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PANISSON, César. Políticas Públicas que Subsidiam o Desenvolvimento de Empresas de Base Tecnológica: Um Estudo de Multicasos. Dissertação, 2017.

O novo modelo econômico, baseado no conhecimento, traz a inovação
como principal aspecto de valor para o desenvolvimento social e
econômico de uma nação ou região. Nesse sentido, os Sistemas
Nacionais e Regionais de Inovação buscam constituir uma estrutura com
mecanismos que contribuem para o desenvolvimento da inovação,
através de políticas públicas de fomento e incentivo, além de integrar os
agentes públicos e privados. Dessa forma, os mecanismos de fomento
têm importante papel no desenvolvimento de Empresas de Base
Tecnológica que, por sua vez, tem a inovação como principal fator
estratégico. Este estudo tem como objetivo analisar as Políticas Públicas
que contribuem para o processo de inovação e de desenvolvimento de
Empresas de Base Tecnológica. Para atingir o objetivo proposto,
realizou-se um estudo qualitativo de cunho bibliográfico, exploratório e
descritivo. Para coleta de dados empíricos, foi realizado um estudo de
multicasos e aplicada entrevista semiestruturada, o que subsidiou a
análise de conteúdo categorial. Como resultado pode-se verificar que o
Sistema Nacional de Inovação (SNI) brasileiro possui uma diversidade
de mecanismos que subsidiam a inovação, o que contribui para o
desenvolvimento das Empresas de Base Tecnologica, no qual pode-se
citar os recursos não-reembolsáveis, os benefícios fiscais juntamente
com os dispositivos legais de incentivos, e programas de capacitação
gerencial. Porém, para maior efetividade na aplicação dos
investimentos, o SNI ainda carece de maior dinamismo e articulação
com o sistema produtivo para seu amadurecimento e eficiência de suas
políticas.

Link para Download: César Panisson

GRAMKOW, Fabiana Bohm. Liderança Complexa em uma Equipe de Desenvolvimento de Software. Tese, 2017.

Os estudos sobre liderança vêm se desenvolvendo e aprimorando conforme as necessidades e desafios organizacionais, bem como imbricando com outros assuntos correlatos e formando novas discussões e construções teóricas. Uma dessas construções refere-se à Teoria da Liderança Complexa (TLC). Esta teoria mostra que a dinâmica da complexidade representa uma nova forma de pensar a teoria da liderança. Utiliza como base a relação e interação entre os elementos: (a) sistemas adaptativos complexos; (b) comportamento de interação, correlação e imprevisibilidade; (c) dinâmica da emergência; (d) funções administrativa, adaptativa e promotora, para explicar o processo de liderança no contexto organizacional. Esse processo, sob a ótica da TLC, demonstra que a ciência da complexidade afasta as noções burocráticas de controle e previsibilidade para aproximar-se da percepção de uma liderança em rede, complexa, adaptativa e não linear, uma liderança como processo interativo, que emerge no contexto e na história. As organizações possuem algum grau de complexidade, em função das características do ambiente onde estão inseridas. As organizações inseridas em ambientes de mudança constante, rápida inovação e alta competitividade possuem um grau elevado de complexidade. Um exemplo desse tipo organizacional são as empresas e equipes de desenvolvimento de software. Nesse contexto, para serem bem sucedidas, essas organizações necessitam de uma forma de liderança diferente da tradicional. Nesse sentido, nesta pesquisa, meu objetivo foi compreender a liderança sob a ótica da Teoria da Liderança Complexa (TLC), em uma equipe de desenvolvimento de software. Para alcançar o objetivo proposto, utilizei a metodologia qualitativa, de cunho interpretativista, tendo como método a etnografia informada pela teoria da liderança complexa. A etnografia informada é um método baseado no uso de uma teoria definida e delineada para investigação de um grupo e sua cultura. Os resultados demonstram que a liderança ocorre através de um processo dinâmico e compartilhado. Ouso dizer que, em alguns momentos, ela tem características coletivas, e o resultado não pode ser resguardado apenas a um indivíduo, mas à interação entre indivíduos. Outro aspecto que observei foi a importância da função promotora, um dos componentes da TLC, no alcance dos resultados da equipe estudada (EDS1). Nesse aspecto, destaco o entrelaçamento entre as funções da liderança, tendo como protagonista a função promotora, até por se tratar de sua peculiaridade. No campo deste estudo, a EDS1, uma equipe jovem e com pouca experiência, a função promotora se destaca por elevar o resultado
da equipe proporcionalmente à maior efetividade da atuação dessa função. Devido a essas observações, proponho, como contribuição empírica, uma releitura no modelo da Teoria da Liderança Complexa, em que a função promotora pode ser comparada a um atractor que avança ou retrocede em uma nova órbita, conforme vão ocorrendo os pontos de intersecção em seu movimento. Essas novas órbitas na EDS1 derivam do desenvolvimento de formas mais eficientes de atuação da equipe, portanto, caracterizam-se como avanços e não retrocessos. Em função de algumas lacunas conceituais, senti a necessidade de construir definições de alguns elementos que compõem o contexto e os mecanismos da dinâmica da emergência, sendo esta uma contribuição conceitual deste trabalho. Espero que as contribuições desta tese sirvam de incentivo para pesquisas futuras.

