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ALVAREZ, Ana Maria Ortegon. PROCESSO DE APRENDIZAGEM DE EQUIPES DE PROJETO. UMA ABORDAGEM BASEADA NA EXPERIÊNCIA. Tese, 2018.

As exigências de competitividade no mercado global levam as empresas a realizar esforços para atingir sustentabilidade em longo prazo, e tanto a aprendizagem de equipes quanto o trabalho por projetos são descritos na literatura científica como fontes de vantagens competitivas. No entanto, a aprendizagem é um desafio no ambiente dos projetos, considerando a natureza complexa deles. Este estudo foca-se no processo de aprendizagem de equipes de projeto em contextos reais. O objetivo é compreender como ocorre a aprendizagem de uma equipe de projeto inserida em uma empresa colombiana do setor da construção civil. A fundamentação teórica abordou três construtos: a aprendizagem de equipes, o contexto dos projetos e a aprendizagem de equipes de projetos. Assume-se a aprendizagem de equipes como o processo iterativo de reflexão- ação, a serviço de qualquer meta organizacional e desenvolvido por meio de atividades interdependentes realizadas pelos membros da equipe. O estudo adota uma perspectiva de processos de grupo cujo objeto de análise são equipes em contextos reais. Desenvolve-se, portanto, um estudo de caso qualitativo fundamentado na experiência de uma equipe formada por pessoas com experiência e bases de conhecimento diferentes. A coleta de dados incluiu técnicas como: entrevistas, grupos focais, observação de reuniões e documentos institucionais. A análise dos dados foi realizada por meio da análise temática, com a utilização de técnicas e procedimentos de transformação de dados qualitativos. Foram identificados três grandes temas ao redor dos quais construiu-se o caso: componentes dinâmicos vinculados com a aprendizagem da equipe; comportamentos de aprendizagem da equipe e a gestão de projetos como quadro de atuação estável da equipe. A análise permitiu identificar uma perspectiva temporal da aprendizagem da equipe que se desenvolveu conforme o modelo de Equilíbrio Pontuado de Gersick. Também foi identificado o caráter flexível e dinâmico das metas de aprendizagem no percurso do projeto, e evidenciou-se que a gestão de projetos tem o potencial de auxiliar a aprendizagem da equipe em função da percepção da gerência e dos membros da equipe a respeito dos avanços nos resultados e do prazo de finalização do projeto.

Link para download: Ana Ma Ortegon

JUNIOR, Sigmundo Preissler. A KNOWLEDGE-BASED MODEL TO HOUSE THERMAL PARAMETERS IDENTIFICATION FROM HEAT PUMPS CONSUMPTIONS IN A MULTI-ZONE SMART BUILDINGS CONTEXT. Tese, 2017.

As emissões de dióxido de carbono (CO2) são os principais contribuintes
para a mudança climática. Essas emissões estão diretamente
relacionadas ao aquecimento global. Portanto, ao reduzir
emissões destes gases pode-se contribuir para a redução
nas mudanças climáticas. As reduções nas emissões de CO2 podem
começar localmente nas regiões e, posteriormente, contribuir
para o efeito de redução global. Isso implica que a redução
do consumo de energia elétrica contribuirá diretamente para a
redução de CO2. O setor residencial foi responsável por cerca
de 40% do consumo total de energia primária na União Europeia
e é responsável por 36% das emissões totais de CO2 nos
últimos anos. Essa informação mostra que os estudos sobre o
consumo de aquecimento são importantes uma vez que podem
gerar impactos significativos na poupança de energia e, consequentemente,
na redução das emissões de CO2. No Brasil, o uso
de bombas de calor para o aquecimento residencial não compõe
um percentual tão significativo como ocorre em países europeus.
Isso se dá especialmente pelo fato de que o Brasil é um país que
possui uma situação climática em que períodos de inverno são
menos rigorosos do que os países europeus, por exemplo. Como
o escopo deste trabalho é estudar aquecimento em edifícios que
usam bombas de calor, a questão problematizadora é: como reduzir
o consumo de energia elétrica da bomba de calor devido
ao aquecimento em ambientes multi-zona bem como a emissão
de CO2 para a atmosfera, considerando a garantia do conforto
térmico de seus usuários?

Link para download: Sigmundo Preissler Junior

DUARTE, Kedma Batista. ASSESSING RESEARCHER QUALITY FOR COLLABORATIVE PURPOSES. Tese, 2017.

