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QUEIROZ, Márcio Pinheiro. ANALISANDO A HIERARQUIA DIKW. Dissertação, 2018.

A presente dissertação faz uma análise da hierarquia DIWK – a qual inclui os conceitos de dado, informação, conhecimento e sabedoria – usando-se de uma interlocução das disciplinas da Gestão do Conhecimento com alguns aspectos da Psicanálise. A hierarquia DIKW é um elemento norteador de muitos estudos que lidam com informação e conhecimento, trata-se de tema referência e fortemente presente em áreas como gestão do conhecimento e ciências da informação. As definições dos elementos que compõem a hierarquia são das mais variadas e se mostram influenciadas tanto pelo campo de atuação, quanto pela abordagem teórica do autor que as seleciona. Este trabalho conta com uma revisão literária da hierarquia DIKW, explorando as diferentes definições dos termos da hierarquia e suas relações inerentes. Após análise extensiva das óticas acerca do fenômeno, alguns questionamentos lógicos são feitos, permeando pontos fundamentais encontrados na literatura, assim como outros que surgem no decorrer da análise. Discutem-se conceitos de realidade objetiva e subjetiva; agente do conhecimento; linguagem. Termina-se por concluir que, apesar de uma ferramenta útil para auxiliar no cotidiano das discussões do conhecimento, por simplificar a complexa abstração da temática em três ou quatro níveis bem destacados, a pirâmide acaba por não abarcar certos aspectos e elementos fundamentais do complexo do conhecimento. Um esquema geral é proposto como produto da análise e discussão, onde é esboçada uma narrativa sobre o campo do conhecimento e possíveis relações entre seus elementos.

 

Link para download: Márcio Pinheiro Queiroz

OLIVERIA, Aline Cristina Antoneli de. INOVAÇÃO SOCIAL DIGITAL: MAPAS CONCEITUAIS BASEADOS EM UMA ABORDAGEM INTEGRATIVA. Dissertação, 2018.

Há, atualmente, um grande movimento de empreendedores e inovadores da sociedade civil que está desenvolvendo soluções digitais inspiradoras para os desafios sociais. Convencionou-se denominar de inovações sociais digitais a estas novas soluções habilitadas para as TIC’s, que atendem simultaneamente a uma necessidade social mais efetivamente do que a solução existente, aumentando a capacidade dos cidadãos de agir. Ao perceber o estabelecimento de conceitos referentes à Inovação Social Digital (ISD) e ao realizar buscas iniciais sobre fundamentos que estabelecessem uma relação teórica entre a Inovação Social e a cultura digital, surgiu a necessidade de buscar um referencial que dê suporte teórico à emergente área da ISD. Inserida na área de concentração Mídia e Conhecimento do Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento (PPGEGC), na linha de Pesquisa Mídia e Disseminação do Conhecimento, a presente pesquisa objetiva, portanto, identificar referenciais teóricos que possibilitem fundamentar pesquisas em ISD, buscando compreender quais são os temas trabalhados nas publicações científicas selecionadas que tratam do assunto. Em uma abordagem integrativa de conceitos, utilizando métodos e ferramentas como revisão integrativa, análise temática e mapa conceitual, a pesquisa apresenta a convergência de temáticas referentes à Inovação Social, Inovação Digital, aspectos e comportamentos da cultura digital, que podem fundamentar teoricamente a Inovação Social Digital. Como resultados, foram estruturados mapas conceituais, que localizaram teoricamente a Inovação Social e as definições sobre Inovação Digital, como sendo termos definidores da Inovação Social Digital. Os referenciais teóricos levantados apresentaram também os aspectos da inteligência coletiva, com os comportamentos da era digital como colaboração, engajamento, cooperação e cocriação, juntamente com a infraestrutura do ciberespaço como local híbrido onde as inovações sociais digitais ocorrem. Por abordar aspectos teóricos referentes à ISD, esta pesquisa poderá contribuir com pesquisas empíricas que tratem de iniciativas sociais digitais no Brasil e no mundo.

