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LEHMKUHL, Giuvania Terezinha. Gestão do Conhecimento no Setor Elétrico: Proposta para o Setor de Manutenção de Linhas de Transmissão da Eletrosul – Centrais Elétricas S.A. Dissertação, 2008

O presente trabalho objetivou desenvolver uma proposta de Gestão do Conhecimento (GC) na área de manutenção de linhas de transmissão (LT) de energia elétrica da Eletrosul Centrais Elétricas S/A para retenção, disseminação e utilização do conhecimento crítico. Focalizou-se o estímulo e a transformação do conhecimento tácito em explícito e sua contribuição para o aprendizado contínuo e o desenvolvimento de competências. Foi descrita a transformação do conhecimento crítico sob o ponto de vista dos compartilhamentos ou interações que comporta os processos de socialização, externalização, combinação e internalização. Os componentes do processo de GC, as práticas adotadas e as respectivas categorias nas quais essas práticas foram classificadas objetivam a melhor utilização da GC na área de manutenção. A metodologia adotada é caracterizada como exploratório-descritiva, de natureza qualitativa, estudo de caso e coleta de dados com utilização de entrevistas semi estruturadas e questionários estruturados. O estudo foi realizado no Departamento de Manutenção do Sistema – DMS, que inclui a unidade Regional de Manutenção de Santa Catarina – RMSC, por ser a mais expressiva em manutenção de LT em sua área de atuação e geograficamente melhor acessível. Este estudo se estendeu à Regional de Manutenção do Oeste – RMRO, à Regional do Paraná – RMPR, à Regional de Mato Grosso do Sul – RMMS e à Regional do Rio Grande do Sul – RMRS. A amostra é não probabilística intencional, com entrevistas a empregados do setor de manutenção de LT da Palhoça – SMPAL, de Capivari de Baixo -SMCAP e de Joinville – SMJOI e questionários enviados eletronicamente aos empregados dos setores de manutenção de LT de Farroupilha – SMFAR, Laranjeiras – SMLAR, Santo Ângelo – SMSAN, Campos Novos – SMCNO, Guarapuava – SMGUA, Londrina – SMLON, Curitiba – SMCBA, Campo Grande – SMCGR, e Dourados – SMDOU. Para análise e interpretação dos dados, as informações foram levantadas nos documentos formais e comparadas com o efetivamente praticado e compartilhado. concluiu-se que o modelo atende os objetivos propostos contribuindo para o aprendizado contínuo e o desenvolvimento de competências. Desta forma, recomenda-se que a empresa faça uso da proposta apresentada pela autora sobre Gestão do Conhecimento para a Eletrosul, possível de implantação e utilização, com foco na melhoria dos resultados.

Link para download:Giuvania T. Lehmkuhl

FELICIANO, Antonio M. Contribuição da Gestão do Conhecimento para Ações Empreendedoras de Inclusão Digital. Dissertação, 2008.

O presente trabalho tem por objetivo analisar as contribuições das práticas de gestão do conhecimento no desenvolvimento de projetos de inclusão digital. Para sua construção, a fundamentação teórica procurou abordar a inclusão digital na perspectiva de um ambiente favorável à produção, registro e compartilhamento do conhecimento, além de se constituir num eficiente canal de comunicação entre organizações e disseminador de ações de políticas públicas. Um projeto de inclusão digital deve ser encarado como algo mais amplo e complexo do que simplesmente se disponibilizar recursos de hardware e software para usuários pouco familiarizados com esse tipo de tecnologia. Incluir pessoas comuns num mundo onde a dinâmica das informações atinge velocidades humanamente difíceis de acompanhar exige a implementação de processos de gestão do conhecimento, visão e atitudes empreendedoras. No caso catarinense, a atuação se dá em locais comuns, o meio rural, onde as carências sociais são semelhantes, o distanciamento geográfico implica necessariamente na atuação em rede, além de os usuários fazerem parte de origens culturais diferentes. Sob o ponto de vista da administração do conteúdo diariamente produzido nas unidades de inclusão digital, à luz da perfeita interação entre, tecnologias da informação e comunicação (TICs), conteúdos e usuários, se pretendeu analisar em que medida as práticas de gestão do conhecimento podem contribuir e permitem, eficazmente, o desenvolvimento de diferentes ações, de variadas organizações num único espaço. Dentre as ações de inclusão digital levantadas, e também o Programa de Inclusão Digital Beija-Flor apresentou características suficientes para ser selecionado como objeto de pesquisa de campo. Entre outras, as unidades de inclusão digital ou telecentros estão instalados no meio rural catarinense. Observou-se uma significativa capilaridade, apoio interinstitucional, e também da disponibilidade de informações necessárias ao estudo. Nesse contexto procurou-se destacar também as características empreendedoras dessa iniciativa, além de apresentar elementos da gestão do conhecimento que contribuem para com o desenvolvimento de suas atividades.

