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FAGUNDES, Vinícius Bossle. PROPOSTA DE USO DE ENGENHARIA DO CONHECIMENTO PARA REVISÃO SISTEMÁTICA. Dissertação, 2018.

O conhecimento se expande a cada dia e uma forma de evidenciar seu avanço é pela revisão sistemática de literatura. Consiste em um processo formal, repetitivo e documentado para identificar, avaliar e analisar literatura relevante para um tópico, questão ou fenômeno específico. Por tratar-se de um processo complexo, trabalhoso e sujeito a erros, esta dissertação buscou identificar ferramentas de Engenharia do Conhecimento que pudessem auxiliar na realização deste processo com mais confiabilidade e eficiência. Após levantar na literatura os principais problemas e necessidades apontados pelos autores, buscou-se sistemas e ferramentas disponíveis e se elaborou um modelo conceitual de sistema baseado em conhecimento para apoio ao processo de revisão sistemática de literatura, mais precisamente na fase de condução da revisão, na etapa de identificação da pesquisa, fornecendo o recurso de busca integrada de literatura. Um protótipo foi desenvolvido e aplicado, apresentando um aumento na eficiência de 16% quando comparado ao procedimento manual. Sugere-se ampliar a solução para envolver as demais fases da revisão sistemática da literatura.

Link para download: Vinícius Bossle Fagundes

CHANG, Daniel Lage. CSBC: UMA ESTRATÉGIA PARA PROMOVER CIDADES SUSTENTÁVEIS. Dissertação, 2018.

A humanidade se encontra em intenso processo de urbanização. Até 2050 serão mais de 2 bilhões de habitantes adicionais vivendo em cidades e ampliando a demanda por recursos naturais e infraestrutura. Esta tendência ocorre dentro de um delicado processo de mudanças climáticas onde a integridade da biosfera encontra-se em alto risco. A complexidade do meio urbano e a natureza interdisciplinar da sustentabilidade demandam uma visão sistêmica da vida e tornam a promoção de cidades sustentáveis um grande desafio para acadêmicos, formuladores de políticas, gestores públicos, empreendedores e líderes urbanos. As cidades concentram conhecimento e inovação para gerar o impacto necessário para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. O desenvolvimento urbano baseado no conhecimento é um novo paradigma para desenvolver territórios a partir de atividades baseadas no conhecimento que resultem em maior nível de prosperidade compartilhada e qualidade de vida para seus habitantes. O objetivo deste trabalho é propor uma estratégia para promover cidades sustentáveis baseadas no conhecimento. A pesquisa qualitativa realizada envolve a revisão sistemática integrativa da literatura com as abordagens sobre avaliação de cidades sustentáveis e análise dos pontos fortes e limitações dos principais modelos e iniciativas levantados e a elaboração de estudo de caso sobre a implementação em Florianópolis dos indicadores de sustentabilidade da Iniciativa Cidades Emergentes e Sustentáveis. Os dados coletados por meio de análise de documentos e observação participante no Grupo de Trabalho de Indicadores da Rede Veracidade Florianópolis foram analisados e produziram subsídios para a elaboração da estratégia proposta. A Cidade Sustentável Baseada no Conhecimento é uma estratégia composta por três eixos interconectados: laboratórios de inovação urbana como direcionadores de implementação, desenvolvimento urbano baseado no conhecimento como abordagem integrada de gestão do conhecimento e sistema de capitais como estrutura de valor para o monitoramento e avaliação da sustentabilidade da cidade. A implementação desta estratégia pode ser estimulada por desafios urbanos definidos para orientar missões e mobilizar atores para acelerar a transformação urbana sustentável de cidades.

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PALANDI, Fernanda Elisa Demore. THE CULTURAL PROCESS OF DEMATERIALIZATION FOR ACHIEVING SUSTAINABLE OUTCOMES IN KNOWLEDGE SOCIETIES. Tese, 2018.

