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TEODOROSKI, Rita de Cassia Clark. RECURSOS EDUCACIONAIS ABERTOS (REA) NO BRASIL: CONSTRUÇÃO DE UM MODELO ECOSSISTEMA DE REA. 2018.

Para atender as expectativas da nova era e promover o acesso ao
conhecimento de forma igualitária e ampla, o paradigma da educação
aberta tem sido incorporado ao processo educacional, por meio da
utilização de Recursos Educacionais Abertos (REA). Tais recursos são
materiais de ensino, cuja peculiaridade inclui a disseminação e o
compartilhamento do conhecimento, permitindo, assim, que seja
possível atingir um número cada vez maior de pessoas, corroborando,
assim, com o emblema da democratização da educação em nível
mundial. O conceito de REA ficou estabelecido a partir de 2002, mas
sua expansão tem ocorrido de forma progressiva e, as atividades que, em
sua gênese, não atendiam o principal requisito que caracteriza tais
recursos, que é a adaptação da obra por terceiros, aos poucos têm sido
adequadas. No Brasil, o avanço dos REA tem sido alavancado por
esforços individuais e coletivos de profissionais que buscam ampliar o
acesso à educação, especialmente para aqueles indivíduos cujos
obstáculos variam desde os elementos econômicos aos geográficos.
Partindo de uma visão sistêmica, o objetivo deste estudo foi propor a
criação de um modelo para a descrição e explicação das ações
relacionadas aos Recursos Educacionais Abertos (REA) no Brasil e dos
diferentes papéis desempenhados pelos atores envolvidos e suas
interrelações, a partir da perspectiva de um ecossistema. Esta pesquisa
teve uma abordagem qualitativa e foi classificada como descritiva. Além
das estratégias de investigação como a pesquisa bibliográfica e a
documental, também foi feita uma averiguação sob a perspectiva dos
participantes, por meio da pesquisa narrativa. A seleção dos
participantes da pesquisa ocorreu em função de os mesmos atuarem nas
iniciativas brasileiras disponibilizadas no projeto MIRA (Mapa de
Iniciativas de Recursos Abertos). Neste projeto estão listadas 17
iniciativas brasileiras, entre as quais foram selecionados e entrevistados
sete participantes de seis projetos. Para analisar os dados das entrevistas,
foi utilizada a análise temática que, neste estudo, possibilitou o
surgimento de três temas, cada qual com subtemas específicos e que
permitiu uma visão mais ampla acerca da aplicação de REA no
cotidiano dos participantes. O primeiro tema diz respeito aos “desafios e
barreiras” para implementação da cultura de abertura. O segundo tema
foi sobre “público alvo” e, por fim, “colaboração e coprodução”. Para
cada um desses temas, emergiram subtemas próprios que refletem a
realidade da implementação dos REA nos processos educacionais.
Concebido em conformidade com o objetivo deste estudo, o modelo
Ecossistema de REA teve seu fundamento não só na literatura, mas
também foi alicerçado com a narrativa dos atores que participaram desta
pesquisa. Na representação do referido modelo estão listadas as
principais ações bem como os principais atores com seus respectivos
papéis. Embora os temas surgidos a partir do relato dos entrevistados
não tenham uma relação direta na estrutura do modelo Ecossistema de
REA, eles fazem parte do processo de construção do mesmo,
considerando a sua complexidade, interdependência e dinamismo. Por
fim, em virtude dos resultados encontrados, fica evidente que tanto os
achados bibliográficos quanto a narrativa dos participantes
corroboraram sobre a necessidade de um maior comprometimento na
aplicação destes recursos educacionais, no sentido de fortalecer o
movimento da educação aberta para promover o acesso do
conhecimento para todos. Para isso, é plausível propor uma reflexão
acerca da perspectiva dos REA no Brasil. Por sua vez, ao pensar em
educação no século XXI, é preciso ver além da inclusão de tecnologias
digitais no processo de ensino e aprendizagem. Mesmo que a
conectividade seja um forte elemento agregador de pessoas,
conhecimentos e ideias, os desafios e barreiras para a implementação da
cultura da abertura ainda é um processo gradativo que demanda um
longo caminho a ser percorrido.

