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GUBIANI, Juçara Salete. Modelo para Diagnosticar a Influência do Capital Intelectual no Potencial de Inovação nas Universidades. Tese. 2011.

As universidades sempre foram consideradas elementos-chave para o desenvolvimento econômico e cumprem um importante papel na criação do conhecimento. Elas possuem um capital intelectual considerável quando comparadas às empresas: têm um capital humano capacitado, capital estrutural adequado para incrementar e explorar esse capital humano e um capital relacional com os principais interlocutores da sociedade. São coadjuvantes no processo de inovação e atuam como agentes de inovação nos sistemas de inovação. Interagem com a sociedade, identificam problemas, propõem a solução e criam conhecimento. A tese coloca como problema, a ausência da identificação e mensuração dos componentes do capital intelectual, disponível nas universidades, e o diagnóstico da influência destes na criação do conhecimento para a inovação. Para resolver o problema, a pesquisa propõe um modelo de análise, e, para a verificação de consistência do modelo, foi realizado um estudo de caso na Universidade Federal de Santa Maria. Os dados primários foram obtidos por meio de um questionário desenvolvido e aplicado aos professores pesquisadores da Universidade. Usando técnicas de análise multivariada, foi possível testar o modelo e chegar a um mapa do potencial de criação de conhecimento da Universidade. Os resultados mostram similaridades com os relatos da literatura que aborda o ambiente das empresas: a existência de relação entre os componentes do capital intelectual, a influência direta do capital intelectual no potencial de criação de conhecimento e uma dependência do resultado inovador atrelado ao potencial de criação do conhecimento para a inovação na Universidade. Ao abordar o potencial de inovação no ambiente acadêmico, destaca-se o caráter exploratório e o ineditismo da proposta, um assunto ainda em construção, dependente da articulação institucional e da efetiva aplicação da Lei de Inovação brasileira no ambiente de pesquisa.

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GIUGLIANI, Eduardo. Modelo de Governança para Parques Científicos e Tecnológicos no Brasil. Tese. 2011.

O processo de absoluta ruptura enfrentado pela sociedade do conhecimento, baseada em elementos intangíveis, assim como pela globalidade e pelo potencial dos relacionamentos, tem induzido o mundo a novos caminhos e à evolução das organizações ao largo de suas experiências anteriores, visto serem estas em muitos aspectos inexistentes sob o foco das demandas atuais. Os Parques Tecnológicos, vetores mundialmente reconhecidos do desenvolvimento baseado em conhecimento e inovação, dentro da conjuntura econômica contemporânea, têm recebido especial atenção como um tipo de entidade organizacional diferenciada e relevante. Membros de uma cadeia de elementos voltados para capacitar um país ao desenvolvimento, os Parques Tecnológicos, assim como os Sistemas de Inovação, os Sistemas Produtivos Locais e os Arranjos Produtivos Locais, passam a ter seu modelo estrutural aprimorado, seus conceitos revistos, seus atores caracterizados, sua taxonomia definida e uma nova forma de relacionamento, interno e externo. Esta pesquisa projeta o conceito da Governança Corporativa (GC) sobre a estrutura organizacional de um Parque Tecnológico no Brasil, dentro do domínio de ciência, tecnologia e inovação, caracterizando-o como Parque Científico e Tecnológico (PCT), e busca, desse modo, definir a GC para este contexto, avaliá-la em sua origem, caracterizá-la e oferecer a proposição de um Modelo de Governança para Parques Científicos e Tecnológicos no Brasil, baseado em Campos de Análise da Governança aplicados ao ambiente brasileiro dos PCTs. Para esta finalidade, constituiu-se uma amostra com vistas à verificação do modelo proposto, a partir da elaboração de instrumentos metodológicos adequados a uma pesquisa de natureza aplicada e exploratória. Os resultados alcançados sugerem a aderência do modelo proposto aos princípios da GC, ampliando a base de análise desta às especificidades dos PCTs. Da mesma forma oferece um arcabouço organizacional com efetivas possibilidades de convergência aos conceitos e mecanismos da governança, permitindo a incorporação das reconhecidas boas práticas da governança aos processos organizacionais dos PCTs no Brasil.

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SOUZA, Leonardo Leocádio Coelho de. Mecanismos de coordenação e práticas da gestão do conhecimento na rede de valor terceirizada: estudo no setor elétrico. Tese. 2011.

