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ABREU, Ana Cláudia Donner. Capacidade de Absorção de Conhecimentos na Administração Pública. Tese, 2016.

O desafio da gestão das Cidades no século XXI impõe algumas decisões presentes aos Gestores Públicos e, pressupõe a adoção de modelos de desenvolvimento urbano fundamentados em conhecimento que se mostram apropriados para enfrentar os desafios da expansão da urbanização acelerada. Nesse paradigma insere-se a Cidade do Conhecimento, conceituada como uma rede de produção de conhecimentos que são desenvolvidos a partir da aprendizagem coletiva que ocorre entre os stakeholders que a compõe. Por isso, a partir da experiência da Rede da maricultura da Grande Florianópolis, nesta tese pretendeu-se analisar quais aspectos da capacidade de absorção de conhecimento de uma empresa pública potencializam a coprodução de bem público em uma rede de conhecimento. Os procedimentos adotados para alcançar esse objetivo foram de uma pesquisa qualitativa e descritiva, utilizando-se como estratégia o estudo de caso e como coleta de dados a observação não participante, a análise documental e a entrevista semiestruturada. A análise de dados obedeceu a técnica de construção da explanação. Como resultados apontam-se como aspectos facilitadores para o desenvolvimento da capacidade dinâmica de absorção de conhecimentos: a interação permanente do corpo técnico com o meio externo, torna-o um gatekeeper de conhecimentos; a base de conhecimento do corpo técnico que possui um elevado nível de qualificação, o que reflete tanto na compreensão da importância dos novos conhecimentos, quanto na sua aplicação; a cultura e a estrutura organizacional que garantem autonomia aos agentes públicos; a existência de programas estratégicos que contemplavam o trabalho em Rede e, ainda, o investimento que a Empresa realiza em pesquisa e desenvolvimento. Esses aspectos foram suportados por características positivas de relacionamento como confiança, reciprocidade, comunicação, responsabilidade e aplicação.

 

Link para download: Ana Claudia Donner Abreu

HELOU, Angela Regina Heinzen Amin. Avaliação da Maturidade da Gestão do Conhecimento na Dministração Pública. Tese, 2015.

O presente trabalho de tese de doutorado aborda a questão da maturidade da gestão do conhecimento em organizações públicas. Para o seu desenvolvimento, a partir de uma busca sistemática de literatura, procurou-se identificar modelos referenciais já desenvolvidos, de avaliação da maturidade da gestão do conhecimento em organizações públicas, que pudessem servir de base para a concepção de um framework , adaptado à realidade brasileira, o qual foi submetido à uma verificação de consistência e de aplicabilidade em múltiplos estudos de caso. Nesse sentido, formulou-se o seguinte pergunta de pesquisa: “Como avaliar a maturidade da gestão do conhecimento em organizações públicas”? Para responder a este problema de pesquisa foi realizada, preliminarmente, uma fundamentação teórica, alicerçada em três temas: (i) Administração Pública (principais abordagens e Administração Pública brasileira); (ii) Gestão do Conhecimento na Administração Pública (conhecimento organizacional e modelos de gestão do conhecimento); e, (iii) Maturidade de Gestão do Conhecimento na Administração Pública (maturidade da gestão do conhecimento e revisão dos modelos de maturidade). Da mesma forma, foi delineado um procedimento metodológico, baseado nas seguintes perspectivas: (i) Quanto a lógica de pesquisa: em uma perspectiva indutiva; (ii) Quanto a abordagem: em uma perspectiva mista (qualitativa e quantitativa); (iii) Quanto aos objetivos: considera-se exploratória e descritiva; e, (iv) Quanto aos procedimentos técnicos: trata-se de um estudo multicaso com pesquisa empírica em onze organizações públicas: ANAC, ITA, DCTA, IPEA, Correios, SEPLAG-MG, Secretaria da Educação-MG, Polícia Militar-MG e Polícia Civil-MG, FIOCRUZ nas unidades: Vice Presidência de Ensino, Informação e Comunicação; Diretoria de Recursos Humanos; Bio-Manguinhos e Casa Oswaldo Cruz, Ministério público de Goiás, Os resultados alcançados evidenciaram os seguintes aspectos: (i) As barreiras e os facilitadores de implantação da gestão do conhecimento, de cada organização; (ii) os fatores críticos de sucesso da implantação da GC em cada organização; e (iii) o framework para a Avaliação da Maturidade da Gestão do Conhecimento na Administração Pública Brasileira; e, sobretudo, (iii) A importância da gestão do conhecimento para o desenvolvimento das organizações públicas brasileiras.
Link para download: Angela Regina Heinzen Amin Helou

BATISTA, Fábio Ferreira. Modelo de Gestão do Conhecimento para a Administração Pública Brasileira: como Implementar a Gestão do Conhecimento para Produzir Resultados em Benefício do Cidadão. Pós Doutoramento, 2012.

