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DOROW, Patrícia Fernanda. COMPREENSÃO DO COMPARTILHAMENTO DO CONHECIMENTO EM ATIVIDADES INTENSIVAS EM CONHECIMENTO EM ORGANIZAÇÕES DE DIAGNÓSTICO POR IMAGEM. Tese, 2017.

O compartilhamento do conhecimento é considerado um fenômeno complexo e reconhecido como o processo mais importante na espiral de conversão do conhecimento. Assim, o objetivo desta tese é compreender o compartilhamento do conhecimento em atividades intensivas em conhecimento em organizações de diagnóstico por imagem. Para tanto, realizaram-se três estudos em organizações de radiodiagnóstico com 43 radiologistas (22 novatos e 21 especialistas). As formas de investigação foram: observações, entrevistas e confirmações dos resultados. Identificados os melhores ambientes e práticas, foi possível entender as particularidades existentes nos motivadores, inibidores e aceleradores. Os resultados revelam que uma cultura de cooperação e união favorece as interações entre os profissionais que, por sua vez, desenvolvem a perícia de modo mais rápido exatamente por compartilharem de maneira intensa os conhecimentos.

 

Link para download: PATRICIA DOROW

TORRES, Maricel Karina Lopez. TEORIA SUBSTANTIVA DA TRAJETÓRIA DE UM CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM DESIGN DE PRODUTO, NO CONTEXTO E HISTÓRIA DE UM INSTITUTO FEDERAL. Tese, 2017.

No âmbito da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e
Tecnológica (Rede Federal), muitas instituições passaram por
significativas transformações. Em Santa Catarina, a Escola Técnica
passou para Centro Federal de Educação, Ciência e Tecnologia e, após
seis anos passou a ser Instituto Federal. Em uma dessas transições, foram
ofertados os primeiros cursos superiores de tecnologia. O Curso Superior
de Tecnologia em Design de Produto – CSTDP foi um desses cursos. O
ensino de design, em uma instituição de caráter tecnicista e de tradição
típica industrial foi algo inovador e ao mesmo tempo singular. Frente ao
cenário apresentado, constatou-se que a crescente expansão da Rede
Federal e as transformações institucionais ocorridas, inseriram os
indivíduos em uma nova realidade e formas de interação, em contexto
dinâmico. Diante disso, esta pesquisa se propôs a desenvolver uma teoria
substantiva sobre a trajetória de um Curso Superior de Tecnologia em
Design de Produto, no contexto e história do Instituto Federal de Santa
Catarina. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, que adota o método da
Grounded Theory – GT para produzir uma teoria substantiva enraizada
em dados empíricos. Foram coletados dados dos professores pioneiros
que participaram da maior parte da trajetória do curso (concepção,
criação, implantação e reestruturação). A principais técnicas de coleta de
dados consistiu na entrevista semiestruturada e análise de documentos.
Para a delimitação da teoria foram adotadas técnicas de análise típicas da
GT: etapas de codificação, comparação constante, saturação teórica e
validação. Os resultados das análises foram registrados em memorandos
e diagramas. Dentre os resultados, evidenciou-se que a trajetória do curso
registrou conquistas e dissabores, que descrevem condições vivenciadas
e que implicaram ou sujeitaram os envolvidos a: (a) lidar com as
transformações institucionais; (b) lidar com os processos de identificação;
(c) lidar com a ideia de “design mal compreendido”, (d) operacionalizar
o CSTDP; (e) lidar com a chegada de novos professores (e com a saída
de outros); (f) lidar com as diferentes motivações e expectativas; e (g)
lidar com novos sonhos e incertezas em relação ao futuro do próprio curso
e da área de conhecimento na instituição. Ainda, a análise dessa trajetória
e dos elementos implicados, resultou do desenvolvimento das categorias
que integram o esquema teórico da teoria substantiva: (a) Projeto do
CSTDP; (b) Professores; (c) Desafios Enfrentados no CSTP; e a categoria
central denominada (d) Inconstância dos Eventos. Essas categorias
encontram-se fundamentadas nos dados empíricos e estão relacionadas
aos eventos implicados na trajetória do curso, no contexto da história e
das transformações ocorridas na instituição. A teoria explica ações e
interações entre a Instituição, o CSTDP e os Professores, limitando-se à
área substantiva a que pertence. Todos esses elementos descrevem
processos de mudança em movimento, influenciados por fatores externos
à própria organização.