A revisão analítica dos fundamentos teóricos deste trabalho reforça a necessidade de desenvolver trabalhos empíricos relacionados à compreensão de como efetivamente ocorre a gestão das relações e dos recursos, em especial do conhecimento, em redes interorganizacionais, formadas por intermédio da terceirização. Ante tais constatações, esta tese tem como objetivo compreender como ocorre a conexão entre as práticas da gestão do conhecimento e os mecanismos de coordenação que garantem a coerência e a conectividade em uma rede de valor terceirizada. Para aprofundar tal problemática, tentou-se, a partir de evidências empíricas, elaborar proposições teóricas que poderão contribuir para o melhor entendimento da dinâmica de funcionamento da rede de valor terceirizada. A pesquisa empírica foi conduzida por meio de entrevistas com diretores, gerentes, coordenadores e colaboradores de quatro distribuidoras brasileiras de energia elétrica. Os resultados da pesquisa levaram às seguintes proposições: a) ao terceirizar várias atividades da cadeia de valor, as distribuidoras passaram a gerenciar não mais uma cadeia de valor como pensada inicialmente por Porter (1985), mas sim uma rede de valor constituída pelas empresas terceiras; b) é responsabilidade da distribuidora, por meio da implementação e disseminação das práticas da gestão do conhecimento, promover o fluxo informacional, facilitar a comunicação e o alinhamento das estratégias, reduzir as assimetrias e estabelecer expectativas comuns com as empresas terceirizadas; c) as diferenças percebidas entre os casos pesquisados estão associadas aos níveis de consolidação dos mecanismos de coordenação de cada distribuidora, que dependem da implantação e da amplitude das práticas da gestão do conhecimento; d) quanto mais práticas a distribuidora consegue implementar e disseminar junto às empresas terceirizadas, mais consolidados são os mecanismos de coordenação que suportam os resultados da rede de valor; e e) a congruência entre os mecanismos de coordenação e as práticas da gestão do conhecimento potencializa a conectividade e a coerência entre a distribuidora e as empresas terceirizadas. O encadeamento desses atributos garante vantagem competitiva sustentável ao promover a criação, disseminação e uso do conhecimento na relação entre contratante e contratado. Acredita-se que esses resultados também poderão orientar as ações gerenciais que implicam a formação, gestão e compreensão do fenômeno organizacional da rede de valor formada por empresas terceirizadas.

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FRANKLIN, Benjamin Luiz. Máquina em transe: entendendo o desejo pela revolução digital. Tese, 2011.

Este trabalho pretende refletir a revolução digital, em um viés específico: a atual crise nos modelos de negócios de mídia, comunicação e entretenimento. Pretendemos compreender, mais precisamente, quais forças operam no sentido de tornar este movimento uma tendência contemporânea. Nossa intenção é relacionar esta crise com um conceito de máquina que muda de uma sociedade disciplinar hierarquizada – conforme Foucault – para uma sociedade de controle,  em que os fluxos desterritorializados de informações tornam os centros hierárquicos mais difíceis de serem localizados, conforme a prescrição deleuziana. O estabelecimento de máquinas está intimamente ligado, como argumentaremos,  à invenção do universal e associa-se a constituição da subjetividade contemporânea – como pensada pela psicanálise em Freud e Lacan. Assuntos imbricados com a subsunção da negatividade, uma espécie de luta constante para o apagamento da morte como negatividade radical. As máquinas são, desta forma, uma maneira de apagamento do negativo, ou, pelo menos, uma tentativa de produzir um mundo objetivo, um simulacro, enquanto fantasia ideológica, usando o termo de Žižek. Para  renunciar a negatividade radical, ou, talvez, para invocá-la de formas mais irresistíveis, as máquinas são direcionadas para uma virtualização fundamental, pois, desta forma, passam a ser resumidas em um único alfabeto, uma metanarrativa – o código binário –, que pode ser operado por um leitor universal: a máquina de Turing, agora etérea e pervasiva. A crise contemporânea de mídia e comunicação pode, nesta linha de pensamento, ser compreendida como um esforço contemporâneo no sentido de subsumir a negatividade radical, a morte como herdada pelo ocidente, e não um avanço tecnológico em si mesmo, ou uma otimização econômica, ou mesmo uma racionalização. A virtualização de todos os maquinismos, em direção a um puro fluxo de informações, corresponde, justamente, ao esforço radical em persistir em ser ocidental, mesmo que este movimento coloque em crise os laços sociais produzidos desde o início da aventura moderna, ao trocar a capacidade de pupular  o mundo de sentidos pela ubíqua capacidade de reversibilidade nonsense das trocas universais de código.

