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REZENDE, Maurício Seiji Cesar. A Gestão do Conhecimento em uma Organização de Software: Construção de uma Teoria Substantiva. Tese, 2017.

As organizações de software estão entre as principais responsáveis pelo crescimento econômico e pela globalização da economia. Os produtos e serviços dessas empresas, presentes no dia a dia da maioria das pessoas, estão entre os principais indicadores da importância que o conhecimento, na forma de ativo intangível, atingiu nas últimas décadas. Considerando-se essa importância e o fato de que o próprio processo de desenvolvimento de software é uma atividade de uso intensivo do conhecimento, este trabalho visa aprofundar o conhecimento científico quanto à gestão do conhecimento através de uma pesquisa realizada em uma organização de software. Para isso, foram adotados procedimentos metodológicos da grounded theory como método qualitativo de pesquisa e seguidas as orientações de Strauss e Corbin (2008). Guiados pelo método descrito pelos autores, foram realizados ciclos de coleta e análise de dados no período de 2013 a 2015 em uma organização de software da cidade de Florianópolis. O objetivo desta tese foi a criação de uma teoria substantiva composta por um conjunto de categorias e subcategorias identificadas em análises cíclicas dos dados coletados. Os resultados da pesquisa mostraram que a gestão conhecimento na organização de software é importante para a segurança e retenção do conhecimento organizacional, assim como para o planejamento e controle das atividades realizadas pelos colaboradores. Além disso, são consequências dessa gestão, na empresa estudada, o apoio ao desenvolvimento dos funcionários e a organização do conhecimento. A pesquisa revelou também que os frutos da gestão do conhecimento na organização analisada foram colhidos através da aplicação de técnicas como: criação de uma cultura de documentação e atualização dos procedimentos organizacionais; realização de reuniões periódicas e com objetivos claros dentro e entre as diferentes equipes; participação em projetos de pesquisa e utilização de ferramentas tecnológicas destinadas ao apoio da gestão do conhecimento.

Link para download: Mauricio Seiji Cesar Rezende

ANDERLE, Daniel Fernando. Modelo de Conhecimento para Representação Semântica de Smart Cities com foco nas Pessoas. Tese, 2017.

Devido ao inchaço das cidades e a crescente demanda por soluções de
problemas cada vez mais críticos, oriundos da recorrente falta de
planejamento e de recursos cada vez mais escassos, o conceito de Smart
Cities está sendo cada mais disseminado pelo mundo, ainda através das
TICs propor soluções aos sérios problemas sociais como: saúde, educação
e segurança. No entanto as pesquisas apontam que para uma cidade se
tornar inteligente e ser bem-sucedida antes de qualquer coisa, a mesma
deve possuir uma estreita relação com seus habitantes, onde deva existir
uma troca bilateral de conhecimento entre seus habitantes e os provedores
de tecnologia, para que possam alinhar-se convergindo de forma mútua
na solução dos referidos problemas. Uma Smart City é muito mais que
tecnologia, é uma cidade onde o centro das soluções são as pessoas e não
as TICs. Uma cidade para ser considerada Smart City, deve garantir aos
seus habitantes acima de tudo qualidade de vida e bem-estar, onde a
tecnologia é apenas meio e não o fim. Desta forma, a presente tese
ocupou-se em estudar e apresentar um Modelo de Conhecimento baseado
em tecnologias como: ontologias, padrões de projeto e análise de
sentimento, que pudessem representar semanticamente e de forma
genérica as dimensões de uma Smart City, buscando colocar sempre como
cerne as pessoas assim como as suas demandas. Partindo desses
pressupostos, desenvolveu-se, o escopo do problema, o levantamento
bibliográfico, a construção de quadro conceitual e dos constructos de uma
Smart City, uma ontologia que buscasse representar as pessoas que
habitam uma cidade, a elaboração de um ferramental onde possibilitasse
analisar a satisfação dos habitantes em relação as dimensões propostas,
propõe-se modelos de padrão de projeto pautado na bibliografia existente.
Por fim, verificou-se a viabilidade do modelo através da opinião de
especialistas de domínio que compõem a tríplice hélice mais a sociedade
civil, é realizado uma análise das suas contribuições para o
desenvolvimento de uma Smart City com foco nas pessoas. O resultado
da tese foi um modelo de conhecimento que através da representação
semântica aponte possíveis trajetórias de aplicações de Smart Cities com
foco nas pessoas.

