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MARQUES, Demis. MODELO PARA AUDITORIA DO CONHECIMENTO EM GERENCIAMENTO DE PROJETO. Dissertação, 2017.

A implantação da gestão do conhecimento (GC) no gerenciamento de projetos tem sua relevância reconhecida pela literatura científica e apresenta desafios distintos da gestão do conhecimento organizacional em especial pelos elementos de temporalidade (projetos tem um período de duração definido) e singularidade (objetivos orientados a um propósito específico). Em especial, destaca-se aqui a etapa da GC que se refere a auditoria do conhecimento. A auditoria do conhecimento (AC) está na primeira fase da implantação da gestão do conhecimento, na fase de diagnóstico. A AC é uma revisão dos ativos de conhecimento da uma organização e sistemas de gestão do conhecimento. Tem como principal resultado a demonstração de onde o valor está sendo criado através de capital humano e estrutural, destacando os pontos onde as ações de gestão do conhecimento podem ser melhor aplicadas. O objetivo deste trabalho é a elaboração de um modelo para auditoria do conhecimento, para o contexto específico de gerenciamento de projetos. O processo de auditoria do conhecimento é constituído por um conjunto de etapas representadas na literatura por modelos de auditoria do conhecimento. Foi realizada uma revisão da literatura buscando encontrar modelos que pudessem contribuir para os resultados desta pesquisa. Nesse processo treze modelos foram encontrados, que atendiam os critérios definidos. Esses modelos foram comparados entre si e seus elementos essenciais foram utilizados para composição de um meta-modelo. Esta proposta de modelo contou ainda com a incorporação de elementos específicos para projetos como dimensões de análise relacionadas a temporalidade (conhecimentos no ciclo de vida do projeto) e singularidade (tipos de conhecimento em projetos). Como forma de verificação do modelo proposto foram realizadas três etapas: verificação prévia, interna e externa, esta última a partir de grupo focal com especialistas em projetos. O resultado é um modelo de auditoria do conhecimento para gerenciamento de projetos que contém seis etapas: planejamento, mobilização, inventário do conhecimento, fluxos do conhecimento, resultados e re-auditoria. O estudo contribui para o avanço de pesquisas sobre o tema, em especial apresentando o estado da arte sobre auditoria do conhecimento, modelos de auditoria do conhecimento e por fim a proposição de um modelo de auditoria do conhecimento para gerenciamento de projetos, que pode contribuir, para que praticantes em projetos lancem mão do modelo a fim de melhorar seus processos de gestão do conhecimento em projetos. Como limitação a esta pesquisa destaca-se que não houve aplicação do modelo ficando esta etapa como sugestão para trabalhos futuros.

Link para download: Demis Marques

CARREIRA, Suely da Silveira. Diretrizes para Práticas de Gestão do Conhecimento nas Organizações de Economia de Comunhão à Luz do Perfil do Empreendedor Social. Tese, 2017.

O conhecimento, atualmente, e o fator de producao imprescindivel para o
crescimento das organizacoes. Assim, compreender como as organizacoes
gerenciam seus conhecimentos tacito e explicito, e como estes sao
transformados em conhecimento organizacional podera proporcionar
ganhos em competitividade e crescimento seguro e sustentavel do ponto de
vista economico. Este estudo tem como objetivo estabelecer diretrizes que
promovam praticas de gestao do conhecimento, nas organizacoes de
Economia de Comunhao, a luz do perfil do empreendedor social. A
pesquisa foi realizada em 22 organizacoes brasileiras que participam do
projeto Economia de Comunhao. O projeto esta disseminado em 194
paises, sendo que no Brasil, ha aproximadamente 125 organizacoes
participantes. Para o desenvolvimento do estudo, foram aplicados
formularios a amostra da pesquisa, a fim de verificar as praticas de gestao
do conhecimento, e testes, para tracar o perfil do empreendedor das
organizacoes pesquisadas. Para validacao do questionario utilizou-se do
metodo estatistico denominado de coeficiente ƒ¿ de Cronback e as analises
foram realizadas pelo metodo qualitativo. A pesquisa identificou forte
relacao entre o perfil do gestor e as praticas de gestao do conhecimento.
Foram propostas diretrizes para a implementacao de praticas de Gestao do
conhecimento nas organizacoes pesquisadas sendo: diretrizes gerais para
todas as empresas, diretrizes por perfil empreendedor de acordo com as
caracteristicas comportamentais, e tambem diretrizes que diferem do
comportamento, direcionadas para proporcionar crescimento e
desenvolvimento pessoal do gestor.

