, do time empreendedor e da organização. Ela auxilia na segunda, referente à coevolução entre o empreendedor, o time empreendedor e a organiza-ção. Essa análise é apoiada na teoria do desenvolvimento da consciên-cia, de Kegan (1982, 1994). Uma das conclusões do estudo é que o em-preendedor, o time empreendedor e a organização tendem a se tornar mais complexos à medida que evoluem. Contudo, o empreendedor pode sofrer, em sua evolução, transformações pessoais que diminuem, mo-mentaneamente, o nível de complexidade do seu comportamento. Veri-fica-se, também, que a evolução de cada uma das dimensões investiga-das influencia na evolução das demais, formando uma relação de causa não linear entre elas. Desde que essa relação caracteriza a coevolução, conclui-se que não é possível prever o processo da coevolução isolando-se variáveis, ou descrevê-lo através da noção sistêmica de adaptação. Cada processo de coevolução deve ser compreendido individualmente. A partir disso, sugere-se que as ideias da coevolução sejam colocadas em prática através do uso de ferramentas de diagnóstico que auxiliem na identificação de barreiras à coevolução e, com isso, de necessidades de mudança, para o sistema em análise. Propõe-se que ferramentas dessa natureza sejam elaboradas com base na visão da coevolução como um processo de ampliação de consciência.

Link para download: Carlos Prim

SOUZA, Gilberto. Modelo de Linguagem Corpórea para Artefatos. Tese, 2009

Esta tese, no âmbito de estudo da consciência, apresenta as bases para um modelo de uma linguagem, inerente aos estados internos de um corpo, que expressa as possíveis características biológicas da préconsciência. A partir da contextualização do estudo da consciência em uma linha de pesquisa voltada aos aspectos corporais, pode-se esboçar um modelo de consciência que define elementos fundamentais do corpo como os possíveis descritores do processo de emergência da consciência. A união de elementos descritores em um agrupamento lógico semelhante a uma linguagem fornece a base para a definição de um modelo que além de descrever a interação dos elementos dos estados internos de um corpo, se integra à proposta de esclarecer como esses elementos podem ser utilizados para descrever a emergência da consciência. Uma simulação computacional de um corpo artificial inspirado na biologia humana e com alguns dos componentes da linguagem corpórea, mostra a capacidade de visualização de alguns dos estados internos do artefato. Conclui-se que o modelo de linguagem corpórea pode ser uma parte importante para a descrição do processo de emergência da consciência, e, ainda que a simulação computacional além de incorporar diversos componentes de uma plataforma cognitiva consistente inspirada na biologia humana, fornece um meio para a visualização dos estados internos do artefato simulado.

Link para download: Gilberto C. de Souza