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RIZZATTI, Giselly. Framework de Governança da Aprendizagem Organizacional. Tese, 2020.

O objetivo desta tese é propor um Framework de Governança da Aprendizagem Organizacional (GovA). O Framework é composto por cinco dimensões da Governança de Aprendizagem Organizacional e cada dimensão contém uma ferramenta, tipo Canvas, composta por questões estratégicas. O Framework é suportado pelas teorias de Aprendizagem Organizacional, Gestão do Conhecimento e Governança do Conhecimento e da Aprendizagem Organizacional. Para atingir o objetivo proposto para a tese, foi realizada uma pesquisa qualitativa, aplicada, propositiva com etapas exploratória e descritiva por meios bibliográficos e de campo. Os procedimentos utilizaram-se da análise integrativa incluindo a revisão narrativa e busca sistemática em bases eletrônicas de dados internacionais e interdisciplinares. Nesta etapa da pesquisa, observou-se que no Brasil não existem trabalhos que versem sobre Governança da Aprendizagem Organizacional e, no nível internacional, o termo é utilizado, mas com poucos estudos voltados à perspectiva organizacional. A partir dos estudos teóricos e modelos de Governança da Aprendizagem Organizacional propostos pela literatura, foi possível identificar os ciclos de Aprendizagem Organizacional, descrever os mecanismos, componentes e ambientes da Governança da Aprendizagem Organizacional, compreender as inter-relações entre eles e elaborar o modelo conceitual de GovA. Em sequência, foi possível analisar e modelar os processos da Aprendizagem Organizacional, da Governança do Conhecimento e da própria governança da Aprendizagem, incluindo os ambientes de Aprendizagem Organizacional e o Ciclo do Conhecimento. A etapa de campo desta pesquisa, foi realizada para validar o Framework GovA em quatro momentos, num primeiro e segundo com a verificação de consistência das Dimensões e das Questões Estratégicas com especialistas profissionais, responsáveis pela Gestão do Conhecimento na Organização Pública e especialistas pesquisadores do laboratório Engin sobre os temas Educação Corporativa, Governança e Gestão do Conhecimento, Redes de Aprendizagem e Aprendizagem Organizacional, em num terceiro momento com o Diretor Executivo da Organização Pública e, em um quarto momento, com especialistas profissionais, responsáveis pela Governança da Aprendizagem Organizacional e Gestão do Conhecimento da Organização Pública e especialistas teóricos em Gestão do Conhecimento, Engenharia do conhecimento, Governança do Conhecimento e Aprendizagem Organizacional. Para ser possível a melhor compreensão do framework pelos entrevistados, após identificado, analisado e inter-relacionado os elementos constitutivos da Governança da Aprendizagem, foi elaborado uma ferramenta, tipo Canvas, apresentando questões estratégicas a serem respondidas pelas organizações nas cinco dimensões do Framework. A partir da literatura e da validação do Framework GovA, foi possível definir Governança da Aprendizagem Organizacional (GovA) como um sistema organizacional de desenvolvimento da capacidade dinâmica e de auto-organização, que dirige os processos cognitivos e comportamentais coletivos, por meio de um conjunto inter-relacionado de mecanismos, componentes e ambientes de aprendizagem para o enfrentamento e pronta resposta às mudanças. Além desta definição, essa tese contribui sobremaneira por descrever os mecanismos, componentes e ambientes que se deve implementar e governar para se desenvolver a Aprendizagem Organizacional. Esta tese conclui que para o processamento da GovA é necessária a inter-relação de quatro mecanismos (Gestão do Conhecimento, Ciclo do Conhecimento, Ciclo da Aprendizagem e Governança do Conhecimento), quatro componentes (Capacidade Dinâmica e de Auto-Organização, Visão Compartilhada e Objetivos Comuns, Informações Confiáveis e Modelo Mental Compartilhado) e um ambiente de aprendizagem com base nos conceitos BA e 8C’s. Para avançar nos resultados alcançados, sugere-se como pesquisas futuras a elaboração de uma ferramenta para definir estratégias e planos de ações com vistas à desenvolver a GovA, a definição de indicadores para o monitoramento e controle do Framework proposto e, a; identificação e descrição de métodos, técnicas e ferramentas a serem utilizadas por cada mecanismos, componentes e ambientes do Framework GovA, estudos sobre a governança de Ambientes de Aprendizagem Organizacional e redes de aprendizagem organizacional também se apresentarem como lacunas.