Link para download: Daniel Fernando Anderle

Palomino, Cecilia Estela Giuffra. Aplicação de um modelo adaptativo de tutores inteligentes para disseminação do conhecimento em ambientes virtuais de ensino-aprendizagem. Tese, 2017.

Ambientes virtuais de ensino-aprendizagem são utilizados tanto no ensino a
distância quanto no presencial e em ambientes corporativos como ferramenta de
apoio no processo de compartilhamento de conhecimento. Os professores ou
responsáveis pelo espaço da turma adicionam o material relativo ao domínio do
conhecimento envolvido e, também, elaboram e propõem atividades de mediação
pedagógica para os participantes. Esse processo, de um modo geral, resulta em um
espaço que se apresenta da mesma forma para todos os participantes, sem levar
em conta as diferenças que existem entre cada um deles, tanto em desempenho
quanto em comportamento no ambiente. A proposta deste trabalho é aplicar um
modelo de ambiente inteligente adaptativo, baseado em agentes, de modo a
permitir a disseminação do conhecimento entre os participantes, utilizando os
recursos e ferramentas disponíveis no ambiente, levando em conta os critérios
definidos pelos professores ou responsáveis da organização da turma, junto com
os dados de desempenho dos estudantes e demais dados obtidos a partir dos
acessos ao ambiente. Neste modelo, os recursos e atividades são disponibilizados
para os participantes de forma individualizada e adaptativa. Para isso, foi
desenvolvido um sistema que utiliza o Moodle como estudo de caso e foi criado
um curso de cálculo básico para fazer o estudo de caso com participantes. Foram
realizados testes com 12 participantes, 4 deles participaram em uma etapa de prétestes
e 8 em uma etapa final de testes do sistema. Os resultados indicam que o
modelo adaptativo funciona como esperado, disponibilizando os materiais de
forma diferenciada para os estudantes, e que o modelo proposto é aceito pelos
participantes. Além disso, este trabalho inclui também a proposta de uma técnica
de design instrucional para ambientes adaptativos, considerando que o professor
da turma realiza o papel de designer.

 

Link para download: Cecília Estela Giuffra Palomino

FERNANDES, Roberto Fabiano. FRAMEWORK CONCEITUAL PARA O PROCESSO DE IDENTIFICAÇÃO DE OPORTUNIDADES DO FRONT END DA INOVAÇÃO. Tese, 2017.

A inovação, quando entendida sob a ótica de processo, é muito mais que gerar boas ideias, é sim uma atividade complexa, na qual há a interação de diversos componentes, alguns mais explorados na literatura, como é o caso do desenvolvimento de produtos, e outros, como a identificação de oportunidades, geração de ideias e conceitos, ainda pouco explorados. Entretanto, a etapa inicial do processo de inovação, também chamado de Front End da Inovação (FEI), vem ganhando importância estratégica por parte das empresas e universidades. A inovação, assim como o FEI, é um processo que requer ferramentas, regras e disciplina específicas e o mapeamento de todas as partes interessadas e a compreensão de seus interesses são conhecimentos críticos que ajudam a identificar os fatores de sucesso e dos gargalos ocultos. Apesar disso, o FEI ainda é definido como a mais incerta e confusa etapa, pois pouco se sabe ainda sobre como suas atividades são constituídas, quem são os atores, quanto tempo é necessário para executá-las e como é feita a sua gestão. Para mitigar a necessidade de clareza do que está envolvido na etapa inicial do processo de inovação, especificamente, sobre a identificação de oportunidades, esta tese objetiva desenvolver um framework conceitual para o processo de identificação de oportunidades no contexto do Front End da Inovação. Ao investigar sobre fatores de sucesso, há autores que declaram que há uma significante correlação entre eficiência e eficácia de empresas que possuem processo de inovação com o FEI definido. Motivado por esta justificativa, esta tese utilizou uma abordagem qualitativa, amparada por revisões sistemáticas da literatura que permitiram a composição de um portfólio de 170 artigos que compuseram a coleta dos dados secundários. Nesse portfólio foram identificados e analisados 17 modelos/frameworks relacionados à identificação de oportunidades. Na coleta de dados primários, utilizou-se como instrumento as entrevistas em dois momentos: primeiro com seis gestores de empresas inovadoras e, posteriormente, com três especialistas no processo de inovação. Para o tratamento dos dados primários e secundários, utilizou-se a análise de conteúdo. Como resultado, construiu-se um framework conceitual que representou o processo de identificação e oportunidades na visão macro e detalhada. Este framework apresenta a combinação de vários aspectos dos modelos e frameworks analisados, porém avançando na representação visual, no detalhamento de sua execução, fornecendo um processo estruturado para o gerenciamento do Front End da inovação.

