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KUNTZ, Viviane Helena. A colaboração e inclusão de Cursos On-line Abertos e Massivos (MOOCs). Tese, 2019.

A tecnologia está em constante mudança para atender às demandas de necessidades informacionais. Esse avanço tem impacto direto na área educacional, principalmente quando se trata de aprendizagem on-line. Os Massive Open On-line Courses (MOOCs) surgem como um formato de inovação na Educação a Distância (EaD), com a proposta de serem on-line, abertos e massivos. Além disso, os MOOCs são cunhados a partir da teoria do conectivismo que, por meio de cMOOCs[1], visam propiciar um ambiente em que participantes sejam, além de aprendizes, produtores de conhecimento, de forma colaborativa, e compartilhando-o em rede. Tendo a característica de ser “aberto” e “massivo”, um MOOC tem, por compromisso, o de atender a sociedade do conhecimento, possibilitando acesso a todas as pessoas, independentemente de suas diferenças. Nesse cenário, torna-se essencial que cMOOCs possibilitem o compartilhamento do conhecimento de forma colaborativa e propicie a inclusão. No entanto, ao pesquisar pelas palavras-chaves: conhecimento, Massive Open On-line Courses, acessibilidade/inclusão e colaboração, identificou-se uma lacuna na teoria, dentro das bases de dados científicas selecionadas neste estudo (Periódicos CAPES, ScienceDirect, Scopus e Scielo). Nesse sentido, esta proposta tem por objetivo propor requisitos e especificações para facilitar a colaboração de forma inclusiva entre alunos em cMOOCs. Para tanto, tem-se como aporte teórico: “Aprendizagem na sociedade do conhecimento”; “MOOC como sistema colaborativo” e “Acessibilidade em MOOCs”. Esta pesquisa é de natureza qualitativa e exploratória quanto a abordagem do problema, e se utiliza de quatro etapas: descoberta, análises, verificação e requisitos e especificações. Na etapa de descoberta utilizou-se da Revisão Sistemática de Literatura (RSL) para aporte teórico e subsídio para a fase de análise (na escolha do MOOC Acessível e dos cMOOCs). Ainda nesta etapa, por meio de análise de documentos, buscou-se identificar o panorama dos dados nacionais de inclusão no Educação Superior, e em específico, na esfera privada. Na etapa de análises, por meio da observação, avaliou-se MOOC acessível e a colaboração em cMOOCs. Na etapa de verificação, por meio de um questionário on-line, verificou-se a participação e a experiência dos alunos em cursos on-line sob a ótica da colaboração e da inclusão, e com estes dados, posteriormente propôs-se um grupo focal para verificar dificuldades e necessidades dos alunos na prática de uma atividade colaborativa com o viés da inclusão. Em um terceiro momento, por meio de questionário on-line, buscou-se verificar dificuldades e necessidades de atividades colaborativas com o viés da inclusão sob a ótica do professor. Considerando-se a literatura pertinente, as análises de MOOC acessível e cMOOCs, bem como a compilação dos resultados com os alunos e professores, este trabalho possibilitou, conforme a etapa de requisitos e especificações, relacionados a definições, terminologia, design universal ou interface adaptativa, uso de ferramentas, sensibilização e socialização, comprometimento ou questão cultural e engajamento. Além de detalhar as dificuldades encontradas, propôs-se como desdobramento futuro, uma etapa de experimentação, levando em consideração requisitos e especificações para facilitar a colaboração de forma inclusiva entre alunos em cMOOCs.

Palavras-chave: sociedade do conhecimento, Cursos On-line Abertos e Massivos (MOOCs), inclusão e colaboração.

Link para download: Viviane Helena Kuntz.

NEVES, Maria Lúcia Corrêa. Modelo de Desenvolvimento da Capacidade de Criar Valor Compartilhado, Com Base na Mudança da Qualidade do Capital Intelectual Criado e Incorporado. Tese, 2019.