Palavras-chave: Gestão do Conhecimento. Aprendizagem Organizacional. Governança do Conhecimento. Governança da Aprendizagem.

Link para download: Giselly Rizzatti.

BRESOLIN, Graziela Grando. Modelo Andradógico de Plano de Aula à Luz das Teorias de Aprendizagem Experiencial e Expansiva. Dissertação, 2020.

A difusão de novas tecnologias digitais disruptivas está transformando modelos e processos de negócios. Como consequência da transformação digital, a sociedade do conhecimento encontra-se em constante mudança e uma destas mudanças está relacionada a forma na qual as novas gerações de aprendentes concebem a aprendizagem e o preparo para o trabalho. Diante destas mudanças, torna-se necessário o desenvolvimento de novas competências do corpo da tríade educacional aprendente-ensinante-instituição. A nova geração de aprendentes digitais têm características que precisam ser consideradas no momento de planejamento das aulas. O que impele ao ensinante repensar as práticas e recursos utilizados em sala frente à nova realidade. As instituições de ensino profissionais também precisam readequar o modelo de ensino, pois a geração que encontra-se atualmente em sala de aula impele a criação de novos programas, currículos, processos de ensino e aprendizagem, modelos e ferramentas que estejam alinhados às suas características e desenvolvimento, de forma a considerar suas motivações, necessidades, estilo e preferências de aprendizagem. Portanto, se faz necessário um modelo de plano de aula que considere as características dos jovens adultos profissionais representantes da geração de aprendentes digitais, ao mesmo tempo que apoie o planejamento do ensinante. O objetivo geral desta pesquisa é propor um modelo andragógico de plano de aula à luz das teorias da aprendizagem experiencial e expansiva para atender as características do aprendente digital. Os objetivos específicos são: identificar as características do jovem adulto profissional; relacionar os princípios e diretrizes experienciais e expansivas para um plano de aula; analisar os elementos constitutivos de um plano de aula para o jovem adulto profissional à luz das teorias experienciais e expansivas; e, validar o modelo andragógico de plano de aula. Esta pesquisa é considerada de abordagem qualitativa, com objetivos descritivo, propositivo e validação, por meio de uma pesquisa teórica-empírica. A validação do modelo proposto se deu por meio de seis aulas com seis ensinantes de diferentes áreas de atuação para a formação de cinquenta jovens adultos profissionais. Quanto às contribuições teóricas, este trabalho analisa o desenvolvimento do período jovem adulto, identifica as características do jovem adulto profissional representante da geração de aprendentes digitais, relaciona os princípios e diretrizes referentes às teorias andragógicas para a aprendizagem experiencial e expansiva que precisam ser consideradas na aplicação do plano de aula e identifica elementos constitutivos de um plano de aula para atender as características do jovem adulto profissional. Quanto às contribuições teóricas e práticas, considera-se as duas configurações validadas do modelo andragógico de plano de aula à luz das teorias da aprendizagem experiencial e expansiva. A primeira configuração para atender à necessidade dos ensinantes com experiência em sala de aula, e a segunda configuração para ensinates que estão iniciando suas atividades didáticas, ou que tenham pouca experiência com os elementos de um plano de aula. Desta forma, os ensinates podem escolher qual se adapta melhor a sua prática. Para trabalhos futuros, sugere-se a aplicação do modelo proposto tanto em universidades acadêmicas quanto em universidades corporativas, em diferentes áreas do conhecimento.

Palavras-chave: Jovem adulto profissional. Plano de aula experiencial e expansivo. Ensinante. Aprendente digital. Andragogia.

Link para download: Graziela Grando Bresolin.

CARNEIRO, Mônica Ramos. Instrumentalização do Framework do Desenvolvimento Urbano Baseado em Conhecimento (KBUD) para Suporte à Tomada de Decisão na Governança das Cidades. Tese, 2020.

