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DA SILVA, Madalena Pereira. UM MODELO DE GERENCIAMENTO DA QUALIDADE DE EXPERIÊNCIA PARA A PROVISÃO DE SERVIÇOS CIENTES DE CONTEXTO. Tese, 2017.

A QoE (Quality of Experience) refere-se a avaliação das percepções e
expectativas dos usuários no uso do serviço. Essa avaliação pode ser
influenciada por vários aspectos (e.g. funcionais, técnicos, humanos) que
podem interferir na UX (User Experience). No entanto, em sistemas de
comunicação de dados, a QoE tem sido estudada como uma extensão da
QoS (Quality of Service), onde muitas vezes, apenas parâmetros técnicos
relacionados com o desempenho da rede são usados para predizer o nível de
satisfação do usuário em relação ao serviço provido. Para uma gestão bem
sucedida da QoE é necessário uma compreensão profunda e abrangente das
múltiplas dimensões da percepção humana sobre a qualidade e dos fatores
de influência contemplados nessas dimensões. Nesta tese é proposto um
modelo de gerenciamento da QoE para prover serviços cientes de contexto,
em sistemas de comunicação de dados, trazendo como resultados: (i) uma
taxonomia multidimensional da QoE, pautada numa abordagem
interdisciplinar; (ii) um modelo ontológico de representação do
conhecimento da QoE; (iii) uma aplicação de gerenciamento de rede, com
características semânticas e autonômicas, que aprende a UX e provê
serviços cientes de contexto; (iv) uma arquitetura de provisão de serviços
orientada ao usuário, projetada para a Internet do Futuro, com o uso de SDN
(Software-Defined Networking). Para verificar a viabilidade do modelo
proposto foi apresentado um cenário de provisão de serviços de eHealth
entre um AAL (Ambient Assisted Living) e uma unidade de atendimento
remota. Na avaliação foi verificado se os componentes do modelo proposto,
quando comparados com os componentes da abordagem nativa, são capazes
de: (i) prover serviços cientes do contexto e (ii) detectar, planejar e
desencadear ações para restaurar a QoE, usando o conhecimento disponível
na KB (Knowledge Base). A análise estatística realizada sobre os dados dos
resultados experimentais permitiu evidenciar, com intervalo de confiança de
95%, que todos os serviços de eHealth, usando os componentes do modelo
proposto, foram providos com qualidade superior quando comparados com
os componentes da abordagem nativa.

Link para download: Madalena Pereira da Silva

CRISTIANO, Marta Adriana da Silva. INTEGRAÇÃO TECNOLÓGICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA: PERSPECTIVAS SOBRE OS CONHECIMENTOS TECNOLÓGICOS, PEDAGÓGICOS E DE CONTEÚDO DOS PROFESSORES DO SUL DE SANTA CATARINA. Tese, 2017.

O propósito deste estudo é o de conhecer o perfil dos professores de Escolas de Educação Básica Pública da Região Sul de Santa Catarina no que tange a integração dos recursos tecnológicos em suas aulas. Nesse sentido, este estudo buscou entender as percepções de professores sobre suas habilidades para criar um ambiente de aprendizagem mediado por tecnologia. Utilizando uma abordagem qualitativa, foram abordados os conhecimentos tecnológico, pedagógico e de conteúdo para entender suas percepções docentes e averiguar estes diferentes conhecimentos entre os professores da rede pública do sul do estado, por meio de 2 pesquisas pré-estabelecidas: “Pesquisa Perfil Docente” e “Pesquisa TPACK”. Tais questionários foram aplicados a 2.191 professores da rede pública do sul catarinense. Ainda, a fim de aprofundar os conhecimentos em torno do tema, foi realizado um estudo de caso com 18 docentes de ensino fundamental participantes de um projeto de integração de tecnologias na educação. Com o estudo de caso se completou o inquérito sobre integração e percepção de uso da tecnologia pelos professores. Para tanto foi realizada entrevistas que ajudaram a evidenciar a precariedade da realidade docente frente às complexas atividades requeridas para o ensino do século 21. Os resultados indicaram uma diversidade consideráveis de habilidades tecnológicas. No entanto, mesmo com óbvia falta de habilidades, um número significativo de professores passou a fazer uso mais intensivo e qualificado das TIC após participarem das atividades de capacitações sobre recursos tecnológicos. Além disso, o estudo de caso evidenciou que antes das capacitações e incentivos à integração tecnológica os 18 professores apresentavam resultados aquém da média dos 2.191 docentes pesquisados, e que após estas atividades, o percentual sobre os conhecimentos tecnológicos, pedagógicos, de conteúdo e suas intersecções aumentaram, demonstrando que suas percepções sobre o uso de recursos tecnológicos para apoio às suas aulas tradicionais se alteraram. Quanto à percepção docente no processo de integração tecnológica, eles se auto avaliaram positivamente, a ponto de expressarem ter as aptidões necessárias para usarem estratégias adequadas neste processo, mas que as barreiras como a falta de infraestrutura escolar e o não direcionamento sobre o modo de o fazer os desestimula. O estudo destaca ainda a importância da formação docente e cursos de formação capazes de prepara-los para uma educação mais próxima da realidade do aluno.

