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GARCIA, Roseli Amado S. Mídias do Conhecimento na autoconstrução de sujeitos complexos: um estudo de caso no Museu de Arte Moderna da Bahia. Tese, 2010.

Percebendo o ser humano como uma eco-geno-feno-auto-re-organização (MORIN, 2001; 2003), a pesquisa voltou-se para o desenvolvimento de ambientes de colaboração e compartilhamento de experiências estético-artísticas no Museu de Arte Moderna da Bahia – MAM BA e em uma comunidade próxima ao museu. Compreendendo-se os meios de expressão visuais e meios de comunicação como mídias do conhecimento, o problema da pesquisa configurou-se na seguinte pergunta: “Como desenvolver programas institucionais de mediação cultural em artes visuais com comunidades, para possibilitar a autoconstrução de sujeitos complexos?”. O estudo teve como objetivo geral desenvolver uma estrutura de referência para a mediação cultural em espaços museais, sob a perspectiva do pensamento complexo. Foi realizada uma pesquisa-ação integral e sistêmica, que permeou as fronteiras das áreas do conhecimento que compõem o Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento da UFSC, sendo seu enfoque principal as Mídias do Conhecimento. A metodologia foi utilizada como estratégia (MORIN, 2001), tendo sido configurado um Projeto Piloto, intitulado Linha do Abraço desenvolvido com moradores de uma comunidade próxima ao MAM BA. Os ambientes constituídos e o fazer artístico dos sujeitos da pesquisa foram investigados a partir do paradigma da complexidade (MORIN, 2001), da biologia do amor (MATURANA, 2002), da teoria da atuação (VARELA; THOMPSON; ROSCH, 2003) e dos entrelaçamentos entre cognição e arte (EFLAND, 2002; FIALHO, 2001). A observação participante, a escuta sensível (BARBIER, 2003) e o registro de atividades realizadas configuraram as técnicas de pesquisa utilizadas. Diagnosticaram-se possibilidades de mudanças nos sistemas de construção de significados, na percepção dos espaços da comunidade e do museu, assim como nos sentimentos e sensações dos participantes e da própria pesquisadora.

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BALANCIERI, Renato. um método baseado em ontologias para explicitação de conhecimento derivado da análise de redes sociais de um domínio de aplicação. Tese, 2010.

A Análise de Redes Sociais (ARS) permite compreender a dinâmica de relações, identificar fluxos de informação, mecanismos e agentes de poder e analisar ambientes complexos de interações. Os métodos de ARS, portanto, para apresentarem seus resultados necessitam de um especialista em ARS que possa traduzir os índices produzidos na linguagem do domínio do problema analisado. Esta dependência do especialista em ARS limita a aplicabilidade do instrumento a situações em que ele está disponível. A engenharia do conhecimento e a engenharia de ontologias têm viabilizado a explicitação de conhecimentos associados a tarefas intensivas em conhecimento. A ARS é um tipo de tarefa intensiva em conhecimento, pois cabe ao seu especialista derivar novos conhecimentos sobre um domínio estudado, a partir do que ele conhece dos elementos da ARS. Nesta tese propõe-se um método baseado em ontologias para que os resultados da ARS sejam apresentados na linguagem do domínio de sua aplicação. O método
proposto está baseado em três ontologias: uma para codificar o problema a ser tratado (ontologia de domínio), outra que codifica medidas da ARS (ontologia de tarefa) e uma terceira para codificar as deduções que o especialista em ARS realiza quando descreve o significado das medidas no âmbito do domínio estudado (ontologia de aplicação). Neste trabalho também é apresentada a verificação da aplicabilidade do método proposto em um domínio do conhecimento de CT&I e a compara com os resultados produzidos por uma ferramenta de ARS para este mesmo domínio. Além disso, o trabalho apresenta uma pesquisa empírica de opinião de usuários de conhecimento no domínio da CT&I, com o objetivo de conhecer a visão destes usuários quanto à compreensibilidade dos resultados apresentados pelo método proposto e, em particular, sua comparação com os resultados apresentados por método convencional de ARS.

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NEVES, Rafael Burlani. dimensões para o compartilhamento do conhecimento jurídico ambiental. Tese, 2010.

