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BERG, Carlos Henrique. FERRAMENTA PARA IDENTIFICAÇÃO DE EMOÇÕES A PARTIR DE ONOMATOPEIAS PARA PESSOAS COM DIFERENTES HABILIDADES VISUAIS. Tese, 2017.

Para identificar barreiras a compreensão de interfaces digitais são
feitas avaliações, entre as quais os testes de usabilidade. Porém, pessoas
com diferentes habilidades visuais não dispõe de uma ferramenta que
colete emoções especificamente desenvolvida para eles. A falta da
ferramenta diminui as chances dessas pessoas opinarem sobre sua
percepção de uso de uma interface digital. Assim, para levantar formas
análogas à visão, uma revisão sistemática de literatura identificou a
audição como um sentido similar a visão. Com base nesse conhecimento,
ponderou-se construir uma ferramenta que usasse onomatopeias de
emoções. Usando o Emocard, ferramenta usa expressões de emoções
humanas em uma cartela em que o usuário escolhe a que mais se
assemelha à emoção sentida durante um teste de usabilidade foi criado
um protótipo. A fim de validar a ferramenta foi feita uma pesquisa
quantitativa que levantou dados sobre sua usabilidade usando duas
ferramentas e foi feito um cálculo do χ², apropriado à verificação da
similaridade de duas fontes distintas de dados. O cálculo efetuado
apontou que o protótipo de ferramenta onomatopeica é similar à
ferramenta que usa estratégia visual. Os dados sobre usabilidade
coletados permitiram verificar a valência da ferramenta, indicada como
positiva. Com essa pesquisa foi desenvolvido um processo que pode ser
usado para criar ferramentas com base em outros modelos de
ferramenta, ou em outras línguas. Para pessoas com diferentes
habilidades visuais a ferramenta especialmente desenvolvida dá
oportunidade de opinar sobre emoções em testes de usabilidade. Para
desenvolvedores apresenta-se como mais uma ferramenta para testes de
usabilidade de interfaces ou produtos.

Link para download: Carlos Henrique Berg

FRANCISCO, Thiago Henrique Almino. O DESDOBRAMENTO DO PROIES EM UMA UNIVERSIDADE COMUNITÁRIA: UMA TEORIA FUNDAMENTADA NA GROUNDED THEORY. Tese, 2017.

FRANCISCO, Thiago Henrique Almino. O desdobramento do PROIES em uma Universidade Comunitária: uma teoria fundamentada na Grounded Theory. Tese 307 fls. Programa de Pós-Graduação (Doutorado) em Engenharia e Gestão do Conhecimento da Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis. 2017.
Na sociedade do conhecimento, a intervenção estatal nos mais distintos modelos organizacionais tem sido um pressuposto observado com bastante intensidade, em virtude da necessidade de regular modelos de negócio que atuam em lacunas proporcionadas pelo estado. Na educação superior esse princípio é histórico, já que a regulação deste segmento é um movimento que ocorre desde o surgimento da primeira instituição de educação superior no Brasil. No contexto contemporâneo, em virtude da expansão desenfreada e da complexidade que se encontra no “modelo” brasileiro, a regulação observa as mais variadas formas e se utiliza de distintos instrumentos que se aplicam ao controle das atividades de IES no Brasil. Sob a ótica deste pressuposto, o objetivo deste estudo foi desenvolver uma teoria substantiva sobre os desdobramentos da regulação no contexto de uma Universidade Comunitária Catarinense que aderiu ao PROIES. Para isso, sob a ótica de Strauss e Corbin (2008), utilizou-se a estratégia metodológica da Grounded Theory, considerando as entrevistas e as análises documentais como técnicas de coleta de dados e os gestores do processo de adesão, como sujeitos da pesquisa. Os resultados relevaram seis elementos: articulação com os órgãos externos, integração com os setores da instituição, profissionalização da gestão, orientação para projetos institucionais, articulação com o SINAES e para o desenvolvimento de novas competências (categoria central). Ao se integrarem com a categoria central, foi possível elaborar a hipótese fundamental da teoria, sob a ótica de suas condições, tendo, a partir da categoria central, quatro subprocessos relacionados, que são: o planejamento, a gestão, a consolidação e a avaliação do processo de adesão ao PROIES. Dessa maneira, as conclusões do estudo mostram que a adesão ao PROIES proporcionou o desenvolvimento de novas competências institucionais, traduzidas em novos processos e novos comportamentos nas pessoas, materializadas em um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes, consideradas, portanto, como os principais desdobramentos da regulação no contexto em estudo.