Link para download: Maricel Torres

ARAÚJO, Thiago de Souza. Um framework para o e-Judiciário estadual baseado na Governança e Gestão do Conhecimento. Tese, 2017.

Esta tese aborda a relação entre estratégia e estrutura organizacional com foco no conhecimento, prática organizacional e governança organizacional. Tem por contexto o conceito de e-Judiciário. O objetivo geral da tese é analisar a eficácia da estrutura organizacional operacional de Administração do Poder Judiciário estadual (PJE). Analisa-se a especialização funcional, seus impactos na eficácia organizacional tanto quantitativamente quanto qualitativamente. O trabalho é interdisciplinar e multiparadigmático, como tal sintetiza e concilia diferentes linhas teóricas, de diferentes disciplinas como a Administração, a Engenharia e Gestão do Conhecimento, Economia e o Direito. A abordagem é holística e sistêmica; científica-tecnológica. O estudo é teóricoempírico; hipotético-dedutivo e posteriormente indutivo (desenvolvimento do framework Judiciário Virtual Especializado – JVE); é qualitativo e quantitativo (mixed research) com elementos de Grounded Theory. Aplicam-se diversas técnicas: pesquisa de campo, documental, coleta e análise de dados, estudo de caso e entrevistas. Similarmente há um grande conjunto de instrumentos de pesquisa, incluindo triangulacão quantitativa-qualitativa, sistemas de gerenciamento de banco de dados, questionários, metodologia CommonKADs, Software de modelagem de dados Unified Modeling Language (UML), software de análise estatística, editor de ontologias, dentre outros. Os resultados confirmam as hipóteses: comarcas já especializadas são mais eficazes (+47%); estas também apresentam maior qualidade na prestação jurisdicional e grau de inovação. Propõese o JVE que propicia a especialização funcional do Juiz desde o início da carreira por meio de uma estrutura organizacional matricial geográfico-temática na qual há especialição em matérias de direito de forma geograficamente distribuída utilizando-se os documentos eletrônicos e teleconferências. O JVE por meio de engenharia do conhecimento, permite “load balance” para distribuição de processos entre juízes especializados em diferentes localizações geográficas especializados no mesmo tema, envolto em uma robusta estrutura de gestão e governança estratégica do conhecimento no poder judiciário estadual.

 

Link para download: Thiago Souza Araujo

SILVA, Andreza Regina Lopes da. DESIGN EDUCACIONAL PARA GESTÃO DE MÍDIAS DO CONHECIMENTO. Tese, 2017.

A concepção de um curso na modalidade a distância envolve diferentes desafios, entre os quais se destaca a elaboração da mídia do conhecimento, pois esta exerce a função de mediação pedagógica. Converge com esta realidade a intersecção dos temas “design educacional” e “gestão”. Assim, o objetivo desta tese de doutorado é propor um modelo de design educacional como processo de gestão para elaboração de mídias do conhecimento em projetos de educação a distância. Para atender a este objetivo, a pesquisa classifica-se como científica, de natureza teórico-prática, com finalidade aplicada, trabalhada segundo uma abordagem exploratório-descritiva. Para a coleta e a análise de dados, utilizou-se da técnica de métodos mistos, empregando-se práticas de pesquisa quantitativa e qualitativa. A interpretação da análise resultou de uma interlocução triangulada a partir do tripé conceitual: design educacional; gestão do conhecimento e gestão de projetos. Os resultados encontrados permitiram a construção de um modelo teórico-conceitual de design educacional denominado Ariadne. Este modelo apresenta-se como sendo uma direção flexível que valoriza as competências, os processos e as tecnologias necessárias para a elaboração de mídia do conhecimento na modalidade a distância e está organizado de modo a direcionar esta produção de modo que se atinja o objetivo desejado. Dada a crescente complexidade dos projetos educacionais, conclui-se que processos de gestão de projetos e gestão do conhecimento integrados à prática do design educacional contribuem para atender aos princípios de ensino-aprendizagem a partir da gestão de elaboração de tais mídias.