Avaliar a qualidade do pesquisador tem sido um desafio constante para os tomadores de decisão, os quais precisam de métodos mais eficientes, baseados em critérios objetivos, para orientar políticas de pesquisa. Por exemplo, em propósitos tais como recrutamento, promoção e fomento. Esta tese investiga a avaliação da qualidade do pesquisador, tendo como principal foco, os colaboradores científicos. Atualmente, as métricas para avaliar a colaboração científica são baseadas no índice de citações e em coautoria. No entanto, a literatura tem recomendado investigar métodos para mensurar a colaboração científica que vão além das taxas de citação. Outro fato é que, no processo de seleção de pesquisadores individuais para fins colaborativos, considerar todo o grupo não é suficiente, uma vez que os indivíduos devem ser avaliados e não o grupo inteiro, como no caso das redes de coautoria. Além disso, críticas sobre a aplicação incorreta de métricas tem incitado um debate entre pesquisadores e tomadores de decisão para o uso correto de métricas de pesquisa. Assim, esta tese propõe, um método que considera indivíduos e o propósito da avaliação, o purpose-oriented method. Esta solução baseia-se na Engenharia do Conhecimento, adota Raciocínio Baseado em Casos como metodologia de implementação, e usa dados da base de dados Lattes. O método proposto avalia automaticamente a qualidade dos pesquisadores, aplicando medidas de similaridade aos seus curriculums vitae, considerando a experiência de pesquisadores bem-sucedidos para avaliar pesquisadores candidatos a um processo de seleção alvo. Os resultados de dois cenários experimentais demonstram a usabilidade do método proposto, bem como, as contribuições desta tese para os tomadores de decisão em Ciência e Tecnologia. O estudo contribui com uma metodologia que demonstra “como fazer” para mensurar a qualidade dos colaboradores científicos com base em suas trajetórias de carreiras. Além disso, a solução permite comparar automaticamente um grande número de curriculums vitae, apoiando avaliações de especialistas qualitativos. Acima de tudo, este estudo contribui com pesquisadores e tomadores de decisão, aumentando a compreensão da avaliação individual de pesquisadores em propósitos colaborativos.

Link para download: Kedma_Batista-Duarte

JUNIOR, Egon Sewald. Sistemática para Representação de Conhecimento Judicial baseado em Colaboração, Consenso e Reputação. Tese, 2017

DA SILVA, Madalena Pereira. UM MODELO DE GERENCIAMENTO DA QUALIDADE DE EXPERIÊNCIA PARA A PROVISÃO DE SERVIÇOS CIENTES DE CONTEXTO. Tese, 2017.

A QoE (Quality of Experience) refere-se a avaliação das percepções e
expectativas dos usuários no uso do serviço. Essa avaliação pode ser
influenciada por vários aspectos (e.g. funcionais, técnicos, humanos) que
podem interferir na UX (User Experience). No entanto, em sistemas de
comunicação de dados, a QoE tem sido estudada como uma extensão da
QoS (Quality of Service), onde muitas vezes, apenas parâmetros técnicos
relacionados com o desempenho da rede são usados para predizer o nível de
satisfação do usuário em relação ao serviço provido. Para uma gestão bem
sucedida da QoE é necessário uma compreensão profunda e abrangente das
múltiplas dimensões da percepção humana sobre a qualidade e dos fatores
de influência contemplados nessas dimensões. Nesta tese é proposto um
modelo de gerenciamento da QoE para prover serviços cientes de contexto,
em sistemas de comunicação de dados, trazendo como resultados: (i) uma
taxonomia multidimensional da QoE, pautada numa abordagem
interdisciplinar; (ii) um modelo ontológico de representação do
conhecimento da QoE; (iii) uma aplicação de gerenciamento de rede, com
características semânticas e autonômicas, que aprende a UX e provê
serviços cientes de contexto; (iv) uma arquitetura de provisão de serviços
orientada ao usuário, projetada para a Internet do Futuro, com o uso de SDN
(Software-Defined Networking). Para verificar a viabilidade do modelo
proposto foi apresentado um cenário de provisão de serviços de eHealth
entre um AAL (Ambient Assisted Living) e uma unidade de atendimento
remota. Na avaliação foi verificado se os componentes do modelo proposto,
quando comparados com os componentes da abordagem nativa, são capazes
de: (i) prover serviços cientes do contexto e (ii) detectar, planejar e
desencadear ações para restaurar a QoE, usando o conhecimento disponível
na KB (Knowledge Base). A análise estatística realizada sobre os dados dos
resultados experimentais permitiu evidenciar, com intervalo de confiança de
95%, que todos os serviços de eHealth, usando os componentes do modelo
proposto, foram providos com qualidade superior quando comparados com
os componentes da abordagem nativa.

