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PAVANATI, Iandra. Tríptico: Modelo de Categorização Básica de Imagens Fixas para o Processo Didático-pedagógico de Ensino Médio. Tese, 2012.

No contexto das possibilidades oferecidas pela popularização do acesso à mídia eletrônico-digital interativa e aos recursos tecnológicos básicos para edição e apresentação de imagens, esta pesquisa propõe aos professores e a outros interessados, um modelo de seleção e apresentação de imagens no processo de ensino-aprendizagem. O modelo caracteriza uma típica contribuição da área de Mídia e Conhecimento à área de Gestão do Conhecimento, no processo de ensino-aprendizagem em ambiente escolar, com amplas possibilidades para ser aplicado em outras organizações sociais. O modelo proposto considera que as imagens apresentadas em situações de aprendizagem, tradicionalmente, atuam como mídias ou expressões do conhecimento. Porém, os diferentes tipos de imagem propõem experiências também diferenciadas. Assim, esses tipos devem atuar de maneira complementar no processo de ensino-aprendizagem, que é vivenciado pelos estudantes e orientado pelos professores. Os diversos tipos de imagens são basicamente categorizados no modelo proposto como: (1) “imagens propiciatórias”; (2) “imagens ilustrativas” e (3) “imagens explicativas”. É amplo o uso das imagens como ilustrações e, mais recentemente, foram ampliados e aprimorados os estudos sobre as imagens explicativas como gráficos e infográficos, entre outras. Porém, mais do que anteriormente, devem ser consideradas as imagens propiciatórias. Os estudantes “nativos digitais” cresceram no contexto da cultura multimídia-interativa ou hipermidiática. Portanto, eles estão envolvidos por uma amplitude e uma variedade de estímulos e demandas sensoriais, afetivas e imaginativas, que superam o imaginário desenvolvido nas escolas. De acordo com as condições encontradas para o ensino da disciplina História nas classes de Ensino Médio da rede estadual de educação de Santa Catarina, não é esperado em curto espaço de tempo, que as escolas tenham condições de competir com os recursos disponíveis em outras instâncias socioculturais. Contudo, considera-se que, assim como uma parcela significativa dos estudantes, os professores também têm acesso à internet e aos programas básicos de computação, podendo buscar, capturar e editar imagens, como parte dos recursos didáticos. Observou-se que as escolas costumam dispor de ambientes didáticos com sistemas tecnológicos, integrando computador, periféricos sonoros e projetor multimídia. Portanto, além de outras possibilidades, podem-se exibir imagens durante as aulas que ocorrem nos espaços equipados. Nesses ambientes, é possível exibir audiovisuais com imagens em movimento e, também, apresentar imagens fixas. Sem descartar os audiovisuais, indicam-se nas imagens fixas as vantagens de propor mais apelos à imaginação dos estudantes e de permitir a intervenção imediata do professor. Isso facilita o diálogo continuado entre o professor e os estudantes a respeito do que é percebido na imagem. Na observação das imagens, o amplo acervo de lembranças sensoriais, afetivas e cognitivas dos estudantes pode e deve ser estimulado e recuperado nas aulas, com exercícios de mobilização imaginativo-cognitiva. Constantemente, os resultados estético-simbólicos desses exercícios são direcionados pelo professor ao conteúdo proposto para o processo de ensino e aprendizagem. Isso salienta a necessidade e a relevância das imagens propiciatórias, cuja função é despertar o interesse e a imaginação dos estudantes que, em seguida, são direcionados ao conteúdo em estudo.

Link para download:  Iandra Pavanati

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