 

Link para download: Andreza Regina Lopes da Silva

CARREIRA, Suely da Silveira. Diretrizes para Práticas de Gestão do Conhecimento nas Organizações de Economia de Comunhão à Luz do Perfil do Empreendedor Social. Tese, 2017.

O conhecimento, atualmente, e o fator de producao imprescindivel para o
crescimento das organizacoes. Assim, compreender como as organizacoes
gerenciam seus conhecimentos tacito e explicito, e como estes sao
transformados em conhecimento organizacional podera proporcionar
ganhos em competitividade e crescimento seguro e sustentavel do ponto de
vista economico. Este estudo tem como objetivo estabelecer diretrizes que
promovam praticas de gestao do conhecimento, nas organizacoes de
Economia de Comunhao, a luz do perfil do empreendedor social. A
pesquisa foi realizada em 22 organizacoes brasileiras que participam do
projeto Economia de Comunhao. O projeto esta disseminado em 194
paises, sendo que no Brasil, ha aproximadamente 125 organizacoes
participantes. Para o desenvolvimento do estudo, foram aplicados
formularios a amostra da pesquisa, a fim de verificar as praticas de gestao
do conhecimento, e testes, para tracar o perfil do empreendedor das
organizacoes pesquisadas. Para validacao do questionario utilizou-se do
metodo estatistico denominado de coeficiente ƒ¿ de Cronback e as analises
foram realizadas pelo metodo qualitativo. A pesquisa identificou forte
relacao entre o perfil do gestor e as praticas de gestao do conhecimento.
Foram propostas diretrizes para a implementacao de praticas de Gestao do
conhecimento nas organizacoes pesquisadas sendo: diretrizes gerais para
todas as empresas, diretrizes por perfil empreendedor de acordo com as
caracteristicas comportamentais, e tambem diretrizes que diferem do
comportamento, direcionadas para proporcionar crescimento e
desenvolvimento pessoal do gestor.

 

Link do Download: Suely da Silva Carreira

PEPULIM, Maria Elizabeth Horn. DIRETRIZES PARA O GERENCIAMENTO DAS BARREIRAS CULTURAIS À EFETIVAÇÃO DA GESTÃO DO CONHECIMENTO NAS ORGANIZAÇÕES PÚBLICAS. Tese, 2017

A proposta do presente estudo foi contribuir com o gerenciamento das barreiras culturais à efetivação da gestão do conhecimento nas organizações públicas. Partindo do pressuposto que definir diretrizes de gerenciamento destinadas a essas barreiras, em conjunto com os seus usuários, pode ajudar a dirimi-las e, por conseguinte, auxiliar a efetivação da gestão do conhecimento neste tipo de organização, a ideia foi compor um conjunto de diretrizes de gerenciamento para esse fim, dessa maneira. A premissa que induziu a essa temática foi que a diversidade cultural, oriunda da singularidade de cada um dos atores das organizações, em convívio, pode originar barreiras culturais a vários processos, entre eles à efetivação da gestão do conhecimento. Para verificar a relevância e a juventude dessa proposição foram realizadas: uma revisão de literatura, pesquisas bibliográficas e uma pesquisa de campo, usando o método Observador Participante apoiado por entrevistas, reuniões informais, que abrangeram cento e oito servidores da organização pública eleita para essa pesquisa, e por uma ferramenta informática que foi constituída em conjunto com o corpo técnico da organização. No processo de definição das diretrizes do conjunto inicial, à efetivação da GC, foram usadas algumas técnicas inclusivas, colaborativas e centradas no usuário, conjunto de características identificadas como recurso para torná-las mais permeáveis à organização. Constatada essa permeabilidade foram definidas as diretrizes do conjunto final, da mesma maneira mas, desta vez, destinadas especificamente ao gerenciamento das barreiras culturais à efetivação da GC nas organizações públicas. Para validá-las foi utilizado o método Delphi com a participação de sete especialistas. Entre os resultados obtidos, no presente estudo, encontram-se: um conjunto com doze diretrizes destinadas ao gerenciamento das barreiras culturais à efetivação da GC nas organizações públicas, que representam uma inovação social no contexto organizacional deste tipo de organização; a assertiva que problemas relacionados com a compreensão de proposições, com o acolhimento delas, com a capacidade de entender e de se adaptar a mudanças, problemas de comunicação, de relacionamento etc., provenientes da diversidade cultural dos integrantes de uma organização, que impedem ou possam vir a impedir, em alguma instância, qualquer tipo de integração e de colaboração esperada “em”, “por” e “de” uma equipe, são considerados e podem ser nomeados como barreiras culturais; a constatação de que para transpor as barreiras supracitadas e para que os servidores públicos trabalhem em grupo, independente das suas diferenças culturais, a abordagem deve ser top-down no que tange ao princípio organizacional que determina um ambiente para que isso aconteça, inclusiva no que diz respeito à equipe, humana no que diz respeito à comunidade que compõe a organização e colaborativa no que diz respeito ao trabalho a ser realizado.

