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Schmitt , Emanuelle. O USO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS EM LÍNGUA DE SINAIS E A INFLUÊNCIA NO DESENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS SURDAS: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA

O português na modalidade escrita é uma segunda língua para as pessoas surdas e em virtude disso apresenta inúmeros desafios. Entre estes estão a falta de materiais didáticos, métodos de ensino baseados na visualidade e mídias digitais com recursos em língua de sinais. Nas mídias digitais, acerca dos materiais didáticos e vídeos, são percebidas lacunas, como a falta de recursos em língua de sinais, variação linguística, apresentação e locação dos intérpretes de língua de sinais e adequação do vocabulário para as crianças surdas. A partir disso, o objetivo deste trabalho é propor uma síntese de recursos de tecnologia multimídia em língua de sinais que auxiliam na aprendizagem de crianças surdas. Para atingir o proposto, foi realizada uma revisão integrativa da literatura sobre o uso de recursos em língua de sinais no ensino de crianças surdas. As bases utilizadas para tanto, foram: Banco de Teses da CAPES, Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD), ERIC, NDLTD, Open Access Theses and Dissertations (OATD), ProQuest Dissertations; Theses Global (PQDT Global), SciELO, Scopus, Web of Science e ASIS. A pesquisa realizada é exploratória e descritiva, e contou com uma análise descritiva dos trabalhos encontrados. Os achados evidenciam que os recursos educacionais, entre eles: Realidade Aumentada, Avatares 3D, História em quadrinhos, entre outros, são ricos e relacionados à língua de sinais e influenciam positivamente no desenvolvimento de crianças surdas.

 

Palavras-chave: Crianças Surdas; Desenvolvimento Linguístico; Educação; Línguas de Sinais; TDIC.

Link: Schmitt_Emanuelle PDF_A

Souza da Rosa, Natana. Diretrizes para o desenvolvimento de aplicações mobile no ensino de Geometria para surdos

Na atual sociedade do conhecimento, o acesso à informação e ao conhecimento tem influenciado em muitos aspectos o modo de vida das pessoas. Contudo, quando relacionadas ao âmbito educacional, tais mudanças ainda avançam de forma gradativa, mesmo levando em consideração os benefícios que as tecnologias digitais proporcionam a favor do aprendizado. Assim, levando em conta as inúmeras dificuldades encontradas no estudo da Matemática, tais recursos podem ser um importante aliado neste processo de aprendizagem. Deste modo, ao se preocupar e pensar em soluções que busquem contribuir para o processo de aprendizagem, não se pode deixar de lado o viés da educação inclusiva, englobando incluindo deste modo, o surdo. Dentro do cenário das atuais tecnologias, estão os aplicativos móveis, também denominados apps. Neste sentido, devido às lacunas existentes em relação às mídias digitais inclusivas e às dificuldades encontradas no processo de ensino e aprendizagem no campo da Matemática, este estudo busca encontrar soluções para o desenvolvimento de aplicativos móveis que sejam acessíveis ao público surdo, com foco na aprendizagem da Geometria Espacial. Para tanto, este trabalho tem como finalidade o cumprimento de alguns objetivos, como a estruturação do conteúdo relacionado aos conceitos da Geometria Espacial, a realização da modelagem e do desenvolvimento do artefato, sua testagem com estudantes surdos da Educação Básica, além da proposição de um conjunto de diretrizes para desenvolvimento de aplicativos móveis acessíveis ao público surdo, voltado à Geometria Espacial. Sobre a fase relacionada à coleta e análise dos dados, esta segue seis principais etapas, sendo elas: a realização da modelagem e desenvolvimento do artefato; contato com as escolas e com os alunos; aplicação do questionário “perfil dos estudantes”; acesso e leitura do protótipo pelos alunos; aplicação da pesquisa, utilizando um roteiro de perguntas; e, por fim, a análise dos dados e apresentação das diretrizes. O artefato foi desenvolvido de modo a fornecer ao longo do processo de aprendizagem as bases conceituais para a compreensão do tema envolvendo a Geometria Espacial. Por meio da utilização do artefato por parte dos alunos surdos e da etapa relacionada à coleta dos dados, diversos aspectos relacionados à interface, à linguagem e ao processo da aprendizagem do sujeito surdo puderam ser analisados. Assim, a elaboração deste conjunto de diretrizes voltadas ao desenvolvimento de aplicações móveis, traz contribuições tanto no que diz respeito ao processo de aquisição do conhecimento dos alunos surdos, quanto em relação aos aspectos associados à acessibilidade digital.

