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SCHNEIDER, Viviane. A Coerência dos Símbolos que Unem Agentes em Contextos Sociotécnicos de Coprodução. Tese, 2019.

O conhecimento coletivo é um conjunto de crenças que formam as culturas, os regramentos, e que reúne todo o espectro simbólico humano. Em contextos sociotécnicos (intensivos em conhecimento e tecnologias), esses símbolos formam um terreno comum de interações que visam coproduzir bens comuns. Contudo, quando pessoas com discordâncias de crenças são colocadas juntas para coproduzir bens comuns, podem surgir diversas barreiras que obscurecem o conhecimento coletivo, como a assimetria de informação, o viés de informação e a falta ou excesso de confiança entre os pares (Conjunto Eclipse). Tendo em vista minimizar esses problemas e tornar o conhecimento coletivo acessível para todos os agentes (humanos, máquinas ou ambos), estabeleceu-se nesta tese uma abordagem de pesquisa a partir do método dedutivo, o qual parte das seguintes premissas para formar uma conclusão: (premissa 1) as pessoas unem-se para coproduzir bens comuns porque acreditam em entidades simbólicas coerentes com suas crenças; (premissa 2) a Web Pragmática apoia a negociação de entidades simbólicas comuns ao apresentar métodos e técnicas para a coprodução de significados e de valores entre agentes humanos e artificiais; (conclusão) símbolos descritos a partir de métodos e técnicas da Web Pragmática unem agentes na coprodução de um bem comum em contextos sociotécnicos. Com base nessas premissas, estabeleceu-se a seguinte questão de pesquisa: “Como representar a coerência de símbolos que unem agentes em contextos sociotécnicos de coprodução?” Para responder a essa questão, esta tese apresenta um metamodelo fundamentado na Web Pragmática e na teoria da Linguística Sistêmico-Funcional (LSF). O objetivo do metamodelo é representar e verificar a coerência contextual dos elementos simbólicos de um terreno comum em contextos sociotécnicos, por meio de quatro dimensões: a referencialidade, a receptividade, o senso de unidade e a prescritividade. Os instrumentos utilizados para representar essas dimensões são métricas calculadas a partir de dados coletados com o apoio de uma arquitetura de metadados, modelada em três contextos: o referencial, o situacional e o contexto de representação. Para verificar a consistência do metamodelo, foram realizados experimentos em ambientes diversos que buscaram testar potenciais adaptações das métricas bem como verificar a consistência estrutural dos artefatos desenvolvidos. O método de verificação da consistência do metamodelo comparou os resultados da aplicação da arquitetura e métricas no tocante à percepção dos membros de um arranjo coprodutivo sociotécnico. Em uma escala de 0 (inconsistente) até 1 (consistente), no experimento realizado nesta tese obteve-se o resultado 0,860134289, valor que fornece indícios de consistência do metamodelo e demonstra que esta tese possui contribuições científicas para a ampliação de referenciais simbólicos coerentes, os quais promovem a unificação de objetivos e ações, de agentes humanos e artificiais, em contextos sociotécnicos de coprodução.

Palavras-chave: Coprodução. Agentes. Símbolos. Contextos Sociotécnicos. Coerência. Web Pragmática.

Link para download: Viviane Schneider.

AGUIAR, Ranieri Roberth Silva de. Modelo Teórico de Cultura para Inovação Social nas Organizações. Tese, 2019.

A inovação social tornou-se um dos campos de estudo mais prospectivos por atores que buscam inovar com base no paradigma social. Diversos são os seus segmentos de atuação, que vão desde organizações empreendedoras e agências de inovação até ações governamentais, cujo caráter inovador compreende estratégias, processos, ferramentas e cultura. Dentre as suas finalidades, está a sustentabilidade de comunidades, as quais se tornam protagonistas no processo de inclusão e desenvolvimento na busca de soluções eficientes e justas para os mais diversos desafios propostos. Na literatura, encontramos a inovação social sendo abordada em duas perspectivas: a institucional e a estrutural. Na institucional, é vista como resultado das trocas e aplicações de conhecimentos e recursos entre atores mobilizados por meio de atividades legitimadas pelo interesse social. Na estrutural, é criada como uma força transformadora pela inter-relação entre os agentes, estruturas institucionais e sistemas sociais. A presente pesquisa centra-se na perspectiva institucional, a partir das organizações e seus sujeitos. Assim, este estudo busca propor um modelo teórico de cultura para a inovação social nas organizações, compreendendo o caráter sistêmico da cultura organizacional e como ela pode influenciar na construção de modelos teóricos de cultura para a inovação social. Com vistas à construção do modelo, esta investigação parte de um estudo qualitativo de abordagem teórica sobre cultura organizacional, inovação social, teoria de modelos culturais e complexidade. Na segunda parte, buscou-se, a verificação do modelo proposto em grupos focais com especialistas de inovação social. Como resultado, apresenta-se um modelo teórico de cultura para a inovação social nas organizações e espera-se que sirva para auxiliá-las a desenvolver no ambiente intraorganizacional uma cultura para inovação social.