 

Link para Download: Fabiana Bohm Gramkow

NETO, Roseli Jenoveva. A Capacidade Absortiva no Processo de Gestão da Inovação: Análises em Empresas Consideradas Inovadoras. Tese, 2016.

A capacidade absortiva (CA) define-se pela capacidade da empresa de identificar, assimilar e explorar ou explotar comercialmente o conhecimento disponível em seu ambiente. Uma das formas de entender o processo de geração da inovação e dos elementos organizacionais viabilizadores é por meio de como a capacidade absortiva ocorre. Entende-se que, se uma empresa é capaz de identificar, reconhecer e aprimorar sua capacidade absortiva, então propicia a capacidade de renovação de sua base de conhecimentos, o que influencia a performance relacionada à inovação criando vantagem competitiva. O constructo pode ser utilizado como um direcionador da gestão de conhecimento desde o nível do indivíduo, da organização até o nível de nações inteiras. Neste contexto, o objetivo desta tese é compreender como o modelo de capacidade absortiva auxilia nos processos de gestão da inovação em empresas consideradas inovadoras. Quanto aos procedimentos metodológicos trata-se de uma pesquisa qualitativa, descritiva e aplicada quanto aos fins e quanto aos meios de investigação como bibliográfica e de campo. As unidades de análise foram três empresas industriais consideradas inovadoras, que desenvolveram e estão comercializando pelo menos um produto inovador. Os respondentes do questionário e entrevistas foram os líderes estratégicos e intermediários. O resultado da pesquisa aponta que o principal fator interno considerado de alta relevância para a inovação é a base de conhecimento prévio e a experiência. Os clientes e consumidores finais foram as fontes externas mais citadas como contribuição para o processo de inovação. A liderança, cultura e estratégias foram os direcionadores da inovação mais relevantes identificados pela literatura e pela pesquisa empírica. Com destaque para o papel das lideranças intermediárias que atuam como elos entre a liderança estratégica e as lideranças operacionais possibilitando um fluxo multidirecional de conhecimento. As inovações realizadas foram avaliadas como incrementais de produto em duas empresas e inovação estratégica na terceira empresa.

Link para download: Roseli Jenoveva Neto

ARASAKI, Paula Hidemi Kaneoya. O Uso de Mídia Social Corporativa para Inteligência Colaborativa: Um Estudo de Caso. Dissertação, 2016.