 

Palavras-chave: Surdo; Aplicativos móveis; Geometria; Acessibilidade

 

Link: TESE Natana Souza da Rosa versão final (1)

Souza Corrêa, Juliana de. Dimensões, características e indicadores para avaliação das Universidades Empreendedoras brasileiras

Na sociedade atual em que se predomina a economia do conhecimento, as universidades passam a ter cada vez mais importância devido ao potencial que possuem em relação à criação, disseminação e aplicação do conhecimento. As instituições de ensino superior recebem demandas da sociedade para que sejam solucionadas por meio da tradução do conhecimento acadêmico em utilidade econômica e social, o que configura a terceira missão das universidades: o desenvolvimento socioeconômico regional. A atuação universitária em prol do cumprimento da terceira missão levou às instituições de ensino superior a adotarem práticas empreendedoras que perpassam por todas as dimensões das universidades. A importância da atuação universitária já é objeto de instrumentos de avaliação nacionais e internacionais e a expansão da missão da universidade trouxe desafios de mensuração das universidades empreendedoras. A pesquisa buscou apresentar dimensões, características e indicadores para avaliação das universidades empreendedoras brasileiras a partir do olhar da literatura e do mundo corporativo, por meio dos rankings e frameworks existentes, a fim de sistematizar toda a informação e superar os desafios de avaliação, contribuindo, assim, para estratégia universitária no que tange à atuação empreendedora. Primeiramente foi realizada uma revisão sistemática de literatura sobre dimensões das universidades empreendedoras sendo levantadas 101 dimensões ao total e se verificou que o empreendedorismo é analisado em toda atuação universitária desde a missão, política, procedimentos, organização, gestão, pessoal, ensino, pesquisa, inovação, financiamento, interação internacional e com outros tipos de organização. Após, realizou-se uma análise documental de oito rankings e três frameworks que resultaram na identificação de 60 dimensões de avaliação das universidades empreendedoras. A partir do estudo das dimensões, identificaram-se características e indicadores das universidades empreendedoras. O levantamento dessas informações foi analisado por um grupo focal, onde especialistas discutiram acerca das dimensões, características e indicadores. Foram analisados 14 dimensões, 75 características e 150 indicadores. A partir da percepção dos especialistas foram definidas 13 dimensões, 61 características e 198 indicadores que podem balizar a avaliação de universidades empreendedoras brasileiras.

Palavras-chave: Universidades empreendedoras; Dimensões; Características; Indicadores; Avaliação

 

Link: Dissertação Juliana Corrêa (2)

Barreto Klein, Vinícius. Um meta-modelo para formulação de estratégias de transformação digital para PMEs: uma abordagem baseada em gestão do conhecimento