O desenvolvimento urbano baseado em conhecimento (knowledge based urban development KBUD) consiste em um modelo de referência para análise de cidades que procura alinhar o desenvolvimento e sua governança com os princípios da economia do conhecimento. Para sua
aplicação utiliza-se de um framework organizado em quatro dimensões interdependentes de análise do desenvolvimento de cidades: sócio-cultural, ambiental e urbana, econômica e institucional. Sua principal entrega é uma análise sistêmica da cidade que pode apoiar o gestor municipal na tarefa de torná-la um espaço urbano com economia segura, adequado às necessidades de seus cidadãos e baseado no desenvolvimento sustentável. Até o presente, as aplicações KBUD têm se valido da experiência de especialistas de domínio e da análise comparativa de cidades em diversas regiões do mundo. Em que pese o crescente interesse em projetos urbanos e na literatura, o Framework KBUD não dispõe de um instrumento que o
integre de forma contínua à gestão municipal. Isso torna sua adoção inteiramente dependente da disponibilidade de especialistas e de projetos de difícil reuso entre diferentes análises de cidades. Diante disso, partiu-se da seguinte pergunta de pesquisa: como apoiar a tomada de decisão na governança de cidades, considerando diretrizes do desenvolvimento urbano baseado em conhecimento (KBUD)? Assim, a tese teve por objetivo instrumentalizar o Framework KBUD, visando apoiar a tomada de decisão na governança das cidades. Tratou-se, portanto, de uma pesquisa de natureza tecnológica. Para tal, adotou-se o método Design Science Research
(DSR) na etapa de planejamento do desenvolvimento do instrumento proposto. Para a etapa de modelagem do instrumento adotou-se a Metodologia CommonKADS de desenvolvimento de sistemas baseados em conhecimento. O modelo de organização identificou que a solução mais
adequada para a instrumentalização almejada se dá na forma de um sistema de apoio à decisão (SAD) baseado em indicadores. Para o desenvolvimento desse instrumento, foram adotadas diretrizes de planejamento de sistemas de informação e do desenvolvimento de SAD. O SAD proposto foi aplicado à cidade de Sabaneta, na Colômbia, conforme diretrizes de demonstração e comunicação preconizadas pelo método DSR. Além disso, o sistema foi portfólio de origem para a constituição de uma startup e objeto de registro de propriedade intelectual multiinstitucional.
Como resultado, verificou-se que a instrumentalização do Framework KBUD e consequente inserção como apoio ao processo decisório municipal trazem uma gama de implicações positivas à qualidade da gestão municipal, (ex. vinculação ao plano de desenvolvimento municipal, integração com dados municipais e constituição e compartilhamento de boas práticas), e, também, à aplicação do KBUD, de forma simultânea e
possível de ser utilizado em diferentes projetos.

Palavras-chave: Desenvolvimento urbano baseado em conhecimento – KBUD; cidades; framework; governança; tomada de decisão; instrumentalização.

Link para download: Mônica Ramos Carneiro.

IATA, Cristiane Mitsuê. Liderança Feminina: a experiência de mulheres que se tornaram líderes em empresas de base tecnológica. Tese, 2020.