Link para download: Marta Adriana

ZOUCAS, Alessandra Casses. LIDERANÇA COMO PRÁTICA EM INICIATIVAS DE MELHORIA DE PROCESSO DE SOFTWARE. Tese, 2017.

Pesquisadores da área de melhoria de processos de software afirmam que muito já se sabe sobre o que implementar nos processos para obter as melhorias desejadas, porém, ainda falta uma estratégia eficaz para implementar com sucesso normas ou modelos de referência de processos de software. Especialistas concordam em que a Liderança é um aspecto determinante para o sucesso das iniciativas de melhoria de processos, porém, não foram encontradas pesquisas que explicassem como a liderança ocorre nesse contexto. Assim, a abordagem da Liderança como Prática, que é caracterizada por perspectivas de práticas e entende a liderança como um processo social contextualmente situado, foi considerada viável para esta pesquisa, que teve o objetivo de compreender como a liderança ocorre nas iniciativas de melhoria de processos software pela perspectiva da liderança como prática. Esta abordagem foi aplicada para apoiar na apresentação, análise e discussão dos dados coletados em estudo de caso. Para isso, foi realizada uma pesquisa qualitativa, multicasos, com três iniciativas de melhoria de processos de software concluídas e que obtiveram êxito na avaliação oficial, realizada em 2015. Os dados foram coletados por meio de 15 entrevistas semiestruturadas, em profundidade, com envolvidos nos casos estudados, além da documentação disponibilizada pelas empresas que participaram do estudo. A técnica de análise utilizada para a investigação das práticas da liderança foi a análise temática. Em cada uma das melhorias de processos de software pesquisadas foram encontradas cinco práticas distintas: Responsividade, Empoderamento, Estruturação, Engajamento e Facilitação. As práticas de liderança foram descritas com base nos elementos do 5W1H. As práticas da liderança encontradas foram analisadas sob a luz da teoria sociológica, considerando a dimensão da agência e da estrutura, para compreender seus efeitos reais. As ações de liderança identificadas foram classificadas como horizontal, vertical, formal, informal, individual e/ou colaborativa. A análise intercasos revelou pontos de convergência e divergência entre as atividades que constituem as práticas da liderança e proporcionou que fossem identificadas relações entre as práticas. Esta pesquisa mostrou que o contexto das práticas não se limita ao contexto social delas, mas é ampliado para a própria prática participando do contexto de outras práticas. Dessa forma, conclui-se que a liderança em melhoria de processos de software geralmente envolve uma rede complexa de relacionamentos, práticas e estruturas e que, em grande parte, ocorre verticalmente, formalmente e colaborativamente.

Link para download: Alessandra Zoucas

KURTZ, Diego Jacob. Capacidades Dinâmicas e a Atuação em Redes Colaborativas de Organizações: um estudo que atenta para Turbulências do Ambiente e Desempenho Organizacional. Tese, 2017.