 

Link do Download: Suely da Silva Carreira

PRIM, Marcia Aparecida. ELEMENTOS CONSTITUTIVOS DAS REDES DE COLABORAÇÃO PARA INOVAÇÃO SOCIAL NO CONTEXTO DE INCUBADORAS SOCIAIS. Dissertação, 2017.

A inovação social busca soluções para os problemas sociais de forma a promover mudanças benéficas a um coletivo. Ela é expandida por meio de processos colaborativos, envolvendo atores de diversas áreas que se conectam em redes, na busca de melhores soluções para satisfazer as necessidades da sociedade. O objetivo da presente pesquisa é identificar os elementos constitutivos das redes de colaboração para inovação social, no contexto das incubadoras sociais. Para isso foi realizada uma pesquisa qualitativa e descritiva, do tipo estudo de caso, em uma incubadora social. Os dados foram coletados através da análise documental e entrevistas semiestruturadas. Como resultado, ao se comparar os elementos que constituem as redes de colaboração encontrada na literatura e no estudo de caso, observou-se que os mesmos apresentam grandes semelhanças. Os elementos constitutivos das redes de colaboração são: os parceiros, a colaboração, a autogestão, os recursos, a aprendizagem e a sustentabilidade. Esta pesquisa evidencia o papel do empoderamento como um resultado da formação da rede de colaboração e apresenta também os facilitadores e as barreiras a essa formação, com destaque a forma de gestão e a liderança compartilhada. Esta dissertação contribui para a academia, a partir do momento que aproxima o saber acadêmico do saber popular, por meio de uma pesquisa empírica. Contribui com a prática da gestão do conhecimento em organizações, visto que apresenta os elementos constitutivos das redes de colaboração, para construção coletiva do conhecimento.

 

Link do Download: Marcia A. Prim

SANTOS, Maria Isabel Araujo Silva dos. A Segurança do Segredo: Proposta de Framework de Aplicação dos Instrumentos de Proteção do Segredo no Ambiente de Inovação da Base Industrial de Defesa. Tese, 2017.

A Base Industrial de Defesa representa um conjunto de organizações
públicas e privadas, civis e militares, que participam das etapas de
pesquisa, desenvolvimento, produção, distribuição, e/ou manutenção de
produtos de Defesa. Essas organizações são intensivas em conhecimento,
pois utilizam o conhecimento como base das suas atividades, e o
incorporam aos produtos, caracterizados pela alta tecnologia agregada.
Algumas vulnerabilidades no setor, tais como: pouca participação da
sociedade brasileira nos assuntos de Defesa; a escassez de especialistas
civis; a necessidade de modernização e inovação tecnológica; gestão dos
Direitos de Propriedade Intelectual; compensação comercial, industrial e
tecnológica e outras. Aqui, a Gestão do Conhecimento ressalta a diferença
no trato do bem tangível e intangível, pois nos processos do ambiente de
inovação da Defesa, que envolvem alta tecnologia, a preocupação com a
perda de conhecimento deve pautar as atividades de compartilhamento do
conhecimento. Outra razão, o fomento à Inovação no Ambiente da BID
implica a diminuição da dependência tecnológica estrangeira, devendo-se
proteger a novidade do produto. Neste estudo, recorreu-se aos
fundamentos de Inteligência e Contra-Inteligência da Doutrina de
Inteligência de Defesa para qualificar o conhecimento de Defesa e
identificar instrumentos próprios de proteção deste conhecimento. Esta
tese elaborou um framework para representar a aplicação dos
instrumentos de proteção do segredo no Ambiente de Inovação a BID,
detalhando as dimensões de proteção do segredo e a matriz de aplicação
dos instrumentos de proteção. Para isso, foi necessário harmonizar um
conjunto de termos e definições para caracterizar o “segredo” no
Ambiente de Inovação da BID; identificar os instrumentos de proteção;
apresentar o Sistema Sociotécnico para a BID para entender as influências
entre subsistema técnico e o subsistema social, bem como as relações com
o ambiente externo; caracterizar o Ambiente de Inovação da BID,
considerando a atuação dos agentes de Ciência, Tecnologia e Inovação, e
os ciclos de vida dos produtos de Defesa de cada Força Armada.