 

Link para download: Aline Cristina

MENDES, Vanessa Nascimento. ANÁLISE DA USABILIDADE E EXPERIÊNCIA DO USUÁRIO: UM ESTUDO DE CASO DE UM CURSO DA PLATAFORMA TIM Tec. Dissertação, 2018.

MENDES, Vanessa Nascimento – Análise da usabilidade e experiência
do usuário: um estudo de caso de um curso na plataforma TIM TEC. 2018.
Dissertação (Mestrado em Engenharia e Gestão do Conhecimento) –
Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento,
Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis – Brasil, 2018.
Os MOOCs – curso online aberto e massivo, são cursos online
disponibilizados de forma massiva e geralmente gratuita para usuários.
Representam uma ferramenta importante para a educação. Neste caso
para a democratização do ensino na educação profissional e tecnológica
brasileira. Um MOOC é geralmente ofertado por meio de plataformas, e
neste modo online, é a interface que assegura a interação dos usuários
com os elementos do curso. Este trabalho propõe um estudo de caso sobre
a usabilidade e experiência do usuário no curso UX e UI Design na
plataforma MOOC TIM Tec. O objetivo dessa pesquisa é elaborar
heurísticas para a análise de usabilidade e experiência do usuário na
plataforma MOOC TIM Tec. A questão central da pesquisa que norteia
este estudo é: Quais os aspectos de usabilidade devem ser considerados
na avaliação de MOOCs?. Esta é uma pesquisa de caráter exploratóriodescritiva,
qualitativa com análise de dados na perspectiva do método
dedutivo. A técnica utilizada foi um estudo de caso. Os procedimentos
foram, uma revisão da literatura para entender melhor os conceitos de
usabilidade e a experiência dos usuários do MOOC. Elegeu-se o curso
UX e UI Design por ser da área do estudo ofertado na plataforma TIM
Tec. Neste, a interface foi avaliada por meio de um método de inspeção,
para isso elaborou-se uma avaliação heurística, que foi encaminhada e
conformada por especialistas da área. Os resultados indicam que através
da avaliação heurística pode-se observar problemas relacionados à
usabilidade que interferem na interação do usuário no MOOC TIM Tec,
que podem ser da natureza do design instrucional do curso e /ou da
plataforma TIM Tec. O elenco de heurísticas elaborado pode ser
empregado para avaliar o design instrucional de cursos e também
questões relacionadas à usabilidade de plataformas MOOC.

 

Link para download: Vanessa Nascimento

RIBAS, Armando Cardoso. DIRETRIZES PARA DESENVOLVIMENTO DE ÍCONES DIGITAIS ACESSÍVEIS AO PÚBLICO SURDO. 2018.

