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CAVENAGHI, Beatriz de Araujo. O CORPO COMO MÍDIA: CÓDIGOS PARA A GESTÃO DA COMUNICAÇÃO NÃO VERBAL NO TELEJORNALISMO. Tese, 2018.

Inserida na linha de pesquisa de mídia e disseminação do conhecimento, esta tese considera que o corpo humano é uma mídia e que sua gestão pode potencializar processos de comunicação e de ensino em contextos específicos. Toma-se como objeto de estudo o corpo de apresentadores de telejornais brasileiros para investigar os códigos não verbais que caracterizam sua expressão corporal, considerando que a sistematização desses códigos contribui para melhorar os processos de aprendizagem de novos apresentadores. O objetivo da tese é sistematizar tais códigos para explicar a codificação dos elementos não verbais no telejornal e indicar sua gestão adequada. Para tanto, adota-se uma perspectiva interdisciplinar, com intersecções entre teorias da Gestão do Conhecimento, do Jornalismo e da Semiótica. A pesquisa se insere em um contexto de mudanças significativas na forma de atuação dos apresentadores e nas funções desempenhadas pelo corpo no discurso televisivo. A bancada deixou de ser o elemento principal no ambiente de apresentação e os cenários agora destacam um corpo em movimento e em constante destaque. Como problema de pesquisa, discute-se a lógica de ensino de apresentação em telejornalismo que se fundamenta na premissa da importância da notícia em detrimento das características estéticas da linguagem televisiva e que reforça a possibilidade de camuflar o corpo em favor da valorização do conteúdo da notícia. O trabalho considera, ao contrário, que a qualidade da formação para a prática da apresentação depende de estudos e conhecimentos explícitos, que descrevam e expliquem as funções do corpo no telejornalismo e que reflitam sobre os processos de significação que emergem dele. Para isso, o trabalho analisa os elementos não verbais presentes na atuação de 25 apresentadores, a partir de cinco categorias: ambiente da comunicação, aparência do comunicador, proxêmica, movimentos do corpo e paralinguagem. O corpus de análise é constituído por 15 edições de telejornais exibidos na Rede Globo de televisão em três períodos – março de 2015, maio e outubro de 2017. A análise dos códigos não verbais que interagem nesse contexto permitiu o desenvolvimento de um sistema que distingue três tipos de códigos não verbais fundamentais para a manutenção do contrato comunicativo estabelecido entre os telejornais e sua audiência: códigos da credibilidade, da atualidade e da empatia.

Download: Beatriz

FLORES, Angela Rossane Benedetto. A AFETIVIDADE COM FOCO NA APRENDIZAGEM DE PESSOAS DEFICIENTES VISUAIS. Tese, 2018

