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BUCHELE, Gustavo Tomaz. Adoção de Métodos, Técnicas e Ferramentas para Inovação: estudo de casos múltiplos em projetos realizados por organizações inovadoras. Tese, 2018

A utilização efetiva de Métodos, Técnicas e Ferramentas para Inovação (MTF-Is) tem sido considerada uma importante força motriz para o sucesso da gestão da inovação. Embora haja certo consenso na literatura sobre a importância da adoção da MTF-Is, poucos trabalhos buscam analisar e identificar mecanismos que possam apoiar os gestores a tomarem decisões em relação à estruturação do processo de inovação em contextos específicos, principalmente em relação a quais MTF-Is adotar. Isto porque ainda existem diversos aspectos da adoção de MTF-Is que carecem de maiores aprofundamentos para suprir esta lacuna. Nesse sentido, esta tese teve como objetivo propor um modelo conceitual do processo de adoção de MTF-Is no contexto de sete projetos realizados por organizações inovadoras do setor de Informação e Comunicação da Grande Florianópolis, a partir de um estudo de casos múltiplos. Para realização da pesquisa foi elaborado um protocolo para coleta de dados de campo e as análises foram realizadas por meio da técnica de análise temática. Com base nos resultados, foi possível verificar que os MTF-Is foram utilizados durante todo o projeto, mas com mais intensidade no front end da inovação. Identificou-se que os entrevistados possuem amplo conhecimento sobre MTF-Is e sobre a importância deles para o sucesso do projeto. De forma geral, os MTF-Is puderam ser utilizados de forma flexível, para solucionar problemas de acordo com as demandas dos projetos. Os resultados indicaram que o desempenho do projeto pode estar relacionado à adoção de MTF-Is e que a satisfação em utilizá-los, bem como sua utilidade percebida dependem do sucesso dessa performance. Além disso, os entrevistados apontaram melhorias para o processo de adoção de MTF-Is, as quais permearam a utilização de boas práticas para o compartilhamento do conhecimento adquirido. O objetivo é compartilhar esse conhecimento com outros projetos, o que poderá permitir que os obstáculos, bem como alguns dos problemas e deficiências apontados em relação aos MTF-Is sejam minimizados. Com isso, espera-se que o processo de adoção de MTF-Is possa ser realizado com menos recursos de tempo e financeiros. Ao final, espera-se que o modelo conceitual do contexto estudado possa servir como ponto de partida para estudos mais amplos para se chegar à elaboração de meios que auxiliem na decisão de quais MTF-Is adotar em determinado contexto.

Link para download: Gustavo Buchele

ROTTA, Maurício José Ribeiro. AS PLATAFORMAS DE GOVERNO ELETRÔNICO E SEU POTENCIAL PARA A PROMOÇÃO DOS PRINCÍPIOS DOS COMMONS: O CASO DOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS. Tese, 2018

