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Schmitt , Emanuelle. O USO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS EM LÍNGUA DE SINAIS E A INFLUÊNCIA NO DESENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS SURDAS: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA

O português na modalidade escrita é uma segunda língua para as pessoas surdas e em virtude disso apresenta inúmeros desafios. Entre estes estão a falta de materiais didáticos, métodos de ensino baseados na visualidade e mídias digitais com recursos em língua de sinais. Nas mídias digitais, acerca dos materiais didáticos e vídeos, são percebidas lacunas, como a falta de recursos em língua de sinais, variação linguística, apresentação e locação dos intérpretes de língua de sinais e adequação do vocabulário para as crianças surdas. A partir disso, o objetivo deste trabalho é propor uma síntese de recursos de tecnologia multimídia em língua de sinais que auxiliam na aprendizagem de crianças surdas. Para atingir o proposto, foi realizada uma revisão integrativa da literatura sobre o uso de recursos em língua de sinais no ensino de crianças surdas. As bases utilizadas para tanto, foram: Banco de Teses da CAPES, Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD), ERIC, NDLTD, Open Access Theses and Dissertations (OATD), ProQuest Dissertations; Theses Global (PQDT Global), SciELO, Scopus, Web of Science e ASIS. A pesquisa realizada é exploratória e descritiva, e contou com uma análise descritiva dos trabalhos encontrados. Os achados evidenciam que os recursos educacionais, entre eles: Realidade Aumentada, Avatares 3D, História em quadrinhos, entre outros, são ricos e relacionados à língua de sinais e influenciam positivamente no desenvolvimento de crianças surdas.

 

Palavras-chave: Crianças Surdas; Desenvolvimento Linguístico; Educação; Línguas de Sinais; TDIC.

Link: Schmitt_Emanuelle PDF_A

Souza Corrêa, Juliana de. Dimensões, características e indicadores para avaliação das Universidades Empreendedoras brasileiras

Na sociedade atual em que se predomina a economia do conhecimento, as universidades passam a ter cada vez mais importância devido ao potencial que possuem em relação à criação, disseminação e aplicação do conhecimento. As instituições de ensino superior recebem demandas da sociedade para que sejam solucionadas por meio da tradução do conhecimento acadêmico em utilidade econômica e social, o que configura a terceira missão das universidades: o desenvolvimento socioeconômico regional. A atuação universitária em prol do cumprimento da terceira missão levou às instituições de ensino superior a adotarem práticas empreendedoras que perpassam por todas as dimensões das universidades. A importância da atuação universitária já é objeto de instrumentos de avaliação nacionais e internacionais e a expansão da missão da universidade trouxe desafios de mensuração das universidades empreendedoras. A pesquisa buscou apresentar dimensões, características e indicadores para avaliação das universidades empreendedoras brasileiras a partir do olhar da literatura e do mundo corporativo, por meio dos rankings e frameworks existentes, a fim de sistematizar toda a informação e superar os desafios de avaliação, contribuindo, assim, para estratégia universitária no que tange à atuação empreendedora. Primeiramente foi realizada uma revisão sistemática de literatura sobre dimensões das universidades empreendedoras sendo levantadas 101 dimensões ao total e se verificou que o empreendedorismo é analisado em toda atuação universitária desde a missão, política, procedimentos, organização, gestão, pessoal, ensino, pesquisa, inovação, financiamento, interação internacional e com outros tipos de organização. Após, realizou-se uma análise documental de oito rankings e três frameworks que resultaram na identificação de 60 dimensões de avaliação das universidades empreendedoras. A partir do estudo das dimensões, identificaram-se características e indicadores das universidades empreendedoras. O levantamento dessas informações foi analisado por um grupo focal, onde especialistas discutiram acerca das dimensões, características e indicadores. Foram analisados 14 dimensões, 75 características e 150 indicadores. A partir da percepção dos especialistas foram definidas 13 dimensões, 61 características e 198 indicadores que podem balizar a avaliação de universidades empreendedoras brasileiras.

