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FLÔR, Carla da Silva. Recomendações para a Criação de Pistas Proximais de Navegação em Websites voltadas para Surdos Pré-Linguísticos. Tese, 2016.

Vários fatores da interface gráfica influenciam no comportamento de busca um usuário que navega em um website, dentre os quais pode-se citar a usabilidade, a acessibilidade, o design, a rotulagem e a arquitetura das informações. Uma das teorias que estuda o comportamento desses usuários no processo de busca é a Coleta de Informações. Basicamente, essa teoria baseia-se na percepção subjetiva do valor que as pessoas calculam enquanto acessam pistas proximais (hiperlinks de texto, ícones, etc.). Essa teoria acredita que o sucesso em uma busca por navegação depende da análise semântica, realizada pelos usuários, da proximidade entre o hiperlink acessado e o conteúdo que se deseja encontrar, portanto, o conhecimento da língua utilizada no website é de fundamental importância para uma busca bem sucedida. No entanto, devido à insuficiência na alfabetização de surdos pré-linguísticos ocasionada pela ausência do input auditivo, eles apresentam relevantes dificuldades de navegação em websites, que vão desde à confusão na escolha dos hipertextos, provocada pela semelhança visual e semântica entre as palavras, e problema de compreensão da leitura. Estudos relacionados à Teoria da Coleta de Informações buscaram relacionar pistas proximais que auxiliassem surdos em tarefas de navegação, porém essas pesquisas se mostraram incompletas e muitas lacunas não foram efetivamente preenchidas, como a similaridade entre o conteúdo e a pista nos formatos de imagem e vídeo em língua de sinais ou características como velocidade do vídeo. Com essas informações incompletas, os desenvolvedores das interfaces gráficas não dispõem de orientaçãos que possam conduzi-los a resolver o problema de navegação dos surdos. Em face do exposto, o objetivo traçado para esse trabalho foi propor recomendações para a criação de pistas proximais de navegação em websites voltadas para surdos pré-linguísticos. Para tal, adotou-se uma abordagem metodológica qualitativa, com métodos de coleta de dados tais como pesquisas bibliográficas e estudos de campo. Esses métodos permitiram ultrapassar as fronteiras da interdisciplinaridade ao utilizar modelos transdisciplinares da coprodução. Inicialmente, foi realizada uma revisão integrativa, que reuniu referências obtidas por pesquisas tradicionais e sistemáticas. Em seguida, realizou-se uma entrevista semiestruturada com tradutores/intérpretes da língua de sinais, que são pessoas mediadoras entre a Libras (língua de sinais utilizada no Brasil) e o português. Com base nos resultados dessa entrevista e somando-se os dados obtidos na literatura, elaborou-se um protótipo de website que serviu
de base para a aplicação de testes empíricos de usabilidade e de entrevistas semiestruturadas com participantes surdos. Após as observações dos testes e as análises das entrevistas com a técnica do Discurso do Sujeito Coletivo (DSC) foi possível realizar uma triangulação para obter-se as recomendações preliminares. Essas recomendações foram, então, submetidas à avaliação por especialistas, por meio do Método Delphi. Ao final, obteve-se um conjunto de 40 recomendações, divididas por sete diretrizes principais, que versam sobre aspectos semânticos, clareza e design das pistas proximais em língua de sinais, aspectos semânticos e design das pistas proximais em imagens, combinação entre os formatos das pistas (texto, imagem e vídeos em língua de sinais), navegação do website e aspectos gerais que melhoram o desempenho dos usuários surdos. Espera-se que com essas recomendações, designers, websigners e tradutores/intérpretes de português-Libras possam se guiar para elaborar projetos de websites mais acessíveis a surdos pré-linguísticos.

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ARASAKI, Paula Hidemi Kaneoya. O Uso de Mídia Social Corporativa para Inteligência Colaborativa: Um Estudo de Caso. Dissertação, 2016.

Em um contexto de organizações intensivas em conhecimento, o conhecimento dos colaboradores se torna o ativo de maior importância. As organizações se esforçam para gerir esse conhecimento, de forma a incorporá-los em sua estrutura, a fim de criar o conhecimento organizacional, que contribui com a sua competitividade e capacidade de gerar inovação. Nessa perspectiva, surge a inteligência colaborativa como forma de tornar as organizações mais competitivas, por meio da colaboração. Trata-se de uma forma de agregar contribuições de indivíduos diversos, que colaboram entre si, visando entregar um resultado maior e melhor do que aquele obtido apenas pela soma das contribuições individuais. E para que isso ocorra nas organizações, a mídia social corporativa (MSC) é uma ferramenta que possibilita essa interação entre os indivíduos. Nesse contexto, a pesquisa foi desenvolvida com o objetivo de analisar qual a utilização de uma mídia social corporativa em uma organização intensiva em conhecimento, a fim de estimular a inteligência colaborativa. A pesquisa realizada é de natureza qualitativa, com objetivo exploratório e envolveu a realização de um estudo de caso. Como resultados, obteve-se que diversos fatores estão associados ao uso de uma mídia social corporativa, como o senso de comunidade de uma organização, a tecnologia da mídia social e o propósito dela na organização.