PREFÁCIO

Para que correr se você não está na estrada certa? Provérbio indiano.

Muitas práticas de Gestão do Conhecimento (GC), implementadas por órgãos e entidades da administração pública brasileira, não estão alinhadas com os direcionadores estratégicos da organização (visão, missão, objetivos estratégicos, estratégias e metas). Assim, parafraseando o provérbio indiano na epígrafe, alguém poderia perguntar a essas instituições: “Para que implementar práticas de GC se elas não ajudam a alcançar seus objetivos estratégicos?” Outras organizações públicas ainda não asseguram a utilização da GC para melhorar processos, produtos e serviços. Para essas, caberia também indagar: “Para que implementar GC se isso não está contribuindo para o aumento da eficiência e para a melhoria da qualidade dos serviços prestados à população?” Este trabalho descreve um modelo para a administração pública concebido para orientar as organizações sobre como implementar GC de tal forma a assegurar o alcance dos objetivos estratégicos e a melhoria de processos, produtos e serviços em benefício do cidadão-usuário e da sociedade em geral. A ideia de realizar este trabalho surgiu de uma constatação: as organizações públicas no Brasil não contavam com um modelo de GC genérico (que servisse para todas as organizações públicas), holístico (que permitisse um entendimento integral da GC), com foco em resultados (que visasse alcançar objetivos estratégicos e melhorar o desempenho) e específico para a administração pública. A oportunidade de construir esse modelo surgiu com o aproveitamento de uma licença-capacitação nos meses de setembro, outubro e novembro de 2011. Nesse período, desenvolvi o trabalho como produto do pós-doutorado que realizei no Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento da Universidade Federal de Santa Catarina (EGC/UFSC). Agradeço a todos que contribuíram para a realização deste trabalho, em especial ao Comitê de Gestão de Pessoas (CGP) do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) pela concessão da licença-capacitação; ao Professor Neri dos Santos (EGC/UFSC) pela orientação e apoio; ao EGC/UFSC por ter-me aceito como pós-doutorando; a Patrícia de Sá Freire (doutoranda do EGC/UFSC) pela ajuda no levantamento de referências bibliográficas; aos colegas da Atividade de Pesquisa Planejada (APP) do Ipea – EGC/UFSC Isamir Carvalho, Angela Amin, Marilda Todescat e Isabel Santos, pelos comentários e sugestões. A minha expectativa é de que o modelo e o manual de implementação da GC aqui propostos sejam úteis para todos aqueles que enfrentam o desafio de institucionalizar a GC na administração pública brasileira.

Link para Download: Fábio Ferreira Batista

HELOU, Angela R. H. Amin. Método de gestão integrada de riscos no contexto da administração pública. Dissertação, 2009

Com base nas premissas da Nova Administração Pública – NPM, este trabalho busca propor um método de gestão que integre a gestão de riscos aos processos administrativos das entidades públicas, caracterizando um dos eixos da governança corporativa. Neste contexto, esta pesquisa é norteada sob dois pressupostos: que os conceitos de gestão de riscos e de governança corporativa são elementos inovadores na administração pública; e, que a gestão de riscos e a gestão de processos suportam a gestão do conhecimento. A base teórica é estruturada em três categorias temáticas: propósitos, processos e pessoas. Permeando as três categorias, é abordado o conceito de gestão do conhecimento, como fonte das inovações organizacionais. Para o delineamento da pesquisa, utiliza-se da filosofia construtivista e do método indutivo; aborda o problema qualitativamente por meio da pesquisa-ação e, quanto aos procedimentos para a coleta de dados, trata-se de uma pesquisa bibliográfica, documental e participante, considerando-se a experiência da pesquisadora à frente da Prefeitura Municipal de Florianópolis/SC, entre 1997 e 2004. Dentre as principais conclusões, entende-se que as definições de risco devam ser ajustadas a cada tipo de organização; que os riscos necessitam ser avaliados quanto à relevância e probabilidade de ocorrer; que a utilização dos formulários propostos alavanca a estruturação do conhecimento organizacional, possibilitando, ao método proposto, ser um dos eixos de conformação da governança corporativa em organizações públicas.

Link para download: Angela Amin