Home » Archive by category "Gestão do Conhecimento" (Page 2)

DOROW, Patrícia Fernanda. COMPREENSÃO DO COMPARTILHAMENTO DO CONHECIMENTO EM ATIVIDADES INTENSIVAS EM CONHECIMENTO EM ORGANIZAÇÕES DE DIAGNÓSTICO POR IMAGEM. Tese, 2017.

O compartilhamento do conhecimento é considerado um fenômeno complexo e reconhecido como o processo mais importante na espiral de conversão do conhecimento. Assim, o objetivo desta tese é compreender o compartilhamento do conhecimento em atividades intensivas em conhecimento em organizações de diagnóstico por imagem. Para tanto, realizaram-se três estudos em organizações de radiodiagnóstico com 43 radiologistas (22 novatos e 21 especialistas). As formas de investigação foram: observações, entrevistas e confirmações dos resultados. Identificados os melhores ambientes e práticas, foi possível entender as particularidades existentes nos motivadores, inibidores e aceleradores. Os resultados revelam que uma cultura de cooperação e união favorece as interações entre os profissionais que, por sua vez, desenvolvem a perícia de modo mais rápido exatamente por compartilharem de maneira intensa os conhecimentos.

 

Link para download: PATRICIA DOROW

ZACARKIM, Valder Lemes. A CAPACIDADE EMPREENDEDORA COMO FATOR CRÍTICO DE SUCESSO EM GERENCIAMENTO DE PROJETOS. Dissertação, 2017.

O Gerenciamento de Projeto é uma atividade composta por diversas áreas de conhecimento, ferramentas e processos que visam facilitar o planejamento, o controle, a execução e o cumprimento de um objetivo. Contudo, a condução e utilização da metodologia de forma a atingir os objetivos, depende das capacidades do Gerente de Projeto, muitas vezes aquém de todas as necessidades específicas do projeto. Essas capacidades são cada vez mais demandadas pelas organizações por estarem em consonância com o dinamismo tecnológico presente no mercado atual. Portanto, em se tratando de geração de valor, a capacidade do indivíduo em inovar, empreender e, por conseguinte atender satisfatoriamente aos Fatores Críticos de Sucesso de um projeto são fundamentais para a manutenção da competitividade das Empresas de Base Tecnológica. Diante deste contexto, o objetivo desta dissertação consistiu em verificar as relações existentes entre a Capacidade Empreendedora de Gerentes de Projeto e os Fatores Críticos de Sucesso de Gerenciamento de Projetos em uma Empresa de Base Tecnológica. Para atingir o propósito traçado, metodologicamente assumiu-se uma abordagem qualitativa, de caráter exploratório e descritivo. Os dados foram coletados por meio de uma pesquisa bibliográfica e de um estudo empírico em uma Empresa de Base Tecnológica, mediante pesquisa documental, entrevista semiestruturada e questionário elaborado no projeto Skills para a obtenção da Capacidade Empreendedora. Como resultado desta pesquisa, em linhas gerais, verificou-se que as relações identificadas permitem uma análise diferenciada do Gerente de Projeto no tocante à sua capacidade de atendimento aos FCS de um projeto. Além disso, compreendeu-se que estas relações podem ajudar na definição de qual o perfil necessário do gestor, bem como quais são os pontos que precisam ser evoluídos para o gerenciamento satisfatório de um projeto. Por fim, identificou-se que o maior desafio do Gerente de Projeto é também o maior desafio do Empreendedor, uma vez que ambos precisam das capacidades de gestão bem desenvolvidas para atuar em seu empreendimento ou projeto.

 

Link para download: Valder Lemes

TORRES, Maricel Karina Lopez. TEORIA SUBSTANTIVA DA TRAJETÓRIA DE UM CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM DESIGN DE PRODUTO, NO CONTEXTO E HISTÓRIA DE UM INSTITUTO FEDERAL. Tese, 2017.

