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KRACIK, Marina Souza. Competências Empreendedoras no Âmbito Social: Um Estudo dos Participantes Catarinenses do Social Good Brasil Lab 2016. Dissertação, 2017.

Os avanços em pesquisa, tecnologia e mercado trazem mudanças locais, regionais e globais cada vez mais constantes e incertas. Em plena era do Conhecimento, mesmo com todas as evoluções, os problemas sociais ainda estão presentes e o acúmulo de renda e acesso às informações estão nas mãos de poucos. Nesse sentido, o Empreendedorismo Social vem ganhando espaço como uma opção à promoção do desenvolvimento, junto com o fomento à inovação e ao crescimento. Empreender socialmente no Brasil é um desafio ainda maior pela falta de um conceito consolidado, pela dificuldade de definir o caráter social do empreendimento e pelas inúmeras maneiras de medir o impacto social e inovador. Os empreendedores devem conhecer as particularidades da empresa, os aspectos internos e externos da organização, identificar pontos que os direcionem ao sucesso da sua missão, mas para que isto aconteça precisam ter competências bem desenvolvidas, quais sejam, empresariais, gerenciais, pessoais, enfim, as empreendedoras. Assim, esta pesquisa tem como objetivo identificar as competências empreendedoras no âmbito social dos participantes catarinenses do Social Good Brasil LAB 2016. Para tanto, a metodologia utilizada foi de cunho exploratório e descritivo, bibliográfica e de abordagem qualitativa. Foi aplicado o questionário de Mota (2013) baseado nas características comportamentais de McClelland, bem como, realizadas entrevistas, sendo que para análise e interpretação dos dados coletados, foi utilizado a análise de conteúdo. O estudo revelou que os empreendedores sociais estudados possuem todas as características empreendedoras do modelo de McClelland: busca de oportunidades e iniciativa; exposição a riscos calculados; exigência de qualidade e eficiência; persistência; comprometimento; estabelecimento de metas; planejamento e monitoramento sistemáticos; busca de informações; persuasão e rede de contatos; e independência e autoconfiança. Por fim, além das competências empreendedoras de McClelland foi possível identificar mais seis competências sociais presentes nos empreendedores estudados: empatia, autocontrole emocional, parceria, credibilidade, comunicação e flexibilidade.

Link para download: Marina Kracik

WOLF, Sérgio Machado. Influência da Competência Empreendedora dos Coordenadores nos Indicadores de Desempenho dos Polos Ead. Tese, 2014.

Este trabalho objetiva analisar a influência da competência empreendedora dos coordenadores de polos nos indicadores de desempenho dos polos de educação a distância do sistema Universidade Aberta do Brasil no Estado de Santa Catarina. Para tanto, identifica-se a competência empreendedora requerida aos coordenadores de polo; desenvolve-se uma metodologia para determinar o índice de competência empreendedora por meio da avaliação dos seguintes indicadores: conhecimentos, habilidades, atitudes e nível de entrega; relacionam-se os indicadores de Competência Empreendedora dos coordenadores com os indicadores de desempenho dos polos, tendo por referência a avaliação realizada pela CAPES. Sua base teórica se fundamenta na gestão do conhecimento e na sua utilização pelas organizações, nas competências e no empreendedorismo. Descreve o histórico, a legislação, o funcionamento e os objetivos do Programa Universidade Aberta do Brasil, além do seu contexto na educação na modalidade a distância. Também discorre sobre suas peculiaridades, bem como sobre a aplicação dessa modalidade ao ensino superior brasileiro, apontando a importância das atividades desenvolvidas pelos coordenadores de polo. Seguiu-se uma abordagem metodológica descritiva e documental, predominantemente qualitativa. Por meio deste trabalho, obtiveram-se relevantes associações entre o nível de competência empreendedora do coordenador do polo e a avaliação efetuada pela CAPES. Verificou-se que o grupo de coordenadores de polo avaliado totalizou 79,85% de índice de competência empreendedora, associado a um índice de 85,71% de sucesso (conceito AA) na avaliação. Por meio dos contributos das práticas e dos métodos da gestão do conhecimento, a metodologia desenvolvida pode ser aplicada em outras áreas em que a competência empreendedora também seja a força motriz do processo.

 Link para download: Sérgio Machado Wolf

SOUZA, Vitória Augusta Braga de. Competências Empreendedoras no Processo de Formação do Extensionista Rural. Tese, 2013.

As mudanças no mercado provocaram uma nova visão de competição, com variáveis sociais e mercadológicas que o agronegócio ainda não estava preparado para enfrentar. Com essas mudanças, vieram exigências de uma nova forma de administrar as propriedades rurais e de se relacionar com o produtor. A extensão rural, que durante anos trabalhou em um sistema linear de disseminação de informação, tem agora de rever seus métodos e a forma de capacitar os extensionistas. O momento exige um profissional generalista, que saiba trabalhar em equipe, que perceba os desafios e seja capaz de responder satisfatoriamente aos anseios do produtor rurais de forma eficiente e rápida, empreendendo novas oportunidades. Porém, para que isso aconteça, é necessário que esse profissional desenvolva as competências necessárias para atuar como o novo profissional que o setor de agronegócio requer. A presente tese teve como objetivo analisar o processo de formação de extensionistas rurais com base nas competências empreendedoras requeridas por eles. Para atender o objetivo, realizaram-se duas etapas de pesquisa. A primeira, por meio de uma enquete, enviada aos escritórios estaduais e regionais das três instituições de assistência e extensão rural pública da Região Sul, por meio de email, com vistas a identificar os extensionistas que se destacam pelo comportamento empreendedor. Na segunda etapa, foi realizada uma entrevista semiestruturada focada em incidentes críticos, contendo dez questões, com os profissionais da extensão rural anteriormente selecionados, sendo as respostas analisadas por meio da técnica  do Discurso do Sujeito Coletivo. Estabeleceram-se as competências empreendedoras requeridas para a formação do extensionista rural e análise das grades curriculares dos cursos de Agronomia, Zootecnia, Medicina Veterinária, Engenharia Agrícola e Engenharia Florestal. Identificaram-se as competências empreendedoras requeridas do extensionista rural e verificou-se como ocorre o processo de formação dos mesmos. Analisou-s as grades curriculares, bem como as ementas das disciplinas de empreendedorismo oferecidas nos cursos da área de Ciências Agrárias pelas Instituições de Ensino Superior da Região Sul. Concluiu-se que existe uma lacuna entre o profissional exigido pelo mercado e o egresso desses cursos, que as grades curriculares analisadas possuem um número muito reduzido de disciplina de empreendedorismo, que as ementas das disciplinas ofertadas apenas uma contempla o estudo do comportamento empreendedor,bem como, a necessidade de uma reestruturação da grade curricular dos cursos pesquisados.

Link para Download: Vitória Augusta Braga de Souza