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DE SÁ, Mohana Faria. Avaliação de Práticas de Gestão do Conhecimento de Parques Tecnológicos: Uma Proposta para apoio à Gestão Pública. Tese, 2011.

Diversos países têm incluído em suas políticas de desenvolvimento socioeconômico os Parques Tecnológicos (PqT), percebidos como um dos principais atores dos Sistemas Regionais de Inovação. Pesquisadores e entidades internacionais ligadas a estes habitats de inovação concordam que um PqT é composto por uma diversidade de atores de inovação e que sua missão está intrinsecamente ligada à articulação destes atores na promoção da inovação. Neste contexto, um fator crítico ao alcance da missão do PqT é a Gestão do Conhecimento (GC) do mesmo e, particularmente, o emprego de práticas de GC. Embora o conhecimento seja considerado fator estratégico aos PqT, a GC não surge explicitada em políticas públicas como fator de análise, avaliação, acompanhamento e planejamento de PqT. Esta pesquisa tem como objetivo propor um método de avaliação de práticas de GC de PqT. O método proposto tem base em três construtos: (i) PqT percebidos como organizações de conhecimento; (ii) levantamento de práticas de GC de PqT; e (iii) indicadores para avaliação organizacional das práticas de GC de PqT. Para assegurar comparabilidade entre diferentes PqT, o método proposto inclui adaptação do questionário que a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) utiliza para avaliar práticas de GC junto a atores empresariais. Os indicadores propostos foram calculados para PqT em operação no Brasil, com análise qualitativa auxiliada por entrevista semiestruturada junto a especialistas nas áreas de GC e PqT. O principal resultado da tese é a construção de indicadores que servem como referenciais comparativos do estado das práticas de GC de PqT e, desta forma, como instrumentos de apoio à gestão, ao planejamento, ao acompanhamento e à avaliação de PqT, de modo sintonizado com as demandas da sociedade do conhecimento.

Link para download: Mohana Faria de Sá

HEINZLE, Roberto. Um Modelo de Engenharia do Conhecimento para Sistemas de Apoio a Decisão com Recursos para Raciocínio Abdutivo. Tese, 2011.

Esta Tese tem por objetivo a construção de um modelo de engenharia do conhecimento para integrar o raciocínio não-monotônico aos Sistemas de Apoio a Decisão-SAD, e assim oferecer um instrumento mais efetivo no auxílio aos processos cognitivos desenvolvidos pelo gestor no âmbito de uma tomada de decisão organizacional. Para identificar os princípios e as alternativas a serem considerados na construção do modelo foi feita uma revisão da literatura sobre as diferentes abordagens dos pesquisadores das áreas de teoria da decisão, teoria do raciocínio, lógica e raciocínio computacional. Desta forma, percebeu-se que os princípios que fundamentam a Teoria do Raciocínio de Peirce, somada à representação do conhecimento com o uso de uma ontologia, poderiam ser aplicados para embasar a criação do modelo que permite aos Sistemas de Apoio a Decisão oferecer o suporte necessário ao gestor, inclusive com recursos para desenvolvimento do raciocínio não-monotônico. O modelo foi então formulado e, posteriormente, submetido à validação por meio  de uma aplicação experimental realizada junto à Universidade Regional de Blumenau e relacionada à gestão dos cursos de pós-graduação stricto sensu oferecidos pela instituição. Entre as conclusões a que se chegou, merecem destaque a viabilidade da integração do raciocínio não-monotônico às funcionalidades analíticas dos Sistemas de Apoio a Decisão e  que ele é instrumento atenuante dos fatores indicados pelos modelos de tomada de decisão como restritivos à racionalidade nos processos decisórios.

Link para download: Roberto Heinzle

YAMAGUCHI, Cristina Keiko. Contabilidade ambiental nas organizações como instrumento de criação do conhecimento. Tese, 2011.

