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BURGER, Fabrício. FRONT END DA INOVAÇÃO: FATORES QUE CARACTERIZAM O FEI INCREMENTAL E RADICAL. Dissertação, 2018.

O front end da inovação (FEI) é a primeira etapa do processo de inovação. Nela são geradas, selecionadas, enriquecidas e priorizadas ideias que podem se tornar conceito de produtos e tecnologias. O conhecimento é o elemento catalisador da inovação, e o seu compartilhamento e socialização contribuem para construção de novos saberes no universo organizacional. As empresas que buscam se diferenciar no mercado podem colher bons resultados ao atentarem-se à essa fase de pre-desenvolvimento. É possível estratificar a inovação em alguns aspectos, entre eles o grau, onde a literatura aponta existir inovações incrementais e radicais/disruptivas. Por outro lado, existem poucos estudos que versam sobre o front end alinhados ao grau da inovação e os fatores que o caracterizam. Nesse sentido, o presente trabalho objetivou analisar os fatores que caracterizam o processo do front end da inovação incremental e radical nas organizações. Para tanto, foi realizado um estudo multicaso em organizações inovadoras catarinenses do segmento de máquinas elétricas. Os dados foram coletados por meio de entrevistas em profundidade. Na análise dos dados foi utilizado o método da análise temática. Os resultados apontam a existência dos seguintes fatores: atitudes dos colaboradores, conhecimento, liderança, capacidade criativa, cultura organizacional, formalização do processo, fluxo de informações no processo, adequação tecnológica, uso de MTF’s, tempo de execução, estratégia da organização e estratégia do negócio.

Link para download: Fabrício Burger

JÚNIOR, Emmanuel Bohrer. FATORES FACILITADORES E DIFICULTADORES NA ADOÇÃO DE RECURSOS EDUCACIONAIS ABERTOS NO ENSINO SUPERIOR. Dissertação, 2018.

Recursos educacionais abertos (REA) são recursos disponibilizados
gratuitamente ao público para fins educativos, com uso de licenças
abertas e respeito à propriedade intelectual, disponibilizados de tal forma
que eles possam ser usados, compartilhados e modificados livremente.
Eles têm um impacto significativo na educação superior e são
potencialmente úteis na democratização e disseminação da informação e
do conhecimento. No entanto, a adoção de REA não tem tido abrangência
mundial, e existem vários obstáculos e barreiras que ainda impedem a sua
expansão. O presente trabalho identifica e analisa quais os fatores
facilitadores e dificultadores na adoção destes REA no ensino superior,
desde a criação até a disseminação e aplicação do conhecimento pelo
usuário, nas diferentes mídias. Para tanto, foi realizada uma pesquisa
qualitativa, exploratória, com levantamento bibliográfico da literatura,
por meio de revisão sistemática, nas bases de dados WOS, Scopus e
SciELO, sendo integralizados outros documentos, constantes em sites,
blogs, filmagem de entrevistas, de autores e instituições de renome
nacional e internacional. Como resultados obtidos na pesquisa foram
levantados requisitos necessários para padronização dos critérios de
qualidade (acessibilidade, usabilidade, reutilização, etc.); iniciativas e
experiências em REA no ensino superior (BIOÉ, MIRA, Portal do
Professor, etc.); o uso de sistemas de gerenciamento de aprendizagem
com código aberto (Moodle, Sakai, LearnPress, etc.); a criação dos
repositórios (IBICT, Portal e-Unicamp, UnisulVirtual, etc.); fatores
intervenientes nos REA, tais como: fatores sociais e de governo
(responsabilidade pela qualidade, bem como para relevância social,
cultural e linguística da educação e pelos padrões de qualificações
fornecidos em seu nome, etc.), tecnológicos (Web 2.0, Web 3.0 – web
semântica, a Web 4.0 – rede móvel e sem fio, Web 5.0 – rede sensorialemotiva,
etc.), econômicos (investimento em programas de formação,
com o intuito de que professores e estudantes possam se apropriar da
função de produtores de materiais educacionais, etc.) e legais (criar
mecanismos para garantir a qualidade e democratizar o acesso com
políticas de inclusão social, etc.). Como fatores dificultadores existentes
na adoção de REA no ensino superior foi evidenciado o próprio
desconhecimento do termo REA e a falta de conhecimento tecnológico
do usuário, entre outros fatores mais específicos, visando o engajamento
público nos processos da pesquisa e nas decisões para a inovação de
forma responsável.

