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HELOU, Angela Regina Heinzen Amin. Avaliação da Maturidade da Gestão do Conhecimento na Dministração Pública. Tese, 2015.

O presente trabalho de tese de doutorado aborda a questão da maturidade da gestão do conhecimento em organizações públicas. Para o seu desenvolvimento, a partir de uma busca sistemática de literatura, procurou-se identificar modelos referenciais já desenvolvidos, de avaliação da maturidade da gestão do conhecimento em organizações públicas, que pudessem servir de base para a concepção de um framework , adaptado à realidade brasileira, o qual foi submetido à uma verificação de consistência e de aplicabilidade em múltiplos estudos de caso. Nesse sentido, formulou-se o seguinte pergunta de pesquisa: “Como avaliar a maturidade da gestão do conhecimento em organizações públicas”? Para responder a este problema de pesquisa foi realizada, preliminarmente, uma fundamentação teórica, alicerçada em três temas: (i) Administração Pública (principais abordagens e Administração Pública brasileira); (ii) Gestão do Conhecimento na Administração Pública (conhecimento organizacional e modelos de gestão do conhecimento); e, (iii) Maturidade de Gestão do Conhecimento na Administração Pública (maturidade da gestão do conhecimento e revisão dos modelos de maturidade). Da mesma forma, foi delineado um procedimento metodológico, baseado nas seguintes perspectivas: (i) Quanto a lógica de pesquisa: em uma perspectiva indutiva; (ii) Quanto a abordagem: em uma perspectiva mista (qualitativa e quantitativa); (iii) Quanto aos objetivos: considera-se exploratória e descritiva; e, (iv) Quanto aos procedimentos técnicos: trata-se de um estudo multicaso com pesquisa empírica em onze organizações públicas: ANAC, ITA, DCTA, IPEA, Correios, SEPLAG-MG, Secretaria da Educação-MG, Polícia Militar-MG e Polícia Civil-MG, FIOCRUZ nas unidades: Vice Presidência de Ensino, Informação e Comunicação; Diretoria de Recursos Humanos; Bio-Manguinhos e Casa Oswaldo Cruz, Ministério público de Goiás, Os resultados alcançados evidenciaram os seguintes aspectos: (i) As barreiras e os facilitadores de implantação da gestão do conhecimento, de cada organização; (ii) os fatores críticos de sucesso da implantação da GC em cada organização; e (iii) o framework para a Avaliação da Maturidade da Gestão do Conhecimento na Administração Pública Brasileira; e, sobretudo, (iii) A importância da gestão do conhecimento para o desenvolvimento das organizações públicas brasileiras.
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JULIANI, Douglas Paulesky. Framework da Cultura Organizacional nas Universidades para a Inovação Social. Tese, 2015.

A ideia de inovação voltada exclusivamente para atender à competitividade do mercado tem perdido importância frente a uma outra que visa e gera mudança social: a inovação social. Esta inovação busca a resolução de problemas sociais e a melhoria da qualidade de vida das pessoas. O levantamento do estado da arte realizado revela a atualidade, o amplo interesse em âmbito internacional e a carência de pesquisas sobre o tema no Brasil. Ademais, evidencia-se o fundamental papel da universidade na promoção de inovações sociais, bem como a fragilidade de estudos que investiguem a sua atuação em prol de tais inovações, em especial, que examinem aspectos da cultura organizacional destas complexas instituições que contribuem para o fenômeno. O objetivo deste trabalho é, portanto, desenvolver um framework conceitual para potencializar a inovação social nas universidades sob o enfoque da cultura organizacional. A fim de se atingir este objetivo, realizaram-se três grupos focais. As interações e a diversidade dos participantes geraram novas concepções e ideias que serviram como insumos para a elaboração do framework conceitual. De modo iterativo e evolutivo, confrontando a teoria em cada grupo focal realizado, elucidaram-se o conceito, os elementos determinantes da cultura organizacional para a inovação social e como ela pode ser trabalhada para favorecer o desenvolvimento de inovações sociais nas universidades.

 

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MANHÃES, Mauricio Cordeiro. Innovativeness and Prejudice: Designing a Landscape of Diversity for Knowledge Creation. Tese, 2015.