No âmbito da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e
Tecnológica (Rede Federal), muitas instituições passaram por
significativas transformações. Em Santa Catarina, a Escola Técnica
passou para Centro Federal de Educação, Ciência e Tecnologia e, após
seis anos passou a ser Instituto Federal. Em uma dessas transições, foram
ofertados os primeiros cursos superiores de tecnologia. O Curso Superior
de Tecnologia em Design de Produto – CSTDP foi um desses cursos. O
ensino de design, em uma instituição de caráter tecnicista e de tradição
típica industrial foi algo inovador e ao mesmo tempo singular. Frente ao
cenário apresentado, constatou-se que a crescente expansão da Rede
Federal e as transformações institucionais ocorridas, inseriram os
indivíduos em uma nova realidade e formas de interação, em contexto
dinâmico. Diante disso, esta pesquisa se propôs a desenvolver uma teoria
substantiva sobre a trajetória de um Curso Superior de Tecnologia em
Design de Produto, no contexto e história do Instituto Federal de Santa
Catarina. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, que adota o método da
Grounded Theory – GT para produzir uma teoria substantiva enraizada
em dados empíricos. Foram coletados dados dos professores pioneiros
que participaram da maior parte da trajetória do curso (concepção,
criação, implantação e reestruturação). A principais técnicas de coleta de
dados consistiu na entrevista semiestruturada e análise de documentos.
Para a delimitação da teoria foram adotadas técnicas de análise típicas da
GT: etapas de codificação, comparação constante, saturação teórica e
validação. Os resultados das análises foram registrados em memorandos
e diagramas. Dentre os resultados, evidenciou-se que a trajetória do curso
registrou conquistas e dissabores, que descrevem condições vivenciadas
e que implicaram ou sujeitaram os envolvidos a: (a) lidar com as
transformações institucionais; (b) lidar com os processos de identificação;
(c) lidar com a ideia de “design mal compreendido”, (d) operacionalizar
o CSTDP; (e) lidar com a chegada de novos professores (e com a saída
de outros); (f) lidar com as diferentes motivações e expectativas; e (g)
lidar com novos sonhos e incertezas em relação ao futuro do próprio curso
e da área de conhecimento na instituição. Ainda, a análise dessa trajetória
e dos elementos implicados, resultou do desenvolvimento das categorias
que integram o esquema teórico da teoria substantiva: (a) Projeto do
CSTDP; (b) Professores; (c) Desafios Enfrentados no CSTP; e a categoria
central denominada (d) Inconstância dos Eventos. Essas categorias
encontram-se fundamentadas nos dados empíricos e estão relacionadas
aos eventos implicados na trajetória do curso, no contexto da história e
das transformações ocorridas na instituição. A teoria explica ações e
interações entre a Instituição, o CSTDP e os Professores, limitando-se à
área substantiva a que pertence. Todos esses elementos descrevem
processos de mudança em movimento, influenciados por fatores externos
à própria organização.

Link para download: Maricel Torres

MARQUES, Demis. MODELO PARA AUDITORIA DO CONHECIMENTO EM GERENCIAMENTO DE PROJETO. Dissertação, 2017.

