SÉRGIO, Marina Carradore. Modelo de Avaliação de Potenciais Ideias Alinhadas ao Contexto Organizacional. Tese, 2020.

O volume de dados textuais gerados em plataformas de gestão de ideias tem tornado a avaliação destas informações, realizada de forma manual, demorada e dispendiosa. Embora a literatura relate a importância da utilização de ferramentas de mineração de dados e texto para a avaliação de ideias, poucos trabalhos utilizam tais mecanismos para apoiar os gestores na tomada de decisão. O objetivo desta pesquisa é avaliar o potencial de implementação de ideias alinhadas ao contexto organizacional, propondo um modelo com base nestas ferramentas. Para a determinação da relevância de cada ideia foram utilizadas fontes de informação externas visando auxiliar na geração de índices, entre eles: o índice de aderência ao contexto organizacional, o índice de atualidade, o índice de originalidade e o índice de tecnologia. Estes quatro índices compõem ao final o índice de potencialidade da ideia. A representação do domínio ocorreu através de uma ontologia, validada por um conjunto de especialistas. Para a etapa de avaliação do modelo proposto foi desenvolvido um protótipo aplicado em dois cenários de estudo, bem como foram realizados testes com modelos supervisionados e elaborado um questionário avaliado por especialistas. O primeiro cenário de estudo foi composto por ideias coletadas do programa Sinapse da Inovação® e informações extraídas do edital de fomento para compor o contexto organizacional. Neste cenário, na etapa de mineração de texto o modelo proposto produziu uma assertividade de aproximadamente 70% na seleção de ideias implementadas e obteve 80% de assertividade na indicação de grupos de potenciais ideias quando analisados os principais agrupamentos. O segundo cenário de estudo envolveu ideias que constam na coletânea #MosquitoNão promovida pelo Ministério da Educação. Neste cenário, o objetivo da análise foi identificar as características da formação dos agrupamentos e, a partir disso, analisar os índices gerados pelo protótipo independente do contexto organizacional, enfatizando a generalidade e aplicabilidade do modelo. Com os resultados obtidos pode-se afirmar que o modelo proposto permite avaliar o potencial de implementação das ideias alinhadas às temáticas estratégicas relacionadas ao contexto organizacional. Isso ocorre em aspectos como a redução do esforço durante a avaliação de ideias, bem como a promoção de indícios sobre o potencial de implementação das mesmas, com o intuito de suportar os especialistas na avaliação e seleção de quais ideias serão colocadas em prática, otimizando os recursos organizacionais.

Palavras-chave: Gestão de Ideias. Representação de Conhecimento. Mineração de Texto.

Link para Download: Marina Carradore Sérgio.

ELEUTHERIOU, Vanessa Cardoso Santos. Identidade e Pertencimento em Cidades Humanas Inteligentes: o caso de Santa Maria/RS. Dissertação, 2017.

Uma das maiores críticas ao modelo tradicional de smart cities é a aparente falta de conexão com o elemento humano e a “homogeneização” e “robotização” de cidades que um desenvolvimento focado em tecnologia pode trazer. Nesse sentido, surge a visão das cidades mais humanas, inteligentes e sustentáveis (CHIS), que percebe a importância do investimento em capital humano e social e de processos participativos de governança para o estabelecimento de uma smart city. Uma das maiores dificuldades no tema das cidades inteligentes é, ainda, como promover de fato esse envolvimento dos cidadãos no processo. Sugere-se, então, o fortalecimento da imagem da cidade em conexão com a identidade local para fazê-lo funcionar e ser sustentável a longo prazo, principalmente através das mídias do conhecimento. Os temas se conectam através da relação entre o sentimento de pertencimento com o lugar e o comprometimento da população em trabalhar por sua melhoria, além da atração de investimentos e turismo e retenção de talentos. A pesquisa revelou que ainda não há muitos estudos relacionando os conceitos de identidade e imagem da cidade com o de humane smart cities; destaca-se, porém, o projeto europeu My Neighbourhood, que considera o senso de pertencimento na criação de uma plataforma de colaboração para CHIS. Assim, o objetivo deste estudo é trazer para o debate, principalmente para o gestor público, a importância deste fator na melhoria do bem-estar e da qualidade de vida de uma cidade, tornando-a mais humana. Utilizado o método qualitativo com entrevistas semiestruturadas, realizou-se o estudo de caso em Santa Maria/RS, com o propósito de investigar como atores locais enxergam a identificação com a cidade e quais potencialidades podem ser trabalhadas para o fortalecimento de sua imagem. A cidade foi selecionada por possuir um interesse no tema das CHIS e ter passado por uma tragédia que não só afetou sua imagem externamente, mas como ainda é uma memória vívida e dolorosa na mente de seus moradores e no próprio território, já que o prédio da boate se mantém em escombros tal como foi deixado após o incêndio em 2013. Através da comparação das falas dos entrevistados com os conceitos relacionados à identidade, percebeu-se que ainda falta um cuidado da administração pública com relação ao tema, especialmente na ausência de compensação pela tragédia – tanto de indenização para as famílias das vítimas, quanto na definição do que fazer com o prédio destruído -, mas também a falta de visão que considere os conceitos de identidade como fatores para o desenvolvimento. Por fim, a autora sugere o uso de workshops para o entendimento e captura da imagem da cidade por participação direta de seus cidadãos, através de ferramentas de design thinking.

