CONSONI, Deizi Paula Giusti. Competências Empreendedoras: Estudo de Caso em uma Organização de Ensino Intensiva em Conhecimento

Muito se tem falado sobre empreendedorismo ao longo dos últimos anos. Seu conceito vem conquistando o olhar de outras ciências, passando, assim, a figurar em espaços para além da organização. As competências empreendedoras passam a ser mais exigidas na formação profissional e valorizadas não somente no mundo do trabalho, mas na sociedade, no setor público, na iniciativa privada e na própria vida do indivíduo. Nessa conjuntura, entendendo que a escola pode ser um eventual ponto de partida do empreendedor para “o mundo” é possível que as competências empreendedoras dos professores dos cursos técnicos possam despertar nos alunos a “vocação empreendedora” ou as competências empreendedoras tão necessárias atualmente. Assim, o objetivo desta pesquisa foi analisar as competências empreendedoras presentes nos professores dos Cursos Técnicos Subsequentes do Campus Florianópolis-Continente do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – IFSC. Para isso, a pesquisa foi conduzida por uma abordagem qualitativa, de cunho exploratório e descritivo. No que tange aos procedimentos foi bibliográfica, documental, com estudo de campo e com estudo de caso. Para análise e interpretação dos dados coletados, utilizou-se a análise de conteúdo. A revisão sistemática integrativa permitiu verificar a inexistência de estudos que analisassem competências empreendedoras em professores, bem como que afirmassem a presença de tais competências nos docentes, tornando essa pesquisa relevante. A pesquisa empírica revelou que os professores pesquisados são empreendedores e que juntos possuem todas as características empreendedoras citadas no modelo de Cooley (1990), quais sejam: estabelecimento de metas, planejamento e monitoramento sistemático, persistência, comprometimento, busca de informações, busca de oportunidades e iniciativa, exigência de qualidade e eficiência, correr riscos calculados, persuasão e rede de contatos, independência e autoconfiança. Por fim, observou-se que as competências planejamento e monitoramento sistemático, comprometimento e exigência de qualidade e eficiência apresentaram-se com maior frequência que as demais. E a competência busca de oportunidades e iniciativa apresentou-se com menor frequência.

Lins para Download: Deizi Paula Giusti Consoni

LIRA, Wescley José. Mapeamento Situacional de uma Iminente Colisão entre Aeronaves na Percepção do Controlador de Tráfego Aéreo: Um Estudo de Caso. Dissertação, 2016

Esta dissertação trata de um estudo de caso sobre “o mapeamento situacional na tomada de decisão em uma iminente colisão entre aeronaves” na percepção de um controlador de tráfego aéreo em um aeroporto de porte médio em uma cidade do Estado de Santa Catarina. O objetivo deste estudo foi organizar imageticamente o mapa da situação de iminente colisão entre aeronaves; verificar se os pilotos em comando das aeronaves em conflito aeronáutico cumpriram com as normas regulamentares estabelecidas pela Instrução do comando da aeronáutica (ICA); identificar se a tomada de decisão do Controlador de Trafego Aéreo é compatível com as normas estabelecidas pela instrução do comando da aeronáutica para situações de incidente ou acidente aeronáutico. Os dados foram coletados a partir dos relatos do CTAs envolvidos, a posteriori do mapa imagético elaborado no estudo pelo autor e parcialmente pela visualização do equipamento TARIS por meio da observação participante. Os resultados revelaram que este estudo auxilia o profissional Controlador de Trafego Aéreo em uma prospecção imagética de situações semelhantes a fim de dar suporte à sua tomada de decisão. O CTA deve estar em estado de alerta, atenção e prontidão ao tomar a decisão em conformidade com as regras estabelecidas pela ICA, para a tomada de decisão a fim de evitar uma iminente colisão entre aeronaves.

Link para Download: Wescley José Lira

MELO, Michelle Bianchini de. Cultura Empreendedora na Universidade Federal de Santa Catarina: o Centro Técnológico Como Espaço de Práticas Empreendedoras. Dissertação, 2014.