Esta pesquisa tem como objetivo principal, avançar o conhecimento teórico sobre as relações entre os construtos ‘criação de valor compartilhado’ e ‘capital intelectual’, por meio do delineamento de um modelo. Partiu-se da constatação de que as organizações mais tradicionais, (com ou sem fins lucrativos) experimentam uma crise derivada, principalmente, do atrofiamento da capacidade de criar valor, movimento que fragilizou a reputação, o desempenho de longo prazo e a capacidade de inovação (capacidade de criar e incorporar capital intelectual) destes agentes sociais. Nesta direção, esta tese integra o conjunto de pesquisas que busca identificar alternativas para o futuro das organizações. Especificamente, o estudo investiga as características do capital intelectual capazes de assegurar a criação de ‘valor compartilhado’, definido na pesquisa, como o valor que assegura à organização e sociedade, um destino comum favorável e sustentável. Não tendo sido identificados na literatura cientifica, estudos relacionando os dois construtos com a perspectiva proposta, o preenchimento desta lacuna se configurou como uma oportunidade. No modelo delineado, foi proposto um conjunto de cinco áreas de política, identificado como promotor da criação e incorporação do capital intelectual com as características necessárias para a prática da criação de valor compartilhado. As áreas de política são: 1) de aprendizagem; 2) de processamento do conhecimento; 3) de conectividade (capital intrasocial e intersocial); 4) de ethosdiversidade; e 5) de comprometimentos comuns. A pesquisa, predominantemente qualitativa, foi desenvolvida em três etapas. Na primeira etapa, o modelo teórico foi delineado, a partir do procedimento técnico da reunião de conceitos e ideias sobre os dois construtos da tese. Na segunda etapa, foram reunidos conceitos e ideias necessários ao delineamento de um método geral para aplicar o modelo teórico desenvolvido. Na terceira etapa, foi feita uma pesquisa de campo para verificar a aplicabilidade do modelo e método propostos: ambos foram utilizados, efetivamente, para amparar um processo de mudança em uma organização social (privada e sem fins lucrativos). Nesta etapa, utilizou-se a técnica de triangulação de dados primários e secundários. Os resultados desta terceira etapa da pesquisa, foram analisados e discutidos conjuntamente, permitindo considerar que: a) o modelo delineado facilita a compreensão do processo macro e integrativo que habilita uma organização à criar valor com o propósito compartilhado; b) o método proposto para aplicar o modelo, nesta primeira experiência, se mostrou adequado; c) a experiência de intervir em uma organização com base no modelo e método propostos, foi considerada bem sucedida, no que diz respeito ao potencial de desenvolver a capacidade da organização criar valor compartilhado; e d) as cinco áreas de políticas propostas para serem, sincronizadamente, ajustadas, se apresentaram como indutoras do potencial de criação e incorporação do capital intelectual gerador de valor compartilhado. Pode se considerar como principal contribuição desta pesquisa, a identificação das características do capital intelectual que, incorporado pelas organizações públicas ou privadas, com ou sem fins lucrativos, habilita a criação de valor compartilhado: o conhecimento intensivo, abundante em tecnologias transformacionais e sustentáveis, e derivado de intercâmbios e combinações de conhecimentos oriundos de diversas disciplinas, mas, principalmente, do diálogo interdisciplinar que inclui as ciências humanas e sociopolíticas. Se, antes da concepção valor compartilhado, o conhecimento organizacional considerado estratégico, era o ‘conhecimento sobre o conhecimento’, pode se considerar que, no contexto atual, o futuro das organizações depende da posse do ‘conhecimento sobre o conhecimento que assegura identidade, relações e práticas mais benéficas’.

Palavras-chave: Criação de valor compartilhado. Capital Intelectual. Inovação. Capital social para inovação. Desenvolvimento.

Link para download: Maria Lúcia Corrêa Neves.

FELICIANO, Felipe Kupka. Fatores que Facilitam o Comportamento Intraempreendedor em Organizações Inovadoras. Dissertação, 2019.