 

Link para download: Maria Isabel Araujo

KRACIK, Marina Souza. Competências Empreendedoras no Âmbito Social: Um Estudo dos Participantes Catarinenses do Social Good Brasil Lab 2016. Dissertação, 2017.

Os avanços em pesquisa, tecnologia e mercado trazem mudanças locais, regionais e globais cada vez mais constantes e incertas. Em plena era do Conhecimento, mesmo com todas as evoluções, os problemas sociais ainda estão presentes e o acúmulo de renda e acesso às informações estão nas mãos de poucos. Nesse sentido, o Empreendedorismo Social vem ganhando espaço como uma opção à promoção do desenvolvimento, junto com o fomento à inovação e ao crescimento. Empreender socialmente no Brasil é um desafio ainda maior pela falta de um conceito consolidado, pela dificuldade de definir o caráter social do empreendimento e pelas inúmeras maneiras de medir o impacto social e inovador. Os empreendedores devem conhecer as particularidades da empresa, os aspectos internos e externos da organização, identificar pontos que os direcionem ao sucesso da sua missão, mas para que isto aconteça precisam ter competências bem desenvolvidas, quais sejam, empresariais, gerenciais, pessoais, enfim, as empreendedoras. Assim, esta pesquisa tem como objetivo identificar as competências empreendedoras no âmbito social dos participantes catarinenses do Social Good Brasil LAB 2016. Para tanto, a metodologia utilizada foi de cunho exploratório e descritivo, bibliográfica e de abordagem qualitativa. Foi aplicado o questionário de Mota (2013) baseado nas características comportamentais de McClelland, bem como, realizadas entrevistas, sendo que para análise e interpretação dos dados coletados, foi utilizado a análise de conteúdo. O estudo revelou que os empreendedores sociais estudados possuem todas as características empreendedoras do modelo de McClelland: busca de oportunidades e iniciativa; exposição a riscos calculados; exigência de qualidade e eficiência; persistência; comprometimento; estabelecimento de metas; planejamento e monitoramento sistemáticos; busca de informações; persuasão e rede de contatos; e independência e autoconfiança. Por fim, além das competências empreendedoras de McClelland foi possível identificar mais seis competências sociais presentes nos empreendedores estudados: empatia, autocontrole emocional, parceria, credibilidade, comunicação e flexibilidade.

Link para download: Marina Kracik

LARA, Alexander Prado. Um Modelo Conceitual para Apoiar Atividades de Corporate Venture Capital e Geração de Novos Negócios Inovadores por meio de Programas de Aceleração Corporativa. Tese, 2017.