A implantação da gestão do conhecimento (GC) no gerenciamento de projetos tem sua relevância reconhecida pela literatura científica e apresenta desafios distintos da gestão do conhecimento organizacional em especial pelos elementos de temporalidade (projetos tem um período de duração definido) e singularidade (objetivos orientados a um propósito específico). Em especial, destaca-se aqui a etapa da GC que se refere a auditoria do conhecimento. A auditoria do conhecimento (AC) está na primeira fase da implantação da gestão do conhecimento, na fase de diagnóstico. A AC é uma revisão dos ativos de conhecimento da uma organização e sistemas de gestão do conhecimento. Tem como principal resultado a demonstração de onde o valor está sendo criado através de capital humano e estrutural, destacando os pontos onde as ações de gestão do conhecimento podem ser melhor aplicadas. O objetivo deste trabalho é a elaboração de um modelo para auditoria do conhecimento, para o contexto específico de gerenciamento de projetos. O processo de auditoria do conhecimento é constituído por um conjunto de etapas representadas na literatura por modelos de auditoria do conhecimento. Foi realizada uma revisão da literatura buscando encontrar modelos que pudessem contribuir para os resultados desta pesquisa. Nesse processo treze modelos foram encontrados, que atendiam os critérios definidos. Esses modelos foram comparados entre si e seus elementos essenciais foram utilizados para composição de um meta-modelo. Esta proposta de modelo contou ainda com a incorporação de elementos específicos para projetos como dimensões de análise relacionadas a temporalidade (conhecimentos no ciclo de vida do projeto) e singularidade (tipos de conhecimento em projetos). Como forma de verificação do modelo proposto foram realizadas três etapas: verificação prévia, interna e externa, esta última a partir de grupo focal com especialistas em projetos. O resultado é um modelo de auditoria do conhecimento para gerenciamento de projetos que contém seis etapas: planejamento, mobilização, inventário do conhecimento, fluxos do conhecimento, resultados e re-auditoria. O estudo contribui para o avanço de pesquisas sobre o tema, em especial apresentando o estado da arte sobre auditoria do conhecimento, modelos de auditoria do conhecimento e por fim a proposição de um modelo de auditoria do conhecimento para gerenciamento de projetos, que pode contribuir, para que praticantes em projetos lancem mão do modelo a fim de melhorar seus processos de gestão do conhecimento em projetos. Como limitação a esta pesquisa destaca-se que não houve aplicação do modelo ficando esta etapa como sugestão para trabalhos futuros.

Link para download: Demis Marques

CARREIRA, Suely da Silveira. Diretrizes para Práticas de Gestão do Conhecimento nas Organizações de Economia de Comunhão à Luz do Perfil do Empreendedor Social. Tese, 2017.

O conhecimento, atualmente, e o fator de producao imprescindivel para o
crescimento das organizacoes. Assim, compreender como as organizacoes
gerenciam seus conhecimentos tacito e explicito, e como estes sao
transformados em conhecimento organizacional podera proporcionar
ganhos em competitividade e crescimento seguro e sustentavel do ponto de
vista economico. Este estudo tem como objetivo estabelecer diretrizes que
promovam praticas de gestao do conhecimento, nas organizacoes de
Economia de Comunhao, a luz do perfil do empreendedor social. A
pesquisa foi realizada em 22 organizacoes brasileiras que participam do
projeto Economia de Comunhao. O projeto esta disseminado em 194
paises, sendo que no Brasil, ha aproximadamente 125 organizacoes
participantes. Para o desenvolvimento do estudo, foram aplicados
formularios a amostra da pesquisa, a fim de verificar as praticas de gestao
do conhecimento, e testes, para tracar o perfil do empreendedor das
organizacoes pesquisadas. Para validacao do questionario utilizou-se do
metodo estatistico denominado de coeficiente ƒ¿ de Cronback e as analises
foram realizadas pelo metodo qualitativo. A pesquisa identificou forte
relacao entre o perfil do gestor e as praticas de gestao do conhecimento.
Foram propostas diretrizes para a implementacao de praticas de Gestao do
conhecimento nas organizacoes pesquisadas sendo: diretrizes gerais para
todas as empresas, diretrizes por perfil empreendedor de acordo com as
caracteristicas comportamentais, e tambem diretrizes que diferem do
comportamento, direcionadas para proporcionar crescimento e
desenvolvimento pessoal do gestor.

 

Link do Download: Suely da Silva Carreira

PRIM, Marcia Aparecida. ELEMENTOS CONSTITUTIVOS DAS REDES DE COLABORAÇÃO PARA INOVAÇÃO SOCIAL NO CONTEXTO DE INCUBADORAS SOCIAIS. Dissertação, 2017.