A importância de uma cultura que promova a inovação no ambiente organizacional, com o objetivo de alcançar uma vantagem competitiva frente ao mercado, é um tema que está sendo abordado por diversos estudos na atualidade. As organizações estão inseridas em sistemas cada vez mais dinâmicos, com constantes mudanças que precisam ser absorvidas sem impactos severos nas estratégias organizacional, assim promover o comportamento empreendedor das pessoas que trabalham na organização, permite o atendimento das metas, a melhora de resultados, bem como promove a inovação. Os conceitos e características do intraempreendedorismo e da inovação, são tratados na literatura de maneira transversal, interagindo entre eles, logo a principal contribuição de um intraempreendedor para uma organização é a inovação. O intraempreendedorismo consegue surgir naturalmente em uma organização, apenas quando ele está intrínseco na cultura organizacional, formando a tríade: cultura, inovação e intraempreendedorismo. Com o objetivo de compreender os fatores facilitadores do intraempreendedorismo em organizações inovadoras, foi realizada uma pesquisa qualitativa com organizações identificadas como inovadoras. Os dados foram coletados por meio do instrumento CEAI (Corporate Entrepreneurship Assessment Instrument) que efetua um diagnóstico do ambiente organizacional para o intraempreendedorismo, elaborado por Hornsby, Kuratko e Montagno (1999), validado por diversos outros estudos, sendo seu último realizado por Kuratko, Hornsby e Covin (2014). Para identificar os fatores organizacionais que facilitam o intraempreendedorismo, os colaboradores das organizações participantes responderam ao questionário adaptado ao contexto brasileiro e língua portuguesa, o qual passou por um pré-teste com doutorandos, doutores e pós-doutores da área. Como resultado, evidenciou-se que organizações identificadas como inovadoras possuem o suporte adequado da alta gestão para que o intraempreendedorismo seja desenvolvido, permitindo que os colaboradores possuem autonomia no trabalho, além de proporcionar um reconhecimento perante ideias apresentadas à organização. Ficou evidente que se torna necessário a disponibilidade de tempo para que as inovações sejam planejadas, e que os limites organizacionais precisam ser superados, permitindo a cada colaborador uma visão sistêmica da organização. Esta pesquisa contribui para o avanço de estudos na área, pois apresenta uma aplicação prática do referido instrumento em organizações identificadas inovadoras com base na literatura, colaborando com a ampliação do conhecimento do intraempreendedorismo no âmbito acadêmico e no meio corporativo.

Palavras-chave: Intraempreendedorismo. Organizações Inovadoras. Cultura Organizacional.

Link para download: Felipe Kupka Feliciano.

FIGUEIREDO, Leonardo Souza Reis. Práticas de Gestão do Conhecimento e Barreiras à Aprendizagem Organizacional. Dissertação, 2019.

Nos ambientes contemporâneos, onde o acúmulo de competências técnicas e mercadológicas é essencial, a mudança é um elemento chave para que as organizações tenham seu amadurecimento empresarial e consequente permanência no mercado. A mudança de pensamentos e atitudes por parte dos indivíduos, dos grupos e da organização é tratada aqui pela alcunha de aprendizagem organizacional, e como inúmeras outras mudanças, estão sujeitas à resistências e barreiras. Essas barreiras à aprendizagem se espalham por todos os processos da aprendizagem, desde o insight do indivíduo até a institucionalização de um conhecimento. Como forma de mitigá-las, apresentam-se as práticas de gestão do conhecimento, um conjunto de atividades relativas ao conhecimento, ligadas aos processos de identificação, criação, armazenamento, compartilhamento e utilização de conhecimentos voltados para o aperfeiçoamento da gestão do conhecimento nas organizações. Desta forma o objetivo desta pesquisa é estabelecer as relações entre barreiras à aprendizagem organizacional e as práticas de gestão do conhecimento em uma organização de base industrial tecnológica. Esta é uma pesquisa de natureza descritiva, que se utiliza de uma abordagem qualitativa na forma de um estudo de caso único em uma organização industrial de base tecnológica. A coleta de dados deu-se por meio de entrevistas semiestruturadas com diretores e gerentes e observações dentro de uma organização escolhida. A análise destes dados foi realizada por meio de um cruzamento das informações contidas na literatura sobre os temas e as respostas obtidas nas entrevistas. Os resultados apontam a presença da aprendizagem organizacional na organização alvo, assim como barreiras a esta aprendizagem e a realização de práticas de gestão de conhecimento. Subsequentes análises permitem relacionar as barreiras à aprendizagem organizacional encontradas com as práticas de gestão do conhecimento consolidadas pela literatura. Mobilizando este conhecimento, pôde-se montar uma proposta que concilia práticas de gestão do conhecimento alinhadas com as necessidades da organização, visando atuar nos processos de aprendizagem organizacional considerados deficitários e levando em consideração os tipos de conhecimentos envolvidos. Acredita-se que a realização das ações propostas pela organização estudada contribuirá para a eficiência da aprendizagem organizacional e consequente renovação estratégica.