O interesse organizacional contemporâneo a respeito da inovação levou a várias tentativas de domá-la por meio de amplas chamadas para as práticas de criatividade e design. Na maioria das vezes, essas chamadas fogem do confronto entre o processo de renovação contínua do efêmero de um lado; e a tradição e o preconceito, por outro. O objetivo deste estudo é fazer sentido de um discurso para aumentar o potencial de criação de conhecimento de grupos, de modo a atuarem na direção do futuro, para um melhor desempenho e longevidade. Baseado no conceito de Necessidade de Enquadramento (Need for Closure), a partir de uma perspectiva hermenêutica e inspirado por uma abordagem metodológica reflexiva, o presente estudo lança luz sobre os impactos do preconceito nos esforços inovadores de grupos. Os dados e resultados apresentados respondem positivamente à pergunta de pesquisa da tese, indicando que existe uma relação entre a tendência de motivação cognitiva de indivíduos em um grupo (NFC Mean) e o potencial desse grupo de criar produtos percebidos como inovativos (OUP Mean). Esses resultados habilitam a descrever o NFC Mean como uma variável preditora (ou explicativa) positiva e significativa do OUP Mean.Apoiado por um estudo empírico e análise quantitativa de dados. Assim, este estudo propõe uma heurística baseada em determinantes de inovatividade relacionados a preconceito (denominada Prejudice Related Innovativeness Determinants Heuristic – PRIDHe), para aumentar efetivamente o potencial inovativo de grupos sociais. A heurística sugere formas de alocar pessoas em e define uma política de governança para grupos, a fim de proporcionar um ambiente criativo onde o preconceito não somente limita as ações como sugere novas oportunidades de atuar em direção ao futuro. A principal contribuição teórica deste trabalho reside nas reflexões sobre os impactos positivos do preconceito nos esforços inovativos. Em seu núcleo, o discurso proposto neste texto pode ser resumido como: organizações cientes de seus preconceitos possuem maior probabilidade de apresentar um melhor desempenho.

 

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CASTILHO, Carlos Albano Volkmer de. O Papel da Curadoria na Promoção do Fluxo de Notícias em Espaços Informativos Voltados para a Produção de Conhecimento. Tese, 2015.

A curadoria de informações é uma nova área de estudo cuja importância é cada vez maior devido às consequências da combinação de dois fenômenos recentes na internet: a Avalancha Informativa e os Grandes Dados (Big Data). Ao filtrar, selecionar, agregar valor e disseminar recomendações, a curadoria contribui para aumentar a estruturação e difusão de informações e intensificar o fluxo de conteúdos necessários à produção de conhecimento. Por se tratar de uma área ainda pouco estudada foi necessário definir termos como dado, notícia, informação, conhecimento, bem como processos de curadoria de informações, fluxo de informações e espaços informativos. A curadoria de informações foi tomada como tema central do trabalho por sua função na disseminação de informações voltadas para a produção de conhecimento em comunidades de usuários. Os procedimentos metodológicos adotados no desenvolvimento do trabalho foram orientados pela Teoria Fundamentada em Dados (Grounded Theory) e pela obra de John Creswell sobre organização de pesquisas acadêmicas. A análise do processo de curadoria de informações partiu da coleta de dados obtidos durante seis meses de monitoramento do blog Content Curation World. Estes dados foram posteriormente interpretados com base nas teorias de Max Boisot, sobre fluxos informativos. A análise de 17.907 reações dos receptores às 167 postagens com recomendações do curador mostrou a relevância do papel do fluxo de dados na alimentação da produção de conhecimento numa rede social frequentada por 4.120 usuários aglutinados em torno da preocupação com a curadoria de informações.

 

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GIGLIO, Kamil. Ambiente de Conhecimento da Marca centrada em televisão interativa: convergência digital para um novo modelo de comunicação. Tese, 2014.

