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NUNES, Carolina Schmitt. GESTÃO EM EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: UM FRAMEWORK BASEADO EM BOAS PRÁTICAS. Tese, 2017.

A Educação a Distância emerge cada vez mais como uma possibilidade de acesso e democratização da educação no Brasil. As especificidades da modalidade tornam imperativa a utilização de formas apropriadas de gerenciamento de cursos. A escassez de pesquisas sobre práticas de gestão de sistemas de educação a distância deixa um campo aberto a novas descobertas e reflexões. Portanto, esta tese propõe um framework para a gestão da educação a distância baseado em melhores práticas. A abordagem desta pesquisa é qualitativa. Os procedimentos metodológicos adotados foram: revisão narrativa da literatura, estudo de caso com análise temática, revisão sistemática e validação com especialistas. O estudo de caso foi realizado no curso a distância de Administração da Universidade Federal de Santa Catarina (membro do Sistema Universidade Aberta do Brasil), entre 2006 e 2016, e os participantes foram oito gestores do curso. A revisão sistemática aportou uma relação de boas práticas em nove categorias: gestão de pessoas, tutoria, comunicação, planejamento, design instrucional, tecnologia, institucionalização, gestão financeira e qualidade. A partir dos resultados do estudo de caso e da revisão sistemática, foi elaborado o framework, posteriormente validado com os especialistas, com 11 dimensões de boas práticas: tutoria, comunicação, planejamento, pessoas, institucionalização, pesquisa, relacionamento com stakeholders, tecnologia, qualidade, gestão financeira e design educacional. O objetivo do modelo desenvolvido é – potencialmente – ser um guia para gestores e coordenadores de cursos a distância que desejem melhorar a qualidade dos seus cursos.

 

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SILVA, Antonio Waldimir Leopoldino. Governança de Sistemas de Indicadores de Sustentabilidade em Processos de Avaliação Ambiental Estratégica sob Mediação da Gestão do Conhecimento. Tese, 2014.

A Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) é uma ferramenta que visa apoiar a tomada de decisão ao inserir considerações de sustentabilidade durante a formulação de políticas, planos e programas (PPP) e ao antever as consequências que tais instrumentos podem determinar sobre o contexto ambiental, social, econômico e institucional. Neste cenário, o emprego de indicadores de sustentabilidade (IdS) é uma técnica de grande relevância, pois permite, entre outros aspectos, a descrição da situação de base, antes da implantação da iniciativa (PPP), e a demonstração dos possíveis impactos associados a esta. O trabalho objetivou desenvolver um modelo voltado à governança de sistemas de IdS, no intuito de qualificar a utilização destes no âmbito dos processos de AAE. Como objetivos secundários, buscou-se compilar boas práticas verificadas em aplicações nacionais e internacionais da ferramenta, e contrastar o modelo proposto com os procedimentos usualmente adotados na prática brasileira. O estudo foi conduzido mediante pesquisas bibliográfica, documental e de campo. A pesquisa documental consistiu na avaliação dos relatórios de 32 AAEs produzidas no Brasil e de 100 AAEs com origem em outros países, ao passo que a pesquisa de campo envolveu a realização de entrevistas com 14 profissionais integrantes de equipes nacionais de elaboração. Para possibilitar a obtenção de informações sistematizadas a partir da pesquisa documental e das entrevistas, foi empregada a técnica da Análise de Conteúdo. Verificou-se que 94% das AAEs brasileiras analisadas fez uso de IdS, e 44% efetivamente os empregaram como instrumento de avaliação, ou seja, em 14 AAEs esta aplicação gerou resultados quanti e/ou qualitativos que contribuíram para as conclusões do respectivo estudo. Foram registradas e descritas 38 boas práticas, relacionadas à utilização de IdS, à apresentação dos relatórios, à Gestão do Conhecimento e a aspectos gerais dos processos de AAE. O modelo de governança, denominado G-SINDS, foi construído com base no ciclo do conhecimento, sendo estruturado na forma de seis fases (Definições Prévias; Identificação; Criação; Compartilhamento; Utilização; Armazenamento) e de três elementos transversais às fases (Avaliação; Gestão do Conhecimento; Participação das Partes Interessadas). O G-SINDS distingue-se de outros modelos por envolver todas as fases que constituem o “ciclo de vida dos indicadores”, estar direcionado à AAE e basear-se nos princípios e técnicas da Gestão do Conhecimento. Sob o ponto de vista do G-SINDS, as AAEs nacionais, no seu conjunto, apresentam mais limitações e deficiências do que pontos fortes. Face à sua concepção inovadora e fundamentada no exercício da boa prática, a aplicação do modelo G-SINDS poderá representar um fator de aprimoramento à prática brasileira de AAE.

Link para download: Antonio Waldimir Leopoldino da Silva