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MULLER, Isabela Regina Fornari. Perda de Conhecimento Organizacional nas Centrais Elétricas de Santa Catarina (CELESC). Tese, 2016.

Na era do conhecimento, o capital intelectual se tornou um recurso determinante para a empresa reter e melhorar a vantagem competitiva, no entanto, porque a natureza do capital intelectual é abstrato, intangível, oculto e difícil de medir, torna-se um desafio para os gestores de negócios avaliarem o desempenho do capital intelectual eficazmente, no entanto enquanto uma grande quantidade de conhecimento é muitas vezes criada, muito também é perdido. Diante deste quadro a tese desenvolvida tem por objetivo geral apresentar proposta de fatores e categorias para apoiar a identificação de perdas de conhecimento relacionadas à aposentadoria, rotatividade, terceirização e reestruturação, segundo as percepções dos gestores da Centrais Elétricas de Santa Catarina S.A.(CELESC) e dos fundamentos teóricos e práticos.O quadro teórico aborda o Capital Intelectual e a Perda de Conhecimento. No percurso metodológico a pesquisa caracteriza-se por ser exploratória, descritiva e qualitativa. O método utilizado foi o estudo de caso descritivo e interpretativo. As técnicas de coleta de dados utilizadas foram: a análise documental, a pesquisa bibliográfica e a entrevista semiestruturada. Destacam-se como resultados desta tese os principais eventosde perda de conhecimento na percepção dos gestores da empresa e suas motivações. O estudo identificou que os principais eventos na empresa estão correlacionados com a literatura, destacando-se as perdas motivadas pela aposentadoria, terceirização, rotatividade e reestruturação organizacional. Ademais, verificou-se que a falta de reconhecimento das competências é um dos principais fatores motivadores da perda de conhecimento naquela empresa. Neste sentido, a tese apresenta como contribuição a identificação de fatores de perda não identificados na literatura e descreve o contexto que motivou a perda de conhecimento em uma empresa de um setor não explorado na literatura, o setor de distribuição de energia elétrica, setor este estratégico para o desenvolvimento do País.

Palavras-chave: Conhecimento. Capital Intelectual. Perda de Conhecimento. Distribuição de Energia.

Link para download: Isabela Regina Fornari Muller.

FRANZONI, Christine Bencciveni. Storytelling como Ferramenta para o Compartilhamento do Conhecimento na Comunicação de Líderes. Tese, 2019.

Esta tese trata do storytelling nas organizações, com foco no compartilhamento do conhecimento tácito. Tem como pergunta de pesquisa: como o storytelling pode contribuir para a comunicação de líderes com a finalidade de compartilhar o seu conhecimento tácito? O objetivo geral foi estabelecer estratégias de storytelling para a comunicação de líderes visando o compartilhamento do seu conhecimento tácito. Quanto à modalidade, é uma pesquisa científica e tecnológica; quanto ao método empregado, de natureza aplicada; quanto a abordagem do problema, qualitativa; dos objetivos da pesquisa, exploratória. Quanto ao tipo de delineamento, é uma pesquisa de estudo multicasos, com as empresas ranqueadas no GPTW – Great Place to Work, nos anos 2016 e 2017, Involves Tecnologia, Way2 Tecnologia e Meu Móvel de Madeira. Para a coleta dos dados secundários, fez-se uma revisão de literatura do tipo sistemática integrativa e narrativa, e para os dados primários foi realizada entrevistas por meio de um formulário semiestruturado adaptado dos estudos de Abecassis (2015) e Silva (2016) devidamente validado por especialistas. Os dados foram categorizados por meio da técnica de análise de conteúdo, onde as categorias e as subcategorias de análise foram elaboradas a partir das variáveis constituintes do problema da pesquisa de forma a subsidiar a criação das estratégias. Para a criação das estratégias, fundamentou-se na literatura; nos eixos: Pessoas, Cultura, Ambiente; nas subcategorias; bem como, nas características facilitadoras de Frantz (2011), correspondentes a fase 1 – compartilhamento do conhecimento tácito, sendo as mesmas foram validadas por especialistas. Após a análise dos especialistas foram estabelecidas as estratégias, as quais representam elementos diretivos e de controle para se utilizar o storytelling na comunicação de líderes visando o compartilhamento do seu conhecimento tácito. A história, contada por líderes é capaz de criar um fio comum ao longo de um projeto de forma a inspirar seus liderados. Nesse contexto, o ‘gargalo do conhecimento’ na comunicação de líderes – como o líder pode expressar o seu conhecimento tácito – pode ser resolvido por meio de storytelling.