 

Download do link: Maria Elizabeth Horn Pepulim

KRACIK, Marina Souza. Competências Empreendedoras no Âmbito Social: Um Estudo dos Participantes Catarinenses do Social Good Brasil Lab 2016. Dissertação, 2017.

Os avanços em pesquisa, tecnologia e mercado trazem mudanças locais, regionais e globais cada vez mais constantes e incertas. Em plena era do Conhecimento, mesmo com todas as evoluções, os problemas sociais ainda estão presentes e o acúmulo de renda e acesso às informações estão nas mãos de poucos. Nesse sentido, o Empreendedorismo Social vem ganhando espaço como uma opção à promoção do desenvolvimento, junto com o fomento à inovação e ao crescimento. Empreender socialmente no Brasil é um desafio ainda maior pela falta de um conceito consolidado, pela dificuldade de definir o caráter social do empreendimento e pelas inúmeras maneiras de medir o impacto social e inovador. Os empreendedores devem conhecer as particularidades da empresa, os aspectos internos e externos da organização, identificar pontos que os direcionem ao sucesso da sua missão, mas para que isto aconteça precisam ter competências bem desenvolvidas, quais sejam, empresariais, gerenciais, pessoais, enfim, as empreendedoras. Assim, esta pesquisa tem como objetivo identificar as competências empreendedoras no âmbito social dos participantes catarinenses do Social Good Brasil LAB 2016. Para tanto, a metodologia utilizada foi de cunho exploratório e descritivo, bibliográfica e de abordagem qualitativa. Foi aplicado o questionário de Mota (2013) baseado nas características comportamentais de McClelland, bem como, realizadas entrevistas, sendo que para análise e interpretação dos dados coletados, foi utilizado a análise de conteúdo. O estudo revelou que os empreendedores sociais estudados possuem todas as características empreendedoras do modelo de McClelland: busca de oportunidades e iniciativa; exposição a riscos calculados; exigência de qualidade e eficiência; persistência; comprometimento; estabelecimento de metas; planejamento e monitoramento sistemáticos; busca de informações; persuasão e rede de contatos; e independência e autoconfiança. Por fim, além das competências empreendedoras de McClelland foi possível identificar mais seis competências sociais presentes nos empreendedores estudados: empatia, autocontrole emocional, parceria, credibilidade, comunicação e flexibilidade.