Palavras-chave: Inovação Social. Cultura Organizacional. Modelos Teóricos.

Link para download: Ranieri Roberth Silva de Aguiar.

MEZZAROBA, Mariana Pessini. Framework para Avaliação de Portais do Poder Judiciário Brasileiro a Partir de Mecanismos de Gestão do Conhecimento. Tese, 2019.

Esta tese pretende abordar a utilização das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) por parte de órgãos da Administração Pública brasileira, especificamente no Poder Judiciário e seus Tribunais de Justiça estaduais, associada a conceitos de Gestão do Conhecimento (GC) e de Governo Eletrônico (e-Gov).  O e-Gov é uma forma de gestão de informações e serviços realizada por instituições e órgãos governamentais fomentada pelas TIC, que necessita de monitoramento nas formas de implantação e em seu aprimoramento. Uma das formas de entrega é a disponibilização de portais na internet que oferecem informações e serviços específicos por instituição. A Gestão do Conhecimento apresenta mecanismos e práticas elencadas às tecnologias que podem colaborar para a disponibilização de portais baseado em GC e assim, contribuir na ampliação do conhecimento de seus usuários. Este trabalho tem como objetivo elaborar um framework que servirá para verificar de que forma os portais do Poder Judiciário brasileiro estão contribuindo para a ampliação do conhecimento de seus usuários (neste caso, os cidadãos) a partir da análise de recursos associados a três mecanismos de Gestão do Conhecimento: Acesso, Criação e Transferência de Conhecimento. Através de Revisão Sistemática de Literatura, de estudo exploratório, descritivo, qualitativo e aplicado elaborou-se um framework para avaliar os portais do Judiciário a partir de mecanismos de GC. Para a elaboração do framework foram levantados uma série de itens, além disso, foi realizada uma associação de conceitos entre os mecanismos de GC e os estágios evolutivos de e-Gov visando identificar quais estágios são suportados por estes mecanismos. Esta etapa contou com a análise de especialistas para verificação. Após, foi realizada a aplicação do framework nos portais dos 27 Tribunais de Justiça estaduais, incluindo o do Distrito Federal e Territórios para avaliar os mecanismos de GC presentes nestes portais por meio de uma análise quantitativa simples. Os resultados apontam que alguns portais são falhos em mecanismos que propiciem Acesso ao Conhecimento (pelo usuário), principalmente por não disponibilizar ferramentas de acessibilidade e busca. A Criação de Conhecimento (que ocorre por parte das organizações) é realizada adquirindo informações de contato e recebendo, por canais próprios, dúvidas, elogios, críticas ou sugestões sendo utilizada por grande parte dos portais analisados, porém, através desta pesquisa não se pôde avaliar como estes comentários são recebidos e trabalhados pela equipe responsável pelos portais. A Transferência de Conhecimento (da organização para o usuário e entre os usuários) ocorre de forma muito primitiva nos portais analisados, que ainda precisam investir em ferramentas de compartilhamento e interação entre a organização e seus usuários, bem como de interação e colaboração entre os usuários.

Palavras-chave: Governo Eletrônico. Avaliação de Portais. Mecanismos de Gestão do Conhecimento. Poder Judiciário brasileiro.

Link para download: Mariana Pessini Mezzaroba.

GARBUIO, Maria Emília Martins da Silva. Espaços Públicos Humanizados e Sustentáveis: Cocriação e Consolidação de um Framework para Cidades Costeiras Turísticas, sob a Perspectiva do European Smart Cities Model. Tese, 2019.