Palavras-chave: Storytelling. Compartilhamento do conhecimento. Comunicação de líderes.

Link para download: Christine Bencciveni Franzoni.

MAESTRI, Desirée Sant’Anna. Ux Design, Gênero e Tecnologia: A Mídia do Conhecimento como Instrumento para Inclusão de Mulheres. Dissertação, 2019.

A área de Science, Technology, Engineering and Mathematics (STEM) é um campo social marcado pela desigualdade de gênero. A partir disso, esta pesquisa considera o gênero como uma categoria de análise para compreender iniciativas que buscam incluir mulheres. O projeto analisado foi o Django Girls, um workshop de programação em Python para mulheres. O pressuposto é de que o design (tanto físico quanto intangível) do Django Girls cria um ambiente mais favorável para o compartilhamento de conhecimento entre as mulheres, gerando um sentimento de pertencimento ao campo da STEM. Muitos estudos indicam a importância do ambiente de ensino para a inclusão e permanência das mulheres na área. Porém, há uma lacuna na análise dessa experiência sob a perspectiva do design, bem como sua relação com a mídia. Desse modo, o objetivo desta pesquisa foi analisar a mídia Django Girls com base em conceitos do design para a experiência enquanto um espaço que propicia a criação de agência e de empoderamento das mulheres envolvidas. Para isso, foi realizada uma revisão bibliográfica e documental para contextualizar essa desigualdade de gênero. O quadro teórico de análise foi construído sob a perspectiva integrada de conceitos de gênero, agência e empoderamento relacionados à tecnologia, bem como conceitos relacionados à mídia do conhecimento, agência na mídia e, por fim, conceitos acerca do design para experiência. A pesquisa de campo incluiu estudo de caso, entrevistas, aplicação de questionário e uma etapa de observação participante, contemplando duas edições do Django Girls ocorridas em Florianópolis em 2017 e 2018. Percebeu-se que o objetivo do curso extrapola o ensino de programação, configurando-se como um espaço para o compartilhamento de experiências de ser mulher na tecnologia. Como consequência, observou-se a sensação de empoderamento e o ganho de agência entre as participantes. Portanto, o gênero, enquanto categoria de análise, apresenta-se de forma espiral. Ao mesmo tempo em que é a motivação para a criação de projetos como o Django Girls, é também o catalizador de transformações na estrutura do campo social da STEM ao incluir mulheres mais conscientes de sua posição de desigualdade, dispostas a mudarem este cenário.

Palavras-chave: Gênero. Programação. STEM. Django Girls. Python.

Link para download: Desirée Sant’Anna Maestri.

COELHO, Maristela Denise. O Impacto da Tecnologia da Informação para Servidores Públicos da Universidade do Estado de Santa Catarina: Aspectos Relevantes à Gestão do Conhecimento. Dissertação, 2017.