Link para download: Marina Kracik

SENA, Samara de. Jogos Digitais Educativos: Design Propositons para GDDE. Dissertação, 2017

O desenvolvimento de jogos digitais é uma atividade complexa e interdisciplinar que envolve atores de diversas áreas em uma intensa troca de conhecimentos. Na indústria do entretenimento, o desenvolvimento desses jogos conta com diversas etapas e processos que otimizam a produção dos artefatos. Entre esses processos se destaca a elaboração de uma diversidade de documentos de desenvolvimento, tendo como principal o Game Design Document (GDD), que registra o conhecimento gerado sobre o jogo, auxiliando na memória e comunicação dos atores envolvidos. Esse conhecimento, porém, é produzido de maneira informal e acaba ficando restrito aos estúdios de desenvolvimento, que não dispõe de padrão ou de bibliografia consistente para referência. O formato do GDD, portanto, varia de acordo com a equipe e o escopo de cada projeto. Jogos educativos, por sua vez, são em sua maioria produzidos no contexto acadêmico por pesquisadores que não possuem contato ou acesso ao conhecimento produzido na indústria do entretenimento. Esse distanciamento entre os dois mundos traz prejuízos à indústria, pois quando precisam desenvolver algo para a educação encontram dificuldade na comunicação com a área pedagógica, em contrapartida, na academia, falta acesso à expertise de desenvolvimento que já é consolidada na indústria do entretenimento. Nesse contexto, constata-se que o compartilhamento de conhecimento entre os dois universos, indústria e academia, pode contribuir para a melhoria da qualidade dos jogos educativos. Esta pesquisa, do tipo aplicada e descritiva, é ancorada pela Design Science e utiliza como método a Design Science Research (DSR). Tem como objetivo criar design propositions para o desenvolvimento de jogos digitais educativos, no modo de um template para a elaboração do GDD. Inicialmente, através de pesquisa bibliográfica, foram reunidos, tanto conhecimentos sobre game design, no intuito de aprofundar os conhecimentos que permeiam sua concepção, quanto conhecimentos sobre os princípios de aprendizagem multimídia, com o objetivo de aprimorar a elaboração de jogos digitais educativos no tocante à aprendizagem. A partir desse escopo teórico, foram elaboradas categorias de design. Essas categorias serviram, inicialmente, como instrumento para a análise de GDDs concedidos por três empresas de desenvolvimento de jogos, situadas em Florianópolis – Santa Catarina: (1) GDD do jogo Mid-Core Apocalipse Party’s Over, da empresa Hoplon Infotainment; (2) GDD do jogo educativo infantil Mistério dos Sonhos I
– O Chamado dos Guardiões, da empresa Xmile Learning; e (3) GDD do jogo casual para dispositivos móveis Kitty Kitchen, da empresa Cat Nigiri. Dessa análise foram extraídos indicadores de boas práticas. A partir das categorias de design, dos princípios de aprendizagem multimídia e das boas práticas extraídas dos documentos analisados, o artefato foi desenvolvido. O resultado é apresentado na forma de um template para o Game Design Document Educativo – GDDE, que é generalizável e adaptável para diversos perfis de projetos de jogos digitais educativos.

Link para download: Samara de Sena

LARA, Alexander Prado. Um Modelo Conceitual para Apoiar Atividades de Corporate Venture Capital e Geração de Novos Negócios Inovadores por meio de Programas de Aceleração Corporativa. Tese, 2017.