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TRUPPEL, José Onildo. A Atenção do Condutor de Automóvel e o Uso de Equipamentos Tecnológicos Interativos. Dissertação, 2016.

Trata esta pesquisa documental sobre a atenção do condutor de automóveis e o uso de equipamentos tecnológicos interativos. A legislação brasileira trata, em diferentes facetas, da permissão para que o condutor de automóvel dispense atenção aos equipamentos tecnológicos interativos e, de outra forma, proíbe o uso de outros. Assim, a pesquisa desvenda os tipos de atenção necessários ao desenvolvimento da condução do automóvel e relaciona a forma de acionamento e de visualização dos equipamentos tecnológicos interativos, de sete das quinze montadoras que mais venderam veículos no Brasil em 2014. A partir daí, investiga, nas normas que regem o trânsito brasileiro, em especial o Código de Trânsito Brasileiro, a atenção que o motorista deve dispor para o deslocamento. Isso para identificar se a legislação brasileira permite ao condutor de automóvel dispensar atenção aos equipamentos tecnológicos interativos. O ato de dirigir é uma tarefa complexa, sendo o condutor do veículo um sujeito que recebe uma grande quantidade de informações, seja do ambiente externo, seja do próprio veículo e, ainda, do seu corpo. Isso demonstra que não é interessante acrescentar fontes de “distração” à sua tarefa que não tenham o propósito de auxiliar durante a condução. Constatou-se que parte desses equipamentos tecnológicos interativos apresentam distrativos aos condutores de automóveis, como equipamentos de entretenimentos, com acionamento e ajustes que desviam sua atenção, cujo funcionamento em nada contribui com a ação de dirigir.

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UENO, Alexandre Takeshi. Modelo de Avaliação da Maturidade do Processo de Inovação Como Estratégia Competitiva Empresarial. Tese, 2016.

Este estudo foca a inovação enquanto processo de criação do conhecimento novo, necessário para fortalecer a competitividade da indústria e introduzir uma visão sistematizada da prática inovadora relacionada ao negócio. A pesquisa foi realizada no contexto do projeto desenvolvido pela UFSC e a ABIMAQ, fomentado pela FINEP e executado em parceria entre o Programa de Engenharia e Gestão do Conhecimento e a Engenharia Mecânica. O principal objetivo foi de avaliar a maturidade do processo de inovação como estratégia competitiva empresarial, contribuindo com um artefato que cria base de análise e síntese desse processo. A fundamentação teórica para esse trabalho é baseada na gestão da inovação entendida como um processo, no conhecimento produtivo como fator de agregação de valor nos bens e serviços gerados pelas empresas, e na maturidade da inovação utilizando da literatura clássica. Sobre a base teórica foi realizada uma revisão integrativa de literatura complementada com uma pesquisa documental que permitiu desenhar o modelo canônico teórico de avaliação da maturidade do processo de inovação, utilizando a taxonomia de Bloom para sua organização. O modelo estabelece quatro dimensões: Descoberta e avaliação, Criação de Valor, Acesso a mercado e Modelo de negócio, reunindo oito variáveis: Alinhamento, Ideação, Conceito, Detalhamento, Recurso, Desenvolvimento, Comercial e Escala que estabelecem o processo de inovação. Para verificação do modelo foi elaborado um instrumento de pesquisa com base em documentos de referência em processos de inovação bem como pela bibliografia selecionada, resultando em um questionário contendo 72 perguntas relacionadas a estas variáveis. O instrumento foi avaliado por cinco empresas e sua confiabilidade medida pelo coeficiente alpha de cronbach, e submetido a amostra de 47 empresas respondentes do setor de bens de capital dispersas no Brasil e previamente selecionada pela equipe contratante do projeto. Os resultados obtidos revelam que o nível estratégico das empresas respondentes reflete o engajamento e particularmente o interesse em aprimorar suas práticas internas que conduzem à maturidade do processo de inovação, entretanto nota-se que o perfil de cada empresa apresenta particularidades que requer uma abordagem adequada a sua realidade.