Esta dissertação, construída em torno da percepção de gestores do Centro Tecnológico da Universidade Federal de Santa Catarina, sobre os espaços da universidade propícios ao desenvolvimento de práticas empreendedoras, tem como pano de fundo uma sociedade em plena turbulência, com características empreendedoras e inovadoras baseada em tecnologia e no conhecimento. Trata-se da sociedade do conhecimento, que tem como fundamento principal a criação e o compartilhamento de conhecimento e a necessidade de novos trabalhadores que promovam o desenvolvimento da sociedade de forma abrangente, sob mudanças de paradigmas e da estrutura produtiva. Assim, considerando o empreendedor aquele que possui o perfil mais adequado a esta sociedade e a universidade como um espaço de formação destes profissionais, está dissertação tem como objetivo analisar a percepção dos gestores do CTC sobre os espaços de práticas empreendedoras no Centro Tecnológico da Universidade Federal de Santa Catarina. Como específicos tem-se: conhecer espaços para o desenvolvimento de práticas empreendedoras no CTC; mapear as principais práticas empreendedoras existentes nos respectivos departamentos ligados ao CTC; identificar os fatores determinantes e restritivos para o desenvolvimento de espaços para a prática de empreendedorismo no Centro Tecnológico. A pesquisa é do tipo exploratória e com o tratamento de dados qualitativos e interpretativos. A população do estudo é formada por gestores, representados pelas chefias dos departamentos do Centro Tecnológico da Universidade Federal de Santa Catarina e o Diretor do Centro, em razão de os mesmos exercerem funções de gestão, ou estarem em contato direto com as questões relacionadas as práticas empreendedoras. Os dados foram obtidos por meio de pesquisa bibliográfica e documental, bem como, por entrevistas semiestruturadas, sendo que para a análise dos dados utilizou-se análise de conteúdo. Os resultados da pesquisa apontam que as práticas empreendedoras estão presentes nos departamentos, mas um pouco fragmentadas e ganham pouca visibilidade. Os gestores percebem que seus departamentos são empreendedores, na medida que possuem pessoas empreendedoras e práticas que remetem a necessidade de um perfil empreendedor. O estudo evidencia, ainda, que todos os envolvidos beneficiam-se com o desenvolvimento dessas práticas. Os alunos que tem a oportunidade do aprendizado e aquisição de novas competências na relação com empresas ou pesquisas inovadoras, como também, os professores que compartilham o conhecimento, inovam e desenvolvem parcerias para realizar pesquisa de ponta. Fica evidente que as práticas tornam os departamentos mais dinâmicos e inovadores, proporcionando parceria com o setor produtivo, produzindo conhecimentos importantes e preparando profissionais para esta nova sociedade.

 

Link para download: Michelle Bianchini de Melo

MULLER, Jactania Marques. Análise Comparativa de Artefatos para Preservação da Memória de Trabalho. Dissertação, 2016.

Ao longo da vida as regiões do cérebro que contribuem para o desempenho da memória sofrem alterações e umas das regiões cerebrais que exibem forte mudança relacionada com a idade em estrutura e função é o córtex pré-frontal. Por isso, grande parte dos déficits de memória observado em idosos saudáveis envolve a memória de trabalho. Para avançar o conhecimento científico disponível sobre a memória de trabalho, foi desenvolvida uma revisão integrativa da literatura sobre o tema, com o objetivo de identificar categorias de análise de artefatos para a preservação da memória de trabalho. A partir das categorias de análise, elaborou-se um modelo analítico que foi utilizado para a análise comparativa de três artefatos para preservação da memória de trabalho distintos, tratando-se dos modelos BrainHQ, CogniFit e Lumosity. As três propostas foram apresentadas e analisadas com base nos critérios: fundamentos orientadores; concepção de memória adotada; abordagem para treinamento da memória; e estratégias do processo de treinamento. Foi possível perceber na análise que os três modelos partem da mesma orientação teórica acerca do mecanismo envolvido no processo da formação cognitiva, assim como na compreensão da memória humana que apresentam aspectos comuns no que diz respeito ao que a memória representa. Quanto a abordagem para treinamento da memória, as propostas se diferem e, ao analisar as estratégias para gerar resultados, trazem mais pontos de convergência do que divergência quanto às condições para alcançar resultados reais e duradouros.

Link para download: Jactania Marques Muller

BIAGIOTTI, Breno de Almeida. Avaliação da Qualidade da Informação de Cursos Massivos: Um Estudo de Caso do Telelab. Dissertação, 2016.