Devido à preocupação com a padronização, análise e divulgação de informações ambientais pelas organizações, a contabilidade ambiental surgiu como uma alternativa para evidenciar os fatos e eventos ambientais da organização. Entretanto, pouco se sabe como a contabilidade ambiental é utilizada para evidenciar os eventos ambientais e se possibilita criar novos conhecimentos. Diante dessas lacunas, objetivou-se com esta tese verificar como a contabilidade ambiental pode contribuir para a criação do conhecimento nas organizações. Para realizar esta pesquisa, foram desenvolvidos um estudo exploratório-descritivo e uma pesquisa-ação. Os procedimentos metodológicos realizados foram: revisão de literatura; aplicação de um questionário semiestruturado a 17 contadores e gestores de organizações situadas na região metropolitana de Lages (Santa Catarina, Brasil); e desenvolvimento de uma pesquisa-ação em uma organização florestal, no período compreendido entre outubro de 2008 e janeiro de 2011. A análise dos resultados do estudo exploratório apontou que as organizações não costumam separar os fatos e os eventos contábeis ambientais das contas tradicionais e, em decorrência disso, há uma falta de clareza e de conhecimentos sobre a aplicabilidade da contabilidade ambiental. Por meio da pesquisa de campo na organização, foi possível acompanhar os resultados do uso de um plano de contas ambiental. Esses resultados apontaram que o primeiro desafio enfrentado foi reclassificar e inserir contas ambientais na contabilidade tradicional e repassar esses procedimentos aos departamentos envolvidos. Nas entrevistas, foram apontadas a criação e as alterações de rotinas e atividades, tais como rotinas de classificação das despesas, criação de novas contas e novos conhecimentos que auxiliam o planejamento da organização, a tomada de decisões e a gestão ambiental transparente, com comprovação e divulgação de resultados para os sócios e a sociedade. Portanto, diante da necessidade de evidenciar as contas ambientais e divulgar os resultados da responsabilidade ambiental pelas organizações, a contabilidade ambiental pode ser vista como um meio que possibilita a criação de conhecimentos.

Link para download: Cristina Keiko Yamaguchi

ANDRADE, Rafael. Um modelo para recuperação e comunicação do conhecimento em documentos médicos. Tese, 2011.

O grande número de informações disponíveis, que estão em diferentes fontes de dados, exige cada vez mais processamento dos motores de busca. Recuperar informações que estão nessas bases de dados com a melhor precisão possível é um dos desafios a serem alcançados dentro do contexto desta tese. Os registros clínicos médicos contêm uma imensa gama de informações, normalmente escritas em forma de texto livre e sem um padrão linguístico. Os médicos não escrevem os diagnósticos e os laudos do paciente com o uso de elementos de estilo, o que dificulta o processamento e a recuperação da informação por parte dos sistemas computacionais. Consequentemente, obter o conhecimento a partir desses dados não é uma tarefa fácil para um motor de busca. Este trabalho apresenta o desenvolvimento de um modelo, que permite recuperar o conhecimento de informações textuais em documentos médicos. Técnicas de expansão de pesquisas, que utilizam detecção de ativos de conhecimento da ontologia DeCS e de dicionários linguísticos, são utilizadas. O objetivo é ampliar o universo de pesquisa do usuário e criar uma base de conhecimento para permitir o seu reúso. A proposta de tese aqui apresentada difere dos anteriores porque a intenção é retornar às pesquisas dos usuários uma série de documentos médicos muito mais eficazes do que nas tradicionais ferramentas de busca. Com o intuito de melhorar os resultados de uma pesquisa, anotações semânticas e detecção de expressões negativas serão utilizadas para processar os textos médicos. O estudo de caso apresentado no final mostra que, dos dez primeiros resultados do modelo ora proposto, alcançou-se uma média de 90% de precisão, enquanto que o modelo booleano limitou-se a 60%, e com o diferencial de que no modelo tradicional, o usuário teve que refazer suas consultas várias vezes até chegar a um resultado satisfatório, ao passo que no modelo semântico obteve êxito já na primeira consulta. Justamente porque o usuário não encontrou uma resposta nas primeiras pesquisas no modelo booleano, os tempos de resposta médios foram de 49 minutos, contra 0,6 segundos do novo modelo. Conclui-se, dessa forma, que o usuário não precisará despender muito tempo para encontrar a informação ou não precisará procurar em diferentes bases de dados a fim de encontrar a informação necessária.

Link para download: Rafael Andrade

WILLERDING, Inara Antunes Vieira. Empreendedorismo em organização pública intensiva em conhecimento: um estudo de caso. Dissertação, 2011.

