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QUINAUD, Adriana Landim. REDE SOCIAL EMPRESARIAL – UMA PROPOSTA DE ABORDAGEM INTERDISCIPLINAR, MULTITEÓRICA E INTEGRATIVA. Dissertação, 2018.

Entre as Tecnologias da Informação e Comunicação estão as
ferramentas da web 2.0, as tecnologias colaborativas, as mídias
sociais e a rede social empresarial (RSE), cada vez mais adotada
pelas organizações. Este estudo mapeou como as teorias científicas
discutem diferentes facetas do fenômeno RSE. Com o objetivo de
fornecer um estudo que organize parte do conhecimento existente
na interseção de estudos de mídia e ciência da rede. Servindo como
um mapa do campo, destina-se a pensar em múltiplos domínios
teóricos, nos vários níveis de análise e em diversos tipos de
vínculos envolvidos em uma perspectiva relacional sobre a RSE
preenchendo as lacunas na literatura existente. A revisão
bibliográfica revelou 15 teorias com origem em diferentes áreas do
conhecimento, principalmente em áreas das Ciências Humanas
como psicologia, sociologia, antropologia e comunicação. Entre
essas teorias, quatro foram selecionadas para compor a proposta de
uma abordagem interdisciplinar, multiteórica e integrativa que
apresenta a RSE em suas diferentes e interligadas facetas. A teoria
do Capital Social é comumente mencionada nas pesquisas sobre a
RSE e analisa a capacidade da rede de ligar as pessoas entre si com
ênfase em duas perspectivas: o capital social de ponte e o capital
social de ligação. A teoria da Affordance vem sendo utilizada por
pesquisadores para estudar a relação entre as novas tecnologias e
as práticas sociais encontrando utilidade em seu conceito para
ajudar a explicar por que as pessoas que usam a mesma tecnologia
podem se envolver em práticas de comunicação e de trabalho
semelhantes e diferentes. Nesse contexto específico, essa teoria
analisa os recursos que a RSE oferece (visibilidade, persistência,
editabilidade e associação). Para analisar um dos principias
desafios para o sucesso da RSE devido à dependência do conteúdo
gerado pelo usuário, a motivação para participar é analisada
através da teoria da Troca Social que investiga fatores de
benefícios e de custos fornecendo uma compreensão mais
completa de por que os usuários espreitam ou postam. Por fim, um
dos principais desafios das organizações em geral, a localização da
expertise é analisada pela teoria da Memória Transativa que aborda
questões sobre a memória coletiva no ambiente de trabalho, a
localização de especialistas em tempo real e a precisão do
metaconhecimento. As quatro teorias analisadas não esgotam as
possíveis bases teóricas para a conceitualização de distintas e
interligadas facetas entre potenciais e desvantagens da RSE, mas
se mostraram de fato apropriadas para explicar importantes
processos organizacionais na busca de uma visão mais integral
desse fenômeno. Nesse sentido, por fim, é apresentado o Mapa
Conceitual do estudo com os principais conceitos-chave
relacionados às quatro teorias e suas interconexões no intuito de
ajudar a criar uma melhor compreensão da integração existente
entre elas e servir de instrumento para estatuir o conhecimento
criado.

Link para download: Adriana Landim Quinaud

RAMOS, Tais Leite. Comunicação da Marca na Gestão do Conhecimento nos Institutos Federais: Estudo de Caso. Dissertação, 2016.

As transformações ocorridas nos últimos anos decorrentes de uma nova política nacional de expansão da Educação Profissional no Brasil implicaram mudanças na forma de gestão e no posicionamento dos institutos federais (IF). No âmbito do estado de Santa Catarina, isso acarretou a alteração na identidade do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Santa Catarina (IFSC) com modificações relevantes em seus objetivos e metas, de forma a atender o reposicionamento corporativo em nível federal. Inclusive houve a substituição do nome oficial e da marca gráfica que até então representavam a Instituição. Isso implicou a necessidade de reposicionamento de suas unidades de atendimento frente às novas demandas de comunicação e integração com públicos de interesse e a sociedade em geral. Este trabalho trata de estratégias e ações de mediação e comunicação usadas para promover, em consonância com o perfil nacional, o conhecimento e o posicionamento da nova marca institucional representada pela sigla IFSC. A pesquisa, realizada em parte das dependências da instituição e da documentação produzida no âmbito estadual e federal, é de natureza exploratória, descritiva e qualitativa, servindo para identificar e descrever estratégias, procedimentos e instrumentos de informação e comunicação que foram usados no processo de gestão do conhecimento da nova marca institucional. Trata-se de um estudo de caso, cujos resultados ressaltam as implicações de um processo de gestão direcionado ao conhecimento e à comunicação necessários ao reposicionamento e à adequação estratégica da identidade institucional, visando o alinhamento interno, a apresentação pública e a atuação externa do IFSC de maneira coerente com o perfil federal. Considera-se que a pesquisa realizada, além de refletir os objetivos do estudo de caso, reúne subsídios que futuramente, podem contribuir na configuração de um modelo de Gestão do Conhecimento para a adequação da identidade e do posicionamento de organizações regionais ou setoriais ao perfil de sua marca gestora.

 

Link para download: Tais Leite Ramos