O crescimento urbano e o adensamento populacional ocorridos nas últimas décadas no planeta têm repercutido notadamente na insustentabilidade das cidades de todos os países do globo. Este problema traz consigo inúmeros aspectos que requerem a atenção da sociedade, incluídos cientistas e gestores. Um deles está sob o foco da dignidade humana, do bem-estar das pessoas e da insustentabilidade dos subsistemas que compõem uma cidade, a exemplo da mobilidade urbana e da escassez de recursos hídricos. Na atual hegemonia do desenvolvimento econômico, político e sustentável do século XXI, estas questões já são compreendidas como desafios globais, junto ao aquecimento global e os diversos impactos antrópicos sobre o meio ambiente. As mudanças climáticas cada vez mais evidentes, os paradoxos da tecnologia, a alienação dos indivíduos, a solidão e os graves problemas de saúde física e psíquicas devido ao estilo de vida “urbano” têm sido temas de relevância para discutir o futuro das cidades sob o prisma do conceito das “cidades humanas, sustentáveis e inteligentes”, também nomeadas de “smart cities”. Dado esse contexto, a tese propõe a cocriação e consolidação de um framework nomeado “Humanização, Uso e Gestão sustentável dos Espaços Públicos” (HUGEP) com vistas à sua implementação em cidades costeiras turísticas, por meio de desdobramentos. A pesquisa se fundamenta no paradigma interpretativista com predominância da abordagem qualitativa. Adotou-se o estudo de caso nas cidades costeiras turísticas do Sul do Brasil – Torres (Rio Grande do Sul), Balneário Camboriú (Santa Catarina) e Guaratuba (Paraná) como pressupostos para a observação espontânea de seus espaços públicos que, por sua vez, subsidiou a construção do framework HUGEP. A técnica de entrevista semiestruturada com atores relevantes das cidades citadas e, a observação espontânea dos espaços de permanência e deslocamento fizeram parte dos métodos. A análise e interpretação dos dados qualitativos foram realizadas por meio do Discurso do Sujeito Coletivo (DSC), que assegura a essência do pensamento e conhecimento cognitivo. A revisão integrativa de literatura constituiu a base teórica de toda a pesquisa, cujo referencial basilar está amparado pelos estudos de Jane Jacobs, Jan Gehl, Carlos Leite, Peter Senge e Fritjof Capra, além de outros renomados cientistas e pensadores. O modelo conceitual adotado para o desenvolvimento do framework foi o European Smart Cities Model – referência pela Universidade Tecnológica de Viena – Áustria. Finalmente, espera-se que, a partir do framework HUGEP, como modelo de referência para subsidiar a tomada de decisões no planejamento da urbe, as cidades possam promover uma gestão humanizada e sustentável de seus espaços públicos de deslocamento e permanência, especialmente na formulação de políticas públicas sob o contexto outrora apresentado, em um escopo multidisciplinar.

Palavras-chave: Humanismo. Turismo. Cidades costeiras. Espaços públicos. Transdisciplinaridade. Estratégia.

Link para download: Maria Emília Martins da Silva Garbuio.

CASAES, Júlio César Costa.Governança de Dados Abertos Governamentais: Framework Conceitual para as Universidades Federais, Baseado em uma Visão Sistêmica. Tese, 2019.

O framework conceitual da Governança dos Dados Abertos Governamentais (GDAG) trata das políticas, dos procedimentos, das partes interessadas e dos instrumentos de monitoramento e controle dos dados das universidades federais a serem abertos. A abertura de dados é um assunto recente e uma tendência mundial. A busca pela transparência e participação cidadã são os principais motivadores deste movimento. O Brasil pretende que o cidadão deixe de ser consumidor de informação – Governo Eletrônico (e-Gov), e passe a ser um parceiro na formulação das políticas públicas – Governança Eletrônica (e-Governance). Para a quebra desse paradigma existem muitas barreiras a serem superadas e o uso de tecnologia é um importante agente catalisador que permite ao cidadão coletar e transformar os dados abertos governamentais (DAG) em informação e, consequentemente, em conhecimento. No entanto muitos órgãos do Governo Federal, principalmente as universidades federais (UF), não conseguem extrair e disponibilizar o real valor dos seus dados para a sociedade. Neste sentido, a tese apresenta um framework conceitual da GDAG aplicado às UF, baseada em uma visão sistêmica. Inicialmente realizou-se um raciocínio dedutivo onde emergiu o framework conceitual preliminar da GDAG, posteriormente foi utilizado o raciocínio indutivo para verificação do framework. A pesquisa foi realizada junto as UF, por meio de entrevistas semiestruturadas, para construção do framework conceitual e validado sua aplicação com especialistas em DAG na área do Governo Federal. Como principais resultados foi possível identificar a composição, o ambiente, a estrutura e os mecanismos que envolvem a GDAG, sendo que são 19 os mecanismos identificados e distribuídos em quatro dimensões: Diretrizes Estratégicas; Agentes; Processos; e Monitoramento e Controle. Espera-se que o framework conceitual proposto venha a ser um ponto de referência para pesquisas futuras sobre DAG e permita que, não somente, as UF, mas também outros órgãos do Governo Federal possam implementar os mecanismos da GDAG mais adequados as suas realidades.