Esta tese analisou a maturidade das plataformas de e-Gov de municípios
brasileiros, como potenciais promotoras de Commons, considerando
elementos do Novo Serviço Público (NSP) e do Compartilhamento de
Conhecimento Organizacional. Commons são bens compartilhados de
uso coletivo, sujeitos a conflitos sociais, e foram objeto de diversas
pesquisas, com destaque para o trabalho de Elinor Ostrom, que em 1990
publicou o livro “Governing the Commons”, no qual propõe oito
princípios para gestão sustentável dos commons: delimitação, Adequação
de contexto, participação, monitoramento, sanções proporcionais,
resolução de conflitos a custo acessível, autonomia e Adocracia. Estes
princípios, quando identificados nas comunidades ou instituições,
explicam o sucesso dessas instituições na gestão e perpetuação dos
commons (bem comum), geração após geração, durante longos períodos.
A partir desses princípios gerais, surgiu o interesse em investigá-los em
um cenário específico, um ambiente digital e de uso intensivo do
conhecimento, configurado em plataformas e-Gov de municípios
brasileiros, e também a relação entre o nível de maturidade da plataforma
e-Gov e os commons por ela disponibilizados. A capilaridade, facilidade
de acesso e proximidade ao cidadão tornam as plataformas municipais e-
Gov um importante canal para a interação entre o governo e o cidadão,
ampliando o exercício da cidadania e o aperfeiçoamento da democracia
(os quais são um tipo de commons), de acordo com os princípios do NSP
e o compartilhamento do conhecimento. Assim, 903 plataformas
eletrônicas de municípios brasileiros foram analizadas, buscando
identificar se estas viabilizam os commons ofertados pelo governo à
sociedade civil e às instituições públicas e privadas, e também, quanto ao
seu nível de maturidade. A partir dos resultados, restou demonstrado que
as plataformas e-Gov municipal pouco incluem a população, e não
oferecem meios suficientes para que as partes interessadas possam
participar na elaboração e coprodução de leis, projetos, orçamentos, bem
como dos próprios serviços e funcionalidades oferecidas pela plataforma,
dependendo exclusivamente da iniciativa dos órgãos públicos para
disponibilizar serviços, ou seja: as plataformas de e-Gov não apresentam
nível de maturidade suficiente para a coprodução e disponibilização dos
commons – cidadania, dados abertos, democracia e participação, dentre
outros. Poucos municípios efetivamente disponibilizam serviços para que
a população possa realizar seu papel de participação e coprodução, em
conformidade com suas expectativas e reais necessidades. Para tanto, os
projetos de e-Gov precisam ser repensados, em termos de serviços,
infraestrutura, governança e recursos financeiros a serem aportados. A
consolidação de um governo democrático e inclusivo demanda
transformações, para que as plataformas eletrônicas viabilizem
efetivamente a geração e distribuição de valores para a sociedade.

 

Link para download: Maurício Rotta

TEZA, Pierry. FATORES DETERMINANTES DA ADOÇÃO DE MÉTODOS, TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA INOVAÇÃO. Tese, 2018.

O uso efetivo de métodos, técnicas e ferramentas para inovação (MTF-Is) tem sido considerado um fator importante para o sucesso da gestão da inovação, sendo essencial para as organizações. Embora esteja clara a importância da adoção de MTF-Is, poucos trabalhos têm buscado identificar os fatores que influenciam a adoção deles pelas organizações. Essa lacuna de entendimento em relação à forma como acontece a adoção de MTF-Is, impossibilita, por exemplo, a construção de mecanismos que possam auxiliar as organizações a adotarem MTF-Is adequados aos seus contextos de atuação. A pesquisa aqui exposta responde à seguinte questão: que fatores determinam a adoção, pelas organizações, de métodos, técnicas e ferramentas para inovação? Especificamente, objetiva-se analisar os fatores determinantes da adoção de métodos, técnicas e ferramentas para inovação em processos de desenvolvimento de inovações. Como resultado, a partir do levantamento e análise da literatura foi proposto e verificado um modelo teórico acerca dos determinantes da adoção de MTF-Is. O modelo proposto sugere que a adoção de MTF-Is está relacionada à cinco grupos de fatores: à organização, ao projeto de inovação, ao ambiente externo, às características dos MTF-Is e ao uso de MTF-Is. Desenvolveu-se também um conjunto de hipóteses e suas respectivas medidas a serem testados empiricamente por meio de um levantamento tipo survey, que é um tipo particular de pesquisa quantitativa empírica, e modelagem de equações estruturais, que é uma técnica de análise estatística.

 

Link para download: Pierry Teza

LIMA, João Carlos Damasceno. UMA ABORDAGEM DE RECOMENDAÇÃO SENSÍVEL AO CONTEXTO PARA APOIO A AUTENTICAÇÃO IMPLÍCITA EM AMBIENTES MÓVEIS E PERVASIVOS BASEADO EM CONHECIMENTO COMPORTAMENTAL DO USUÁRIO. Tese, 2013.