A inovação social busca soluções para os problemas sociais de forma a promover mudanças benéficas a um coletivo. Ela é expandida por meio de processos colaborativos, envolvendo atores de diversas áreas que se conectam em redes, na busca de melhores soluções para satisfazer as necessidades da sociedade. O objetivo da presente pesquisa é identificar os elementos constitutivos das redes de colaboração para inovação social, no contexto das incubadoras sociais. Para isso foi realizada uma pesquisa qualitativa e descritiva, do tipo estudo de caso, em uma incubadora social. Os dados foram coletados através da análise documental e entrevistas semiestruturadas. Como resultado, ao se comparar os elementos que constituem as redes de colaboração encontrada na literatura e no estudo de caso, observou-se que os mesmos apresentam grandes semelhanças. Os elementos constitutivos das redes de colaboração são: os parceiros, a colaboração, a autogestão, os recursos, a aprendizagem e a sustentabilidade. Esta pesquisa evidencia o papel do empoderamento como um resultado da formação da rede de colaboração e apresenta também os facilitadores e as barreiras a essa formação, com destaque a forma de gestão e a liderança compartilhada. Esta dissertação contribui para a academia, a partir do momento que aproxima o saber acadêmico do saber popular, por meio de uma pesquisa empírica. Contribui com a prática da gestão do conhecimento em organizações, visto que apresenta os elementos constitutivos das redes de colaboração, para construção coletiva do conhecimento.

 

Link do Download: Marcia A. Prim

SANTOS, Maria Isabel Araujo Silva dos. A Segurança do Segredo: Proposta de Framework de Aplicação dos Instrumentos de Proteção do Segredo no Ambiente de Inovação da Base Industrial de Defesa. Tese, 2017.

A Base Industrial de Defesa representa um conjunto de organizações
públicas e privadas, civis e militares, que participam das etapas de
pesquisa, desenvolvimento, produção, distribuição, e/ou manutenção de
produtos de Defesa. Essas organizações são intensivas em conhecimento,
pois utilizam o conhecimento como base das suas atividades, e o
incorporam aos produtos, caracterizados pela alta tecnologia agregada.
Algumas vulnerabilidades no setor, tais como: pouca participação da
sociedade brasileira nos assuntos de Defesa; a escassez de especialistas
civis; a necessidade de modernização e inovação tecnológica; gestão dos
Direitos de Propriedade Intelectual; compensação comercial, industrial e
tecnológica e outras. Aqui, a Gestão do Conhecimento ressalta a diferença
no trato do bem tangível e intangível, pois nos processos do ambiente de
inovação da Defesa, que envolvem alta tecnologia, a preocupação com a
perda de conhecimento deve pautar as atividades de compartilhamento do
conhecimento. Outra razão, o fomento à Inovação no Ambiente da BID
implica a diminuição da dependência tecnológica estrangeira, devendo-se
proteger a novidade do produto. Neste estudo, recorreu-se aos
fundamentos de Inteligência e Contra-Inteligência da Doutrina de
Inteligência de Defesa para qualificar o conhecimento de Defesa e
identificar instrumentos próprios de proteção deste conhecimento. Esta
tese elaborou um framework para representar a aplicação dos
instrumentos de proteção do segredo no Ambiente de Inovação a BID,
detalhando as dimensões de proteção do segredo e a matriz de aplicação
dos instrumentos de proteção. Para isso, foi necessário harmonizar um
conjunto de termos e definições para caracterizar o “segredo” no
Ambiente de Inovação da BID; identificar os instrumentos de proteção;
apresentar o Sistema Sociotécnico para a BID para entender as influências
entre subsistema técnico e o subsistema social, bem como as relações com
o ambiente externo; caracterizar o Ambiente de Inovação da BID,
considerando a atuação dos agentes de Ciência, Tecnologia e Inovação, e
os ciclos de vida dos produtos de Defesa de cada Força Armada.