Atualmente a utilização de sistemas digitais de informação é um processo que muitas pessoas utilizam intensamente e estes usuários podem ser ouvintes, videntes, surdos, etc. A navegação pelo sistema ocorre acessando hiperlinks, áreas sensíveis ao toque de texto, ícones, dentre outros tipos. Portanto, o conhecimento da língua utilizada nos sistemas digitais é fundamental para uma navegação bem sucedida. Os usuários surdos essa análise semântica pode apresentar problemas, pois a ausência da audição dificulta a navegação e ocasiona confusão na escolha dos hiperlinks ou áreas sensíveis ao toque, provocada pela semelhança visual entre as palavras, como também, dificuldade na compreensão da leitura, pois os usuários fazem uma leitura randômica da tela. Identifica-se, a partir disso, a importância dos ícones para facilitar a navegabilidade em sistemas digitais. Estudos relacionados ao desenvolvimento de ícones acessíveis para usuário surdo demostram-se incompletos ou inexistentes, apresentado lacunas como: não haver diretrizes especificas que atendam as características do usuários surdo, muitas diretrizes criadas são aplicadas para desenvolvimento de ícones gráficos dentre outras, abrem espaço para esse estudo. Assim, o objetivo desse trabalho é propor e avaliar recomendações para o desenvolvimento de ícones acessíveis para surdos facilitando a compreensibilidade destes, e com isso auxiliar na navegação. Esta pesquisa, oferece um conjunto de recomendações para designers e para a criação de ícones adequados à navegação de pessoas surdas em sistemas informacionais digitais. Para tanto, este trabalho foi dividido nas seguintes etapas: a aplicação de um questionário juntamente com uma entrevista com surdos; levantamento de diretrizes existentes para desenvolvimento de ícones; teste e verificação da aplicabilidade dessas atuais diretrizes; e entrevista com grupo focal de surdos verificado quais são os principais problemas encontrados por este público quando navegam em um site ou sistema digital. Posteriormente, com base nas etapas anteriores e nas características da cultura surda, foram criadas as diretrizes que foram devidamente experimentadas junto aos
desenvolvedores de ícones, para verificar a sua aplicabilidade para a confecção de ícones para pessoas surdas. O resultado da Pesquisa mostra esse conjunto de recomendações

Link para download: Tese-Armando Ribas

CAVENAGHI, Beatriz de Araujo. O CORPO COMO MÍDIA: CÓDIGOS PARA A GESTÃO DA COMUNICAÇÃO NÃO VERBAL NO TELEJORNALISMO. Tese, 2018.

Inserida na linha de pesquisa de mídia e disseminação do conhecimento, esta tese considera que o corpo humano é uma mídia e que sua gestão pode potencializar processos de comunicação e de ensino em contextos específicos. Toma-se como objeto de estudo o corpo de apresentadores de telejornais brasileiros para investigar os códigos não verbais que caracterizam sua expressão corporal, considerando que a sistematização desses códigos contribui para melhorar os processos de aprendizagem de novos apresentadores. O objetivo da tese é sistematizar tais códigos para explicar a codificação dos elementos não verbais no telejornal e indicar sua gestão adequada. Para tanto, adota-se uma perspectiva interdisciplinar, com intersecções entre teorias da Gestão do Conhecimento, do Jornalismo e da Semiótica. A pesquisa se insere em um contexto de mudanças significativas na forma de atuação dos apresentadores e nas funções desempenhadas pelo corpo no discurso televisivo. A bancada deixou de ser o elemento principal no ambiente de apresentação e os cenários agora destacam um corpo em movimento e em constante destaque. Como problema de pesquisa, discute-se a lógica de ensino de apresentação em telejornalismo que se fundamenta na premissa da importância da notícia em detrimento das características estéticas da linguagem televisiva e que reforça a possibilidade de camuflar o corpo em favor da valorização do conteúdo da notícia. O trabalho considera, ao contrário, que a qualidade da formação para a prática da apresentação depende de estudos e conhecimentos explícitos, que descrevam e expliquem as funções do corpo no telejornalismo e que reflitam sobre os processos de significação que emergem dele. Para isso, o trabalho analisa os elementos não verbais presentes na atuação de 25 apresentadores, a partir de cinco categorias: ambiente da comunicação, aparência do comunicador, proxêmica, movimentos do corpo e paralinguagem. O corpus de análise é constituído por 15 edições de telejornais exibidos na Rede Globo de televisão em três períodos – março de 2015, maio e outubro de 2017. A análise dos códigos não verbais que interagem nesse contexto permitiu o desenvolvimento de um sistema que distingue três tipos de códigos não verbais fundamentais para a manutenção do contrato comunicativo estabelecido entre os telejornais e sua audiência: códigos da credibilidade, da atualidade e da empatia.