Palavras-chave: Universidades empreendedoras; Dimensões; Características; Indicadores; Avaliação

 

Link: Dissertação Juliana Corrêa (2)

Gaspar Coelho Pinto, Larissa. PRÁTICAS ESTRATÉGICAS EM MÍDIA E CONHECIMENTO NO TERCEIRO SETOR: UM FRAMEWORK PARA A CRIAÇÃO DE MEDIA LAB PARA ORGANIZAÇÕES DA SOCIEDADE CIVIL DE FLORIANÓPOLIS

As Organizações da Sociedade Civil (OSC) são fruto do arranjo autônomo da sociedade, com objetivos de promoção e defesa de direitos e, até mesmo, fazendo a mediação entre Estado e cidadão. Quanto mais reconhecimento por parte da sociedade, mais as OSC necessitam de planejamento estratégico para que possam ser sustentáveis financeiramente a fim de alcançar sua missão social. Em meio a esse cenário, a transformação digital das OSC surge como uma necessidade para promover a consolidação dessas iniciativas, com a preocupação de, sobretudo, desenvolver uma sociedade mais justa e igualitária. Neste contexto de valorização de habilidades digitais, surgem os laboratórios sociais sob uma perspectiva da mídia e da mediação, os media labs. Tais estruturas já mostraram ser uma importante chave para desenvolver uma cultura de inovação, podendo desempenhar papel fundamental nos processos de gestão das OSC, promovendo a comunicação com stakeholders, a cultura digital e a sustentabilidade financeira. Por meio de uma pesquisa de abordagem qualitativa baseada em quatro fases do Design Thinking, esta dissertação reporta um processo de pesquisa voltado a desenvolver um framework conceitual para orientar os Primeiro e Segundo Setores a implementar, de maneira estratégica, práticas organizacionais bem-sucedidas de media labs para auxiliar na consolidação de iniciativas do Terceiro Setor. A primeira fase, de Descoberta, promove a delimitação do tema através de uma revisão integrativa de literatura. A segunda, de Definição, resume os objetos de pesquisa – o media lab e as OSC – e os procedimentos adotados para realização de 20 entrevistas semiestruturadas com representantes de media labs das cinco regiões brasileiras e a coleta das respostas de 12 OSC florianopolitanas a um questionário. A terceira fase, de Desenvolvimento, descreve as atividades de coleta, análise e interpretação do corpo de dados da pesquisa. Por fim, a quarta fase, de Entrega, é voltada à proposição do framework conceitual que, de forma simples e orgânica, articula os recursos necessários à implementação estratégica de media labs para OSC. Além disso, há uma orientação de quais áreas são as ideais para mediar, organizar e executar a implementação do media lab no Primeiro e no Segundo Setores.

 

Palavras-chave: organizações da sociedade civil, media labs, laboratório de mídia, inovação social, cultura digital.

Link: Dissertacao_Larissa_Gaspar_PPGEGC

dos Santos Vieira, Thaianne Fernanda. MAPEAMENTO DOS CONHECIMENTOS CRÍTICOS PARA A IMPLEMENTAÇÃO DE ESTRATÉGIAS OMNICHANNEL NO VAREJO BRASILEIRO

O varejo passa por constantes transformações, sempre buscando viabilizar a melhor experiência de compra e a fidelização dos seus clientes através da otimização dos canais de vendas. A pesquisa tem por objetivo mapear os conhecimentos críticos necessários para a implementação de uma estratégia omnichannel no varejo brasileiro. Os métodos utilizados na condução do estudo foram uma revisão sistemática de literatura para listar os fatores chave e, posteriormente, entrevistas com as lideranças de uma grande varejista brasileira para mapear os conhecimentos necessários. Os entrevistados avaliaram os conhecimentos mapeados nas entrevistas para medir a criticidade de cada um. Todos os conhecimentos levantados mostraram significância na implementação do omnichannel, assim como os fatores chave descobertos na literatura. Mudança organizacional foi considerado o fator chave mais crítico, enquanto saber quais produtos são rentáveis, geram recorrência e têm menores custos foi considerado o conhecimento crítico de maior valor. O fator de criticidade mais alto foi o de adequação à estratégia, o que significa que os conhecimentos associados à relevância têm maior peso do que os conhecimentos associados à vulnerabilidade. Por fim, iniciativas de Gestão do Conhecimento são consideradas e uma proposta de plano de ação é apresentada para cada iniciativa.

