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COSTA, Luciano Antonio. KM4SI: Framework para Gestão do Conhecimento em Organizações de Inovação Social. Tese, 2019.

Nas últimas duas décadas, a inovação social tem ganhado notoriedade e está em evidência no discurso de pesquisadores, profissionais e formuladores de políticas públicas. Por sua vez, os processos da inovação social estão intrinsecamente ligados à criação e ao uso do conhecimento; em ambos, suas atividades, no primeiro estágio, estão no nível das atividades individuais que avançam por intermédio do compartilhamento para a incorporação na organização. Nesse sentido, a presente tese tem como objetivo propor um framework para que essas organizações consigam aplicar a gestão do conhecimento em suas ações, buscando preservar e compartilhar o conhecimento criado e usado durante o ciclo da inovação social. Para atingir o objetivo proposto, a pesquisa opta pela abordagem metodológica qualitativa e apresenta a classificação geral como do tipo aplicada e exploratória. Desse modo, a estratégia de pesquisa empregada é o estudo de caso e a coleta de dados compreende a pesquisa de documentos e materiais audiovisuais em um espaço de cinco anos. A organização escolhida para o estudo de caso se caracteriza como um tipo de centro de inovação social, operando em rede de parceiros e oferecendo programas que apoiam a criação e a estruturação de inovações sociais. O uso do framework é demonstrado em um caso de aplicação no contexto do estudo de caso. Como resultados obtidos, a verificação sugere que o framework apresenta os elementos teóricos estruturados e suficientes para o uso por organizações de inovação social, porém também indica a necessidade de produção de materiais de apoio, aprofundando conceitos e apresentando mais detalhes em uma linguagem acessível ao público em geral. Por fim, a inovação social é estruturada e difundida em um grande arranjo diverso de indivíduos e organizações, transpondo fronteiras físicas e sociais, e em todo esse percurso, existem conhecimentos criados e aprimorados que estão tácitos, incorporados nos indivíduos naquele espaço de tempo e localização, que se não forem percebidos poderão desaparecer. Ao percebê-los, além da preservação, a organização tem condições para atribuir o crédito autoral, bem como decidir a forma mais adequada de proteção desse conhecimento.

Palavras-chave: Inovação Social. Gestão do conhecimento. Engenharia do Conhecimento. Sistema Adaptativo Complexo.

Link para download: Luciano Antonio Costa.

CLEMENTI, Juliana Augusto. COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA BIDIRECIONAL NAS MÍDIAS SOCIAIS: um framework à luz das Relações Públicas. Tese, 2019.

As atividades de comunicação são fundamentais para que a ciência contribua com o desenvolvimento da sociedade. Ao longo do desenvolvimento da comunicação científica aconteceram mudanças propiciadas pelas inovações tecnológicas e movimentos sociais. No entanto, no decorrer dos anos perdura o debate sobre modelos de comunicação unidirecional e bidirecional, o primeiro refere-se à atividade no sentido de disseminação da informação, transmissão do conhecimento, o segundo se refere ao desenvolvimento do diálogo com diferentes públicos, e a fomentar a participação deles na ciência. Recentemente, o desenvolvimento das mídias sociais e suas ferramentas interativas propiciaram as atividades de comunicação científica bidirecional. No entanto, as pesquisas apontam que mesmo com o uso das mídias sociais, a comunicação científica, na maior parte dos casos, ainda se limita ao modelo unidirecional. Para desenvolver a comunicação científica bidirecional nas mídias sociais, autores sugerem estudos sobre novos modelos, conceitos, frameworks, entre outros. Destaca-se que os frameworks são ferramentas importantes para o desenvolvimento de áreas onde não há clareza conceitual e onde é necessário desenvolver categorias e relações. As pesquisas também apontam que as relações públicas (RP) podem contribuir com a comunicação científica. Dentre as outras áreas da comunicação, a área de RP é a mais focada em desenvolver o relacionamento entre organizações e seus públicos através do diálogo. Para investigar como desenvolver a comunicação científica bidirecional nas mídias sociais, e como as relações públicas podem contribuir neste contexto, esta tese  tem como objetivo propor um framework da comunicação científica bidirecional nas mídias sociais (CCB_MS) à luz das relações públicas. Com isto, esta pesquisa esclarece os conceitos da área de comunicação científica e aprofunda os conhecimentos sobre os elementos essenciais da comunicação bidirecional nas mídias sociais. Para tal, foi realizada uma pesquisa tecnológica, de abordagem qualitativa, com objetivos exploratório e descritivo, por meio de estudo bibliográfico, utilizando-se da técnica de revisão sistemática da literatura sobre comunicação cientifica bidirecional nas mídias sociais e, da técnica de revisão narrativa das relações públicas. Além da etapa bibliográfica, realizaram- se duas etapas de pesquisa de campo. A verificação foi realizada com entrevistas junto às especialistas da área de comunicação científica, mídias sociais e relações públicas. Para a validação do framework, além das entrevistas com líderes de laboratórios e grupos de pesquisa do Programa EGC/UFSC, realizou-se análise documental sobre a presença destes nas mídias sociais. O framework foi validado com algumas sugestões absorvidas conforme o objetivo desta pesquisa. Como contribuições teóricas, esta tese apresenta o quadro “linhas de pesquisa da comunicação científica nas mídias sociais”; o conceito de CCB_MS; a figura “níveis, estratégias e resultados da CCB_MS” versão 2, e o framework para a CCB_MS à luz das RP. Estes dois últimos também proporcionam contribuições práticas, pois orientam as ações no âmbito da CCB_MS.