Em um contexto de organizações intensivas em conhecimento, o conhecimento dos colaboradores se torna o ativo de maior importância. As organizações se esforçam para gerir esse conhecimento, de forma a incorporá-los em sua estrutura, a fim de criar o conhecimento organizacional, que contribui com a sua competitividade e capacidade de gerar inovação. Nessa perspectiva, surge a inteligência colaborativa como forma de tornar as organizações mais competitivas, por meio da colaboração. Trata-se de uma forma de agregar contribuições de indivíduos diversos, que colaboram entre si, visando entregar um resultado maior e melhor do que aquele obtido apenas pela soma das contribuições individuais. E para que isso ocorra nas organizações, a mídia social corporativa (MSC) é uma ferramenta que possibilita essa interação entre os indivíduos. Nesse contexto, a pesquisa foi desenvolvida com o objetivo de analisar qual a utilização de uma mídia social corporativa em uma organização intensiva em conhecimento, a fim de estimular a inteligência colaborativa. A pesquisa realizada é de natureza qualitativa, com objetivo exploratório e envolveu a realização de um estudo de caso. Como resultados, obteve-se que diversos fatores estão associados ao uso de uma mídia social corporativa, como o senso de comunidade de uma organização, a tecnologia da mídia social e o propósito dela na organização.

Link para download: paula-kaneoya-arasaki

UENO, Alexandre Takeshi. Modelo de Avaliação da Maturidade do Processo de Inovação Como Estratégia Competitiva Empresarial. Tese, 2016.

Este estudo foca a inovação enquanto processo de criação do conhecimento novo, necessário para fortalecer a competitividade da indústria e introduzir uma visão sistematizada da prática inovadora relacionada ao negócio. A pesquisa foi realizada no contexto do projeto desenvolvido pela UFSC e a ABIMAQ, fomentado pela FINEP e executado em parceria entre o Programa de Engenharia e Gestão do Conhecimento e a Engenharia Mecânica. O principal objetivo foi de avaliar a maturidade do processo de inovação como estratégia competitiva empresarial, contribuindo com um artefato que cria base de análise e síntese desse processo. A fundamentação teórica para esse trabalho é baseada na gestão da inovação entendida como um processo, no conhecimento produtivo como fator de agregação de valor nos bens e serviços gerados pelas empresas, e na maturidade da inovação utilizando da literatura clássica. Sobre a base teórica foi realizada uma revisão integrativa de literatura complementada com uma pesquisa documental que permitiu desenhar o modelo canônico teórico de avaliação da maturidade do processo de inovação, utilizando a taxonomia de Bloom para sua organização. O modelo estabelece quatro dimensões: Descoberta e avaliação, Criação de Valor, Acesso a mercado e Modelo de negócio, reunindo oito variáveis: Alinhamento, Ideação, Conceito, Detalhamento, Recurso, Desenvolvimento, Comercial e Escala que estabelecem o processo de inovação. Para verificação do modelo foi elaborado um instrumento de pesquisa com base em documentos de referência em processos de inovação bem como pela bibliografia selecionada, resultando em um questionário contendo 72 perguntas relacionadas a estas variáveis. O instrumento foi avaliado por cinco empresas e sua confiabilidade medida pelo coeficiente alpha de cronbach, e submetido a amostra de 47 empresas respondentes do setor de bens de capital dispersas no Brasil e previamente selecionada pela equipe contratante do projeto. Os resultados obtidos revelam que o nível estratégico das empresas respondentes reflete o engajamento e particularmente o interesse em aprimorar suas práticas internas que conduzem à maturidade do processo de inovação, entretanto nota-se que o perfil de cada empresa apresenta particularidades que requer uma abordagem adequada a sua realidade.

Link para download: alexandre-takeshi-ueno

DÁVILA, Guillermo Antonio. Relações Entre Práticas de Gestão do Conhecimento, Capacidade Absortiva e Desempenho: Evidências do Sul do Brasil. Tese, 2016.