Palavras-chave: Cidades humanas inteligentes. Identidade. Senso de pertencimento.

Link para Download: Vanessa Cardoso Santos Eleutheriou

FLORIANI, Eduarda Vieira. Processos de Aprendizagem de uma Equipe de Projeto que Utiliza Metodologia Ágil: Um Estudo de Caso. Dissertação, 2020.

A aprendizagem de equipes é um fenômeno crítico e tem sido objeto de pesquisa em várias áreas de conhecimento. A aprendizagem de equipes de projetos em organizações de tecnologia da informação é especialmente relevante porque essas organizações têm atuado em torno de projetos e equipes de projetos para o desenvolvimento de seus produtos e serviços. Uma forma de gerenciamento de projetos que visa governar os processos de trabalho em equipe é a metodologia ágil, que é caracterizada por alta adaptabilidade à mudança. Esta pesquisa busca compreender como ocorre o processo de aprendizagem, baseado em comportamentos de ação e de reflexão, de uma equipe de projeto de uma organização de tecnologia da informação que utiliza metodologia ágil. A perspectiva teórica utilizada foi a de processos de equipes, que considera a aprendizagem como o processo iterativo de comportamentos de reflexão e de ação entre os membros da equipe. Aprofundar no entendimento da aprendizagem de equipes que agem sob padrões da gestão de projetos constitui um aporte teórico ao hiato de pesquisas sobre a aprendizagem de equipes em contextos complexos específicos. Para compreender a realidade da equipe de projeto em seu contexto de trabalho, realizou-se um estudo de caso, onde foram observadas reuniões diárias e quinzenais da equipe. Utilizou-se a técnica de análise temática para a análise dos dados. Os resultados permitiram categorizar os comportamentos de aprendizagem baseados em reflexão em oito subcategorias e 28 códigos, enquanto os comportamentos de ação tiveram sete subcategorias e 12 códigos. As subcategorias dos comportamentos de reflexão são: compartilhar percepção, falar sobre erros e problemas, tirar dúvida, estimular a percepção, fazer questionamentos, procurar feedback, oferecer ajuda e pedir ajuda. Já as subcategorias dos comportamentos de aprendizagem de ação são: direcionar ação, tomar decisão, compartilhar melhorias no desempenho, efetuar mudanças, realizar experimentação, estruturar planos de ação e solucionar problemas. A análise dos resultados reforça que os comportamentos de reflexão promovem comportamentos de ação e que a interface entre os comportamentos de aprendizagem é retroalimentada. Dos 1027 trechos de falas categorizados como comportamentos de aprendizagem, 64% referem-se a comportamentos de reflexão e 36% a comportamentos de ação. Esta pesquisa evidencia a dinâmica dos comportamentos de aprendizagem dentro do contexto ágil, ao salientar a importância das reuniões da equipe, o papel de facilitador do aprendizado do coordenador da equipe e o potencial da metodologia ágil na promoção de ciclos de reflexão e ação no contexto do projeto. A metodologia ágil auxilia na composição de um ambiente de aprendizagem ao promover uma distribuição eficiente de responsabilidades, incentivar a comunicação entre membros da equipe e dividir o trabalho em tarefas e entregas regulares. Para avanços científicos no construto aprendizagem de equipe, sugere-se estudos longitudinais, estudos de caso em diferentes contextos organizacionais e estudos quantitativos ou qualitativos que apontem as interfaces da aprendizagem da equipe com os temas transversais que emergiram desta pesquisa.