Palavras-chave: Comunicação científica. Comunicação científica bidirecional. Mídias sociais. Relações públicas.

Link para download: Juliana Augusto Clementi.

SABINO, Mileide Marlete Ferreira Leal. Diretrizes Estratégicas para o Compartilhamento do Conhecimento Tradicional Visando à Sustentabilidade Cultural: Um Estudo de Caso do Projeto Ilha Rendada. Tese, 2019.

O Conhecimento Tradicional (CT) faz referência ao conhecimento mais antigo, foi por meio desse conhecimento que se construiu princípios, conceitos, teorias, leis, regras e experiências práticas, pois se trata do produto intelectual de gerações passadas, sendo aprendido por meio de observações e transmitido oralmente. Como conhecimento antigo e predominantemente tácito este é pessoal e, por vezes, enraizado nas ações e nas experiências, como: ideias, crenças, valores, emoções incorporadas e modos de viver, tão  difíceis de formalizar, tornando o compartilhamento para as gerações seguintes um desafio, o que pode acarretar na perda da cultura intrinsecamente incorporada. Nesse contexto, insere-se a Renda de Bilro, das rendeiras da Ilha de Santa Catarina, como estudo de caso desta pesquisa cuja sustentabilidade cultural encontra-se comprometida devido às limitações de compartilhamento desse conhecimento, por vezes, intangíveis. Sob tal perspectiva, nesta tese, tem-se como objetivo propor diretrizes para o compartilhamento do conhecimento tradicional visando à sustentabilidade cultural. Para atender a esse desafio foram delimitados os procedimentos metodológicos desta tese, a partir de sua natureza, como teórico-aplicada, com abordagem qualitativa, desenvolvida segundo uma visão de mundo interpretativista, com aporte da pesquisa bibliográfica, etnográfica e descritiva, por meio da observação participante. Como resultados alcançados da presente tese salienta-se a definição de diretrizes estratégicas para o compartilhamento do conhecimento tradicional, visando à sustentabilidade cultural, contribuindo, assim, de forma específica, como meio para a formalização de métodos e de técnicas de sistematização do conhecimento das rendeiras de bilro da Ilha de Santa Catarina e, de forma geral, na aplicação dessas diretrizes para outras comunidades, que geram saberes e fazeres tradicionais, incorporando a “cultura” como um dos pilares a serem considerados nos estudos sobre “sustentabilidade”.

Palavras-chave: Gestão do Conhecimento. Conhecimento Tradicional. Sustentabilidade Cultural.

Link para download: Mileide Marlete Ferreira Leal Sabino.

FRAGA, Bruna Devens. Framework de Análise de Conhecimentos Críticos às Capacidades de Resiliência Organizacional. Tese, 2019.