No contexto econômico atual, dinâmico, com alto fluxo de capitais, produtos e informação, o conhecimento tornou-se um recurso-chave para a competitividade das organizações. A gestão desse conhecimento é necessária para as organizações alcançarem vantagens competitivas sustentáveis, por meio da inovação, uma característica intrínseca nas organizações que sobrevivem no contexto atual. Diante dos diversos desafios que as organizações enfrentam para inovar, o conhecimento externo torna-se fundamental e, consequentemente, a Capacidade Absortiva (CA) adquire importância, por ser uma capacidade-chave para criar valor a partir desse conhecimento externo. Por outro lado, as práticas de Gestão do Conhecimento (GC) são rotinas intencionais voltadas a gerenciar de forma eficiente o conhecimento envolvido nos processos da organização. A relação entre práticas de GC e CA não tem sido devidamente explorada na academia, embora a própria literatura aponte uma estreita relação entre esses conceitos. Diante do exposto, este estudo objetivou analisar as relações entre práticas de GC, CA e o Desempenho Organizacional. Para esse fim, foi utilizada uma abordagem quantitativa com as seguintes hipóteses testadas em empresas do Sul do Brasil: a) as práticas de GC influenciam positivamente na CA; b) organizações com uma melhor CA potencial têm uma melhor CA realizada; c) o nível de CA de uma organização influencia positivamente seu desempenho; e d) as práticas de GC influenciam positivamente o desempenho de uma organização. Os resultados do estudo trouxeram elementos que contribuem ao fechamento da lacuna existente no que tange ao estudo da CA dentro da GC, bem como forneceram recomendações práticas que permitirão às organizações tomar medidas concretas para melhorar sua CA e seu desempenho a partir do gerenciamento das práticas de GC. A principal contribuição deste estudo é o modelo construído e avaliado estatisticamente, o qual permitiu responder às hipóteses que decantaram dos objetivos da pesquisa. Dessa forma, constatou-se que as práticas de GC relacionadas com a Gestão Estratégica do Conhecimento, Cultura Organizacional e Estrutura Organizacional influenciam na CA Potencial; enquanto as práticas de GC das dimensões Gestão Estratégica e Tecnologias de Informação e Comunicação influenciam na CA Realizada. Evidenciou-se também que a CA influencia no desempenho por meio da CA Realizada, a mesma que é influenciada pela CA Potencial e pelas práticas de GC. Em adição, as evidências indicam que as práticas de Gestão Estratégica do Conhecimento são as mais
relevantes por terem influência significativa no Desempenho, na CA Potencial e na CA Realizada. Finalmente, foram identificados e apresentados um grupo de práticas de GC prioritário na melhoria da CA e os resultados organizacionais.

Link para download: guillermo-antonio-davila

ALVES, Lourdes. Gestão em Instituições de Educação Superior: Proposta de Referencial Fundamentado na Abordagem da Gestão do Conhecimento. Tese, 2016.

A evolução da tecnologia, a globalização e o surgimento da era
da informação e do conhecimento estabeleceu uma nova
dinâmica na forma de como as organizações efetuam as suas
gestões. Neste sentido, tal qual qualquer tipo de organização no
mundo contemporâneo, os modelos de gestão das instituições de
educação superior precisam evoluir e inovar em seus processos
acadêmicos e administrativos para atender esse novo
paradigma, onde o diferencial competitivo é o conhecimento. A
sociedade espera da universidade que ela possibilite a formação
de um profissional que tenha competência para atuar em um
mercado dinâmico, criativo, sistêmico e em rápidas
transformações, com mente aberta e capacidade de pensamento
crítico e capaz de solucionar problemas, inovar e liderar. A
mudança no modelo de formação desse tipo de profissional
requer, da universidade, a transformação de seu modelo de
gestão, saindo do tradicional para um mais inovador. Para tanto
torna-se necessário a utilização de ferramentas de gestão mais
atualizadas e que permitam uma dinâmica universitária
compatível com as funções principais da educação superior que
são o ensino, a pesquisa e a extensão. O tema desta tese
consiste na utilização de indicadores de desempenho, práticas
de gestão do conhecimento e de outras ferramentas de gestão
na administração de instituições de educação superior. Assim, o
objetivo deste trabalho é propor um referencial para a gestão
universitária fundamentado na abordagem da gestão do
conhecimento. Para tanto utilizou-se de outros conceitos e
ferramentas como a teoria sistêmica, o planejamento estratégico,
metodologia do SINAES e Modelo SECI de conversão do
conhecimento organizacional. A metodologia consiste de uma
abordagem quali-quantitativa, adotando-se pesquisas
bibliográfica e documental e do survey para a coleta de dados
por meio de questionário estruturado. Foram utilizados os
indicadores da Portaria MEC nº 92, de 2014, de outros
resultantes da pesquisa bibliográfica e dos que compõem a
metodologia utilizada pela Q&S World University Ranking
2015/16. As práticas de GC foram selecionadas a partir dos
estudos desenvolvidos por Davel e Snyman (2005); APO (2010);
Ghani (2009); e Batista (2006). O resultado foi a identificação de
10
indicadores de desempenho e práticas de gestão do
conhecimento considerados relevantes pelos participantes da
pesquisa, para subsidiar os diagramas que compõem a proposta
desta tese, apresentados em 3 eixos (PDI, PGA e GI). O trabalho
culmina com um Modelo de Referencial para Gestão
Universitária. Conclui-se que a utilização de conceitos e
ferramentas de gestão mais inovadoras auxiliem um maior
número de universidades brasileiras a obter melhor classificação
na avaliação efetuada pelo INEP/MEC e galgar posições de
destaques nos rankings internacionais.