Link para download: Thiago Alminio Francisco

SCHMITZ, Ademar. A INOVAÇÃO E O EMPREENDEDORISMO NA UNIVERSIDADE: UM FRAMEWORK CONCEITUAL SISTÊMICO PARA PROMOVER DESENVOLVIMENTO SOCIOECONÔMICO REGIONAL E SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL. Tese, 2017.

A inovação e o empreendedorismo no ambiente acadêmico estão sendo estudados sob diversos rótulos, tais como universidade inovadora, universidade empreendedora, inovação acadêmica, empreendedorismo acadêmico, inovação universitária e empreendedorismo universitário. Apesar do aumento das publicações nos últimos anos, este tema continua fragmentado, exigindo estudos mais sistêmicos, que incluam tanto os aspectos econômicos quanto os aspectos sociais da inovação e do empreendedorismo. Assim, esta tese tem por objetivo propor um framework conceitual sistêmico de inovação e empreendedorismo para a Universidade, a fim de promover desenvolvimento socioeconômico regional e sustentabilidade institucional. Este objetivo foi atingido por meio de um estudo exploratório e descritivo valendo-se de uma revisão sistemática da literatura e múltiplos estudos de caso. A revisão sistemática da literatura permitiu a compreensão da abrangência da inovação e do empreendedorismo na Universidade. Já os múltiplos estudos de caso permitiram a identificação dos elementos sistêmicos da inovação e do empreendedorismo na Universidade, com ênfase nos mecanismos, bem como a identificação das contribuições da Universidade, por meio da inovação e do empreendedorismo para com o desenvolvimento socioeconômico regional e a sustentabilidade institucional. Resulta que a Universidade pode ser representada como um sistema social complexo, composta por indivíduos e artefatos no nível micro e pela organização acadêmica e administrativa no nível macro. Considerando, ainda, o ambiente, composto por empresas, governo e comunidades, a estrutura da Universidade pode ser definida nos níveis do indivíduo, da organização e das interações com o ambiente. Já os mecanismos estão organizados nas dimensões ensino, pesquisa, extensão e gestão, em consonância com as funções elementares da Universidade e à gestão universitária. Assim, existem relações entre as próprias dimensões da inovação e do empreendedorismo, entre os seus níveis (relações bottom-up, top-down e input-output) já que um nível tanto influencia quanto é influenciado pelos demais, e entre os próprios mecanismos nas diferentes dimensões. Desta visão sistêmica, decorrem três proposições: quanto maior a contribuição da Universidade para o desenvolvimento socioeconômico regional, maior a possibilidade da preservação da sustentabilidade institucional da Universidade; os indivíduos contribuem para a organização, a organização afeta os indivíduos, os indivíduos e a organização impactam o ambiente e o ambiente impacta os indivíduos e a organização; e, a inovação e o empreendedorismo são fomentados por meio do ensino, da pesquisa e da extensão, ao mesmo tempo que permitem a Universidade ser inovadora e empreendedora por meio da gestão universitária. Espera-se que o framework proposto venha a ser um ponto de referência para pesquisas futuras sobre a inovação e o empreendedorismo na Universidade e permita que as universidades possam implementar mecanismos mais adequados para o desenvolvimento socioeconômico do seu entorno e para a manutenção de sua própria sustentabilidade.

Link para download: Ademar Schmitz

REZENDE, Maurício Seiji Cesar. A Gestão do Conhecimento em uma Organização de Software: Construção de uma Teoria Substantiva. Tese, 2017.