 

Palavras-chave: Omnichannel. Varejo. Conhecimentos Críticos.

Dissertação: MAPEAMENTO DOS CONHECIMENTOS CRÍTICOS PARA A IMPLEMENTAÇÃO DE ESTRATÉGIAS OMNICHANNEL NO VAREJO BRASILEIRO-Thaianne_Vieira-Dissertacao

VERAS, Valéria. DIMENSÃO PEDAGÓGICA DA TECNOLOGIAL SOCIAL: A EXPERIÊNCIA DO PROJETO TECNOLOGIAS SOCIAIS PARA GESTÃO DA ÁGUA

A Tecnologia Social é fundamentada no domínio das interações, no qual espaços de trocas e de criação coletiva de conhecimentos são gerados. Desenvolvida a partir de demandas sociais, na busca de resolver um problema por meio da interação com a comunidade, a Tecnologia Social opera com o equilíbrio entre o saber local e o conhecimento técnico-científico. Este diálogo é marcado por uma articulação de atores e saberes a partir da qual se constroem abordagens integrais a problemáticas reais, em um contexto sócio-histórico territorializado. Embora a dimensão pedagógica seja transversal a todas as ações que envolvem a Tecnologia Social, estudos sobre o tema são escassos e, em geral, restritos a entender como se acumulam os conhecimentos tácito e explícito em dinâmicas sociotécnicas. O objetivo deste estudo foi analisar a viabilidade da Tecnologia Social como estratégia de geração e disseminação de conhecimento. Visa estimular o debate em torno das possibilidades de utilização desta tecnologia como instrumento gerador de aprendizagem social, valorizando espaços de compartilhamento entre o conhecimento científico e o saber local e a construção de conhecimento dialógico e inclusivo. O estudo parte do marco analítico conceitual da Tecnologia Social, buscando em suas bases relações com geração, disseminação de conhecimento e aprendizagem. Dadas as características do objeto de estudo, optou-se pela abordagem qualitativa básica e exploratória. Com relação aos procedimentos metodológicos, foi desenvolvido um estudo de caso com foco no Projeto Tecnologias Sociais para Gestão da Água. A partir da realização de entrevistas semiestruturadas envolvendo 16 participantes, buscou-se identificar as estratégias de geração e disseminação de conhecimento adotadas no projeto e sua viabilidade. A análise temática, aplicada com auxílio do software NVivo, foi utilizada para selecionar e analisar temas relacionados com a questão de pesquisa. As estratégias pedagógicas identificadas foram: demanda comunitária, troca de saberes, aprender na prática, participação, acesso ao saber, reaplicação e redes. A viabilidade das estratégias foi verificada pelas falas dos entrevistados que descreveram o impacto do aprendizado em suas vidas, instituições e comunidades como uma experiência que gerou ampliação da visão de mundo, empoderamento, emancipação e protagonismo, e abriu caminhos em direção à transformação social e à sustentabilidade.

 

Palavras-chave: Tecnologia social. Conhecimento científico. Saber local. Educação em rede. Sustentabilidade

 

Link: dissertação.

Carvalhares Ferrari, Ângela. O uso da Media Architecture naexpografia da sociedade em rede: Experienciando museus interativos