Link para download: Madalena Pereira da Silva

SCHMITZ, Ademar. A INOVAÇÃO E O EMPREENDEDORISMO NA UNIVERSIDADE: UM FRAMEWORK CONCEITUAL SISTÊMICO PARA PROMOVER DESENVOLVIMENTO SOCIOECONÔMICO REGIONAL E SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL. Tese, 2017.

A inovação e o empreendedorismo no ambiente acadêmico estão sendo estudados sob diversos rótulos, tais como universidade inovadora, universidade empreendedora, inovação acadêmica, empreendedorismo acadêmico, inovação universitária e empreendedorismo universitário. Apesar do aumento das publicações nos últimos anos, este tema continua fragmentado, exigindo estudos mais sistêmicos, que incluam tanto os aspectos econômicos quanto os aspectos sociais da inovação e do empreendedorismo. Assim, esta tese tem por objetivo propor um framework conceitual sistêmico de inovação e empreendedorismo para a Universidade, a fim de promover desenvolvimento socioeconômico regional e sustentabilidade institucional. Este objetivo foi atingido por meio de um estudo exploratório e descritivo valendo-se de uma revisão sistemática da literatura e múltiplos estudos de caso. A revisão sistemática da literatura permitiu a compreensão da abrangência da inovação e do empreendedorismo na Universidade. Já os múltiplos estudos de caso permitiram a identificação dos elementos sistêmicos da inovação e do empreendedorismo na Universidade, com ênfase nos mecanismos, bem como a identificação das contribuições da Universidade, por meio da inovação e do empreendedorismo para com o desenvolvimento socioeconômico regional e a sustentabilidade institucional. Resulta que a Universidade pode ser representada como um sistema social complexo, composta por indivíduos e artefatos no nível micro e pela organização acadêmica e administrativa no nível macro. Considerando, ainda, o ambiente, composto por empresas, governo e comunidades, a estrutura da Universidade pode ser definida nos níveis do indivíduo, da organização e das interações com o ambiente. Já os mecanismos estão organizados nas dimensões ensino, pesquisa, extensão e gestão, em consonância com as funções elementares da Universidade e à gestão universitária. Assim, existem relações entre as próprias dimensões da inovação e do empreendedorismo, entre os seus níveis (relações bottom-up, top-down e input-output) já que um nível tanto influencia quanto é influenciado pelos demais, e entre os próprios mecanismos nas diferentes dimensões. Desta visão sistêmica, decorrem três proposições: quanto maior a contribuição da Universidade para o desenvolvimento socioeconômico regional, maior a possibilidade da preservação da sustentabilidade institucional da Universidade; os indivíduos contribuem para a organização, a organização afeta os indivíduos, os indivíduos e a organização impactam o ambiente e o ambiente impacta os indivíduos e a organização; e, a inovação e o empreendedorismo são fomentados por meio do ensino, da pesquisa e da extensão, ao mesmo tempo que permitem a Universidade ser inovadora e empreendedora por meio da gestão universitária. Espera-se que o framework proposto venha a ser um ponto de referência para pesquisas futuras sobre a inovação e o empreendedorismo na Universidade e permita que as universidades possam implementar mecanismos mais adequados para o desenvolvimento socioeconômico do seu entorno e para a manutenção de sua própria sustentabilidade.

Link para download: Ademar Schmitz

SCHREINER, Tatiana. Os Processos de Liderança na Implantação de um Centro de Inovação a partir da Perspectiva Construcionista. Dissertação, 2017.