Esta dissertação tem como objetivo avaliar a qualidade da informação
em cursos massivos (MOOCs), mais especificamente através de um
estudo de caso do Telelab. A escolha desse tema justificou-se pela
escassa bibliografia no campo da avaliação de cursos massivos, por se
tratarem de um fenômeno recente no campo da educação. Segundo
dados do censo 2014 da Associação Brasileira de Educação a Distância
(ABED), os cursos massivos ocupam apenas 1% das iniciativas de EaD
no Brasil, enquanto nos Estados Unidos e Europa esses cursos são
amplamente disseminados. A escolha do Telelab se deu por ser um
projeto brasileiro, que capacita mensalmente milhares de alunos, desde
sua criação em 1997, e vem se adaptando aos avanços tecnológicos ao
longo de sua existência. Para alcançar os objetivos, buscou-se
fundamentação teórica em Lévy (1999) que indica a necessidade de
acesso ao conhecimento ao mesmo tempo massificado e personalizado
como característica da cibercultura; Hollands e Tirthali (2014) e
Siemens (2005) que avaliam as características e novas formas de obter
conhecimento proporcionadas pelos MOOCs; Brown (2010) e Silva et
al. (2012) que tratam da utilização da metodologia design thinking (DT)
como alternativa para resolver problemas complexos e que
necessitassem de criatividade; Udo et al (2011) que contribuem com sua
escala SERVQUAL adaptada para avaliação da qualidade da informação
de cursos a distância; (Conole, 2013) que estabelece uma metodologia
com 12 dimensões para avaliação de MOOCs; Alavi e Leidner (2001) e
Schank, Berman e Macpherson (1994) que contribuem na discussão
sobre os tipos de conhecimento, principalmente o procedural
/procedimental. Metodologicamente, apoiou-se em (GIL, 1991) e Yin
(1994) sobre a importância do estudo de caso e suas múltiplas técnicas
de coleta de dados; Triviños (2006) que aborda sobre as técnicas de
entrevista no processo de pesquisa e Lakatos e Marconi (2010) que
abordam sobre as estratégias de análise de conteúdo. Também se
realizou uma revisão sistemática com MOOCs sobre HIV procurando
analisar e entender os modelos de cursos massivos existentes sobre essa
temática. Para isso consultou-se as principais plataformas de cursos
massivos como Coursera, EDX, Udacity e OpenClass. Definiu-se a
amostra através de aplicação de questionário com 1.201 usuários e 6
gestores do Telelab que, juntamente com análise de conteúdos dos
bancos de dados, revisões bibliográficas e sistemáticas e entrevistas,
permitiu estabelecer um panorama onde evidenciou-se a alta qualidade
de serviço que o Telelab está disponibilizando para seus usuários.
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Conclui-se também que o MOOC é uma ferramenta apropriada para
disseminação do conhecimento para a capacitação profissional.
Ressaltou-se, entretamto, a falta de uniformidade de um modelo padrão
de MOOC, o que indica que a preocupação com a qualidade deve ser
priorizada. Questões como o desenvolvimento de um modelo de negócio
sustentável e a definição dos métodos de certificação são algumas
questões que impedem a total consolidação dos cursos massivos no
cenário educacional.

Link para download: Breno de Almeida Biagiotti

ACOSTA MEDEIROS, Danielle Rufino de. Transição e Inovação: As Potencialidades dos Newsgames para o Jornalismo On-Line. Dissertação, 2016.