Este estudo foi realizado partindo da necessidade em se compartilhar o conhecimento jurídico ambiental entre o Estado e os seus cidadãos, visto que a participação popular alinhada e otimizada para o desenvolvimento sustentável, nas tomadas de decisões sociais, enquanto garantidora do exercício da cidadania ambiental, prescinde do discernimento acerca dos esquemas que formam o conhecimento jurídico ambiental. O objetivo principal é articular elementos que conectem o direito ao conhecimento jurídico ambiental- na perspectiva compartilhar – como função do Estado de Direito Ambiental. Buscou-se conciliar o viés da gestão do conhecimento, irradiada na linha da sua difusão em inter-relação com as premissas do Estado de Direito Ambiental, com a finalidade de sugerir dimensões que estruturadas de modo sistemático possam contribuir para melhores decisões sociais em face da sustentabilidade. Destaca-se que no ambiente da sociedade do conhecimento e da sociedade de risco existe a necessidade da definição de modelos de gestão que instrumentalizem e potencializem soluções para resolver os problemas do contínuo crescimento dos riscos que cercam a sociedade e do premente imperativo de melhorar os conhecimentos jurídicos para que isto seja possível. Assim com o estabelecimento de dimensões que formam as estruturas de um modelo para o compartilhamento do conhecimento jurídico ambiental é possível potencializar as razões da sua estruturação e sinalizar em como o Estado de Direito Ambiental pode desenvolver um instrumento que o auxilie no desenvolvimento sustentável. A metodologia do trabalho é embasada no Método Delphi e na racionalidade bibliográfica dos conceitos utilizados, apontando para uma pesquisa que se qualifica como qualitativa. A participação dos especialistas com base no Método Delphi assegura o fator experimental do trabalho, alinhado a um estudo de tema único e bem definido, contribuindo com a área da Gestão do Conhecimento ao propor um modelo que seja viável para compartilhar um tipo de conhecimento como é o jurídico ambiental, bem como contribuinte também com o Direito Ambiental, ao potencializar um instrumento que auxilie na construção do Estado de Direito Ambiental de modo a garantir e programar um desempenho sustentável em termos de desenvolvimento. Conclui-se que, após a análise dos dados e o exame das razões conceituais das bibliografias utilizadas, há um estudo que potencializa para o Estado de Direito Ambiental uma sistemática com potencial difusor do conhecimento jurídico ambiental, dando amparo às decisões sociais reflexivas na sustentabilidade, diminuindo os riscos ambientais e aumentando o grau de conhecimento jurídico ambiental da sociedade.

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MACHADO, Cátia dos Reis. Análise estratégica baseada em processos de Inteligência Competitiva (IC) e Gestão do Conhecimento (GC): proposta de um modelo. Tese, 2010.

As organizações convivem com o paradoxo da abundância de informações e a dificuldade de encontrar informações estratégicas para embasar a tomada de decisão. Nesse sentido, o processo de inteligência competitiva (IC) é uma ferramenta que pode ser utilizada pelas organizações para monitorar as informações do ambiente externo com o propósito de suportar a tomada de decisão. Nesse contexto, esta pesquisa tem por objetivo propor um modelo de análise estratégica baseada em processos de inteligência competitiva (IC) e gestão do conhecimento (GC). Justifica-se pela relevância da área tanto para a academia como para o meio empresarial e pela falta de um modelo de análise, já citado acima, que apresente os elementos que devem ser considerados na etapa de análise estratégica e a conexão entre o conhecimento gerado na análise estratégica e a gestão estratégica da empresa. A pesquisa compreende uma ampla revisão bibliográfica, um estudo multicaso e a verificação do modelo por especialistas da área de IC. Trata-se de uma pesquisa aplicada, de abordagem qualitativa, de caráter exploratório e que utilizou o método de estudo de multicaso para o seu desenvolvimento. Como resultado, esta pesquisa gerou um modelo de análise estratégica baseada em processos de inteligência competitiva (IC) e gestão do conhecimento (GC); um arcabouço teórico sobre o tema; a identificação de melhores práticas adotadas pelas empresas; a caracterização da etapa de análise estratégica; e a proposição de sistemáticas para estruturar o conhecimento gerado, contribuindo com a gestão do conhecimento nas organizações.

Link para download: Catia dos Reis Machado

HAWERROTH FILHO, Quirino. Uma metodologia ágil para a criação e compartilhamento do conhecimento em uma central de emergência de polícia militar. Dissertação, 2010.