Esta tese teve como objetivo compreender as trajetórias profissionais de mulheres que se tornaram líderes em empresas de base tecnológica (EBTs). Em ambientes predominantemente masculinos, como a área de tecnologia, é geralmente difícil encontrar mulheres ocupando altas posições de liderança. Embora algumas tenham conseguido ultrapassar as barreiras nesse sentido, elas ainda continuam sub-representadas nas posições mais altas de liderança nas organizações. Dessa forma, definiu-se o contexto dessas empresas para identificar as experiências de mulheres no processo de se tornarem líderes, os facilitadores e as barreiras que enfrentaram e como as superaram. Para este trabalho, foi utilizado o método da pesquisa qualitativa, com abordagem narrativa e alinhada ao paradigma interpretativo. A técnica de coleta de dados foi a entrevista semiestruturada realizada com sete mulheres líderes em empresas de base tecnológica. A análise dos dados foi conduzida com base na análise temática. Os resultados da pesquisa mostram que, apesar de a área de tecnologia representar o futuro, as entrevistadas ingressaram nela por motivos diversos: por influência de terceiros; por ser um rumo natural, devido à sua formação profissional; devido ao entendimento do potencial futuro da área de tecnologia; pela necessidade da tecnologia para escalar o negócio. Essas mulheres reconhecerem que tinham o perfil para liderar, porém, nem todas tinham o interesse em exercer a liderança. Elas se tornaram líderes devido ao desejo de fazer as coisas acontecerem; desejo de contribuir com o crescimento da empresa; por entenderem o jogo corporativo; por crescerem profissionalmente à medida que a empresa também crescia; ou como um processo natural, resultante do desenvolvimento de habilidades necessárias para liderar. Tanto os fatores sociais quanto os fatores individuais influenciaram em suas trajetórias. Os fatores sociais que surgiram como barreiras são relacionados às influências negativas da família; à idade; à necessidade de provar sua competência; ao machismo; ao ser demandada para exercer uma figura materna, ao invés de atuar como líder; ao preconceito de outras mulheres. Os fatores sociais como facilitadores são relacionados às influências positivas da família. Os fatores individuais que surgiram como barreiras foram o sentimento de fraude; o receio de não ser aceita; e a dificuldade em equilibrar família e trabalho. Tais fatores provocaram impactos negativos ao longo da trajetória dessas mulheres, como a dificuldade em pleitear ou assumir um novo cargo e para negociar o próprio salário. Os fatores individuais que surgiram como facilitadores foram: resiliência; contornar as barreiras; não se vitimizar; abrir mão de ser aceita; ser humilde e criar empatia; autoconhecimento; e foco na solução. Para ultrapassar as barreiras, as líderes entrevistadas utilizaram as seguintes estratégias: investir em formação e aquisição de conhecimento; ter um coach ou um mentor; formar um time de profissionais competentes; participar de redes de relacionamento. Por fim, a falta de barreiras em algumas situações nas trajetórias dessas mulheres foi atribuída ao seu estilo de liderança; ao seu crescimento junto com a empresa; à sua formação e seu conhecimento.

Palavras-chave: Liderança feminina. Empresas de base tecnológica. Barreiras. Facilitadores. Estratégias para superação de barreiras.

Link para download: Cristiane Mitsuê Iata.

FIGUEIREDO, Yohani Dominik dos Santos. Regeneração Urbana à luz da Inovação Social: um estudo de caso no Distrito Criativo de Porto Alegre. Dissertação, 2020.

A perspectiva é que quase 70% da população mundial estarão morando em áreas urbanas até 2050. Essa expectativa parece cada vez mais dar razão para debates a respeito de questões urbanas. A entrada demasiada da população em áreas urbanas gera o acesso desigual à infraestrutura básica criando espaços heterogêneos no tecido urbano, que, por sua vez, perdem seu valor, já que perdem a capacidade de atrair o interesse de setores privados a realizarem seus investimentos em melhoramentos urbanos. Problemas que aparecem em destaque são o desemprego e o subemprego, que fomentam as desigualdades sociais. Outro fator negativo a citar é o inchaço das grandes cidades, que na ausência de um planejamento urbano, é acometida pelo superpovoamento de bairros pobres, moradias em locais sem estrutura e o aumento de favelas. Nesse sentido, faz-se necessário pensar em alternativas possíveis para promover, perpassar e alcançar uma transformação urbana de maneira positiva para a comunidade. Neste cenário, a Regeneração Urbana (RU) torna-se um importante viabilizador para alcance de tais desdobramentos, possibilitando a diminuição de problemas sociais, ambientais e econômicos, indo de encontro a uma cidade sustentável. Logo, a inserção da Inovação Social (IS) em práticas de RU possibilita uma abordagem diferenciada a fim de alcançar uma mudança sócio-espacial direcionada ao desenvolvimento, já que tem uma série de características que visam atendem as necessidades humanas e alcançar qualidade de vida e empoderamento. Tendo isso em vista, o objetivo da pesquisa é propor um modelo conceitual de regeneração urbana à luz de características da inovação social. Para isso, realizou-se uma pesquisa qualitativa por meio de um estudo de caso no Distrito Criativo de Porto Alegre – RS. Como resultados, considera-se que as características da inovação social que podem contribuir para regeneração urbana são: redes, relações sociais, colaboração, coesão social, sustentabilidade, escalabilidade e gestão, que proporcionam atendimento das necessidades humanas, gerando qualidade de vida e empoderamento. Quanto as contribuições da pesquisa, ela amplifica conhecimentos acadêmicos, visto que propõe um modelo conceitual de regeneração urbana à luz de características da inovação social e contribui também com estudos que associam RU e IS. Além das contribuições acadêmicas, a pesquisa contribui para a sociedade, possibilitando que gestores urbanos façam uso da pesquisa para melhor gestão do desenvolvimento territorial.