Em mercados turbulentos que exijam organizações extremamente competitivas e inovadoras, a necessidade de transformar a base de recursos para se adaptar às mudanças é facilmente constatada. Para manter a competitividade, é necessário identificar e incorporar as oportunidades de mercado, apresentar alta capacidade de aprendizagem e inovação e trabalhar com outras organizações em rede – de forma colaborativa – para coordenar e transformar a base de recursos. É com base nesta afirmação que esta tese tem como objetivo: Compreender a associação entre Capacidades Dinâmicas (CD) e atuação em Redes Colaborativas de Organizações (RCO), considerando as Turbulências do Ambiente (TA) e o Desempenho Organizacional (DO). Para discutir e defender esta abordagem, o trabalho foi organizado em 4 Proposições que exploram (P1) a influência das TAs sobre as CDs e (P2) sobre RCOs, (P3) a influência de alavancagem mutua exercida entre CDs e RCOs e o (P4) respectivo impacto do equilíbrio entre CDs e RCO sobre o DO. A pesquisa, de origem qualitativa, foi aplicada a partir do aprofundamento do estudo sobre os constructos, desdobrando-os em categorias, temas e subtemas. O instrumento de coleta foi avaliado por especialistas, revisado, aplicado em uma versão pré-teste e ajustado antes de ser enviado aos participantes da pesquisa. O aprofundamento das análises foi realizado com 11 empresas participantes de uma RCO gerenciada por um Instituto de Ciência e Tecnologia. A coleta de dados foi efetuada por meio de um questionário seguido de uma entrevista semi-estruturada. A interpretação baseou-se fundamentalmente na Análise Temática, que extraiu das entrevistas os códigos que possibilitaram a construção de um Diagrama Temático (breakthorugh da pesquisa), conectando os Constructos, Categorias, Temas e Subtemas associados às 4 Proposições desta Tese. Dentre os principais resultados, foi possível ampliar a literatura existente e observar que (P1) as TAs podem influenciar as CDs, especialmente por meio de fatores associados à Complexidade e ao Dinamismo, demandando (entre outras) as CDs de Aprendizagem, Integração e Coordenação. Adicionalmente, (P2) as TAs (também associadas à Complexidade e ao Dinamismo) podem pressionar as empresas a buscarem parceiros valiosos para a condução dos negócios, e que
contribuam para a melhoria da sua competitividade (Geração de Valor). Em outras palavras, as TAs podem induzir a participação em RCOs. Diversos foram os pontos de (P3) mútua influência e alavancagem entre CDs e RCOs. Dentre estes, foi possível observar que empresas que possuam CDs de Aprendizagem, Integração e Coordenação mais bem desenvolvidas, poderão favorecer as condições de Geração de Valor na RCO. Em contrapartida, o valor gerado na RCO deverá ser melhor aproveitado por empresas que apresentem tais CDs consolidadas. A influência mútua e benéfica entre a CD de Sensoriamento e do Foco no Cliente pela RCO também foi abordada, sendo observado um forte direcionamento para o Mercado Externo. O alinhamento estratégico entre a organização e a Rede pode gerar benefícios mútuos potencializados, constatados nas diversas categorias, temas e subtemas observados. Tais benefícios e o (P4) equilíbrio entre as CDs e a atuação na RCO pode levar a um melhor DO, especialmente no que diz respeito à Efetividade do Produto. Foi observado ainda que quanto mais desenvolvida a estrutura de conhecimento existente na organização e quanto mais fluida a troca entre os membros da Rede Colaborativa, ou seja, quanto mais equilibrada essa relação, melhor será o uso dos conhecimentos como recursos únicos, de difícil imitação pelos concorrentes e valiosos para a manutenção da vantagem competitiva.

Link para download: Diego Jaboc (2)

NEVES, Edson Oliveira. ARTICULAÇÃO ENTRE OS CONSTRUTOS APRENDIZAGEM ORGANIZACIONAL, CAPACIDADE ABSORTIVA E INOVAÇÃO EM ORGANIZAÇÕES INTENSIVAS EM CONHECIMENTO. Tese, 2017.

A aprendizagem organizacional e a capacidade absortiva têm sido teoricamente associadas à inovação em organizações. Empiricamente, a relação entre esses construtos tem sido investigada por linhas de pesquisas distintas, de forma isolada. O exame, de forma conjunta, da relação entre os três construtos teóricos ainda se apresenta como um hiato nesse campo de estudos. Com o propósito de melhor compreender o fenômeno da inovação, esta pesquisa teve por objetivo analisar as relações entre aprendizagem organizacional, capacidade absortiva e inovação em organizações intensivas em conhecimento. Tendo em vista o pressuposto teórico subjacente, foram estabelecidas hipóteses de relacionamento positivo entre os três construtos. Utilizou-se para este estudo um levantamento tipo survey, elegendo-se para a coleta de dados empresas do setor de tecnologia da informação, tidas como organizações intensivas em conhecimento, da região metropolitana de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. Para apreender as variáveis operacionais dos construtos aprendizagem organizacional e capacidade absortiva, foram utilizados instrumentos de mensuração já validados anteriormente no contexto brasileiro. O instrumento de inovação foi desenvolvido especificamente para esta pesquisa, tendo como fundamento teórico principal o Manual de Oslo da OECD. Procedimentos de validação de conteúdo, validação estatística e refinamento foram devidamente aplicados às escalas utilizadas no estudo. A análise das relações pontuadas e a verificação das hipóteses desenvolvidas foram realizadas por meio da modelagem de equações estruturais. Os resultados obtidos apontaram a existência de uma influência significativa e positiva da capacidade absortiva sobre os diferentes tipos de inovação (produto, processo, marketing e organizacional), mas não foram encontrados elementos que indicassem uma influência significativa da aprendizagem organizacional sobre a inovação nas empresas pesquisadas. Os resultados também apontaram uma forte correlação entre os construtos aprendizagem organizacional e capacidade absortiva. Entre as contribuições desta pesquisa está o avanço na compreensão do grau de correlação entre os construtos, e a identificação de pontos de convergência e integração entre as três abordagens estudadas.