Link para download: Antonio Marcos Feliciano

RAMOS JÚNIOR, Hélio Santiago. Uma ontologia para representação do conhecimento jurídico-penal no contexto dos delitos informáticos. Dissertação, 2008.

O objetivo primordial desta dissertação é propor uma ontologia para representar o conhecimento jurídico-penal sobre delitos informáticos com o intuito de esclarecer ao cidadão acerca da tipicidade destes crimes. O conhecimento compartilhado deste domínio no tocante à aplicabilidade da lei penal brasileira aos crimes informáticos será extraído a partir de uma pesquisa sobre o entendimento jurisprudencial dos tribunais pátrios e de um estudo da doutrina dos principais especialistas sobre a legislação penal vigente aplicável aos delitos informáticos realizado pelo autor da dissertação. Embora o cidadão leigo seja o principal destinatário da ontologia, ela também será útil aos estudantes de Direito, advogados, promotores de justiça e juízes que necessitem obter auxílio na indicação de obras científicas que contenham um determinado assunto dentro do domínio dos crimes informáticos e ainda permitir a consulta acerca do entendimento de um tribunal pátrio acerca de um delito específico cometido através da informática. Além disso, ela pretende explicitar os conceitos utilizados neste domínio quanto à natureza jurídica dos crimes informáticos e identificar as condutas criminosas que podem ser cometidas contra ou através dos sistemas informáticos com a indicação de um verbo que conste no tipo penal de diversas leis penais que sejam potencialmente aplicáveis em se tratando de um delito informático. O procedimento metodológico adotado para construir a ontologia está baseado na metodologia Ontology Development 101, proposta por Noy & McGuiness (2000), definindo-se as classes, propriedades, instâncias e, ao final, são formuladas questões de competência as quais a ontologia deverá ser capaz de responder. Destaca-se que esta ontologia apenas considera a legislação penal atualmente vigente no Brasil e que a validação da ontologia foi realizada através de questionário e entrevista com dois especialistas da área. Ao final, conclui-se sobre a importância do uso da ontologia desenvolvida, principalmente por facilitar o acesso do cidadão leigo a conceitos e conhecimento jurídico sobre crimes informáticos.


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Helio Ramos

REICHERT, Fernando. Modelo de criação de espaços de colaboração em parcerias público-privadas – PPP por meio de Comunidades de Prática – CoP. Tese, 2008.

O objetivo da presente tese é a concepção de um modelo de criação de espaços de colaboração em PPP por meio de Comunidades de Prática – CoP. O modelo consiste no cultivo de uma CoP entre os atores sociais da inter-organização da parceria, com base num planejamento sistêmico e participativo que utiliza a Metodologia de Sistema Soft – SSM. Os laços sociais das CoP formam padrões de interação entre os parceiros e uma cultura inter-organizacional para a colaboração, e a participação na SSM favorece a criação de valores comuns, o que permite a formação de contextos adequados para o compartilhamento de conhecimentos tanto na dimensão da cultura como na dimensão da abstração. Como o modelo se aplica a qualquer tipo de parceria, independentemente de ser disciplinada por leis de PPP, o mesmo teve a sua aplicabilidade e consistência testadas em uma parceria, formalizada por um convênio entre empresas graneleiras, públicas e privadas, que utilizam um mesmo corredor de exportação de grãos, no porto de São Francisco do Sul, no estado de Santa Catarina. Nesta pesquisa de campo foram utilizados os métodos da História Oral temática, para verificar a existência de evidências de construtos da colaboração, e do Discurso do Sujeito Coletivo – DSC, para identificar os pontos de convergência e divergência entre os conhecimentos dos parceiros. Os resultados obtidos, a partir de entrevistas semi-estruturadas com os atores sociais da gerência média e que tinham um nível similar de tempo de convivência e aprendizagem, mostrou que esse modelo da gestão de conhecimentos é aplicável e consistente para proporcionar melhores desempenhos sócio-econômicos em parcerias público-privadas, pelas sinergias produzidas dos adequados compartilhamentos de conhecimentos gerenciais.

Link para download: Fernando Reichert

AMARAL, Marília A. Modelo RHA – Retroalimentação em Hipermídia Adaptativa. Tese, 2008.