Link para download: Emmanuel Bohrer Junior

RIBEIRO, Alessandro Costa. MODELO DE RECONHECIMENTO DE PADRÕES EM IDEIAS USANDO TÉCNICAS DE DESCOBERTA DE CONHECIMENTO EM TEXTOS. Dissertação, 2018.

O processo de inovação impulsiona as organizações a se desenvolverem rapidamente e/ou sobreviverem no mercado altamente competitivo. Como primeira etapa deste processo tem-se o Front End da Inovação (FEI) que compreende a criação de ideias, identificação de oportunidades, seleção e análise destas. Trata-se de uma etapa importante no processo como um todo, de forma que pode representar o sucesso ou fracasso das organizações. Para apoiar a gestão de ideias no Front End, há uma crescente utilização de Sistemas de Gestão de Ideias, os quais buscam, organizar, coletar, enriquecer, avaliar e selecionar ideias. Contudo, ao considerar as incertezas que circundam essa etapa e a quantidade de informações não estruturadas, são indispensáveis métodos, técnicas e ferramentas para os Sistemas de Gestão de Ideias no auxílio ao ciclo de vida das ideias dentro das organizações. Desta maneira, esta dissertação possui como objetivo propor um modelo de reconhecimento de padrões em ideias amparado por técnicas de descoberta de conhecimento em texto. Para demonstração de viabilidade do modelo proposto, foi desenvolvido um protótipo para apoiar as fases de criação, enriquecimento, seleção e avaliação das ideias, e este protótipo foi aplicado no cenário da iniciativa do Senado Federal chamada de Ideia Legislativa. A partir da aplicação do modelo, identificou-se como resultado por meio da métrica do cosseno, que há um grande de número de ideias semelhantes concorrendo entre si; já por meio da classificação das ideias por temáticas pré-estabelecidas com o algoritmo de Naive Bayes, evidenciou-se que esta técnica probabilística auxilia na classificação de ideias que podem pertencer a mais de uma classe. De modo que reconhecer padrões em ideias, dados não estruturados, em busca de gerar clusters auxilia no processo de gestão desta etapa tão importante e ao incorporar as atividades do modelo no ciclo de vida das ideias, visa-se criar ideias mais robustas com a formação de redes entre colaboradores e também facilitar o trabalho dos especialistas de domínio quanto a aprovação e classificação destas ideias.

Link para download: Alessandro Costa Ribeiro

CAMPOS, Paula Assumpção. DADOS ABERTOS GOVERNAMENTAIS: DESAFIOS NA PUBLICAÇÃO. Dissertação, 2018.

No contexto de governo aberto, dados abertos representam um fator de êxito para o desenvolvimento de políticas públicas, para transparência e para o próprio serviço público. O último relatório anual da Open Government Partnership (OGP) sobre desempenho dos compromissos assumidos pelo Brasil para governo aberto, publicado em 2017, identificou que o nível de colaboração entre governo e sociedade civil melhorou. Porém, há a necessidade de compromissos mais ambiciosos que abordem prioridades nacionais, como a luta contra a corrupção. O relatório ainda complementa que a maioria dos compromissos realizados não foram transformadores, requerendo aperfeiçoamentos para que a opacidade da gestão pública seja cada vez menor. Verifica-se que no setor público estadual existem aspectos internos e externos que impedem a publicação de dados abertos. O tema da pesquisa possui como motivação a caracterização dos problemas na publicação de dados abertos governamentais estaduais a partir de diferentes aspectos sobre dados abertos. Foram delimitados sete aspectos sobre dados abertos governamentais. A pesquisa possui natureza aplicada e de abordagem quantitativa, com análises sobre questões abertas, sendo classificada como descritiva e exploratória. Adotou-se o procedimento metodológico por estudo de campo, fazendo-se uso de questionário. A escolha das instituições para aplicação do questionário se deu de forma intencional, tendo como princípio a esfera estadual, duas instituições presentes em Santa Catarina e uma no Rio de Janeiro. Na análise dos resultados obtidos, a educação surgiu como chave-mestra para soluções de problemáticas percebidas, seja através de programas de capacitação mais técnicos e operacionais, seja por meio de programas voltados para o real entendimento do significado de dados abertos governamentais e da forma como estes podem atuar positivamente em prol das instituições e da comunidade que os produz e os consome.