A heterogeneidade dos alunos traz a necessidade por parte dos professores de identificarem as diferenças e as peculiaridades de cada um desses alunos. Ao se tratar do aluno com deficiência o desafio é maior, pois é cada vez mais encarado como um indivíduo que aprende de uma forma diferente, visto que não há nada que “compense” a falta da visão, sendo que a descrição por meio das palavras muitas vezes pode ser insuficiente mas de outro lado, o seu excesso pode conduzir à confusão. Através metodologias e estratégias pedagógicas é possível reduzir significativamente a interferência negativa da deficiência na sua capacidade de aprender e no seu processo de desenvolvimento, pois é necessário integrar o aluno deficiente no contexto escolar ressaltando as suas potencialidades. Embora a aprendizagem de pessoas deficientes visuais venha recebendo atenção crescente nas últimas décadas, pouco se tem encontrado quando a temática é a afetividade na aprendizagem destes alunos. Este trabalho buscou estudar a influência da afetividade na relação professor/aluno e sua interferência no processo de aprendizagem do aluno deficiente visual. Nessa perspectiva, a pesquisa apoiou-se na teoria de Henri Wallon, sobre o desenvolvimento humano, a qual concebe a dimensão afetiva como conceito fundamental da sua teoria psicogenética da aprendizagem. O presente estudo teve como objetivo detectar a influência da afetividade na aprendizagem de alunos deficientes visuais, e as TICS como suporte do processo. Nesse trabalho utilizou-se o conceito de deficiente visual do Instituto Benjamin Constant, que incluem cegos e indivíduos com visão reduzida. Esta é uma pesquisa aplicada e quanto aos seus objetivos é exploratória. Este trabalho compreendeu três fases: 1- A revisão sistemática da literatura (RSL) como aporte teórico. 2- coleta de dados através da pesquisa de campo com alunos deficientes visuais do 6º ano do ensino fundamental ao 3ºano do ensino médio da rede pública de ensino do estado de Santa Catarina das regiões de Jaraguá do Sul, Itajaí, Blumenau, Florianópolis, Joinville, e com seus professores. Através da entrevista estruturada, identificou-se o perfil dos entrevistados; as barreiras encontradas para a aprendizagem e a influencia que a afetividade traz ao ensino-aprendizagem. Averiguou-se também, a interação entre professor/aluno e aluno/aluno, além da interferência das TICs no processo de aprendizagem. Pela análise das entrevistas verificou-se preocupação, por parte dos professores, ao saber que receberiam alunos deficientes visuais em suas turmas, pois somente dois professores receberam capacitação para trabalhar com alunos deficientes visuais. Salientaram, ainda, que a
falta de materiais e equipamentos adequados é uma das maiores barreiras para o ensino desses alunos. Com relação aos estudantes a motivação e o entusiasmo do professor, ao explicar algo, geram motivação e interesse em relação ao conteúdo ensinado. Os alunos foram unânimes em afirmar que gostam de conversar com os professores, sendo que a maioria gosta de tirar duvidas e conversar sobre os conteúdos ensinados. Para os alunos o respeito é muito importante, e o bom relacionamento entre professor e aluno se dá através da compreensão e da paciência do professor 3- Através da triangulação dos dados, cruzou-se a teoria com as respostas da pesquisa de campo e o discurso do sujeito coletivo. Pode-se observar através do cruzamento do referencial teórico e da pesquisa de campo que a afetividade possui a mesma influencia quer seja o aluno deficiente visual ou quer seja um vidente. Por fim foram propostas cinco contribuições considerando a afetividade, como facilitador ao trabalho dos professores no que refere a aprendizagem de alunos deficientes visuais utilizando as TICS como suporte do processo.

Link para download: Angela Flores

GOLFETTO, Ildo Francisco. Modelo de curadoria aplicada à sinalização digital de interface gráfica para visualização de dados de produções acadêmicas. Tese, 2018.

O trabalho traça um panorama do excesso de informação na
web e procura apontar como a sinalização digital, apoiada na
curadoria de informação, pode ser útil no atual contexto com
vistas a valorizar a informação acadêmica, dando visibilidade
às informações e possibilitando a disseminação do conhecimento.
Além disso, traz algumas das especificidades relativas
à interface gráfica e a navegação na web. Através de uma
pesquisa bibliográfica e exploratória preocupa-se em buscar
processos de curadoria digital, design da informação, de design
de usabilidade e de design de sinalização, que serão usadas
a posteriori para formular um método que serve como
premissa para a curadoria aplicada à sinalização digital na implementação
uma interface gráfica para visualização de dados
de produções acadêmicas. O estudo faz o uso das técnicas
qualitativas de entrevistas individuais e de grupos focais que
serviram para o levantamento dos dados necessários à avaliação
da interface gráfica do Banco de Teses e Dissertações do
Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento
(PPG EGC) – que embasa as conclusões dessa
pesquisa. A partir das metodologias e processos identificados
na bibliografia pesquisada e dos apontamentos dos grupos focais
desenvolveu-se um modelo de curadoria aplicada à sinalização
digital, para elaboração de interfaces gráficas com ênfase
na visualização de informações. Por fim, conclui-se que os
objetivos foram atendidos e considera-se que são feitas três
entregas ao final desta tese: um modelo, que inclui uma proposta
de classificação de informação, um método de design
para interfaces gráficas de repositórios acadêmicos. O modelo
pode ser usado em outros contextos, pois possibilita aos usuários
encontrar mais facilmente conteúdos de interesse em um
repositório acadêmico e promove a preservação e disseminação
do conhecimento científico depositado.