Na sociedade em rede as tecnologias são empregadas na comunicação e mediação de diálogos, ainda assim, ainda há uma resistência às TICs, no campo da museologia. No entanto, a pandemia de COVID-19 possibilitou a aceleração das inovações digitais no espaço dos museus. Assim, os museus abrem os debates em torno das inovações tecnológicas, considerando sua função social educacional. Sendo assim, os museus interativos empregam as TICs na disseminação do conhecimento, almejando que o os insights adquiridos no museu, possam ser transformados e retornados em forma de inovação e novos objetos. Enquanto isso, no campo da arquitetura e urbanismo, iniciam os estudos de uma nova disciplina, que alia as faculdades da arquitetura com as das novas mídias. Esta nova arquitetura, conhecida como Media Architecture, é efêmera, performática e comunicativa, aplicada na face pública das edificações, a fim de promover o diálogo das questões sociais. Assim, considerando a os museus interativos como dialógicos, a exposição a face pública do museu e o design de exposições um meio de comunicação, tem se observado soluções inovadoras como Realidade Aumentada e Virtual, Inteligência Artificial e comunicação online para disseminação dos acervos de museu. Logo, esta pesquisa propõe o estudo de como a Media Architecture (MA), aplicada a museus, amplia a narrativa, estimula a interatividade e interação e proporciona a memorabilidade, por isso, foi adotado o estudo de caso como modalidade de pesquisa. Em um primeiro momento, a pesquisa bibliográfica identifica o contexto dos museus da sociedade em rede e os atributos da Media Architecture quando aplicada à expografia. Em seguida, os museus do Amanhã, Musehum, do Futebol e Mis Experience foram experienciados nos ambientes online e real. Na primeira etapa, a autonetnografia foi empregada para identificar a existência de conteúdo educacional na rede de internet. Em seguida, o ambiente real foi observado, a partir do método conhecido como corpografia, quando foram anotadas as impressões e sensações vivenciadas. Como resultado, um conjunto de mapas, gráficos e tabelas que identificam duas aplicações para a Media Architecture. Na primeira, a narrativa expográfica é aumentada com o emprego das tecnologias que ampliam as sensações. Em uma segunda via, o alcance da informação torna-se universal com a oferta de conteúdo complementar em rede e a possibilidade de diálogo aberto entre instituição e visitante. Assim, esta pesquisa integra os debates a respeito das tecnologias propondo como trabalhos futuros os estudos da memorabilidade dos ambientes Media Architecture ou a efetividade da ferramenta quando aplicada à expografia. Ademais, propõe-se como trabalhos futuros pesquisas para viabilidade de ferramentas e soluções para os museus.

Palavras-chave: Expografia; Media Architecture; Mídia do Conhecimento; Sociedade em Rede; Design de Experiências; Museu Interativo

Link: [EGC DISS] – dissertação angela ferrari

SILVÉRIO, Natália. Práticas de GC no compartilhamento de conhecimento: evidências de um projeto multidisciplinar da área socioambiental

A gestão do conhecimento (GC) vem como uma abordagem que auxilia os projetos a perceberem o valor dos seus ativos de conhecimento, o que contribui na redução de falhas, melhoria nas competências, e economia de recursos. Apesar disso, observa-se que a GC e especialmente o compartilhamento de conhecimento, são temas insuficientemente explorados na gestão de projetos, e uma vez que esse processo da GC pode ser limitado devido à natureza temporária dos projetos, pesquisas que unem esses dois campos de investigação se fazem necessárias. Com base nisso, esta dissertação teve como objetivo analisar a potencialidade de práticas de GC para promover o compartilhamento de conhecimento em projeto multidisciplinar da área socioambiental. Para isso, utilizou-se uma abordagem qualitativa e a pesquisa-ação como estratégia de investigação. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas, observações e notas de campo, e a análise dos dados por meio de análise temática. A pesquisa foi conduzida em um projeto multidisciplinar da UFSC, cujo problema era a falta de interação entre as equipes. Isso limitava o compartilhamento de conhecimento, o que poderia impedir o desenvolvimento de conclusões robustas sobre o ambiente natural e sociocultural que estava sendo diagnosticado. Os resultados da pesquisa indicaram a presença dos seguintes facilitadores ao compartilhamento de conhecimento: a percepção de benefícios e de dependência, abertura ao diálogo, a empatia, e o senso de cooperação. Ademais, a estrutura organizacional pouco hierárquica também favoreceu o compartilhamento de conhecimento. Esses fatores contribuíram para minimizar a ausência de laços sociais prévios ao projeto, considerada uma barreira ao compartilhamento de conhecimento pela literatura. Apesar da presença dos facilitadores, percebeu-se que eles por si só não promoviam o compartilhamento de conhecimento, sendo necessário o planejamento e a implementação de duas práticas de GC que levassem em consideração as restrições de isolamento impostas pela pandemia de COVID-19. Com isso, adotou-se uma prática por meio de grupo do WhatsApp e outra por meio de uma planilha online no Google Drive. Na fase de implementação das práticas, observou-se que a interação entre as equipes do projeto aumentou, o que levou ao aumento do compartilhamento de conhecimento, motivado principalmente pela prática de GC por meio do WhatsApp. Tal prática foi realizada de acordo com um cronograma, e os participantes foram motivados e engajados para isso, o que contribuiu para o seu sucesso. A prática por meio da planilha online não obteve sucesso, logo, não promoveu o compartilhamento de conhecimento. Com base no exposto, as evidências apresentadas neste trabalho contribuíram com o avanço dos estudos sobre a GC no contexto de projetos, uma vez que há uma lacuna de pesquisas que conectam esses dois campos de investigação. Os resultados demonstram aos gestores de projetos socioambientais a necessidade de promover o compartilhamento de conhecimento, bem como da escolha de práticas de GC mais adequadas para cada contexto organizacional.