A internet protagoniza uma (r)evolução no ecossistema jornalístico (ANDERSON; BELL; SHIRKY, 2013), implicando em alterações graduais no modo de produzir, veicular e disseminar informação. A inexauribilidade do espaço disponível possibilita a oferta de produtos comunicacionais inovadores – que se utilizam de linguagens jornalísticas digitais, viáveis também pela decorrência da cultura da convergência das mídias (JENKINS, 2009). Propõe-se, com esta dissertação, estudar especificadamente um desses produtos: os newsgames, ou jogos jornalísticos digitais, que são a interseção entre jornalismo e jogos (SICART, 2008; BOGOST; FERRARI; SCHWEIZER, 2010; FRASCA, 2010). A partir de 2003, são publicados em veículos de comunicação vanguardistas, como os jornais New York Times (EUA), El Pais (Espanha) e revista Superinteressante (Brasil), como uma das possibilidades de gamification (DETERDING et al., 2011; ZICHERMANN; CUNNINGHAM, 2011) na comunicação. São classificados como serious games (ZYDA, 2005; MARCZEWSKI, 2013), jogos sérios, e inseridos nos conceitos de jornalismo imersivo (DE LA PEÑA et al., 2012; ALZAMORA; TARCIA, 2012) e transmidiático (JENKINS, 2009; MOLONEY, 2011). Esta dissertação embasa-se em fundamentação teórico-reflexiva, utilizando revisão integrativa (BOTELHO; CUNHA; MACEDO, 2014), sem meta-análise, com revisão bibliográfica ou narrativa (MUÑOZ et al., 2002). A abordagem é qualitativa (VERGARA, 1997; GIL, 2005), sendo também uma pesquisa exploratória e empírica (MATTELART, 1995; BROOME, 2000; DENCKER; DA VIÁ, 2001; DONSBACH, 2006), que utiliza como instrumentos técnicos a entrevista com cinco especialistas (TRIVIÑOS, 1990; DUARTE, 2005) e levantamento de dados discursivos (SOUSA, 2011). Conclui-se que os newsgames são produtos comunicacionais monetizáveis e promissores para o mercado jornalístico. Entre as afirmativas desta pesquisa, a principal está na circunspecção das potencialidades dos newsgames para o jornalismo on-line. Para tanto, embasa-se em suas estratégias econômicas, transitando entre conceitos de economia da mídia, economia digital, indústria criativa, economia da atenção. Nesse ambiente dinâmico identificam-se oito vantagens competitivas transitórias (MCGRATH, 2014) dos newsgames, entre elas a fidelização de usuários, principalmente os da apodada geração digital (TAPSCOTT, 2010); o desenvolvimento de competências cognitivas importantes até mesmo para o mercado de trabalho; o uso dos newsgames como ferramenta de debate e utilidade
pública. Espera-se que as implicações estratégicas derivadas dos resultados desta pesquisa possam estimular a disseminação de conhecimento jornalístico por meio dos newsgames.

 

Link para download: Danielle Rufino de Medeiros Acosta

NUNES, Elton Luiz Vergara. Audiodescrição Didática. Tese, 2016.

Na atual sociedade do conhecimento, em que as imagens passaram a ocupar um lugar privilegiado na disseminação do conhecimento, com recursos de visualização cada vez mais presentes, é necessário encontrar um caminho de inclusão para os cidadãos cegos, a fim de que possam exercer seu direito de conhecer e apreender a realidade. Em um país onde cerca de 19% da população tem deficiência visual, com mais de 543 mil pessoas cegas, o acesso a esse tipo de material visual fica bastante prejudicado se não forem adotados recursos de acessibilidade adequados. A tecnologia assistiva chamada audiodescrição apresenta-se como possibilidade para esse acesso. Esta pesquisa, sob a ótica da teoria da enação e da externalização do conhecimento, busca verificar se tais recursos de acessibilidade são capazes de dar a esses aprendizes condições para apreenderem os conteúdos visuais e compartilharem o conhecimento neles veiculados, no contexto de aprendizagem. Com uma pesquisa qualitativa, interpretativista, valoriza-se a experiência e a subjetividade dos sujeitos, que poderão oferecer subsídios suficientes para que sejam elaboradas recomendações para apresentação de material de visualização do conhecimento para o aprendizado compartilhado com pessoas cegas. Com a questão de pesquisa “Como deve caracterizar-se a audiodescrição dos materiais escolares que permita ao aprendiz cego o acesso ao conteúdo didático visual no contexto de sala de aula?”, propõe-se um conjunto de recomendações para a elaboração de roteiros de audiodescrição com fins didáticos de imagens que veiculam conhecimento, para aprendizes cegos, com a intenção de possibilitar o aprendizado compartilhado desses sujeitos. Percebeu-se que a audiodescrição didática, utilizada com a intenção de auxiliar o aluno a aprender um conteúdo a partir de uma imagem, vai além da mera tradução visual objetiva dessa imagem; abandona a linguagem pretensamente neutra e assume seu papel de ferramenta de ensino nas mãos do professor-audiodescritor, torna-se, ela mesma, um recurso didático não limitado à ferramenta intermediadora.