Link para download: Paula Assumpção Campos

COUTO, Rogéria Moreira. GOVERNANÇA NAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR: ANÁLISE DOS MECANISMOS DE GOVERNANÇA NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA À LUZ DO MODELO MULTILEVEL GOVERNANCE. Dissertação, 2018.

A presente pesquisa tem como objetivo analisar os mecanismos de governança na Universidade Federal de Santa Catarina à luz do modelo multilevel governance. Para alcançar esse objetivo foi necessário analisar as características dos diferentes modelos de governança, descrever o modelo de governança utilizado na UFSC, verificar a existência de mecanismos multilevel governance na gestão da Universidade estudada e, por fim, sistematizar e analisar os elementos e mecanismos principais que caracterizam as práticas da multilevel governance. Quanto aos procedimentos metodológicos, foi executada uma pesquisa documental, bibliográfica e de campo, cuja a unidade de observação foi a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Por meio da investigação bibliográfica realizada, observou-se que, no Brasil, estudos sobre a adoção de práticas de governança nas universidades são recentes e pouco significativos. A literatura pesquisada despontou no campo internacional, mas ainda assim, incipiente, justificando, na perspectiva acadêmica, o esforço empreendido para analisar a realidade das universidades públicas brasileiras à luz dos modelos de governança, principalmente pelo atual cenário de mudanças e desafios estruturais. Quanto à dimensão de análise do constructo multilevel governance, a grande maioria dos estudos identificados trata de sua aplicação em questões territoriais e ambientais. Particularmente no Brasil, não há estudos sobre a aplicabilidade da Multilevel Governance no âmbito universitário, o que corrobora o ineditismo deste estudo. A etapa de campo desta pesquisa, caracteriza-se por um estudo de caso, tendo como fonte de informações as entrevistas semiestruturadas realizadas com os gestores envolvidos no processo de desenvolvimento das políticas institucionais e na implementação de estratégias na UFSC. A pesquisa revelou que a Universidade já dispõem de alguns mecanismos de governança. A maioria dos gestores demonstrou que a prática existe, porém de forma não institucionalizada. Ficou evidente, no entanto, a partir dos resultados obtidos, que foram encontrados instrumentos que se referem às práticas da multilevel governance. Entretanto, em relação ao que se pretende obter na implantação de um sistema de governança compartilhada na instituição, esses instrumentos encontram-se em estágio inicial, uma vez que, apesar da reconhecida importância acerca da governança na gestão da UFSC, a discussão sobre sua evolução ainda é limitada e suas práticas ainda não estão efetivamente internalizadas pela organização.

Link para download: Rogéria M Couto

ALVAREZ, Guilherme Martins. ANÁLISE DE AGRUPAMENTOS E MINERAÇÃO DE OPINIÃO COMO SUPORTE À GESTÃO DE IDEIAS. Dissertação, 2018.

A capacidade de gerar inovações tem se estabelecido como um diferencial para o sucesso, crescimento e prosperidade das organizações. Defronte da competitividade e disputa por espaço de mercado, a capacidade de identificar ideias inovadoras tanto internamente, quanto externamente à organização, tornou-se um fator fundamental para preservar a organização no mercado. Neste sentido, a área de Gestão de Ideias compreende essa necessidade, sendo considerada o processo de coleta, análise e seleção de ideias para desenvolver produtos, serviços ou processos inovadores, ou para aprimorar os já existentes. Porém, as organizações enfrentam desafios na avaliação do grande número de ideias submetidas e seleção de ideias que possam gerar satisfação aos clientes e rentabilidade à organização. Além disso, muitas organizações não possuem métodos para avaliar as ideias submetidas e sofrem de falta de mão-de-obra especializada para realizar essa tarefa. A partir disto, este trabalho propõe um método baseado em Mineração de Opinião e na Análise de Agrupamentos como suporte à Gestão de Ideias, objetivando auxiliar o processo de análise e seleção de ideias inovadoras. Com o intuito de demonstrar a viabilidade do método proposto, foi desenvolvido um protótipo para suportar as fases de indexação, extração, polarização, agrupamento e avaliação de ideias. O protótipo foi aplicado em quatro cenários de estudo utilizando ideias coletadas na comunidade de Gestão de Ideias Ubuntu Brainstorm®. A partir da aplicação do protótipo verificou-se que agrupamentos de ideias essencialmente positivas possuem uma tendência maior a serem selecionados para implementação. Por fim, destaca-se que o método proposto neste trabalho através da integração entre as áreas de Mineração de Opinião e Análise de Agrupamentos demonstrou-se capaz de auxiliar na tomada de decisão contribuindo para o processo de análise e agrupamento de quais ideias deveriam ou não serem implementadas.