A presente pesquisa tem como objetivo propor uma extensão para modelos de referência em hipermídia adaptativa de acordo com resultados de avaliação de aprendizagem e estilos cognitivos dos aprendizes. É proposto, portanto, um modelo denominado RHA, Modelo de Retroalimentação em Hipermídia Adaptativa, que utiliza os resultados obtidos com as avaliações de aprendizagem e as definições derivadas dos estilos cognitivos dos aprendizes a fim de prover a retroalimentação dos demais modelos existentes em um hipermídia adaptativo. Na concepção do RHA foi adotada a representação por meio da UML (Unified Modeling Language) com objetivo de diminuir o risco de ambigüidade, facilitar o processo de modelagem computacional, proporcionar o reaproveitamento do modelo e otimizar a implementação do mesmo. Para apoiar a criação do RHA, foi adotado o modelo de referência Munich. Este utiliza UML e apresenta uma arquitetura que contempla módulos tradicionais dos hipermídias adaptativos, tais como: modelo de domínio, de usuário e de adaptatividade; porém, como os demais modelos de referência atuais, este não contempla a definição de itens explícitos à reutilização dos dados obtidos com as avaliações de aprendizagem. O modelo RHA foi criado como uma extensão do Munich, com concepção fundamentada em duas dimensões de estilos cognitivos estabelecidos (MESSICK, 1976), que nortearam a escolha de instrumentos de avaliação de aprendizagem destinados à modalidade ensino a distância. Os instrumentos de avaliação de aprendizagem abrangem atividades definidas de acordo com um grupo de ferramentas de comunicação e interação (síncronas e assíncronas) amplamente adotadas no ensino a distância. A modelagem do RHA envolve aspectos relativos a UML, como a criação das classes com seus atributos e métodos e os relacionamentos entre as classes já existentes no Munich. Para simular a aplicação do modelo RHA, foi definido um domínio
de conhecimento relacionado à área de apoio ao ensino sobre Mercado de Capitais. Este tema se mostrou adequado, pois dada à quantidade de materiais e informações disponíveis sobre o assunto, é relevante a adoção de diferentes estilos de aprendizagem com tipos particulares de conteúdos e empregos das ferramentas de comunicação e interação, visando à avaliação de aprendizagem, para públicos distintos. Atualmente o número de cursos a distância no referido domínio de conhecimento é escasso, o que o torna ainda mais relevante para exploração.

Link para download: Marília A. Amaral

SUZUKI, Erika. Uma abordagem de engenharia do conhecimento à gestão estratégica da inovação. Dissertação, 2008.

A constante busca das organizações pela vantagem competitiva, consolidação no mercado e pela própria sobrevivência ocasiona mudanças, adoção de métodos, ferramentas e conceitos que auxiliam  na conquista dos objetivos almejados. Entretanto, a simples adoção não garante a diferenciação da empresa. Atualmente, é preciso inovar, entender as necessidades e oportunidades do mercado, empregando e alinhando o conhecimento para oferecer novos produtos e serviços com alto valor agregado. O presente trabalho tem como objetivo apresentar uma modelagem de um sistema de conhecimento para a gestão estratégica da inovação. Tal demanda surge a partir da dificuldade das empresas em aplicar na prática os conceitos de inovação estratégica, gestão e engenharia do  conhecimento, gerenciamento de portfólio e desenvolvimento de sistemas de conhecimento; decorrente muitas vezes pela falta de uma sistematização, integração e uso do conhecimento. A modelagem proposta utiliza como base conceitual a etapa de planejamento estratégico da inovação apresentada no modelo NUGIN de gestão da inovação, onde foram analisadas as entradas, atividades, ferramentas e saídas do processo, os pontos fortes, e os pontos de melhorias necessárias. Os três primeiros modelos da metodologia CommonKADS foram utilizados neste estudo para  auxiliar na identificação de processos, tarefas e agentes envolvidos, facilitando desta forma, o levantamento dos conhecimentos necessários para o sistema. A modelagem tem como principal saída a definição do portfólio de projetos através da priorização baseada no planejamento estratégico da inovação, análise de cenários e envolvimento da alta direção, comitê inovativo e stakeholders. Como resultado, o presente trabalho apresenta um comparativo entre o modelo NUGIN de gestão da inovação e a modelagem proposta, além disto, o desenvolvimento da modelagem proposta proporciona um melhor entendimento sobre as dificuldades que as empresas enfrentam com a adoção de metodologias e conceitos de inovação, pois definir em detalhes as tarefas, dependências e pessoas envolvidas são algo que não é facilmente alcançado por empresas que não possuem maturidade sobre os conceitos a serem trabalhados.