Link para download: Edson Neves

BERG, Carlos Henrique. FERRAMENTA PARA IDENTIFICAÇÃO DE EMOÇÕES A PARTIR DE ONOMATOPEIAS PARA PESSOAS COM DIFERENTES HABILIDADES VISUAIS. Tese, 2017.

Para identificar barreiras a compreensão de interfaces digitais são
feitas avaliações, entre as quais os testes de usabilidade. Porém, pessoas
com diferentes habilidades visuais não dispõe de uma ferramenta que
colete emoções especificamente desenvolvida para eles. A falta da
ferramenta diminui as chances dessas pessoas opinarem sobre sua
percepção de uso de uma interface digital. Assim, para levantar formas
análogas à visão, uma revisão sistemática de literatura identificou a
audição como um sentido similar a visão. Com base nesse conhecimento,
ponderou-se construir uma ferramenta que usasse onomatopeias de
emoções. Usando o Emocard, ferramenta usa expressões de emoções
humanas em uma cartela em que o usuário escolhe a que mais se
assemelha à emoção sentida durante um teste de usabilidade foi criado
um protótipo. A fim de validar a ferramenta foi feita uma pesquisa
quantitativa que levantou dados sobre sua usabilidade usando duas
ferramentas e foi feito um cálculo do χ², apropriado à verificação da
similaridade de duas fontes distintas de dados. O cálculo efetuado
apontou que o protótipo de ferramenta onomatopeica é similar à
ferramenta que usa estratégia visual. Os dados sobre usabilidade
coletados permitiram verificar a valência da ferramenta, indicada como
positiva. Com essa pesquisa foi desenvolvido um processo que pode ser
usado para criar ferramentas com base em outros modelos de
ferramenta, ou em outras línguas. Para pessoas com diferentes
habilidades visuais a ferramenta especialmente desenvolvida dá
oportunidade de opinar sobre emoções em testes de usabilidade. Para
desenvolvedores apresenta-se como mais uma ferramenta para testes de
usabilidade de interfaces ou produtos.

Link para download: Carlos Henrique Berg

FRANCISCO, Thiago Henrique Almino. O DESDOBRAMENTO DO PROIES EM UMA UNIVERSIDADE COMUNITÁRIA: UMA TEORIA FUNDAMENTADA NA GROUNDED THEORY. Tese, 2017.

FRANCISCO, Thiago Henrique Almino. O desdobramento do PROIES em uma Universidade Comunitária: uma teoria fundamentada na Grounded Theory. Tese 307 fls. Programa de Pós-Graduação (Doutorado) em Engenharia e Gestão do Conhecimento da Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis. 2017.
Na sociedade do conhecimento, a intervenção estatal nos mais distintos modelos organizacionais tem sido um pressuposto observado com bastante intensidade, em virtude da necessidade de regular modelos de negócio que atuam em lacunas proporcionadas pelo estado. Na educação superior esse princípio é histórico, já que a regulação deste segmento é um movimento que ocorre desde o surgimento da primeira instituição de educação superior no Brasil. No contexto contemporâneo, em virtude da expansão desenfreada e da complexidade que se encontra no “modelo” brasileiro, a regulação observa as mais variadas formas e se utiliza de distintos instrumentos que se aplicam ao controle das atividades de IES no Brasil. Sob a ótica deste pressuposto, o objetivo deste estudo foi desenvolver uma teoria substantiva sobre os desdobramentos da regulação no contexto de uma Universidade Comunitária Catarinense que aderiu ao PROIES. Para isso, sob a ótica de Strauss e Corbin (2008), utilizou-se a estratégia metodológica da Grounded Theory, considerando as entrevistas e as análises documentais como técnicas de coleta de dados e os gestores do processo de adesão, como sujeitos da pesquisa. Os resultados relevaram seis elementos: articulação com os órgãos externos, integração com os setores da instituição, profissionalização da gestão, orientação para projetos institucionais, articulação com o SINAES e para o desenvolvimento de novas competências (categoria central). Ao se integrarem com a categoria central, foi possível elaborar a hipótese fundamental da teoria, sob a ótica de suas condições, tendo, a partir da categoria central, quatro subprocessos relacionados, que são: o planejamento, a gestão, a consolidação e a avaliação do processo de adesão ao PROIES. Dessa maneira, as conclusões do estudo mostram que a adesão ao PROIES proporcionou o desenvolvimento de novas competências institucionais, traduzidas em novos processos e novos comportamentos nas pessoas, materializadas em um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes, consideradas, portanto, como os principais desdobramentos da regulação no contexto em estudo.