A adoção de atividades de identificação e geração de novos negócios por empresas estabelecidas é algo recente e ainda relativamente limitado, mas a intensificação da competição global e a aceleração das mudanças tecnológicas permitem prever que esse é um movimento que tende a se intensificar. Corporate Venture Capital (CorpVC) e Programas de Aceleração Corporativa (PAC) são duas das diferentes estratégias que uma grande empresa tem para geração de novos negócios a partir do investimento, apoio e construção de parcerias com startups que possuam projetos alinhados com seus interesses financeiros ou estratégicos. Este documento apresenta os resultados de uma pesquisa cujo objetivo foi a construção de um modelo conceitual para nortear concepção e execução de PAC, como forma de explorar sinergias e potencializar benefícios mútuos advindos da cooperação estreita entre corporações e startups; e facilitar a execução de estratégias de CorpVC. Apesar de PAC ser um fenômeno recente, possui crescente relevância econômica, o que, somado à ainda escassa literatura científica, justificou a escolha desse tema de pesquisa. A investigação foi conduzida em sintonia com as abordagens da Pesquisa-Ação e da Ground Theory, adotadas de forma combinada: a primeira como estratégia de condução geral e relação com o fenômeno investigado; e a segunda como referência para o processo de análise dos dados e construção do modelo conceitual. O modelo conceitual foi construído a partir de uma situação real, que concebeu, planejou e executou um PAC (InoveSenior) que atraiu e selecionou oito startups, que entre abril e dezembro de 2015 foram apoiadas por uma empresa madura (Senior Sistemas). Ao final do programa, a corporação investiu em três startups, e com outras três iniciou processo de análise e negociação para formação de parceria ou sociedade. Ou seja, o PAC mostrou-se capaz de cumprir com o objetivo de alimentar o “funil” de CorpVC e de fato gerou novos negócios inovadores para a corporação. Dado o caráter transdisciplinar do problema e a escassez de literatura científica sobre o tema, o modelo conceitual incorpora conhecimentos científicos e não-científicos, análises e comparações entre boas práticas recomendadas pela literatura e os erros, acertos e lições aprendidas — compilados durante a intervenção.

 

Link para download: Alexander Prado Lara 

TORQUATO, Mirian. O Despertar da Criatividade: Gerenciando o Medo. Tese, 2017.

As organizações, na atual era do conhecimento, estão inseridas em um mercado altamente competitivo. Dessa forma, os colaboradores, capital intelectual organizacional, necessitam ser incentivados, na sua singularidade, no que se refere ao desenvolvimento de seus talentos, ou seja, devem ter oportunidades de aflorar o potencial criativo em suas ações cotidianas. Porém, existem fatores inibidores do potencial criativo que dificultam o processo criativo organizacional. Muitas vezes, o medo do fracasso aterroriza as pessoas e, portanto, pode ser considerado um dos maiores obstáculos ao sucesso criativo. Há estudiosos no assunto que sustentam a ideia de que, para a expressão dos talentos humanos, há a necessidade de um trabalho de autoconhecimento em que as pessoas possam entrar em contato com seus medos para o entendimento da possibilidade do caminhar juntos (pessoa/medo) na jornada do processo criativo ou para a construção de novos conhecimentos, habilidades e atitudes, gerando a confiança necessária para geração de novas ideias, surgimento da criatividade e consequente inovação. Neste contexto, esta tese tem por objetivo analisar os fatores  que limitam o potencial criativo do ser humano frente ao medo. O procedimento metodológico para fins a que se propõe este estudo seguiu a linha da Pesquisa Qualitativa e procedimentos de Pesquisa Quantitativa, de cunho Exploratório e Descritivo, sendo que na sua trajetória utilizou instrumentos como questionário, análise estatística, entrevista semiestruturada e análise de conteúdo.  Como resultado desta pesquisa, a partir da análise qualitativa, das sugestões dos participantes da pesquisa para trabalhar o medo das pessoas na vida pessoal e/ou profissional; da análise quantitativa e do conhecimento acadêmico, profissional e pessoal da autora, foram elaboradas recomendações e sugestões de intervenções vivenciais que trabalham o medo para facilitar a confiança criativa às pessoas em seus processos criativos, ou seja, facilitar o despertar  do potencial criativo, as capacidades que têm de ter novas ideias e coragem para testá-las na busca da inovação nos processos criativos. Os resultados apresentados contribuem para o processo de desconstrução e consequente construção 16 de novos conhecimentos, habilidades e atitudes por meio da geração da confiança criativa tão necessária à expressão dos talentos inerentes ao ser humano. As sugestões apontadas exigem mudanças no comportamento e na cultura das pessoas, mas, sobretudo no contexto organizacional, pois sendo os colaboradores capital intelectual organizacional, se faz necessário que sejam estimulados na sua singularidade a expressar seu talento em um ambiente interno, como práticas vivenciais que favoreçam o autoconhecimento com a presença de incentivos e desafios para que, assim, a criatividade possa florescer.