 

Link para download: Elton Vergara Nunes

SILVA, Edson Rosa Gomes. Arquitetura de Conhecimento para Eparticipação: Superando o Problema da Agência com a Engenharia do Conhecimento. tese, 2016.

A Teoria da Agência estuda a relação entre o administrador e o
proprietário do meio de produção. Pela teoria, o comportamento do
administrador pode não estar totalmente alinhado aos interesses da
organização. A teoria aponta para necessidade do monitoramento das
ações desenvolvidas pelo administrador (Agente) para não prejudicar os
interesses do proprietário (Principal). O estudo partiu da governança
corporativa na esfera privada, mas a teoria foi gradativamente
incorporada na análise das instituições públicas. A resolução dos
problemas evidenciados pela teoria refere-se ao alinhamento de
interesses, à transparência das ações e à Accountability, para aprimorar o
controle social. O governo eletrônico, empregando TICs, pode vencer as
barreiras encontradas pela sociedade no processo de participação
eletrônica, criando canais de interação entre cidadãos e governo.
Entretanto, apenas formalização de canais não possibilita participar
efetivamente das ações propostas pelos gestores públicos. Este trabalho
estruturou uma arquitetura de conhecimento que guia a efetivação da eparticipação
nos órgãos públicos. Essa foi amparada pela engenharia do
conhecimento (EC), pois a metodologia adequada e as técnicas ajudarão
no recebimento, tratamento e conversão da informação em
conhecimento para auxiliar a tomada de decisão do gestor público. A
arquitetura de conhecimento para e-participação procurou mitigar os
problemas da agência na esfera pública, possibilitando aos cidadãos
monitorar as ações desenvolvidas, por meio das TICs e amparada pela
EC. Sua verificação foi por aplicação na segurança pública, nos
Conselhos Comunitários de Segurança. Os estágios para aplicação são
apresentados desde o encaminhamento das demandas, passando por
explicitação das necessidades da comunidade até resolutibilidade pelas
ações do gestor público, possibilitando acompanhar a resolução dos
problemas levantados na localidade. Foi empregado o método sistêmico,
para estruturar a argumentação e auxiliar na identificação das interrelações
nos processos de aquisição e explicitação do conhecimento. A
estruturação da arquitetura foi organizada para identificar os atores, os
processos, os conhecimentos e as interações, visando à transparência nas
demandas e ao acompanhamento de resoluções dos problemas pelos eparticipantes
nas comunidades.

 

Link para download: Edson Rosa Gomes da Silva

BARBOSA, Rafaela Elaine. Jogando para Transitar Seguro: Uma Experiência de Educação para o Trânsito. Dissertação, 2016.