Na transição da sociedade industrial para a sociedade do conhecimento as organizações passaram a ser entendidas como entes cognitivos. Para alcançar seus objetivos necessitam alinhar recursos e pessoas às estratégias para que, articulados, obtenham vantagem competitiva. Frente à crescente complexidade, a tecnologia da informação tornou-se ferramenta recorrente para apoiar o processo decisório e, a inteligência organizacional, demandada também no âmbito da administração pública. Neste contexto, a gestão do conhecimento é vista como uma abordagem integrada por processos de identificação, criação, compartilhamento, armazenamento e aplicação do conhecimento como recurso valioso para as organizações. A partir desse cenário, o trabalho tem por objetivo descrever os impactos da implantação do SIGRH na UDESC e sua relação com a gestão do conhecimento e o novo serviço público. Trata-se de uma pesquisa de abordagem quali-quantitativa, que por meio de estudo de caso analisa os impactos da implantação do SIGRH quanto às inciativas em gestão do conhecimento e a cinco dimensões: agilidade, facilidade de uso, qualidade, imagem e eficiência. Para isso, foi aplicado o instrumento junto aos servidores lotados em setores de recursos humanos da UDESC e entrevistado um servidor responsável pelo acompanhamento do sistema no Governo do Estado de Santa Catarina. Como resultado da análise da correlação dos impactos do sistema com a gestão do conhecimento foi possível inferir que a tecnologia da informação contribui para a realização das atividades da área gestão de pessoas, no entanto não está alinhada com os processos da gestão do conhecimento e tampouco sustenta os processos de tomada de decisão na Universidade. O estudo conclui que a mudança do paradigma burocrático da área de gestão de pessoas requer a adoção de práticas de GC potencializadas pelo aperfeiçoamento do SIGRH a partir das contribuições da Engenharia do Conhecimento e cabe às lideranças a construção de espaços colaborativos, bem como a promoção de outras ações ligadas à disseminação e à preservação do conhecimento.

Palavras-chave: Gestão do Conhecimento. Gestão de Pessoas. Tecnologia da Informação. Administração Pública. Serviço Público.

Link para Download: Maristela Denise Coelho.

COSTA, Luciano Antonio. KM4SI: Framework para Gestão do Conhecimento em Organizações de Inovação Social. Tese, 2019.

Nas últimas duas décadas, a inovação social tem ganhado notoriedade e está em evidência no discurso de pesquisadores, profissionais e formuladores de políticas públicas. Por sua vez, os processos da inovação social estão intrinsecamente ligados à criação e ao uso do conhecimento; em ambos, suas atividades, no primeiro estágio, estão no nível das atividades individuais que avançam por intermédio do compartilhamento para a incorporação na organização. Nesse sentido, a presente tese tem como objetivo propor um framework para que essas organizações consigam aplicar a gestão do conhecimento em suas ações, buscando preservar e compartilhar o conhecimento criado e usado durante o ciclo da inovação social. Para atingir o objetivo proposto, a pesquisa opta pela abordagem metodológica qualitativa e apresenta a classificação geral como do tipo aplicada e exploratória. Desse modo, a estratégia de pesquisa empregada é o estudo de caso e a coleta de dados compreende a pesquisa de documentos e materiais audiovisuais em um espaço de cinco anos. A organização escolhida para o estudo de caso se caracteriza como um tipo de centro de inovação social, operando em rede de parceiros e oferecendo programas que apoiam a criação e a estruturação de inovações sociais. O uso do framework é demonstrado em um caso de aplicação no contexto do estudo de caso. Como resultados obtidos, a verificação sugere que o framework apresenta os elementos teóricos estruturados e suficientes para o uso por organizações de inovação social, porém também indica a necessidade de produção de materiais de apoio, aprofundando conceitos e apresentando mais detalhes em uma linguagem acessível ao público em geral. Por fim, a inovação social é estruturada e difundida em um grande arranjo diverso de indivíduos e organizações, transpondo fronteiras físicas e sociais, e em todo esse percurso, existem conhecimentos criados e aprimorados que estão tácitos, incorporados nos indivíduos naquele espaço de tempo e localização, que se não forem percebidos poderão desaparecer. Ao percebê-los, além da preservação, a organização tem condições para atribuir o crédito autoral, bem como decidir a forma mais adequada de proteção desse conhecimento.

Palavras-chave: Inovação Social. Gestão do conhecimento. Engenharia do Conhecimento. Sistema Adaptativo Complexo.

Link para download: Luciano Antonio Costa.

CLEMENTI, Juliana Augusto. COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA BIDIRECIONAL NAS MÍDIAS SOCIAIS: um framework à luz das Relações Públicas. Tese, 2019.