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DÁVILA, Guillermo Antonio. Relações Entre Práticas de Gestão do Conhecimento, Capacidade Absortiva e Desempenho: Evidências do Sul do Brasil. Tese, 2016.

No contexto econômico atual, dinâmico, com alto fluxo de capitais, produtos e informação, o conhecimento tornou-se um recurso-chave para a competitividade das organizações. A gestão desse conhecimento é necessária para as organizações alcançarem vantagens competitivas sustentáveis, por meio da inovação, uma característica intrínseca nas organizações que sobrevivem no contexto atual. Diante dos diversos desafios que as organizações enfrentam para inovar, o conhecimento externo torna-se fundamental e, consequentemente, a Capacidade Absortiva (CA) adquire importância, por ser uma capacidade-chave para criar valor a partir desse conhecimento externo. Por outro lado, as práticas de Gestão do Conhecimento (GC) são rotinas intencionais voltadas a gerenciar de forma eficiente o conhecimento envolvido nos processos da organização. A relação entre práticas de GC e CA não tem sido devidamente explorada na academia, embora a própria literatura aponte uma estreita relação entre esses conceitos. Diante do exposto, este estudo objetivou analisar as relações entre práticas de GC, CA e o Desempenho Organizacional. Para esse fim, foi utilizada uma abordagem quantitativa com as seguintes hipóteses testadas em empresas do Sul do Brasil: a) as práticas de GC influenciam positivamente na CA; b) organizações com uma melhor CA potencial têm uma melhor CA realizada; c) o nível de CA de uma organização influencia positivamente seu desempenho; e d) as práticas de GC influenciam positivamente o desempenho de uma organização. Os resultados do estudo trouxeram elementos que contribuem ao fechamento da lacuna existente no que tange ao estudo da CA dentro da GC, bem como forneceram recomendações práticas que permitirão às organizações tomar medidas concretas para melhorar sua CA e seu desempenho a partir do gerenciamento das práticas de GC. A principal contribuição deste estudo é o modelo construído e avaliado estatisticamente, o qual permitiu responder às hipóteses que decantaram dos objetivos da pesquisa. Dessa forma, constatou-se que as práticas de GC relacionadas com a Gestão Estratégica do Conhecimento, Cultura Organizacional e Estrutura Organizacional influenciam na CA Potencial; enquanto as práticas de GC das dimensões Gestão Estratégica e Tecnologias de Informação e Comunicação influenciam na CA Realizada. Evidenciou-se também que a CA influencia no desempenho por meio da CA Realizada, a mesma que é influenciada pela CA Potencial e pelas práticas de GC. Em adição, as evidências indicam que as práticas de Gestão Estratégica do Conhecimento são as mais
relevantes por terem influência significativa no Desempenho, na CA Potencial e na CA Realizada. Finalmente, foram identificados e apresentados um grupo de práticas de GC prioritário na melhoria da CA e os resultados organizacionais.

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LEDO, Rafael Zanelato. Modelo de Identificação do Conhecimento Procedimental de Alto Desempenho Para a Atividade de Modelagem Digital 3D. Tese, 2016.

O avanço da informática nas últimas décadas trouxe mudanças
significativas para as aplicações em computação gráfica. Uma destas
aplicações é o desenvolvimento de modelos digitais tridimensionais que
são utilizadas como ferramenta para desenvolvimento de projetos nas
áreas de Arquitetura, Design e Engenharia. O modelo digital 3D,
desenvolvido em softwares CAD, é central no desenvolvimento do
projeto contemporâneo pois a partir dele diversas outras ações são
realizadas como a análise bioclimática e a fabricação digital. Com base
neste contexto, é fundamental produzir modelos 3D com eficácia e
eficiência. O modelo deve ser correto nas suas dimensões (eficácia) e
produzido no menor tempo possível (eficiência). Para conseguir produzir
modelos eficazes e eficientes é necessário atingir a expertise na tarefa de
modelagem em softwares CAD. Porém, na atividade de modelagem, os
profissionais apresentam diferentes desempenhos, cujas razões ainda
carecem de respostas acadêmicas. Em revisão sistemática realizada, foi
verificado três lacunas nas pesquisas direcionadas à expertise em CAD.
A primeira é a ausência de uma pesquisa que identificasse as ações que
mais impactam o tempo total da tarefa. A segunda é a falta de uma
classificação da expertise. A terceira é a ausência da identificação do
padrão de comportamento do usuário de CAD que o conduz a perda ou
ganho de tempo na tarefa. Através da análise de um teste de modelagem
aplicado à 82 estudantes, foi possível identificar, sistematizar e organizar
as informações necessárias para responder às lacunas identificadas na
literatura. Foi identificado que são três ações que mais impactam o tempo
total da tarefa: o número de comandos dados, o tempo parado sem
modelar e a velocidade de execução dos comandos. Foi identificado
também os padrões de comportamento entre os usuários de CAD que
conduzem a melhor produtividade e proposto um sistema de classificação
da expertise com base nas informações obtidas na pesquisa.