Esta dissertação tem como objetivo avaliar como os jogos digitais
tornam o processo de aprendizado na escola mais estimulante e atraente
para as crianças. No caso específico, definiu-se como temática a
educação para o trânsito e, para tanto, foi realizada a aplicação e a
análise do jogo Vrum. Justifica-se essas escolhas com base nas
estatísticas que mostram que acidentes matam cerca de 40 mil pessoas
por ano no Brasil e que esta é a primeira causa de morte de crianças na
faixa etária de zero a 14 anos. A escolha do jogo Vrum se deu por ele ter
sido desenvolvido no Brasil, para o ensino fundamental, utilizando
recursos de simulação para ensinar regras de trânsito estabelecidas no
Código de Trânsito Brasileiro. Para alcançar esses objetivos, buscou-se
fundamentação teórica em Renaud e Suissa (1989) que apontam um
conjunto de elementos para reduzir o número de mortes no trânsito:
infraestrutura, leis e educação; Prensky (2001) que trata sobre a
natividade digital; Kapp (2012) mostra a relação entre jogos e
aprendizagem; Jenkins (2008), que considera os jogos como narrativas
transmidiáticas; Rozestraten (1988) e Rizzardo (2003) para entender o
trânsito e suas implicações. Metodologicamente, nos apoiamos em
Denzi e Lincoln (2014) que discutem a pesquisa qualitativa e
interpretativa como ferramenta para entender a realidade; em Martins e
Theophilo (2007) que estabelecem relação entre o número de
participantes e o aproveitamento das observações a partir dos grupos
focais; Lakatos e Marconi (2010) sobre a importância das entrevistas no
processo de pesquisa e, Colli e Hussey (2014) que analisam a distância
entre o pesquisador e seu objeto de estudo. Optou-se por entender a
problemática do trânsito e para identificar experiências similares no
Brasil e no exterior, através de uma revisão sistemática, tendo como
palavras-chave: educação, trânsito e jogos, nas bases de dados Scopus,
Science Direct e Web of Science. A amostra foi definida por
conveniência, visto que foi trabalhoso o processo de encontrar um
colégio que pudesse participar do experimento; o critério para escolha
da escola onde foi feita a aplicação se deu pela necessidade de
equipamentos apropriados, aceitação da experiência e, principalmente
por não ter nenhum módulo sobre educação no trânsito no currículo. A
opção por entrevistas estruturadas, antes e depois da aplicação do jogo, e
a realização de grupo focal (Focal Group) nos permitiu avaliar a
experiência das crianças e seu engajamento e interesse em aprender. A
experiência evidenciou como o jogo estimulou a vontade de aprender
acerca de um assunto de difícil abordagem – principalmente em relação
a leis e comportamentos, e a adequação do jogo como ferramenta de
aprendizagem para uma faixa etária composta basicamente por nativos
digitais. Por fim, concluiu-se que a definição de políticas públicas que
incentivem programas específicos de Educação para o Trânsito – a
exemplo do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à
Violência (PROERD) poderia contribuir para reduzir o número de
mortes de crianças no trânsito, para além da formação de cidadãos mais
conscientes.

 

Link para download: Rafaela Elaine Barbosa

NARDI, Bárbara Zardo de. Conhecimento da Marca de Gestão Jurídica Trabalhista. Dissertação, 2016.

Diversos são os estudos que apontam as marcas como ativos valiosos, porque representam entidades e contribuem para seu reconhecimento social e crescimento econômico. Como sinais da identidade de organização, produto, serviço ou personalidade, as marcas sintetizam atividades e valores na memória de clientes, consumidores, cidadãos e público em geral. Contudo, os princípios da marca, como sinal de identificação e símbolo de reputação, podem ser considerados em cenários diversos: social, humanitário, ambiental e organizacional, considerando-se as empresas ou as instituições públicas, cujas atividades realizadas devem resultar em melhorias aos cidadãos. Nas instituições públicas da Justiça do Trabalho, as leis são iguais para todos os trabalhadores ou cidadãos, contudo, as sentenças trabalhistas decorrem também de interpretações específicas do magistrado ou juiz do trabalho. Assim, a recorrência dessas especificidades caracteriza aspectos específicos do posicionamento profissional de cada magistrado, estabelecendo sua “marca de gestão jurídica”. Essa percepção decorreu da realização de uma pesquisa exploratória que, em parte, ocorreu em um gabinete jurídico do Tribunal Regional do Trabalho, a partir dos interesses pertinentes às áreas de Mídia e Gestão do Conhecimento. A partir da observação direta e de entrevistas abertas com o público interno, foi também realizado um estudo preliminar das possibilidades de aplicação dos recursos pertinentes à área de Mídia e Conhecimento, visando a melhoria dos processos de informação, registro, comunicação e conhecimento, relativos ao sistema de gestão e atuação do gabinete jurídico. Portanto, este estudo trata do sistema de trabalho jurídico do gabinete e, mais especificamente, da parte referente à composição do voto do magistrado, que deve ser formulado de acordo com sua “marca de gestão jurídica”. O objetivo é identificar as possibilidades de aplicação dos recursos pertinentes à área de Mídia e Conhecimento, como as comunidades de prática, espaços colaborativos e biblioteca de documentos, visando o aprimoramento do trabalho de formulação do voto do magistrado, de acordo com sua “marca de gestão jurídica”. Assim, identificaram-se aspectos e elementos que especificam a “marca de gestão jurídica”, considerando-se que, futuramente, essas informações podem servir para compor modelos de recuperação, registro e comunicação do conhecimento da “marca de gestão jurídica trabalhista”.

 

Link para download: Bárbara Zardo de Nardi