Em ambientes de constantes mudanças, sejam de natureza econômica, social, tecnológica ou cultural, as organizações buscam constantemente ações e estratégias para se adaptar e responder aos riscos e incertezas nos contextos em que estão inseridas. Como forma de desenvolver essas ações, surge o conceito de resiliência organizacional que é compreendida como a capacidade organizacional para ajustar seu funcionamento antes, durante ou após alterações ou perturbações, de modo a sustentar as ações e operações necessárias sob condições adversas. O potencial de resiliência organizacional pode ser analisado por meio de quatro capacidades: responder, antecipar, monitorar e aprender. Como forma de reforçar e contribuir para aumento e desenvolvimento dessas capacidades, o conhecimento organizacional é o conteúdo ou processo para solução de problemas e imprevistos em ambientes de incerteza e mudança. Neste contexto, esta pesquisa objetiva propor um framework para analisar os conhecimentos críticos às capacidades de resiliência organizacional. É uma pesquisa aplicada, de abordagem qualitativa que utiliza os procedimentos de pesquisa do Design Science Research para o seu desenvolvimento. Os resultados apresentam um instrumento prático para identificar e analisar os conhecimentos críticos dos colaboradores a partir da perspectiva das capacidades de resiliência, possibilitando apontar ações específicas relacionadas à gestão do conhecimento de modo a contribuir para o aprendizado e desempenho organizacional em contexto sócio técnico complexo.

Palavras-chave: Conhecimento Organizacional. Resiliência Organizacional. Conhecimento crítico. Práticas de Gestão do Conhecimento. Capacidades de resiliência.

Link para download: Bruna Devens Fraga

SCHNEIDER, Viviane. A Coerência dos Símbolos que Unem Agentes em Contextos Sociotécnicos de Coprodução. Tese, 2019.

O conhecimento coletivo é um conjunto de crenças que formam as culturas, os regramentos, e que reúne todo o espectro simbólico humano. Em contextos sociotécnicos (intensivos em conhecimento e tecnologias), esses símbolos formam um terreno comum de interações que visam coproduzir bens comuns. Contudo, quando pessoas com discordâncias de crenças são colocadas juntas para coproduzir bens comuns, podem surgir diversas barreiras que obscurecem o conhecimento coletivo, como a assimetria de informação, o viés de informação e a falta ou excesso de confiança entre os pares (Conjunto Eclipse). Tendo em vista minimizar esses problemas e tornar o conhecimento coletivo acessível para todos os agentes (humanos, máquinas ou ambos), estabeleceu-se nesta tese uma abordagem de pesquisa a partir do método dedutivo, o qual parte das seguintes premissas para formar uma conclusão: (premissa 1) as pessoas unem-se para coproduzir bens comuns porque acreditam em entidades simbólicas coerentes com suas crenças; (premissa 2) a Web Pragmática apoia a negociação de entidades simbólicas comuns ao apresentar métodos e técnicas para a coprodução de significados e de valores entre agentes humanos e artificiais; (conclusão) símbolos descritos a partir de métodos e técnicas da Web Pragmática unem agentes na coprodução de um bem comum em contextos sociotécnicos. Com base nessas premissas, estabeleceu-se a seguinte questão de pesquisa: “Como representar a coerência de símbolos que unem agentes em contextos sociotécnicos de coprodução?” Para responder a essa questão, esta tese apresenta um metamodelo fundamentado na Web Pragmática e na teoria da Linguística Sistêmico-Funcional (LSF). O objetivo do metamodelo é representar e verificar a coerência contextual dos elementos simbólicos de um terreno comum em contextos sociotécnicos, por meio de quatro dimensões: a referencialidade, a receptividade, o senso de unidade e a prescritividade. Os instrumentos utilizados para representar essas dimensões são métricas calculadas a partir de dados coletados com o apoio de uma arquitetura de metadados, modelada em três contextos: o referencial, o situacional e o contexto de representação. Para verificar a consistência do metamodelo, foram realizados experimentos em ambientes diversos que buscaram testar potenciais adaptações das métricas bem como verificar a consistência estrutural dos artefatos desenvolvidos. O método de verificação da consistência do metamodelo comparou os resultados da aplicação da arquitetura e métricas no tocante à percepção dos membros de um arranjo coprodutivo sociotécnico. Em uma escala de 0 (inconsistente) até 1 (consistente), no experimento realizado nesta tese obteve-se o resultado 0,860134289, valor que fornece indícios de consistência do metamodelo e demonstra que esta tese possui contribuições científicas para a ampliação de referenciais simbólicos coerentes, os quais promovem a unificação de objetivos e ações, de agentes humanos e artificiais, em contextos sociotécnicos de coprodução.

Palavras-chave: Coprodução. Agentes. Símbolos. Contextos Sociotécnicos. Coerência. Web Pragmática.