Link para download: Erika Suzuki

OTERO, Walter Ruben Iriondo. Educação a distância: desenvolvimento de habilidades cognitivas de alto nível em e-learning. Tese, 2008.

Esta pesquisa analisa como acontece o desenvolvimento das habilidades cognitivas de alto nível nos cursos de ensino superior ministrados a distância, na modalidade elearning. Para a execução da pesquisa de campo foram escolhidas seis universidades do Reino Unido: The University of Manchester, Open University, Manchester Metropolitan University, University of Liverpool, University of London, e Cranfield University. Na pesquisa, identificou-se a percepção dos professores e pesquisadores sobre o tema; investigaram-se os fatores determinantes e restritivos para o desenvolvimento das habilidades cognitivas de alto nível no modo e-learning; identificaram-se as atividades acadêmicas que facilitam o desenvolvimento das referidas habilidades, os procedimentos para avaliar o desenvolvimento dessas habilidades cognitivas e estabeleceram-se os vínculos que facilitam o seu desenvolvimento. Buscaram-se a interpretação e comprovação conceitual, a partir da análise da prática concreta das conclusões provenientes das opiniões dos informantes-chave envolvidos com o tema, das observações de campo e demais materiais coletados. A pesquisa é de cunho exploratório, com tratamento de dados predominantemente qualitativos, e apresenta os resultados de forma descritiva. A população do estudo é formada por professores e pesquisadores de instituições de ensino superior, em razão de os mesmos estarem em contato direto com as questões mais significativas do desenvolvimento de cursos ministrados a distância na modalidade e-learning. Os dados foram obtidos por meio de pesquisa documental e por entrevistas semi-estruturadas. Consolida-se, portanto, a ênfase teórica da importância da presença das referidas habilidades nos cursos universitários. O estudo evidencia que o e-learning apresenta diversos benefícios para facilitar o desenvolvimento das habilidades cognitivas de alto nível, sendo a capacidade de desenvolver atividades assíncronas a qualidade apontada com mais freqüência pelos entrevistados. Evidencia também fatores restritivos, como a dificuldade no estudo autônomo por parte dos estudantes na modalidade e-learning. São apontadas diversas atividades para facilitar o desenvolvimento de habilidades cognitivas de alto nível. A análise dos resultados permitiu a apresentação de diretrizes para nortear o desenho de cursos de ensino superior ministrados na modalidade e-learning, que objetivem o desenvolvimento de habilidades cognitivas de alto nível. Os resultados destacam que o desenvolvimento de habilidades cognitivas de alto nível estão presentes em todos os cursos ministrados pelos entrevistados, contudo, nem sempre fazem parte dos objetivos específicos dos referidos cursos.

Link para download: Walter Ruben Iriondo Otero

BATISTA, Claudia Regina. Modelo e diretrizes para o processo de design de interface web adaptativa. Tese, 2008.

RESUMO
Esta tese propõe um modelo e diretrizes para o Processo de Design de Interface Web Adaptativa (PDIWA), visando orientar e auxiliar o designer de interface web na tomada de decisões durante o processo de design. O modelo descreve esquematicamente cinco etapas de um processo iterativo: análise, conceito, desenvolvimento, protótipo e teste. Para dar suporte ao modelo, foram desenvolvidas oito diretrizes que versam sobre os requisitos e a configuração das técnicas de adaptação. Uma amostra composta por designers aplicou o modelo e diretrizes para o PDIWA durante o desenvolvimento da interface para o web site adaptativo “Diferente todo mundo é” (projeto de pesquisa apoiado pelo CNPq – Edital no 61/2005). Observou-se que o modelo e as diretrizes para o PDIWA propostos nessa tese cumprem o seu papel, pois designers que desconheciam a área de Sistemas Adaptativos foram capazes de desenvolver a interface para uma web adaptativa.

Link para download: Claudia Regina Batista

KAMINSKI, Douglas. Sistema Hipermídia Adaptativo Acessível. Dissertação, 2008.