Download: Beatriz

FLORES, Angela Rossane Benedetto. A AFETIVIDADE COM FOCO NA APRENDIZAGEM DE PESSOAS DEFICIENTES VISUAIS. Tese, 2018

A heterogeneidade dos alunos traz a necessidade por parte dos professores de identificarem as diferenças e as peculiaridades de cada um desses alunos. Ao se tratar do aluno com deficiência o desafio é maior, pois é cada vez mais encarado como um indivíduo que aprende de uma forma diferente, visto que não há nada que “compense” a falta da visão, sendo que a descrição por meio das palavras muitas vezes pode ser insuficiente mas de outro lado, o seu excesso pode conduzir à confusão. Através metodologias e estratégias pedagógicas é possível reduzir significativamente a interferência negativa da deficiência na sua capacidade de aprender e no seu processo de desenvolvimento, pois é necessário integrar o aluno deficiente no contexto escolar ressaltando as suas potencialidades. Embora a aprendizagem de pessoas deficientes visuais venha recebendo atenção crescente nas últimas décadas, pouco se tem encontrado quando a temática é a afetividade na aprendizagem destes alunos. Este trabalho buscou estudar a influência da afetividade na relação professor/aluno e sua interferência no processo de aprendizagem do aluno deficiente visual. Nessa perspectiva, a pesquisa apoiou-se na teoria de Henri Wallon, sobre o desenvolvimento humano, a qual concebe a dimensão afetiva como conceito fundamental da sua teoria psicogenética da aprendizagem. O presente estudo teve como objetivo detectar a influência da afetividade na aprendizagem de alunos deficientes visuais, e as TICS como suporte do processo. Nesse trabalho utilizou-se o conceito de deficiente visual do Instituto Benjamin Constant, que incluem cegos e indivíduos com visão reduzida. Esta é uma pesquisa aplicada e quanto aos seus objetivos é exploratória. Este trabalho compreendeu três fases: 1- A revisão sistemática da literatura (RSL) como aporte teórico. 2- coleta de dados através da pesquisa de campo com alunos deficientes visuais do 6º ano do ensino fundamental ao 3ºano do ensino médio da rede pública de ensino do estado de Santa Catarina das regiões de Jaraguá do Sul, Itajaí, Blumenau, Florianópolis, Joinville, e com seus professores. Através da entrevista estruturada, identificou-se o perfil dos entrevistados; as barreiras encontradas para a aprendizagem e a influencia que a afetividade traz ao ensino-aprendizagem. Averiguou-se também, a interação entre professor/aluno e aluno/aluno, além da interferência das TICs no processo de aprendizagem. Pela análise das entrevistas verificou-se preocupação, por parte dos professores, ao saber que receberiam alunos deficientes visuais em suas turmas, pois somente dois professores receberam capacitação para trabalhar com alunos deficientes visuais. Salientaram, ainda, que a
falta de materiais e equipamentos adequados é uma das maiores barreiras para o ensino desses alunos. Com relação aos estudantes a motivação e o entusiasmo do professor, ao explicar algo, geram motivação e interesse em relação ao conteúdo ensinado. Os alunos foram unânimes em afirmar que gostam de conversar com os professores, sendo que a maioria gosta de tirar duvidas e conversar sobre os conteúdos ensinados. Para os alunos o respeito é muito importante, e o bom relacionamento entre professor e aluno se dá através da compreensão e da paciência do professor 3- Através da triangulação dos dados, cruzou-se a teoria com as respostas da pesquisa de campo e o discurso do sujeito coletivo. Pode-se observar através do cruzamento do referencial teórico e da pesquisa de campo que a afetividade possui a mesma influencia quer seja o aluno deficiente visual ou quer seja um vidente. Por fim foram propostas cinco contribuições considerando a afetividade, como facilitador ao trabalho dos professores no que refere a aprendizagem de alunos deficientes visuais utilizando as TICS como suporte do processo.

Link para download: Angela Flores

GOLFETTO, Ildo Francisco. Modelo de curadoria aplicada à sinalização digital de interface gráfica para visualização de dados de produções acadêmicas. Tese, 2018.