As organizações adotam uma nova forma de gerir, impulsionadas pela globalização, que estabelece o uso do conhecimento como diferencial competitivo. O conhecimento passa a exercer um papel fundamental para os processos organizacionais. Diante dessa perspectiva, o Brasil iniciou mudanças de forma tardia e com deficiência em sua infraestrutura, bem como na área educacional, dado que a minoria da população tem nível universitário. A criação do conhecimento organizacional ocorre em três níveis: indivíduo, grupo e organização, sendo o ser humano o principal sujeito, pois ele é quem processa a informação para gerar o conhecimento. Nesse sentido é possível avaliar que a educação é a forma mais adequada para construir conhecimentos que possam auxiliar no desenvolvimento do comportamento do indivíduo, bem como na compreensão de atividades empreendedoras e suas exigências. Nesse âmbito, o Curso Pré-Vestibular da UFSC – Inclusão para a Vida, organização pública intensiva em conhecimento, foi criado para suprir as necessidades existentes nas camadas desfavorecidas da sociedade, no que se refere a alunos oriundos de escolas públicas, que não dispõem de recursos financeiros para frequentar cursos particulares de preparação para o vestibular, dificultando dessa forma, em virtude da concorrência, o ingresso nas universidades, principalmente nas públicas gratuitas, bem como o desenvolvimento educacional, da cidadania e de um melhor preparo da sociedade para o mercado de trabalho. A presente pesquisa teve como objetivo geral identificar o perfil intraempreendedor do idealizador do projeto. Para tanto, foi utilizado o modelo proposto por Uriarte (2000). A pesquisa classifica-se como qualiquantitativa, exploratória, bibliográfica, documental e estudo de caso. A população entrevistada consistiu de doze sujeitos, o idealizador do curso e mais onze colaboradores, que compõem a equipe. Pelos resultados obtidos, pode-se concluir em linhas gerais que o idealizador possui um perfil intraempreendedor padrão, mas apresenta características intraempreendedoras marcantes e outras que precisam ser mais bem desenvolvidas para que possa ter mais equilíbrio em seu comportamento. Vale ressaltar que através das características marcantes, em seu perfil, desenvolve ações para a expansão do curso, por meio de parcerias, sobretudo em relação à importância da educação, delineando o Pré- Vestibular da UFSC – Inclusão para a Vida como um dos maiores  prévestibulares sociais do País.

Link para download: Inara Antunes Vieira Willerding

BOVO, Alessandro Botelho. Um modelo de descoberta de conhecimento inerente à evolução temporal dos relacionamentos entre elementos textuais. Tese, 2011.

Há algum tempo tem sido observado e discutido o aumento expressivo na quantidade de informação produzida e publicada pelo mundo. Se por um lado essa situação propicia muitas oportunidades de uso dessa informação para a tomada de decisão, por outro, lança muitos desafios em como armazenar, recuperar e transformar essa informação em conhecimento. Umas das formas de descoberta de conhecimento que tem atraído atenção de pesquisadores é a análise dos relacionamentos presentes nas informações disponíveis. Não obstante, devido à grande velocidade de criação de novos conteúdos a dimensão tempo torna-se uma propriedade intrínseca e relevante presente nestas fontes de informação. Assim, o objetivo é desenvolver um modelo para descoberta de conhecimento a partir de informações não estruturadas analisando a evolução dos relacionamentos entre os elementos textuais ao longo do tempo. O modelo proposto é dividido por fases, assim como os modelos tradicionais de descoberta de conhecimento. As fases deste modelo são: configuração dos temas de análise, identificação das ocorrências dos conceitos, correlação e correlação temporal, associação e associação temporal, criação do repositório de temas de análise, e tarefas intensivas em conhecimento, com ênfase nos relacionamentos diretos e indiretos entre os conceitos do domínio. A demonstração de viabilidade é realizada por meio de um protótipo baseado no modelo proposto e sua aplicação em um estudo de caso. É realizada também uma análise comparativa do modelo proposto com outros modelos de descoberta de conhecimento em textos.

Link para download: Alessandro Botelho Bovo

SILVEIRA, Nelson Luiz Rocha. Estratégias na Gestão do Conhecimento para o Fomento de Parques Geradores Eólicos. Dissertação, 2010.

Este estudo se propõe dissertar sobre o problema enfrentado pelas empresas, na era do conhecimento, quando da fomentação do mesmo. O estudo considera políticas de sustentabilidade, ferramentas de desenvolvimento sustentado, códigos de sustentabilidade, Organização Internacional de Normatização (International Organization for Standardization) – ISO e complexidades, com o intuito de que as organizações implementem a gestão do conhecimento da sustentabilidade. Os resultados mais relevantes deste estudo são que: (1) esperase que a modelagem destas estratégias constitua um basal onde empresas de energia eólica possam realizar a gestão do conhecimento, (2) e, que estas estratégias possam elevar o desenvolvimento a partir da matriz de geração de energia eólica com sustentabilidade. A implicação estratégica derivada destes resultados também é muito importante: utilizar a sustentabilidade como um radar é estar sempre desenvolvendo estratégias para responder à ameaças e oportunidades. As ações sustentáveis emergem no contexto da Sociedade do Conhecimento, à medida que implicam em uma nova revolução que tenta resolver problemas cruciais do mundo moderno, ao observar e compreender as interações sistêmicas simples e complexas entre fatores ecológicos, econômicos, ambientais, entre outros, com pontos comuns de alertas globais, como poluição, saúde e fontes de energia. Esta revolução simboliza a emergência de um novo ethos enfatizando uma rede de relacionamentos que, interconectados, suplantem estes desafios, com a realização de pesquisas científicas e implantação de inovações tecnológicas.