Palavras-chave: Regeneração Urbana. Inovação Social. Distrito Criativo – Porto Alegre.

Link para download: Yohani Dominik dos Santos Figueiredo.

NASCIMENTO, Leandro Maciel. Canvas para Identificação do Perfil Empreendedor: um modelo conceitual com base na visão sistêmica. Dissertação, 2020.

Na Era do Conhecimento, algumas atividades ganham mais relevância, a destacar por esta pesquisa, o empreendedorismo. Trata-se de uma atividade que desempenha um papel importante na economia de um país transformando ideias em negócios e gerando inovações. Esta pesquisa direciona para a área do comportamento empreendedor, em que o perfil empreendedor do indivíduo representa sua forma de atuação, que normalmente está relacionada a prosperidade e sucesso de um negócio, influenciando outras pessoas a empreender. Dessa forma, evidencia-se a relevância de estudos direcionados a identificação do perfil empreendedor a partir de uma abordagem sistêmica a fim de permitir compreender a complexidade associada ao comportamento empreendedor. Essa abordagem é bem explorada no contexto da gestão, com o originário Business Model Canvas que inspirou muitas ferramentas do tipo Canvas. No entanto, não foram encontradas ferramentas deste tipo que direcionem para a identificação do perfil empreendedor. Portanto, a proposta é aprofundar os estudos dessa temática, com o objetivo de desenvolver um modelo conceitual de Canvas para identificação do Perfil Empreendedor (CPE). Para alcançar tal objetivo, foi realizada uma pesquisa qualitativa, de natureza tecnológica, com objetivos exploratório e prescritivo. O método científico utilizado foi o Design Science Research (DSR), com a utilização de técnicas do Design Thinking na geração dos protótipos e a realização de pré-teste com usuários. A avaliação de teste funcional do artefato, foi realizada por especialistas com expertises em Canvas e Empreendedorismo. Como resultado, o artefato proposto foi aprovado em seis dimensões de avaliação de DSR. Para garantir melhorias ao CPE, para melhor responder aos objetivos da pesquisa, foi aperfeiçoado o artefato com base nas sugestões complementares dos especialistas. Após, foi posto em prova prática a aplicação do CPE por meio de três workshops, com o objetivo de identificar as dificuldades encontradas em seu uso e observar as contribuições percebidas pelos usuários. A utilização do CPE evidenciou as contribuições para o autoconhecimento do empreendedor. Com isso, esta pesquisa agrega uma nova abordagem prática e teórica aos estudos do empreendedorismo.

Palavras-chave: Características Empreendedoras. Perfil Empreendedor. Visão Sistêmica. Canvas.

Link para Download: Leandro Maciel Nascimento.

SALM, Vanessa Marie. A Contribuição do Ciclo do Conhecimento para o Desenvolvimento das Redes de Coprodução dos Serviços Públicos em Meio Ambiente. Tese, 2020.