Palavras-chave: Práticas de Gestão do Conhecimento. Aprendizagem Organizacional. Barreiras à Aprendizagem Organizacional.

Link para download: Leonardo Souza Reis Figueiredo.

ANJOS, Alfredo Cesar dos. Serviços de Conhecimento: Um Método para o Desenvolvimento. Dissertação, 2019.

O serviço de conhecimento é uma recente e importante área de pesquisa que vem sendo demandada pelas organizações. É definido como a integração de conhecimento e serviços, em que o conhecimento é provido como um recurso para consumidores (WU et al., 2015; WU; YAO; ZHANG, 2012). A presente pesquisa propõe um método para o desenvolvimento de serviços de conhecimento. Esse método possui embasamento teórico na Engenharia do Conhecimento e no estado da arte dos serviços de conhecimento. As etapas que compõem o método são a especificação, a conceitualização, a formalização e a implementação, sendo provenientes da metodologia de desenvolvimento de ontologias NeOn. O público-alvo desse método são os desenvolvedores inseridos em projetos de Engenharia do Conhecimento, responsáveis pelo projeto e pela implementação do serviço de conhecimento nesse contexto. O estado da arte é obtido por meio de uma revisão integrativa de literatura. Esta pesquisa é conduzida pela metodologia Design Science Research com o objetivo de produzir um artefato do tipo método, o qual é avaliado de forma experimental através da sua execução em um cenário fictício. Essa execução evidencia a aplicabilidade do método proposto para o desenvolvimento de serviços de conhecimento, destacando-se a facilidade e a robustez dos procedimentos, a liberdade para definição das tecnologias, a capacidade de inferência do serviço de conhecimento, o reúso de ontologias, entre outros pontos.

Palavras-chave: Serviços de conhecimento. Ontologia. Web semântica. Sistemas de conhecimento.

Link para download: Alfredo Cesar dos Anjos.

ERPEN, Julio Graeff. Pecuária Intensiva em Conhecimento: Modelo de Maturidade em Gestão do Conhecimento Aplicado a Bovinocultura de Corte. Tese, 2019.