 

Link para download: Maria Isabel Araujo

KRACIK, Marina Souza. Competências Empreendedoras no Âmbito Social: Um Estudo dos Participantes Catarinenses do Social Good Brasil Lab 2016. Dissertação, 2017.

Os avanços em pesquisa, tecnologia e mercado trazem mudanças locais, regionais e globais cada vez mais constantes e incertas. Em plena era do Conhecimento, mesmo com todas as evoluções, os problemas sociais ainda estão presentes e o acúmulo de renda e acesso às informações estão nas mãos de poucos. Nesse sentido, o Empreendedorismo Social vem ganhando espaço como uma opção à promoção do desenvolvimento, junto com o fomento à inovação e ao crescimento. Empreender socialmente no Brasil é um desafio ainda maior pela falta de um conceito consolidado, pela dificuldade de definir o caráter social do empreendimento e pelas inúmeras maneiras de medir o impacto social e inovador. Os empreendedores devem conhecer as particularidades da empresa, os aspectos internos e externos da organização, identificar pontos que os direcionem ao sucesso da sua missão, mas para que isto aconteça precisam ter competências bem desenvolvidas, quais sejam, empresariais, gerenciais, pessoais, enfim, as empreendedoras. Assim, esta pesquisa tem como objetivo identificar as competências empreendedoras no âmbito social dos participantes catarinenses do Social Good Brasil LAB 2016. Para tanto, a metodologia utilizada foi de cunho exploratório e descritivo, bibliográfica e de abordagem qualitativa. Foi aplicado o questionário de Mota (2013) baseado nas características comportamentais de McClelland, bem como, realizadas entrevistas, sendo que para análise e interpretação dos dados coletados, foi utilizado a análise de conteúdo. O estudo revelou que os empreendedores sociais estudados possuem todas as características empreendedoras do modelo de McClelland: busca de oportunidades e iniciativa; exposição a riscos calculados; exigência de qualidade e eficiência; persistência; comprometimento; estabelecimento de metas; planejamento e monitoramento sistemáticos; busca de informações; persuasão e rede de contatos; e independência e autoconfiança. Por fim, além das competências empreendedoras de McClelland foi possível identificar mais seis competências sociais presentes nos empreendedores estudados: empatia, autocontrole emocional, parceria, credibilidade, comunicação e flexibilidade.

Link para download: Marina Kracik

LARA, Alexander Prado. Um Modelo Conceitual para Apoiar Atividades de Corporate Venture Capital e Geração de Novos Negócios Inovadores por meio de Programas de Aceleração Corporativa. Tese, 2017.

A adoção de atividades de identificação e geração de novos negócios por empresas estabelecidas é algo recente e ainda relativamente limitado, mas a intensificação da competição global e a aceleração das mudanças tecnológicas permitem prever que esse é um movimento que tende a se intensificar. Corporate Venture Capital (CorpVC) e Programas de Aceleração Corporativa (PAC) são duas das diferentes estratégias que uma grande empresa tem para geração de novos negócios a partir do investimento, apoio e construção de parcerias com startups que possuam projetos alinhados com seus interesses financeiros ou estratégicos. Este documento apresenta os resultados de uma pesquisa cujo objetivo foi a construção de um modelo conceitual para nortear concepção e execução de PAC, como forma de explorar sinergias e potencializar benefícios mútuos advindos da cooperação estreita entre corporações e startups; e facilitar a execução de estratégias de CorpVC. Apesar de PAC ser um fenômeno recente, possui crescente relevância econômica, o que, somado à ainda escassa literatura científica, justificou a escolha desse tema de pesquisa. A investigação foi conduzida em sintonia com as abordagens da Pesquisa-Ação e da Ground Theory, adotadas de forma combinada: a primeira como estratégia de condução geral e relação com o fenômeno investigado; e a segunda como referência para o processo de análise dos dados e construção do modelo conceitual. O modelo conceitual foi construído a partir de uma situação real, que concebeu, planejou e executou um PAC (InoveSenior) que atraiu e selecionou oito startups, que entre abril e dezembro de 2015 foram apoiadas por uma empresa madura (Senior Sistemas). Ao final do programa, a corporação investiu em três startups, e com outras três iniciou processo de análise e negociação para formação de parceria ou sociedade. Ou seja, o PAC mostrou-se capaz de cumprir com o objetivo de alimentar o “funil” de CorpVC e de fato gerou novos negócios inovadores para a corporação. Dado o caráter transdisciplinar do problema e a escassez de literatura científica sobre o tema, o modelo conceitual incorpora conhecimentos científicos e não-científicos, análises e comparações entre boas práticas recomendadas pela literatura e os erros, acertos e lições aprendidas — compilados durante a intervenção.