Desde o nosso surgimento no planeta Terra, utilizamo-nos de ferramentas como extensores de nossas funções humanas, o que nos levou a evoluir através das novas descobertas na ciência dos materiais, os quais moldaram o mundo e a forma como a sociedade interage com ele. Isto nos levou à tecnologia moderna, que nos permite fazer mais (intangível) com menos (tangível). A desmaterialização, que caracteriza a transição para a era do conhecimento, já está acontecendo em nossa sociedade. A consequência da ação do ser humano no planeta mostra visível um declínio na qualidade ambiental. O período de tempo geológico proposto em que estamos, o Antropoceno, é caracterizado por catástrofes ambientais e pela busca pela sustentabilidade. A sociedade precisa ser alertada para uma necessária transformação cultural. Sociedades do conhecimento devem obedecer à tendência de redução sistemática de insumos materiais. Assim, a desmaterialização pode ser vista e adotada como o elo entre a variação das manifestações econômicas no volume de materiais processados e os modos de viver e compreender o processo cultural da desmaterialização. Para responder à pergunta de pesquisa de ‘como as sociedades do conhecimento podem adotar estilos de vida mais desmaterializados?’, o objetivo geral foi definido como ‘desenvolver compreensão do processo cultural de desmaterialização para adotar práticas sustentáveis nas sociedades do conhecimento’. A análise segue uma abordagem metodológica qualitativa para a investigação empírica. Quanto à coleta de dados, adotou-se a abordagem de entrevista semiestruturada. Um total de 12 atores-chave de associações comerciais, sociais, academias e governamentais foram selecionadas por seu envolvimento com práticas sustentáveis, de desmaterialização e ou conhecimento sobre economia e sociedades do conhecimento. Optou-se por uma revisão integrativa da literatura. Como resultado, o modelo interpretativo do processo cultural da desmaterialização para alcançar resultados sustentáveis em sociedades do conhecimento está representado com a elaboração de um framework sobre o processo cultural da desmaterialização. O Estágio zero inicia com a motivação pessoal; o Estágio 1 é a atmosfera do conhecimento; o Estágio 2 é a consciência nasce no indivíduo; o Estágio 3 é o metabolismo social; o Estágio 4 é a ética do ciclo de vida.; e o último e quinto estágio é o da desmaterialização. A ideia do framework é de que ele seja navegável, forma dinâmica e cíclica, como a teoria dos hiperlinks, ou seja, o usuário pode adentrar nos níveis que por hora deseja de forma a desenvolver suas qualidades naquele sentido e depois navegar para outro nível até que todos estejam alcançados. Este framework acima de tudo, é um framework de indução: ele induz que o indivíduo ou a comunidade, ou a organização busque o melhoramento nos níveis que julga necessário melhorar. Não traz uma obrigatoriedade de seguir um padrão, mas induz que se busquem práticas que levem a uma cultura mais desmaterializada.

Link para download: Fernanda Elisa 

GONÇALVES, Sicilia Vechi. FLUXOS DE INFORMAÇÃO PARA A CRIAÇÃO DO CONHECIMENTO EM CURADORIA DE CONTEÚDO: ESTUDO DE CASO DO PROGRAMA CÓMO VAMOS. Dissertação, 2018.