Muitas empresas começam a adaptar-se às tecnologias e aos dispositivos
móveis, incorporando no seu cotidiano, os benefícios proporcionados
pela mobilidade e a possibilidade do Trabalho Móvel. Os serviços acessados
pelos dispositivos móveis, geralmente, utilizam processos de autenticação baseado
em credenciais (por exemplo, senha), que se mostram vulneráveis e
inadequados. Logo, abordagens alternativas de autenticação devem considerar
as características ambientais (consciência do contexto), restrições dos
dispositivos, privacidade das informações armazenadas e informações provenientes
dos muitos sensores que estão presentes no espaço pervasivo. Esta
pesquisa propõe uma abordagem de recomendação baseado em comportamento
do usuário para autenticação implícita no espaço pervasivo em que
este se encontra. O comportamento dos usuários é modelado através de um
conjunto de características de contexto e de atividades, que os usuários executam.
Os usuários possuem atividades diárias, semanais e mensais que formam
um conjunto de hábitos executados regularmente. O monitoramento
destes hábitos permite indicar se um usuário legítimo está executando as suas
atividades ou se outra pessoa está acessando sem autorização os serviços e
informações do dispositivo móvel. Portanto, a combinação das características
contextuais e as atividades (hábitos) auxiliam o processo de reconhecimento
e certificação do usuário. Os processos de filtragem do sistema de
recomendação, permitem a adição de novos filtros que calculam a similaridade
dos comportamentos dos usuários. Os filtros são classificados em: i)
filtros locais, que trabalham com algoritmos de baixa complexidade devido
aos recursos computacionais limitados dos dispositivos móveis, e ii) filtros
remotos, que trabalham com algoritmos mais complexos e podem executar
ferramentas estatísticas nos servidores de autenticação. Os resultados experimentais
indicam com sucesso: i) um mecanismo mais dinâmico (adaptável às
atividades executadas pelo usuário) e autonômico para autenticação de usuários
em um ambiente móvel e pervasivo, e ii) uma eficiência significativa na
detecção de anomalias de autenticação através da utilização de modelos de
similaridade e permutação espaço-temporal.

 

Link para download: Joao Carlos Damasceno Lima

TEODOROSKI, Rita de Cassia Clark. RECURSOS EDUCACIONAIS ABERTOS (REA) NO BRASIL: CONSTRUÇÃO DE UM MODELO ECOSSISTEMA DE REA. 2018.

Para atender as expectativas da nova era e promover o acesso ao
conhecimento de forma igualitária e ampla, o paradigma da educação
aberta tem sido incorporado ao processo educacional, por meio da
utilização de Recursos Educacionais Abertos (REA). Tais recursos são
materiais de ensino, cuja peculiaridade inclui a disseminação e o
compartilhamento do conhecimento, permitindo, assim, que seja
possível atingir um número cada vez maior de pessoas, corroborando,
assim, com o emblema da democratização da educação em nível
mundial. O conceito de REA ficou estabelecido a partir de 2002, mas
sua expansão tem ocorrido de forma progressiva e, as atividades que, em
sua gênese, não atendiam o principal requisito que caracteriza tais
recursos, que é a adaptação da obra por terceiros, aos poucos têm sido
adequadas. No Brasil, o avanço dos REA tem sido alavancado por
esforços individuais e coletivos de profissionais que buscam ampliar o
acesso à educação, especialmente para aqueles indivíduos cujos
obstáculos variam desde os elementos econômicos aos geográficos.
Partindo de uma visão sistêmica, o objetivo deste estudo foi propor a
criação de um modelo para a descrição e explicação das ações
relacionadas aos Recursos Educacionais Abertos (REA) no Brasil e dos
diferentes papéis desempenhados pelos atores envolvidos e suas
interrelações, a partir da perspectiva de um ecossistema. Esta pesquisa
teve uma abordagem qualitativa e foi classificada como descritiva. Além
das estratégias de investigação como a pesquisa bibliográfica e a
documental, também foi feita uma averiguação sob a perspectiva dos
participantes, por meio da pesquisa narrativa. A seleção dos
participantes da pesquisa ocorreu em função de os mesmos atuarem nas
iniciativas brasileiras disponibilizadas no projeto MIRA (Mapa de
Iniciativas de Recursos Abertos). Neste projeto estão listadas 17
iniciativas brasileiras, entre as quais foram selecionados e entrevistados
sete participantes de seis projetos. Para analisar os dados das entrevistas,
foi utilizada a análise temática que, neste estudo, possibilitou o
surgimento de três temas, cada qual com subtemas específicos e que
permitiu uma visão mais ampla acerca da aplicação de REA no
cotidiano dos participantes. O primeiro tema diz respeito aos “desafios e
barreiras” para implementação da cultura de abertura. O segundo tema
foi sobre “público alvo” e, por fim, “colaboração e coprodução”. Para
cada um desses temas, emergiram subtemas próprios que refletem a
realidade da implementação dos REA nos processos educacionais.
Concebido em conformidade com o objetivo deste estudo, o modelo
Ecossistema de REA teve seu fundamento não só na literatura, mas
também foi alicerçado com a narrativa dos atores que participaram desta
pesquisa. Na representação do referido modelo estão listadas as
principais ações bem como os principais atores com seus respectivos
papéis. Embora os temas surgidos a partir do relato dos entrevistados
não tenham uma relação direta na estrutura do modelo Ecossistema de
REA, eles fazem parte do processo de construção do mesmo,
considerando a sua complexidade, interdependência e dinamismo. Por
fim, em virtude dos resultados encontrados, fica evidente que tanto os
achados bibliográficos quanto a narrativa dos participantes
corroboraram sobre a necessidade de um maior comprometimento na
aplicação destes recursos educacionais, no sentido de fortalecer o
movimento da educação aberta para promover o acesso do
conhecimento para todos. Para isso, é plausível propor uma reflexão
acerca da perspectiva dos REA no Brasil. Por sua vez, ao pensar em
educação no século XXI, é preciso ver além da inclusão de tecnologias
digitais no processo de ensino e aprendizagem. Mesmo que a
conectividade seja um forte elemento agregador de pessoas,
conhecimentos e ideias, os desafios e barreiras para a implementação da
cultura da abertura ainda é um processo gradativo que demanda um
longo caminho a ser percorrido.

