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SOUZA, Irineu Manoel. Gestão das Universidades Federais brasileiras: uma abordagem fundamentada na Gestão do Conhecimento. Tese, 2009.

As transformações no âmbito das organizações complexas exigem novas formas de gestão, maior flexibilidade organizativa, com sistemas decisórios mais participativos. Essas transformações requerem a busca da melhoria da qualidade nas estruturas e processos administrativos. As instituições universitárias continuam a enfrentar demandas que as teorias organizacionais tradicionais não conseguem atender. Nesse contexto, questiona-se qual a contribuição da gestão do conhecimento para a gestão das IFES. A partir do cenário evidenciado, sugere-se identificar as efetivas contribuições da gestão do conhecimento para a excelência da gestão das universidades federais. Como metodologia de estudo, além da abordagem quantitativa, foi adotada a abordagem qualitativa. Na pesquisa quantitativa, foi utilizada a modalidade survey, por meio de aplicação de questionário às 53 (cinquenta e três) Universidades Federais Brasileiras, criadas e consolidadas até o ano de 2008, inclusive. Na abordagem qualitativa foram efetuadas entrevistas semi-estruturadas com os reitores, ex-reitores, pró-reitores, diretores de centros/faculdades ou equivalentes, chefes de departamentos, coordenadores de cursos, bem como com os docentes, técnicos e estudantes integrantes do Conselho Universitário das IFES pesquisadas. Os resultados da pesquisa indicam que as práticas de gestão do conhecimento são pouco adotadas nas universidades federais. Constatou-se a ocorrência, ainda de forma parcial, das seguintes práticas: sistemas de informações, novas formas organizacionais, estratégia organizacional, avaliação organizacional, comunicação institucional, avaliação de competência individual, planos de reconhecimento e recompensa, estímulo a criatividade e inovação, relacionamento com a sociedade, relacionamento com outras instituições e responsabilidade social. Em relação a práticas de gestão relevantes, tais como gestão por competência, memória organizacional, educação corporativa, aprendizagem e compartilhamento do conhecimento, relacionamento e aprendizagem com instituições nacionais e internacionais, raramente são adotadas nas IFES. As respostas dos questionários, das entrevistas, e demais dados levantados, cotejados com a fundamentação teórica apresentada, embasam as proposições direcionadoras para o desenvolvimento de uma abordagem de gestão das universidades federais no contexto da gestão do conhecimento.

Link para download: Irineu Souza

VIEGAS, Cláudia Viviane. Atividades de Gestão do Conhecimento na elaboração do Estudo de Impacto Ambiental. Tese, 2009.

A pesquisa analisa o processo de elaboração do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) sob a ótica das atividades de Gestão do Conhecimento (GC) dos consultores que nele atuam. O objetivo principal é propor uma estrutura de análise do EIA relativa ao processo de construção do conhecimento de seus elaboradores, considerando as relações entre conhecimentos implícitos e explícitos. As atividades de GC são investigadas segundo um referencial teórico baseado em três vertentes: revisão da literatura sobre elaboração do EIA; conhecimento epistemológico e crítico sobre esses estudos acumulado ao longo de quase quatro décadas e expresso em 32 pesquisas selecionadas; crítica e realinhamento de referenciais teóricos de GC. Tais referenciais são redesenhados segundo abordagens normativa, interpretativa, crítica e dialógica, numa adaptação da proposta de Burrell e Morgan (1979). As atividades selecionadas – aquisição, validação e inter-relação de conhecimentos – são associadas às abordagens, compondo uma estrutura que serve de partida para três instrumentos de investigação: um survey, um protocolo de análise documental e um protocolo comparativo entre resultados do survey e da análise documental. O survey é aplicado a 33 elaboradores de EIAs no Rio Grande do Sul, os quais integram as consultorias mais representativas nesta área, em nível estadual. O protocolo documental é aplicado a seis EIAs, pertencentes a setores que compõem cerca de 60% os 156 estudos registrados no órgão ambiental estadual entre os anos 1970 e 2007. A avaliação comparativa considera 18 consultores de EIA – que estão entre os 33 participantes do survey e são consultores dos EIAs analisados – três especialistas por EIA. Os resultados do survey mostram que a aquisição de dados e informações sobre legislação do EIA é um trabalho predominantemente individual no qual o coordenador tem um papel relevante (abordagem normativa); a validação do conhecimento do EIA é um processo empírico (abordagem interpretativa); o EIA carece de planejamento, contém excesso de informações desnecessárias e faltam-lhe informações necessárias (abordagem crítica); os elaboradores consideram que o EIA deve ser guiado à sustentabilidade e à tomada de decisão, porém apresentam dificuldade em expressar o significado de sustentabilidade e de relações multi, inter e transdisciplinares no contexto do EIA (abordagem dialógica). Dos seis documentos analisados, dois não cumprem 50% dos requisitos estabelecidos. A comparação entre resultados do survey e da análise documental mostra que apesar do elevado grau de empirismo na validação do conhecimento do EIA, expresso pelos consultores, os documentos por eles elaborados apresentam metodologia clara e/ou bem direcionada, o que leva à conclusão de que o conhecimento “arraigado à mente” (embrainded) dos profissionais é capaz de compensar a falta de metodologias formais de validação. Destaca-se o caráter exploratório e o ineditismo da proposta, a qual considera o EIA um processo de construção do conhecimento que depende da articulação de saberes implícitos e explícitos, o que não tem sido objeto de investigação no campo da pesquisa em EIA no Brasil.

