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LASPISA, David Frederick. A Influência do Conhecimento Individual na Memória Organizacional: Estudo de Caso em um Call Center. Dissertação, 2007.

Com o advento de uma economia baseada em conhecimento, os trabalhadores passam a ter maior liberdade e mobilidade tornando-se os próprios donos do novo capital. Nessa nova realidade, o tempo médio que um trabalhador do conhecimento fica em um emprego está diminuindo e, consequentemente, a taxa de rotatividade em vários setores está se elevando. Desse modo, o desafio para as organizações é maximizar o tempo que esses trabalhadores do conhecimento permanecem em suas organizações, sendo este, um dos desígnios da gestão do conhecimento. A gestão do conhecimento busca aproveitar o conhecimento dos funcionários e da própria organização enquanto ela realiza negócios, produz produtos, utiliza e cria seus processos e inova novos produtos e serviços. Um aspecto relevante da gestão do conhecimento é que a mesma amplia as possibilidades da organização, uma vez que se pode utilizar a memória da mesma, a qual tem por finalidade melhorar o desempenho organizacional através do gerenciamento eficaz do conhecimento, não sendo somente um arquivo de informações, mas principalmente uma ferramenta para gerenciar seus ativos intelectuais. Assim, a memória organizacional deve ser utilizada para compartilhar o conhecimento dos membros e da organização, a fim de executar as tarefas no tempo certo e com base nas experiências dos seus trabalhadores e da organização. Nesse contexto, a presente pesquisa tem como objetivo verificar a influência dos conhecimentos individuais na memória organizacional do call center da Celesc, a partir da percepção de seus operadores. Para tanto foram aplicados questionários com foco nas oportunidades individuais que os funcionários possuem para efetuar mudanças nos componentes da memória organizacional. A análise dos resultados permitiu afirmar que os entrevistados acreditam que os seus conhecimentos são compartilhados com os colegas; que suas experiências são capturadas ou registradas de alguma forma pela empresa; que possuem oportunidades de alterar, atualizar ou melhorar os componentes da memória organizacional; bem como, na respectiva empresa existe uma cultura que incentiva o compartilhamento do conhecimento. Finalmente, pode-se afirmar que a pesquisa mostrou que uma alta taxa de rotatividade pode ter influências nos componentes da memória organizacional.

Link para Download: David Laspisa

DONADEL, André Coelho. Um método para representação de processos intensivos em conhecimento. Dissertação, 2007.

O presente estudo tem por objetivo desenvolver um modelo de representação de processos intensivos em conhecimento para suportar a gestão dos recursos de conhecimento intrínsecos aos processos de negócio. Tal demanda surge em função dos  instrumentos hoje dispostos, como ferramentas para representação de diagramas e de gestão de projetos apresentarem grandes limitações com relação ao tratamento do conhecimento. Em decorrência destas limitações as representações de processo de conhecimento perdem expressividade e impedem uma análise detalhada e completa para gestão dos ativos de conhecimento integrados ao processo produtivo da organização.  Para a concretização do modelo um conjunto de conceitos foi levantado permitindo um embasamento sobre os tópicos abordados, entre estes conceitos pode-se citar: processo, conhecimento, ferramentas de representação, gestão do conhecimento e demais tópicos que  caracterizam um fomento a estrutura teórica necessária para o desenvolvimento de um modelo com tais características.  Com o objetivo de identificar as principais demandas na representação de processos de conhecimento foram revisadas uma série de ferramentas que direta ou indiretamente se apresentam para este propósito. Tais ferramentas apresentam uma eficiência relativa para as áreas especifica para as quais foram construídas mas são deficitárias no que tange a gestão global do conhecimento da organização.  A partir da identificação das demandas e da avaliação das ferramentas disponíveis, um modelo para representação de processos de conhecimento foi desenvolvido,  com o foco no processo produtivo da organização. Sua aplicabilidade foi verificada através do processo de gestão de incidentes na cadeia produtiva do petróleo executado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Link para Download: Andre_Donadel

NICOLINI, Aline Torres. A contribuição da análise do contexto organizacional na concepção de sistemas baseados em conhecimento – Tecnologia KMAI. Dissertação, 2006.