A necessidade de auto-orientação do ser humano, em meio ao excesso de dados disponibilizados na web, e o desafio de encontrar informações relevantes e com significado conquistam a atenção de organizações e redes para métodos de organização e consumo de informação, como a Curadoria de Conteúdo. A prática envolve um conjunto de atividades de identificação, seleção, validação, organização, descrição, manutenção e preservação de artefatos para fornecer conteúdo baseado na web, como tópicos e recursos em que uma comunidade específica vê valor. A Curadoria de Conteúdo potencializa a criação de conhecimento, dinâmica da inovação em cenários de transição permanente. Observada sob o modelo conceitual de Espaço Informativo de Boisot, a prática baseia-se em atos de codificação, abstração e difusão, em um ciclo de aprendizagem social com tecnologias, processos e pessoas para gerar soluções. O modelo de Boisot propõe a criação do conhecimento não como produto final, mas como um processo evidenciado nas etapas do ciclo. O objetivo deste estudo foi propor um constructo teórico com base em Curadoria de Conteúdo, sob uma perspectiva integrada de fluxo de informação e gestão do conhecimento para a criação do conhecimento. A partir de revisões integrativa e exploratória de literatura, caracterizou-se a Curadoria de Conteúdo e suas etapas, foram identificados os ativos envolvendo a ação humana e fez-se interrelação com as fases de Criação do Conhecimento Organizacional e o Ciclo da Aprendizagem Social, presente no modelo conceitual de Espaço Informativo. O constructo teórico resultante é decomponível em 22 subcategorias de análise e constitui-se de seis etapas, resumidas em Coleção de dados, atribuindo-lhes identidade de conjunto; Esboço conceitual, para organização, priorização e legitimação dos dados; Generalização para contextos, buscando-se o maior nível de abstração possível ao público determinado; Compartilhamento segmentado, estabelecendo-se métricas de audiência, uso da informação, difusão e monitoramento de conteúdo; Ativação da interação, por abertura de canais, monitoramento e convite ao debate; e Percepção de resultado, por coleta de respostas para absorção e reinserção em novos contextos. O constructo teórico foi aplicado a uma organização social que realiza curadoria, pelo estudo de caso único integrado da rede colombiana Cómo Vamos, temática sobre qualidade de vida. A aplicação em cinco unidades da rede foi viabilizada por entrevistas com coordenadores de Comunicação. A análise mostrou convergência das 22 subcategorias teóricas com o caso, com sete subcategorias totalmente convergentes e 15
com o acréscimo de descobertas. A aplicação viabilizou como novo conhecimento um compêndio de aspectos operacionais e práticos para potencializar criação de conhecimento em Curadoria de Conteúdo. O constructo teórico abre caminho para se consolidar um futuro modelo voltado à gestão de conteúdo em ambiente digital.

Link para download: Sicilia Vechi Gonçalves

BURGER, Fabrício. FRONT END DA INOVAÇÃO: FATORES QUE CARACTERIZAM O FEI INCREMENTAL E RADICAL. Dissertação, 2018.

O front end da inovação (FEI) é a primeira etapa do processo de inovação. Nela são geradas, selecionadas, enriquecidas e priorizadas ideias que podem se tornar conceito de produtos e tecnologias. O conhecimento é o elemento catalisador da inovação, e o seu compartilhamento e socialização contribuem para construção de novos saberes no universo organizacional. As empresas que buscam se diferenciar no mercado podem colher bons resultados ao atentarem-se à essa fase de pre-desenvolvimento. É possível estratificar a inovação em alguns aspectos, entre eles o grau, onde a literatura aponta existir inovações incrementais e radicais/disruptivas. Por outro lado, existem poucos estudos que versam sobre o front end alinhados ao grau da inovação e os fatores que o caracterizam. Nesse sentido, o presente trabalho objetivou analisar os fatores que caracterizam o processo do front end da inovação incremental e radical nas organizações. Para tanto, foi realizado um estudo multicaso em organizações inovadoras catarinenses do segmento de máquinas elétricas. Os dados foram coletados por meio de entrevistas em profundidade. Na análise dos dados foi utilizado o método da análise temática. Os resultados apontam a existência dos seguintes fatores: atitudes dos colaboradores, conhecimento, liderança, capacidade criativa, cultura organizacional, formalização do processo, fluxo de informações no processo, adequação tecnológica, uso de MTF’s, tempo de execução, estratégia da organização e estratégia do negócio.

Link para download: Fabrício Burger

JÚNIOR, Emmanuel Bohrer. FATORES FACILITADORES E DIFICULTADORES NA ADOÇÃO DE RECURSOS EDUCACIONAIS ABERTOS NO ENSINO SUPERIOR. Dissertação, 2018.