Palavras-chave: Aprendizagem de equipes. Equipes de projetos. Metodologia ágil. Aprendizagem de equipes de projetos.

Link para download: Eduarda Vieira Floriani.

ANJOS, Edilene Cavalcanti. Influência das Práticas de Gestão do Conhecimento no Desempenho Inovador da Indústria de Santa Catarina. Dissertação, 2020.

As rápidas mudanças pelas quais as organizações passam, evidenciam a necessidade de melhoria dos níveis de competitividade organizacionais. Para as empresas da indústria de Santa Catarina, esse cenário contempla uma série de desafios que precisam ser superados. Uma alternativa que as organizações podem utilizar para superar esses desafios e serem mais competitivas é alavancar o seu desempenho inovador. A inovação, portanto, é fator fundamental tanto para sustentar a competitividade das organizações quanto para fortalecê-la, mas depende do uso de determinados recursos para que seja bem-sucedida, dentre eles o conhecimento. É necessário sobretudo que as organizações sejam capazes de gerenciá-lo, por meio de suas práticas, para transformá-lo em insumo útil para se revestir em inovação. Diante deste cenário, o objetivo desta dissertação é analisar a influência das práticas de Gestão do Conhecimento no desempenho inovador na indústria de Santa Catarina. Para este estudo foi realizado um levantamento tipo survey, elegendo-se para a coleta de dados da indústria de Santa Catarina as empresas cadastradas junto à Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC). Com a finalidade de verificar as hipóteses estabelecidas nesta pesquisa, e sua influência sobre o desempenho inovador, foi utilizada a modelagem de equações estruturais. Os resultados dessa pesquisa mostram que, das práticas de gestão do conhecimento avaliadas, apenas gestão estratégica do conhecimento e treinamento e desenvolvimento baseado no conhecimento apresentaram influência e significativa sobre o desempenho inovador no contexto industrial catarinense.

Palavras-chave: Práticas de Gestão do Conhecimento. Desempenho Inovador. Indústria. Santa Catarina.

Link para download: Edilene Cavalcanti dos Anjos.

MUNIZ, Emerson Cleister Lima. Gestão do Conhecimento do Cliente e Destinos Turísticos Inteligentes: um Framework para a Gestão Inteligente da Experiência Turística – SMARTUR. Tese, 2020.

Considerado um dos setores mais importantes da economia, o turismo vivencia mudanças contínuas ao logo do tempo como as alterações dos comportamentos de seus turistas, que remodelam todo o seu modo de gestão. Esta mudança de comportamento associado ao uso massivo de tecnologias da informação e comunicação tornaram o setor mais competitivo, em que destinos inteligentes que entregam experiências autênticas e inteligentes se destacam. No contexto da Gestão do Conhecimento, essas experiências são consideradas ricos conhecimentos dos clientes que quando coletados e analisados contribuem para uma melhor gestão do turismo nos destinos, fomenta criação de experiências e soluções inteligentes que melhoram sua competividade e contribuem em sua transição para inteligentes. Contudo, gerir estes conhecimentos é algo desafiador tanto no turismo quanto no cenário organizacional, onde a literatura constata a ausência de mecanismos e métodos que possam auxiliar gestores e organizações no modo em como lidar com estes conhecimentos. Diante disto, esta tese teve como objetivo a proposição de um framework para a gestão inteligente da experiência turística embasado na Gestão do Conhecimento do Cliente para auxiliar a criação de soluções inteligentes e promoção de Destinos Turísticos Inteligente. Para isto, optou-se pelo uso da Design Science Research Methodology, caracterizando esta tese numa pesquisa tecnológica à luz da Design Science e da visão Pragmática. Dentre os métodos utilizados nas etapas da DSR, optou-se por pesquisas bibliográficas, revisão sistemática integrativa, entrevistas semiestruturadas, análise temática e técnicas da mineração de texto. Como resultados, a análise do framework proposto junto a especialistas mostrou que ele possui elementos teóricos e uma lógica de execução convergente às demandas da indústria do turismo e suficientes para uso por gestores de destinos turísticos, ao expor um conjunto de processos e atividades distribuídos em quatro dimensões (Planejamento, Aquisição, Inteligência e Geração de Valor) que auxiliam no modo como lidar com experiências turísticas para gerar soluções inteligentes, contribuindo assim para uma gestão inteligente destas experiências. Ademais, constatou-se que o conjunto de métodos, técnicas e ferramentas passíveis de uso em cada um dos processos e os principais atores envolvidos neles contribuem para esta gestão inteligente. Ao visar seu uso, o framework teve sua aplicabilidade verificada junto a gestores, Destination Management Organizational, da cidade de Florianópolis, utilizando-se como fonte de experiências turísticas o TripAdvisor e relacionadas à uma atração turística do segmento de Sol e Praia do destino. De sua aplicação, constatou-se seu potencial de uso nos destinos ao expor um modo como os gestores podem planejar, coletar, tratar e analisar as experiências turísticas. A aplicação do framework trouxe aos gestores uma visão mais detalhada da experiência turística, que por sua vez, permite que eles desenvolvam uma gestão mais inteligente da experiência e consigam definir pontos estratégicos no destino para criação de soluções inteligentes que beneficiem todos os envolvidos. Isto, por sua vez, contribui na promoção de Destinos Turísticos Inteligentes e promove a criação de benefícios e melhorias diretas na indústria do turismo especialmente ao fomentar a estruturação de um ecossistema de cooperação entre stakeholders envolvidos na gestão turística do destino e seu consequente desenvolvimento. Por fim, conclui-se que o framework proposto contribui efetivamente na gestão inteligente das experiências turísticas, sendo uma ferramenta útil no processo de transição de destinos tradicionais em destinos inteligentes.