Esta pesquisa tem por objetivo estabelecer uma estrutura de referência conceitual sobre a análise do contexto organizacional, aplicada na concepção de um Sistema Baseado em Conhecimento baseado na tecnologia KMAI. A caracterização metodológica desta pesquisa é classificada como exploratória e descritiva. As ferramentas utilizadas para o levantamento de dados foram a pesquisa bibliográfica, documental e o estudo de caso. Com relação à análise dos dados, a pesquisa é do tipo qualitativo. Na fundamentação teórica, foi abordada a influência da Tecnologia da Informação nas organizações. Para tal, foram utilizados os conceitos e concepções dos Sistemas Baseados em Conhecimento. Referente à concepção desses sistemas, foram estudadas a Engenharia do Conhecimento, o processo de desenvolvimento de software e análise de sistemas e requisitos. Quanto à importância da análise do contexto organizacional, foram estudados os elementos que caracterizam o contexto organizacional e duas metodologias denominadas CommonKADS e Engenharia da Mente, que abordam a questão da análise do contexto organizacional para a concepção de Sistemas Baseados em Conhecimento. Foi caracterizada a tecnologia KMAI e, também, realizado estudo de caso sobre a aplicação dessa tecnologia, denominada Sistema Gestão SAEI. No estudo de caso, foram identificados os elementos organizacionais e subjetivos envolvidos na concepção do Sistema Gestão SAEI e a sua respectiva adequação no contexto da organização. A partir da coleta de dados, foi estabelecida uma estrutura de referência conceitual para a concepção de Sistemas Baseados em Conhecimento, a tecnologia KMAI, no que se refere à análise do contexto organizacional.

Link para Download: Aline Torre Nicolini

STADNICK, Kamile Theis. Modelo de adaptação evolucionária da vantagem da complexidade – desenvolvimento de um instrumento de avaliação. Dissertação, 2006.

Percebe-se que os gestores organizacionais têm dificuldade em explicar todos os eventos que ocorrem do cotidiano das rotinas organizacionais. Observa-se que são procuradas ferramentas de correção rápida e técnicas para lidar com os problemas separados ou partes do negócio que mudaram. Muitos destes programas reducionistas são abordagens isoladas ou parciais que ignoraram a complexidade do todo. Neste sentido, o presente trabalho preconiza o estudo do Modelo de Adaptação Evolucionário de Vantagem da Complexidade que envolve a identificação do nível de evolução que uma organização está. Para tanto, tem como objetivo precípuo verificar a aplicabilidade de um instrumento de avaliação do nível evolucionário da complexidade das organizações, sob a ótica do Modelo de Adaptação Evolucionário de Vantagem da Complexidade, proposto por Kelly e Allison (1998). Quanto aos procedimentos metodológicos, a pesquisa se caracteriza como descritiva com abordagem qualitativa, realizada através de uma pesquisa de desenvolvimento. A coleta de dados primários foi realizada em dois cortes transversais com entrevistas estruturadas e semi-estruturadas e observação não participante. Os dados secundários foram coletados via pesquisa bibliográfica. Os dados da pesquisa foram submetidos às técnicas de análise vertical e horizontal e triangulação de dados. Como principais resultados do trabalho, pode-se inferir que o instrumento desenvolvido teve sua validade confirmada. A organização pesquisada foi avaliada com nível 3 de evolução, as evidências do nível 3 foram apresentadas tanto pela aplicação do questionário quanto pelo conteúdo das entrevistas semi-estruturadas e observação. Entretanto, destaca-se que o questionário aplicado precisa passar por alguns refinamentos. Acrescenta-se ainda que o estudo realizado corroborou fatos suficientes para afirmar que analisar uma organização, no intuito de encontrar o seu nível de evolução da complexidade é muito limitado se realizado somente com um instrumento de coleta de dados ou com uma fonte de evidências. A análise das organizações sob a ótica da complexidade necessita do estudo das relações, não somente das explícitas da rede formal, mas também das relações da rede sombra, que com instrumentos rígidos são difíceis de serem detectadas e analisadas e podem acabar sendo reduzidas a sistemas mais simplistas do que de fato são.

Link para Download: Kamile Stadnick

SILVEIRA, Ermelinda Ganem Fernandes. Gestão do conhecimento nas organizações: perfil motivacional e tipos psicológicos junguianos – um estudo de caso em uma organização de saúde. Dissertação, 2006.

O objetivo desta dissertação foi identificar a correlação existente entre os tipos psicológicos junguianos e a motivação para o trabalho nos médicos e funcionários de uma organização prestadora de serviços de saúde. Este é um estudo de caso e, os dados foram coletados a partir de uma amostra de 20 (vinte) indivíduos. Como instrumentos de pesquisa, foram utilizados: o inventário psicológico MBTI (Myers and Briggs Type Indicator), para os tipos psicológicos, e a entrevista semi-estruturada, para a avaliação dos fatores motivacionais e insatisfacientes para o trabalho. Os dados obtidos na pesquisa de campo foram submetidos às técnicas de análise de discurso e análise de conteúdo.