No sistema capitalista, os meios econômicos de produção são determinantes no desenvolvimento de outras esferas socioculturais. Historicamente, os produtos da tecnologia são instrumentos da expansão econômica e agentes das transformações sociais. Isso também diz respeito aos produtos da tecnologia eletrônico-digital que, nas últimas décadas, revolucionaram os valores e os costumes socioculturais. Pois, entre outras consequências, consolidou-se a supremacia do consumo de bens simbólicos, como ativos intangíveis, sobre o consumo de bens duráveis, como ativos tangíveis. Com relação à tecnologia digital hipermídia e o contexto de transição no qual se encontra, as telas videográficas dos dispositivos eletrônicos fixos e móveis atuam como campo mediador da vida social e profissional do público que dispõe de acesso e domínio dos meios digitais. Isso alterou e continua alterando os padrões de compreensão e uso dos processos comunicativos. Por consequência, também, transforma os modelos de sociabilidade, fundando uma cultura audiovisual típica desta era digital, caracterizada pela ampliação social da vida privada. A tecnologia digital sustenta a cultura do consumo simbólico das marcas institucionais e comerciais que, também, é relacionada ao fetichismo tecnológico. Neste contexto, a tecnologia digital e os meios de comunicação tornam-se pervasivos e cada vez mais íntimos dos interagentes das marcas. Isso é descrito neste estudo sobre o emprego da tecnologia, em diversos ambientes – físicos e virtuais, e dos recursos narrativos da televisão digital na comunicação da marca institucional e comercial. Primeiramente, trata-se de um estudo exploratório que ofereceu as bases para o desenvolvimento de uma pesquisa aplicada à configuração do modelo estruturante da comunicação da marca, dividido e organizado por módulos baseados em três diferentes tipos de redes (centralizada, descentralizada e distribuída). A configuração do modelo contou com a participação consultiva e avaliativa de grupos de especialistas em marcas, televisão e cultura digital, que atuaram como sujeitos colaboradores da pesquisa. Também, foram considerados diferentes meios eletrônico-digitais que suportam e expandem o que se entende por formato televisivo na contemporaneidade. Em síntese, trata-se de um estudo interdisciplinar aplicado, que relacionou conhecimentos de Engenharia, Mídia e Gestão do Conhecimento, na composição de um modelo de comunicação para estruturar uma programação do conteúdo, destinada à comunicação em
rede da marca institucional e comercial em uma TV disposta em ambiente web e estendida para locais físicos (públicos).

 

Link para download: Kamil Giglio

JAPPUR, Rafael Feyh. Modelo Conceitual para Criação, Aplicação e Avaliação de Jogos Educativos Digitais. Tese, 2014.

Os jogos educativos digitais têm o potencial de agregar valor ao processo de ensino e aprendizagem de conteúdos em sala de aula. Todavia, os professores ou mediadores desse processo enfrentam dificuldades para a aplicação desses jogos no contexto da sala de aula, seja pela falta dos princípios pedagógicos na sua criação, seja pela falta de mediação na sua aplicação, ou até mesmo da avaliação da eficiência e eficácia do uso desses jogos. Nesse sentido, este trabalho buscou desenvolver um modelo conceitual para a criação, aplicação e avaliação de jogos educativos digitais para o contexto do processo de ensino e aprendizagem em sala de aula. Os procedimentos metodológicos utilizados foram preponderantemente a pesquisa bibliográfica e de campo, com a utilização do Design Science Research Methodology (DSRM) para o desenvolvimento do modelo conceitual. O início desta pesquisa, conforme apresenta o DSRM, foi o projeto e desenvolvimento do jogo educativo digital denominado de Simulador Ambiental (SA). A partir da experiência realizada com a criação do jogo, concomitantemente com os avanços das pesquisas bibliométricas e aleatórias, foi concebido o modelo conceitual desta tese. O modelo conceitual foi aplicado em sete turmas na Faculdade Senac, no município de Florianópolis (SC), totalizando 125 alunos. Constatou-se que houve melhora na percepção dos alunos quanto ao seu nível de aprendizado no conteúdo do jogo utilizado (SA). Portanto, os resultados alcançados nesta pesquisa demonstraram positivamente a consistência do modelo conceitual, oferecendo aos desenvolvedores de jogos, assim como aos mediadores da prática pedagógica e às demais partes interessadas no processo de ensino e aprendizagem com o uso de jogos educativos digitais em sala de aula, um caminho pelo qual eles possam criar, aplicar e avaliar a qualidade dos jogos e a didática de aplicação destes.