A Transformação Digital (TD) expõe a falta de conhecimento em diversas organizações para lidar com este novo paradigma. A intensificação do uso das tecnologias digitais mais recentes tem disparado alterações profundas em todos os setores da sociedade e gerado, consequentemente, implicações para as organizações e seus diferentes elementos organizacionais. Dentre as organizações inseridas neste desafio, as pequenas e médias empresas (PME), de suma importância para o bem-estar social e a empregabilidade, possuem uma maior distância a percorrer no caminho para transformarem-se digitalmente. Suas limitações específicas, como a escassez de recursos e a falta de conhecimento para lidar com a TD acentuam sua vulnerabilidade a alterações tão significativas em seu meio. Isso implica a necessidade de saber projetar e implementar um processo de TD mais efetivo, que use melhor seus escassos recursos e que os potencialize por meio das tecnologias digitais. Portanto, fundamentando-se na visão baseada no conhecimento como principal recurso organizacional, no sistemismo de Bunge, na resiliência organizacional e nos estudos sobre TD, a seguinte questão de pesquisa foi investigada nesta tese: como apoiar as PMEs a enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades trazidas pela transformação digital? Assim, sob uma visão sistêmica da TD nas organizações, foi proposto um meta-modelo, que foca no nível estratégico, mediante a adequação de modelos de negócio em ciclos de adaptação e resposta às novas demandas externas. Como elementos basilares, utilizou-se o método Cesm, o Canvas Business Model e mecanismos de resiliência organizacional, articulados à espiral Seci. Como abordagem metodológica para criar o meta-modelo, foram utilizadas revisões sistemáticas de artigos científicos, estudos de caso e relatórios empresariais, combinadas com o Design Science Research Process (DSRP). Trata-se, portanto, de uma pesquisa tecnológica e pragmática, cujo objetivo foi propor um artefato funcional, relevante e com potencial prático. Os procedimentos adotados envolveram etapas iterativas e colaborativas de revisão conceitual e refinamento do meta-modelo construído, que foi submetido a revisão conceitual por meio da submissão de artigos e pela análise de dois especialistas de domínio em TD. Como resultado, o artefato foca no nível estratégico das organizações, recomendando fases, etapas e amostras de materiais de apoio (exemplos de ferramentas). Foi realizada uma análise de consistência e de viabilidade por parte de uma amostra de PMEs, que avaliaram qualitativa e positivamente o artefato. Como delimitações, destaca-se que o meta-modelo não aborda elementos inerentes aos níveis tático e operacional. Como limitações, aponta-se que amostras maiores e mais diversificadas podem ser utilizadas futuramente. Suas implicações práticas são orientar as PMEs, indicando por onde e como iniciar a TD, recorrendo a fases e etapas para guiar esta transformação. Sua estrutura não inicia na rápida adoção tecnológica, mas na elaboração de uma estratégia efetiva, centralizada no usuário, a partir de um olhar externo e sistêmico, incrementando gradativamente o conhecimento necessário para TD por meio da transformação nos elementos ‘pessoas’, ‘processos’ e ‘tecnologias’. Como trabalhos futuros, recomenda-se sua instanciação em variados setores e organizações de diferentes portes, bem como o uso de diferentes ferramentas, de modo a agregar ao meta-modelo proposto.

 

Palavras-chave: Transformação Digital. Meta-modelo. Estratégias para implantação de Transformação Digital. Resiliência organizacional. Engenharia e Gestão do Conhecimento. PMEs.

 

Link: TeseViniBKlein-RevisadaABNT v21 – FINAL PDFA1b

de Lima, Cláudio. REDES COLABORATIVAS COMO DINÂMICA DE INTERNACIONALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR: UM MODELO PARA AVALIAR O POTENCIAL DE COMPARTILHAMENTO DE CONHECIMENTO