Palavras-chave: Gestão do Conhecimento do Cliente. CKM. Destinos Turísticos Inteligentes. DTI. Experiência Turística. Destination Management Organizational. Framework.

Link para Download: Emerson Cleister Lima Muniz.

KRAUSE, Micheline Guerreiro. Constituição Comunicativa da Liderança Relacional em Equipe de Projeto Lean. Tese, 2020.

As organizações enfrentam desafios e oportunidades que evidenciam a importância de liderança, comunicação, e trabalho em equipe, simultaneamente. Com isso em vista, este estudo identifica conceitos distintos que convergem para o enfoque relacional, e firma o objetivo de compreender como a liderança relacional é constituída comunicativamente em uma equipe de projeto lean, com enfoque nas interações que envolvem conversação e textualidade. O estudo coordena os conhecimentos sobre equipe de projeto lean, teoria da liderança relacional e constituição comunicativa das organizações, e visualiza a metáfora da liderança como comunicação no contexto organizacional. Como síntese do processo de revisão integrativa da literatura, o estudo propõe esquema de verificação composto por quatro principais pilares para a emergência da liderança relacional, sendo eles as interações, as autorizações, as influências mútuas, e a construção de significados. A pesquisa empírica foi realizada em organização de base tecnológica e foi conduzida pela abordagem qualitativa, interpretativa e etnográfica, com utilização da estratégia de triangulação de métodos. Os dados foram analisados pelo processo de análise temática reflexiva com utilização do software MAXQDA. O principal resultado da pesquisa levou à proposição de que a liderança relacional é um processo emergente constituído comunicativamente nas interações que envolvem construção de significados, autorizações e processo de influências mútuas. Os códigos que emergiram do processo de análise dos dados contam a história de como a liderança relacional foi constituída. De acordo com as descobertas, a liderança relacional emerge no ponto de interseção das interações que envolvem pessoas, coisas, e invocações. As autorizações são concedidas nas interações e envolvem tanto autorizações e autorias quanto desautorizações e destituição de crenças previamente estabelecidas. Os eventos comunicativos influenciadores da liderança envolvem a ação de elementos humanos e não humanos, os primeiros relacionados a “puxar” a equipe e os últimos relacionados a superar a interferência de ruídos na comunicação. Os significados relevantes para o projeto são constituídos nas interações, com produção de direção, alinhamento e comprometimento (DAC), compartilhamento e interpretação das circunstâncias externas, bem como circunstâncias internas caracterizadas por organização emergente. Outro resultado relevante foi a constatação de que as perguntas exploratórias ocupam um lugar central nas interações e contribuem para a emergência de significados, autorizações e influências mútuas. A realização deste estudo oferece novas compreensões e implicações práticas para as organizações e seus públicos e abre oportunidades de pesquisas futuras para a comunidade científica.

Palavras-chave: Liderança Relacional. Constituição Comunicativa das Organizações (CCO). Equipe de Projeto Lean.

Link para download: Micheline Guerreiro Krause.