 

Link para download: Rita Teodoroski

RIBAS, Armando Cardoso. DIRETRIZES PARA DESENVOLVIMENTO DE ÍCONES DIGITAIS ACESSÍVEIS AO PÚBLICO SURDO. 2018.

Atualmente a utilização de sistemas digitais de informação é um processo que muitas pessoas utilizam intensamente e estes usuários podem ser ouvintes, videntes, surdos, etc. A navegação pelo sistema ocorre acessando hiperlinks, áreas sensíveis ao toque de texto, ícones, dentre outros tipos. Portanto, o conhecimento da língua utilizada nos sistemas digitais é fundamental para uma navegação bem sucedida. Os usuários surdos essa análise semântica pode apresentar problemas, pois a ausência da audição dificulta a navegação e ocasiona confusão na escolha dos hiperlinks ou áreas sensíveis ao toque, provocada pela semelhança visual entre as palavras, como também, dificuldade na compreensão da leitura, pois os usuários fazem uma leitura randômica da tela. Identifica-se, a partir disso, a importância dos ícones para facilitar a navegabilidade em sistemas digitais. Estudos relacionados ao desenvolvimento de ícones acessíveis para usuário surdo demostram-se incompletos ou inexistentes, apresentado lacunas como: não haver diretrizes especificas que atendam as características do usuários surdo, muitas diretrizes criadas são aplicadas para desenvolvimento de ícones gráficos dentre outras, abrem espaço para esse estudo. Assim, o objetivo desse trabalho é propor e avaliar recomendações para o desenvolvimento de ícones acessíveis para surdos facilitando a compreensibilidade destes, e com isso auxiliar na navegação. Esta pesquisa, oferece um conjunto de recomendações para designers e para a criação de ícones adequados à navegação de pessoas surdas em sistemas informacionais digitais. Para tanto, este trabalho foi dividido nas seguintes etapas: a aplicação de um questionário juntamente com uma entrevista com surdos; levantamento de diretrizes existentes para desenvolvimento de ícones; teste e verificação da aplicabilidade dessas atuais diretrizes; e entrevista com grupo focal de surdos verificado quais são os principais problemas encontrados por este público quando navegam em um site ou sistema digital. Posteriormente, com base nas etapas anteriores e nas características da cultura surda, foram criadas as diretrizes que foram devidamente experimentadas junto aos
desenvolvedores de ícones, para verificar a sua aplicabilidade para a confecção de ícones para pessoas surdas. O resultado da Pesquisa mostra esse conjunto de recomendações

Link para download: Tese-Armando Ribas

FAGUNDES, Vinícius Bossle. PROPOSTA DE USO DE ENGENHARIA DO CONHECIMENTO PARA REVISÃO SISTEMÁTICA. Dissertação, 2018.

O conhecimento se expande a cada dia e uma forma de evidenciar seu avanço é pela revisão sistemática de literatura. Consiste em um processo formal, repetitivo e documentado para identificar, avaliar e analisar literatura relevante para um tópico, questão ou fenômeno específico. Por tratar-se de um processo complexo, trabalhoso e sujeito a erros, esta dissertação buscou identificar ferramentas de Engenharia do Conhecimento que pudessem auxiliar na realização deste processo com mais confiabilidade e eficiência. Após levantar na literatura os principais problemas e necessidades apontados pelos autores, buscou-se sistemas e ferramentas disponíveis e se elaborou um modelo conceitual de sistema baseado em conhecimento para apoio ao processo de revisão sistemática de literatura, mais precisamente na fase de condução da revisão, na etapa de identificação da pesquisa, fornecendo o recurso de busca integrada de literatura. Um protótipo foi desenvolvido e aplicado, apresentando um aumento na eficiência de 16% quando comparado ao procedimento manual. Sugere-se ampliar a solução para envolver as demais fases da revisão sistemática da literatura.

Link para download: Vinícius Bossle Fagundes

CAVENAGHI, Beatriz de Araujo. O CORPO COMO MÍDIA: CÓDIGOS PARA A GESTÃO DA COMUNICAÇÃO NÃO VERBAL NO TELEJORNALISMO. Tese, 2018.

