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YAMAGUCHI, Cristina Keiko. Contabilidade ambiental nas organizações como instrumento de criação do conhecimento. Tese, 2011.

Devido à preocupação com a padronização, análise e divulgação de informações ambientais pelas organizações, a contabilidade ambiental surgiu como uma alternativa para evidenciar os fatos e eventos ambientais da organização. Entretanto, pouco se sabe como a contabilidade ambiental é utilizada para evidenciar os eventos ambientais e se possibilita criar novos conhecimentos. Diante dessas lacunas, objetivou-se com esta tese verificar como a contabilidade ambiental pode contribuir para a criação do conhecimento nas organizações. Para realizar esta pesquisa, foram desenvolvidos um estudo exploratório-descritivo e uma pesquisa-ação. Os procedimentos metodológicos realizados foram: revisão de literatura; aplicação de um questionário semiestruturado a 17 contadores e gestores de organizações situadas na região metropolitana de Lages (Santa Catarina, Brasil); e desenvolvimento de uma pesquisa-ação em uma organização florestal, no período compreendido entre outubro de 2008 e janeiro de 2011. A análise dos resultados do estudo exploratório apontou que as organizações não costumam separar os fatos e os eventos contábeis ambientais das contas tradicionais e, em decorrência disso, há uma falta de clareza e de conhecimentos sobre a aplicabilidade da contabilidade ambiental. Por meio da pesquisa de campo na organização, foi possível acompanhar os resultados do uso de um plano de contas ambiental. Esses resultados apontaram que o primeiro desafio enfrentado foi reclassificar e inserir contas ambientais na contabilidade tradicional e repassar esses procedimentos aos departamentos envolvidos. Nas entrevistas, foram apontadas a criação e as alterações de rotinas e atividades, tais como rotinas de classificação das despesas, criação de novas contas e novos conhecimentos que auxiliam o planejamento da organização, a tomada de decisões e a gestão ambiental transparente, com comprovação e divulgação de resultados para os sócios e a sociedade. Portanto, diante da necessidade de evidenciar as contas ambientais e divulgar os resultados da responsabilidade ambiental pelas organizações, a contabilidade ambiental pode ser vista como um meio que possibilita a criação de conhecimentos.

Link para download: Cristina Keiko Yamaguchi

ANDRADE, Rafael. Um modelo para recuperação e comunicação do conhecimento em documentos médicos. Tese, 2011.

O grande número de informações disponíveis, que estão em diferentes fontes de dados, exige cada vez mais processamento dos motores de busca. Recuperar informações que estão nessas bases de dados com a melhor precisão possível é um dos desafios a serem alcançados dentro do contexto desta tese. Os registros clínicos médicos contêm uma imensa gama de informações, normalmente escritas em forma de texto livre e sem um padrão linguístico. Os médicos não escrevem os diagnósticos e os laudos do paciente com o uso de elementos de estilo, o que dificulta o processamento e a recuperação da informação por parte dos sistemas computacionais. Consequentemente, obter o conhecimento a partir desses dados não é uma tarefa fácil para um motor de busca. Este trabalho apresenta o desenvolvimento de um modelo, que permite recuperar o conhecimento de informações textuais em documentos médicos. Técnicas de expansão de pesquisas, que utilizam detecção de ativos de conhecimento da ontologia DeCS e de dicionários linguísticos, são utilizadas. O objetivo é ampliar o universo de pesquisa do usuário e criar uma base de conhecimento para permitir o seu reúso. A proposta de tese aqui apresentada difere dos anteriores porque a intenção é retornar às pesquisas dos usuários uma série de documentos médicos muito mais eficazes do que nas tradicionais ferramentas de busca. Com o intuito de melhorar os resultados de uma pesquisa, anotações semânticas e detecção de expressões negativas serão utilizadas para processar os textos médicos. O estudo de caso apresentado no final mostra que, dos dez primeiros resultados do modelo ora proposto, alcançou-se uma média de 90% de precisão, enquanto que o modelo booleano limitou-se a 60%, e com o diferencial de que no modelo tradicional, o usuário teve que refazer suas consultas várias vezes até chegar a um resultado satisfatório, ao passo que no modelo semântico obteve êxito já na primeira consulta. Justamente porque o usuário não encontrou uma resposta nas primeiras pesquisas no modelo booleano, os tempos de resposta médios foram de 49 minutos, contra 0,6 segundos do novo modelo. Conclui-se, dessa forma, que o usuário não precisará despender muito tempo para encontrar a informação ou não precisará procurar em diferentes bases de dados a fim de encontrar a informação necessária.