Link para download: Thiago Alminio Francisco

SCHMITZ, Ademar. A INOVAÇÃO E O EMPREENDEDORISMO NA UNIVERSIDADE: UM FRAMEWORK CONCEITUAL SISTÊMICO PARA PROMOVER DESENVOLVIMENTO SOCIOECONÔMICO REGIONAL E SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL. Tese, 2017.

A inovação e o empreendedorismo no ambiente acadêmico estão sendo estudados sob diversos rótulos, tais como universidade inovadora, universidade empreendedora, inovação acadêmica, empreendedorismo acadêmico, inovação universitária e empreendedorismo universitário. Apesar do aumento das publicações nos últimos anos, este tema continua fragmentado, exigindo estudos mais sistêmicos, que incluam tanto os aspectos econômicos quanto os aspectos sociais da inovação e do empreendedorismo. Assim, esta tese tem por objetivo propor um framework conceitual sistêmico de inovação e empreendedorismo para a Universidade, a fim de promover desenvolvimento socioeconômico regional e sustentabilidade institucional. Este objetivo foi atingido por meio de um estudo exploratório e descritivo valendo-se de uma revisão sistemática da literatura e múltiplos estudos de caso. A revisão sistemática da literatura permitiu a compreensão da abrangência da inovação e do empreendedorismo na Universidade. Já os múltiplos estudos de caso permitiram a identificação dos elementos sistêmicos da inovação e do empreendedorismo na Universidade, com ênfase nos mecanismos, bem como a identificação das contribuições da Universidade, por meio da inovação e do empreendedorismo para com o desenvolvimento socioeconômico regional e a sustentabilidade institucional. Resulta que a Universidade pode ser representada como um sistema social complexo, composta por indivíduos e artefatos no nível micro e pela organização acadêmica e administrativa no nível macro. Considerando, ainda, o ambiente, composto por empresas, governo e comunidades, a estrutura da Universidade pode ser definida nos níveis do indivíduo, da organização e das interações com o ambiente. Já os mecanismos estão organizados nas dimensões ensino, pesquisa, extensão e gestão, em consonância com as funções elementares da Universidade e à gestão universitária. Assim, existem relações entre as próprias dimensões da inovação e do empreendedorismo, entre os seus níveis (relações bottom-up, top-down e input-output) já que um nível tanto influencia quanto é influenciado pelos demais, e entre os próprios mecanismos nas diferentes dimensões. Desta visão sistêmica, decorrem três proposições: quanto maior a contribuição da Universidade para o desenvolvimento socioeconômico regional, maior a possibilidade da preservação da sustentabilidade institucional da Universidade; os indivíduos contribuem para a organização, a organização afeta os indivíduos, os indivíduos e a organização impactam o ambiente e o ambiente impacta os indivíduos e a organização; e, a inovação e o empreendedorismo são fomentados por meio do ensino, da pesquisa e da extensão, ao mesmo tempo que permitem a Universidade ser inovadora e empreendedora por meio da gestão universitária. Espera-se que o framework proposto venha a ser um ponto de referência para pesquisas futuras sobre a inovação e o empreendedorismo na Universidade e permita que as universidades possam implementar mecanismos mais adequados para o desenvolvimento socioeconômico do seu entorno e para a manutenção de sua própria sustentabilidade.

Link para download: Ademar Schmitz

SCHREINER, Tatiana. Os Processos de Liderança na Implantação de um Centro de Inovação a partir da Perspectiva Construcionista. Dissertação, 2017.