Link para download: Guilherme Alvarez

KRAEMER, Rodrigo. MODELO DE MATURIDADE DO SISTEMA DE EDUCAÇÃO CORPORATIVA. Dissertação, 2018.

A pressão para o desenvolvimento de pessoas tem se intensificado e as organizações têm investido em atividades de treinamento, desenvolvimento e educação em uma taxa crescente. Unidades organizacionais dedicadas foram criadas e evoluíram de meros departamentos de treinamento para instrumentos de transferência integrada de conhecimento, intercâmbio e inovação, tanto intra quanto entre organizações. As atividades educacionais no contexto organizacional, que chamamos de Sistemas de Educação Corporativa, podem ser configuradas por diferentes visões e apresentar diferentes estágios de evolução. Identificar a maturidade do estágio que se encontra pode auxiliar e orientar os gestores para futuras melhorias. Modelos de maturidade existem para diferentes domínios mas para as atividades educacionais no contexto organizacional, seu desenvolvimento ainda é incipiente. Com o objetivo de elaborar um modelo de avaliação de maturidade do Sistema de Educação Corporativa com foco na visão de aprendizagem em rede, foram analisados alguns modelos e apresentado um framework para a sua construção. Uma análise da literatura propiciou uma descrição de cada estágio – Departamento de Treinamento, E-Learning, Educação Corporativa, Universidade Corporativa, Stakeholder University e Universidade Corporativa em Rede – além da descoberta de três visões distintas, que guiam a implementação e funcionamento dessas unidades – Treinamento, Alinhamento Estratégico e Aprendizagem em Rede. O modelo possui cinco níveis de maturidade – não iniciado, iniciado, em andamento, prontidão e maduro – que permitem classificar a maturidade de cada estágio. Foi desenvolvida uma ferramenta de avaliação autoaplicável e o modelo foi implementado em uma organização. Como contribuição teórica temos a descrição dos estágios e uma nova classificação – as Visões do Sistema de Educação Corporativa. Como contribuição prática, o instrumento disponibilizado permite um diagnóstico simples e rápido.

Link para download: Rodrigo Kraemer

LIRA, Cristiane da Silva Coimbra. A TECNOLOGIA DIGITAL COMO FERRAMENTA PARA INOVAÇÃO SOCIAL, NO CONTEXTO DE UMA ORGANIZAÇÃO PARA IMPACTO SOCIAL. Dissertação, 2018.

Os temas relacionados a inovação social e tecnologia digital têm despertado, nas últimas décadas, a atenção de pesquisadores nas mais diversas áreas de conhecimento no Brasil e no mundo. Tais inovações têm como objetivo a busca por alternativas e soluções para questões sociais e ambientais. Esta pesquisa analisa a tecnologia digital como ferramenta para inovação social, no contexto da Social Good Brasil, uma organização localizada na cidade de Florianópolis. Esta é uma organização com iniciativas que apoiam e conectam indivíduos e organizações para o uso da tecnologia contribuir com a solução de problemas da sociedade. Trata-se de um programa atuante no apoio a empreendedores para desenhar e validar ideias que usam tecnologias para impacto social. Para tanto, esta pesquisa caracteriza-se como qualitativa, adotando-se como método o estudo de caso, com coletas dados, documentos e seleção. Na fundamentação teórica buscou-se os pressupostos referentes à inovação social e ao uso da tecnologia digital, como o uso das TIC, redes online e outras ferramentas digitais para apoiar e/ou habilitar a inovação social, cujos objetivos são a promoção da mudança social. Identificou-se as tecnologias utilizadas nas práticas de inovação social na literatura, com uma revisão em bases de dados, para em seguida descrever o uso das tecnologias digitais e verificar as relações de redes de inovação na organização em estudo. Verificou-se uma intensa utilização da tecnologia digital utilizadas para solucionar problemas urgentes da sociedade, como novas mídias e redes de colaboração e disseminação desse conhecimento. Pode-se verificar, ainda, as tecnologias atuais que estão sendo implementadas na SGB para resolução de problemas sociais como: utilização de redes sociais e aplicativos para smartphone (WhatsApp, Facebook. por exemplo), desenvolvimento de hardware e software, realidade virtual, inteligência artificial, big data, criando redes online de pessoas e conhecimento.