Apesar da extensa literatura sobre liderança, pouco se tem usado a
perspectiva construcionista para estudar grupos que buscam trabalhar de
forma colaborativa para a construção de ambientes de inovação, como é
o caso do Centro de Inovação – instituição criada pela Secretaria do
Estado de Desenvolvimento Econômico e Sustentável de Santa Catarina
(SDS). Esta pesquisa teve como objetivo compreender, a partir da
perspectiva dos atores, como um grupo envolvido com a implantação de
um Centro de Inovação cria visão, coordena o trabalho coletivo e
constrói motivação e confiança nesse processo. Para atender ao objetivo,
foi realizada uma investigação narrativa com 11 atores (dez
representantes da tríplice hélice da região selecionada e um
representante da SDS), cujas histórias foram analisadas segundo o
modelo DAC – direção, alinhamento e comprometimento. Essa
perspectiva propõe que o foco não esteja na maneira como a liderança é
praticada, mas no que as pessoas esperam conquistar com a liderança.
As histórias dos atores de cada hélice foram analisadas, para se
compreender como a tríplice hélice produz DAC na implantação de um
Centro de Inovação. Os resultados mostram que o elemento direção vem
sendo elaborado a partir da relação histórica dos atores com uma
fundação de pesquisa e seus desdobramentos, como a criação de uma
incubadora visando a mudança da matriz econômica da cidade. Além
disso, com a chegada do Centro de Inovação, um vasto conteúdo
referenciado em experiências sobre habitats de inovação e modelos de
gestão foi transmitido pela SDS. Em relação ao alinhamento, a
coordenação do trabalho se dá por meio das reuniões do grupo, em que
os membros discutem os problemas e definem as soluções. Essa prática
de liderança gerou resultados como, por exemplo, a criação do modelo
de governança para viabilizar a produção de ações conjuntas. O
elemento comprometimento vem sendo construído por meio de ações
voluntárias e da participação de alguns atores em outras instituições da
tríplice hélice. Por fim, a análise dos dados permitiu sugerir que o
processo de liderança será fortalecido à medida que o grupo conseguir
revisitar e ajustar a visão compartilhada, desenvolver instrumentos de
apoio à coordenação dos trabalhos e compreender as necessidades de
cada instituição envolvida. Além disso, será necessário o estreitamento
da relação com o Governo do Estado.

Link para download: Tatiana Schreiner

REZENDE, Maurício Seiji Cesar. A Gestão do Conhecimento em uma Organização de Software: Construção de uma Teoria Substantiva. Tese, 2017.

As organizações de software estão entre as principais responsáveis pelo crescimento econômico e pela globalização da economia. Os produtos e serviços dessas empresas, presentes no dia a dia da maioria das pessoas, estão entre os principais indicadores da importância que o conhecimento, na forma de ativo intangível, atingiu nas últimas décadas. Considerando-se essa importância e o fato de que o próprio processo de desenvolvimento de software é uma atividade de uso intensivo do conhecimento, este trabalho visa aprofundar o conhecimento científico quanto à gestão do conhecimento através de uma pesquisa realizada em uma organização de software. Para isso, foram adotados procedimentos metodológicos da grounded theory como método qualitativo de pesquisa e seguidas as orientações de Strauss e Corbin (2008). Guiados pelo método descrito pelos autores, foram realizados ciclos de coleta e análise de dados no período de 2013 a 2015 em uma organização de software da cidade de Florianópolis. O objetivo desta tese foi a criação de uma teoria substantiva composta por um conjunto de categorias e subcategorias identificadas em análises cíclicas dos dados coletados. Os resultados da pesquisa mostraram que a gestão conhecimento na organização de software é importante para a segurança e retenção do conhecimento organizacional, assim como para o planejamento e controle das atividades realizadas pelos colaboradores. Além disso, são consequências dessa gestão, na empresa estudada, o apoio ao desenvolvimento dos funcionários e a organização do conhecimento. A pesquisa revelou também que os frutos da gestão do conhecimento na organização analisada foram colhidos através da aplicação de técnicas como: criação de uma cultura de documentação e atualização dos procedimentos organizacionais; realização de reuniões periódicas e com objetivos claros dentro e entre as diferentes equipes; participação em projetos de pesquisa e utilização de ferramentas tecnológicas destinadas ao apoio da gestão do conhecimento.

Link para download: Mauricio Seiji Cesar Rezende

ANDERLE, Daniel Fernando. Modelo de Conhecimento para Representação Semântica de Smart Cities com foco nas Pessoas. Tese, 2017.