 

Link para download: Alexander Prado Lara 

TORQUATO, Mirian. O Despertar da Criatividade: Gerenciando o Medo. Tese, 2017.

As organizações, na atual era do conhecimento, estão inseridas em um mercado altamente competitivo. Dessa forma, os colaboradores, capital intelectual organizacional, necessitam ser incentivados, na sua singularidade, no que se refere ao desenvolvimento de seus talentos, ou seja, devem ter oportunidades de aflorar o potencial criativo em suas ações cotidianas. Porém, existem fatores inibidores do potencial criativo que dificultam o processo criativo organizacional. Muitas vezes, o medo do fracasso aterroriza as pessoas e, portanto, pode ser considerado um dos maiores obstáculos ao sucesso criativo. Há estudiosos no assunto que sustentam a ideia de que, para a expressão dos talentos humanos, há a necessidade de um trabalho de autoconhecimento em que as pessoas possam entrar em contato com seus medos para o entendimento da possibilidade do caminhar juntos (pessoa/medo) na jornada do processo criativo ou para a construção de novos conhecimentos, habilidades e atitudes, gerando a confiança necessária para geração de novas ideias, surgimento da criatividade e consequente inovação. Neste contexto, esta tese tem por objetivo analisar os fatores  que limitam o potencial criativo do ser humano frente ao medo. O procedimento metodológico para fins a que se propõe este estudo seguiu a linha da Pesquisa Qualitativa e procedimentos de Pesquisa Quantitativa, de cunho Exploratório e Descritivo, sendo que na sua trajetória utilizou instrumentos como questionário, análise estatística, entrevista semiestruturada e análise de conteúdo.  Como resultado desta pesquisa, a partir da análise qualitativa, das sugestões dos participantes da pesquisa para trabalhar o medo das pessoas na vida pessoal e/ou profissional; da análise quantitativa e do conhecimento acadêmico, profissional e pessoal da autora, foram elaboradas recomendações e sugestões de intervenções vivenciais que trabalham o medo para facilitar a confiança criativa às pessoas em seus processos criativos, ou seja, facilitar o despertar  do potencial criativo, as capacidades que têm de ter novas ideias e coragem para testá-las na busca da inovação nos processos criativos. Os resultados apresentados contribuem para o processo de desconstrução e consequente construção 16 de novos conhecimentos, habilidades e atitudes por meio da geração da confiança criativa tão necessária à expressão dos talentos inerentes ao ser humano. As sugestões apontadas exigem mudanças no comportamento e na cultura das pessoas, mas, sobretudo no contexto organizacional, pois sendo os colaboradores capital intelectual organizacional, se faz necessário que sejam estimulados na sua singularidade a expressar seu talento em um ambiente interno, como práticas vivenciais que favoreçam o autoconhecimento com a presença de incentivos e desafios para que, assim, a criatividade possa florescer.

Link para download: Mirian Torquato