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MORETTO, Luís Augusto Machado. Uma arquitetura multiagentes para o compartilhamento do conhecimento em sistemas sociotecnológicos de engenharia de requisito. Dissertação, 2011.

A engenharia de requisitos, etapa inicial da construção de sistemas deinformação, requer intenso compartilhamento de informações econhecimento entre profissionais de tecnologias da informação e dacomunicação e entre peritos no negócio. A teoria e a prática comum daengenharia de requisitos, no entanto, são tecnocêntricas e caracterizadaspor dificuldade de compartilhar informações e conhecimento. A literatura recente aborda a concepção de sistemas sociotecnológicos, cujas propriedades emergem por meio da colaboração dinâmica entre pessoas e agentes tecnológicos. Esta dissertação pesquisa uma arquitetura multiagentes para o compartilhamento do conhecimento na engenharia de requisitos, com base no modelo CESM de Mario Bunge, segundo o qual todo sistema concreto pode ser representado por sua composição, ambiente, estrutura e mecanismo. A composição inclui peritos no negócio, profissionais de Tecnologia da Informação e da Comunicação – TIC, agentes tecnológicos e o documento de requisitos – objeto da colaboração dinâmica. O mecanismo é essencialmente um processo de compartilhamento de informações e do conhecimento. O resultado é uma arquitetura multiagentes que apoia o compartilhamento de informações e do conhecimento na engenharia de requisitos sociotecnológica.

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TEIXEIRA, Daniel Lemos. Concepção e implementação de plataforma para gestão do conhecimento em programas de pós-graduação. Tese, 2011.

Esta tese tem como objetivo a concepção e implementação de uma plataforma tecnológica que propicie a retenção e a disseminação do conhecimento em programas de pós-graduação. O principal motivador deste trabalho refere-se à ampliação significativa nas últimas décadas da comunidade científica nacional e sua produção intelectual bem como suas interligações com o avanço tecnológico e a convergência digital. Ainda como fator motivador, destaca-se a necessidade de reter e disseminar o conhecimento científico de alunos e professores de programas de pós-graduação, que se encontra na forma explícita ou até mesmo na forma tácita. O trabalho tem como foco a gestão do conhecimento produzido pelos envolvidos em programas de pós-graduação, propondo um grande repositório de conhecimento científico, tanto produzido em disciplinas quanto em pesquisas aplicadas na elaboração de dissertações e teses. A base teórica para sustentação deste estudo contempla os programas de pós-graduação, em especial a modalidade stricto sensu, bem como os processos e técnicas para gestão do conhecimento. Além disso, também se realiza uma pesquisa de campo para embasamento e avaliação da plataforma. Como resultado desta pesquisa, apresenta-se uma plataforma tecnológica baseada em comunidades de prática com a finalidade de propiciar e estimular a retenção e a disseminação do conhecimento científico entre alunos, professores e demais pesquisadores envolvidos com os programas de pós-graduação.

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CARVALHO NETO, Cassiano Zeferino de. Educação digital: paradigmas, tecnologias e complexmedia dedicada à gestão do conhecimento. Tese, 2011.