 

Link para download: Rita Teodoroski

RIBAS, Armando Cardoso. DIRETRIZES PARA DESENVOLVIMENTO DE ÍCONES DIGITAIS ACESSÍVEIS AO PÚBLICO SURDO. 2018.

Atualmente a utilização de sistemas digitais de informação é um processo que muitas pessoas utilizam intensamente e estes usuários podem ser ouvintes, videntes, surdos, etc. A navegação pelo sistema ocorre acessando hiperlinks, áreas sensíveis ao toque de texto, ícones, dentre outros tipos. Portanto, o conhecimento da língua utilizada nos sistemas digitais é fundamental para uma navegação bem sucedida. Os usuários surdos essa análise semântica pode apresentar problemas, pois a ausência da audição dificulta a navegação e ocasiona confusão na escolha dos hiperlinks ou áreas sensíveis ao toque, provocada pela semelhança visual entre as palavras, como também, dificuldade na compreensão da leitura, pois os usuários fazem uma leitura randômica da tela. Identifica-se, a partir disso, a importância dos ícones para facilitar a navegabilidade em sistemas digitais. Estudos relacionados ao desenvolvimento de ícones acessíveis para usuário surdo demostram-se incompletos ou inexistentes, apresentado lacunas como: não haver diretrizes especificas que atendam as características do usuários surdo, muitas diretrizes criadas são aplicadas para desenvolvimento de ícones gráficos dentre outras, abrem espaço para esse estudo. Assim, o objetivo desse trabalho é propor e avaliar recomendações para o desenvolvimento de ícones acessíveis para surdos facilitando a compreensibilidade destes, e com isso auxiliar na navegação. Esta pesquisa, oferece um conjunto de recomendações para designers e para a criação de ícones adequados à navegação de pessoas surdas em sistemas informacionais digitais. Para tanto, este trabalho foi dividido nas seguintes etapas: a aplicação de um questionário juntamente com uma entrevista com surdos; levantamento de diretrizes existentes para desenvolvimento de ícones; teste e verificação da aplicabilidade dessas atuais diretrizes; e entrevista com grupo focal de surdos verificado quais são os principais problemas encontrados por este público quando navegam em um site ou sistema digital. Posteriormente, com base nas etapas anteriores e nas características da cultura surda, foram criadas as diretrizes que foram devidamente experimentadas junto aos
desenvolvedores de ícones, para verificar a sua aplicabilidade para a confecção de ícones para pessoas surdas. O resultado da Pesquisa mostra esse conjunto de recomendações

Link para download: Tese-Armando Ribas

CAVENAGHI, Beatriz de Araujo. O CORPO COMO MÍDIA: CÓDIGOS PARA A GESTÃO DA COMUNICAÇÃO NÃO VERBAL NO TELEJORNALISMO. Tese, 2018.