As atividades de comunicação são fundamentais para que a ciência contribua com o desenvolvimento da sociedade. Ao longo do desenvolvimento da comunicação científica aconteceram mudanças propiciadas pelas inovações tecnológicas e movimentos sociais. No entanto, no decorrer dos anos perdura o debate sobre modelos de comunicação unidirecional e bidirecional, o primeiro refere-se à atividade no sentido de disseminação da informação, transmissão do conhecimento, o segundo se refere ao desenvolvimento do diálogo com diferentes públicos, e a fomentar a participação deles na ciência. Recentemente, o desenvolvimento das mídias sociais e suas ferramentas interativas propiciaram as atividades de comunicação científica bidirecional. No entanto, as pesquisas apontam que mesmo com o uso das mídias sociais, a comunicação científica, na maior parte dos casos, ainda se limita ao modelo unidirecional. Para desenvolver a comunicação científica bidirecional nas mídias sociais, autores sugerem estudos sobre novos modelos, conceitos, frameworks, entre outros. Destaca-se que os frameworks são ferramentas importantes para o desenvolvimento de áreas onde não há clareza conceitual e onde é necessário desenvolver categorias e relações. As pesquisas também apontam que as relações públicas (RP) podem contribuir com a comunicação científica. Dentre as outras áreas da comunicação, a área de RP é a mais focada em desenvolver o relacionamento entre organizações e seus públicos através do diálogo. Para investigar como desenvolver a comunicação científica bidirecional nas mídias sociais, e como as relações públicas podem contribuir neste contexto, esta tese  tem como objetivo propor um framework da comunicação científica bidirecional nas mídias sociais (CCB_MS) à luz das relações públicas. Com isto, esta pesquisa esclarece os conceitos da área de comunicação científica e aprofunda os conhecimentos sobre os elementos essenciais da comunicação bidirecional nas mídias sociais. Para tal, foi realizada uma pesquisa tecnológica, de abordagem qualitativa, com objetivos exploratório e descritivo, por meio de estudo bibliográfico, utilizando-se da técnica de revisão sistemática da literatura sobre comunicação cientifica bidirecional nas mídias sociais e, da técnica de revisão narrativa das relações públicas. Além da etapa bibliográfica, realizaram- se duas etapas de pesquisa de campo. A verificação foi realizada com entrevistas junto às especialistas da área de comunicação científica, mídias sociais e relações públicas. Para a validação do framework, além das entrevistas com líderes de laboratórios e grupos de pesquisa do Programa EGC/UFSC, realizou-se análise documental sobre a presença destes nas mídias sociais. O framework foi validado com algumas sugestões absorvidas conforme o objetivo desta pesquisa. Como contribuições teóricas, esta tese apresenta o quadro “linhas de pesquisa da comunicação científica nas mídias sociais”; o conceito de CCB_MS; a figura “níveis, estratégias e resultados da CCB_MS” versão 2, e o framework para a CCB_MS à luz das RP. Estes dois últimos também proporcionam contribuições práticas, pois orientam as ações no âmbito da CCB_MS.

Palavras-chave: Comunicação científica. Comunicação científica bidirecional. Mídias sociais. Relações públicas.

Link para download: Juliana Augusto Clementi.

SABINO, Mileide Marlete Ferreira Leal. Diretrizes Estratégicas para o Compartilhamento do Conhecimento Tradicional Visando à Sustentabilidade Cultural: Um Estudo de Caso do Projeto Ilha Rendada. Tese, 2019.