Link para download: Viviane Schneider.

AGUIAR, Ranieri Roberth Silva de. Modelo Teórico de Cultura para Inovação Social nas Organizações. Tese, 2019.

A inovação social tornou-se um dos campos de estudo mais prospectivos por atores que buscam inovar com base no paradigma social. Diversos são os seus segmentos de atuação, que vão desde organizações empreendedoras e agências de inovação até ações governamentais, cujo caráter inovador compreende estratégias, processos, ferramentas e cultura. Dentre as suas finalidades, está a sustentabilidade de comunidades, as quais se tornam protagonistas no processo de inclusão e desenvolvimento na busca de soluções eficientes e justas para os mais diversos desafios propostos. Na literatura, encontramos a inovação social sendo abordada em duas perspectivas: a institucional e a estrutural. Na institucional, é vista como resultado das trocas e aplicações de conhecimentos e recursos entre atores mobilizados por meio de atividades legitimadas pelo interesse social. Na estrutural, é criada como uma força transformadora pela inter-relação entre os agentes, estruturas institucionais e sistemas sociais. A presente pesquisa centra-se na perspectiva institucional, a partir das organizações e seus sujeitos. Assim, este estudo busca propor um modelo teórico de cultura para a inovação social nas organizações, compreendendo o caráter sistêmico da cultura organizacional e como ela pode influenciar na construção de modelos teóricos de cultura para a inovação social. Com vistas à construção do modelo, esta investigação parte de um estudo qualitativo de abordagem teórica sobre cultura organizacional, inovação social, teoria de modelos culturais e complexidade. Na segunda parte, buscou-se, a verificação do modelo proposto em grupos focais com especialistas de inovação social. Como resultado, apresenta-se um modelo teórico de cultura para a inovação social nas organizações e espera-se que sirva para auxiliá-las a desenvolver no ambiente intraorganizacional uma cultura para inovação social.

Palavras-chave: Inovação Social. Cultura Organizacional. Modelos Teóricos.

Link para download: Ranieri Roberth Silva de Aguiar.

MEZZAROBA, Mariana Pessini. Framework para Avaliação de Portais do Poder Judiciário Brasileiro a Partir de Mecanismos de Gestão do Conhecimento. Tese, 2019.

Esta tese pretende abordar a utilização das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) por parte de órgãos da Administração Pública brasileira, especificamente no Poder Judiciário e seus Tribunais de Justiça estaduais, associada a conceitos de Gestão do Conhecimento (GC) e de Governo Eletrônico (e-Gov).  O e-Gov é uma forma de gestão de informações e serviços realizada por instituições e órgãos governamentais fomentada pelas TIC, que necessita de monitoramento nas formas de implantação e em seu aprimoramento. Uma das formas de entrega é a disponibilização de portais na internet que oferecem informações e serviços específicos por instituição. A Gestão do Conhecimento apresenta mecanismos e práticas elencadas às tecnologias que podem colaborar para a disponibilização de portais baseado em GC e assim, contribuir na ampliação do conhecimento de seus usuários. Este trabalho tem como objetivo elaborar um framework que servirá para verificar de que forma os portais do Poder Judiciário brasileiro estão contribuindo para a ampliação do conhecimento de seus usuários (neste caso, os cidadãos) a partir da análise de recursos associados a três mecanismos de Gestão do Conhecimento: Acesso, Criação e Transferência de Conhecimento. Através de Revisão Sistemática de Literatura, de estudo exploratório, descritivo, qualitativo e aplicado elaborou-se um framework para avaliar os portais do Judiciário a partir de mecanismos de GC. Para a elaboração do framework foram levantados uma série de itens, além disso, foi realizada uma associação de conceitos entre os mecanismos de GC e os estágios evolutivos de e-Gov visando identificar quais estágios são suportados por estes mecanismos. Esta etapa contou com a análise de especialistas para verificação. Após, foi realizada a aplicação do framework nos portais dos 27 Tribunais de Justiça estaduais, incluindo o do Distrito Federal e Territórios para avaliar os mecanismos de GC presentes nestes portais por meio de uma análise quantitativa simples. Os resultados apontam que alguns portais são falhos em mecanismos que propiciem Acesso ao Conhecimento (pelo usuário), principalmente por não disponibilizar ferramentas de acessibilidade e busca. A Criação de Conhecimento (que ocorre por parte das organizações) é realizada adquirindo informações de contato e recebendo, por canais próprios, dúvidas, elogios, críticas ou sugestões sendo utilizada por grande parte dos portais analisados, porém, através desta pesquisa não se pôde avaliar como estes comentários são recebidos e trabalhados pela equipe responsável pelos portais. A Transferência de Conhecimento (da organização para o usuário e entre os usuários) ocorre de forma muito primitiva nos portais analisados, que ainda precisam investir em ferramentas de compartilhamento e interação entre a organização e seus usuários, bem como de interação e colaboração entre os usuários.