Inserida na linha de pesquisa de mídia e disseminação do conhecimento, esta tese considera que o corpo humano é uma mídia e que sua gestão pode potencializar processos de comunicação e de ensino em contextos específicos. Toma-se como objeto de estudo o corpo de apresentadores de telejornais brasileiros para investigar os códigos não verbais que caracterizam sua expressão corporal, considerando que a sistematização desses códigos contribui para melhorar os processos de aprendizagem de novos apresentadores. O objetivo da tese é sistematizar tais códigos para explicar a codificação dos elementos não verbais no telejornal e indicar sua gestão adequada. Para tanto, adota-se uma perspectiva interdisciplinar, com intersecções entre teorias da Gestão do Conhecimento, do Jornalismo e da Semiótica. A pesquisa se insere em um contexto de mudanças significativas na forma de atuação dos apresentadores e nas funções desempenhadas pelo corpo no discurso televisivo. A bancada deixou de ser o elemento principal no ambiente de apresentação e os cenários agora destacam um corpo em movimento e em constante destaque. Como problema de pesquisa, discute-se a lógica de ensino de apresentação em telejornalismo que se fundamenta na premissa da importância da notícia em detrimento das características estéticas da linguagem televisiva e que reforça a possibilidade de camuflar o corpo em favor da valorização do conteúdo da notícia. O trabalho considera, ao contrário, que a qualidade da formação para a prática da apresentação depende de estudos e conhecimentos explícitos, que descrevam e expliquem as funções do corpo no telejornalismo e que reflitam sobre os processos de significação que emergem dele. Para isso, o trabalho analisa os elementos não verbais presentes na atuação de 25 apresentadores, a partir de cinco categorias: ambiente da comunicação, aparência do comunicador, proxêmica, movimentos do corpo e paralinguagem. O corpus de análise é constituído por 15 edições de telejornais exibidos na Rede Globo de televisão em três períodos – março de 2015, maio e outubro de 2017. A análise dos códigos não verbais que interagem nesse contexto permitiu o desenvolvimento de um sistema que distingue três tipos de códigos não verbais fundamentais para a manutenção do contrato comunicativo estabelecido entre os telejornais e sua audiência: códigos da credibilidade, da atualidade e da empatia.

Download: Beatriz

SORDI, Victor Fraile. TEORIA SUBSTANTIVA DOS FATORES INFLUENTES NA GESTÃO DE UM PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO BRASILEIRO. Tese, 2018.

A pós-graduação brasileira tem papel fundamental na estratégia nacional de
ciência, tecnologia e inovação. É a principal responsável, dentro do modelo
adotado no Brasil, por produzir novos conhecimentos, gerando inovações
tecnológicas e buscando desenvolvimento econômico, através de suas interações
com governo e setor produtivo. Entretanto, mesmo com o aumento de
investimentos nas últimas décadas, o país apresenta resultados insatisfatórios
tanto na produção científica e tecnológica, como em relação à inovação. Como
um dos agentes fundamentais nesse contexto, a pós-graduação faz parte dos
problemas desse sistema, assim como também faz parte das soluções. Esta tese
buscou avançar na compreensão do fenômeno da gestão dos programas de pósgraduação,
investigando quais são os fatores envolvidos nesse processo e como
eles atuam. Utilizando os procedimentos metodológicos da teoria fundamentada
em dados em entrevistas com docentes e gestores de um programa de pósgraduação
brasileiro, foi possível inferir que os programas de pós-graduação
necessitam desenvolver algumas capacidades essenciais para responder às
condições estruturantes relacionadas ao contexto onde estão inseridos. Os
resultados sugerem que os principais fatores que influenciam o processo estão
relacionados ao comprometimento e à integração dos envolvidos, à capacidade
de aprender a gerir um programa de pós-graduação, à interdisciplinaridade, aos
mecanismos de cobrança, à liderança, à zona de conforto, às mudanças nas regras
do jogo e à avaliação da CAPES. É desejável que a gestão desses programas
desenvolva as capacidades de criar incentivos e recompensas, compor e manter
um quadro docente, exercer um papel político, gerenciar conflitos e reagir às
mudanças, executando-as com competência para alcançar os resultados
pretendidos. A teoria substantiva resultante do processo de pesquisa sugere que o
sistema nacional de pós-graduação pode não estar funcionando satisfatoriamente,
por não oferecer condições necessárias para os gestores e docentes buscarem
maior qualidade em suas atividades. Reformulações nos modelos de avaliação
docente, aprimoramento dos mecanismos de cobrança, reestruturação das
atribuições dos docentes e qualificação dos professores que exercem cargos
gerenciais, são possíveis melhorias sugeridas com base nos resultados alcançados
na pesquisa.