O Conhecimento Tradicional (CT) faz referência ao conhecimento mais antigo, foi por meio desse conhecimento que se construiu princípios, conceitos, teorias, leis, regras e experiências práticas, pois se trata do produto intelectual de gerações passadas, sendo aprendido por meio de observações e transmitido oralmente. Como conhecimento antigo e predominantemente tácito este é pessoal e, por vezes, enraizado nas ações e nas experiências, como: ideias, crenças, valores, emoções incorporadas e modos de viver, tão  difíceis de formalizar, tornando o compartilhamento para as gerações seguintes um desafio, o que pode acarretar na perda da cultura intrinsecamente incorporada. Nesse contexto, insere-se a Renda de Bilro, das rendeiras da Ilha de Santa Catarina, como estudo de caso desta pesquisa cuja sustentabilidade cultural encontra-se comprometida devido às limitações de compartilhamento desse conhecimento, por vezes, intangíveis. Sob tal perspectiva, nesta tese, tem-se como objetivo propor diretrizes para o compartilhamento do conhecimento tradicional visando à sustentabilidade cultural. Para atender a esse desafio foram delimitados os procedimentos metodológicos desta tese, a partir de sua natureza, como teórico-aplicada, com abordagem qualitativa, desenvolvida segundo uma visão de mundo interpretativista, com aporte da pesquisa bibliográfica, etnográfica e descritiva, por meio da observação participante. Como resultados alcançados da presente tese salienta-se a definição de diretrizes estratégicas para o compartilhamento do conhecimento tradicional, visando à sustentabilidade cultural, contribuindo, assim, de forma específica, como meio para a formalização de métodos e de técnicas de sistematização do conhecimento das rendeiras de bilro da Ilha de Santa Catarina e, de forma geral, na aplicação dessas diretrizes para outras comunidades, que geram saberes e fazeres tradicionais, incorporando a “cultura” como um dos pilares a serem considerados nos estudos sobre “sustentabilidade”.

Palavras-chave: Gestão do Conhecimento. Conhecimento Tradicional. Sustentabilidade Cultural.

Link para download: Mileide Marlete Ferreira Leal Sabino.

FRAGA, Bruna Devens. Framework de Análise de Conhecimentos Críticos às Capacidades de Resiliência Organizacional. Tese, 2019.

Em ambientes de constantes mudanças, sejam de natureza econômica, social, tecnológica ou cultural, as organizações buscam constantemente ações e estratégias para se adaptar e responder aos riscos e incertezas nos contextos em que estão inseridas. Como forma de desenvolver essas ações, surge o conceito de resiliência organizacional que é compreendida como a capacidade organizacional para ajustar seu funcionamento antes, durante ou após alterações ou perturbações, de modo a sustentar as ações e operações necessárias sob condições adversas. O potencial de resiliência organizacional pode ser analisado por meio de quatro capacidades: responder, antecipar, monitorar e aprender. Como forma de reforçar e contribuir para aumento e desenvolvimento dessas capacidades, o conhecimento organizacional é o conteúdo ou processo para solução de problemas e imprevistos em ambientes de incerteza e mudança. Neste contexto, esta pesquisa objetiva propor um framework para analisar os conhecimentos críticos às capacidades de resiliência organizacional. É uma pesquisa aplicada, de abordagem qualitativa que utiliza os procedimentos de pesquisa do Design Science Research para o seu desenvolvimento. Os resultados apresentam um instrumento prático para identificar e analisar os conhecimentos críticos dos colaboradores a partir da perspectiva das capacidades de resiliência, possibilitando apontar ações específicas relacionadas à gestão do conhecimento de modo a contribuir para o aprendizado e desempenho organizacional em contexto sócio técnico complexo.

Palavras-chave: Conhecimento Organizacional. Resiliência Organizacional. Conhecimento crítico. Práticas de Gestão do Conhecimento. Capacidades de resiliência.

Link para download: Bruna Devens Fraga

SCHNEIDER, Viviane. A Coerência dos Símbolos que Unem Agentes em Contextos Sociotécnicos de Coprodução. Tese, 2019.