Palavras-chave: Dados Abertos. Dados Abertos Governamentais; Governança. Governança de Dados; Governança de Dados Abertos Governamentais.

Link para download: Júlio César Costa Casaes.

DIANA, Juliana Bordinhão. Möbius: um modelo para Polos EaD. Tese, 2019.

A Educação a Distância (EaD) é uma modalidade educacional que vem sendo utilizada como uma forma significativa para ampliar a oportunidade de acesso ao ensino superior. Entre as boas práticas da EaD, destaca-se o Polo como ambiente de aprendizagem que concretiza a mediação pedagógica aos estudantes e, como resultado contribui com o desenvolvimento da sociedade do conhecimento. O objetivo desta pesquisa é propor um modelo teórico-conceitual para que o Polo EaD seja um ambiente de aprendizagem para a sociedade do conhecimento. Esta pesquisa está desenvolvida em uma abordagem científica, exploratória-descritiva, considerando sua natureza teórico-prática. Foi utilizado o método de análise qualiquantitativo. Os procedimentos iniciais englobaram uma busca sistemática da literatura e em documentos oficiais da área e benchmarking. Os resultados dessa análise de dados evidenciam que o Polo é uma prática da EaD que se integra à sociedade do conhecimento. A identificação da convergência entre os Polos EaD e a sociedade do conhecimento permitiu a definição das assertivas para a construção do modelo proposto ao final deste estudo. O modelo teórico-conceitual de Polo EaD como ambiente de aprendizagem para a sociedade do conhecimento visa à ampliação da participação dos Polos na formação do indivíduo e seu entorno no sentido de transcender o atendimento ao estudante e de se tornar um ambiente para integração de práticas educacionais na sociedade do conhecimento. A partir da aplicação do instrumento de conformação, permitiu-se a construção do Möbius: um modelo para Polos EaD, cuja configuração contempla a convergência e interação entre o Polo EaD e a sociedade do conhecimento. Para tal, considera-se este um ambiente potencializador da aprendizagem a partir da conexão de suas nove categorias – desenvolvimento, infraestrutura, pessoas, processos, aprendizagem, conhecimento, competências, comunicação e tecnologias. Conclui-se que este modelo reflete o Polo EaD como um ambiente potencializador da aprendizagem para a sociedade do conhecimento a partir dos elementos que os compõe.

Palavras-chaves: Polo. Educação a distância. Ambiente de aprendizagem. Sociedade do conhecimento.

Link para download: Juliana Bordinhão Diana

NASCIMENTO, Heluiza Ormelez de Almeida. Acessibilidade e Usabilidade em Plataformas MOOC: Indicadores de Boas Práticas. Dissertação, 2019.

A evolução das Tecnologias de Comunicação Digital (TCD) no mundo da educação tem tentado acompanhar as transformações que ocorrem também no trabalho e no entretenimento. Um exemplo é a expansão das plataformas MOOCs, como uma outra oportunidade de formação e capacitação para a aprendizagem online. O caráter massivo e aberto destes cursos tem ganho cada vez mais adeptos e melhor qualidade na oferta desse modo de disseminação do conhecimento. As plataformas MOOCs alimentam a intenção de ofertar condições de acesso universalizado, a todas as pessoas independente de condições motoras, físicas, cognitivas e tecnológicas. O objetivo deste estudo é analisar os fatores de acessibilidade e usabilidade que facilitem a efetividade no uso desses recursos configurando-se como boas práticas. Este é um estudo de cunho mais teórico que prático, baseado na revisão de literatura. Além de uma revisão de literatura, traz um reconhecimento de diferentes plataformas MOOCs, buscando identificar e associar os fatores de usabilidade e acessibilidade como garantia de boas práticas. Como resultado apresenta-se um quadro destacando-se as fontes e os indicadores recomendados para uma boa prática baseados nos fatores de usabilidade e acessibilidade. Esta é uma contribuição para com a expansão do uso desse recurso para qualquer pessoa que queira realizar um curso regular e certificado ou aquela que se limita e acessar um conhecimento desejado, em um determinado momento de desafio. Sugere continuidade a aprofundamento em novos temas como validar estes indicadores, desenvolver, aprimorar ou avaliar plataformas MOOCs.