Inserida na linha de pesquisa de mídia e disseminação do conhecimento, esta tese considera que o corpo humano é uma mídia e que sua gestão pode potencializar processos de comunicação e de ensino em contextos específicos. Toma-se como objeto de estudo o corpo de apresentadores de telejornais brasileiros para investigar os códigos não verbais que caracterizam sua expressão corporal, considerando que a sistematização desses códigos contribui para melhorar os processos de aprendizagem de novos apresentadores. O objetivo da tese é sistematizar tais códigos para explicar a codificação dos elementos não verbais no telejornal e indicar sua gestão adequada. Para tanto, adota-se uma perspectiva interdisciplinar, com intersecções entre teorias da Gestão do Conhecimento, do Jornalismo e da Semiótica. A pesquisa se insere em um contexto de mudanças significativas na forma de atuação dos apresentadores e nas funções desempenhadas pelo corpo no discurso televisivo. A bancada deixou de ser o elemento principal no ambiente de apresentação e os cenários agora destacam um corpo em movimento e em constante destaque. Como problema de pesquisa, discute-se a lógica de ensino de apresentação em telejornalismo que se fundamenta na premissa da importância da notícia em detrimento das características estéticas da linguagem televisiva e que reforça a possibilidade de camuflar o corpo em favor da valorização do conteúdo da notícia. O trabalho considera, ao contrário, que a qualidade da formação para a prática da apresentação depende de estudos e conhecimentos explícitos, que descrevam e expliquem as funções do corpo no telejornalismo e que reflitam sobre os processos de significação que emergem dele. Para isso, o trabalho analisa os elementos não verbais presentes na atuação de 25 apresentadores, a partir de cinco categorias: ambiente da comunicação, aparência do comunicador, proxêmica, movimentos do corpo e paralinguagem. O corpus de análise é constituído por 15 edições de telejornais exibidos na Rede Globo de televisão em três períodos – março de 2015, maio e outubro de 2017. A análise dos códigos não verbais que interagem nesse contexto permitiu o desenvolvimento de um sistema que distingue três tipos de códigos não verbais fundamentais para a manutenção do contrato comunicativo estabelecido entre os telejornais e sua audiência: códigos da credibilidade, da atualidade e da empatia.

Download: Beatriz

SORDI, Victor Fraile. TEORIA SUBSTANTIVA DOS FATORES INFLUENTES NA GESTÃO DE UM PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO BRASILEIRO. Tese, 2018.

A pós-graduação brasileira tem papel fundamental na estratégia nacional de
ciência, tecnologia e inovação. É a principal responsável, dentro do modelo
adotado no Brasil, por produzir novos conhecimentos, gerando inovações
tecnológicas e buscando desenvolvimento econômico, através de suas interações
com governo e setor produtivo. Entretanto, mesmo com o aumento de
investimentos nas últimas décadas, o país apresenta resultados insatisfatórios
tanto na produção científica e tecnológica, como em relação à inovação. Como
um dos agentes fundamentais nesse contexto, a pós-graduação faz parte dos
problemas desse sistema, assim como também faz parte das soluções. Esta tese
buscou avançar na compreensão do fenômeno da gestão dos programas de pósgraduação,
investigando quais são os fatores envolvidos nesse processo e como
eles atuam. Utilizando os procedimentos metodológicos da teoria fundamentada
em dados em entrevistas com docentes e gestores de um programa de pósgraduação
brasileiro, foi possível inferir que os programas de pós-graduação
necessitam desenvolver algumas capacidades essenciais para responder às
condições estruturantes relacionadas ao contexto onde estão inseridos. Os
resultados sugerem que os principais fatores que influenciam o processo estão
relacionados ao comprometimento e à integração dos envolvidos, à capacidade
de aprender a gerir um programa de pós-graduação, à interdisciplinaridade, aos
mecanismos de cobrança, à liderança, à zona de conforto, às mudanças nas regras
do jogo e à avaliação da CAPES. É desejável que a gestão desses programas
desenvolva as capacidades de criar incentivos e recompensas, compor e manter
um quadro docente, exercer um papel político, gerenciar conflitos e reagir às
mudanças, executando-as com competência para alcançar os resultados
pretendidos. A teoria substantiva resultante do processo de pesquisa sugere que o
sistema nacional de pós-graduação pode não estar funcionando satisfatoriamente,
por não oferecer condições necessárias para os gestores e docentes buscarem
maior qualidade em suas atividades. Reformulações nos modelos de avaliação
docente, aprimoramento dos mecanismos de cobrança, reestruturação das
atribuições dos docentes e qualificação dos professores que exercem cargos
gerenciais, são possíveis melhorias sugeridas com base nos resultados alcançados
na pesquisa.