As instituições de educação superior precisam compartilhar seus resultados de
pesquisa para a sociedade. Além disso, é necessário que elas avaliem seus
resultados de internacionalização, que têm nas redes colaborativas de pesquisa um
dos principais fatores que impactam positivamente. Essas redes produzem ativos
digitais, em coautorias internacionais, que não têm sido adequadamente registrados,
sistematizados ou mesmo compartilhados em benefício do desenvolvimento
socioeconômico. Nessa perspectiva, o objetivo desta pesquisa foi propor um modelo
de avaliação do potencial de compartilhamento de conhecimento produzido em
coautorias internacionais na forma de ativos digitais. Trata-se de uma pesquisa
tecnológica amparada na abordagem metodológica da Design Science Research.
Para a determinação do potencial de cada ativo digital, foram utilizadas fontes de
informação externas, visando auxiliar na geração de índices que indiquem o
potencial de compartilhamento de conhecimento. Indicadores altmétricos foram
considerados na geração desses índices. A representação do domínio ocorreu por
meio de uma ontologia. Nas tarefas de mineração de texto, o modelo Word
Embedding foi utilizado. A partir de matriz de similaridade, um grafo foi gerado e a
análise de rede social aplicada, para detectar agrupamentos, calcular indicadores de
centralidade e explicitar o conhecimento. Como resultado, foi criado o Modelo de
Avaliação do Potencial de Compartilhamento de Conhecimento (MAP2C). Para as
etapas de demonstração e avaliação do modelo, foi desenvolvido um protótipo,
aplicado em dois cenários de estudo. O primeiro foi composto por ativos produzidos
pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), no contexto do Programa
Capes-PrInt. O segundo envolveu ativos da área de Ciências Ambientais,
produzidos pela UFSC. Para avaliar a efetividade do protótipo, o Tau de Kendall foi
utilizado para analisar a concordância entre rankings. Um deles foi obtido de
avaliações por especialistas, enquanto os demais foram calculados pelo protótipo
com diferentes configurações. Em grande parte das comparações, foi possível
observar um resultado estatisticamente significativo e confiável. Na análise da
aplicabilidade do modelo, escalas em quantis foram criadas para os cenários, como
um termômetro, para medir o potencial de disseminação de conhecimento dos ativos
digitais. Com os resultados obtidos, pode-se afirmar que o modelo permite avaliar o
potencial de compartilhamento de conhecimento dos ativos digitais produzidos com
colaboração internacional. Os recursos gerados pelo modelo podem auxiliar
gestores na tomada de decisão, na divulgação de resultados de pesquisa para a
sociedade, na indicação de instituição mais qualificada para formação de futura rede
e no direcionamento das oportunidades dentro da instituição, tais como projetos e
oportunidades no exterior. No primeiro cenário, foi possível identificar redes
consolidadas com a Espanha, na área de Sustentabilidade Ambiental. Em
agrupamento com grande potencial, foi possível observar predomínio de
colaborações de países anglo-saxônicos, na área da Saúde Humana. No segundo
cenário, foi possível observar redes consolidadas com universidades portuguesas,
enquanto, na escala em quantis, foi possível observar a evolução do índice de
disseminação de conhecimento dos ativos digitais publicados entre 2016 e 2021.

Link: Tese_Claudio_Final

Gaspar Coelho Pinto, Larissa. PRÁTICAS ESTRATÉGICAS EM MÍDIA E CONHECIMENTO NO TERCEIRO SETOR: UM FRAMEWORK PARA A CRIAÇÃO DE MEDIA LAB PARA ORGANIZAÇÕES DA SOCIEDADE CIVIL DE FLORIANÓPOLIS

As Organizações da Sociedade Civil (OSC) são fruto do arranjo autônomo da sociedade, com objetivos de promoção e defesa de direitos e, até mesmo, fazendo a mediação entre Estado e cidadão. Quanto mais reconhecimento por parte da sociedade, mais as OSC necessitam de planejamento estratégico para que possam ser sustentáveis financeiramente a fim de alcançar sua missão social. Em meio a esse cenário, a transformação digital das OSC surge como uma necessidade para promover a consolidação dessas iniciativas, com a preocupação de, sobretudo, desenvolver uma sociedade mais justa e igualitária. Neste contexto de valorização de habilidades digitais, surgem os laboratórios sociais sob uma perspectiva da mídia e da mediação, os media labs. Tais estruturas já mostraram ser uma importante chave para desenvolver uma cultura de inovação, podendo desempenhar papel fundamental nos processos de gestão das OSC, promovendo a comunicação com stakeholders, a cultura digital e a sustentabilidade financeira. Por meio de uma pesquisa de abordagem qualitativa baseada em quatro fases do Design Thinking, esta dissertação reporta um processo de pesquisa voltado a desenvolver um framework conceitual para orientar os Primeiro e Segundo Setores a implementar, de maneira estratégica, práticas organizacionais bem-sucedidas de media labs para auxiliar na consolidação de iniciativas do Terceiro Setor. A primeira fase, de Descoberta, promove a delimitação do tema através de uma revisão integrativa de literatura. A segunda, de Definição, resume os objetos de pesquisa – o media lab e as OSC – e os procedimentos adotados para realização de 20 entrevistas semiestruturadas com representantes de media labs das cinco regiões brasileiras e a coleta das respostas de 12 OSC florianopolitanas a um questionário. A terceira fase, de Desenvolvimento, descreve as atividades de coleta, análise e interpretação do corpo de dados da pesquisa. Por fim, a quarta fase, de Entrega, é voltada à proposição do framework conceitual que, de forma simples e orgânica, articula os recursos necessários à implementação estratégica de media labs para OSC. Além disso, há uma orientação de quais áreas são as ideais para mediar, organizar e executar a implementação do media lab no Primeiro e no Segundo Setores.