As organizações de software estão entre as principais responsáveis pelo crescimento econômico e pela globalização da economia. Os produtos e serviços dessas empresas, presentes no dia a dia da maioria das pessoas, estão entre os principais indicadores da importância que o conhecimento, na forma de ativo intangível, atingiu nas últimas décadas. Considerando-se essa importância e o fato de que o próprio processo de desenvolvimento de software é uma atividade de uso intensivo do conhecimento, este trabalho visa aprofundar o conhecimento científico quanto à gestão do conhecimento através de uma pesquisa realizada em uma organização de software. Para isso, foram adotados procedimentos metodológicos da grounded theory como método qualitativo de pesquisa e seguidas as orientações de Strauss e Corbin (2008). Guiados pelo método descrito pelos autores, foram realizados ciclos de coleta e análise de dados no período de 2013 a 2015 em uma organização de software da cidade de Florianópolis. O objetivo desta tese foi a criação de uma teoria substantiva composta por um conjunto de categorias e subcategorias identificadas em análises cíclicas dos dados coletados. Os resultados da pesquisa mostraram que a gestão conhecimento na organização de software é importante para a segurança e retenção do conhecimento organizacional, assim como para o planejamento e controle das atividades realizadas pelos colaboradores. Além disso, são consequências dessa gestão, na empresa estudada, o apoio ao desenvolvimento dos funcionários e a organização do conhecimento. A pesquisa revelou também que os frutos da gestão do conhecimento na organização analisada foram colhidos através da aplicação de técnicas como: criação de uma cultura de documentação e atualização dos procedimentos organizacionais; realização de reuniões periódicas e com objetivos claros dentro e entre as diferentes equipes; participação em projetos de pesquisa e utilização de ferramentas tecnológicas destinadas ao apoio da gestão do conhecimento.

Link para download: Mauricio Seiji Cesar Rezende

ANDERLE, Daniel Fernando. Modelo de Conhecimento para Representação Semântica de Smart Cities com foco nas Pessoas. Tese, 2017.

Devido ao inchaço das cidades e a crescente demanda por soluções de
problemas cada vez mais críticos, oriundos da recorrente falta de
planejamento e de recursos cada vez mais escassos, o conceito de Smart
Cities está sendo cada mais disseminado pelo mundo, ainda através das
TICs propor soluções aos sérios problemas sociais como: saúde, educação
e segurança. No entanto as pesquisas apontam que para uma cidade se
tornar inteligente e ser bem-sucedida antes de qualquer coisa, a mesma
deve possuir uma estreita relação com seus habitantes, onde deva existir
uma troca bilateral de conhecimento entre seus habitantes e os provedores
de tecnologia, para que possam alinhar-se convergindo de forma mútua
na solução dos referidos problemas. Uma Smart City é muito mais que
tecnologia, é uma cidade onde o centro das soluções são as pessoas e não
as TICs. Uma cidade para ser considerada Smart City, deve garantir aos
seus habitantes acima de tudo qualidade de vida e bem-estar, onde a
tecnologia é apenas meio e não o fim. Desta forma, a presente tese
ocupou-se em estudar e apresentar um Modelo de Conhecimento baseado
em tecnologias como: ontologias, padrões de projeto e análise de
sentimento, que pudessem representar semanticamente e de forma
genérica as dimensões de uma Smart City, buscando colocar sempre como
cerne as pessoas assim como as suas demandas. Partindo desses
pressupostos, desenvolveu-se, o escopo do problema, o levantamento
bibliográfico, a construção de quadro conceitual e dos constructos de uma
Smart City, uma ontologia que buscasse representar as pessoas que
habitam uma cidade, a elaboração de um ferramental onde possibilitasse
analisar a satisfação dos habitantes em relação as dimensões propostas,
propõe-se modelos de padrão de projeto pautado na bibliografia existente.
Por fim, verificou-se a viabilidade do modelo através da opinião de
especialistas de domínio que compõem a tríplice hélice mais a sociedade
civil, é realizado uma análise das suas contribuições para o
desenvolvimento de uma Smart City com foco nas pessoas. O resultado
da tese foi um modelo de conhecimento que através da representação
semântica aponte possíveis trajetórias de aplicações de Smart Cities com
foco nas pessoas.

Link para download: Daniel Fernando Anderle

Palomino, Cecilia Estela Giuffra. Aplicação de um modelo adaptativo de tutores inteligentes para disseminação do conhecimento em ambientes virtuais de ensino-aprendizagem. Tese, 2017.