KOERICH, Guilherme Henrique. Conhecimento da Marca Gastronômica de Florianópolis na Mídia Turística com a Chancela UNESCO de Cidade Criativa. Dissertação, 2020.

Nesta dissertação, apresenta-se um estudo sobre as ações de habilitação, gestão e, principalmente, comunicação da marca gastronômica de Florianópolis que, a partir do mês de dezembro de 2014, passou a integrar a rede de cidades criativas da UNESCO (UCCN), na área de gastronomia. Há outras localidades na rede internacional, ocupando diferentes campos criativos. Porém, a habilitação em gastronomia foi requerida por representantes de Florianópolis, sob a coordenação da organização não governamental (ONG) FloripAmanhã, e demais membros do grupo gestor composto por entidades públicas e privadas, academia e sociedade civil. Assim a pesquisa tem como objetivo geral avaliar a comunicação online da marca gastronômica Florianópolis, cidade criativa chancelada pela UNESCO, como recurso de disseminação do conhecimento na gestão de Turismo. Diante disso, foram realizadas pesquisas descritivo-qualitativas sobre o processo de habilitação de Florianópolis na rede UNESCO de cidades criativas, e decorrentes ações de gestão e comunicação de sua marca gastronômica junto aos públicos interno e externo ao setor gastronômico local. O desenvolvimento da pesquisa envolveu as seguintes fases: (1) estudo preliminar, com buscas documentais em websites: da rede de cidades criativas da UNESCO, ONG FloripAmanhã e entidades do turismo, com a descrição dos documentos selecionados; (2) teórico-bibliográfica, para a composição do referencial teórico, com revisões sistemáticas da literatura; (3) netnografia, para identificar comunidades online que veiculam anúncios, notícias e informações na mídia digital, como recursos de comunicação e disseminação do conhecimento gastronômico de Florianópolis, com a realização de mineração de dados, e clusterização dos dados da base documental disponível online; (4) estudo de campo, com aplicação de questionários online e entrevistas semiestruturadas em profundidade. Houve ainda a descrição e a interpretação do material selecionado na pesquisa. Para a discussão e a proposição de resultados e sugestões, foi pontuado a necessidade de criação, organização e distribuição do conhecimento pertinente à marca gastronômica para composição continuada de um repositório único, dinâmico e interativo de informações, com vistas à socialização do conhecimento acerca da cultura gastronômica. A partir do efetivo compartilhamento interno de informações, é possível propor estratégias e ações de conhecimento e desenvolvimento da identidade de marca gastronômica. Uma vez que havendo a integração identitária do público interno, deve-se considerar estratégias e ações abrangentes de comunicação da marca ao público externo, visando a composição positiva de imagens mentais e da reputação da marca gastronômica de Florianópolis. Todavia, foi observado que, até o momento, é incipiente a participação de setores e instituições locais parceiras da organização FloripAmanhã. Há ainda dificuldades básicas de comunicação e interação entre os parceiros, sendo igualmente irrisória a comunicação mercadológica sobre a chancela UNESCO à marca local. Isso dificulta o desenvolvimento da marca gastronômica de Florianópolis que, como todas as marcas, depende de positiva interação de parceiros, efetiva definição interna da identidade e disseminação do conhecimento da marca, com ampla comunicação pública de seus sinais e atributos. Por fim, na discussão dos resultados da pesquisa foram abordados aspectos relacionados com a relevância do efetivo conhecimento da marca gastronômica, bem como foi apresentado um diagnóstico situacional da comunicação da chancela e a indicação do turismo criativo gastronômico como uma estratégia de consolidação da marca com seu público.

Palavras-chave: Gastronomia. Marca Gastronômica. Endosso de Marca. Turismo Criativo.

Link para download: Guilherme Henrique Koerich.

RIZZATTI, Giselly. Framework de Governança da Aprendizagem Organizacional. Tese, 2020.