 

Palavras-chave: organizações da sociedade civil, media labs, laboratório de mídia, inovação social, cultura digital.

Link: Dissertacao_Larissa_Gaspar_PPGEGC

PRADO, Gladys Milena Berns Carvalho do. Modelo EEHT: apoio ao funcionamento de equipes emergentes heterogêneas temporárias em eventos de coprodução de curta duração

Uma análise de eventos em que pessoas de diferentes perfis e papéis são convidadas a atuar em coletivos (equipes) para realizar uma tarefa em curto espaço de tempo, representando seus grupos de origem (demográfica, funcional, etc.), mostrou que, embora sejam cada vez mais frequentes e importantes, os responsáveis por esses eventos se veem no desafio de promover dinâmicas de grupo que otimizem o uso do tempo, promovam participação coletiva, facilitem o entendimento e gerem convergência, mas não encontraram, ainda, uma solução que atenda sua demanda. Foi na busca de uma solução para isso que se desenvolveu esta pesquisa. Na ciência de grupos, pesquisas atuais buscam responder questões ligadas: à fluidez, diversidade e heterogeneidade dos membros de uma equipe, aos contextos complexos e globalizados, à dinamicidade das tarefas, à distância física e à diferença cultural. Apesar dos muitos estudos já realizados sobre as equipes de trabalho, não se encontrou um modelo para apoiar atividades de coprodução de equipes emergentes, heterogêneas, e temporárias, que se reúnem para representar diferentes organizações e instituições, ou classes, em um trabalho conjunto e interdependente. O que leva à seguinte questão: como apoiar atividades de coprodução de curta duração de equipes emergentes heterogêneas e temporárias? Este estudo interdisciplinar tem como objetivo propor um Modelo Conceitual de apoio ao funcionamento de Equipes Emergentes Heterogêneas Temporárias (Equipes EHT) em eventos de coprodução de curta duração. Neste estudo optou-se pelo uso da Design Science Research e o desenvolvimento do modelo utilizou o modelo CESM de Bunge. A etapa de avaliação foi realizada com entrevistas semiestruturadas, cujo roteiro teve como base os componentes do modelo proposto. Como resultado obteve-se a caracterização e definição de Equipe EHT com base na ciência de grupos, um modelo conceitual do sistema de coprodução da Equipe EHT em eventos de curta duração e uma relação de ferramentas que apoiam o funcionamento das atividades de coprodução de Equipes EHT com ênfase nas funções de moderação e coprodução da equipe.

 

Palavras-chave: equipe; coprodução; modelo conceitual; eventos de curta duração; resultados do trabalho em equipe.