Ambientes virtuais de ensino-aprendizagem são utilizados tanto no ensino a
distância quanto no presencial e em ambientes corporativos como ferramenta de
apoio no processo de compartilhamento de conhecimento. Os professores ou
responsáveis pelo espaço da turma adicionam o material relativo ao domínio do
conhecimento envolvido e, também, elaboram e propõem atividades de mediação
pedagógica para os participantes. Esse processo, de um modo geral, resulta em um
espaço que se apresenta da mesma forma para todos os participantes, sem levar
em conta as diferenças que existem entre cada um deles, tanto em desempenho
quanto em comportamento no ambiente. A proposta deste trabalho é aplicar um
modelo de ambiente inteligente adaptativo, baseado em agentes, de modo a
permitir a disseminação do conhecimento entre os participantes, utilizando os
recursos e ferramentas disponíveis no ambiente, levando em conta os critérios
definidos pelos professores ou responsáveis da organização da turma, junto com
os dados de desempenho dos estudantes e demais dados obtidos a partir dos
acessos ao ambiente. Neste modelo, os recursos e atividades são disponibilizados
para os participantes de forma individualizada e adaptativa. Para isso, foi
desenvolvido um sistema que utiliza o Moodle como estudo de caso e foi criado
um curso de cálculo básico para fazer o estudo de caso com participantes. Foram
realizados testes com 12 participantes, 4 deles participaram em uma etapa de prétestes
e 8 em uma etapa final de testes do sistema. Os resultados indicam que o
modelo adaptativo funciona como esperado, disponibilizando os materiais de
forma diferenciada para os estudantes, e que o modelo proposto é aceito pelos
participantes. Além disso, este trabalho inclui também a proposta de uma técnica
de design instrucional para ambientes adaptativos, considerando que o professor
da turma realiza o papel de designer.

 

Link para download: Cecília Estela Giuffra Palomino

FERNANDES, Roberto Fabiano. FRAMEWORK CONCEITUAL PARA O PROCESSO DE IDENTIFICAÇÃO DE OPORTUNIDADES DO FRONT END DA INOVAÇÃO. Tese, 2017.

A inovação, quando entendida sob a ótica de processo, é muito mais que gerar boas ideias, é sim uma atividade complexa, na qual há a interação de diversos componentes, alguns mais explorados na literatura, como é o caso do desenvolvimento de produtos, e outros, como a identificação de oportunidades, geração de ideias e conceitos, ainda pouco explorados. Entretanto, a etapa inicial do processo de inovação, também chamado de Front End da Inovação (FEI), vem ganhando importância estratégica por parte das empresas e universidades. A inovação, assim como o FEI, é um processo que requer ferramentas, regras e disciplina específicas e o mapeamento de todas as partes interessadas e a compreensão de seus interesses são conhecimentos críticos que ajudam a identificar os fatores de sucesso e dos gargalos ocultos. Apesar disso, o FEI ainda é definido como a mais incerta e confusa etapa, pois pouco se sabe ainda sobre como suas atividades são constituídas, quem são os atores, quanto tempo é necessário para executá-las e como é feita a sua gestão. Para mitigar a necessidade de clareza do que está envolvido na etapa inicial do processo de inovação, especificamente, sobre a identificação de oportunidades, esta tese objetiva desenvolver um framework conceitual para o processo de identificação de oportunidades no contexto do Front End da Inovação. Ao investigar sobre fatores de sucesso, há autores que declaram que há uma significante correlação entre eficiência e eficácia de empresas que possuem processo de inovação com o FEI definido. Motivado por esta justificativa, esta tese utilizou uma abordagem qualitativa, amparada por revisões sistemáticas da literatura que permitiram a composição de um portfólio de 170 artigos que compuseram a coleta dos dados secundários. Nesse portfólio foram identificados e analisados 17 modelos/frameworks relacionados à identificação de oportunidades. Na coleta de dados primários, utilizou-se como instrumento as entrevistas em dois momentos: primeiro com seis gestores de empresas inovadoras e, posteriormente, com três especialistas no processo de inovação. Para o tratamento dos dados primários e secundários, utilizou-se a análise de conteúdo. Como resultado, construiu-se um framework conceitual que representou o processo de identificação e oportunidades na visão macro e detalhada. Este framework apresenta a combinação de vários aspectos dos modelos e frameworks analisados, porém avançando na representação visual, no detalhamento de sua execução, fornecendo um processo estruturado para o gerenciamento do Front End da inovação.