Link para download: Mirian Torquato

PANISSON, César. Políticas Públicas que Subsidiam o Desenvolvimento de Empresas de Base Tecnológica: Um Estudo de Multicasos. Dissertação, 2017.

O novo modelo econômico, baseado no conhecimento, traz a inovação
como principal aspecto de valor para o desenvolvimento social e
econômico de uma nação ou região. Nesse sentido, os Sistemas
Nacionais e Regionais de Inovação buscam constituir uma estrutura com
mecanismos que contribuem para o desenvolvimento da inovação,
através de políticas públicas de fomento e incentivo, além de integrar os
agentes públicos e privados. Dessa forma, os mecanismos de fomento
têm importante papel no desenvolvimento de Empresas de Base
Tecnológica que, por sua vez, tem a inovação como principal fator
estratégico. Este estudo tem como objetivo analisar as Políticas Públicas
que contribuem para o processo de inovação e de desenvolvimento de
Empresas de Base Tecnológica. Para atingir o objetivo proposto,
realizou-se um estudo qualitativo de cunho bibliográfico, exploratório e
descritivo. Para coleta de dados empíricos, foi realizado um estudo de
multicasos e aplicada entrevista semiestruturada, o que subsidiou a
análise de conteúdo categorial. Como resultado pode-se verificar que o
Sistema Nacional de Inovação (SNI) brasileiro possui uma diversidade
de mecanismos que subsidiam a inovação, o que contribui para o
desenvolvimento das Empresas de Base Tecnologica, no qual pode-se
citar os recursos não-reembolsáveis, os benefícios fiscais juntamente
com os dispositivos legais de incentivos, e programas de capacitação
gerencial. Porém, para maior efetividade na aplicação dos
investimentos, o SNI ainda carece de maior dinamismo e articulação
com o sistema produtivo para seu amadurecimento e eficiência de suas
políticas.

Link para Download: César Panisson

GRAMKOW, Fabiana Bohm. Liderança Complexa em uma Equipe de Desenvolvimento de Software. Tese, 2017.