O conhecimento coletivo é um conjunto de crenças que formam as culturas, os regramentos, e que reúne todo o espectro simbólico humano. Em contextos sociotécnicos (intensivos em conhecimento e tecnologias), esses símbolos formam um terreno comum de interações que visam coproduzir bens comuns. Contudo, quando pessoas com discordâncias de crenças são colocadas juntas para coproduzir bens comuns, podem surgir diversas barreiras que obscurecem o conhecimento coletivo, como a assimetria de informação, o viés de informação e a falta ou excesso de confiança entre os pares (Conjunto Eclipse). Tendo em vista minimizar esses problemas e tornar o conhecimento coletivo acessível para todos os agentes (humanos, máquinas ou ambos), estabeleceu-se nesta tese uma abordagem de pesquisa a partir do método dedutivo, o qual parte das seguintes premissas para formar uma conclusão: (premissa 1) as pessoas unem-se para coproduzir bens comuns porque acreditam em entidades simbólicas coerentes com suas crenças; (premissa 2) a Web Pragmática apoia a negociação de entidades simbólicas comuns ao apresentar métodos e técnicas para a coprodução de significados e de valores entre agentes humanos e artificiais; (conclusão) símbolos descritos a partir de métodos e técnicas da Web Pragmática unem agentes na coprodução de um bem comum em contextos sociotécnicos. Com base nessas premissas, estabeleceu-se a seguinte questão de pesquisa: “Como representar a coerência de símbolos que unem agentes em contextos sociotécnicos de coprodução?” Para responder a essa questão, esta tese apresenta um metamodelo fundamentado na Web Pragmática e na teoria da Linguística Sistêmico-Funcional (LSF). O objetivo do metamodelo é representar e verificar a coerência contextual dos elementos simbólicos de um terreno comum em contextos sociotécnicos, por meio de quatro dimensões: a referencialidade, a receptividade, o senso de unidade e a prescritividade. Os instrumentos utilizados para representar essas dimensões são métricas calculadas a partir de dados coletados com o apoio de uma arquitetura de metadados, modelada em três contextos: o referencial, o situacional e o contexto de representação. Para verificar a consistência do metamodelo, foram realizados experimentos em ambientes diversos que buscaram testar potenciais adaptações das métricas bem como verificar a consistência estrutural dos artefatos desenvolvidos. O método de verificação da consistência do metamodelo comparou os resultados da aplicação da arquitetura e métricas no tocante à percepção dos membros de um arranjo coprodutivo sociotécnico. Em uma escala de 0 (inconsistente) até 1 (consistente), no experimento realizado nesta tese obteve-se o resultado 0,860134289, valor que fornece indícios de consistência do metamodelo e demonstra que esta tese possui contribuições científicas para a ampliação de referenciais simbólicos coerentes, os quais promovem a unificação de objetivos e ações, de agentes humanos e artificiais, em contextos sociotécnicos de coprodução.

Palavras-chave: Coprodução. Agentes. Símbolos. Contextos Sociotécnicos. Coerência. Web Pragmática.

Link para download: Viviane Schneider.

AGUIAR, Ranieri Roberth Silva de. Modelo Teórico de Cultura para Inovação Social nas Organizações. Tese, 2019.

A inovação social tornou-se um dos campos de estudo mais prospectivos por atores que buscam inovar com base no paradigma social. Diversos são os seus segmentos de atuação, que vão desde organizações empreendedoras e agências de inovação até ações governamentais, cujo caráter inovador compreende estratégias, processos, ferramentas e cultura. Dentre as suas finalidades, está a sustentabilidade de comunidades, as quais se tornam protagonistas no processo de inclusão e desenvolvimento na busca de soluções eficientes e justas para os mais diversos desafios propostos. Na literatura, encontramos a inovação social sendo abordada em duas perspectivas: a institucional e a estrutural. Na institucional, é vista como resultado das trocas e aplicações de conhecimentos e recursos entre atores mobilizados por meio de atividades legitimadas pelo interesse social. Na estrutural, é criada como uma força transformadora pela inter-relação entre os agentes, estruturas institucionais e sistemas sociais. A presente pesquisa centra-se na perspectiva institucional, a partir das organizações e seus sujeitos. Assim, este estudo busca propor um modelo teórico de cultura para a inovação social nas organizações, compreendendo o caráter sistêmico da cultura organizacional e como ela pode influenciar na construção de modelos teóricos de cultura para a inovação social. Com vistas à construção do modelo, esta investigação parte de um estudo qualitativo de abordagem teórica sobre cultura organizacional, inovação social, teoria de modelos culturais e complexidade. Na segunda parte, buscou-se, a verificação do modelo proposto em grupos focais com especialistas de inovação social. Como resultado, apresenta-se um modelo teórico de cultura para a inovação social nas organizações e espera-se que sirva para auxiliá-las a desenvolver no ambiente intraorganizacional uma cultura para inovação social.

Palavras-chave: Inovação Social. Cultura Organizacional. Modelos Teóricos.

Link para download: Ranieri Roberth Silva de Aguiar.