Palavras-chave: MOOCs, usabilidade, acessibilidade.

Link para download: Heluiza Ormelez de Almeida Nascimento.

CUNHA, Rodrigo Rafael. Rankings e Indicadores para Smart Cities: uma proposta de cidades inteligentes autopoiéticas. Dissertação, 2019.

As Cidades Inteligentes apresentam-se como alternativas para o processo de transformação política, econômica, social e ambiental. A Cidade Inteligente adota uma abordagem sistêmica e dinâmica por meio do uso da tecnologia, mas com foco nas pessoas. Mercado e academia produziram diversos conceitos de Cidades Inteligentes, o que acarreta em certa ambiguidade e na falta de clareza do que é uma Cidade Inteligente e quais as características que as diferem das demais. Foram analisadas várias definições de cidades inteligentes presentes na literatura, resultando em um conceito que busca sintetizar os demais. Os rankings de Cidades Inteligentes pretendem verificar quais Cidades/Municípios estão se destacando dos demais em diversas dimensões, fatores ou áreas temáticas. Para tal, é necessário que os indicadores escolhidos sejam relevantes para que o retrato da Cidade seja o mais próximo da realidade. Foram analisados 10 rankings de Cidades Inteligentes ao redor do mundo, cada um com suas especificidades e metodologia próprias de coleta de dados e de apresentação dos resultados. Por se tratar de uma realidade dinâmica e de uma grande quantidade de dados e diversidade de áreas de conhecimento envolvidas, foi proposta a utilização do conceito da Autopoiese Urbana para tratar de indicadores para Cidades Inteligentes com a abordagem sistêmica de Maturana e Varela, resultando na criação de um modelo de Cidade Inteligente Autopoiética baseada em elementos do corpo humano.

Palavras-chave: Cidades Inteligentes. Rankings. Indicadores. Autopoiese Urbana. Cidade Inteligente Autopoiética.

Link para download: Rodrigo Rafael Cunha.

SOUZA, Rayse Kiane de. Compartilhamento de Conhecimento por Grupos de Pesquisa: mídias, utilização e potencialidades. Dissertação, 2019.