Link para download: Ildo Golfetto

 

GONÇALVES, Sicilia Vechi. FLUXOS DE INFORMAÇÃO PARA A CRIAÇÃO DO CONHECIMENTO EM CURADORIA DE CONTEÚDO: ESTUDO DE CASO DO PROGRAMA CÓMO VAMOS. Dissertação, 2018.

A necessidade de auto-orientação do ser humano, em meio ao excesso de dados disponibilizados na web, e o desafio de encontrar informações relevantes e com significado conquistam a atenção de organizações e redes para métodos de organização e consumo de informação, como a Curadoria de Conteúdo. A prática envolve um conjunto de atividades de identificação, seleção, validação, organização, descrição, manutenção e preservação de artefatos para fornecer conteúdo baseado na web, como tópicos e recursos em que uma comunidade específica vê valor. A Curadoria de Conteúdo potencializa a criação de conhecimento, dinâmica da inovação em cenários de transição permanente. Observada sob o modelo conceitual de Espaço Informativo de Boisot, a prática baseia-se em atos de codificação, abstração e difusão, em um ciclo de aprendizagem social com tecnologias, processos e pessoas para gerar soluções. O modelo de Boisot propõe a criação do conhecimento não como produto final, mas como um processo evidenciado nas etapas do ciclo. O objetivo deste estudo foi propor um constructo teórico com base em Curadoria de Conteúdo, sob uma perspectiva integrada de fluxo de informação e gestão do conhecimento para a criação do conhecimento. A partir de revisões integrativa e exploratória de literatura, caracterizou-se a Curadoria de Conteúdo e suas etapas, foram identificados os ativos envolvendo a ação humana e fez-se interrelação com as fases de Criação do Conhecimento Organizacional e o Ciclo da Aprendizagem Social, presente no modelo conceitual de Espaço Informativo. O constructo teórico resultante é decomponível em 22 subcategorias de análise e constitui-se de seis etapas, resumidas em Coleção de dados, atribuindo-lhes identidade de conjunto; Esboço conceitual, para organização, priorização e legitimação dos dados; Generalização para contextos, buscando-se o maior nível de abstração possível ao público determinado; Compartilhamento segmentado, estabelecendo-se métricas de audiência, uso da informação, difusão e monitoramento de conteúdo; Ativação da interação, por abertura de canais, monitoramento e convite ao debate; e Percepção de resultado, por coleta de respostas para absorção e reinserção em novos contextos. O constructo teórico foi aplicado a uma organização social que realiza curadoria, pelo estudo de caso único integrado da rede colombiana Cómo Vamos, temática sobre qualidade de vida. A aplicação em cinco unidades da rede foi viabilizada por entrevistas com coordenadores de Comunicação. A análise mostrou convergência das 22 subcategorias teóricas com o caso, com sete subcategorias totalmente convergentes e 15
com o acréscimo de descobertas. A aplicação viabilizou como novo conhecimento um compêndio de aspectos operacionais e práticos para potencializar criação de conhecimento em Curadoria de Conteúdo. O constructo teórico abre caminho para se consolidar um futuro modelo voltado à gestão de conteúdo em ambiente digital.

Link para download: Sicilia Vechi Gonçalves

JÚNIOR, Emmanuel Bohrer. FATORES FACILITADORES E DIFICULTADORES NA ADOÇÃO DE RECURSOS EDUCACIONAIS ABERTOS NO ENSINO SUPERIOR. Dissertação, 2018.