Devido ao inchaço das cidades e a crescente demanda por soluções de
problemas cada vez mais críticos, oriundos da recorrente falta de
planejamento e de recursos cada vez mais escassos, o conceito de Smart
Cities está sendo cada mais disseminado pelo mundo, ainda através das
TICs propor soluções aos sérios problemas sociais como: saúde, educação
e segurança. No entanto as pesquisas apontam que para uma cidade se
tornar inteligente e ser bem-sucedida antes de qualquer coisa, a mesma
deve possuir uma estreita relação com seus habitantes, onde deva existir
uma troca bilateral de conhecimento entre seus habitantes e os provedores
de tecnologia, para que possam alinhar-se convergindo de forma mútua
na solução dos referidos problemas. Uma Smart City é muito mais que
tecnologia, é uma cidade onde o centro das soluções são as pessoas e não
as TICs. Uma cidade para ser considerada Smart City, deve garantir aos
seus habitantes acima de tudo qualidade de vida e bem-estar, onde a
tecnologia é apenas meio e não o fim. Desta forma, a presente tese
ocupou-se em estudar e apresentar um Modelo de Conhecimento baseado
em tecnologias como: ontologias, padrões de projeto e análise de
sentimento, que pudessem representar semanticamente e de forma
genérica as dimensões de uma Smart City, buscando colocar sempre como
cerne as pessoas assim como as suas demandas. Partindo desses
pressupostos, desenvolveu-se, o escopo do problema, o levantamento
bibliográfico, a construção de quadro conceitual e dos constructos de uma
Smart City, uma ontologia que buscasse representar as pessoas que
habitam uma cidade, a elaboração de um ferramental onde possibilitasse
analisar a satisfação dos habitantes em relação as dimensões propostas,
propõe-se modelos de padrão de projeto pautado na bibliografia existente.
Por fim, verificou-se a viabilidade do modelo através da opinião de
especialistas de domínio que compõem a tríplice hélice mais a sociedade
civil, é realizado uma análise das suas contribuições para o
desenvolvimento de uma Smart City com foco nas pessoas. O resultado
da tese foi um modelo de conhecimento que através da representação
semântica aponte possíveis trajetórias de aplicações de Smart Cities com
foco nas pessoas.

Link para download: Daniel Fernando Anderle

BORGES, Michele Andreia. Dinâmica das Parcerias Intersetoriais em Iniciativas de Inovação Social: da descrição à proposição de diretrizes. Tese, 2017.

A inovação social tem evoluído como um importante mecanismo para responder aos desafios sociais globais e as demandas sociais dos territórios. Uma característica relevante do processo de inovação social é a colaboração entre os múltiplos atores, por intermédio da formação de parcerias intersetoriais, que contempla em sua definição, o Estado, o setor empresarial, o terceiro setor e os indivíduos e comunidades. As parcerias intersetoriais tem propiciado uma forma inovadora de se inter-relacionar e tem proporcionado o desenvolvimento e sustentabilidades das iniciativas de inovação social. A complexidade que envolve essas relações demanda um acompanhamento holístico da dinâmica dessas parcerias. Deste modo, o objetivo desta pesquisa foi descrever a dinâmica das parcerias intersetoriais das iniciativas de inovação social em Portugal. A análise descritiva da dinâmica das parcerias intersetoriais foi conduzida por meio de um estudo com vinte iniciativas caracterizadas como inovação social pelo Mapa de Empreendedorismo e Inovação Social de Portugal e pelo Centro de Inovação Social do Porto/Portugal. Por meio de uma abordagem qualitativa e da estratégia de triangulação das múltiplas fontes de dados (entrevista, documentos e questionário) foi realizada a descrição do ecossistema das parcerias intersetoriais, o envolvimento dos parceiros no processo de inovação social, o processo de identificação e aquisição dos parceiros, o processo de governança e os resultados da relação de parceria. O resultado dessa análise permitiu, entre outras conclusões, inferir que a dinâmica das parcerias é determinada pelos objetivos sociais da iniciativa e pelos objetivos específicos com os parceiros. Apesar das particularidades dos objetivos, inerente a cada iniciativa, a dinâmica das parcerias nos indica que a complementaridade de recursos tangíveis e intangíveis entre as partes envolvidas é um fator crítico de sucesso à iniciativa, que gera benefícios para ambas as partes, evitando sobreposição de papéis. Além disso, a dinâmica das parcerias é regulada pela governança; embora, pode-se constatar que na maioria das iniciativas não há um modelo de governança formalmente institucionalizado na rede. Por fim, a análise da dinâmica junto as iniciativas estudadas, torna evidente a relevância das parcerias
intersetoriais nos impactos sociais das iniciativas. Com base nos resultados da análise empírica e dos fundamentos teóricos, as diretrizes propostas foram determinadas por três macro componentes metafóricos: eixo, hélice e grade. Isto é, o processo de inovação social é o eixo que suporta e faz rodar as “hélices”, que por sua vez, movimentam a dinâmica das parcerias intersetoriais. A compilação da teoria com os resultados empíricos determinou três hélices: I) planejar as parcerias; II) mapear, adquirir e nutrir as parcerias; e III) avaliar os resultados das parcerias e as implicações nos impactos sociais. A governança é a “grade” que projeto o eixo e as hélices, isto é, estabelece as regras e os limites da gestão da rede de parceiros. Para cada um desses componentes foi elaborado e sugerido uma série de diretrizes para apoiar o desenvolvimento das parcerias intersetoriais para iniciativas de inovação social, gerando ao todo, oitenta diretrizes.

Link para download: Michele Andreia Borges