A área de Mídia do Conhecimento trabalha com: captura, armazenamento, seleção, sistematização, produção, resgate e distribuição do conhecimento. As mídias dependem de tecnologia, sejam ou não tecnologias específicas de informação e comunicação (TICs), para cumprir com eficiência suas funções. Por sua vez, especialmente pelo trabalho dos grupos de pesquisa científico-tecnológica, as universidades são instituições sociais que se beneficiam com a popularização e o barateamento de tecnologias específicas, como TICs, criando com isso mais possibilidades de desenvolver e compartilhar conhecimento. As mídias baseadas em TICs podem auxiliar universidades e outras instituições, reduzindo barreiras nas atividades de produção, decodificação e compartilhamento do conhecimento, inclusive alcançando uma maior parcela da sociedade. A partir dessas considerações, o objetivo da pesquisa realizada para este estudo foi analisar as mídias baseadas em tecnologias de informação e comunicação, que são utilizadas por grupos de pesquisa em Gestão do Conhecimento, considerando-se especialmente vantagens e potencialidades no compartilhamento do conhecimento com a sociedade. Primeiramente, em uma etapa exploratória, foram identificados na literatura métodos e técnicas de gestão do conhecimento baseados em TICs. Também, identificou-se mídias acessíveis e disponíveis no mercado, para o cumprimento de funções correlacionadas. Sem seguida, houve um mapeamento da utilização das mídias, com aplicação de questionário, envolvendo integrantes de 38 grupos de pesquisa em Gestão do Conhecimento. Para cada método ou técnica empregada nos grupos, foram verificadas as mídias mais utilizadas. Como resultado parcial, foi possível perceber a pouca adoção de soluções baseadas em TICs  no trabalho dos grupos pesquisados. Contudo, a mídia mais utilizada em cada método ou técnica foi selecionada e encaminhada para ser avaliada por especialistas. A fundamentação teórica foi especialmente composta com constructos das teorias Unified Theory of Acceptance and Use of Technology  e Unified Theory of Acceptance and Use of Technology  2 e NBR ISO/IEC 9126-1. Com base na teoria estudada e considerando-se os dados de utilização das mídias selecionadas, houve a construção de outro questionário, como instrumento de avaliação de potencialidade das mídias, para consulta aos especialistas. Em síntese, foram avaliadas as potencialidades de mediação, utilização e características essenciais, para o compartilhamento do conhecimento em grupos de pesquisa de Gestão do Conhecimento. A análise do processo de avaliação resultou na confirmação da pouca utilização de mídias por parte dos grupos de pesquisa, ressaltando como forma de conversão do conhecimento, a dependência da socialização (tácito para tácito), principalmente, por meio de encontros pessoais. Houve ainda percepção da carência de mecanismos no compartilhamento do conhecimento com a sociedade. A análise de potencialidade e características de mediação permitiu considerar que as mídias apresentam as características necessárias para sua utilização no ambiente organizacional e como recursos de  compartilhamento do conhecimento com a sociedade. Com os resultados do estudo, considera-se que houve o cumprimento dos objetivos propostos, cuja contribuição relevante é a apresentação do panorama de utilização das mídias em grupos de pesquisa de Gestão do Conhecimento, assinalando as mídias como recursos potenciais de compartilhamento na dinâmica interna dos grupos e na disseminação do conhecimento para a sociedade.

Palavras-chave: Compartilhamento de conhecimento. Conhecimento científico. Mídias do conhecimento.

Link para download: Rayse Kiane de Souza.

POTRICH, Lídia Neumann. Riscos da Perda de Conhecimento vinculado a Fatores Humanos em Empresas Intensivas em Conhecimento. Dissertação, 2019.

Para as organizações contemporâneas, os ativos intangíveis são recursos fundamentais à criação de valor e a garantia de vantagem competitiva sustentável. O conhecimento é fator determinante para o sucesso e sustentabilidade organizacional, especialmente para as organizações de tecnologia, caracterizadas como Intensivas em Conhecimento. Devido a mudança demográfica da força de trabalho, as empresas correm alguns riscos, como a perda de conhecimento. Pois profissionais com acúmulo de conhecimentos estão se aposentando, sendo substituídos por novos, mais suscetíveis a mudanças. Reter e captar estes profissionais é uma necessidade às organizações, as quais precisam atuar de forma proativa e preditiva, revendo sua postura frente estes novos desafios. Ou seja, mitigar a perda de conhecimento e gerenciar estas necessidades é fundamental para sobrevivência das mesmas. Desta forma, o objetivo desta pesquisa é compreender os riscos da perda de conhecimento para empresas de tecnologia, relacionado aos fatores humanos. Para tanto, realizou-se análise da literatura correspondente e, através de estudo de caso múltiplos, buscou-se identificar as causas da perda de conhecimento, classificar os impactos e apresentar as estratégias de mitigação. Os resultados indicam que, nas empresas de tecnologia estudadas, o principal fator gerador de perda de conhecimento é a rotatividade. Impactos no capital relacional, produtividade e fatores psicológicos – como estresse, pressão e segurança – foram identificados. Para tanto, as principais estratégias de mitigação à perda estão no fortalecimento do relacionamento interno, investimento em repositórios de conhecimento e, principalmente, na retenção de pessoas. A identificação destes impactos traz importantes benefícios às organizações de tecnologia, uma vez que os resultados indicam implicações ao capital relacional e estrutural das mesmas. Assim, mais estudos e correlações podem ser feitas, uma vez que alguns dos fatores apresentados são inevitáveis e nem todas as empresas mostraram-se estar atentas à esta problemática.

Palavras-chave: Perda de conhecimento; Fatores Humanos; Mitigação da Perda de Conhecimento; Empresas Intensivas em Conhecimento.

Link para download: Lídia Neumann Potrich.