Recursos educacionais abertos (REA) são recursos disponibilizados
gratuitamente ao público para fins educativos, com uso de licenças
abertas e respeito à propriedade intelectual, disponibilizados de tal forma
que eles possam ser usados, compartilhados e modificados livremente.
Eles têm um impacto significativo na educação superior e são
potencialmente úteis na democratização e disseminação da informação e
do conhecimento. No entanto, a adoção de REA não tem tido abrangência
mundial, e existem vários obstáculos e barreiras que ainda impedem a sua
expansão. O presente trabalho identifica e analisa quais os fatores
facilitadores e dificultadores na adoção destes REA no ensino superior,
desde a criação até a disseminação e aplicação do conhecimento pelo
usuário, nas diferentes mídias. Para tanto, foi realizada uma pesquisa
qualitativa, exploratória, com levantamento bibliográfico da literatura,
por meio de revisão sistemática, nas bases de dados WOS, Scopus e
SciELO, sendo integralizados outros documentos, constantes em sites,
blogs, filmagem de entrevistas, de autores e instituições de renome
nacional e internacional. Como resultados obtidos na pesquisa foram
levantados requisitos necessários para padronização dos critérios de
qualidade (acessibilidade, usabilidade, reutilização, etc.); iniciativas e
experiências em REA no ensino superior (BIOÉ, MIRA, Portal do
Professor, etc.); o uso de sistemas de gerenciamento de aprendizagem
com código aberto (Moodle, Sakai, LearnPress, etc.); a criação dos
repositórios (IBICT, Portal e-Unicamp, UnisulVirtual, etc.); fatores
intervenientes nos REA, tais como: fatores sociais e de governo
(responsabilidade pela qualidade, bem como para relevância social,
cultural e linguística da educação e pelos padrões de qualificações
fornecidos em seu nome, etc.), tecnológicos (Web 2.0, Web 3.0 – web
semântica, a Web 4.0 – rede móvel e sem fio, Web 5.0 – rede sensorialemotiva,
etc.), econômicos (investimento em programas de formação,
com o intuito de que professores e estudantes possam se apropriar da
função de produtores de materiais educacionais, etc.) e legais (criar
mecanismos para garantir a qualidade e democratizar o acesso com
políticas de inclusão social, etc.). Como fatores dificultadores existentes
na adoção de REA no ensino superior foi evidenciado o próprio
desconhecimento do termo REA e a falta de conhecimento tecnológico
do usuário, entre outros fatores mais específicos, visando o engajamento
público nos processos da pesquisa e nas decisões para a inovação de
forma responsável.

Link para download: Emmanuel Bohrer Junior

LIRA, Cristiane da Silva Coimbra. A TECNOLOGIA DIGITAL COMO FERRAMENTA PARA INOVAÇÃO SOCIAL, NO CONTEXTO DE UMA ORGANIZAÇÃO PARA IMPACTO SOCIAL. Dissertação, 2018.

Os temas relacionados a inovação social e tecnologia digital têm despertado, nas últimas décadas, a atenção de pesquisadores nas mais diversas áreas de conhecimento no Brasil e no mundo. Tais inovações têm como objetivo a busca por alternativas e soluções para questões sociais e ambientais. Esta pesquisa analisa a tecnologia digital como ferramenta para inovação social, no contexto da Social Good Brasil, uma organização localizada na cidade de Florianópolis. Esta é uma organização com iniciativas que apoiam e conectam indivíduos e organizações para o uso da tecnologia contribuir com a solução de problemas da sociedade. Trata-se de um programa atuante no apoio a empreendedores para desenhar e validar ideias que usam tecnologias para impacto social. Para tanto, esta pesquisa caracteriza-se como qualitativa, adotando-se como método o estudo de caso, com coletas dados, documentos e seleção. Na fundamentação teórica buscou-se os pressupostos referentes à inovação social e ao uso da tecnologia digital, como o uso das TIC, redes online e outras ferramentas digitais para apoiar e/ou habilitar a inovação social, cujos objetivos são a promoção da mudança social. Identificou-se as tecnologias utilizadas nas práticas de inovação social na literatura, com uma revisão em bases de dados, para em seguida descrever o uso das tecnologias digitais e verificar as relações de redes de inovação na organização em estudo. Verificou-se uma intensa utilização da tecnologia digital utilizadas para solucionar problemas urgentes da sociedade, como novas mídias e redes de colaboração e disseminação desse conhecimento. Pode-se verificar, ainda, as tecnologias atuais que estão sendo implementadas na SGB para resolução de problemas sociais como: utilização de redes sociais e aplicativos para smartphone (WhatsApp, Facebook. por exemplo), desenvolvimento de hardware e software, realidade virtual, inteligência artificial, big data, criando redes online de pessoas e conhecimento.

