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MASSAD, Daniela de Oliveira. A INFLUÊNCIA DAS COMPETÊNCIAS DO EMPREENDEDOR SOCIAL EM PROJETOS DE INOVAÇÃO SOCIAL. Dissertação, 2017.

A importância das inovações para o aumento da vantagem competitiva de organizações e nações vem sendo destacada por diversos estudiosos e profissionais. Quanto ao aspecto econômico, as inovações podem aumentar os níveis de emprego e renda da população. No entanto, em meio à concepção de inovações exclusivamente para criação de valor econômico surgem as inovações sociais, cujo objetivo principal é resolver problemas sociais. Com a característica principal de alcançar uma missão social, essas inovações podem produzir mudanças significativas nas comunidades em que estão inseridas, compensando as faltas cometidas pelo mercado e as necessidades não atendidas pelas organizações governamentais. As ideias inovadoras partem muitas vezes de empreendedores ou se valem de suas características intrínsecas para implementá-las e alcançar o sucesso. As competências empreendedoras e o papel do empreendedor social são considerados como aspectos importantes no processo de inovação social. Com o objetivo de avaliar a influência das competências do empreendedor social em projetos de inovação social, foi realizada uma pesquisa quantitativa, exploratória e descritiva com empreendedores sociais responsáveis por negócios de impacto social. Os dados foram coletados por meio de um questionário para avaliar a competência empreendedora, elaborado por Colley (1990), validado em diversos outros estudos. Para avaliar a percepção sobre a positividade do impacto dos projetos de inovação social, os empreendedores sociais responderam a uma pergunta específica sobre a inovação social, validada com especialistas da área. Como resultado, evidenciou-se que os empreendedores percebem o impacto positivo dos projetos de inovação social. As competências empreendedoras que se apresentaram mais fortes nos empreendedores que participaram da pesquisa foram o comprometimento, a persistência e a busca de oportunidade e iniciativa. O planejamento e monitoramento sistemático e o estabelecimento de metas exibiram índices baixos entre os entrevistados. A busca de informações, a persuasão e rede de contatos, a característica de correr risco calculados e a exigência de qualidade e eficiência também exibiram resultados satisfatórios em mais da metade dos empreendedores sociais. O modelo estrutural elaborado demonstrou pouca relação das competências empreendedoras com a percepção do impacto positivo dos projetos de inovação social e a regressão linear revelou baixo poder preditivo para relacionar as competências empreendedoras com a inovação social. Entretanto, esta pesquisa empírica contribui para o avanço de estudos na área, pois apresenta um
quadro sobre as competências existentes em um grupo de empreendedores sociais, bem como uma análise da relação das competências com os projetos de inovação social e colabora para a ampliação do conhecimento da inovação social no âmbito acadêmico e no meio social.

Link para download: Daniela de Oliveira Massad

CONSONI, Deizi Paula Giusti. COMPETÊNCIAS EMPREENDEDORAS: Estudo de Caso em Uma Organização de Ensino Intensiva em Conhecimento. Dissertação, 2016.

Muito se tem falado sobre empreendedorismo ao longo dos últimos anos. Seu conceito vem conquistando o olhar de outras ciências, passando, assim, a figurar em espaços para além da organização. As competências empreendedoras passam a ser mais exigidas na formação profissional e valorizadas não somente no mundo do trabalho, mas na sociedade, no setor público, na iniciativa privada e na própria vida do indivíduo. Nessa conjuntura, entendendo que a escola pode ser um eventual ponto de partida do empreendedor para “o mundo” é possível que as competências empreendedoras dos professores dos cursos técnicos possam despertar nos alunos a “vocação empreendedora” ou as competências empreendedoras tão necessárias atualmente. Assim, o objetivo desta pesquisa foi analisar as competências empreendedoras presentes nos professores dos Cursos Técnicos Subsequentes do Campus Florianópolis-Continente do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – IFSC. Para isso, a pesquisa foi conduzida por uma abordagem qualitativa, de cunho exploratório e descritivo. No que tange aos procedimentos foi bibliográfica, documental, com estudo de campo e com estudo de caso. Para análise e interpretação dos dados coletados, utilizou-se a análise de conteúdo. A revisão sistemática integrativa permitiu verificar a inexistência de estudos que analisassem competências empreendedoras em professores, bem como que afirmassem a presença de tais competências nos docentes, tornando essa pesquisa relevante. A pesquisa empírica revelou que os professores pesquisados são empreendedores e que juntos possuem todas as características empreendedoras citadas no modelo de Cooley (1990), quais sejam: estabelecimento de metas, planejamento e monitoramento sistemático, persistência, comprometimento, busca de informações, busca de oportunidades e iniciativa, exigência de qualidade e eficiência, correr riscos calculados, persuasão e rede de contatos, independência e autoconfiança. Por fim, observou-se que as competências planejamento e monitoramento sistemático, comprometimento e exigência de qualidade e eficiência apresentaram-se
com maior frequência que as demais. E a competência busca de oportunidades e iniciativa apresentou-se com menor frequência.

Link para dowload: Deizi Paula Giusti Consoni

SCHMITZ, Ana Lúcia Ferraresi. Competências Empreendedoras: Os Desafios dos Gestores de Instituições de Ensino Superior como Agentes de Mudança. Tese, 2012.

O objetivo desta pesquisa foi identificar as competências empreendedoras requeridas pelos empreendedores das Instituições de Ensino Superior, que contribuíram para o êxito e continuidade destas organizações. Justifica-se a importância deste estudo por ser a competência empreendedora, mola propulsora para a continuidade  e desenvolvimento das IES  e consequentemente, resposta para os anseios da sociedade. Na era do conhecimento o fator humano é tido como principal combustível para a inovação organizacional, já que a inovação é um processo intensivo em conhecimento. O empreendedorismo possibilita a sobrevivência da instituição por meio da inovação dos processos, uma vez que desenvolve competências e habilidades criativas e inovadoras não só individuais como organizacionais. Foi realizada em três Instituições de Ensino Superior, no Brasil e uma em Portugal. Foi dividida em duas partes, na primeira, uma revisão sistemática integrativa na base de dados do Portal Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior na base de dados Scopus. Posteriormente realizou-se uma enquete com os gestores das IES investigadas, utilizando-se princípios do método Delphi com o objetivo de selecionar os intraempreendedores da instituição responsáveis pelo seu êxito. Na segunda parte, realizaram-se entrevistas focadas em incidente crítico e semi-estruturadas, com a amostra composta a partir da enquete, que constituiu-se de 134 entrevistados. Analisaram-se os resultados da pesquisa sob a ótica qualitativa, na análise de conteúdo das entrevistas e discussão do assunto com base na bibliografia pesquisada. Os resultados da pesquisa identificaram a independência e a autoconfiança como as competências empreendedora mais apontadas pelos entrevistados, embora todas as competências comportamentais analisadas, em maior ou menor frequência, sejam importantes para o exercício dos cargos ocupados e para o êxito na implantação dos projetos descritos. Esta pesquisa sugere atitudes e competências empreendedoras que auxiliam na obtenção de resultados satisfatórios nas atividades inerentes aos cargos ocupados pelos gestores das instituições, uma vez que quando há um alinhamento entre  necessidades e expectativas dos indivíduos e das organizações é possível desenvolver as competências necessárias para tal finalidade.

Link para Download: Ana Lúcia Ferraresi Scmitz