Link para download: Victor Sordi

FLORES, Angela Rossane Benedetto. A AFETIVIDADE COM FOCO NA APRENDIZAGEM DE PESSOAS DEFICIENTES VISUAIS. Tese, 2018

A heterogeneidade dos alunos traz a necessidade por parte dos professores de identificarem as diferenças e as peculiaridades de cada um desses alunos. Ao se tratar do aluno com deficiência o desafio é maior, pois é cada vez mais encarado como um indivíduo que aprende de uma forma diferente, visto que não há nada que “compense” a falta da visão, sendo que a descrição por meio das palavras muitas vezes pode ser insuficiente mas de outro lado, o seu excesso pode conduzir à confusão. Através metodologias e estratégias pedagógicas é possível reduzir significativamente a interferência negativa da deficiência na sua capacidade de aprender e no seu processo de desenvolvimento, pois é necessário integrar o aluno deficiente no contexto escolar ressaltando as suas potencialidades. Embora a aprendizagem de pessoas deficientes visuais venha recebendo atenção crescente nas últimas décadas, pouco se tem encontrado quando a temática é a afetividade na aprendizagem destes alunos. Este trabalho buscou estudar a influência da afetividade na relação professor/aluno e sua interferência no processo de aprendizagem do aluno deficiente visual. Nessa perspectiva, a pesquisa apoiou-se na teoria de Henri Wallon, sobre o desenvolvimento humano, a qual concebe a dimensão afetiva como conceito fundamental da sua teoria psicogenética da aprendizagem. O presente estudo teve como objetivo detectar a influência da afetividade na aprendizagem de alunos deficientes visuais, e as TICS como suporte do processo. Nesse trabalho utilizou-se o conceito de deficiente visual do Instituto Benjamin Constant, que incluem cegos e indivíduos com visão reduzida. Esta é uma pesquisa aplicada e quanto aos seus objetivos é exploratória. Este trabalho compreendeu três fases: 1- A revisão sistemática da literatura (RSL) como aporte teórico. 2- coleta de dados através da pesquisa de campo com alunos deficientes visuais do 6º ano do ensino fundamental ao 3ºano do ensino médio da rede pública de ensino do estado de Santa Catarina das regiões de Jaraguá do Sul, Itajaí, Blumenau, Florianópolis, Joinville, e com seus professores. Através da entrevista estruturada, identificou-se o perfil dos entrevistados; as barreiras encontradas para a aprendizagem e a influencia que a afetividade traz ao ensino-aprendizagem. Averiguou-se também, a interação entre professor/aluno e aluno/aluno, além da interferência das TICs no processo de aprendizagem. Pela análise das entrevistas verificou-se preocupação, por parte dos professores, ao saber que receberiam alunos deficientes visuais em suas turmas, pois somente dois professores receberam capacitação para trabalhar com alunos deficientes visuais. Salientaram, ainda, que a
falta de materiais e equipamentos adequados é uma das maiores barreiras para o ensino desses alunos. Com relação aos estudantes a motivação e o entusiasmo do professor, ao explicar algo, geram motivação e interesse em relação ao conteúdo ensinado. Os alunos foram unânimes em afirmar que gostam de conversar com os professores, sendo que a maioria gosta de tirar duvidas e conversar sobre os conteúdos ensinados. Para os alunos o respeito é muito importante, e o bom relacionamento entre professor e aluno se dá através da compreensão e da paciência do professor 3- Através da triangulação dos dados, cruzou-se a teoria com as respostas da pesquisa de campo e o discurso do sujeito coletivo. Pode-se observar através do cruzamento do referencial teórico e da pesquisa de campo que a afetividade possui a mesma influencia quer seja o aluno deficiente visual ou quer seja um vidente. Por fim foram propostas cinco contribuições considerando a afetividade, como facilitador ao trabalho dos professores no que refere a aprendizagem de alunos deficientes visuais utilizando as TICS como suporte do processo.