Link para download: Claudia Viviane Viegas

GIRARDI, Dante Marciano. O Compartilhamento dos Processos de Recursos Humanos: uma contribuição para a gestão do conhecimento organizacional. Tese, 2009.

O conhecimento é, cada vez mais, essencial ao desenvolvimento e é ele que torna as organizações mais competitivas. O ambiente organizacional vem aprendendo continuadamente a gerar conhecimento, transformando-o em inovação, novas tecnologias, sistemas, produtos e serviços. Assim, as pessoas (colaboradores) passam a ser cada vez mais importantes para a estratégia das organizações. O valor da Área de Recursos Humanos (RH), atualmente, está na otimização dos processos de gestão de pessoas no sentido de torná-los uma vantagem competitiva, gerando competências críticas. A melhor forma encontrada para a gestão de pessoas é um processo mais participativo, descentralizado, de parceria, de compartilhamento com os demais gestores da empresa. Então, torna-se preponderante verificar o estágio atual desse compartilhamento e sua contribuição para as  organizações, mormente as grandes empresas catarinenses, universo deste estudo. O objetivo da pesquisa foi demonstrar a contribuição da Consultoria Interna de Recursos Humanos para a Gestão do Conhecimento, a partir de práticas de gestão de pessoas, adotadas nas maiores indústrias catarinenses. Para os fins a que se propõe este estudo, os procedimentos metodológicos seguiram a linha da pesquisa qualitativa, por meio das técnicas de pesquisa descritiva e aplicada. A pesquisa de campo, cujo universo foram as empresas catarinenses e a amostra envolveu as sete maiores em número de colaboradores, sendo que as unidades de análise foram os gestores de pessoas (RH) dessas empresas. Para análise dos dados, utilizou-se análise documental e de conteúdo. Quanto aos resultados, empreendendo sob a ótica da criação do conhecimento proposta por Nonaka e Takeuchi (1997), a consultoria interna auxilia principalmente nas etapas de socialização e externalização do conhecimento. Além disso, permite uma maior interação nos três níveis descritos por Sabbag (2007), individual, grupal e organizacional, desde que sejam implementadas em sua totalidade e os consultores possuam autonomia nos processos. Assim, analisando a contribuição da consultoria interna de Recursos Humanos para a Gestão do Conhecimento, pode-se perceber que as empresas que possuem maior grau de autonomia e maior nível de implementação, são aquelas em que os processos são mais compartilhados, socializados e internalizados pelos colaboradores. Dessa forma, pode-se afirmar que nas empresas analisadas o desenvolvimento dos processos de consultoria interna de RH catalisa os resultados da Gestão do Conhecimento nas mesmas.

Link para download: Dante Girardi

PRIM, Carlos. Processo Empreendedor e Coevolução em Organizações Intensivas em Conhecimento. Tese, 2009.