Recursos educacionais abertos (REA) são recursos disponibilizados
gratuitamente ao público para fins educativos, com uso de licenças
abertas e respeito à propriedade intelectual, disponibilizados de tal forma
que eles possam ser usados, compartilhados e modificados livremente.
Eles têm um impacto significativo na educação superior e são
potencialmente úteis na democratização e disseminação da informação e
do conhecimento. No entanto, a adoção de REA não tem tido abrangência
mundial, e existem vários obstáculos e barreiras que ainda impedem a sua
expansão. O presente trabalho identifica e analisa quais os fatores
facilitadores e dificultadores na adoção destes REA no ensino superior,
desde a criação até a disseminação e aplicação do conhecimento pelo
usuário, nas diferentes mídias. Para tanto, foi realizada uma pesquisa
qualitativa, exploratória, com levantamento bibliográfico da literatura,
por meio de revisão sistemática, nas bases de dados WOS, Scopus e
SciELO, sendo integralizados outros documentos, constantes em sites,
blogs, filmagem de entrevistas, de autores e instituições de renome
nacional e internacional. Como resultados obtidos na pesquisa foram
levantados requisitos necessários para padronização dos critérios de
qualidade (acessibilidade, usabilidade, reutilização, etc.); iniciativas e
experiências em REA no ensino superior (BIOÉ, MIRA, Portal do
Professor, etc.); o uso de sistemas de gerenciamento de aprendizagem
com código aberto (Moodle, Sakai, LearnPress, etc.); a criação dos
repositórios (IBICT, Portal e-Unicamp, UnisulVirtual, etc.); fatores
intervenientes nos REA, tais como: fatores sociais e de governo
(responsabilidade pela qualidade, bem como para relevância social,
cultural e linguística da educação e pelos padrões de qualificações
fornecidos em seu nome, etc.), tecnológicos (Web 2.0, Web 3.0 – web
semântica, a Web 4.0 – rede móvel e sem fio, Web 5.0 – rede sensorialemotiva,
etc.), econômicos (investimento em programas de formação,
com o intuito de que professores e estudantes possam se apropriar da
função de produtores de materiais educacionais, etc.) e legais (criar
mecanismos para garantir a qualidade e democratizar o acesso com
políticas de inclusão social, etc.). Como fatores dificultadores existentes
na adoção de REA no ensino superior foi evidenciado o próprio
desconhecimento do termo REA e a falta de conhecimento tecnológico
do usuário, entre outros fatores mais específicos, visando o engajamento
público nos processos da pesquisa e nas decisões para a inovação de
forma responsável.

Link para download: Emmanuel Bohrer Junior

RIBEIRO, Alessandro Costa. MODELO DE RECONHECIMENTO DE PADRÕES EM IDEIAS USANDO TÉCNICAS DE DESCOBERTA DE CONHECIMENTO EM TEXTOS. Dissertação, 2018.