A educação concebida e realizada com suporte digital apresenta na atualidade um complexo conjunto de redes sócio-tecnológicas, com interfaces hipermidiáticas múltiplas e multifacetadas, com possibilidades de interação por comunicação presencial e remota. A este paradigma se pode chamar de ‘Educação Digital’. A busca por referências que possam dar sustentação à Educação Digital se apresenta como tarefa referencial teórico-tecnológica de modo a propiciar elementos estruturais ao modelo estruturador proposto. A concepção original de um modelo teórico para hipermídias complexas (Complexmedia) e de uma Plataforma Complexmedia propicia o quadro de fundo necessário e suficiente para o desenvolvimento de objetos educacionais digitais como resultantes da pesquisa, e para uma ação experimental de campo realizada sob um modelo de educação digital, os quais são o objeto de investigação e sistematização de conhecimento nesta investigação. O problema central da pesquisa investiga como objetos educacionais desenvolvidos a partir de hipermídia complexa (Complexmedia) e o emprego da Plataforma Complexmedia, podem estruturar um processo engenharia e gestão do conhecimento dedicado à Educação Digital. Considera-se, como ponto de partida conceitual da tese um processo de modelagem teórica em mídia do conhecimento, no formato de hipermídia complexa (Complexmedia), a qual comporta objetos educacionais nas modalidades de Simuladores-Animadores (SF), Experimentos Educacionais (EE), Áudio (RD) e Audiovisual (TV). O referencial teórico da pesquisa se ampara na Teoria Sócio-Histórica a partir de um diálogo estabelecido entre os três principais autores que emprestarão sustentação às investigações: L. S. Vygotsky (1984, 1993), A. N. Leontiev (1978) e J. B. Thompson (1998). Aspectos complementares de fundamentação estruturam-se em E. Morin (2000), na revisão do conceito de tecnologia educacional e construção do conceito de Ciberarquitetura (CARVALHO NETO, 2006) que amparam a modelagem teórica em mídia do conhecimento, na modalidade de hipermídia complexa (Complexmedia). A metodologia de pesquisa envolve modelagem teórica em mídia do conhecimento, com referenciais amparados na literatura validada, contemplando aspectos parametrizados por M. Bunge (1974) e outros autores. O processo se desenvolve e se desdobra na perspectiva de análise educacional-tecnológica referente a objetos educacionais digitais derivados diretamente do modelo teórico-metodológico desenvolvido, validados por bancas públicas e a seguir aplicados em um processo de Educação Digital envolvendo professores e estudantes do ensino médio e tecnológico. O modelo de autoria teórica em mídia do conhecimento foi oportunizado e deflagrado por ocasião da chamada pública para o Projeto CONDIGITAL, lançado por via editalícia pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e Ministério da Educação (MEC), com financiamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e executado no período 2007 a 2010 pelo Instituto Galileo Galilei para a Educação (IGGE), a partir de aprovação federal com o título original da obra Física vivencial: uma aventura do conhecimento. Como resultados alcançados na pesquisa destacam-se a construção do modelo referencial teórico geral, a contribuição aos processos de concepção oferecidos pela modelagem teórica em mídias do conhecimento, no formato de hipermídia complexa (Complexmedia), a construção da Plataforma Complexmedia, que comporta a elaboração de uma coleção de objetos educacionais digitais que compreende 120 simulador-animadores (SF), 40 experimentos educacionais (EE), 24 programas de áudio (RD) (WEBRD) e 24 programas em audiovisuais (TV/WEBTV) que, uma vez validados, propiciaram a realização de um processo de aplicação em Educação Digital, realizado em um Ambiente Digital de Aprendizagem (LMS/SAKAI). Essa aplicação permitiu conhecer o comportamento global do sistema investigado de modo a se construir o mapeamento dos aspectos que podem ser considerados estruturadores na constituição ciberarquitetônica de um sistema de engenharia e gestão do conhecimento, dedicado à Educação Digital.

Link para download: Cassiano Zeferino de Carvalho Neto

NAPOLI, Márcio. Aplicação de ontologias para apoiar operações analíticas sobre fontes estruturadas e não estruturadas. Dissertação, 2011.

Apesar da importância das ferramentas de processamento analítico on-line (OLAP) para a gestão estratégica, verifica-se que a sua aplicação está restrita às fontes de dados estruturados das organizações. Para analisar os dados não estruturados é necessário tratá-los não apenas como um conjunto de caracteres isolados, mas sim extrair informação desse conteúdo e incluí-la no processo decisório, dessa forma é fundamental trazer o universo textual para as ferramentas de processamento analítico, permitindo realizar as operações OLAP sobre todas as fontes de informação da organização. Com o advento da Web Semântica, surgem novas possibilidades de tratar a integração e exploração dos dados organizacionais. O presente trabalho descreve uma aplicação baseada em ontologias que permite o uso de recursos de processamento analítico como: a análise conjunta de dados estruturados e não estruturados; o acesso transparente as fontes de informação e a exploração dessas fontes por meio de conceitos atrelados a um domínio. Um estudo de caso é apresentado para demonstrar os benefícios da aplicação proposta no domínio da gestão de Ciência & Tecnologia. Ao analisar os resultados da aplicação notamos o enriquecimento das análises, possibilitando uma melhor compreensão do contexto explorado, ao complementá-las com informações oriundas das fontes não estruturadas e, também, a facilidade do usuário ao requisitar informações de forma transparente por meio um modelo de consulta baseado nos conceitos de um domínio.