 

Link para download: Rafael Feyh Jappur

TECCHIO, Edivandro Luiz. A Influência da Espiritualidade no Processo de Gestão do Conhecimento em Empresas de Base Tecnológicas. Tese, 2015.

Mudanças profundas estão ocorrendo no local de trabalho e a espiritualidade é apontada como um dos temas principais. A gestão e a espiritualidade, consideradas por muito tempo incompatíveis, nos últimos anos se aproximaram. A Espiritualidade nas Organizações ganhou força nas últimas duas décadas, com diversos pesquisadores desenvolvendo estudos com o objetivo de verificar se a espiritualidade afeta o desempenho dos trabalhadores nas organizações. Comoo campo organizacional é amplo, muitos temas ainda não foram explorados, ou seja, relacionados com a Espiritualidade nas Organizações. A Gestão do Conhecimento é um desses temas, especialmente se for considerado o Processo de Circulação de Conhecimento – KCP. Não foram encontrados estudos que analisassem se a Espiritualidade nas Organizações exerce influência no Processo de Circulação de Conhecimento. Aproveitando essa oportunidade de pesquisa, o objetivo geral desta tese é estudar a relação entre a Espiritualidade na Organização e o Processo de Circulação do Conhecimento. Com base no paradigma funcionalista foi conduzida uma pesquisa quantitativa (survey) com corte transversal, junto a 133 (cento e trinta e três) trabalhadores de 20 (vinte) empresas de base tecnológica do município de Chapecó-SC, vinculadas ao Polo Tecnológico do Oeste Catarinense – DEATC. A análise dos dados ocorreu por meio de técnicas estatísticas, tanto descritivas (média, moda, desvio padrão, variância, coeficiente de variação e assimetria), quanto inferenciais (correlação e regressão linear simples). Os resultados demonstram como as três dimensões da Espiritualidade nas Organizações, senso de comunidade, trabalho com significado e vida interior, influenciam os cinco Componentes do Processo de Circulação de Conhecimento (criação, acumulação, compartilhamento, utilização e internalização). A Espiritualidade nas Organizações influencia positivamente o Processo de Circulação de Conhecimento. Especificamente, as dimensões da Espiritualidade nas Organizações senso de comunidade e trabalho com significado apresentam correlação significativa ao nível de 1% com a criação, acumulação, o compartilhamento, utilização e a internalização de conhecimento, ou seja, todos os componentes do Processo de Circulação de Conhecimento. Elas também são significativas, ao nível de 5%, para explicar a variância de todas as variáveis dependentes. Por outro lado, a variável vida interior apresentou correlação, ao nível de significância de1%, com as variáveis acumulação, compartilhamento, utilização e internalização de conhecimento, sendo, significativa (p<5%) para explicar a variância das variáveis acumulação, utilização e internalização de conhecimento. Já para as variáveis criação e compartilhamento de conhecimento, vida interior não é significativa para explicar suas variações. Os resultados sugerem que os indivíduos estão mais propensos a criar, acumular, compartilhar, utilizar e internalizar conhecimento  quando desenvolvem seu trabalho em uma organização onde a espiritualidade está presente. Portanto, em que pese vida interior não ter apresentado associação significativa com as variáveis criação e compartilhamento de conhecimento, infere-se que, a Espiritualidade nas Organizações influencia o Processo de Circulação de Conhecimento, contribuindo na determinação de sua eficácia.

 

Link para Download: Edivandro Luiz Tecchio

CAVALCANTE, Ana Luisa Boavista Lustosa. Design para a Sustentabilidade Cultural: Recursos Estruturantes para Sistema Habilitante de Revitalização de Conhecimento Local e Indígena. Tese 2014.

