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GARBUIO, Maria Emília Martins da Silva. Espaços Públicos Humanizados e Sustentáveis: Cocriação e Consolidação de um Framework para Cidades Costeiras Turísticas, sob a Perspectiva do European Smart Cities Model. Tese, 2019.

O crescimento urbano e o adensamento populacional ocorridos nas últimas décadas no planeta têm repercutido notadamente na insustentabilidade das cidades de todos os países do globo. Este problema traz consigo inúmeros aspectos que requerem a atenção da sociedade, incluídos cientistas e gestores. Um deles está sob o foco da dignidade humana, do bem-estar das pessoas e da insustentabilidade dos subsistemas que compõem uma cidade, a exemplo da mobilidade urbana e da escassez de recursos hídricos. Na atual hegemonia do desenvolvimento econômico, político e sustentável do século XXI, estas questões já são compreendidas como desafios globais, junto ao aquecimento global e os diversos impactos antrópicos sobre o meio ambiente. As mudanças climáticas cada vez mais evidentes, os paradoxos da tecnologia, a alienação dos indivíduos, a solidão e os graves problemas de saúde física e psíquicas devido ao estilo de vida “urbano” têm sido temas de relevância para discutir o futuro das cidades sob o prisma do conceito das “cidades humanas, sustentáveis e inteligentes”, também nomeadas de “smart cities”. Dado esse contexto, a tese propõe a cocriação e consolidação de um framework nomeado “Humanização, Uso e Gestão sustentável dos Espaços Públicos” (HUGEP) com vistas à sua implementação em cidades costeiras turísticas, por meio de desdobramentos. A pesquisa se fundamenta no paradigma interpretativista com predominância da abordagem qualitativa. Adotou-se o estudo de caso nas cidades costeiras turísticas do Sul do Brasil – Torres (Rio Grande do Sul), Balneário Camboriú (Santa Catarina) e Guaratuba (Paraná) como pressupostos para a observação espontânea de seus espaços públicos que, por sua vez, subsidiou a construção do framework HUGEP. A técnica de entrevista semiestruturada com atores relevantes das cidades citadas e, a observação espontânea dos espaços de permanência e deslocamento fizeram parte dos métodos. A análise e interpretação dos dados qualitativos foram realizadas por meio do Discurso do Sujeito Coletivo (DSC), que assegura a essência do pensamento e conhecimento cognitivo. A revisão integrativa de literatura constituiu a base teórica de toda a pesquisa, cujo referencial basilar está amparado pelos estudos de Jane Jacobs, Jan Gehl, Carlos Leite, Peter Senge e Fritjof Capra, além de outros renomados cientistas e pensadores. O modelo conceitual adotado para o desenvolvimento do framework foi o European Smart Cities Model – referência pela Universidade Tecnológica de Viena – Áustria. Finalmente, espera-se que, a partir do framework HUGEP, como modelo de referência para subsidiar a tomada de decisões no planejamento da urbe, as cidades possam promover uma gestão humanizada e sustentável de seus espaços públicos de deslocamento e permanência, especialmente na formulação de políticas públicas sob o contexto outrora apresentado, em um escopo multidisciplinar.

Palavras-chave: Humanismo. Turismo. Cidades costeiras. Espaços públicos. Transdisciplinaridade. Estratégia.

Link para download: Maria Emília Martins da Silva Garbuio.

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