Palavras-chave: Compartilhamento de conhecimento. Práticas de Gestão do Conhecimento. Projeto multidisciplinar. Área Socioambiental.

KASTER, Gerson Bovi. Framework Conceitual Baseado em Aprendizagem de Máquina Supervisionada para Concepção de Sistemas de Agentes Inteligentes para Área Judicial. Dissertação, 2021.

Atualmente existem várias pesquisas na literatura sobre a aplicação de inteligência artificial em sistemas de informação, sejam por meio de agentes inteligentes, técnicas de aprendizagem de máquina (machine learning) supervisionada ou não supervisionada, redes neurais, utilizando técnicas da engenharia do conhecimento dentre outras, contudo, em poucos trabalhos existem informações práticas de como aplicar tais tecnologias nos sistemas de informação já em funcionamento ou mesmo em novos sistemas que estão sendo desenvolvidos. Este trabalho trata do problema de pesquisa relacionado à como adquirir, codificar, armazenar e utilizar os conhecimentos explícitos dos usuários de sistemas de informação da área jurídica, com objetivo de ensinar tais sistemas a executarem tarefas automaticamente. Uma hipótese considerada para a solução do problema relatado é a criação de mecanismos que permitam aplicar técnicas de IA nas interfaces de entrada e saída dos sistemas jurídicos, tal como dados armazenados em bancos de dados, interfaces gráficas e serviços (webservices). A partir da hipótese citada, esse trabalho faz a proposição de um framework conceitual baseado em aprendizagem de máquina supervisionada para concepção de um sistema de agentes inteligentes. Com objetivo de verificar o framework conceitual proposto, foi projetado e desenvolvido um protótipo de sistema de agentes inteligentes para a área judicial. A metodologia de pesquisa utilizada neste trabalho é design science research (DSR) que tem como objetivo principal propor e construir soluções para problemas práticos nas organizações; no caso em questão, o framework e protótipo foram projetados para contribuir com a solução da problemática relativa à demora do judiciário na tramitação e julgamento de processos judiciais.

Palavras-chave: sistemas judiciais; agentes inteligentes; aprendizagem de máquina; engenharia do conhecimento.

Link para download: Gerson Bovi Kaster.

PARANHOS, William Roslindo. Modelo Conceitual para o Desenvolvimento de Organizações Saudáveis. Dissertação, 2021.