Palavras-chave: Governo Eletrônico. Avaliação de Portais. Mecanismos de Gestão do Conhecimento. Poder Judiciário brasileiro.

Link para download: Mariana Pessini Mezzaroba.

GARBUIO, Maria Emília Martins da Silva. Espaços Públicos Humanizados e Sustentáveis: Cocriação e Consolidação de um Framework para Cidades Costeiras Turísticas, sob a Perspectiva do European Smart Cities Model. Tese, 2019.

O crescimento urbano e o adensamento populacional ocorridos nas últimas décadas no planeta têm repercutido notadamente na insustentabilidade das cidades de todos os países do globo. Este problema traz consigo inúmeros aspectos que requerem a atenção da sociedade, incluídos cientistas e gestores. Um deles está sob o foco da dignidade humana, do bem-estar das pessoas e da insustentabilidade dos subsistemas que compõem uma cidade, a exemplo da mobilidade urbana e da escassez de recursos hídricos. Na atual hegemonia do desenvolvimento econômico, político e sustentável do século XXI, estas questões já são compreendidas como desafios globais, junto ao aquecimento global e os diversos impactos antrópicos sobre o meio ambiente. As mudanças climáticas cada vez mais evidentes, os paradoxos da tecnologia, a alienação dos indivíduos, a solidão e os graves problemas de saúde física e psíquicas devido ao estilo de vida “urbano” têm sido temas de relevância para discutir o futuro das cidades sob o prisma do conceito das “cidades humanas, sustentáveis e inteligentes”, também nomeadas de “smart cities”. Dado esse contexto, a tese propõe a cocriação e consolidação de um framework nomeado “Humanização, Uso e Gestão sustentável dos Espaços Públicos” (HUGEP) com vistas à sua implementação em cidades costeiras turísticas, por meio de desdobramentos. A pesquisa se fundamenta no paradigma interpretativista com predominância da abordagem qualitativa. Adotou-se o estudo de caso nas cidades costeiras turísticas do Sul do Brasil – Torres (Rio Grande do Sul), Balneário Camboriú (Santa Catarina) e Guaratuba (Paraná) como pressupostos para a observação espontânea de seus espaços públicos que, por sua vez, subsidiou a construção do framework HUGEP. A técnica de entrevista semiestruturada com atores relevantes das cidades citadas e, a observação espontânea dos espaços de permanência e deslocamento fizeram parte dos métodos. A análise e interpretação dos dados qualitativos foram realizadas por meio do Discurso do Sujeito Coletivo (DSC), que assegura a essência do pensamento e conhecimento cognitivo. A revisão integrativa de literatura constituiu a base teórica de toda a pesquisa, cujo referencial basilar está amparado pelos estudos de Jane Jacobs, Jan Gehl, Carlos Leite, Peter Senge e Fritjof Capra, além de outros renomados cientistas e pensadores. O modelo conceitual adotado para o desenvolvimento do framework foi o European Smart Cities Model – referência pela Universidade Tecnológica de Viena – Áustria. Finalmente, espera-se que, a partir do framework HUGEP, como modelo de referência para subsidiar a tomada de decisões no planejamento da urbe, as cidades possam promover uma gestão humanizada e sustentável de seus espaços públicos de deslocamento e permanência, especialmente na formulação de políticas públicas sob o contexto outrora apresentado, em um escopo multidisciplinar.

Palavras-chave: Humanismo. Turismo. Cidades costeiras. Espaços públicos. Transdisciplinaridade. Estratégia.

Link para download: Maria Emília Martins da Silva Garbuio.

CASAES, Júlio César Costa.Governança de Dados Abertos Governamentais: Framework Conceitual para as Universidades Federais, Baseado em uma Visão Sistêmica. Tese, 2019.