O objetivo desta tese é propor um Framework de Governança da Aprendizagem Organizacional (GovA). O Framework é composto por cinco dimensões da Governança de Aprendizagem Organizacional e cada dimensão contém uma ferramenta, tipo Canvas, composta por questões estratégicas. O Framework é suportado pelas teorias de Aprendizagem Organizacional, Gestão do Conhecimento e Governança do Conhecimento e da Aprendizagem Organizacional. Para atingir o objetivo proposto para a tese, foi realizada uma pesquisa qualitativa, aplicada, propositiva com etapas exploratória e descritiva por meios bibliográficos e de campo. Os procedimentos utilizaram-se da análise integrativa incluindo a revisão narrativa e busca sistemática em bases eletrônicas de dados internacionais e interdisciplinares. Nesta etapa da pesquisa, observou-se que no Brasil não existem trabalhos que versem sobre Governança da Aprendizagem Organizacional e, no nível internacional, o termo é utilizado, mas com poucos estudos voltados à perspectiva organizacional. A partir dos estudos teóricos e modelos de Governança da Aprendizagem Organizacional propostos pela literatura, foi possível identificar os ciclos de Aprendizagem Organizacional, descrever os mecanismos, componentes e ambientes da Governança da Aprendizagem Organizacional, compreender as inter-relações entre eles e elaborar o modelo conceitual de GovA. Em sequência, foi possível analisar e modelar os processos da Aprendizagem Organizacional, da Governança do Conhecimento e da própria governança da Aprendizagem, incluindo os ambientes de Aprendizagem Organizacional e o Ciclo do Conhecimento. A etapa de campo desta pesquisa, foi realizada para validar o Framework GovA em quatro momentos, num primeiro e segundo com a verificação de consistência das Dimensões e das Questões Estratégicas com especialistas profissionais, responsáveis pela Gestão do Conhecimento na Organização Pública e especialistas pesquisadores do laboratório Engin sobre os temas Educação Corporativa, Governança e Gestão do Conhecimento, Redes de Aprendizagem e Aprendizagem Organizacional, em num terceiro momento com o Diretor Executivo da Organização Pública e, em um quarto momento, com especialistas profissionais, responsáveis pela Governança da Aprendizagem Organizacional e Gestão do Conhecimento da Organização Pública e especialistas teóricos em Gestão do Conhecimento, Engenharia do conhecimento, Governança do Conhecimento e Aprendizagem Organizacional. Para ser possível a melhor compreensão do framework pelos entrevistados, após identificado, analisado e inter-relacionado os elementos constitutivos da Governança da Aprendizagem, foi elaborado uma ferramenta, tipo Canvas, apresentando questões estratégicas a serem respondidas pelas organizações nas cinco dimensões do Framework. A partir da literatura e da validação do Framework GovA, foi possível definir Governança da Aprendizagem Organizacional (GovA) como um sistema organizacional de desenvolvimento da capacidade dinâmica e de auto-organização, que dirige os processos cognitivos e comportamentais coletivos, por meio de um conjunto inter-relacionado de mecanismos, componentes e ambientes de aprendizagem para o enfrentamento e pronta resposta às mudanças. Além desta definição, essa tese contribui sobremaneira por descrever os mecanismos, componentes e ambientes que se deve implementar e governar para se desenvolver a Aprendizagem Organizacional. Esta tese conclui que para o processamento da GovA é necessária a inter-relação de quatro mecanismos (Gestão do Conhecimento, Ciclo do Conhecimento, Ciclo da Aprendizagem e Governança do Conhecimento), quatro componentes (Capacidade Dinâmica e de Auto-Organização, Visão Compartilhada e Objetivos Comuns, Informações Confiáveis e Modelo Mental Compartilhado) e um ambiente de aprendizagem com base nos conceitos BA e 8C’s. Para avançar nos resultados alcançados, sugere-se como pesquisas futuras a elaboração de uma ferramenta para definir estratégias e planos de ações com vistas à desenvolver a GovA, a definição de indicadores para o monitoramento e controle do Framework proposto e, a; identificação e descrição de métodos, técnicas e ferramentas a serem utilizadas por cada mecanismos, componentes e ambientes do Framework GovA, estudos sobre a governança de Ambientes de Aprendizagem Organizacional e redes de aprendizagem organizacional também se apresentarem como lacunas.

Palavras-chave: Gestão do Conhecimento. Aprendizagem Organizacional. Governança do Conhecimento. Governança da Aprendizagem.

Link para download: Giselly Rizzatti.

BRESOLIN, Graziela Grando. Modelo Andradógico de Plano de Aula à Luz das Teorias de Aprendizagem Experiencial e Expansiva. Dissertação, 2020.