O conceito de saúde é considerado complexo e abrangente, o que o torna um constructo presente em vários campos do saber, seja em relação aos aspectos biológicos, no que concerne o tratamento ou prevenção a doenças, ou na promoção do bem-estar das pessoas, adotando-se a mais nova compreensão da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A contemporaneidade, impulsionada pela Transformação Digital e assolapada pela pandemia do novo Coronavírus, trazem consigo uma urgência em repensar padrões, relações e gestões, do nível pessoal ao organizacional em busca desse bem-estar. Organizações têm repensado seu modelo de gestão, a fim de considerar seus capitais humano e social em uma perspectiva cada vez mais integradora, o que exige um olhar sistêmico e holístico, ao mesmo tempo, atentando para pessoas e seus relacionamentos, percebendo suas singularidades e diferenças, buscando implantar uma gestão baseada na equidade. Nessa perspectiva, surge o conceito de Organizações Saudáveis, abrigado na Psicologia Positiva e na Psicologia do Trabalho, que possui seu cerne no desenvolvimento de processos que primem pelo bem-estar nas organizações em seus mais variados níveis, iniciando pelas pessoas que as compõem. O desenvolvimento de uma Organização Saudável tem por finalidade criar um ciclo de bem-estar, acreditando que um determinado grupo da organização afeta o outro, que afetará outro e assim sucessivamente, até afetar, novamente, aquele primeiro. Com o objetivo de propor um modelo conceitual para o desenvolvimento de organizações saudáveis, com base no capital humano e capital social, foi realizada uma pesquisa qualitativa, por meio do Método Design Science Research, adaptado de Dresch, Lacerda e Antunes Júnior (2015). De acordo com o método validado pelos autores, a criação de artefatos – aqui nomeado modelo conceitual – surgem no momento em que se identificam que as explanações encontradas na literatura, acerca de determinado tema, ainda não são conclusivas, possibilitando que, a partir daí, o pesquisador crie um modelo, levantando hipóteses e variáveis, passíveis de serem verificadas. Assim, após todo o processo de revisão de literatura e arquitetura de um robusto arcabouço teórico, a primeira versão do modelo, batizado de MoDOS, tornou-se possível. Posteriormente, considerando a necessidade de verificação, o modelo foi analisado por especialistas renomados, com notório saber acerca da temática, que realizaram suas contribuições. Como resultado, o MoDOS pôde ser aperfeiçoado, a fim de que cumpra com os objetivos propostos, resultando em sua terceira e última versão. Por fim o modelo ainda passou por um processo de sintetização, culminando na geração de um framework que torne possível sua aplicação em contextos organizacionais reais. Ficou evidente que se torna cada vez mais necessário o repensar da gestão organizacional, com a intenção de que, mesmo na era da inteligência artificial, processos, relações e, sobretudo, pessoas, sejam (re)humanizadas, permitindo que estas estejam em pleno uso de suas competências e capacidades, culminando em organizações mais saudáveis. Esta pesquisa contribui para o avanço dos estudos na área, pois apresenta um modelo que engloba todos os vieses existentes no desenvolvimento de uma organização saudável, após uma extensa e minuciosa análise da literatura, colaborando com a disseminação do conhecimento nos níveis acadêmico e organizacional.

Palavras-chave: Organizações saudáveis. Capital Humano. Capital Social.

Link para Download: William Roslindo Paranhos.

BELLATO, Rita Lucia. Percepções Sobre as Competências Digitais para os Profissionais da Área de Contabilidade: Um Estudo de Caso. Dissertação, 2021.

O processo da transformação digital trouxe grandes mudanças para todas as áreas de conhecimento da sociedade, sendo acelerado pela COVID-19. Com isso, o processo de ensino e aprendizagem também vem passando por compulsórias modificações e adaptações. O objetivo desta Dissertação é propor diretrizes sobre as principais competências digitais que os futuros profissionais do Curso de Ciências Contábeis devem adquirir para suas inserções no mercado de trabalho contemporâneo. Sob uma abordagem quali-quantitativa, foram utilizados os seguintes procedimentos metodológicos: análise documental do planejamento e diretrizes do curso; revisão integrativa de literatura dos artigos científicos indexados nas bases de dados Web of Science, Scopus e Scielo referente às competências digitais; questionário para identificar a percepção dos estudantes, dos titulados e reflexões em termos de competências digitais necessárias para os futuros profissionais de Ciências Contábeis; entrevista semiestruturada com o Coordenador do Curso de CCN/UFSC para descrever a sua percepção em termos de competências digitais em relação ao Curso. O contexto deste trabalho limita-se ao Curso de Ciências Contábeis da UFSC, na área de Contabilidade. Com base nas tecnologias, propõe-se que as competências digitais podem ser contempladas de forma ativa e enfática durante a formação dos estudantes, desde o ensino fundamental até o superior. Tanto o Coordenador de Curso como os estudantes e titulados acreditam que, no futuro, a educação será híbrida. Certamente, ajustes e modificações podem ser realizados a fim de adequar os cursos no entrosamento da teoria e prática e no quesito competências digitais, e melhor preparar os estudantes e futuros profissionais de Ciências Contábeis, habilitando-os ao exercício da profissão contábil para as organizações civis, industriais e públicas.

Palavras-chave: Transformação digital. Educação digital. Competências digitais. Aprendizagem por competência. Competências do profissional de contabilidade.

Link para download: Rita Lucia Bellato.