 

Link para download: Roberto Fabiano Fernandes

BORGES, Michele Andreia. Dinâmica das Parcerias Intersetoriais em Iniciativas de Inovação Social: da descrição à proposição de diretrizes. Tese, 2017.

A inovação social tem evoluído como um importante mecanismo para responder aos desafios sociais globais e as demandas sociais dos territórios. Uma característica relevante do processo de inovação social é a colaboração entre os múltiplos atores, por intermédio da formação de parcerias intersetoriais, que contempla em sua definição, o Estado, o setor empresarial, o terceiro setor e os indivíduos e comunidades. As parcerias intersetoriais tem propiciado uma forma inovadora de se inter-relacionar e tem proporcionado o desenvolvimento e sustentabilidades das iniciativas de inovação social. A complexidade que envolve essas relações demanda um acompanhamento holístico da dinâmica dessas parcerias. Deste modo, o objetivo desta pesquisa foi descrever a dinâmica das parcerias intersetoriais das iniciativas de inovação social em Portugal. A análise descritiva da dinâmica das parcerias intersetoriais foi conduzida por meio de um estudo com vinte iniciativas caracterizadas como inovação social pelo Mapa de Empreendedorismo e Inovação Social de Portugal e pelo Centro de Inovação Social do Porto/Portugal. Por meio de uma abordagem qualitativa e da estratégia de triangulação das múltiplas fontes de dados (entrevista, documentos e questionário) foi realizada a descrição do ecossistema das parcerias intersetoriais, o envolvimento dos parceiros no processo de inovação social, o processo de identificação e aquisição dos parceiros, o processo de governança e os resultados da relação de parceria. O resultado dessa análise permitiu, entre outras conclusões, inferir que a dinâmica das parcerias é determinada pelos objetivos sociais da iniciativa e pelos objetivos específicos com os parceiros. Apesar das particularidades dos objetivos, inerente a cada iniciativa, a dinâmica das parcerias nos indica que a complementaridade de recursos tangíveis e intangíveis entre as partes envolvidas é um fator crítico de sucesso à iniciativa, que gera benefícios para ambas as partes, evitando sobreposição de papéis. Além disso, a dinâmica das parcerias é regulada pela governança; embora, pode-se constatar que na maioria das iniciativas não há um modelo de governança formalmente institucionalizado na rede. Por fim, a análise da dinâmica junto as iniciativas estudadas, torna evidente a relevância das parcerias
intersetoriais nos impactos sociais das iniciativas. Com base nos resultados da análise empírica e dos fundamentos teóricos, as diretrizes propostas foram determinadas por três macro componentes metafóricos: eixo, hélice e grade. Isto é, o processo de inovação social é o eixo que suporta e faz rodar as “hélices”, que por sua vez, movimentam a dinâmica das parcerias intersetoriais. A compilação da teoria com os resultados empíricos determinou três hélices: I) planejar as parcerias; II) mapear, adquirir e nutrir as parcerias; e III) avaliar os resultados das parcerias e as implicações nos impactos sociais. A governança é a “grade” que projeto o eixo e as hélices, isto é, estabelece as regras e os limites da gestão da rede de parceiros. Para cada um desses componentes foi elaborado e sugerido uma série de diretrizes para apoiar o desenvolvimento das parcerias intersetoriais para iniciativas de inovação social, gerando ao todo, oitenta diretrizes.