 

Link para download: Roberto Fabiano Fernandes

BORGES, Michele Andreia. Dinâmica das Parcerias Intersetoriais em Iniciativas de Inovação Social: da descrição à proposição de diretrizes. Tese, 2017.

A inovação social tem evoluído como um importante mecanismo para responder aos desafios sociais globais e as demandas sociais dos territórios. Uma característica relevante do processo de inovação social é a colaboração entre os múltiplos atores, por intermédio da formação de parcerias intersetoriais, que contempla em sua definição, o Estado, o setor empresarial, o terceiro setor e os indivíduos e comunidades. As parcerias intersetoriais tem propiciado uma forma inovadora de se inter-relacionar e tem proporcionado o desenvolvimento e sustentabilidades das iniciativas de inovação social. A complexidade que envolve essas relações demanda um acompanhamento holístico da dinâmica dessas parcerias. Deste modo, o objetivo desta pesquisa foi descrever a dinâmica das parcerias intersetoriais das iniciativas de inovação social em Portugal. A análise descritiva da dinâmica das parcerias intersetoriais foi conduzida por meio de um estudo com vinte iniciativas caracterizadas como inovação social pelo Mapa de Empreendedorismo e Inovação Social de Portugal e pelo Centro de Inovação Social do Porto/Portugal. Por meio de uma abordagem qualitativa e da estratégia de triangulação das múltiplas fontes de dados (entrevista, documentos e questionário) foi realizada a descrição do ecossistema das parcerias intersetoriais, o envolvimento dos parceiros no processo de inovação social, o processo de identificação e aquisição dos parceiros, o processo de governança e os resultados da relação de parceria. O resultado dessa análise permitiu, entre outras conclusões, inferir que a dinâmica das parcerias é determinada pelos objetivos sociais da iniciativa e pelos objetivos específicos com os parceiros. Apesar das particularidades dos objetivos, inerente a cada iniciativa, a dinâmica das parcerias nos indica que a complementaridade de recursos tangíveis e intangíveis entre as partes envolvidas é um fator crítico de sucesso à iniciativa, que gera benefícios para ambas as partes, evitando sobreposição de papéis. Além disso, a dinâmica das parcerias é regulada pela governança; embora, pode-se constatar que na maioria das iniciativas não há um modelo de governança formalmente institucionalizado na rede. Por fim, a análise da dinâmica junto as iniciativas estudadas, torna evidente a relevância das parcerias
intersetoriais nos impactos sociais das iniciativas. Com base nos resultados da análise empírica e dos fundamentos teóricos, as diretrizes propostas foram determinadas por três macro componentes metafóricos: eixo, hélice e grade. Isto é, o processo de inovação social é o eixo que suporta e faz rodar as “hélices”, que por sua vez, movimentam a dinâmica das parcerias intersetoriais. A compilação da teoria com os resultados empíricos determinou três hélices: I) planejar as parcerias; II) mapear, adquirir e nutrir as parcerias; e III) avaliar os resultados das parcerias e as implicações nos impactos sociais. A governança é a “grade” que projeto o eixo e as hélices, isto é, estabelece as regras e os limites da gestão da rede de parceiros. Para cada um desses componentes foi elaborado e sugerido uma série de diretrizes para apoiar o desenvolvimento das parcerias intersetoriais para iniciativas de inovação social, gerando ao todo, oitenta diretrizes.

Link para download: Michele Andreia Borges

BELLO, Janine da Silva Alves. INTENÇÃO DE SAIR E INTENÇÃO DE PERMANECER EM ORGANIZAÇÕES INTENSIVAS EM CONHECIMENTO: UM ESTUDO COM VARIÁVEIS DEMOGRÁFICAS E ATITUDINAIS. Tese, 2017.