Link para download: Cristiane da Silva Coimbra Lira

MARTINS, Pablo Procópio. IDENTIFICAÇÃO DE FERRAMENTAS E TÉCNICAS DA GESTÃO DO CONHECIMENTO PARA A PROMOÇÃO DO SUCESSO DE PROJETOS DE GOVERNO ELETRÔNICO. Dissertação, 2018.

As discussões sobre a implementação de projetos de governo eletrônico reportam muitos casos de insucesso, principalmente, em países em desenvolvimento. Nestes projetos, encontram-se atores com interesses diversos e diferentes visões de mundo. Em geral, esse contexto é pesquisado pela ótica ou dos cidadãos ou dos entes públicos e assim, poucos trabalhos buscam o viés da equipe de desenvolvimento, encarregada pelo projeto. Este trabalho busca identificar ferramentas e técnicas da Gestão do Conhecimento para apoiar o desenvolvimento e a operação de projetos de governo eletrônico. Utilizou-se de uma pesquisa qualitativa com duas fases distintas: a primeira buscou relacionar e identificar os fatores críticos de sucesso para projetos de e-gov na literatura e na perspectiva dos líderes de projetos desta natureza. Já, a segunda etapa, buscou identificar e relacionar ferramentas e técnicas de gestão do conhecimento com os fatores críticos de sucesso de projetos e-gov na literatura e junto aos líderes de projetos. Os dados desta pesquisa, no primeiro momento de cada fase, foram obtidos por meio de revisões sistemáticas em bases de dados científicas. Já, na segunda parte de cada fase, foram utilizadas entrevistas semiestruturadas com dez líderes de implementação de projetos de uma organização com notório reconhecimento no mercado da justiça brasileira. Os dados foram colhidos entre os meses de setembro e novembro de 2016, transcritos e analisados na perspectiva da análise de conteúdo. Na primeira parte foram avaliados 66 artigos sobre a temática delineada e em conjunto da visão dos líderes, verificou-se como principais FCS: aspectos de liderança, recursos humanos e financeiros, gestão da mudança e gestão da informação e do conhecimento. Este último aspecto foi analisado em mais detalhes, na última sessão, quando foram apresentadas as ferramentas e técnicas de GC mais aderentes a projetos de e-gov. Ao analisar de 35 artigos e das entrevistas com os líderes, explicitou-se como ferramentas e técnicas de GC viáveis para essa temática desenvolvidas: Comunidades de Prática, Sistemas de Conhecimento, Portais de Conhecimento e a confecção de Melhores Práticas. Emergem como temas para pesquisas futuras a construção de um modelo para temática desenvolvida, que englobe construtos em ascenção na literatura, como: o Novo Serviço Público e Commons Digital.

Link para download: Pablo Procópio Martins

CESCA, Renato. MODELO DE REPOSITÓRIO INSTITUCIONAL COM SUPORTE A WEB SEMÂNTICA E REDE SOCIAL. Dissertação, 2018.

Repositórios institucionais podem ser implementados no âmbito de uma universidade para possibilitar o armazenamento e a preservação de seu material acadêmico, uma das principais formas de manifestação do conhecimento em tais instituições. Entretanto, é possível encontrar na literatura dois problemas referentes à sua implantação: baixos níveis de utilização e fragilidade semântica dos dados. Com isso, o presente trabalho busca criar um modelo de repositório institucional com suporte a funcionalidades de redes sociais, com o intuito de atrair o interesse dos usuários. Tal modelo é elaborado na forma de uma ontologia – nomeada SIRonto – implementada na linguagem OWL. Dessa forma, ela pode ser publicada em uma base RDF aberta, possibilitando seu compartilhamento e reuso no contexto da web semântica. Por fim, este trabalho propõe e relata o desenvolvimento de uma aplicação web construída com base na ontologia SIRonto, como forma de prototipação e exemplificação do uso da ontologia em um sistema web de repositório institucional. Considera-se que o trabalho cumpriu com êxito o que se propôs a fazer, uma vez que os objetivos traçados foram alcançados. Espera-se que o modelo seja reutilizado e compartilhado, de modo a reforçar o panorama dos repositórios institucionais.

Link para download: Renato Cesca