O processo de inovação impulsiona as organizações a se desenvolverem rapidamente e/ou sobreviverem no mercado altamente competitivo. Como primeira etapa deste processo tem-se o Front End da Inovação (FEI) que compreende a criação de ideias, identificação de oportunidades, seleção e análise destas. Trata-se de uma etapa importante no processo como um todo, de forma que pode representar o sucesso ou fracasso das organizações. Para apoiar a gestão de ideias no Front End, há uma crescente utilização de Sistemas de Gestão de Ideias, os quais buscam, organizar, coletar, enriquecer, avaliar e selecionar ideias. Contudo, ao considerar as incertezas que circundam essa etapa e a quantidade de informações não estruturadas, são indispensáveis métodos, técnicas e ferramentas para os Sistemas de Gestão de Ideias no auxílio ao ciclo de vida das ideias dentro das organizações. Desta maneira, esta dissertação possui como objetivo propor um modelo de reconhecimento de padrões em ideias amparado por técnicas de descoberta de conhecimento em texto. Para demonstração de viabilidade do modelo proposto, foi desenvolvido um protótipo para apoiar as fases de criação, enriquecimento, seleção e avaliação das ideias, e este protótipo foi aplicado no cenário da iniciativa do Senado Federal chamada de Ideia Legislativa. A partir da aplicação do modelo, identificou-se como resultado por meio da métrica do cosseno, que há um grande de número de ideias semelhantes concorrendo entre si; já por meio da classificação das ideias por temáticas pré-estabelecidas com o algoritmo de Naive Bayes, evidenciou-se que esta técnica probabilística auxilia na classificação de ideias que podem pertencer a mais de uma classe. De modo que reconhecer padrões em ideias, dados não estruturados, em busca de gerar clusters auxilia no processo de gestão desta etapa tão importante e ao incorporar as atividades do modelo no ciclo de vida das ideias, visa-se criar ideias mais robustas com a formação de redes entre colaboradores e também facilitar o trabalho dos especialistas de domínio quanto a aprovação e classificação destas ideias.

Link para download: Alessandro Costa Ribeiro

CAMPOS, Paula Assumpção. DADOS ABERTOS GOVERNAMENTAIS: DESAFIOS NA PUBLICAÇÃO. Dissertação, 2018.

No contexto de governo aberto, dados abertos representam um fator de êxito para o desenvolvimento de políticas públicas, para transparência e para o próprio serviço público. O último relatório anual da Open Government Partnership (OGP) sobre desempenho dos compromissos assumidos pelo Brasil para governo aberto, publicado em 2017, identificou que o nível de colaboração entre governo e sociedade civil melhorou. Porém, há a necessidade de compromissos mais ambiciosos que abordem prioridades nacionais, como a luta contra a corrupção. O relatório ainda complementa que a maioria dos compromissos realizados não foram transformadores, requerendo aperfeiçoamentos para que a opacidade da gestão pública seja cada vez menor. Verifica-se que no setor público estadual existem aspectos internos e externos que impedem a publicação de dados abertos. O tema da pesquisa possui como motivação a caracterização dos problemas na publicação de dados abertos governamentais estaduais a partir de diferentes aspectos sobre dados abertos. Foram delimitados sete aspectos sobre dados abertos governamentais. A pesquisa possui natureza aplicada e de abordagem quantitativa, com análises sobre questões abertas, sendo classificada como descritiva e exploratória. Adotou-se o procedimento metodológico por estudo de campo, fazendo-se uso de questionário. A escolha das instituições para aplicação do questionário se deu de forma intencional, tendo como princípio a esfera estadual, duas instituições presentes em Santa Catarina e uma no Rio de Janeiro. Na análise dos resultados obtidos, a educação surgiu como chave-mestra para soluções de problemáticas percebidas, seja através de programas de capacitação mais técnicos e operacionais, seja por meio de programas voltados para o real entendimento do significado de dados abertos governamentais e da forma como estes podem atuar positivamente em prol das instituições e da comunidade que os produz e os consome.

Link para download: Paula Assumpção Campos

COUTO, Rogéria Moreira. GOVERNANÇA NAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR: ANÁLISE DOS MECANISMOS DE GOVERNANÇA NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA À LUZ DO MODELO MULTILEVEL GOVERNANCE. Dissertação, 2018.