O framework conceitual da Governança dos Dados Abertos Governamentais (GDAG) trata das políticas, dos procedimentos, das partes interessadas e dos instrumentos de monitoramento e controle dos dados das universidades federais a serem abertos. A abertura de dados é um assunto recente e uma tendência mundial. A busca pela transparência e participação cidadã são os principais motivadores deste movimento. O Brasil pretende que o cidadão deixe de ser consumidor de informação – Governo Eletrônico (e-Gov), e passe a ser um parceiro na formulação das políticas públicas – Governança Eletrônica (e-Governance). Para a quebra desse paradigma existem muitas barreiras a serem superadas e o uso de tecnologia é um importante agente catalisador que permite ao cidadão coletar e transformar os dados abertos governamentais (DAG) em informação e, consequentemente, em conhecimento. No entanto muitos órgãos do Governo Federal, principalmente as universidades federais (UF), não conseguem extrair e disponibilizar o real valor dos seus dados para a sociedade. Neste sentido, a tese apresenta um framework conceitual da GDAG aplicado às UF, baseada em uma visão sistêmica. Inicialmente realizou-se um raciocínio dedutivo onde emergiu o framework conceitual preliminar da GDAG, posteriormente foi utilizado o raciocínio indutivo para verificação do framework. A pesquisa foi realizada junto as UF, por meio de entrevistas semiestruturadas, para construção do framework conceitual e validado sua aplicação com especialistas em DAG na área do Governo Federal. Como principais resultados foi possível identificar a composição, o ambiente, a estrutura e os mecanismos que envolvem a GDAG, sendo que são 19 os mecanismos identificados e distribuídos em quatro dimensões: Diretrizes Estratégicas; Agentes; Processos; e Monitoramento e Controle. Espera-se que o framework conceitual proposto venha a ser um ponto de referência para pesquisas futuras sobre DAG e permita que, não somente, as UF, mas também outros órgãos do Governo Federal possam implementar os mecanismos da GDAG mais adequados as suas realidades.

Palavras-chave: Dados Abertos. Dados Abertos Governamentais; Governança. Governança de Dados; Governança de Dados Abertos Governamentais.

Link para download: Júlio César Costa Casaes.

DIANA, Juliana Bordinhão. Möbius: um modelo para Polos EaD. Tese, 2019.

A Educação a Distância (EaD) é uma modalidade educacional que vem sendo utilizada como uma forma significativa para ampliar a oportunidade de acesso ao ensino superior. Entre as boas práticas da EaD, destaca-se o Polo como ambiente de aprendizagem que concretiza a mediação pedagógica aos estudantes e, como resultado contribui com o desenvolvimento da sociedade do conhecimento. O objetivo desta pesquisa é propor um modelo teórico-conceitual para que o Polo EaD seja um ambiente de aprendizagem para a sociedade do conhecimento. Esta pesquisa está desenvolvida em uma abordagem científica, exploratória-descritiva, considerando sua natureza teórico-prática. Foi utilizado o método de análise qualiquantitativo. Os procedimentos iniciais englobaram uma busca sistemática da literatura e em documentos oficiais da área e benchmarking. Os resultados dessa análise de dados evidenciam que o Polo é uma prática da EaD que se integra à sociedade do conhecimento. A identificação da convergência entre os Polos EaD e a sociedade do conhecimento permitiu a definição das assertivas para a construção do modelo proposto ao final deste estudo. O modelo teórico-conceitual de Polo EaD como ambiente de aprendizagem para a sociedade do conhecimento visa à ampliação da participação dos Polos na formação do indivíduo e seu entorno no sentido de transcender o atendimento ao estudante e de se tornar um ambiente para integração de práticas educacionais na sociedade do conhecimento. A partir da aplicação do instrumento de conformação, permitiu-se a construção do Möbius: um modelo para Polos EaD, cuja configuração contempla a convergência e interação entre o Polo EaD e a sociedade do conhecimento. Para tal, considera-se este um ambiente potencializador da aprendizagem a partir da conexão de suas nove categorias – desenvolvimento, infraestrutura, pessoas, processos, aprendizagem, conhecimento, competências, comunicação e tecnologias. Conclui-se que este modelo reflete o Polo EaD como um ambiente potencializador da aprendizagem para a sociedade do conhecimento a partir dos elementos que os compõe.

Palavras-chaves: Polo. Educação a distância. Ambiente de aprendizagem. Sociedade do conhecimento.

Link para download: Juliana Bordinhão Diana