Link para download: Michele Andreia Borges

BELLO, Janine da Silva Alves. INTENÇÃO DE SAIR E INTENÇÃO DE PERMANECER EM ORGANIZAÇÕES INTENSIVAS EM CONHECIMENTO: UM ESTUDO COM VARIÁVEIS DEMOGRÁFICAS E ATITUDINAIS. Tese, 2017.

O objetivo desta tese é examinar as relações entre o comprometimento afetivo, o comprometimento com a carreira, a satisfação no trabalho e a intenção de sair e intenção de permanecer na organização, no contexto dos profissionais que trabalham em Organizações Intensivas em Conhecimento – OIC, aqui representadas pelas empresas de tecnologia de Florianópolis. A originalidade consiste na análise dessas relações de forma conjunta e na aplicação da pesquisa no cenário brasileiro. Foram utilizados método quantitativo, pesquisa do tipo survey e instrumentos validados anteriormente: Escala de Intenções Comportamentais de Permanência na Organização, Escala de Intenção de Sair, Escala de Satisfação no Trabalho, Escala de Comprometimento Afetivo e a versão brasileira da Escala de Comprometimento com a Carreira. Os dados foram organizados e codificados para análise por meio do software Statistical Package for Social Science for Windows (SPSS). Com relação à análise dos dados, as variáveis “satisfação no trabalho” e “comprometimento com a carreira” apresentaram aderência à distribuição normal, porém o teste Shapiro-Wilk rejeitou a hipótese de normalidade dos dados das variáveis “idade”, “intenção de permanecer na organização”, “intenção de sair da organização” e “comprometimento afetivo”. E, como a intenção de sair e intenção de permanecer são variáveis resposta e não apresentaram a distribuição normal, foram utilizados testes estatísticos não paramétricos para verificação das hipóteses. Com relação aos resultados, foram confirmadas as hipóteses e as correlações positivas entre estado civil e responsabilidade de parentesco com a intenção de permanecer; escolaridade com a intenção de sair; satisfação no trabalho e comprometimento afetivo com ambas as intenções. Como contraponto, não foi verificada correlação positiva entre as seguintes variáveis: responsabilidade por parentesco e a intenção de sair da organização; pessoas com menor escolaridade (ensino médio ou técnico) e a intenção de permanecer na empresa; comprometimento com a carreira e a intenção de permanecer e a intenção de sair da organização. A variável idade se comportou de forma inesperada: contrariando estudos anteriores, não apresentou correlação significativa nem com a intenção de permanecer, nem com a intenção de sair e “descontruiu” as hipóteses em que foi usada como variável moderadora ou variável independente. Nas conclusões, as implicações teóricas e práticas são sintetizadas, os principais resultados são descritos e as contribuições para o campo de pesquisa são evidenciadas. Esta tese faz parte da pesquisa “Recompensas e retenção de profissionais em organizações intensivas em conhecimento, de base tecnológica, de Santa Catarina” e foi desenvolvida junto ao Grupo de Pesquisa Interdisciplinar em Conhecimento, Aprendizagem e Memória Organizacional (Interdisciplinary Research Group on Knowledge, Learning and Organizational Memory – KLOM).

Link para download: Janine da Silva Alves Bello

NUNES, Carolina Schmitt. GESTÃO EM EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: UM FRAMEWORK BASEADO EM BOAS PRÁTICAS. Tese, 2017.