O conhecimento vem sendo assumido como um fator de produção e representa o denominador determinante dos desenvolvimentos sociais, ambientais e econômicos. Assim, a temática que abrange a Gestão do Conhecimento (GC) desperta crescente interesse nos diferentes setores da sociedade, inclusive no agronegócio. As avaliações em GC são relevantes pois permite identificar e mapear os ativos intangíveis e o fluxo do conhecimento na organização, priorizar eixos de conhecimentos críticos e acelerar os processos de aprendizagem e os resultados das organizações. Os Modelos de Maturidade em Gestão do Conhecimento (MMGC) são um importante instrumento de gestão para diagnosticar e referendar sua eficácia, e se suas práticas são corretas para as diferentes dimensões dos sistemas de produção. Os MMGC são processos específicos para definir explicitamente, gestão, medição e controle da evolução das organizações em GC. O objetivo do trabalho foi desenvolver um MMGC aplicável a bovinocultura de corte para promover a Pecuária Intensiva em Conhecimento. Identificou-se 36 MMGC, os quais foram analisados, caracterizados os critérios de avaliação e foi definido o modelo da APO como referência, que foi adaptado as especificidades do objeto de estudo. O MMGC avaliou as dimensões de Liderança, Pessoas, Tecnologia, Processos, Processos do Conhecimento, Aprendizagem e Inovação e Resultados em GC para a Sustentabilidade. Foram criados quatro níveis de maturidade em GC: Compartilhamento Funcional, Externalização Experimental, Internalização Operacional e Holocêntrico. A amostragem multifásica por seleção aleatória avaliou 94 fazendas, correspondente a 29,2% da amostra. Os questionários foram enviados eletronicamente e os pesquisados optavam por respostas numa escala de Diferencial Semântico, de um a cinco. Os resultados para as dimensões indicaram melhores resultados para: Aprendizagem e Inovação (3,34), Resultado em Gestão do Conhecimento para a Sustentabilidade (2,95), Tecnologia (2,85), Processos (2,76), Liderança (2,55), Processos do Conhecimento (2,44) e Pessoas (2,42). Os entrevistados perceberam que as unidades produtivas se destacam no associativismo, no cumprimento da legislação ambiental, no uso da internet como fonte de informação, na existência de um banco de dados para competências específicas de colaboradores e parceiros e na disposição de inovar em métodos e técnicas para melhoria de resultados. O resultado médio obtido pelas organizações rurais totalizou 55,9 pontos, o que generalizou a pecuária bovina de corte brasileira no nível de Externalização Experimental. Com base nos resultados foram sugeridos métodos e técnicas em GC para mecanismos de coordenação social, memória organizacional e práticas para conexão de pessoas, vinculadas a plataforma tecnológica, programa de melhoria da cultura organizacional e métodos e técnicas em GC. O MMGC para Pecuária Intensiva em Conhecimento produziu resultados qualitativos que possibilitam avaliar o grau de maturidade em GC, e qual a intensidade que elas influenciam e explicam o desempenho dos seus sistemas de GC e desempenho operacional. Explicitou que a defasagem na gestão está relacionada, não aos resultados, a aprendizagem e a inovação, mas os pontos críticos relacionados aos processos de conhecimento, as pessoas e a liderança, ou seja, ao uso e aos usuários do conhecimento. E, admitiu a recomendação de métodos e técnicas para contribuir para implantação da Pecuária Intensiva em Conhecimento.

Palavras-chave: Gestão do Conhecimento. Modelo de Maturidade. Pecuária. Agronegócio.

Link para download: Julio Graeff Erpen.

MULLER, Isabela Regina Fornari. Perda de Conhecimento Organizacional nas Centrais Elétricas de Santa Catarina (CELESC). Tese, 2016.

Na era do conhecimento, o capital intelectual se tornou um recurso determinante para a empresa reter e melhorar a vantagem competitiva, no entanto, porque a natureza do capital intelectual é abstrato, intangível, oculto e difícil de medir, torna-se um desafio para os gestores de negócios avaliarem o desempenho do capital intelectual eficazmente, no entanto enquanto uma grande quantidade de conhecimento é muitas vezes criada, muito também é perdido. Diante deste quadro a tese desenvolvida tem por objetivo geral apresentar proposta de fatores e categorias para apoiar a identificação de perdas de conhecimento relacionadas à aposentadoria, rotatividade, terceirização e reestruturação, segundo as percepções dos gestores da Centrais Elétricas de Santa Catarina S.A.(CELESC) e dos fundamentos teóricos e práticos.O quadro teórico aborda o Capital Intelectual e a Perda de Conhecimento. No percurso metodológico a pesquisa caracteriza-se por ser exploratória, descritiva e qualitativa. O método utilizado foi o estudo de caso descritivo e interpretativo. As técnicas de coleta de dados utilizadas foram: a análise documental, a pesquisa bibliográfica e a entrevista semiestruturada. Destacam-se como resultados desta tese os principais eventosde perda de conhecimento na percepção dos gestores da empresa e suas motivações. O estudo identificou que os principais eventos na empresa estão correlacionados com a literatura, destacando-se as perdas motivadas pela aposentadoria, terceirização, rotatividade e reestruturação organizacional. Ademais, verificou-se que a falta de reconhecimento das competências é um dos principais fatores motivadores da perda de conhecimento naquela empresa. Neste sentido, a tese apresenta como contribuição a identificação de fatores de perda não identificados na literatura e descreve o contexto que motivou a perda de conhecimento em uma empresa de um setor não explorado na literatura, o setor de distribuição de energia elétrica, setor este estratégico para o desenvolvimento do País.