Link para download: Angela Flores

NASCIMENTO, Everton Ricardo do. METAFRAMEWORK DE COPRODUÇÃO EM AMBIENTES COMPLEXOS PARA A GERAÇÃO DE INSUMOS ESTRATÉGICOS. Tese, 2018.

Entende-se que um dos problemas enfrentados na sociedade reside na coprodução do conhecimento de uma forma sistêmica para a resolução de problemas nela encontrados, dada a percepção dos indivíduos, independente do ambiente aos quais estes pertencem. Mais do que isso, como o conhecimento coproduzido pode amparar estrategicamente, processos de tomada de decisão nestes ambientes. Para tanto, esta tese tem por objetivo a proposição de um metaframework que, por meio da coprodução do conhecimento, possibilita a geração de insumos estratégicos que venham a contribuir para o processo de tomada de decisão em ambientes complexos. Sendo assim, desenvolveu-se um metaframework, que foi definido como um conjunto de ações e subsistemas amparados por teorias que, associados e dentro de uma ordem de execução, possibilitam a geração de insumos estratégicos para a tomada de decisão em ambientes complexos. Um ambiente complexo caracteriza-se por sua constante mutabilidade, tanto de contexto quanto de entes a ele pertencentes. Dando suporte enquanto processo para a percepção dos indivíduos sobre questões que estão direta ou indiretamente ligadas a eles, este trabalho fez uso da análise de percepção para amparar a coprodução, que por sua vez, tem evoluído de um processo de participação cidadã em processos decisórios governamentais para um mecanismo de engajamento da sociedade como um todo na geração de novas ideias e novas formas de interação, seja na tomada de decisões, seja na construção de novos saberes. A Design Science Research enquanto abordagem metodológica, contribuiu para o processo de estruturação lógica da construção deste trabalho, dada sua possibilidade de congregação com outras abordagens na busca por soluções de problemas existentes no ambiente em estudo. As experiências relatadas a partir da pesquisa-ação colaborativa possibilitaram a descrição empírica das ações que foram cientificizadas neste trabalho, onde, dada a realização do projeto da V Conferência Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (CTI) de Santa Catarina, que congregou mais de 1100 participantes do sistema de CTI catarinense, e um projeto piloto junto ao Sistema Departamental de Ciência, Tecnologia e Inovação de Cauca – Colômbia, com a participação de mais de 20 empresas de diferentes portes e níveis de atuação, permitiu como resultado a estruturação do metaframework, que pode gerar frameworks voltados para diferentes ambientes complexos, dada a flexibilização de sua composição.

Link para download: Everton Ricardo do Nascimento

CHANG, Daniel Lage. CSBC: UMA ESTRATÉGIA PARA PROMOVER CIDADES SUSTENTÁVEIS. Dissertação, 2018.

A humanidade se encontra em intenso processo de urbanização. Até 2050 serão mais de 2 bilhões de habitantes adicionais vivendo em cidades e ampliando a demanda por recursos naturais e infraestrutura. Esta tendência ocorre dentro de um delicado processo de mudanças climáticas onde a integridade da biosfera encontra-se em alto risco. A complexidade do meio urbano e a natureza interdisciplinar da sustentabilidade demandam uma visão sistêmica da vida e tornam a promoção de cidades sustentáveis um grande desafio para acadêmicos, formuladores de políticas, gestores públicos, empreendedores e líderes urbanos. As cidades concentram conhecimento e inovação para gerar o impacto necessário para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. O desenvolvimento urbano baseado no conhecimento é um novo paradigma para desenvolver territórios a partir de atividades baseadas no conhecimento que resultem em maior nível de prosperidade compartilhada e qualidade de vida para seus habitantes. O objetivo deste trabalho é propor uma estratégia para promover cidades sustentáveis baseadas no conhecimento. A pesquisa qualitativa realizada envolve a revisão sistemática integrativa da literatura com as abordagens sobre avaliação de cidades sustentáveis e análise dos pontos fortes e limitações dos principais modelos e iniciativas levantados e a elaboração de estudo de caso sobre a implementação em Florianópolis dos indicadores de sustentabilidade da Iniciativa Cidades Emergentes e Sustentáveis. Os dados coletados por meio de análise de documentos e observação participante no Grupo de Trabalho de Indicadores da Rede Veracidade Florianópolis foram analisados e produziram subsídios para a elaboração da estratégia proposta. A Cidade Sustentável Baseada no Conhecimento é uma estratégia composta por três eixos interconectados: laboratórios de inovação urbana como direcionadores de implementação, desenvolvimento urbano baseado no conhecimento como abordagem integrada de gestão do conhecimento e sistema de capitais como estrutura de valor para o monitoramento e avaliação da sustentabilidade da cidade. A implementação desta estratégia pode ser estimulada por desafios urbanos definidos para orientar missões e mobilizar atores para acelerar a transformação urbana sustentável de cidades.