A adoção de atividades de identificação e geração de novos negócios por empresas estabelecidas é algo recente e ainda relativamente limitado, mas a intensificação da competição global e a aceleração das mudanças tecnológicas permitem prever que esse é um movimento que tende a se intensificar. Corporate Venture Capital (CorpVC) e Programas de Aceleração Corporativa (PAC) são duas das diferentes estratégias que uma grande empresa tem para geração de novos negócios a partir do investimento, apoio e construção de parcerias com startups que possuam projetos alinhados com seus interesses financeiros ou estratégicos. Este documento apresenta os resultados de uma pesquisa cujo objetivo foi a construção de um modelo conceitual para nortear concepção e execução de PAC, como forma de explorar sinergias e potencializar benefícios mútuos advindos da cooperação estreita entre corporações e startups; e facilitar a execução de estratégias de CorpVC. Apesar de PAC ser um fenômeno recente, possui crescente relevância econômica, o que, somado à ainda escassa literatura científica, justificou a escolha desse tema de pesquisa. A investigação foi conduzida em sintonia com as abordagens da Pesquisa-Ação e da Ground Theory, adotadas de forma combinada: a primeira como estratégia de condução geral e relação com o fenômeno investigado; e a segunda como referência para o processo de análise dos dados e construção do modelo conceitual. O modelo conceitual foi construído a partir de uma situação real, que concebeu, planejou e executou um PAC (InoveSenior) que atraiu e selecionou oito startups, que entre abril e dezembro de 2015 foram apoiadas por uma empresa madura (Senior Sistemas). Ao final do programa, a corporação investiu em três startups, e com outras três iniciou processo de análise e negociação para formação de parceria ou sociedade. Ou seja, o PAC mostrou-se capaz de cumprir com o objetivo de alimentar o “funil” de CorpVC e de fato gerou novos negócios inovadores para a corporação. Dado o caráter transdisciplinar do problema e a escassez de literatura científica sobre o tema, o modelo conceitual incorpora conhecimentos científicos e não-científicos, análises e comparações entre boas práticas recomendadas pela literatura e os erros, acertos e lições aprendidas — compilados durante a intervenção.

 

Link para download: Alexander Prado Lara 

TORQUATO, Mirian. O Despertar da Criatividade: Gerenciando o Medo. Tese, 2017.

As organizações, na atual era do conhecimento, estão inseridas em um mercado altamente competitivo. Dessa forma, os colaboradores, capital intelectual organizacional, necessitam ser incentivados, na sua singularidade, no que se refere ao desenvolvimento de seus talentos, ou seja, devem ter oportunidades de aflorar o potencial criativo em suas ações cotidianas. Porém, existem fatores inibidores do potencial criativo que dificultam o processo criativo organizacional. Muitas vezes, o medo do fracasso aterroriza as pessoas e, portanto, pode ser considerado um dos maiores obstáculos ao sucesso criativo. Há estudiosos no assunto que sustentam a ideia de que, para a expressão dos talentos humanos, há a necessidade de um trabalho de autoconhecimento em que as pessoas possam entrar em contato com seus medos para o entendimento da possibilidade do caminhar juntos (pessoa/medo) na jornada do processo criativo ou para a construção de novos conhecimentos, habilidades e atitudes, gerando a confiança necessária para geração de novas ideias, surgimento da criatividade e consequente inovação. Neste contexto, esta tese tem por objetivo analisar os fatores  que limitam o potencial criativo do ser humano frente ao medo. O procedimento metodológico para fins a que se propõe este estudo seguiu a linha da Pesquisa Qualitativa e procedimentos de Pesquisa Quantitativa, de cunho Exploratório e Descritivo, sendo que na sua trajetória utilizou instrumentos como questionário, análise estatística, entrevista semiestruturada e análise de conteúdo.  Como resultado desta pesquisa, a partir da análise qualitativa, das sugestões dos participantes da pesquisa para trabalhar o medo das pessoas na vida pessoal e/ou profissional; da análise quantitativa e do conhecimento acadêmico, profissional e pessoal da autora, foram elaboradas recomendações e sugestões de intervenções vivenciais que trabalham o medo para facilitar a confiança criativa às pessoas em seus processos criativos, ou seja, facilitar o despertar  do potencial criativo, as capacidades que têm de ter novas ideias e coragem para testá-las na busca da inovação nos processos criativos. Os resultados apresentados contribuem para o processo de desconstrução e consequente construção 16 de novos conhecimentos, habilidades e atitudes por meio da geração da confiança criativa tão necessária à expressão dos talentos inerentes ao ser humano. As sugestões apontadas exigem mudanças no comportamento e na cultura das pessoas, mas, sobretudo no contexto organizacional, pois sendo os colaboradores capital intelectual organizacional, se faz necessário que sejam estimulados na sua singularidade a expressar seu talento em um ambiente interno, como práticas vivenciais que favoreçam o autoconhecimento com a presença de incentivos e desafios para que, assim, a criatividade possa florescer.

Link para download: Mirian Torquato