No mundo contemporâneo, face ao aumento da criminalidade e da disparidade social, a exigência por serviços de segurança com qualidade tornou-se fator crítico para assegurar a ordem e o equilíbrio da convivência harmônica entre as pessoas. O presente estudo tem como objetivo propor a utilização de uma metodologia ágil, visando à criação e compartilhamento do conhecimento em uma Central Regional de Emergência de Polícia Militar. A pretensão é a de demonstrar que a aplicação de uma metodologia ágil na CRE pode melhorar o fluxo de informação e do conhecimento, bem como oportunizar o processo de criação e transferência do conhecimento entre os integrantes da instituição, além de uma melhor integração entre os mesmos e melhorias nas práticas de atendimento às demandas dos usuários dos serviços prestados à comunidade. Para tanto, tal proposta foi desenvolvida por meio de um estudo de caso na CRE da grande Florianópolis, com aplicação de metodologia própria, sustentada por fases sequenciais e recorrentes, a saber: 1 – Definição do tema e do referencial teórico; 2 – Caracterização da CRE e do sistema EMAPE; 3 – Análise da CRE segundo a abordagem das metodologias ágeis, possibilitando chegar-se ao diagnóstico da realidade daquela organização; 4 – Elaboração da proposta de melhorias das práticas de trabalho da CRE sob a perspectiva da proposta de aplicação das práticas das metodologias ágeis; 5 – Elaboração das conclusões e das sugestões para estudos futuros. Os resultados obtidos demonstram a viabilidade de aplicação das práticas das metodologias ágeis em CRES de Polícia Militar, as quais podem ser uma ferramenta eficaz para outras organizações interessadas na melhoria do fluxo de suas informações, criação e compartilhamento do conhecimento e na melhoria de seus serviços prestados.

Link para download: Quirino Hawerroth Filho

CECI, Flávio. Um Modelo Semi-automático Para a Construção e Manutenção de Ontologias a partir de bases de documentos não estruturados. Dissertação, 2010.

Considerando-se que grande parte do conhecimento de uma organização ou daquele disponível na web são documentos textuais, estes se tornam uma importante fonte para modelos de manutenção de ontologias. Nota-se ainda que o uso das ontologias como meio de representar formalmente o conhecimento vem crescendo em importância no desenvolvimento de sistemas baseados em conhecimento. Nesse sentido, o presente trabalho utiliza técnicas de extração de informação e agrupamento de documentos para explicitar entidades que podem tornarse instâncias de uma ontologia de domínio. Para as fases de validação e classificação das instâncias encontradas, é proposta a utilização de bases de conhecimento colaborativas, contando-se com o auxílio de especialistas de domínio, o que se caracteriza como um processo semiautomático. Visando demonstrar a viabilidade do modelo proposto, foi desenvolvido um protótipo para suportar as fases de extração, validação e classificação dos resultados. O protótipo foi aplicado em um estudo de caso utilizando résumés de alguns pesquisadores, assim como em um estudo experimental mais amplo com résumés de pesquisadores da área de Biotecnologia. Por fim, foram analisados seis trabalhos similares com foco na aprendizagem e na população das ontologias com vistas a propiciar uma avaliação comparativa ante o modelo proposto. De modo geral, verificou-se que o modelo proposto auxilia tanto na construção inicial de uma ontologia de domínio, levando em consideração coleções de documentos (bases de dados não estruturadas), quanto no processo de manutenção de ontologias.

Link para download: Flávio Ceci

MAFRA, Priscilla Martins Ramos. Proposta de uma sistemática para a modelagem de risco de crédito sob a perspectiva da teoria da resposta ao item. Tese, 2010.

A avaliação do desempenho de uma empresa pleiteante ao crédito ganha, cada vez mais, relevância no cenário atual, em função da instabilidade que caracteriza os mercados nos quais as empresas estão inseridas. A avaliação do risco de crédito emerge como um processo-chave, imprescindível para o equilíbrio do mercado e para a definição de políticas e estratégias das instituições financeiras. Neste sentido, este trabalho tem como objetivo geral desenvolver uma sistemática para a avaliação do risco de crédito, com a criação de uma escala de medida padronizada, por intermédio da Teoria da Resposta ao Item – TRI. A utilização da TRI para a avaliação do risco de crédito fundamenta-se, principalmente, na possibilidade de criação de uma escala de medida padronizada, que permite realizar comparações entre diferentes empresas e da mesma empresa, em diferentes períodos. Para o alcance do objetivo geral, estabelecem-se os seguintes objetivos específicos: a) identificar os componentes que influenciam o risco de crédito; b) investigar o impacto dos componentes do Risco de Crédito na avaliação do risco; c) desenvolver uma escala de medida padronizada para avaliação do Risco de Crédito. Dessa forma, elabora-se uma sistemática para o desenvolvimento da medida de avaliação de risco de crédito – MRISC composta de seis etapas: definição dos fatores do risco de crédito a serem avaliados, identificação e seleção das variáveis para a avaliação do risco de crédito, estabelecimento da métrica para a construção da escala de avaliação das variáveis, desenvolvimento da escala de medida de avaliação do risco de crédito – MRISC, comparação do desempenho estimado no modelo da TRI com o desempenho real, por meio da regressão logística e monitoramento, que consiste na possibilidade de inserção de novas variáveis por intermédio da equalização. Para o desenvolvimento da MRISC, utilizam-se os seguintes modelos da TRI: modelo logístico de dois parâmetros para itens dicotômicos e modelo de resposta gradual de Samejima. Com a aplicação dos modelos, foi possível definir os itens âncoras em cada nível da escala, estimando o desempenho das empresas quanto ao risco de crédito. Com base na análise dos itens âncoras, determinam-se quatro níveis para o modelo dicotômico e seis níveis para o modelo politômico, auferindo um ganho de informação com a utilização do segundo modelo. Os resultados da regressão logística para o modelo politômico permitem salientar que a hipótese nula é rejeitada, ao nível de significância de 5%, em favor da hipótese alternativa (H1: existe associação entre as variáveis escore de crédito e situação de pagamento). Por fim, analisa-se o processo de criação do conhecimento na sistemática proposta para o desenvolvimento da medida de avaliação do risco de crédito – MRISC, com a identificação de quatro ciclos do processo de criação do conhecimento que caracterizam o desenvolvimento da MRISC.