 

Link para download: Lourdes Alves

 

NETO, Emílio da Silva. Compartilhamento do Conhecimento Tácito no Processo de Sucessão Empresarial Familiar. Tese, 2016.

A presente tese tem como objetivo geral identificar práticas de compartilhamento do conhecimento tácito, desenvolvidas e aplicadas, durante o processo de sucessão da gestão empresarial, em quatro grandes empresas familiares da cidade de Jaraguá do Sul, no Estado de Santa Catarina, com ênfase nas barreiras e facilitadores, evidenciados durante o processo sucessório nessas empresas. Para alcançar este objetivo da tese foi realizada uma análise sistemática e integrativa da literatura, sobre compartilhamento de conhecimento tácito em empresas familiares, assegurando uma fundamentação teórica consistente sobre o tema abordado, que norteou o desenvolvimento da pesquisa de campo. Os procedimentos metodológicos utilizados na pesquisa de campo nos permitem caracterizá-la como uma pesquisa de abordagem qualitativa, do tipo exploratório-descritiva, que estuda o que as pessoas estão fazendo em seu contexto natural. De fato, do ponto de vista metodológico, a tese contempla um caráter exploratório, pois foi baseada em entrevistas semi-estruturadas, conduzidas na forma de narrativas, cujas questões foram elaboradas a partir da fundamentação teórica. Da mesma forma, a tese pode ser considerada, também, como um estudo descritivo, pois procura identificar, descrever e analisar as principais indicações teóricas e as práticas do compartilhamento do conhecimento tácito, desenvolvidas no processo da sucessão empresarial familiar. As conclusões da tese permitem a definição de diretrizes e melhores práticas, que oriente os processos de compartilhamento sinergético de conhecimentos na sucessão empresarial familiar, a partir dos resultados e das evidências empírico-exploratórias encontradas na pesquisa de campo, apresentando os fatores críticos de sucesso que facilitam a socialização do conhecimento tácito entre o sucedido e o sucessor, no contexto do seu entorno: família, empresa, sociedade e mercado.

 

Link para download: Emílio da Silva

ABREU, Ana Cláudia Donner. Capacidade de Absorção de Conhecimentos na Administração Pública. Tese, 2016.

O desafio da gestão das Cidades no século XXI impõe algumas decisões presentes aos Gestores Públicos e, pressupõe a adoção de modelos de desenvolvimento urbano fundamentados em conhecimento que se mostram apropriados para enfrentar os desafios da expansão da urbanização acelerada. Nesse paradigma insere-se a Cidade do Conhecimento, conceituada como uma rede de produção de conhecimentos que são desenvolvidos a partir da aprendizagem coletiva que ocorre entre os stakeholders que a compõe. Por isso, a partir da experiência da Rede da maricultura da Grande Florianópolis, nesta tese pretendeu-se analisar quais aspectos da capacidade de absorção de conhecimento de uma empresa pública potencializam a coprodução de bem público em uma rede de conhecimento. Os procedimentos adotados para alcançar esse objetivo foram de uma pesquisa qualitativa e descritiva, utilizando-se como estratégia o estudo de caso e como coleta de dados a observação não participante, a análise documental e a entrevista semiestruturada. A análise de dados obedeceu a técnica de construção da explanação. Como resultados apontam-se como aspectos facilitadores para o desenvolvimento da capacidade dinâmica de absorção de conhecimentos: a interação permanente do corpo técnico com o meio externo, torna-o um gatekeeper de conhecimentos; a base de conhecimento do corpo técnico que possui um elevado nível de qualificação, o que reflete tanto na compreensão da importância dos novos conhecimentos, quanto na sua aplicação; a cultura e a estrutura organizacional que garantem autonomia aos agentes públicos; a existência de programas estratégicos que contemplavam o trabalho em Rede e, ainda, o investimento que a Empresa realiza em pesquisa e desenvolvimento. Esses aspectos foram suportados por características positivas de relacionamento como confiança, reciprocidade, comunicação, responsabilidade e aplicação.