As constantes transformações pelas quais atravessa a sociedade demandam soluções de problemas e prestação de serviços que, cada vez mais, exigem o envolvimento e a participação de diversos agentes da sociedade, entre os quais se alinham as organizações sociais ou comunitárias. Essa nova realidade requer estratégias de produção diferenciadas das convencionais; entre essas estratégias está a coprodução dos serviços, constituída por uma rede da qual participam diversos agentes da sociedade. Os participantes dessa rede coproduzem serviços, orientados pelo interesse público, em benefício de parte ou do conjunto da sociedade. Na constituição e no desenvolvimento dessa rede se faz presente um conhecimento muito próprio sobre essa nova realidade que demanda estratégias específicas para a sua gestão. Existe, portanto, um elo grande entre o ciclo do conhecimento e a coprodução, devendo-se levar em conta, também, o papel do capital social como meio para alavancar a criação e o desenvolvimento dessa rede. Assim, é correto afirmar que o ciclo do conhecimento perpassa todo o desenvolvimento da rede de coprodução dos serviços, contudo não há estudos conclusivos de como o ciclo conhecimento favorece o desenvolvimento da rede de coprodução dos serviços públicos. Esta tese aborda essa questão, sob as percepções dos líderes das organizações sociais ou comunitárias da área ambiental, e leva em conta a contribuição do capital social na formação das redes de coprodução. Essa questão tornou necessário que nesta tese se utilizasse o método qualitativo, e que seus fins/objetivos fossem descritivos e explicativos, e que a sua natureza fosse aplicada. Trata-se de um estudo multicaso em que o objeto são as redes de coprodução, constituídas pelas organizações sociais ou comunitárias na área do meio ambiente; a abrangência é a Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí -AMFRI. Quanto à coleta de dados, ela foi realizada mediante a investigação dos documentos da pesquisa Capital Social e Governança Pública. Também, foi realizada uma pesquisa de campo, por meio de entrevistas semiestruturadas, realizada junto aos líderes das redes de coprodução da área ambiental. Os resultados dessas entrevistas foram apresentados nos estudos de caso e analisados por meio da análise de conteúdo. Mediante os resultados desta análise, pode-se constatar que, de fato, existe um forte elo entre o processo de desenvolvimento da rede de coprodução e o ciclo do conhecimento, contribuindo este último, para que os objetivos das etapas neste processo possam ser alcançados. Para tanto, as atividades que compõem este ciclo contribuem para que o conhecimento seja identificado e mapeado e permite, também, que ocorra a criação e a consolidação de laços entre membros da rede e por consequência a disseminação de normas, valores e objetivos entre seus integrantes e a comunidade. Essas atividades, também, favorecem a resolução de problemas e uma maior sensibilização e conscientização ambiental da comunidade.

Palavras-chave: Coprodução. Redes de Coprodução. Gestão do Conhecimento. Ciclo do Conhecimento. Capital Social.

Link para download: Vanessa Marie Salm.

KAUTNICK, Alyne Madeira. O Empreendedorismo Inovador sob uma Perspectiva de Gênero. Dissertação, 2020.

Esta dissertação tem como objetivo compreender os desafios do empreendedorismo inovador sob uma perspectiva de gênero, usando como base o contexto do grupo Mulheres Acate, composto de 40 mulheres empreendedoras em tecnologia. Usa-se os seguintes procedimentos metodológicos: i) revisão integrativa de literatura, para mapeamento de desafios e estudos acerca do tema; ii) observação participante, para permitir à pesquisadora mais contato com a realidade do objeto de estudo; iii) questionário, para caracterizar o perfil do grupo e seus desafios; e iv) entrevista estruturada, para descrever as estratégias usadas para ultrapassá-los. O resultado indica sete desafios principais, conforme a literatura: i) o acesso a recursos financeiros é limitado; ii) o ambiente é hostil para as mulheres; iii) existe dificuldade para fazer networking; iv) existe pressão social para manter equilíbrio entre trabalho e família; v) existe poucos modelos femininos; vi) existe falta de confiança em si mesma; e vii) o acesso à educação é limitado. Todavia, o grupo pesquisado apresenta algumas discordâncias quanto aos desafios mapeados, considerando que a pressão social para manter equilíbrio entre trabalho e família é o desafio mais crítico e dificuldade para fazer networking é o desafio menos crítico; o grupo também apresenta um grau elevado de escolaridade, visto que 62,8% tem pós-graduação. Estratégias usadas para superar os desafios incluem o uso de recursos financeiros próprios e participação em competições, associativismo e participação em eventos como facilitadores para o networking, divisão de tempo específico para trabalho e família e conscientização quanto às situações de preconceito.

Palavras-chave: Empreendedorismo. Empreendedorismo Inovador. Tecnologia. Gênero.

Link para download: Alyne Madeira Kautnick.

CAMPOS, João Geraldo Cardoso. Modelo para o Compartilhamento do Conhecimento em Coworking Spaces. Tese, 2020.