O objetivo desta tese é examinar as relações entre o comprometimento afetivo, o comprometimento com a carreira, a satisfação no trabalho e a intenção de sair e intenção de permanecer na organização, no contexto dos profissionais que trabalham em Organizações Intensivas em Conhecimento – OIC, aqui representadas pelas empresas de tecnologia de Florianópolis. A originalidade consiste na análise dessas relações de forma conjunta e na aplicação da pesquisa no cenário brasileiro. Foram utilizados método quantitativo, pesquisa do tipo survey e instrumentos validados anteriormente: Escala de Intenções Comportamentais de Permanência na Organização, Escala de Intenção de Sair, Escala de Satisfação no Trabalho, Escala de Comprometimento Afetivo e a versão brasileira da Escala de Comprometimento com a Carreira. Os dados foram organizados e codificados para análise por meio do software Statistical Package for Social Science for Windows (SPSS). Com relação à análise dos dados, as variáveis “satisfação no trabalho” e “comprometimento com a carreira” apresentaram aderência à distribuição normal, porém o teste Shapiro-Wilk rejeitou a hipótese de normalidade dos dados das variáveis “idade”, “intenção de permanecer na organização”, “intenção de sair da organização” e “comprometimento afetivo”. E, como a intenção de sair e intenção de permanecer são variáveis resposta e não apresentaram a distribuição normal, foram utilizados testes estatísticos não paramétricos para verificação das hipóteses. Com relação aos resultados, foram confirmadas as hipóteses e as correlações positivas entre estado civil e responsabilidade de parentesco com a intenção de permanecer; escolaridade com a intenção de sair; satisfação no trabalho e comprometimento afetivo com ambas as intenções. Como contraponto, não foi verificada correlação positiva entre as seguintes variáveis: responsabilidade por parentesco e a intenção de sair da organização; pessoas com menor escolaridade (ensino médio ou técnico) e a intenção de permanecer na empresa; comprometimento com a carreira e a intenção de permanecer e a intenção de sair da organização. A variável idade se comportou de forma inesperada: contrariando estudos anteriores, não apresentou correlação significativa nem com a intenção de permanecer, nem com a intenção de sair e “descontruiu” as hipóteses em que foi usada como variável moderadora ou variável independente. Nas conclusões, as implicações teóricas e práticas são sintetizadas, os principais resultados são descritos e as contribuições para o campo de pesquisa são evidenciadas. Esta tese faz parte da pesquisa “Recompensas e retenção de profissionais em organizações intensivas em conhecimento, de base tecnológica, de Santa Catarina” e foi desenvolvida junto ao Grupo de Pesquisa Interdisciplinar em Conhecimento, Aprendizagem e Memória Organizacional (Interdisciplinary Research Group on Knowledge, Learning and Organizational Memory – KLOM).

Link para download: Janine da Silva Alves Bello

NUNES, Carolina Schmitt. GESTÃO EM EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: UM FRAMEWORK BASEADO EM BOAS PRÁTICAS. Tese, 2017.

A Educação a Distância emerge cada vez mais como uma possibilidade de acesso e democratização da educação no Brasil. As especificidades da modalidade tornam imperativa a utilização de formas apropriadas de gerenciamento de cursos. A escassez de pesquisas sobre práticas de gestão de sistemas de educação a distância deixa um campo aberto a novas descobertas e reflexões. Portanto, esta tese propõe um framework para a gestão da educação a distância baseado em melhores práticas. A abordagem desta pesquisa é qualitativa. Os procedimentos metodológicos adotados foram: revisão narrativa da literatura, estudo de caso com análise temática, revisão sistemática e validação com especialistas. O estudo de caso foi realizado no curso a distância de Administração da Universidade Federal de Santa Catarina (membro do Sistema Universidade Aberta do Brasil), entre 2006 e 2016, e os participantes foram oito gestores do curso. A revisão sistemática aportou uma relação de boas práticas em nove categorias: gestão de pessoas, tutoria, comunicação, planejamento, design instrucional, tecnologia, institucionalização, gestão financeira e qualidade. A partir dos resultados do estudo de caso e da revisão sistemática, foi elaborado o framework, posteriormente validado com os especialistas, com 11 dimensões de boas práticas: tutoria, comunicação, planejamento, pessoas, institucionalização, pesquisa, relacionamento com stakeholders, tecnologia, qualidade, gestão financeira e design educacional. O objetivo do modelo desenvolvido é – potencialmente – ser um guia para gestores e coordenadores de cursos a distância que desejem melhorar a qualidade dos seus cursos.

 

Link para download: Carolina Schmitt Nunes