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CLEMENTI, Juliana. Diretrizes Motivacionais para Comunidades de Prática Baseadas na Gamificação. Dissertação, 2014.

Atualmente o conhecimento é um dos principais ativos organizacionais. A gestão do conhecimento e da inovação são áreas que vêm buscando trazer contribuições no sentido de melhor gerir este conhecimento. A bibliometria destas áreas de pesquisa apontou que o compartilhamento do conhecimento é um desafio. Neste contexto, a literatura afirma que as comunidades de prática promovem interação social e são reconhecidas como uma técnica com benefícios organizacionais e individuais e como instrumento para o compartilhamento do conhecimento. As pesquisas mais recentes sobre essa técnica indicam que a motivação dos membros é um fator importante, entretanto ainda é uma lacuna de pesquisa que precisa ser desenvolvida tanto na teoria como na prática. Por outro lado, a gamificação, aplicação de mecanismos e dinâmicas de jogos em contextos de não jogo, vem sendo explorada como uma forma de motivação nas organizações. Desta forma, esta dissertação tem como objetivo propor diretrizes motivacionais, com base na investigação de como a motivação impacta as comunidades e como influência o comportamento dos indivíduos e por fim, como a gamificação pode ser utilizada para motivar os membros das CoPs. Para isso desenvolveu-se uma análise bibliométrica, seguida de revisão de literatura sobre comunidades de prática, motivação e gamificação. Com base no objetivo desta dissertação, as áreas pesquisadas foram interseccionadas para orientar a elaboração das diretrizes. Como resultado final, esta pesquisa apresenta vinte diretrizes motivacionais, organizadas de acordo com as cinco fases de desenvolvimento das CoPs e os quatro perfis de jogadores, averiguados na literatura. Por fim, com o apoio do método Delphi, as diretrizes foram verificadas junto aos especialistas da área de comunidade de prática. As diretrizes desenvolvidas neste estudo avançam a teoria sobre as comunidades e beneficiam sua gestão. A pesquisa é um reforço para destacar a importância das CoPs e incentivar novas pesquisas sobre o tema. Por fim, sugere-se para pesquisas futuras a continuidade de estudos sobre motivação e comunidades de prática, como a inclusão de outras teorias da motivação e com a validação destas diretrizes.

Link para Download: Juliana Clementi

SCHNEIDER, Elton Ivan. Uma Contribuição aos Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA) Suportados pela Teoria da Cognição Situada (TCS) para Pessoas com Deficiência Auditiva. Dissertação, 2012.

A Educação a Distância no Brasil tem crescido exponencialmente, impulsionando desafios no uso das Tecnologias de Informação e Comunicação por meio da utilização de Ambientes Virtuais de Aprendizagem. O fato enseja o surgimento de novas propostas pedagógicas, cada vez mais voltadas à inclusão do aluno com deficiência física e/ou sensorial, na perspectiva de uma educação aberta e longe das barreiras que ainda excluem pessoas com deficiências do processo ensino-aprendizagem. Tendo por suporte a Teoria da Cognição Situada como critério de aprendizagem colaborativa, este trabalho objetivou precisar quais são e de que forma apresentam-se os pressupostos dessa teoria mais adequados à formação de uma Comunidade de Prática de alunos com surdez ou deficiência auditiva em Ambiente Virtual de Aprendizagem. Após revisão sistemática da literatura, o trabalho de empiria foi realizado na forma de questionário junto a alunos com surdez ou deficiência auditiva do Grupo Educacional Uninter, Instituição de Ensino Superior do Brasil com sede em Curitiba (PR). A metodologia envolveu a realização de um vídeo com orientações para participação de alunos, tutores e coordenadores de polo na área de EAD da instituição, que contou com intérprete da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). Também exigiu a realização de videoconferência junto aos representantes dos polos de apoio presencial, o pesquisador, e demais profissionais ligados ao atendimento dos 228 alunos com necessidades educativas especiais matriculados na IES, dentre os quais o público-alvo desta pesquisa: 54 alunos surdos ou com deficiência auditiva. Em 20 questionários que retornaram na forma on line, por escrito, foram analisadas as respostas de alunos do curso de Pedagogia e dos Cursos de Tecnologia Superior, nas modalidades presencial e a distância.  A pesquisa demandou recomendações para quatro diferentes áreas de atuação pertinentes ao aluno com surdez ou deficiência auditiva: a constituição do projeto pedagógico; o uso de Ambientes Virtuais de Aprendizagem,  a criação de Comunidades de Prática e a inclusão. Deste trabalho foi possível concluir que a Teoria da Cognição Situada apresenta pressupostos de suporte à formação das Comunidades de Prática que podem contribuir para a inclusão de alunos surdos no processo ensino-aprendizagem por meio de Ambientes Virtuais de Aprendizagem acessíveis.