Link para download: Rafael Andrade

BOVO, Alessandro Botelho. Um modelo de descoberta de conhecimento inerente à evolução temporal dos relacionamentos entre elementos textuais. Tese, 2011.

Há algum tempo tem sido observado e discutido o aumento expressivo na quantidade de informação produzida e publicada pelo mundo. Se por um lado essa situação propicia muitas oportunidades de uso dessa informação para a tomada de decisão, por outro, lança muitos desafios em como armazenar, recuperar e transformar essa informação em conhecimento. Umas das formas de descoberta de conhecimento que tem atraído atenção de pesquisadores é a análise dos relacionamentos presentes nas informações disponíveis. Não obstante, devido à grande velocidade de criação de novos conteúdos a dimensão tempo torna-se uma propriedade intrínseca e relevante presente nestas fontes de informação. Assim, o objetivo é desenvolver um modelo para descoberta de conhecimento a partir de informações não estruturadas analisando a evolução dos relacionamentos entre os elementos textuais ao longo do tempo. O modelo proposto é dividido por fases, assim como os modelos tradicionais de descoberta de conhecimento. As fases deste modelo são: configuração dos temas de análise, identificação das ocorrências dos conceitos, correlação e correlação temporal, associação e associação temporal, criação do repositório de temas de análise, e tarefas intensivas em conhecimento, com ênfase nos relacionamentos diretos e indiretos entre os conceitos do domínio. A demonstração de viabilidade é realizada por meio de um protótipo baseado no modelo proposto e sua aplicação em um estudo de caso. É realizada também uma análise comparativa do modelo proposto com outros modelos de descoberta de conhecimento em textos.

Link para download: Alessandro Botelho Bovo

FORNASIER, Cleuza Bittencourt Ribas. Sistema de integração do conhecimento organizacional pelo design thinker. Tese, 2011.

Após a aplicação do Modelo Organizacional de Autogestão, desenvolvido para organizar administrativa e produtivamente grupos que desejassem promover a autogestão (FORNASIER, 2005), verificou-se a dificuldade para incorporá-la, ocasionada principalmente pela forma de constituição do grupo, pela falta de aprendizagem dos integrantes para formar uma organização e para assumir a autogestão o que resultou na fragmentação do grupo quando do afastamento da academia. Diante disto, o objetivo desta tese é desenvolver um Sistema de Integração do Conhecimento para ser utilizado por organizações colaborativas que desejam promover o perfil de agente de aprendizagem nos seus gestores. O sistema será realizado a partir da pesquisa do Conhecimento Organizacional preestabelecido, das organizações colaborativas referenciais da vitivinicultura, ao ser inserida a inovação, a qual o gestor deve prover a aprendizagem e a integração do conhecimento. Tem-se como premissa da pesquisa analisar quais são: os repositórios de conhecimento dessas organizações; como estes inserem a inovação na organização, da qual origina o Conhecimento Organizacional Distribuído; de que maneira ocorre a integração do conhecimento nos grupos. A pesquisa está fundamentada na metodologia de natureza descritiva e seu delineamento apoia-se em pesquisa bibliográfica, que estuda primeiramente a relação das Teorias de Aprendizagem com a Aprendizagem Organizacional e desta com a Gestão do Conhecimento, de McElroy (2003). Coloca-se, em paralelo a última, o pensamento do designer de Jones (1978), justificado pelo estudo do sistema de conhecimento pessoal do design thinker de Martin (2009). Utiliza-se a metodologia etnográfica pela abordagem mista de Milies e Huberman (1994), para a realização da pesquisa de campo, que tem na sua essência a fusão da etnografia e da teoria enraizada, reforçando o perfil analítico e sintético do designer, como instrumento para aplicação dos procedimentos gerais da pesquisa de campo. Tem-se como resultado da tese o desenvolvimento de um Sistema de Integração do Conhecimento, baseado na observação dos conhecimentos, habilidades e atitudes utilizados pelos gestores das organizações colaborativas referenciais, ao inserirem a inovação e integrá-la, relacionando-os com os conhecimentos, habilidades e atitudes dos gestores de design apresentadas por Brown (2009); Mozota (2003); Martin (2009) e Cross (2007).

Link para download: Cleuza B. R. Fornasier

DEMARCHI, Ana Paula Perfetto. Gestão Estratégica de Design com a abordagem de design thinking: proposta de um Sistema de Produção do Conhecimento. Tese, 2011.