RESUMO:
Esta dissertação relata a inserção das diretrizes de acessibilidade em um Sistema Hipermídia Adaptativo elaborado conforme o Modelo de Referência Munich. As alterações efetuadas no PDIWA desenvolvido para o Projeto “Diferente Todo Mundo é” na tese de Batista (2008), além de possibilitar o acesso de pessoas com deficiência (PcD), facilita também o funcionamento das tecnologias assistivas utilizadas por estes usuários. Entre os problemas gerais apresentados na pesquisa, ressaltam-se a falta da aplicação das diretrizes de acessibilidade por desenvolvedores web e o desconhecimento de que a acessibilidade é uma subcategoria da usabilidade essencial para que seja possível o acesso às informações presentes na Internet por deficientes visuais, auditivos, físicos e mentais. Este trabalho efetuou abordagens teóricas tais como: hipermídia adaptativa, Modelos de Referências, usabilidade versus acessibilidade, acessibilidade e tecnologias assistivas. Após a caracterização da pesquisa, um protótipo adaptativo e acessível foi proposto com informações sobre a Síndrome de Down. O desenvolvimento do protótipo foi detalhado de acordo com a metodologia UWE do Modelo de Munich. Nessa etapa o Modelo de Usuário e o Modelo de Adaptação apresentam-se como fundamentais para efetivar as técnicas adaptativas e a plicação das diretrizes de acessibilidade. Em seguida, procedeu-se a verificação do protótipo elaborado em um grupo focal pré-definido a fim de verificar a aceitação por parte dos usuários e a inferência de outras características importantes para a definição mais fiel do Modelo de Usuário. A partir da pesquisa realizada em campo, verificou-se algumas dificuldades inerentes à avaliação das diretrizes de acessibilidade pelas PcD devido ao perfil heterogêneo desta população. No entanto, a partir da análise e discussão das informações coletadas, permitiu-se verificar que o uso da hipermídia adaptativa acessível permite uma personalização do conteúdo mais adequada ao perfil de cada usuário deficiente ou não, além de possibilitar uma avaliação mais criteriosa da inserção das diretrizes de acessibilidade pelas pessoas com deficiência.. Por fim, em decorrência do trabalho realizado, verifica-se nesta pesquisa contribuições para que as questões de acessibilidade sejam mais incorporadas às aplicações desenvolvidas na web e que outros estudos sejam desenvolvidos para ampliar a inclusão das pessoas com deficiência no meio digital.
Link para download: Douglas Kaminski

SANTOS, Leomar. Modelo de Avaliação de Capital Intangível – Baseado em Medidas Não Financeiras de Mensuração. Tese, 2008.

Com as mudanças ocorridas no cenário organizacional nas últimas décadas, de ordem geográfica, demográfica e de capital, as organizações passaram a defrontar-se com um novo modelo de gestão de seus recursos. A economia baseada no conhecimento e as implicações do uso deste têm forçado alterações significativas nas organizações em seus meios de produção, sua lógica de inovação de produtos e serviços e acima de tudo, na valorização dos indivíduos detentores do conhecimento. Entende-se que o grande desafio para as organizações atuantes na economia baseada no conhecimento é gerenciar o capital intelectual – encontrar e estimular, armazenar e compartilhar – tornou-se a tarefa econômica mais importante dos indivíduos, das empresas e dos países. Com evidência na necessidade de se desenvolver modelos que auxiliem as organizações a melhor identificar e gerenciar seu capital intelectual, o objetivo geral deste trabalho foi de elaborar um modelo de avaliação do capital intangível, baseado em medidas não financeiras, e os objetivos específicos: analisar alguns dos modelos existentes para avaliar ativos intangíveis nas organizações; definir os critérios para avaliar o capital intangível, que serviram de base para a construção do modelo, nos níveis estratégico, tático e operacional; efetuar uma aplicação do modelo, com vistas a avaliar sua efetividade e aplicabilidade; avaliar os elementos do modelo proposto com a prática organizacional. A metodologia constitui-se de um estudo descritivo de natureza qualitativa e a parte prática da pesquisa utilizou o método de estudo de caso que tem por premissa, que um caso estudado com profundidade, pode ser considerado representativo de muitos outros, sendo utilizados como instrumentos de coleta de dados questionários e entrevistas. Conclui-se que o objetivo principal do estudo, elaborar um modelo de avaliação do capital intangível baseado em medidas não financeiras foi atingido, e que a maioria dos modelos de avaliação visam essencialmente definir um padrão ou um valor ecônomico ao capital intangível, sem preocupar-se efetivamente com sua validade e aplicabilidade para o negócios, e em muitos casos não permitindo que a organização defina ações e políticas de obtenção, desenvolvimento e retenção do conhecimento, com vistas a sua adequação aos desafio organizacionais. O aprofundamento dos estudos voltados às teorias de construção do conhecimento organizacional permitiu a identificação das tipologias de conhecimento demandadas em cada nível organizacional, elementos fundamentais na concepção do modelo. Verificou-se na aplicação do modelo como estudo de caso da empresa Gestão Consultoria em Processos Administrativos, que o mesmo serviu ao que se propôs, ou seja, permitiu mensurar e avaliar os ativos intangíveis da organização, sem
tomar como base a valoração financeira.

Link para download: Leomar dos Santos