Link para download: Cristiane da Silva Coimbra Lira

BINDA, Renan de Paula. ARTEFATO PARA REPRESENTAÇÃO INTERATIVA DE DIRETRIZES PARA PRODUÇÃO DE MATERIAL EDUCACIONAL ACESSÍVEL. Dissertação, 2018.

Este trabalho apresenta um artefato para representação interativa de diretrizes voltadas à produção de material educacional acessível. O artefato corresponde a um conjunto de orientações cuja abordagem centra-se no usuário e nos processos interativos. Aborda também a dimensão estética e comunicacional para projetação de estruturas dinâmicas e interativas. Para sua elaboração buscou-se conhecer a respeito da Visualização do Conhecimento e suas formas de aplicação, que por explorar a capacidade cognitiva dos indivíduos, através de representações visuais, tem sido utilizada para transferir e disseminar conhecimento. Esta pesquisa é qualitativa e propositiva e faz uma abordagem abdutiva, com inferências criativas, visando uma aplicação prática e pragmática. Para tanto, os métodos adotados foram: revisão sistemática da literatura sobre a visualização do conhecimento e através dela identificou-se o modelo proposto por Burkhard (2005) que traz um sistema de comunicação construtivo a partir da visão de mundo dos usuários. Este modelo considera a interatividade e os processos de interação entre usuário-sistema. Desta forma, o artefato foi elaborado com base no modelo de Burkhard (2005) e aplicado nas diretrizes proposta pela pesquisadora Macedo (2010) do Laboratório de Mídias e Inclusão Social (LAMID). Essas diretrizes levam os desenvolvedores de material educacional a construir objetos de aprendizagem acessíveis. Para aproximar as diretrizes do modelo mental dos usuários buscou-se adequá-las ao ambiente das organizações e dos indivíduos. Portanto, através do artefato, as diretrizes de recomendação de Macedo (2010) foram traduzidas em aplicativo mobile direcionado a dispositivos com sistema operacional Android. Com o aplicativo os usuários podem obter uma nova experiência na apropriação das recomendações e, além de adotar boas práticas, promover ações inclusivas e proporcionando formas igualitárias de acesso ao conhecimento. Em conclusão, ressalta-se o potencial apresentado pelo artefato a partir de sua estratégia de aplicação que pode ser expandida para outras diretrizes.

Link para download: Renan de Paula Binda

QUINAUD, Adriana Landim. REDE SOCIAL EMPRESARIAL – UMA PROPOSTA DE ABORDAGEM INTERDISCIPLINAR, MULTITEÓRICA E INTEGRATIVA. Dissertação, 2018.