Este trabalho tem como objetivo compreender a coevolução entre o em-preendedor, o time empreendedor e a organização em Organizações In-tensivas em Conhecimento (OICs). Esse objetivo surge de duas revisões de literatura. A primeira é uma revisão crítica da teoria do empreendedo-rismo, fundamentada em três abordagens do pensamento científico – a clássica, a sistêmica e a da complexidade. A revisão demonstra que a maioria dos estudos existentes é baseada na abordagem clássica. Eles são unidimensionais e analisam somente uma das três fases do processo empreendedor. A consequência é a fragmentação teórica do empreende-dorismo. Para superar essa falha, este trabalho sugere o estudo da coevo-lução no empreendedorismo. A coevolução, uma noção central da abor-dagem da complexidade, é um fenômeno multidimensional e dinâmico, possibilitando a integração de diferentes dimensões e fases do processo empreendedor. Outro problema que se verifica nos estudos revisados é que a maioria deles assume que as organizações são homogêneas. Po-rém, há trabalhos que demonstram ser o empreendedorismo mais com-plexo e incerto quando inovador. Uma vez que a inovação é um proces-so intensivo em conhecimento, este estudo foca no estudo da coevolução em OICs. A segunda revisão de literatura examina os estudos existentes sobre OICs e coevolução. A partir dessa revisão, são definidas as três dimensões do estudo – o empreendedor, o time empreendedor e a orga-nização. Para se atingir o objetivo proposto, um estudo de caso é reali-zado. Nele, investiga-se uma OIC através da etnosemântica, um método da pesquisa qualitativa, cujo objetivo é descrever uma microcultura. A descrição que resulta da pesquisa é utilizada como fonte para duas análi-ses teóricas. A primeira diz respeito à evolução do empreendedor, do time empreendedor e da organização. Ela auxilia na segunda, referente à coevolução entre o empreendedor, o time empreendedor e a organiza-ção. Essa análise é apoiada na teoria do desenvolvimento da consciên-cia, de Kegan (1982, 1994). Uma das conclusões do estudo é que o em-preendedor, o time empreendedor e a organização tendem a se tornar mais complexos à medida que evoluem. Contudo, o empreendedor pode sofrer, em sua evolução, transformações pessoais que diminuem, mo-mentaneamente, o nível de complexidade do seu comportamento. Veri-fica-se, também, que a evolução de cada uma das dimensões investiga-das influencia na evolução das demais, formando uma relação de causa não linear entre elas. Desde que essa relação caracteriza a coevolução, conclui-se que não é possível prever o processo da coevolução isolando-se variáveis, ou descrevê-lo através da noção sistêmica de adaptação. Cada processo de coevolução deve ser compreendido individualmente. A partir disso, sugere-se que as ideias da coevolução sejam colocadas em prática através do uso de ferramentas de diagnóstico que auxiliem na identificação de barreiras à coevolução e, com isso, de necessidades de mudança, para o sistema em análise. Propõe-se que ferramentas dessa natureza sejam elaboradas com base na visão da coevolução como um processo de ampliação de consciência.

Link para download: Carlos Prim

ALMEIDA, Vera Luci de. Avaliação do desempenho ambiental de estabelecimentos de saúde, por meio da Teoria da Resposta ao Item, como incremento da criação do conhecimento organizacional. Tese, 2009.

O desafio de propor indicadores que possam medir o desempenho ambiental, de estabelecer uma forma de controle desses indicadores e de criar o conhecimento organizacional é fundamental para a gestão de estabelecimentos de saúde (ES). Para isso, esta pesquisa aborda a avaliação do desempenho ambiental de ES, quanto ao gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde (RSS), com o suporte da Teoria da Resposta ao Item (TRI), como forma de incrementar a criação do conhecimento organizacional. Neste sentido, desenvolve-se um modelo para a avaliação do desempenho ambiental dos ES, nos processos de gestão de resíduos de serviços de saúde (GRSS), criando uma medida padronizada (Medida de Desempenho Ambiental para Estabelecimentos de Saúde – MDAES), com o suporte da TRI. O instrumento de pesquisa (questionário) foi aplicado em uma amostra de 496 ES, contemplando hospitais, laboratórios estaduais de saúde pública, unidades integrantes da rede hemoterápica e postos de saúde. Uma vez criada a escala de medida, esta permite que novos ES, ou os mesmos, venham a ser avaliados ao longo do tempo. Além disso, podem ser acrescentados novos critérios de avaliação de desempenho ambiental, garantindo-se que estes estarão na mesma unidade de medida. Desta forma, depois de estabelecida a escala de medida e interpretada, cria-se um novo conhecimento, tanto para os gestores internos, como para os segmentos que interagem no processo de gerenciamento do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS). No trabalho, os estabelecimentos pesquisados foram classificados nos níveis da MDAES e estabeleceu-se uma relação entre o conjunto de itens utilizados na avaliação ambiental e os impactos produzidos na criação do conhecimento organizacional dos mesmos. Estas relações, vinculadas principalmente nos processos de criação do conhecimento, são incrementadas em cada um dos níveis da escala. Portanto, esse novo conhecimento é tanto interno quanto externo e pode facilitar o aprendizado, a disseminação do conhecimento sobre o assunto e contribuir para a evolução do sistema.