Link para download: Priscilla Martins Ramos Mafra

PACHECO, Ana Paula Reusing. Competências Essenciais: Proposta De Um Modelo De Concepção. Tese, 2010.

A presente tese tem como objetivo propor um modelo de concepção de competências essenciais que envolva a identificação e a alavancagem de competências essenciais, e ainda a definição e o desenvolvimento de competências essenciais futuras nas organizações. Para tanto, foi desenvolvido um modelo preliminar teórico, fundamentado no estudo de Resende (2000), Barney (2007), Hamel & Prahalad (1995) e Javidan (1998). Por meio do estudo de caso, foi identificada a aderência do modelo preliminar teórico à prática. Com base nessa aplicação, como também, em um novo olhar teórico, fundamentado no estudo de Haffez, Zhang & Malak (2002a), foi proposto o modelo final de concepção de competências essenciais. Esse modelo está dividido em duas etapas, a saber: Etapa I – Formação do Comitê de Concepção de Competências Essenciais e Etapa II – Aplicação do Modelo de Concepção de Competências Essenciais. A segunda etapa dividi-se em quatro fases, quais sejam: Fase 1 – Identificação de Competências Essenciais e/ou Definição de Competências Essenciais Futuras; Fase 2 – Diagnóstico dos SPTVAs; Fase 3 – Alavancagem das Competências Essenciais e/ou Desenvolvimento das Competências Essenciais Futuras; e Fase 4 – Proteção e Avaliação das Competências Essenciais. Ressalta-se a originalidade desta pesquisa, visto que não há, na literatura, modelos completos de concepção de competências essenciais como o que foi aqui proposto; e ainda sua relevância, centrada em dois aspectos: na aplicabilidade que o modelo de concepção de competências essenciais tem, o qual poderá gerar vantagem competitiva para as organizações; e na contribuição, tanto para o meio acadêmico, como para o organizacional.

Link para download: Ana Paula Reusing Pacheco

SILVA, Dhiogo Cardoso da. Uma arquitetura de business intelligence para processamento analítico baseado em tecnologias semânticas e em linguagem natural. Dissertação, 2011.

A necessidade de obtenção e uso de conhecimento para apoio à tomada de decisão motiva a convergência das novas gerações de Business Intelligence (BI) com os instrumentos da Engenharia do Conhecimento. Não obstante a aplicação de tecnologias semânticas e métodos de representação de conhecimento, as pesquisas de BI pouco exploram o uso de linguagem natural para a condução das análises. A metáfora de busca de informações conjeturada na Web Semântica revela-se como tendência para a área de BI. Assim, propõe-se uma arquitetura de BI em que a estratificação das informações estratégicas das fontes de dados corporativas é conduzida por meio da interpretação semântica de perguntas declaradas em linguagem natural. Esta arquitetura aproxima a área de BI da disciplina de Question Answering (QA) e dos formalismos oriundos da Web Semântica em uma abordagem interdisciplinar. Alguns recursos de representação de conhecimento, como ontologia, regras de inferência, padrões idiomáticos e heurísticas auxiliam os módulos funcionais da arquitetura na interpretação de perguntas e na obtenção de cubos OLAP. A demonstração da viabilidade da arquitetura é verificada em um estudo de caso relacionado ao domínio de C&T da Plataforma Lattes Institucional da UFSC. Uma interface analítica foi construída para permitir a entrada de perguntas em idioma português, a interação com o tomador de decisão para a resolução de ambigüidades e a visualização de hipercubos. Assim, tal como o modo de localização de informações já familiarizado por bilhões de usuários da Web, essa pesquisa proporciona um método inovador para auxiliar o processo decisório.

Link para download:Dhiogo Cardoso Da Silva