Esta pesquisa tem por objetivo propor um modelo para o compartilhamento do conhecimento a gestores de coworking spaces, caracterizando-se como uma pesquisa qualitativa, funcionalista, tratando o conhecimento de forma conexionista. A pesquisa bibliográfica e/ou documental foi composta pelos temas: compartilhamento do conhecimento; transformação dos ambientes e do mundo do trabalho; e coworking spaces; e, possibilitou a elaboração de um modelo preliminar. Já a pesquisa de campo foi realizada com gestores de coworking spaces brasileiros em 2019, por meio de entrevistas para identificar estratégias e ações de compartilhamento do conhecimento. Desenvolveu-se um modelo para o compartilhamento do conhecimento, sendo aplicado no Connect Coworking. Após a aplicação reuniu-se um grupo de especialistas para o processo de verificação, contribuindo assim para a elaboração do modelo final, com 6 elementos, sendo: ecossistema, coworking spaces e gestores; atores; estratégias, oportunidades e barreiras para compartilhamento do conhecimento; ciclos de compartilhamento do conhecimento; e, serendipity knowledge, que apresentam o fluxo de interações e estratégias para o compartilhamento do conhecimento. Para auxiliar os gestores na aplicação do modelo proposto foram criados 9 direcionadores que contribuem para o desenvolvimento da gestão do conhecimento. As considerações finais apresentam os resultados a partir dos objetivos específicos e sugerem novos estudos sobre o tema.

Palavras-chave: Compartilhamento do Conhecimento. Coworking Spaces: Modelo.

Link para download: João Geraldo Cardoso Campos.

CARNEIRO, Neusa de Oliveira. Apropriação das Características da Web no Livro Didático Digital: Um Instrumento Avaliativo. Tese, 2019.

Este trabalho visa analisar a apropriação das características da Web no livro didático digital. O problema aqui apresentado insere-se no âmbito interdisciplinar, visto que tanto o desenvolvimento da Web quanto o do livro didático digital envolvem diferentes áreas do conhecimento. O surgimento do livro digital altera o aspecto material do livro, as formas de leitura, a produção de textos e adiciona novas possibilidades interativas, hipertextuais, multimidiáticas e de personalização, as quais podem estar presentes no livro didático digital. Este estudo parte de um breve histórico sobre o livro didático no Brasil, discute as particularidades da geração digital, do livro digital e do aparecimento do livro didático digital. São identificadas as características da Web presentes na literatura. Para atingir o objetivo, realizou-se uma pesquisa qualitativa em que foram utilizados procedimentos bibliográficos para a coleta de dados, que incluem a revisão integrativa da literatura, na qual foram detectadas as lacunas do assunto. Os artigos foram coletados nas bases de dados Eric, Scopus e Web of Science. Após a leitura do resumo, os estudos foram categorizados e os que atendiam aos critérios previamente definidos foram analisados. Os resultados da revisão integrativa apontam que as limitações do livro didático digital estão atreladas a problemas de usabilidade, design e dificuldade de uso. O estudo de campo consistiu na análise de livros didáticos digitais destinados ao Ensino Médio, para verificar como esses se apropriam da hipertextualidade, multimidialidade, interatividade, personalização e tactilidade. A partir dessas características, foram elaboradas categorias para verificar e discutir como são empregadas nos exemplares estudados. Para isso, desenvolveu-se um instrumento de avaliação para o livro didático digital. Os resultados do estudo são o instrumento de avaliação e a verificação de que os exemplares analisados se apropriaram dessas características de maneira incipiente. Há uma separação entre o conteúdo do livro e os objetos de aprendizagem, sendo que a literatura mostra que o ideal é a integração entre ambos, para aproveitar o potencial pedagógico da tecnologia. Também foram identificadas abordagens e fontes de pesquisa que versam sobre o livro didático digital. Emerge a necessidade de atualização dos processos e metodologias de trabalho do setor editorial e dos professores, para usufruir de novas formas de interação, colaboração e de aprendizagem possibilitadas pelas tecnologias disponíveis. Assim, esta pesquisa colabora para compreender como as características da Web são apresentadas no livro didático digital utilizado no Brasil e oferece um instrumento de avaliação que pode subsidiar outras análises com a finalidade de melhorá-los e aproveitá-los de maneira mais plena. Tal contribuição pode ser útil para as organizações que atuam na área e, de modo especial, para os estudantes e professores que utilizam o livro didático em suas atividades diárias.

Palavras-chave: Livro didático digital. Livro digital. Características Web. Hipertextualidade. Multimidialidade. Interatividade. Personalização. Tactilidade.

Link para Download: Neusa de Oliveira Carneiro.