Ao longo das gerações, os povos indígenas documentam seu conhecimento local em artefatos autóctones. Para a UNESCO, tal conhecimento é parte do patrimônio cultural da humanidade e sua proteção é um imperativo ético. Também, é ampla a diversidade cultural brasileira, contudo, há poucos registros de grafias desenvolvidas por grupos autóctones neste país. Além disso, apesar da grande produção de trabalhos científicos, as formas de expressão indígena registradas no IPHAN são insuficientes em relação à quantidade de etnias no Brasil. Portanto, o conhecimento local e indígena está em constante risco de sofrer prejuízo, degradação ou apropriação indevida. Deste modo, esta pesquisa visou estruturar recursos para a construção de um sistema habilitante de revitalização do conhecimento local e indígena, considerando a sustentabilidade cultural em uma comunidade kaingang no norte do Estado do Paraná. Especificamente, buscou-se identificar elementos e iniciar o registro do conhecimento local, gráfico e visual no trançado kaingang, verificando, junto aos educadores das escolas da Terra Indígena Apucaraninha, as propostas de revitalização deste conhecimento. Para contribuir com a preservação e a valorização cultural, foi possível propor ações de Design e sintetizar etapas e recursos para a estruturação do sistema habilitante proposto. O tipo de pesquisa é a qualitativa cujos procedimentos metodológicos foram estudos bibliográficos, etnográficos e iconográficos realizados por meio de observações, entrevistas, oficinas e levantamentos imagéticos. A triangulação foi utilizada na análise dos dados levantados, possibilitando a codificação de conceitos e ideias para a interpretação. Com a finalidade de estruturar recursos para o desenvolvimento do sistema habilitante foram requeridos conteúdos teóricos e práticos das áreas de Mídia, Comunicação e Design, relacionados e integrados no contexto interdisciplinar das áreas de Antropologia, Engenharia e Gestão do Conhecimento. Com recursos do Design, o registro dos elementos da cultura indígena permitiu a primeira transposição tácita do conhecimento local. Com recursos teóricos das áreas de Antropologia, Linguagem e Sintaxe Visual, a descrição e a interpretação desses elementos possibilitaram a explicitação verbal de parte do conhecimento, configurando uma abordagem sistêmica da temática em estudo.

 

Link para Download: Ana Luisa Boavista Lustosa Cavalcante (1)

LENZI, Greicy Kelli Spanhol. Framework para o Compartilhamento do Conhecimento na Gestão de Tutoria de Cursos de Educação a Distância. Tese, 2014.

O surgimento da Era do Conhecimento estabeleceu uma nova dinâmica na forma como os indivíduos e organizações adquirem, criam, compartilham e disseminam o conhecimento. Neste sentido, os modelos educacionais precisaram evoluir e admitir flexibilidade nos seus processos e, como isso, a Educação a Distância (EAD) ganhou força como principal meio para atendimento dessa demanda. Entretanto, embora a EAD traga benefícios, ela tem tido dificuldades em promover o compartilhamento de vivências, assim como a troca de experiências por meio de observação e do aprender-fazendo. Para tentar suprir essa necessidade é utilizado o sistema de acompanhamento ao aluno, mais especificamente a tutoria, que é responsável pela interação do aluno com todas as esferas do curso. Como esse sistema é a base de apoio ao estudante, o conhecimento compartilhado sobre as práticas de trabalho e sobre o conteúdo entre os tutores é vital, uma vez que eles guiam o aluno no seu processo de aprendizagem. A partir disso, o objetivo desta tese foi desenvolver um Framework embasado na teoria da Gestão do Conhecimento, bem como nos seus métodos e técnicas buscando impulsionar o desempenho desse sistema por meio do compartilhamento do conhecimento entre os atores do processo de Gestão da Tutoria. Os procedimentos metodológicos adotados são a pesquisa aplicada, bibliográfica e documental, o estudo de caso, o emprego das planilhas da metodologia CommonKADS para a coleta de dados por meio da entrevista semiestruturada e do questionário estruturado, bem como a Análise de Conteúdo. Como resultado foi proposto um Contexto de Ação composto por 4 etapas de ação e 5 níveis de alcance, onde foram alocados os Métodos e Técnicas de Compartilhamento do Conhecimento de modo a impulsionar o compartilhamento dentro das atividades de Gestão de Tutoria para que o saber coletivo e individual fosse amplificado, possibilitando desta forma, a criação de um conhecimento baseado na coletividade e que pode ser mobilizado em prol da geração de novos conhecimentos que impactará positivamente no aprendizado do aluno.

 

Link para Download: Greicy Kelli Spanhol Lenzi