Link para download: Vera Luci de Almeida

DIAS, Maria R. A. C. Percepção dos materiais pelos usuários: modelo de avaliação Permatus. Tese, 2009.

Os materiais são dotados de propriedades e características, compatíveis com as diferentes classes a que pertencem, que lhes conferem um perfil único e particular, como uma espécie de DNA. A escolha dos materiais, em cada uma das dimensões do desenvolvimento de um produto, requer o atendimento a uma série de pressupostos. No âmbito da engenharia, a seleção dos materiais contempla aspectos técnicos, de resistência e desempenho. Na esfera ambiental, a seleção se converge para sustentabilidade, energia incorporada, emissão de poluentes, preservação das fontes de insumo, reciclagem e toxicidade. Na dimensão prática do uso, os requisitos se relacionam à usabilidade, ergonomia, conforto e segurança. No tocante à estética, a seleção se fundamenta na expressividade e linguagem dos materiais. E, no aspecto simbólico, os materiais evocam valores culturais, da memória, da tradição e das associações. A despeito de todo esse “arsenal” de conhecimentos disponível, há ainda uma lacuna a ser explorada, que se refere às percepções daqueles que são os maiores interessados nos produtos, os seus próprios usuários. Assim, pressupõe-se que o conhecimento prévio dos anseios dos usuários, ainda que subjetivos, e as reações emocionais que eventualmente venham a experimentar em sua interação com os produtos, pode servir como estratégia importante a ser explorada, quando da concepção e desenvolvimento dos produtos. Dentro dessa perspectiva, a pesquisa objetiva formular e testar um modelo – Percepção dos Materiais pelos Usuários (Permatus) – para obter informações dos usuários, especialmente seus conhecimentos tácitos. Um estudo experimental, com 50 usuários voluntários na avaliação de panelas de cozimento de alimentos, foi realizado com o intuito de verificar a eficiência do modelo, sua metodologia e instrumental de pesquisa, e de servir como referência para futuras aplicações. O resultado dos testes aplicados demonstrou que os indivíduos expressam o seu conhecimento acerca dos materiais de diferentes maneiras, destacando-se: a identificação da natureza dos materiais; o reconhecimento de suas características próprias materiais mediante as modalidades sensoriais; o conhecimento de algumas propriedades básicas; a relação do material com as funções práticas do produto avaliado; a opinião sobre questões estéticas, simbólicas e culturais relativas aos materiais no contexto de uso do produto. O estudo também apontou que a percepção é por vezes enganosa, em face da diversidade dos materiais e decorrente de associações estabelecidas pelos indivíduos com base em seu repertório cultural e seus próprios estereótipos. Os usuários participantes auto-avaliaram suas emoções durante a interação e uso dos produtos, o que serviu para melhor compreender as questões cognitivas e conativas dessa interação. Esses testes demonstraram ainda que os materiais podem influenciar as preferências, que, por sua vez, afetam as escolhas e decisão de compra. No âmbito desse estudo, os tipos de emoções declaradas pelos participantes refletiram diretamente suas preferências. Espera-se com essa pesquisa que esse modelo possa ser aplicado na prática, tanto em empresas, para o desenvolvimento de produtos, como no ensino acadêmico do design, da engenharia e de áreas correlatas. Considera-se que as avaliações subjetivas resultantes da pesquisa podem ser revertidas em informações objetivas, como, por exemplo, na definição das características do produto, na especificação técnica dos materiais, na definição de texturas e acabamentos, bem como em inúmeras possibilidades aplicativas. Pode-se afirmar portanto que a grande vantagem dessa abordagem é que o usuário passa da condição de passivo, para se tornar um agente ativo e participante do processo de desenvolvimento de produtos.