O trabalho traça um panorama do excesso de informação na
web e procura apontar como a sinalização digital, apoiada na
curadoria de informação, pode ser útil no atual contexto com
vistas a valorizar a informação acadêmica, dando visibilidade
às informações e possibilitando a disseminação do conhecimento.
Além disso, traz algumas das especificidades relativas
à interface gráfica e a navegação na web. Através de uma
pesquisa bibliográfica e exploratória preocupa-se em buscar
processos de curadoria digital, design da informação, de design
de usabilidade e de design de sinalização, que serão usadas
a posteriori para formular um método que serve como
premissa para a curadoria aplicada à sinalização digital na implementação
uma interface gráfica para visualização de dados
de produções acadêmicas. O estudo faz o uso das técnicas
qualitativas de entrevistas individuais e de grupos focais que
serviram para o levantamento dos dados necessários à avaliação
da interface gráfica do Banco de Teses e Dissertações do
Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento
(PPG EGC) – que embasa as conclusões dessa
pesquisa. A partir das metodologias e processos identificados
na bibliografia pesquisada e dos apontamentos dos grupos focais
desenvolveu-se um modelo de curadoria aplicada à sinalização
digital, para elaboração de interfaces gráficas com ênfase
na visualização de informações. Por fim, conclui-se que os
objetivos foram atendidos e considera-se que são feitas três
entregas ao final desta tese: um modelo, que inclui uma proposta
de classificação de informação, um método de design
para interfaces gráficas de repositórios acadêmicos. O modelo
pode ser usado em outros contextos, pois possibilita aos usuários
encontrar mais facilmente conteúdos de interesse em um
repositório acadêmico e promove a preservação e disseminação
do conhecimento científico depositado.

Link para download: Ildo Golfetto

 

GONÇALVES, Sicilia Vechi. FLUXOS DE INFORMAÇÃO PARA A CRIAÇÃO DO CONHECIMENTO EM CURADORIA DE CONTEÚDO: ESTUDO DE CASO DO PROGRAMA CÓMO VAMOS. Dissertação, 2018.

A necessidade de auto-orientação do ser humano, em meio ao excesso de dados disponibilizados na web, e o desafio de encontrar informações relevantes e com significado conquistam a atenção de organizações e redes para métodos de organização e consumo de informação, como a Curadoria de Conteúdo. A prática envolve um conjunto de atividades de identificação, seleção, validação, organização, descrição, manutenção e preservação de artefatos para fornecer conteúdo baseado na web, como tópicos e recursos em que uma comunidade específica vê valor. A Curadoria de Conteúdo potencializa a criação de conhecimento, dinâmica da inovação em cenários de transição permanente. Observada sob o modelo conceitual de Espaço Informativo de Boisot, a prática baseia-se em atos de codificação, abstração e difusão, em um ciclo de aprendizagem social com tecnologias, processos e pessoas para gerar soluções. O modelo de Boisot propõe a criação do conhecimento não como produto final, mas como um processo evidenciado nas etapas do ciclo. O objetivo deste estudo foi propor um constructo teórico com base em Curadoria de Conteúdo, sob uma perspectiva integrada de fluxo de informação e gestão do conhecimento para a criação do conhecimento. A partir de revisões integrativa e exploratória de literatura, caracterizou-se a Curadoria de Conteúdo e suas etapas, foram identificados os ativos envolvendo a ação humana e fez-se interrelação com as fases de Criação do Conhecimento Organizacional e o Ciclo da Aprendizagem Social, presente no modelo conceitual de Espaço Informativo. O constructo teórico resultante é decomponível em 22 subcategorias de análise e constitui-se de seis etapas, resumidas em Coleção de dados, atribuindo-lhes identidade de conjunto; Esboço conceitual, para organização, priorização e legitimação dos dados; Generalização para contextos, buscando-se o maior nível de abstração possível ao público determinado; Compartilhamento segmentado, estabelecendo-se métricas de audiência, uso da informação, difusão e monitoramento de conteúdo; Ativação da interação, por abertura de canais, monitoramento e convite ao debate; e Percepção de resultado, por coleta de respostas para absorção e reinserção em novos contextos. O constructo teórico foi aplicado a uma organização social que realiza curadoria, pelo estudo de caso único integrado da rede colombiana Cómo Vamos, temática sobre qualidade de vida. A aplicação em cinco unidades da rede foi viabilizada por entrevistas com coordenadores de Comunicação. A análise mostrou convergência das 22 subcategorias teóricas com o caso, com sete subcategorias totalmente convergentes e 15
com o acréscimo de descobertas. A aplicação viabilizou como novo conhecimento um compêndio de aspectos operacionais e práticos para potencializar criação de conhecimento em Curadoria de Conteúdo. O constructo teórico abre caminho para se consolidar um futuro modelo voltado à gestão de conteúdo em ambiente digital.