As organizações colaborativas, em busca de maiores condições de competitividade necessitam entrar nos canais de comercialização tradicionais agregando valor aos seus produtos. Um meio importante é a atuação do agente de design, que pode extrair os conhecimentos das organizações (implícitos, tácitos, objetivos e explícitos), codificá-los, gerando o conhecimento organizacional, e produzir o conhecimento objetivo após combiná-lo com o seu conhecimento tácito. Nesse contexto, esta tese tem como objetivo propor um sistema de produção do conhecimento sobreposto a um modelo de gestão estratégica de design, para o qual foi necessária uma fundamentação teórica sobre a gestão do conhecimento (que possibilitou uma visão do processo de produção do conhecimento e a importância dos tipos de conhecimentos para a criação do conhecimento objetivo); da gestão estratégica de design (caracterizando suas atividades, aplicações e mutações na demanda), e finalmente estabelecer a relação entre a nova gestão do conhecimento com a gestão estratégica de design, que, por sua vez, está fundamentada no design thinking, uma nova abordagem de pensamento que caracteriza o agente de design. Partiu do pressuposto de que as habilidades do agente de design, na utilização de um sistema de produção do conhecimento, facilitarão a construção de conhecimento objetivo, e auxiliarão a organização colaborativa familiar a construir uma vantagem competitiva, por meio da visualização da sua natureza conceitual e origem. Este pressuposto visou o esclarecimento da questão central da tese, que é: como a Gestão estratégica de design sobreposta a um sistema de produção do conhecimento pode incrementar a competitividade, sustentabilidade e diferenciação das organizações colaborativas? Como metodologia, sua natureza é descritiva e seu delineamento apóia-se nos seus objetivos, utilizando uma abordagem qualitativa, e a partir da observação etnográfica em organizações vitivinícolas. O modelo proposto, sobreposto por um sistema de produção do conhecimento, visa a otimização de recursos (sustentabilidade); um melhor posicionamento da organização no mercado (competitividade); e a oferta de diferenciais de valor aos clientes (diferenciação).

Link para download: Ana Paula P. Demarchi

PAULINO, Rita de Cássia Romeiro. Uma abordagem para apoio à gestão de Comunidades Virtuais de Prática baseada na prospecção de participantes ativos. Tese, 2011.

As comunidades de prática (CoPs) são instrumentos de apoio aos processos da Gestão de Conhecimento nas organizações. Dessa forma, há participantes que constroem conhecimento dividindo suas experiências, o que torna as comunidades um ambiente atraente para compartilhamento, geração e distribuição de novos conhecimentos. No entanto, um dos maiores problemas referentes a esse instrumento relatados na literatura diz respeito a como manter essas comunidades vivas e ativas ao longo do seu ciclo de vida, assegurando a participação e a motivação por parte de seus membros. Este trabalho identificou requisitos e atributos comuns em participantes ativos de CoPs e mostra que tais requisitos podem servir como unidades de análise na identificação de possíveis perfis com características ativas de participação em uma comunidade. O trabalho aqui exposto propõe que se utilizem os atributos identificados em mecanismos de busca de sistemas de informação para reconhecer perfis ativos em potencial e que sejam adequados à temática de uma CoP. Esses mecanismos podem ser acionados ao longo do ciclo de vida da comunidade ou quando o moderador achar que deve promover uma maior participação entre os membros que a integram. A intervenção do moderador pode favorecer a inclusão de novos membros na comunidade, principalmente de perfis ativos, que é o objetivo maior buscado por uma CoP. Para se construírem esses mecanismos, empregam-se modelos de busca e sistemas de recuperação de informação que possuem em comum o fato de utilizarem “termos” (vetores) para identificar um perfil vinculado a um usuário que esteja em uma base de dados de uma organização.

Link para Download: Rita Paulino

BRITO, Carlos Estrela. Educação a Distância no Ensino Superior de Moçambique: UAM. Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento. Tese, 2010.