A presente pesquisa tem como objetivo analisar os mecanismos de governança na Universidade Federal de Santa Catarina à luz do modelo multilevel governance. Para alcançar esse objetivo foi necessário analisar as características dos diferentes modelos de governança, descrever o modelo de governança utilizado na UFSC, verificar a existência de mecanismos multilevel governance na gestão da Universidade estudada e, por fim, sistematizar e analisar os elementos e mecanismos principais que caracterizam as práticas da multilevel governance. Quanto aos procedimentos metodológicos, foi executada uma pesquisa documental, bibliográfica e de campo, cuja a unidade de observação foi a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Por meio da investigação bibliográfica realizada, observou-se que, no Brasil, estudos sobre a adoção de práticas de governança nas universidades são recentes e pouco significativos. A literatura pesquisada despontou no campo internacional, mas ainda assim, incipiente, justificando, na perspectiva acadêmica, o esforço empreendido para analisar a realidade das universidades públicas brasileiras à luz dos modelos de governança, principalmente pelo atual cenário de mudanças e desafios estruturais. Quanto à dimensão de análise do constructo multilevel governance, a grande maioria dos estudos identificados trata de sua aplicação em questões territoriais e ambientais. Particularmente no Brasil, não há estudos sobre a aplicabilidade da Multilevel Governance no âmbito universitário, o que corrobora o ineditismo deste estudo. A etapa de campo desta pesquisa, caracteriza-se por um estudo de caso, tendo como fonte de informações as entrevistas semiestruturadas realizadas com os gestores envolvidos no processo de desenvolvimento das políticas institucionais e na implementação de estratégias na UFSC. A pesquisa revelou que a Universidade já dispõem de alguns mecanismos de governança. A maioria dos gestores demonstrou que a prática existe, porém de forma não institucionalizada. Ficou evidente, no entanto, a partir dos resultados obtidos, que foram encontrados instrumentos que se referem às práticas da multilevel governance. Entretanto, em relação ao que se pretende obter na implantação de um sistema de governança compartilhada na instituição, esses instrumentos encontram-se em estágio inicial, uma vez que, apesar da reconhecida importância acerca da governança na gestão da UFSC, a discussão sobre sua evolução ainda é limitada e suas práticas ainda não estão efetivamente internalizadas pela organização.

Link para download: Rogéria M Couto

ALVAREZ, Guilherme Martins. ANÁLISE DE AGRUPAMENTOS E MINERAÇÃO DE OPINIÃO COMO SUPORTE À GESTÃO DE IDEIAS. Dissertação, 2018.

A capacidade de gerar inovações tem se estabelecido como um diferencial para o sucesso, crescimento e prosperidade das organizações. Defronte da competitividade e disputa por espaço de mercado, a capacidade de identificar ideias inovadoras tanto internamente, quanto externamente à organização, tornou-se um fator fundamental para preservar a organização no mercado. Neste sentido, a área de Gestão de Ideias compreende essa necessidade, sendo considerada o processo de coleta, análise e seleção de ideias para desenvolver produtos, serviços ou processos inovadores, ou para aprimorar os já existentes. Porém, as organizações enfrentam desafios na avaliação do grande número de ideias submetidas e seleção de ideias que possam gerar satisfação aos clientes e rentabilidade à organização. Além disso, muitas organizações não possuem métodos para avaliar as ideias submetidas e sofrem de falta de mão-de-obra especializada para realizar essa tarefa. A partir disto, este trabalho propõe um método baseado em Mineração de Opinião e na Análise de Agrupamentos como suporte à Gestão de Ideias, objetivando auxiliar o processo de análise e seleção de ideias inovadoras. Com o intuito de demonstrar a viabilidade do método proposto, foi desenvolvido um protótipo para suportar as fases de indexação, extração, polarização, agrupamento e avaliação de ideias. O protótipo foi aplicado em quatro cenários de estudo utilizando ideias coletadas na comunidade de Gestão de Ideias Ubuntu Brainstorm®. A partir da aplicação do protótipo verificou-se que agrupamentos de ideias essencialmente positivas possuem uma tendência maior a serem selecionados para implementação. Por fim, destaca-se que o método proposto neste trabalho através da integração entre as áreas de Mineração de Opinião e Análise de Agrupamentos demonstrou-se capaz de auxiliar na tomada de decisão contribuindo para o processo de análise e agrupamento de quais ideias deveriam ou não serem implementadas.

Link para download: Guilherme Alvarez