 

Link para download: Ana Claudia Donner Abreu

GALDO, Alessandra Maria Ruiz. Capacidades Dinâmicas Para a Inovação Aberta: Análise com Base no Capital Intelectual. Tese, 2016

A inovação é uma força motriz para a prosperidade de organizações, regiões e nações, entretanto, inovar no atual contexto de rápida transformação tecnológica traz desafios: o ciclo de vida de produtos e serviços é cada vez menor, enquanto a crescente integração tecnológica torna mais caros os investimentos em inovação e mais incerto o retorno. Com isso, muitas organizações entendem as vantagens de abrir seus processos de inovação buscando inovar por meio de colaboração com agentes externos, sob o modelo de Inovação Aberta. Capacidades Dinâmicas são ativos intangíveis que permitem a orquestração de recursos de dentro e fora da organização necessária à Inovação Aberta, bem como a adaptação das organizações ao ambiente complexo contemporâneo. A Inovação Aberta depende de Capacidades Dinâmicas, assim, se faz necessário identificar Capacidades Dinâmicas relevantes para o processo de Inovação Aberta com critério e rigor metodológico. O Capital Intelectual representa os intangíveis de uma organização. Um modelo de Capital Intelectual, no caso, um modelo consolidado como o Modelo Intellectus® ofereceu uma base sólida para a análise das Capacidades Dinâmicas relacionadas à Inovação Aberta. Esta pesquisa de natureza qualitativa teve como objetivo geral propor um framework conceitual para a identificação e compreensão de Capacidades Dinâmicas relacionadas à Inovação Aberta. O tipo de Inovação Aberta, escopo deste trabalho é o P&D colaborativo envolvendo transação monetária com benefícios para os parceiros envolvidos. O tipo de inovação foco da pesquisa é a inovação tecnológica. O trabalho confirma que Capacidades Dinâmicas desempenham um papel central nos processos de Inovação Aberta. Identifica, define e representa quarenta Capacidades Dinâmicas para a Inovação Aberta em um framework solidamente fundamentado em teorias consolidadas: inovação (e Inovação Aberta); Capacidades Dinâmicas e suas três classes segundo Teece (2007); e no Capital Intelectual. Apresenta e explica a inter-relação entre as três teorias. Ao relacionar Capacidades Dinâmicas e Inovação Aberta contribui para preencher uma lacuna de conhecimento identificado na literatura da área, além de avançar o conhecimento sobre Inovação, Capacidades Dinâmicas e sobre Capital Intelectual. Como
resultado prático a pesquisa contribui com organizações em geral e Sistemas de Inovação com interesse em participar de processos de inovação colaborativa, a partir tanto das discussões da tese, quanto do framework “Orchestrating Innovation” resultado da pesquisa. O trabalho apresentado atingiu os objetivos propostos: identificou Capacidades Dinâmicas relevantes para a Inovação Aberta; analisar no modelo de Capital Intelectual Intellectus as Capacidades Dinâmicas identificadas; relacionou conceitualmente Capacidades Dinâmicas, Inovação Aberta e Capital Intelectual; confirmou a adequação dos elementos identificados na pesquisa à realidade prática da Inovação Aberta; criou o framework conceitual com a identificação e compreensão de Capacidades Dinâmicas relevantes para a Inovação Aberta. O framework denominado “Orchestrating Innovation” relacionou em uma estrutura conceitual os achados da pesquisa e as teorias que a embasaram.

Link para download: Alessandra Maria Ruiz Galdo