Link para download: Rafael Zanelato Ledo

ALVES, Lourdes. Gestão em Instituições de Educação Superior: Proposta de Referencial Fundamentado na Abordagem da Gestão do Conhecimento. Tese, 2016.

A evolução da tecnologia, a globalização e o surgimento da era
da informação e do conhecimento estabeleceu uma nova
dinâmica na forma de como as organizações efetuam as suas
gestões. Neste sentido, tal qual qualquer tipo de organização no
mundo contemporâneo, os modelos de gestão das instituições de
educação superior precisam evoluir e inovar em seus processos
acadêmicos e administrativos para atender esse novo
paradigma, onde o diferencial competitivo é o conhecimento. A
sociedade espera da universidade que ela possibilite a formação
de um profissional que tenha competência para atuar em um
mercado dinâmico, criativo, sistêmico e em rápidas
transformações, com mente aberta e capacidade de pensamento
crítico e capaz de solucionar problemas, inovar e liderar. A
mudança no modelo de formação desse tipo de profissional
requer, da universidade, a transformação de seu modelo de
gestão, saindo do tradicional para um mais inovador. Para tanto
torna-se necessário a utilização de ferramentas de gestão mais
atualizadas e que permitam uma dinâmica universitária
compatível com as funções principais da educação superior que
são o ensino, a pesquisa e a extensão. O tema desta tese
consiste na utilização de indicadores de desempenho, práticas
de gestão do conhecimento e de outras ferramentas de gestão
na administração de instituições de educação superior. Assim, o
objetivo deste trabalho é propor um referencial para a gestão
universitária fundamentado na abordagem da gestão do
conhecimento. Para tanto utilizou-se de outros conceitos e
ferramentas como a teoria sistêmica, o planejamento estratégico,
metodologia do SINAES e Modelo SECI de conversão do
conhecimento organizacional. A metodologia consiste de uma
abordagem quali-quantitativa, adotando-se pesquisas
bibliográfica e documental e do survey para a coleta de dados
por meio de questionário estruturado. Foram utilizados os
indicadores da Portaria MEC nº 92, de 2014, de outros
resultantes da pesquisa bibliográfica e dos que compõem a
metodologia utilizada pela Q&S World University Ranking
2015/16. As práticas de GC foram selecionadas a partir dos
estudos desenvolvidos por Davel e Snyman (2005); APO (2010);
Ghani (2009); e Batista (2006). O resultado foi a identificação de
10
indicadores de desempenho e práticas de gestão do
conhecimento considerados relevantes pelos participantes da
pesquisa, para subsidiar os diagramas que compõem a proposta
desta tese, apresentados em 3 eixos (PDI, PGA e GI). O trabalho
culmina com um Modelo de Referencial para Gestão
Universitária. Conclui-se que a utilização de conceitos e
ferramentas de gestão mais inovadoras auxiliem um maior
número de universidades brasileiras a obter melhor classificação
na avaliação efetuada pelo INEP/MEC e galgar posições de
destaques nos rankings internacionais.

 

Link para download: Lourdes Alves

 

NETO, Emílio da Silva. Compartilhamento do Conhecimento Tácito no Processo de Sucessão Empresarial Familiar. Tese, 2016.

A presente tese tem como objetivo geral identificar práticas de compartilhamento do conhecimento tácito, desenvolvidas e aplicadas, durante o processo de sucessão da gestão empresarial, em quatro grandes empresas familiares da cidade de Jaraguá do Sul, no Estado de Santa Catarina, com ênfase nas barreiras e facilitadores, evidenciados durante o processo sucessório nessas empresas. Para alcançar este objetivo da tese foi realizada uma análise sistemática e integrativa da literatura, sobre compartilhamento de conhecimento tácito em empresas familiares, assegurando uma fundamentação teórica consistente sobre o tema abordado, que norteou o desenvolvimento da pesquisa de campo. Os procedimentos metodológicos utilizados na pesquisa de campo nos permitem caracterizá-la como uma pesquisa de abordagem qualitativa, do tipo exploratório-descritiva, que estuda o que as pessoas estão fazendo em seu contexto natural. De fato, do ponto de vista metodológico, a tese contempla um caráter exploratório, pois foi baseada em entrevistas semi-estruturadas, conduzidas na forma de narrativas, cujas questões foram elaboradas a partir da fundamentação teórica. Da mesma forma, a tese pode ser considerada, também, como um estudo descritivo, pois procura identificar, descrever e analisar as principais indicações teóricas e as práticas do compartilhamento do conhecimento tácito, desenvolvidas no processo da sucessão empresarial familiar. As conclusões da tese permitem a definição de diretrizes e melhores práticas, que oriente os processos de compartilhamento sinergético de conhecimentos na sucessão empresarial familiar, a partir dos resultados e das evidências empírico-exploratórias encontradas na pesquisa de campo, apresentando os fatores críticos de sucesso que facilitam a socialização do conhecimento tácito entre o sucedido e o sucessor, no contexto do seu entorno: família, empresa, sociedade e mercado.