Os estudos sobre liderança vêm se desenvolvendo e aprimorando conforme as necessidades e desafios organizacionais, bem como imbricando com outros assuntos correlatos e formando novas discussões e construções teóricas. Uma dessas construções refere-se à Teoria da Liderança Complexa (TLC). Esta teoria mostra que a dinâmica da complexidade representa uma nova forma de pensar a teoria da liderança. Utiliza como base a relação e interação entre os elementos: (a) sistemas adaptativos complexos; (b) comportamento de interação, correlação e imprevisibilidade; (c) dinâmica da emergência; (d) funções administrativa, adaptativa e promotora, para explicar o processo de liderança no contexto organizacional. Esse processo, sob a ótica da TLC, demonstra que a ciência da complexidade afasta as noções burocráticas de controle e previsibilidade para aproximar-se da percepção de uma liderança em rede, complexa, adaptativa e não linear, uma liderança como processo interativo, que emerge no contexto e na história. As organizações possuem algum grau de complexidade, em função das características do ambiente onde estão inseridas. As organizações inseridas em ambientes de mudança constante, rápida inovação e alta competitividade possuem um grau elevado de complexidade. Um exemplo desse tipo organizacional são as empresas e equipes de desenvolvimento de software. Nesse contexto, para serem bem sucedidas, essas organizações necessitam de uma forma de liderança diferente da tradicional. Nesse sentido, nesta pesquisa, meu objetivo foi compreender a liderança sob a ótica da Teoria da Liderança Complexa (TLC), em uma equipe de desenvolvimento de software. Para alcançar o objetivo proposto, utilizei a metodologia qualitativa, de cunho interpretativista, tendo como método a etnografia informada pela teoria da liderança complexa. A etnografia informada é um método baseado no uso de uma teoria definida e delineada para investigação de um grupo e sua cultura. Os resultados demonstram que a liderança ocorre através de um processo dinâmico e compartilhado. Ouso dizer que, em alguns momentos, ela tem características coletivas, e o resultado não pode ser resguardado apenas a um indivíduo, mas à interação entre indivíduos. Outro aspecto que observei foi a importância da função promotora, um dos componentes da TLC, no alcance dos resultados da equipe estudada (EDS1). Nesse aspecto, destaco o entrelaçamento entre as funções da liderança, tendo como protagonista a função promotora, até por se tratar de sua peculiaridade. No campo deste estudo, a EDS1, uma equipe jovem e com pouca experiência, a função promotora se destaca por elevar o resultado
da equipe proporcionalmente à maior efetividade da atuação dessa função. Devido a essas observações, proponho, como contribuição empírica, uma releitura no modelo da Teoria da Liderança Complexa, em que a função promotora pode ser comparada a um atractor que avança ou retrocede em uma nova órbita, conforme vão ocorrendo os pontos de intersecção em seu movimento. Essas novas órbitas na EDS1 derivam do desenvolvimento de formas mais eficientes de atuação da equipe, portanto, caracterizam-se como avanços e não retrocessos. Em função de algumas lacunas conceituais, senti a necessidade de construir definições de alguns elementos que compõem o contexto e os mecanismos da dinâmica da emergência, sendo esta uma contribuição conceitual deste trabalho. Espero que as contribuições desta tese sirvam de incentivo para pesquisas futuras.

 

Link para Download: Fabiana Bohm Gramkow

NETO, Roseli Jenoveva. A Capacidade Absortiva no Processo de Gestão da Inovação: Análises em Empresas Consideradas Inovadoras. Tese, 2016.

A capacidade absortiva (CA) define-se pela capacidade da empresa de identificar, assimilar e explorar ou explotar comercialmente o conhecimento disponível em seu ambiente. Uma das formas de entender o processo de geração da inovação e dos elementos organizacionais viabilizadores é por meio de como a capacidade absortiva ocorre. Entende-se que, se uma empresa é capaz de identificar, reconhecer e aprimorar sua capacidade absortiva, então propicia a capacidade de renovação de sua base de conhecimentos, o que influencia a performance relacionada à inovação criando vantagem competitiva. O constructo pode ser utilizado como um direcionador da gestão de conhecimento desde o nível do indivíduo, da organização até o nível de nações inteiras. Neste contexto, o objetivo desta tese é compreender como o modelo de capacidade absortiva auxilia nos processos de gestão da inovação em empresas consideradas inovadoras. Quanto aos procedimentos metodológicos trata-se de uma pesquisa qualitativa, descritiva e aplicada quanto aos fins e quanto aos meios de investigação como bibliográfica e de campo. As unidades de análise foram três empresas industriais consideradas inovadoras, que desenvolveram e estão comercializando pelo menos um produto inovador. Os respondentes do questionário e entrevistas foram os líderes estratégicos e intermediários. O resultado da pesquisa aponta que o principal fator interno considerado de alta relevância para a inovação é a base de conhecimento prévio e a experiência. Os clientes e consumidores finais foram as fontes externas mais citadas como contribuição para o processo de inovação. A liderança, cultura e estratégias foram os direcionadores da inovação mais relevantes identificados pela literatura e pela pesquisa empírica. Com destaque para o papel das lideranças intermediárias que atuam como elos entre a liderança estratégica e as lideranças operacionais possibilitando um fluxo multidirecional de conhecimento. As inovações realizadas foram avaliadas como incrementais de produto em duas empresas e inovação estratégica na terceira empresa.

Link para download: Roseli Jenoveva Neto