Link para download: Sicilia Vechi Gonçalves

JÚNIOR, Emmanuel Bohrer. FATORES FACILITADORES E DIFICULTADORES NA ADOÇÃO DE RECURSOS EDUCACIONAIS ABERTOS NO ENSINO SUPERIOR. Dissertação, 2018.

Recursos educacionais abertos (REA) são recursos disponibilizados
gratuitamente ao público para fins educativos, com uso de licenças
abertas e respeito à propriedade intelectual, disponibilizados de tal forma
que eles possam ser usados, compartilhados e modificados livremente.
Eles têm um impacto significativo na educação superior e são
potencialmente úteis na democratização e disseminação da informação e
do conhecimento. No entanto, a adoção de REA não tem tido abrangência
mundial, e existem vários obstáculos e barreiras que ainda impedem a sua
expansão. O presente trabalho identifica e analisa quais os fatores
facilitadores e dificultadores na adoção destes REA no ensino superior,
desde a criação até a disseminação e aplicação do conhecimento pelo
usuário, nas diferentes mídias. Para tanto, foi realizada uma pesquisa
qualitativa, exploratória, com levantamento bibliográfico da literatura,
por meio de revisão sistemática, nas bases de dados WOS, Scopus e
SciELO, sendo integralizados outros documentos, constantes em sites,
blogs, filmagem de entrevistas, de autores e instituições de renome
nacional e internacional. Como resultados obtidos na pesquisa foram
levantados requisitos necessários para padronização dos critérios de
qualidade (acessibilidade, usabilidade, reutilização, etc.); iniciativas e
experiências em REA no ensino superior (BIOÉ, MIRA, Portal do
Professor, etc.); o uso de sistemas de gerenciamento de aprendizagem
com código aberto (Moodle, Sakai, LearnPress, etc.); a criação dos
repositórios (IBICT, Portal e-Unicamp, UnisulVirtual, etc.); fatores
intervenientes nos REA, tais como: fatores sociais e de governo
(responsabilidade pela qualidade, bem como para relevância social,
cultural e linguística da educação e pelos padrões de qualificações
fornecidos em seu nome, etc.), tecnológicos (Web 2.0, Web 3.0 – web
semântica, a Web 4.0 – rede móvel e sem fio, Web 5.0 – rede sensorialemotiva,
etc.), econômicos (investimento em programas de formação,
com o intuito de que professores e estudantes possam se apropriar da
função de produtores de materiais educacionais, etc.) e legais (criar
mecanismos para garantir a qualidade e democratizar o acesso com
políticas de inclusão social, etc.). Como fatores dificultadores existentes
na adoção de REA no ensino superior foi evidenciado o próprio
desconhecimento do termo REA e a falta de conhecimento tecnológico
do usuário, entre outros fatores mais específicos, visando o engajamento
público nos processos da pesquisa e nas decisões para a inovação de
forma responsável.

Link para download: Emmanuel Bohrer Junior