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HAUCK, Jean Carlo Rossa. Um Método de Aquisição de Conhecimento para Customização de Modelos de Capacidade/Maturidade de Processos de Software. Tese, 2011.

A Engenharia do Conhecimento provê métodos que possibilitam o entendimento das estruturas e processos utilizados por especialistas, no intuito de criar uma melhor integração da tecnologia da informação em suporte ao trabalho intelectual. Um dos principais processos da Engenharia do Conhecimento é a aquisição de conhecimento, que consiste em extrair o conhecimento necessário a partir de suas diversas fontes, de modo a poder codificá-lo e reutilizá-lo. O conhecimento representado na forma de melhores práticas constitui-se no encapsulamento de experiências que, quando repetidas, levam a alcançar resultados semelhantes. Nesse sentido, os Modelos de Capacidade/ Maturidade de Processo de Software (SPCMMs) são frameworks de melhores práticas de desenvolvimento de software e têm sido customizados para atender as necessidades específicas de qualidade de cada domínio de desenvolvimento de software. Neste sentido, esta tese apresenta um método de aquisição de conhecimento para customização de SPCMMs para domínios específicos, desenvolvido com base nas experiências de desenvolvimento de SPCMMs relatadas na literatura, nos processos e técnicas de aquisição de conhecimento, processos de desenvolvimento de normas de qualidade e em frameworks de desenvolvimento de modelos de qualidade de processo. O método é avaliado por especialistas e utilizado na customização de dois SPCMMs. Os resultados observados revelam primeiros indícios de que o método é adequado e aplicável à aquisição de conhecimento para a customização de SPCMMs. O método desenvolvido contribui para a Engenharia do Conhecimento na pesquisa atual em aquisição do conhecimento a partir de fontes não estruturadas e na área de aplicação em Engenharia de Software fornecendo um suporte sistemático para a customização de SPCMMs.

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SILVEIRA, Rosana Rosa. Diretrizes para mitigar as barreiras à implementação da gestão do conhecimento em organizações. Tese, 2011.

Esta tese teve como objetivo geral traçar diretrizes para mitigar as barreiras que dificultam a implementação da Gestão do Conhecimento em organizações.  Visando atingir tal desígnio, inicialmente, foram averiguados na literatura temas relacionados à Gestão do Conhecimento e às suas barreiras. Para tanto, a fim de proporcionar uma consistência teórica-empírica na investigação, efetuou-se uma revisão sistemática para elucidar um número considerável de possíveis barreiras que possam estar originando obstáculos à Gestão do Conhecimento, mais especificamente ao compartilhamento do conhecimento. O intuito foi oferecer um ponto de partida mais compreensivo acerca do assunto. Em seguida, realizou-se uma pesquisa acadêmica e aplicada na empresa Itaipu Binacional, objeto de estudo. O método de investigação que caracterizou a pesquisa foi o estudo de caso e se optou por um estudo exploratório e descritivo. A amostra, não probabilística e intencional, constitui-se de cinco gerentes que ocupam o nível tático da empresa e estão administrando de modo estratégico o assunto na Instituição. Importante frisar que os dados foram obtidos junto a fontes primárias e secundárias, por intermédio da aplicação de um questionário com perguntas fechadas, contendo afirmativas aos sujeitos selecionados, bem como entrevistas estruturadas. A fonte secundária consubstanciou-se de dados e informações conseguidas mediante artigos e documentos da Itaipu Binacional. A análise dos dados foi efetuada de maneira descritivo-interpretativa, cujos procedimentos metodológicos adotados foram qualitativos e quantitativos. Para o tratamento dos dados coletados utilizou-se da análise de conteúdo e análise documental. Basicamente, os resultados do presente estudo revelaram que na empresa existem algumas barreiras à Gestão do Conhecimento, tais como: barreira quanto a estrutura organizacional, barreiras relacionadas às iniciativas de Gestão do Conhecimento, entre outras. Com base nos resultados da pesquisa, pode-se dizer que cada ambiente organizacional tem suas barreiras peculiares à Gestão do Conhecimento.

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