Entre as Tecnologias da Informação e Comunicação estão as
ferramentas da web 2.0, as tecnologias colaborativas, as mídias
sociais e a rede social empresarial (RSE), cada vez mais adotada
pelas organizações. Este estudo mapeou como as teorias científicas
discutem diferentes facetas do fenômeno RSE. Com o objetivo de
fornecer um estudo que organize parte do conhecimento existente
na interseção de estudos de mídia e ciência da rede. Servindo como
um mapa do campo, destina-se a pensar em múltiplos domínios
teóricos, nos vários níveis de análise e em diversos tipos de
vínculos envolvidos em uma perspectiva relacional sobre a RSE
preenchendo as lacunas na literatura existente. A revisão
bibliográfica revelou 15 teorias com origem em diferentes áreas do
conhecimento, principalmente em áreas das Ciências Humanas
como psicologia, sociologia, antropologia e comunicação. Entre
essas teorias, quatro foram selecionadas para compor a proposta de
uma abordagem interdisciplinar, multiteórica e integrativa que
apresenta a RSE em suas diferentes e interligadas facetas. A teoria
do Capital Social é comumente mencionada nas pesquisas sobre a
RSE e analisa a capacidade da rede de ligar as pessoas entre si com
ênfase em duas perspectivas: o capital social de ponte e o capital
social de ligação. A teoria da Affordance vem sendo utilizada por
pesquisadores para estudar a relação entre as novas tecnologias e
as práticas sociais encontrando utilidade em seu conceito para
ajudar a explicar por que as pessoas que usam a mesma tecnologia
podem se envolver em práticas de comunicação e de trabalho
semelhantes e diferentes. Nesse contexto específico, essa teoria
analisa os recursos que a RSE oferece (visibilidade, persistência,
editabilidade e associação). Para analisar um dos principias
desafios para o sucesso da RSE devido à dependência do conteúdo
gerado pelo usuário, a motivação para participar é analisada
através da teoria da Troca Social que investiga fatores de
benefícios e de custos fornecendo uma compreensão mais
completa de por que os usuários espreitam ou postam. Por fim, um
dos principais desafios das organizações em geral, a localização da
expertise é analisada pela teoria da Memória Transativa que aborda
questões sobre a memória coletiva no ambiente de trabalho, a
localização de especialistas em tempo real e a precisão do
metaconhecimento. As quatro teorias analisadas não esgotam as
possíveis bases teóricas para a conceitualização de distintas e
interligadas facetas entre potenciais e desvantagens da RSE, mas
se mostraram de fato apropriadas para explicar importantes
processos organizacionais na busca de uma visão mais integral
desse fenômeno. Nesse sentido, por fim, é apresentado o Mapa
Conceitual do estudo com os principais conceitos-chave
relacionados às quatro teorias e suas interconexões no intuito de
ajudar a criar uma melhor compreensão da integração existente
entre elas e servir de instrumento para estatuir o conhecimento
criado.

Link para download: Adriana Landim Quinaud

ARRIVABENE, Rafael Mariano Caetano. CARACTERÍSTICAS DA DISSEMINAÇÃO DE CONHECIMENTO SOCIOCULTURAL EM JOGOS DIGITAIS. Dissertação, 2017.

Jogos são uma das formas de entretenimento mais características e lucrativas da atualidade. São meios de comunicação que reúnem em si linguagens audiovisuais, verbais e de interação, compondo mensagens multimodais. A interação dos usuários com o produto é condicionada por suas regras, que em última análise são a linguagem que define essa mídia. Em jogos analógicos, é necessário que os jogadores saibam as regras para pô-las em prática. Já em jogos digitais, as regras funcionam automaticamente, atualizando o sistema como se fossem leis da natureza. As simulações realistas encontradas em jogos de alto orçamento apresentam mundos de fantasia como se fossem naturais e espontâneos, em vez de meticulosamente planejados. Isso reforça seu poder persuasivo. Game Designers comunicam ideias e saberes ao articular diversas mídias com as regras que elaboram. Esta pesquisa investiga as características desta comunicação baseada em regras e como ela pode disseminar visões de mundo e valores culturais. Com o objetivo de identificar conhecimentos socioculturais em jogos e relacioná-los às regras que os transmitem, foi selecionado um método de análise do discurso social em videogames e este aplicado sobre uma amostragem de seis jogos digitais premiados. As análises descrevem como as regras dos jogos configuram e propõem um tipo de conhecimento cultural. Os resultados preliminares foram submetidos à opinião de especialistas através do método Delphi. Como resultados, além da descrição das relações possíveis, foi possível propor uma extensão ao método utilizado. Considera-se ao final que a definição das regras de interação e de comportamento dos sistemas simulados em um jogo, induz associações simbólicas que possibilitam a disseminação de conhecimentos implícitos e pressupostos sobre como tais sistemas funcionam ou poderiam funcionar.

Link para download: Rafael Arrivabene