Este trabalho tem como objetivo geral propor um modelo de Universidade Aberta para a EaD no Ensino Superior em Moçambique. Pretende-se com isso contemplar as iniciativas em curso e as dificuldades de infraestrutura da realidade local, partindo do modelo utilizado pela UFSC. A aderência desta pesquisa ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento deve-se ao fato de que esta é uma das linhas de pesquisa da área de Mídias do Conhecimento, justificando-se, assim, no âmbito da interdisdiplinaridade, cujos campos disciplinares pressupõem um eixo integrador no objeto de conhecimento. Dentre os instrumentos e métodos para dar respaldo a este trabalho, privilegiou-se a revisão bibliográfica; o diagnóstico do atual estágio de desenvolvimento da EaD em Moçambique; a estruturação da metodologia para o uso da Universidade Aberta do Brasil na formulação do modelo a ser proposto para Moçambique; a estruturação da pesquisa qualitativa para coleta de dados junto às instituições brasileiras eleitas como paradigma de análise; e a pesquisa quantitativa para a coleta de dados junto aos estudantes, por meio da aplicação dos questionários. Como resultado da pesquisa, constatou-se que os argumentos em relação ao acesso e crescimento da modalidade de ensino EaD estão contextualizados e justificados, por colocarem o emprego dessa modalidade de ensino enquanto meio de atender à população que busca acesso ao ensino superior. Por isso, o desafio é manter as IES atualizadas e em condições de uso com pessoal qualificado. É neste sentido que a discussão sobre a modalidade EaD para o público de educadores em exercício, que não possuem curso superior, como é o caso em Moçambique, deve ser conduzida, ou seja, precisa ser analisada à luz da realidade educacional e não somente nas experiências internacionais e interesses de mercado. É preciso retomar as discussões à luz da realidade educacional da universidade, da região e do Estado onde a EaD está inserida, e, num contexto maior, na realidade educacional do País. Conclui-se, assim, que não há um modelo único de EaD, mas sim parâmetros que devem ser cumpridos para dar qualidade, visibilidade e credibilidade a essa modalidade de ensino em Moçambique. As IES devem estudar qual a melhor maneira de desenvolvê-la em sua instituição, visando ao levantamento dos recursos tecnológicos e de infraestrutura física de que dispõe, revisando a proposta didático-metodológica que embasa seu referencial teórico e preparando o quadro docente e discente para este novo paradigma educacional.

Link para download: Carlos Estrela Brito

PEREIRA, Kariston. O raciocínio abdutivo no jogo de xadrez: a contribuição do conhecimento, intuição e consciência da situação para o processo criativo. Tese, 2010.

O jogo de xadrez se apresenta como conceituado e tradicional sistema de mediação e expressão do conhecimento, porque sua materialidade e sua dinâmica configuram visualmente os procedimentos e, por via de consequência, os conhecimentos e os raciocínios dos jogadores. As ferramentas e a mecânica do jogo compõem um modelo exemplar de engenharia. Entretanto, esse modelo atua como mídia interativa entre dois competidores e, ao longo dos séculos, os processos de mediação foram sendo criados, consolidados e registrados, de maneira que há uma cultura ou conhecimento especializado, que se apresenta como um amplo conjunto de conceitos, teorias, estratégias e procedimentos. Aos enxadristas cabe a gestão do conhecimento já explicitado, na escolha e interação das estratégias competitivas já conhecidas e, também, cabe a invenção circunstancial de soluções estratégico-criativas, que emergem imediatamente da intuição do jogador. As inovações intuitivas emergentes de processos predominantemente tácitos são, posteriormente, consideradas de modo consciente e explicitadas como novas estratégias possíveis dentro do conhecimento disponível na cultura enxadrística. O trabalho aqui apresentado observa o jogo de xadrez para considerar o raciocínio abdutivo, como proposto na teoria da Abdução de Charles Sanders Peirce, visando reconciliar os conceitos de “conhecimento” e “criatividade”, no contexto mental tradicionalmente reconhecido como “intuição.” Atualizando-se as indicações e revendo as contradições entre as ideias de Descartes (1596-1650) e Peirce (1839-1914), são discutidas neste trabalho duas correntes de estudos, denominadas: “foundation view” e “tension view”, que se antagonizam propondo diferentes visões sobre a participação do conhecimento especializado como fator de promoção da criatividade. A contradição entre estas duas correntes, que se configuram sobre base experimental, suscita a tradicional questão do “dogmatismo” com relação ao conhecimento constituído. Depois dos estudos desenvolvidos e aqui apresentados, pode-se considerar a tese de que o conhecimento não impede a criatividade, servindo, inclusive, para promovê-la. Pois, como demonstrado por meio da análise de entrevistas, protocolos verbais e partidas comentadas de conceituados enxadristas, o conhecimento possibilita a maior eficiência do raciocínio abdutivo, desde que não seja tratado de maneira dogmática. Como resultado de pesquisa é apresentado um framework conceitual contextualizado, que serve de suporte ao entendimento sobre como o conhecimento favorece a eficiência do raciocínio abdutivo nos processos de criação. O jogo de xadrez é, portanto, apresentado como domínio decorrente de um campo interdisciplinar de pesquisa que considera, especialmente, a criatividade e o conhecimento, configurando um objeto de estudo privilegiado para a produção de conhecimentos sobre esses temas, que são necessários para diferentes áreas de estudo e aplicação científica.