A Educação a Distância emerge cada vez mais como uma possibilidade de acesso e democratização da educação no Brasil. As especificidades da modalidade tornam imperativa a utilização de formas apropriadas de gerenciamento de cursos. A escassez de pesquisas sobre práticas de gestão de sistemas de educação a distância deixa um campo aberto a novas descobertas e reflexões. Portanto, esta tese propõe um framework para a gestão da educação a distância baseado em melhores práticas. A abordagem desta pesquisa é qualitativa. Os procedimentos metodológicos adotados foram: revisão narrativa da literatura, estudo de caso com análise temática, revisão sistemática e validação com especialistas. O estudo de caso foi realizado no curso a distância de Administração da Universidade Federal de Santa Catarina (membro do Sistema Universidade Aberta do Brasil), entre 2006 e 2016, e os participantes foram oito gestores do curso. A revisão sistemática aportou uma relação de boas práticas em nove categorias: gestão de pessoas, tutoria, comunicação, planejamento, design instrucional, tecnologia, institucionalização, gestão financeira e qualidade. A partir dos resultados do estudo de caso e da revisão sistemática, foi elaborado o framework, posteriormente validado com os especialistas, com 11 dimensões de boas práticas: tutoria, comunicação, planejamento, pessoas, institucionalização, pesquisa, relacionamento com stakeholders, tecnologia, qualidade, gestão financeira e design educacional. O objetivo do modelo desenvolvido é – potencialmente – ser um guia para gestores e coordenadores de cursos a distância que desejem melhorar a qualidade dos seus cursos.

 

Link para download: Carolina Schmitt Nunes

PIMENTA, Rosângela Borges. Análise de maturidade da coprodução de conhecimento transdisciplinar: Um Estudo de Caso em uma Rede Agroecológica. Tese, 2017.

O agravamento da crise ambiental global tem exigido novas formas de
produção de conhecimento para soluções de sustentabilidade. Esse processo
científico tem na sua gênese a pesquisa transdisciplinar, que é resultado da
coprodução de conhecimento de múltiplos atores, além dos muros da
academia. Desta forma, é premente a necessidade da ciência, governo e
sociedade se unirem, diante de um cenário complexo e de incertezas, que
ultrapassa as fronteiras disciplinares tradicionais, para a resolução de
problemas socialmente relevantes do mundo real. As relações e interações
desses atores são desenvolvidas através de estrutura em rede, que se articula
em projetos de interesse e objetivos comuns. Nesta perspectiva, um dos
desafios substanciais é avaliar as práticas que envolvem o processo de
coprodução da pesquisa transdisciplinar. Um dos recursos, que pode ser
usado para esse fim, é o acompanhamento da melhoria contínua de
processos e práticas por meio da análise de maturidade. Com base neste
contexto, o objetivo desta pesquisa foi elaborar um instrumento de análise
da maturidade para o processo de coprodução de conhecimento em projetos
de pesquisas transdisciplinares. Para tanto, foi adotado um modelo de
maturidade transdisciplinar, adaptado para identificar o grau de maturidade
das dimensões que caracterizam as práticas de coprodução de
conhecimento. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, de natureza básica e
aplicada, de abordagem quanti-qualitativa e de caráter exploratório, com a
aplicação de um estudo de caso em um projeto transdisciplinar da rede
agroecológica do estado do Paraná. Os respondentes das entrevistas fazem
parte de entidades públicas e organizações não governamentais. Como
resultado, o presente trabalho possibilitou, por meio do instrumento
proposto, a identificação e análise do nível de maturidade da equipe, bem
como propor ações para contribuir com a melhoria contínua de projetos
transdisciplinares.

 

Link para download: Rosângela Borges Pimenta

GÜTHER, Helen Fischer. PRÁTICAS DE LIDERANÇA NA ESCOLA PÚBLICA: UM ESTUDO COMPARATIVO. Tese, 2017.