Link: TESE_-_VERSAO_FINAL_08_08_2022_assinado

Landim Quinaud. Adriana. Uso da Rede Social Organizacional e suas affordances como estratégia de comunicação interna para potencializar a construção da Memória Organizacional

Na sociedade-rede-líquida a internet torna-se o meio universal da comunicação interativa, as experiências passadas se tornam irrelevantes e nada pode reivindicar a condição de perenidade. Essa realidade impacta diretamente as organizações que devido às inovações tecnológicas e suas implicações enfatizam o poder da comunicação. A pandemia da Covid-19 trouxe novos desafios que exigem das organizações a utilização dos ativos digitais em abordagens eficazes. Dados da pesquisa Desafios da COVID-19 para a Comunicação Organizacional da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (2020) revelaram que a comunicação interna foi a mais afetada, sendo o seu maior desafio manter os funcionários engajados e produtivos. Nesse contexto, de home office, sistemas híbridos de trabalho, excesso informacional e desinformação, a comunicação interna acontece em rede e virtualmente, sendo necessário repensar em novas formas de construção da Memória Organizacional (MO). Este estudo tem como objetivo propor um Modelo Conceitual inter-relacionando o uso da Rede Social Organizacional (RSO), por meio de suas affordances, como estratégia de comunicação interna para potencializar a construção da MO. A RSO permite a visibilidade da comunicação e a MO propiciada por ela apresenta um novo formato: dinâmico; atual; individual, de grupos e coletivo; em rede; virtual; interativo e conectivo. Como uma tecnologia social, muito se fala da RSO como uma plataforma para otimizar a comunicação, possibilitar o compartilhamento, facilitar a colaboração e promover uma socialização informal. A abordagem utilizada para relacionar esses dois construtos, RSO e MO, é a Teoria das Affordances que enfatiza as possibilidades de ação, seja permitir ou restringir. Ela tem sido utilizada para explicar os usos de uma mesma tecnologia nas dinâmicas de comunicação e de trabalho. O percurso investigativo é composto por uma Pesquisa Teórica, por meio da Revisão Integrativa da Literatura, a fim de obter o contexto amplo sobre esses três construtos. Como resultado dessa etapa, foram elaborados oito pressupostos teóricos e um Modelo Conceitual que oferecem subsídios para a compreensão da interligação proposta. Ao analisar os processos infocomunicacionais que acontecem por meio da RSO, constatou-se que os usos de suas funcionalidades permitem emergir suas affordances (visibilidade, persistência, editabilidade e associação) que possibilitam obter como resultados, distintos tipos de MO (comunicativa, cultural, política e sensorial) e efetivar diferentes funções (apoio a tomada de decisão e eficácia da comunicação interna; integração e consistência da identidade coletiva; compartilhamento, reservatório e conhecimento situacional interno, e controle e institucionalização de experiências e práticas). Para verificar se os pressupostos e do Modelo Conceitual foram formulados corretamente foi realizada a etapa de Pesquisa de Campo com a aplicação de survey com usuários de uma rede social interna da Universidade Corporativa da Polícia Rodoviária Federal (UniPRF), a PRF Online. Os resultados confirmam as propostas desta tese que entre suas principais contribuições teóricas está a interligação entre os três construtos analisados e como implicações práticas enriquecer a compreensão sobre o uso da RSO como estratégia de comunicação interna. Espera-se, ir além da visão simplista de mera ferramenta ou suporte tecnológico, mas como medium-ambiência capaz de possibilitar a construção da Memória Organizacional.

 

Palavras-chave: Rede Social Organizacional. Affordances. Estratégia de Comunicação Interna. Memória Organizacional.

Link: Tese_Adriana_Landim_Quinaud

dos Santos Vieira, Thaianne Fernanda. MAPEAMENTO DOS CONHECIMENTOS CRÍTICOS PARA A IMPLEMENTAÇÃO DE ESTRATÉGIAS OMNICHANNEL NO VAREJO BRASILEIRO