Palavras-chave: Conhecimento. Capital Intelectual. Perda de Conhecimento. Distribuição de Energia.

Link para download: Isabela Regina Fornari Muller.

FRANZONI, Christine Bencciveni. Storytelling como Ferramenta para o Compartilhamento do Conhecimento na Comunicação de Líderes. Tese, 2019.

Esta tese trata do storytelling nas organizações, com foco no compartilhamento do conhecimento tácito. Tem como pergunta de pesquisa: como o storytelling pode contribuir para a comunicação de líderes com a finalidade de compartilhar o seu conhecimento tácito? O objetivo geral foi estabelecer estratégias de storytelling para a comunicação de líderes visando o compartilhamento do seu conhecimento tácito. Quanto à modalidade, é uma pesquisa científica e tecnológica; quanto ao método empregado, de natureza aplicada; quanto a abordagem do problema, qualitativa; dos objetivos da pesquisa, exploratória. Quanto ao tipo de delineamento, é uma pesquisa de estudo multicasos, com as empresas ranqueadas no GPTW – Great Place to Work, nos anos 2016 e 2017, Involves Tecnologia, Way2 Tecnologia e Meu Móvel de Madeira. Para a coleta dos dados secundários, fez-se uma revisão de literatura do tipo sistemática integrativa e narrativa, e para os dados primários foi realizada entrevistas por meio de um formulário semiestruturado adaptado dos estudos de Abecassis (2015) e Silva (2016) devidamente validado por especialistas. Os dados foram categorizados por meio da técnica de análise de conteúdo, onde as categorias e as subcategorias de análise foram elaboradas a partir das variáveis constituintes do problema da pesquisa de forma a subsidiar a criação das estratégias. Para a criação das estratégias, fundamentou-se na literatura; nos eixos: Pessoas, Cultura, Ambiente; nas subcategorias; bem como, nas características facilitadoras de Frantz (2011), correspondentes a fase 1 – compartilhamento do conhecimento tácito, sendo as mesmas foram validadas por especialistas. Após a análise dos especialistas foram estabelecidas as estratégias, as quais representam elementos diretivos e de controle para se utilizar o storytelling na comunicação de líderes visando o compartilhamento do seu conhecimento tácito. A história, contada por líderes é capaz de criar um fio comum ao longo de um projeto de forma a inspirar seus liderados. Nesse contexto, o ‘gargalo do conhecimento’ na comunicação de líderes – como o líder pode expressar o seu conhecimento tácito – pode ser resolvido por meio de storytelling.

Palavras-chave: Storytelling. Compartilhamento do conhecimento. Comunicação de líderes.

Link para download: Christine Bencciveni Franzoni.

MAESTRI, Desirée Sant’Anna. Ux Design, Gênero e Tecnologia: A Mídia do Conhecimento como Instrumento para Inclusão de Mulheres. Dissertação, 2019.