Link para download: Nelson Luiz Rocha Silveira

FORNASIER, Cleuza Bittencourt Ribas. Sistema de integração do conhecimento organizacional pelo design thinker. Tese, 2011.

Após a aplicação do Modelo Organizacional de Autogestão, desenvolvido para organizar administrativa e produtivamente grupos que desejassem promover a autogestão (FORNASIER, 2005), verificou-se a dificuldade para incorporá-la, ocasionada principalmente pela forma de constituição do grupo, pela falta de aprendizagem dos integrantes para formar uma organização e para assumir a autogestão o que resultou na fragmentação do grupo quando do afastamento da academia. Diante disto, o objetivo desta tese é desenvolver um Sistema de Integração do Conhecimento para ser utilizado por organizações colaborativas que desejam promover o perfil de agente de aprendizagem nos seus gestores. O sistema será realizado a partir da pesquisa do Conhecimento Organizacional preestabelecido, das organizações colaborativas referenciais da vitivinicultura, ao ser inserida a inovação, a qual o gestor deve prover a aprendizagem e a integração do conhecimento. Tem-se como premissa da pesquisa analisar quais são: os repositórios de conhecimento dessas organizações; como estes inserem a inovação na organização, da qual origina o Conhecimento Organizacional Distribuído; de que maneira ocorre a integração do conhecimento nos grupos. A pesquisa está fundamentada na metodologia de natureza descritiva e seu delineamento apoia-se em pesquisa bibliográfica, que estuda primeiramente a relação das Teorias de Aprendizagem com a Aprendizagem Organizacional e desta com a Gestão do Conhecimento, de McElroy (2003). Coloca-se, em paralelo a última, o pensamento do designer de Jones (1978), justificado pelo estudo do sistema de conhecimento pessoal do design thinker de Martin (2009). Utiliza-se a metodologia etnográfica pela abordagem mista de Milies e Huberman (1994), para a realização da pesquisa de campo, que tem na sua essência a fusão da etnografia e da teoria enraizada, reforçando o perfil analítico e sintético do designer, como instrumento para aplicação dos procedimentos gerais da pesquisa de campo. Tem-se como resultado da tese o desenvolvimento de um Sistema de Integração do Conhecimento, baseado na observação dos conhecimentos, habilidades e atitudes utilizados pelos gestores das organizações colaborativas referenciais, ao inserirem a inovação e integrá-la, relacionando-os com os conhecimentos, habilidades e atitudes dos gestores de design apresentadas por Brown (2009); Mozota (2003); Martin (2009) e Cross (2007).

Link para download: Cleuza B. R. Fornasier

DEMARCHI, Ana Paula Perfetto. Gestão Estratégica de Design com a abordagem de design thinking: proposta de um Sistema de Produção do Conhecimento. Tese, 2011.

As organizações colaborativas, em busca de maiores condições de competitividade necessitam entrar nos canais de comercialização tradicionais agregando valor aos seus produtos. Um meio importante é a atuação do agente de design, que pode extrair os conhecimentos das organizações (implícitos, tácitos, objetivos e explícitos), codificá-los, gerando o conhecimento organizacional, e produzir o conhecimento objetivo após combiná-lo com o seu conhecimento tácito. Nesse contexto, esta tese tem como objetivo propor um sistema de produção do conhecimento sobreposto a um modelo de gestão estratégica de design, para o qual foi necessária uma fundamentação teórica sobre a gestão do conhecimento (que possibilitou uma visão do processo de produção do conhecimento e a importância dos tipos de conhecimentos para a criação do conhecimento objetivo); da gestão estratégica de design (caracterizando suas atividades, aplicações e mutações na demanda), e finalmente estabelecer a relação entre a nova gestão do conhecimento com a gestão estratégica de design, que, por sua vez, está fundamentada no design thinking, uma nova abordagem de pensamento que caracteriza o agente de design. Partiu do pressuposto de que as habilidades do agente de design, na utilização de um sistema de produção do conhecimento, facilitarão a construção de conhecimento objetivo, e auxiliarão a organização colaborativa familiar a construir uma vantagem competitiva, por meio da visualização da sua natureza conceitual e origem. Este pressuposto visou o esclarecimento da questão central da tese, que é: como a Gestão estratégica de design sobreposta a um sistema de produção do conhecimento pode incrementar a competitividade, sustentabilidade e diferenciação das organizações colaborativas? Como metodologia, sua natureza é descritiva e seu delineamento apóia-se nos seus objetivos, utilizando uma abordagem qualitativa, e a partir da observação etnográfica em organizações vitivinícolas. O modelo proposto, sobreposto por um sistema de produção do conhecimento, visa a otimização de recursos (sustentabilidade); um melhor posicionamento da organização no mercado (competitividade); e a oferta de diferenciais de valor aos clientes (diferenciação).