Link para Download: Ermelinda Silveira

SANTOS, Cristina Souza. O acesso ao conhecimento em sistemas inteligentes de gestão e análise estratégicas – uma aplicação na segurança pública. Dissertação, 2006.

O grande diferencial apresentado pelos Sistemas Baseados em Conhecimento (SBC) foi a possibilidade de armazenar o conhecimento de um determinado domínio e fazer com que o sistemas considerassem este conhecimento para gerar seus resultados. Este consiste num nobre objetivo e numa idéia fascinante quando se fala de Inteligência Artificial. No entanto sabe-se que um dos grandes gargalos dos SBC é justamente a aquisição e a representação do conhecimento de uma forma eficiente para que ele possa de fato interferir nos resultados do sistema. Trabalhar com conhecimento de forma explícita limita as suas possibilidades de aplicação, uma vez que a grande maioria dos processos, heurísticas e sinapses do ser humano acontece inconscientemente no momento em ele adquire habilidade no que faz. Métodos como o da observação, permitem que alguns destes passos já internalizados possam ser abstraídos. No entanto, muita coisa ainda permanece desconhecida. Assim, percebe-se que a tarefa das equipes que desenvolvem SBC é bastante complicada, pois além de capturarem e representarem o conhecimento nos sistemas é preciso que os usuários entendam a forma como isso foi feito para conseguirem gerar resultados em cima do seu próprio conhecimento, repassado ao sistema. A capacidade de processamento de grandes volumes de informação agregada ao conhecimento representado indicam o próspero desenvolvimento de supersistemas que poderão identificar conhecimentos ocultos e apresentar conclusões inalcançáveis para a mente humana em um curto espaço de tempo. Para que isso seja possível, entretanto, não são necessários apenas sistemas computacionais inteligentes, mas sim, equipes altamente preparadas e capacitadas para manipular suas funcionalidades com a destreza de quem orienta seu próprio conhecimento ao resultado almejado. Uma nova tecnologia muitas vezes desperta mais resistência do que curiosidade, provavelmente pelo receio em não conseguir operar esta ferramenta da maneira mais adequada. A criação e manutenção da motivação nestes usuários são essenciais para que os sistemas sejam absorvidos pelos processos de trabalho já existentes, sendo necessário, para isso, ativar os mecanismos cognitivos da criatividade e curiosidade, além de desmistificar a tecnologia como instrumento poderoso e independente. A compreensão de que a tecnologia é extremamente dependente da ação humana e o pleno entendimento das formas de interação do usuário com o sistema geram um entusiasmo que ultrapassa os limites individuais e contagia toda a equipe. Este é outro fator que pode apresentar resultados surpreendentes. A integração da equipe de especialistas, gestores e usuários permite que o sistema perceba os problemas considerando todos os pontos de vista e gere respostas adequadas a cada um deles. Neste sentido é preciso identificar formas de acessar e aprimorar o conhecimento disponível no sistema adequando-o constantemente às novas necessidades da organização. Uma organização pública brasileira que hoje demonstra deficiências sérias na questão da gestão do conhecimento e da informação é a segurança pública. Este trabalho busca, ao final, apresentar uma estrutura tecnológica viável e eficiente de gestão inteligente de conhecimento, adequando a mesma à realidade existente nestas organizações, buscando aproximar ao máximo estas ferramentas dos seus usuários.

Link para download: Cristina Souza Santos

COSTA, Filipe Corrêa da. Centro Nacional de Gestão de Bionegócios – CENABIO: uma estrutura de fomento para biocombutíveis. Dissertação, 2006.

O presente trabalho pretende descrever o modelo de desenvolvimento do Centro Nacional de Gestão de Bionegócios – CENABIO voltado para o fomento da cadeia de biocombustíveis. Essa estrutura é alimentada por um software, um Portal na Internet e um escritório físico. O software é o Sistema Inteligente para Organização e Recuperação do Conhecimento em Bionegócios – SISBIO. Desenvolvido com técnicas de Inteligência Artificial e Engenharia do Conhecimento e Ontologias, o sistema é um software capaz de recuperar, processar e armazenar informações para identificar oportunidades para realização de potenciais bionegócios na área de biocombustíveis. No sentido de fomentá-los, propõe-se ainda a concepção de um portal na Internet como forma de disponibilização dessas informações. Para assegurar a viabilidade dos bionegócios, criar-se-á uma estrutura com especialistas de caráter multidisciplinar, capaz de garantir a segurança ambiental, jurídica, econômica e social. A aplicação da gestão do conhecimento apoiada no uso da tecnologia da informação e comunicação (TIC) e voltada para o desenvolvimento sócio-econômico aliado à conservação do meio ambiente é a área de atuação do presente estudo.

Link para download: Filipe Costa