Link para download: Victor Sordi

FLORES, Angela Rossane Benedetto. A AFETIVIDADE COM FOCO NA APRENDIZAGEM DE PESSOAS DEFICIENTES VISUAIS. Tese, 2018

A heterogeneidade dos alunos traz a necessidade por parte dos professores de identificarem as diferenças e as peculiaridades de cada um desses alunos. Ao se tratar do aluno com deficiência o desafio é maior, pois é cada vez mais encarado como um indivíduo que aprende de uma forma diferente, visto que não há nada que “compense” a falta da visão, sendo que a descrição por meio das palavras muitas vezes pode ser insuficiente mas de outro lado, o seu excesso pode conduzir à confusão. Através metodologias e estratégias pedagógicas é possível reduzir significativamente a interferência negativa da deficiência na sua capacidade de aprender e no seu processo de desenvolvimento, pois é necessário integrar o aluno deficiente no contexto escolar ressaltando as suas potencialidades. Embora a aprendizagem de pessoas deficientes visuais venha recebendo atenção crescente nas últimas décadas, pouco se tem encontrado quando a temática é a afetividade na aprendizagem destes alunos. Este trabalho buscou estudar a influência da afetividade na relação professor/aluno e sua interferência no processo de aprendizagem do aluno deficiente visual. Nessa perspectiva, a pesquisa apoiou-se na teoria de Henri Wallon, sobre o desenvolvimento humano, a qual concebe a dimensão afetiva como conceito fundamental da sua teoria psicogenética da aprendizagem. O presente estudo teve como objetivo detectar a influência da afetividade na aprendizagem de alunos deficientes visuais, e as TICS como suporte do processo. Nesse trabalho utilizou-se o conceito de deficiente visual do Instituto Benjamin Constant, que incluem cegos e indivíduos com visão reduzida. Esta é uma pesquisa aplicada e quanto aos seus objetivos é exploratória. Este trabalho compreendeu três fases: 1- A revisão sistemática da literatura (RSL) como aporte teórico. 2- coleta de dados através da pesquisa de campo com alunos deficientes visuais do 6º ano do ensino fundamental ao 3ºano do ensino médio da rede pública de ensino do estado de Santa Catarina das regiões de Jaraguá do Sul, Itajaí, Blumenau, Florianópolis, Joinville, e com seus professores. Através da entrevista estruturada, identificou-se o perfil dos entrevistados; as barreiras encontradas para a aprendizagem e a influencia que a afetividade traz ao ensino-aprendizagem. Averiguou-se também, a interação entre professor/aluno e aluno/aluno, além da interferência das TICs no processo de aprendizagem. Pela análise das entrevistas verificou-se preocupação, por parte dos professores, ao saber que receberiam alunos deficientes visuais em suas turmas, pois somente dois professores receberam capacitação para trabalhar com alunos deficientes visuais. Salientaram, ainda, que a
falta de materiais e equipamentos adequados é uma das maiores barreiras para o ensino desses alunos. Com relação aos estudantes a motivação e o entusiasmo do professor, ao explicar algo, geram motivação e interesse em relação ao conteúdo ensinado. Os alunos foram unânimes em afirmar que gostam de conversar com os professores, sendo que a maioria gosta de tirar duvidas e conversar sobre os conteúdos ensinados. Para os alunos o respeito é muito importante, e o bom relacionamento entre professor e aluno se dá através da compreensão e da paciência do professor 3- Através da triangulação dos dados, cruzou-se a teoria com as respostas da pesquisa de campo e o discurso do sujeito coletivo. Pode-se observar através do cruzamento do referencial teórico e da pesquisa de campo que a afetividade possui a mesma influencia quer seja o aluno deficiente visual ou quer seja um vidente. Por fim foram propostas cinco contribuições considerando a afetividade, como facilitador ao trabalho dos professores no que refere a aprendizagem de alunos deficientes visuais utilizando as TICS como suporte do processo.

Link para download: Angela Flores