Apesar da extensa literatura sobre liderança, pouco se tem usado a
perspectiva construcionista para estudar grupos que buscam trabalhar de
forma colaborativa para a construção de ambientes de inovação, como é
o caso do Centro de Inovação – instituição criada pela Secretaria do
Estado de Desenvolvimento Econômico e Sustentável de Santa Catarina
(SDS). Esta pesquisa teve como objetivo compreender, a partir da
perspectiva dos atores, como um grupo envolvido com a implantação de
um Centro de Inovação cria visão, coordena o trabalho coletivo e
constrói motivação e confiança nesse processo. Para atender ao objetivo,
foi realizada uma investigação narrativa com 11 atores (dez
representantes da tríplice hélice da região selecionada e um
representante da SDS), cujas histórias foram analisadas segundo o
modelo DAC – direção, alinhamento e comprometimento. Essa
perspectiva propõe que o foco não esteja na maneira como a liderança é
praticada, mas no que as pessoas esperam conquistar com a liderança.
As histórias dos atores de cada hélice foram analisadas, para se
compreender como a tríplice hélice produz DAC na implantação de um
Centro de Inovação. Os resultados mostram que o elemento direção vem
sendo elaborado a partir da relação histórica dos atores com uma
fundação de pesquisa e seus desdobramentos, como a criação de uma
incubadora visando a mudança da matriz econômica da cidade. Além
disso, com a chegada do Centro de Inovação, um vasto conteúdo
referenciado em experiências sobre habitats de inovação e modelos de
gestão foi transmitido pela SDS. Em relação ao alinhamento, a
coordenação do trabalho se dá por meio das reuniões do grupo, em que
os membros discutem os problemas e definem as soluções. Essa prática
de liderança gerou resultados como, por exemplo, a criação do modelo
de governança para viabilizar a produção de ações conjuntas. O
elemento comprometimento vem sendo construído por meio de ações
voluntárias e da participação de alguns atores em outras instituições da
tríplice hélice. Por fim, a análise dos dados permitiu sugerir que o
processo de liderança será fortalecido à medida que o grupo conseguir
revisitar e ajustar a visão compartilhada, desenvolver instrumentos de
apoio à coordenação dos trabalhos e compreender as necessidades de
cada instituição envolvida. Além disso, será necessário o estreitamento
da relação com o Governo do Estado.

Link para download: Tatiana Schreiner

REZENDE, Maurício Seiji Cesar. A Gestão do Conhecimento em uma Organização de Software: Construção de uma Teoria Substantiva. Tese, 2017.

As organizações de software estão entre as principais responsáveis pelo crescimento econômico e pela globalização da economia. Os produtos e serviços dessas empresas, presentes no dia a dia da maioria das pessoas, estão entre os principais indicadores da importância que o conhecimento, na forma de ativo intangível, atingiu nas últimas décadas. Considerando-se essa importância e o fato de que o próprio processo de desenvolvimento de software é uma atividade de uso intensivo do conhecimento, este trabalho visa aprofundar o conhecimento científico quanto à gestão do conhecimento através de uma pesquisa realizada em uma organização de software. Para isso, foram adotados procedimentos metodológicos da grounded theory como método qualitativo de pesquisa e seguidas as orientações de Strauss e Corbin (2008). Guiados pelo método descrito pelos autores, foram realizados ciclos de coleta e análise de dados no período de 2013 a 2015 em uma organização de software da cidade de Florianópolis. O objetivo desta tese foi a criação de uma teoria substantiva composta por um conjunto de categorias e subcategorias identificadas em análises cíclicas dos dados coletados. Os resultados da pesquisa mostraram que a gestão conhecimento na organização de software é importante para a segurança e retenção do conhecimento organizacional, assim como para o planejamento e controle das atividades realizadas pelos colaboradores. Além disso, são consequências dessa gestão, na empresa estudada, o apoio ao desenvolvimento dos funcionários e a organização do conhecimento. A pesquisa revelou também que os frutos da gestão do conhecimento na organização analisada foram colhidos através da aplicação de técnicas como: criação de uma cultura de documentação e atualização dos procedimentos organizacionais; realização de reuniões periódicas e com objetivos claros dentro e entre as diferentes equipes; participação em projetos de pesquisa e utilização de ferramentas tecnológicas destinadas ao apoio da gestão do conhecimento.

Link para download: Mauricio Seiji Cesar Rezende