Link para download: Elton Ivan Schneider

OBREGON, Rosane de Fátima Antunes. O padrão arquetípico da alteridade e o compartilhamento de conhecimento em ambiente virtual de aprendizagem inclusivo. Tese. 2011

O impacto das Tecnologias da Informação e da Comunicação na sociedade instaurou um novo e complexo espaço global para a ação social e, por extensão, para a ação educativa. Nessa direção, emerge o ambiente virtual de aprendizagem, como potencializador de processos de compartilhamento de conhecimento. Entretanto, o caráter colaborativo, dinâmico e socializador desses ambientes não permitem às pessoas com deficiência visual ou deficiência auditiva adaptarem-se à ruptura provocada por esse novo paradigma. Ante tais constatações, esta tese tem como objetivo propor recomendações para processos de compartilhamento de conhecimento em Ambiente Virtual de Aprendizagem Inclusivo. Nessa perspectiva, a pesquisa apóia-se na convergência interdisciplinar entre: 1) a Teoria da Cognição Situada, para sinalizar caminhos e possíveis trajetórias na compreensão do tecido social da aprendizagem, e 2) a Pedagogia Simbólica Junguiana, para auxiliar na compreensão psicológica das relações estabelecidas entre os usuários. Fundamentalmente, a presente tese busca formalizar o encontro dessas abordagens em ambientes suportados por tecnologias da informação e da comunicação, bem como potencializar a Teoria da Cognição Situada, com a contribuição dos instrumentos junguianos. Nesse intento, o percurso metodológico adotado – técnica do grupo focal, permitiu reunir características de aprendizagem das pessoas com deficiência visual, com deficiência auditiva e pessoas sem deficiência. Com as observações nos diferentes grupos focais, e com base na fundamentação teórica, foi possível desenvolver um conjunto de quarenta e cinco recomendações, distribuídas em seis categorias: Perspectivas, Alunos, Design Instrucional, Procedimentos, Conteúdos Simbólicos e Recursos Hipermidiáticos. Por conseguinte, a aplicação do Método Delphi permitiu a análise interativa de especialistas de diferentes áreas de conhecimento, viabilizando o consenso na adequação e coerência das recomendações para processos de compartilhamento de conhecimento em Ambiente Virtual de Aprendizagem Inclusivo no padrão arquetípico da Alteridade.

Link para Download: Rosane Obregon

COSTA, Eliete O. Modelo de relação universidade-empresa baseada em comunidades de prática: espaço interativo (EI). Dissertação, 2009.

O presente estudo tem como objetivo geral propor um Modelo de relação entre universidade e empresa baseada em comunidade de prática envolvendo pesquisadores, acadêmicos e profissionais de empresas e instituições inovadoras. A premissa que norteia o estudo é a de que a estruturação de uma comunidade de prática pode estimular a aproximação do conhecimento universitário à prática empresarial, criando condições favoráveis à inovação e rompendo as possíveis distâncias que existe entre esses dois segmentos. O marco teórico foca três temas que se considerou fundamentais para a sustentação da pesquisa: Gestão do conhecimento, gestão da inovação e comunidades de prática. Devido a sua natureza aplicada, trabalharam-se os procedimentos metodológicos da pesquisa, seguindo uma abordagem qualitativa. Desta forma esta pesquisa pode ser classificada como aplicada, qualitativa, exploratória e bibliográfica, sendo que para atender aos objetivos propostos a metodologia adotada para o desenvolvimento do modelo compreendeu 04 fases: decisória, revisão da literatura, análise diagnóstica, desenvolvimento e detalhamento do modelo. Desta forma, espera-se que o modelo apresentado venha contribuir para um estreitamento das relações entre a universidade e a empresa, onde a comunidade interessada passe a atuar como elo, promovendo a disseminação e compartilhamento do conhecimento.

Link para download: Eliete Oliveira Costa

REICHERT, Fernando. Modelo de criação de espaços de colaboração em parcerias público-privadas – PPP por meio de Comunidades de Prática – CoP. Tese, 2008.

O objetivo da presente tese é a concepção de um modelo de criação de espaços de colaboração em PPP por meio de Comunidades de Prática – CoP. O modelo consiste no cultivo de uma CoP entre os atores sociais da inter-organização da parceria, com base num planejamento sistêmico e participativo que utiliza a Metodologia de Sistema Soft – SSM. Os laços sociais das CoP formam padrões de interação entre os parceiros e uma cultura inter-organizacional para a colaboração, e a participação na SSM favorece a criação de valores comuns, o que permite a formação de contextos adequados para o compartilhamento de conhecimentos tanto na dimensão da cultura como na dimensão da abstração. Como o modelo se aplica a qualquer tipo de parceria, independentemente de ser disciplinada por leis de PPP, o mesmo teve a sua aplicabilidade e consistência testadas em uma parceria, formalizada por um convênio entre empresas graneleiras, públicas e privadas, que utilizam um mesmo corredor de exportação de grãos, no porto de São Francisco do Sul, no estado de Santa Catarina. Nesta pesquisa de campo foram utilizados os métodos da História Oral temática, para verificar a existência de evidências de construtos da colaboração, e do Discurso do Sujeito Coletivo – DSC, para identificar os pontos de convergência e divergência entre os conhecimentos dos parceiros. Os resultados obtidos, a partir de entrevistas semi-estruturadas com os atores sociais da gerência média e que tinham um nível similar de tempo de convivência e aprendizagem, mostrou que esse modelo da gestão de conhecimentos é aplicável e consistente para proporcionar melhores desempenhos sócio-econômicos em parcerias público-privadas, pelas sinergias produzidas dos adequados compartilhamentos de conhecimentos gerenciais.

Link para download: Fernando Reichert