A área de Science, Technology, Engineering and Mathematics (STEM) é um campo social marcado pela desigualdade de gênero. A partir disso, esta pesquisa considera o gênero como uma categoria de análise para compreender iniciativas que buscam incluir mulheres. O projeto analisado foi o Django Girls, um workshop de programação em Python para mulheres. O pressuposto é de que o design (tanto físico quanto intangível) do Django Girls cria um ambiente mais favorável para o compartilhamento de conhecimento entre as mulheres, gerando um sentimento de pertencimento ao campo da STEM. Muitos estudos indicam a importância do ambiente de ensino para a inclusão e permanência das mulheres na área. Porém, há uma lacuna na análise dessa experiência sob a perspectiva do design, bem como sua relação com a mídia. Desse modo, o objetivo desta pesquisa foi analisar a mídia Django Girls com base em conceitos do design para a experiência enquanto um espaço que propicia a criação de agência e de empoderamento das mulheres envolvidas. Para isso, foi realizada uma revisão bibliográfica e documental para contextualizar essa desigualdade de gênero. O quadro teórico de análise foi construído sob a perspectiva integrada de conceitos de gênero, agência e empoderamento relacionados à tecnologia, bem como conceitos relacionados à mídia do conhecimento, agência na mídia e, por fim, conceitos acerca do design para experiência. A pesquisa de campo incluiu estudo de caso, entrevistas, aplicação de questionário e uma etapa de observação participante, contemplando duas edições do Django Girls ocorridas em Florianópolis em 2017 e 2018. Percebeu-se que o objetivo do curso extrapola o ensino de programação, configurando-se como um espaço para o compartilhamento de experiências de ser mulher na tecnologia. Como consequência, observou-se a sensação de empoderamento e o ganho de agência entre as participantes. Portanto, o gênero, enquanto categoria de análise, apresenta-se de forma espiral. Ao mesmo tempo em que é a motivação para a criação de projetos como o Django Girls, é também o catalizador de transformações na estrutura do campo social da STEM ao incluir mulheres mais conscientes de sua posição de desigualdade, dispostas a mudarem este cenário.

Palavras-chave: Gênero. Programação. STEM. Django Girls. Python.

Link para download: Desirée Sant’Anna Maestri.

COELHO, Maristela Denise. O Impacto da Tecnologia da Informação para Servidores Públicos da Universidade do Estado de Santa Catarina: Aspectos Relevantes à Gestão do Conhecimento. Dissertação, 2017.

Na transição da sociedade industrial para a sociedade do conhecimento as organizações passaram a ser entendidas como entes cognitivos. Para alcançar seus objetivos necessitam alinhar recursos e pessoas às estratégias para que, articulados, obtenham vantagem competitiva. Frente à crescente complexidade, a tecnologia da informação tornou-se ferramenta recorrente para apoiar o processo decisório e, a inteligência organizacional, demandada também no âmbito da administração pública. Neste contexto, a gestão do conhecimento é vista como uma abordagem integrada por processos de identificação, criação, compartilhamento, armazenamento e aplicação do conhecimento como recurso valioso para as organizações. A partir desse cenário, o trabalho tem por objetivo descrever os impactos da implantação do SIGRH na UDESC e sua relação com a gestão do conhecimento e o novo serviço público. Trata-se de uma pesquisa de abordagem quali-quantitativa, que por meio de estudo de caso analisa os impactos da implantação do SIGRH quanto às inciativas em gestão do conhecimento e a cinco dimensões: agilidade, facilidade de uso, qualidade, imagem e eficiência. Para isso, foi aplicado o instrumento junto aos servidores lotados em setores de recursos humanos da UDESC e entrevistado um servidor responsável pelo acompanhamento do sistema no Governo do Estado de Santa Catarina. Como resultado da análise da correlação dos impactos do sistema com a gestão do conhecimento foi possível inferir que a tecnologia da informação contribui para a realização das atividades da área gestão de pessoas, no entanto não está alinhada com os processos da gestão do conhecimento e tampouco sustenta os processos de tomada de decisão na Universidade. O estudo conclui que a mudança do paradigma burocrático da área de gestão de pessoas requer a adoção de práticas de GC potencializadas pelo aperfeiçoamento do SIGRH a partir das contribuições da Engenharia do Conhecimento e cabe às lideranças a construção de espaços colaborativos, bem como a promoção de outras ações ligadas à disseminação e à preservação do conhecimento.

Palavras-chave: Gestão do Conhecimento. Gestão de Pessoas. Tecnologia da Informação. Administração Pública. Serviço Público.

Link para Download: Maristela Denise Coelho.