O varejo passa por constantes transformações, sempre buscando viabilizar a melhor experiência de compra e a fidelização dos seus clientes através da otimização dos canais de vendas. A pesquisa tem por objetivo mapear os conhecimentos críticos necessários para a implementação de uma estratégia omnichannel no varejo brasileiro. Os métodos utilizados na condução do estudo foram uma revisão sistemática de literatura para listar os fatores chave e, posteriormente, entrevistas com as lideranças de uma grande varejista brasileira para mapear os conhecimentos necessários. Os entrevistados avaliaram os conhecimentos mapeados nas entrevistas para medir a criticidade de cada um. Todos os conhecimentos levantados mostraram significância na implementação do omnichannel, assim como os fatores chave descobertos na literatura. Mudança organizacional foi considerado o fator chave mais crítico, enquanto saber quais produtos são rentáveis, geram recorrência e têm menores custos foi considerado o conhecimento crítico de maior valor. O fator de criticidade mais alto foi o de adequação à estratégia, o que significa que os conhecimentos associados à relevância têm maior peso do que os conhecimentos associados à vulnerabilidade. Por fim, iniciativas de Gestão do Conhecimento são consideradas e uma proposta de plano de ação é apresentada para cada iniciativa.

 

Palavras-chave: Omnichannel. Varejo. Conhecimentos Críticos.

Dissertação: MAPEAMENTO DOS CONHECIMENTOS CRÍTICOS PARA A IMPLEMENTAÇÃO DE ESTRATÉGIAS OMNICHANNEL NO VAREJO BRASILEIRO-Thaianne_Vieira-Dissertacao

Jader Trierveiler, Heron. FRAMEWORK PARA ANÁLISE DE ADERÊNCIA DE INICIATIVAS DE TRASFORMAÇÃO DIGITAL À RESILIÊNCIA ORGANIZACIONAL

A transformação digital é uma realidade e sua evolução será significativa nos próximos anos. Na indústria, para além dos ganhos em eficiência operacional proporcionados pelas tecnologias inteligentes, são esperadas repercussões sobre design e organização do trabalho, segurança, saúde e bem-estar dos trabalhadores. Apesar de ser consenso que as organizações se beneficiam quando consideram fatores humanos no design do trabalho e de seus artefatos, a pesquisa acadêmica recente evidenciou a importância de se buscar a compreensão da complexidade dos sistemas sociotécnicos em iniciativas de transformação digital, combinando perspectivas organizacionais, tecnológicas e humanas. Este trabalho busca preencher esta lacuna ao conjugar as áreas de fatores humanos e engenharia de resiliência com as iniciativas de transformação digital na Indústria 4.0, evidenciando os reflexos sobre segurança operacional e saúde ocupacional. Para tal, desafia-se a conceber métodos e instrumentos para analisar a aderência das iniciativas de transformação digital a princípios de fatores humanos e às capacidades de resiliência organizacional. Um framework baseado em constructos, categorias de análise e variáveis é proposto, combinando as técnicas Escala de Análise de Resiliência (AHP) e Análise Hierárquica de Processos (AHP). A pertinência, aplicabilidade e abrangência deste framework são avaliadas em uma experimentação junto a um consórcio de empresas críticas em segurança que atuam no setor de óleo e gás. Os resultados obtidos evidenciam o potencial do framework para, de forma abrangente, quantificar o nível de aderência das iniciativas de transformação digital a princípios de fatores humanos e à resiliência organizacional. De forma específica, permite observar esta mesma aderência em relação a categorias de análise, como automação digital e cibersegurança, e até em relação a variáveis individuais. Com esses dados, espera-se que profissionais atuantes principalmente em organizações críticas em segurança, como a aviação civil e a indústria de óleo e gás, aprimorem iniciativas de transformação digital com vistas ao aumento de sua aderência a princípios de fatores humanos e à resiliência organizacional, influenciando positivamente aspectos relativos a segurança operacional e saúde ocupacional.

 

Palavras-chave: Transformação Digital. Indústria 4.0. Fabricação Inteligente. Resiliência. Segurança. Fatores Humanos. Sistemas Sociotécnicos. Organizações Críticas em Segurança. Óleo e Gás.

Tese: Heron J Trierveiler – Framework para análise de aderência de iniciativas de TD à resiliência organizacional