Link para download: Ana Paula P. Demarchi

PEPULIM, Maria Elizabeth Horn. TV digital aberta brasileira: o adolescente como usuário efetivo da interatividade via TV. Dissertação, 2011.

Este estudo trata da problemática de um provável usuário, mais especificamente, de um provável segmento de usuário, o adolescente, da TV digital aberta brasileira. Para realizá-lo foram agregadas informações disponibilizadas na literatura sobre este segmento, enquanto consumidor, principalmente de mídias de tela, e construído conhecimento através de uma pesquisa descritiva. Esta pesquisa foi efetuada em quatro escolas nas capitais do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, duas na capital gaúcha e duas na capital catarinense. Quanto ao tamanho e característica da amostra: o total foi de trezentos e quarenta e seis (346) respondentes, com idade entre 14 e 19 anos, de ambos sexos, divididos entre as duas capitais citadas. Uma vez que este não é um estudo com pretensões de generalização, não houve rigidez quanto ao desenho amostral. O propósito destas ações foi identificar o que levaria o adolescente brasileiro a ser um usuário da interatividade via TV e contribuir com a construção de uma base de conhecimento que permita conhecer mais este segmento de usuário para futuramente tentar fidelizá-lo no que diz respeito ao uso da TV digital aberta brasileira. Em vista disto, a pesquisa bibliográfica realizada procurou levar o leitor a, entender o que é a TV digital brasileira e a magnitude de um empreendimento deste porte com esta natureza no contexto de uma nação; a entender a importância de gerenciar este processo de mudança levando em conta, sobretudo, o seu usuário; a compreender a interatividade enquanto diferencial entre a TV analógica e a digital; conhecer o modelo de negócio envolvido; e, por fim, a pesquisa bibliográfica visou expor, primeiramente, o papel do adolescente neste contexto e a seguir sua relação com algumas tecnologias de informação e comunicação que habitam seu cotidiano. Já a pesquisa descritiva realizada procurou levantar conhecimento sobre a relação do adolescente com as mídias TV e computador e sobre o que poderia levá-lo a ser um usuário fiel da TV digital aberta brasileira. Embora este estudo tenha limitações relativas ao tamanho da amostra e a possibilidade de falibilidade da metodologia empregada e dos recursos humanos envolvidos, pode-se dizer que o conjunto de procedimentos que o envolveu contribuiu para alcançar o resultado esperado uma vez que elencou uma série de preferências, deste segmento de mercado, em relação a mídias de tela, que, se levadas em consideração pelos desenvolvedores de conteúdo, poderão contribuir muito com o êxito de uma ação de fidelização deste segmento em relação à TV digital. Com base nos resultados desta pesquisa é possível supor que a construção de estratégias de captação de público e fidelização deste, no que diz respeito à TV digital aberta brasileira, deve privilegiar primeiramente e, sobretudo, o lazer, através da possibilidade de comunicação interpessoal, disponibilização de filmes de qualidade, e ambientes de música, entre outras possibilidades desta natureza. Foram elencadas, também, neste estudo, algumas resistências deste público em relação a algumas possibilidades de aplicativos e conteúdos que no contexto de uma ação, visando a fidelização de um segmento de mercado em relação ao um produto ou serviço, devem ser consideradas. As principais tem a ver com aprendizado/estudo formal e com a participação formal em processos de construção de conteúdo. Não foram evidenciadas, nele, expectativas do público adolescente sobre o uso da interatividade via TV aberta.

Link para download: Maria Elizabeth Horn Pepulim