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FRANKLIN, Benjamin Luiz. Máquina em transe: entendendo o desejo pela revolução digital. Tese, 2011.

Este trabalho pretende refletir a revolução digital, em um viés específico: a atual crise nos modelos de negócios de mídia, comunicação e entretenimento. Pretendemos compreender, mais precisamente, quais forças operam no sentido de tornar este movimento uma tendência contemporânea. Nossa intenção é relacionar esta crise com um conceito de máquina que muda de uma sociedade disciplinar hierarquizada – conforme Foucault – para uma sociedade de controle,  em que os fluxos desterritorializados de informações tornam os centros hierárquicos mais difíceis de serem localizados, conforme a prescrição deleuziana. O estabelecimento de máquinas está intimamente ligado, como argumentaremos,  à invenção do universal e associa-se a constituição da subjetividade contemporânea – como pensada pela psicanálise em Freud e Lacan. Assuntos imbricados com a subsunção da negatividade, uma espécie de luta constante para o apagamento da morte como negatividade radical. As máquinas são, desta forma, uma maneira de apagamento do negativo, ou, pelo menos, uma tentativa de produzir um mundo objetivo, um simulacro, enquanto fantasia ideológica, usando o termo de Žižek. Para  renunciar a negatividade radical, ou, talvez, para invocá-la de formas mais irresistíveis, as máquinas são direcionadas para uma virtualização fundamental, pois, desta forma, passam a ser resumidas em um único alfabeto, uma metanarrativa – o código binário –, que pode ser operado por um leitor universal: a máquina de Turing, agora etérea e pervasiva. A crise contemporânea de mídia e comunicação pode, nesta linha de pensamento, ser compreendida como um esforço contemporâneo no sentido de subsumir a negatividade radical, a morte como herdada pelo ocidente, e não um avanço tecnológico em si mesmo, ou uma otimização econômica, ou mesmo uma racionalização. A virtualização de todos os maquinismos, em direção a um puro fluxo de informações, corresponde, justamente, ao esforço radical em persistir em ser ocidental, mesmo que este movimento coloque em crise os laços sociais produzidos desde o início da aventura moderna, ao trocar a capacidade de pupular  o mundo de sentidos pela ubíqua capacidade de reversibilidade nonsense das trocas universais de código.

Link para download: Benjamin Luiz Franklin

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