Link para download: Kariston Pereira

GARCIA, Roseli Amado S. Mídias do Conhecimento na autoconstrução de sujeitos complexos: um estudo de caso no Museu de Arte Moderna da Bahia. Tese, 2010.

Percebendo o ser humano como uma eco-geno-feno-auto-re-organização (MORIN, 2001; 2003), a pesquisa voltou-se para o desenvolvimento de ambientes de colaboração e compartilhamento de experiências estético-artísticas no Museu de Arte Moderna da Bahia – MAM BA e em uma comunidade próxima ao museu. Compreendendo-se os meios de expressão visuais e meios de comunicação como mídias do conhecimento, o problema da pesquisa configurou-se na seguinte pergunta: “Como desenvolver programas institucionais de mediação cultural em artes visuais com comunidades, para possibilitar a autoconstrução de sujeitos complexos?”. O estudo teve como objetivo geral desenvolver uma estrutura de referência para a mediação cultural em espaços museais, sob a perspectiva do pensamento complexo. Foi realizada uma pesquisa-ação integral e sistêmica, que permeou as fronteiras das áreas do conhecimento que compõem o Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento da UFSC, sendo seu enfoque principal as Mídias do Conhecimento. A metodologia foi utilizada como estratégia (MORIN, 2001), tendo sido configurado um Projeto Piloto, intitulado Linha do Abraço desenvolvido com moradores de uma comunidade próxima ao MAM BA. Os ambientes constituídos e o fazer artístico dos sujeitos da pesquisa foram investigados a partir do paradigma da complexidade (MORIN, 2001), da biologia do amor (MATURANA, 2002), da teoria da atuação (VARELA; THOMPSON; ROSCH, 2003) e dos entrelaçamentos entre cognição e arte (EFLAND, 2002; FIALHO, 2001). A observação participante, a escuta sensível (BARBIER, 2003) e o registro de atividades realizadas configuraram as técnicas de pesquisa utilizadas. Diagnosticaram-se possibilidades de mudanças nos sistemas de construção de significados, na percepção dos espaços da comunidade e do museu, assim como nos sentimentos e sensações dos participantes e da própria pesquisadora.

Link para download: Roseli Amado

BALANCIERI, Renato. um método baseado em ontologias para explicitação de conhecimento derivado da análise de redes sociais de um domínio de aplicação. Tese, 2010.

A Análise de Redes Sociais (ARS) permite compreender a dinâmica de relações, identificar fluxos de informação, mecanismos e agentes de poder e analisar ambientes complexos de interações. Os métodos de ARS, portanto, para apresentarem seus resultados necessitam de um especialista em ARS que possa traduzir os índices produzidos na linguagem do domínio do problema analisado. Esta dependência do especialista em ARS limita a aplicabilidade do instrumento a situações em que ele está disponível. A engenharia do conhecimento e a engenharia de ontologias têm viabilizado a explicitação de conhecimentos associados a tarefas intensivas em conhecimento. A ARS é um tipo de tarefa intensiva em conhecimento, pois cabe ao seu especialista derivar novos conhecimentos sobre um domínio estudado, a partir do que ele conhece dos elementos da ARS. Nesta tese propõe-se um método baseado em ontologias para que os resultados da ARS sejam apresentados na linguagem do domínio de sua aplicação. O método
proposto está baseado em três ontologias: uma para codificar o problema a ser tratado (ontologia de domínio), outra que codifica medidas da ARS (ontologia de tarefa) e uma terceira para codificar as deduções que o especialista em ARS realiza quando descreve o significado das medidas no âmbito do domínio estudado (ontologia de aplicação). Neste trabalho também é apresentada a verificação da aplicabilidade do método proposto em um domínio do conhecimento de CT&I e a compara com os resultados produzidos por uma ferramenta de ARS para este mesmo domínio. Além disso, o trabalho apresenta uma pesquisa empírica de opinião de usuários de conhecimento no domínio da CT&I, com o objetivo de conhecer a visão destes usuários quanto à compreensibilidade dos resultados apresentados pelo método proposto e, em particular, sua comparação com os resultados apresentados por método convencional de ARS.

Link para download: Renato Balancieri