Link para download: Maria Alvares

FÜLBER, Heleno. Método sistêmico para aplicação de processos de Gestão do Conhecimento baseado em LMS. Tese, 2009.

Este trabalho apresenta um método que tem por objetivo evitar a potencial segmentação na Gestão do Conhecimento (GC) organizacional, advinda do uso de várias abordagens tecnológicas distintas e específicas, especialmente às atividades básicas do processo de geração do conhecimento (armazenar, aprender, comunicar, etc.). Investiga-se qual o impacto tecnológico para que seja possível dar suporte a estas atividades respeitando a integridade e visão sistêmica do processo. A abordagem proposta parte da integração do processo de aprendizagem organizacional com as demais atividades básicas da GC, utilizando-se como base um ferramental tecnológico já presente no cotidiano de muitas organizações, os sistemas de gerência de aprendizagem (Learning Management System – LMS). Primeiramente faz-se uma revisão teórica sobre a GC, que aborda o conhecimento, a sociedade do conhecimento, a engenharia e a gestão do conhecimento, as abordagens da gestão do conhecimento, as atividades da gestão do conhecimento, o processo de gestão do conhecimento, tecnologias utilizadas, e os modelos de gestão do conhecimento. São também apresentados os conceitos sobre os LMS, que além de mostrarem suas características técnicas, realizam uma aproximação destes sistemas com a gestão do conhecimento. Em seguida, apresenta-se o marco metodológico da pesquisa, a solução proposta (método), a análise e interpretação dos resultados, e por fim, as considerações finais da pesquisa.

Link para download: Heleno Fulber

MENDES, Adriane M. M. Método para a Gestão do Conhecimento em Iniciação Científica segundo os pressupostos da Ontopsicologia. Tese, 2009

Sociedades intensivas em conhecimentos necessitam de novos modelos para a formação de recursos humanos, baseadas em metodologias do tipo life long learning. A formação de jovens pesquisadores necessita incorporar a cultura da Gestão do Conhecimento como forma de desenvolvimento da pesquisa cientifica no país. O principal programa de formação de jovens pesquisadores no Brasil é, atualmente, o Programa Institucional de Iniciação Científica do CNPq. Para conhecer os aspectos objetivos e subjetivos da iniciação científica, selecionou-se duas Instituições Federais de Ensino Superior brasileiras, sendo essas a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Universidade Federal de Santa Maria e, através de questionários e entrevistas, buscou-se aprofundar o entendimento do processo de formação do jovem pesquisador através do convívio com um pesquisador experiente. Os resultados demonstraram que a participação do jovem na Iniciação Científica representa uma experiência que envolve a aquisição de conhecimentos, habilidades e atitudes, a maioria dessas úteis à vida acadêmica do jovem também fora do âmbito da pesquisa. Entretanto, os resultados também demonstraram que o modelo utilizado não possui ênfase no desenvolvimento subjetivo do jovem pesquisador, o que caracteriza o processo como mais técnico que formativo. Frente aos resultados obtidos e utilizando-se do referencial teórico-metodológico da Ontopsicologia, desenvolveu-se um método complementar para a Iniciação Científica, que incorpora às etapas tradicionais de Gestão do Conhecimento o desenvolvimento da subjetividade do jovem pesquisador, de modo que as atitudes sejam integradas na personalidade segundo um critério específico e com possibilidade de atualização continuada do tipo life long learning.

Link para download: Adriane M. M. Mendes

OHIRA, Masanao. Ferramenta para análise do estado de evolução do conhecimento em organizações. Tese, 2009.

O objetivo fundamental deste trabalho é construir uma ferramenta que permita a autoavaliação (avaliação pelos próprios membros da organização), da evolução do conhecimento sob a estrutura do modelo da cabala, que define o compartilhamento e o fluxo do conhecimento, e a avaliação da tensão nas quatro grandes dimensões: Física; Agente; Processo e Cultura, que compõem uma organização. Para o diagnóstico do estado de evolução do conhecimento são aplicados dois tipos de questionários, um de indicadores, outro de atributos, nos quais os itens são métricas de avaliação dos ativos de conhecimento. As tensões das dimensões são obtidas através da aplicação de questionário próprio que avaliam as tensões das dimensões. Para classificar o estado de evolução da organização é proposto um modelo de evolução do conhecimento com quatro estágios. A abordagem proposta fornece ao gestor a visão do atual estágio de evolução do conhecimento e as tensões das dimensões, indicando a direção das ações corretivas que devem ser propostas. Uma aplicação é realizada e seus resultados discutidos.