download: Daniel Chang

PALANDI, Fernanda Elisa Demore. THE CULTURAL PROCESS OF DEMATERIALIZATION FOR ACHIEVING SUSTAINABLE OUTCOMES IN KNOWLEDGE SOCIETIES. Dissertação, 2018.

Desde o nosso surgimento no planeta Terra, utilizamo-nos de ferramentas como extensores de nossas funções humanas, o que nos levou a evoluir através das novas descobertas na ciência dos materiais, os quais moldaram o mundo e a forma como a sociedade interage com ele. Isto nos levou à tecnologia moderna, que nos permite fazer mais (intangível) com menos (tangível). A desmaterialização, que caracteriza a transição para a era do conhecimento, já está acontecendo em nossa sociedade. A consequência da ação do ser humano no planeta mostra visível um declínio na qualidade ambiental. O período de tempo geológico proposto em que estamos, o Antropoceno, é caracterizado por catástrofes ambientais e pela busca pela sustentabilidade. A sociedade precisa ser alertada para uma necessária transformação cultural. Sociedades do conhecimento devem obedecer à tendência de redução sistemática de insumos materiais. Assim, a desmaterialização pode ser vista e adotada como o elo entre a variação das manifestações econômicas no volume de materiais processados e os modos de viver e compreender o processo cultural da desmaterialização. Para responder à pergunta de pesquisa de ‘como as sociedades do conhecimento podem adotar estilos de vida mais desmaterializados?’, o objetivo geral foi definido como ‘desenvolver compreensão do processo cultural de desmaterialização para adotar práticas sustentáveis nas sociedades do conhecimento’. A análise segue uma abordagem metodológica qualitativa para a investigação empírica. Quanto à coleta de dados, adotou-se a abordagem de entrevista semiestruturada. Um total de 12 atores-chave de associações comerciais, sociais, academias e governamentais foram selecionadas por seu envolvimento com práticas sustentáveis, de desmaterialização e ou conhecimento sobre economia e sociedades do conhecimento. Optou-se por uma revisão integrativa da literatura. Como resultado, o modelo interpretativo do processo cultural da desmaterialização para alcançar resultados sustentáveis em sociedades do conhecimento está representado com a elaboração de um framework sobre o processo cultural da desmaterialização. O Estágio zero inicia com a motivação pessoal; o Estágio 1 é a atmosfera do conhecimento; o Estágio 2 é a consciência nasce no indivíduo; o Estágio 3 é o metabolismo social; o Estágio 4 é a ética do ciclo de vida.; e o último e quinto estágio é o da desmaterialização. A ideia do framework é de que ele seja navegável, forma dinâmica e cíclica, como a teoria dos hiperlinks, ou seja, o usuário pode adentrar nos níveis que por hora deseja de forma a desenvolver suas qualidades naquele sentido e depois navegar para outro nível até que todos estejam alcançados. Este framework acima de tudo, é um framework de indução: ele induz que o indivíduo ou a comunidade, ou a organização busque o melhoramento nos níveis que julga necessário melhorar. Não traz uma obrigatoriedade de seguir um padrão, mas induz que se busquem práticas que levem a uma cultura mais desmaterializada.

Link para download: Fernanda Elisa