 

Link para download: Emílio da Silva

ABREU, Ana Cláudia Donner. Capacidade de Absorção de Conhecimentos na Administração Pública. Tese, 2016.

O desafio da gestão das Cidades no século XXI impõe algumas decisões presentes aos Gestores Públicos e, pressupõe a adoção de modelos de desenvolvimento urbano fundamentados em conhecimento que se mostram apropriados para enfrentar os desafios da expansão da urbanização acelerada. Nesse paradigma insere-se a Cidade do Conhecimento, conceituada como uma rede de produção de conhecimentos que são desenvolvidos a partir da aprendizagem coletiva que ocorre entre os stakeholders que a compõe. Por isso, a partir da experiência da Rede da maricultura da Grande Florianópolis, nesta tese pretendeu-se analisar quais aspectos da capacidade de absorção de conhecimento de uma empresa pública potencializam a coprodução de bem público em uma rede de conhecimento. Os procedimentos adotados para alcançar esse objetivo foram de uma pesquisa qualitativa e descritiva, utilizando-se como estratégia o estudo de caso e como coleta de dados a observação não participante, a análise documental e a entrevista semiestruturada. A análise de dados obedeceu a técnica de construção da explanação. Como resultados apontam-se como aspectos facilitadores para o desenvolvimento da capacidade dinâmica de absorção de conhecimentos: a interação permanente do corpo técnico com o meio externo, torna-o um gatekeeper de conhecimentos; a base de conhecimento do corpo técnico que possui um elevado nível de qualificação, o que reflete tanto na compreensão da importância dos novos conhecimentos, quanto na sua aplicação; a cultura e a estrutura organizacional que garantem autonomia aos agentes públicos; a existência de programas estratégicos que contemplavam o trabalho em Rede e, ainda, o investimento que a Empresa realiza em pesquisa e desenvolvimento. Esses aspectos foram suportados por características positivas de relacionamento como confiança, reciprocidade, comunicação, responsabilidade e aplicação.

 

Link para download: Ana Claudia Donner Abreu

SPERONI, Rafael de Moura. Modelo de Referência Para Indicadores de Inovação Regional Suportado por Dados Ligados. Tese, 2016.

A inovação está associada à implementação de um novo, ou significativamente melhorado, produto ou processo, método de marketing, ou método organizacional, e é reconhecida como um fator-chave para o desenvolvimento econômico. Em função de suas características, a inovação passou a ser vista como um processo complexo que acontece em um ambiente onde diferentes tipos de atores interagem em um sistema, que, quando considerado sob o contexto regional, é chamado de Sistema Regional de Inovação, e que demanda de estratégias e políticas que incentivem e potencializem o desenvolvimento das atividades de inovação, e de ferramentas para avaliação das ações. Diferentes índices são propostos para a mensuração da inovação ao nível das empresas ou em nível nacional, mas que são de difícil aplicação em nível regional, em função subjetividade de escolha das variáveis e da falta de disponibilidade de dados. Esta tese propõe um modelo de referência concebido a partir da análise dos modelos de indicadores compostos para mensuração da inovação regional apresentados na literatura, propondo uma classificação hierárquica para os indicadores. Valendo-se de tecnologias semânticas, o modelo é suportado por Dados Ligados, objetivando a exploração do potencial de dados regionais disponibilizados na Web por iniciativas de dados abertos e transparência pública na definição de índices específicos para a inovação regional, em uma forma tal que possibilitem o seu processamento automatizado. Uma prova de conceito é apresentada com a finalidade de demonstrar a viabilidade de utilização do modelo em aplicações reais. Dados sobre municípios de duas mesorregiões do estado de Santa Catarina foram coletados e publicados na forma de dados ligados e foi desenvolvido um protótipo de aplicação Web para visualização e análise comparativa entre diferentes níveis regionais e de agregação de indicadores.

 

Link para download: Rafael de Moura Speroni