As escolas e o trabalho pedagógico são de relevância social inestimável
e a liderança é um dos fatores que contribuem para a melhoria da
qualidade de um centro de ensino. Pelas peculiaridades das escolares
públicas brasileiras, a abordagem da liderança como prática se mostra
um caminho viável, promissor e alinhado ao enfrentamento dessa
realidade. Com esta tese busquei compreender o processo de liderança
em duas escolas públicas de ensino fundamental, sob a perspectiva da
liderança como prática, no município de Florianópolis (SC). Para tanto,
utilizou-se o método da pesquisa qualitativa, mediante anotações de
campo e entrevistas dos colaboradores que compunham a equipe de
gestão de cada escola: nove pessoas em uma escola e cinco pessoas na
outra. Sobre as transcrições e anotações de campo foi aplicada a análise
temática, a partir da qual foram identificadas 12 práticas de liderança:
“conjuntação”, criação e fortalecimento de vínculos, facilitação e
suporte, “formativação”, gestão de conflitos, gestão de urgências,
orientação, planejamento, gestão partilhada, acompanhamento, educação
por projetos e readaptação. As práticas que mais contribuem para a
dinâmica do processo de liderança e demonstram mais consistência são:
criação e fortalecimento de vínculos; readaptação; “conjuntação”; gestão
compartilhada; e orientação. As descrições das práticas de liderança
foram feitas com base em seus principais elementos: pessoas, ação,
modo, motivos e contexto. Percebi livre inter-relação entre esses
elementos e a massiva influência do contexto não institucional sobre
essas práticas. Concluí que o trabalho de liderança é em grande parte
emergente e baseado na experiência, pela influência e imprevisibilidade
que o contexto exerce sobre a prática. O diálogo, a conversa, o
acompanhamento, a união, a aproximação, o vínculo e o senso de
missão compõem a maneira pela qual a liderança escolar é efetivada.

 

Link para download: Helen Gunther

SARTORI, Viviane. InHab-Read – IHR Metodologia de Leitura de Entorno para Habitats de Inovação. Tese, 2017.

Os habitats de inovação são empreendimentos organizados sistematicamente para promover a inovação, propiciando a interação e a integração de diferentes atores. São fenômenos contemporâneos de grande relevância para o desenvolvimento de uma região ou de um país, pois operam com ativos de conhecimento. A implantação de um habitat de inovação implica, diretamente, no desenvolvimento socioeconômico e cultural da comunidade de seu entorno. Estes oferecem condições diferenciadas para desenvolver produtos e processos inovadores, com o propósito de fomentar as dinâmicas econômicas e sociais, locais e regionais, uma vez que tem a capacidade de reunir pessoas, tecnologias, recursos financeiros e conhecimento. A problemática levantada para esta pesquisa trata de como analisar as comunidades do entorno dos habitats de inovação em relação às suas necessidades, potencialidades e expectativas. O lastro teórico para esta tese está construído na intersecção entre os conceitos de habitats de inovação, parques tecnológicos, inovação, inovação social, tríplice e quádrupla hélice. O objetivo é elaborar uma metodologia para leitura e análise identificando, necessidades, potencialidades e expectativas das comunidades do entorno dos habitats de inovação. Esta pesquisa caracteriza-se como exploratória descritiva. Desenvolve-se a partir de uma revisão sistemática para levantar os conceitos básicos e um benchmarking para identificar práticas de leitura de entorno. Com estes elementos propõe-se uma metodologia de leitura de entorno desenvolvida em três fases: elaboração, prototipagem e aplicação. A elaboração constituiu-se em um instrumento online, que foi prototipada no entorno do Orion Parque, na cidade de Lages. A aplicação da metodologia para sua conformação foi feita no entorno do Sapiens Parque, em Florianópolis. Os atores envolvidos nesse processo foram gestores de 8 parques tecnológicos visitados, 10 gestores de organizações internas do Sapiens Parque, 201 gestores de organizações externas e 622 famílias situadas no entorno do Sapiens Parque. O resultado alcançado com este estudo foi a conformação de uma proposta metodológica adaptável para diferentes tipos de habitats de inovação, que possibilita realizar a leitura e a análise do entorno desses empreendimentos, gerando informações que caracterizam o perfil da população local em relação às suas necessidades, potencialidades e expectativas. Com a aplicação da InHab-Read – IHR – Metodologia de leitura de entorno para habitats de inovação é possível orientar políticas e ações conjuntas entre a população do entorno e as organizações internas dos habitats, potencializando a interação entre todos os atores, e ampliando as dimensões dos processos de inovação tecnológica e econômica para a inovação social.

 

Link para download: Viviane Sartori