Link para download: Masanao Ohira

SCHARF, Edson R. Proposta de valor na construção de indentidade de marca: o capital humano evoluindo na área mercadológica. Tese, 2009.

RESUMO
Esta tese trata da proposta de valor e da participação dos atributos do capital humano no seu desenvolvimento. Seu objetivo foi analisar a proposição de valor e o capital humano na construção da identidade de marca, com o estudo da relação que os diversos atributos têm na constituição da proposta de valor. Centrados no modelo de Planejamento de Identidade de Marca, de David Aaker, os objetivos específicos trataram de identificar o entendimento dos executivos de organizações proprietárias de marcas consolidadas no mercado quanto ao conceito de proposta de valor para a marca, seu entendimento do desenvolvimento conceitual e operacional da proposição de valor, e o estabelecimento de uma relação com o modelo definido. O estudo teve como sujeitos sociais os executivos dos níveis de diretoria e gerência das dez melhores empresas do país para se trabalhar, conforme anuário da Editora Abril de 2007. Adotou o delineamento metodológicoexploratório e descritivo, com o emprego dos métodos qualitativo e quantitativo, respectivamente. O propósito exploratório empregou a técnica de análise de conteúdo como alicerce. O propósito descritivo foi realizado em duas etapas: a inicial utilizou o Analytic Hierarchy Process para determinar a hierarquia de decisão com critérios múltiplos e a fase complementar se utilizou de cálculos diretos para apresentar facetas de respostas individualizadas de determinadas categorias da etapa de análise de conteúdo. O propósito exploratório empregou dados qualitativos obtidos através de questionário eletrônico. Resultou na verbalização da compreensão dos executivos sobre os conceitos de proposta de valor, capital humano e construção da identidade de marca, com a indicação de variáveis textuais e os respectivos índices de ponderação. Ao final deste procedimento, se obteve como resultado que a valorização da marca é desenvolvida a partir de variados pilares, sendo um dos principais o capital humano; que a proposta de valor é um elemento estratégico com entendimento conceitual próximo entre as empresas, embora possa ser de diferente aplicação instrumental; e que existe relação direta entre o desenvolvimento de propostas de valor e o uso do capital humano nela. O propósito descritivo empregou dados quantitativos obtidos através de questionário eletrônico com uma escala do tipo Likert de sete pontos. Na etapa inicial, resultou na confirmação do posicionamento das empresas frente a determinados conceitos de proposição de valor, por meio de uma hierarquia de processos que permitiu atestar a relevância que cada uma das empresas concede aos temas principais das seções do instrumento: desenvolvimento conceitual da proposta de valor, aplicação do capital humano na proposta de valor, desenvolvimento operacional da proposta de valor, e controle da proposta de valor. Resultou no apontamento da ênfase dada pela empresa responsável pela comunicação a tópicos determinados nodesenvolvimento operacional da proposta de valor, em relação a quatro outros tópicos específicos do instrumento de pesquisa. A simulação demonstrou os atributos do ‘capital humano’ e de ‘resultados’ que os executivos das empresas conceituam como importante e o que efetivamente ocorre na execução das ações mercadológicas desenvolvidas por organizações parceiras. Nas condições observadas no estudo, a proposta de valor deve incluir como benefício o ‘capital humano’ em complemento aos benefícios já presentes no modelo de identidade de marca de Aaker ‘funcional’, ‘emocional’ e de ‘autoexpressão’). O estudo contribui para as áreas de Administração, Marketing e Gestão do Conhecimento, na proposta de ampliação da definição conceitual de construção da identidade de uma marca. Em especial, coopera nos estudos dos atributos da proposta de valor. Sua contribuição aumenta em relevância quando propõe uma visão prática do processo de construção de identidade de marca e um amplo repertório de possibilidades para o trabalho em diretorias de Marketing e em agências de comunicação parceiras das organizações detentoras de marcas fortes.

Link para download: Edson R. Scharf