A difusão de novas tecnologias digitais disruptivas está transformando modelos e processos de negócios. Como consequência da transformação digital, a sociedade do conhecimento encontra-se em constante mudança e uma destas mudanças está relacionada a forma na qual as novas gerações de aprendentes concebem a aprendizagem e o preparo para o trabalho. Diante destas mudanças, torna-se necessário o desenvolvimento de novas competências do corpo da tríade educacional aprendente-ensinante-instituição. A nova geração de aprendentes digitais têm características que precisam ser consideradas no momento de planejamento das aulas. O que impele ao ensinante repensar as práticas e recursos utilizados em sala frente à nova realidade. As instituições de ensino profissionais também precisam readequar o modelo de ensino, pois a geração que encontra-se atualmente em sala de aula impele a criação de novos programas, currículos, processos de ensino e aprendizagem, modelos e ferramentas que estejam alinhados às suas características e desenvolvimento, de forma a considerar suas motivações, necessidades, estilo e preferências de aprendizagem. Portanto, se faz necessário um modelo de plano de aula que considere as características dos jovens adultos profissionais representantes da geração de aprendentes digitais, ao mesmo tempo que apoie o planejamento do ensinante. O objetivo geral desta pesquisa é propor um modelo andragógico de plano de aula à luz das teorias da aprendizagem experiencial e expansiva para atender as características do aprendente digital. Os objetivos específicos são: identificar as características do jovem adulto profissional; relacionar os princípios e diretrizes experienciais e expansivas para um plano de aula; analisar os elementos constitutivos de um plano de aula para o jovem adulto profissional à luz das teorias experienciais e expansivas; e, validar o modelo andragógico de plano de aula. Esta pesquisa é considerada de abordagem qualitativa, com objetivos descritivo, propositivo e validação, por meio de uma pesquisa teórica-empírica. A validação do modelo proposto se deu por meio de seis aulas com seis ensinantes de diferentes áreas de atuação para a formação de cinquenta jovens adultos profissionais. Quanto às contribuições teóricas, este trabalho analisa o desenvolvimento do período jovem adulto, identifica as características do jovem adulto profissional representante da geração de aprendentes digitais, relaciona os princípios e diretrizes referentes às teorias andragógicas para a aprendizagem experiencial e expansiva que precisam ser consideradas na aplicação do plano de aula e identifica elementos constitutivos de um plano de aula para atender as características do jovem adulto profissional. Quanto às contribuições teóricas e práticas, considera-se as duas configurações validadas do modelo andragógico de plano de aula à luz das teorias da aprendizagem experiencial e expansiva. A primeira configuração para atender à necessidade dos ensinantes com experiência em sala de aula, e a segunda configuração para ensinates que estão iniciando suas atividades didáticas, ou que tenham pouca experiência com os elementos de um plano de aula. Desta forma, os ensinates podem escolher qual se adapta melhor a sua prática. Para trabalhos futuros, sugere-se a aplicação do modelo proposto tanto em universidades acadêmicas quanto em universidades corporativas, em diferentes áreas do conhecimento.

Palavras-chave: Jovem adulto profissional. Plano de aula experiencial e expansivo. Ensinante. Aprendente digital. Andragogia.

Link para download: Graziela Grando Bresolin.

CARNEIRO, Mônica Ramos. Instrumentalização do Framework do Desenvolvimento Urbano Baseado em Conhecimento (KBUD) para Suporte à Tomada de Decisão na Governança das Cidades. Tese, 2020.

O desenvolvimento urbano baseado em conhecimento (knowledge based urban development KBUD) consiste em um modelo de referência para análise de cidades que procura alinhar o desenvolvimento e sua governança com os princípios da economia do conhecimento. Para sua
aplicação utiliza-se de um framework organizado em quatro dimensões interdependentes de análise do desenvolvimento de cidades: sócio-cultural, ambiental e urbana, econômica e institucional. Sua principal entrega é uma análise sistêmica da cidade que pode apoiar o gestor municipal na tarefa de torná-la um espaço urbano com economia segura, adequado às necessidades de seus cidadãos e baseado no desenvolvimento sustentável. Até o presente, as aplicações KBUD têm se valido da experiência de especialistas de domínio e da análise comparativa de cidades em diversas regiões do mundo. Em que pese o crescente interesse em projetos urbanos e na literatura, o Framework KBUD não dispõe de um instrumento que o
integre de forma contínua à gestão municipal. Isso torna sua adoção inteiramente dependente da disponibilidade de especialistas e de projetos de difícil reuso entre diferentes análises de cidades. Diante disso, partiu-se da seguinte pergunta de pesquisa: como apoiar a tomada de decisão na governança de cidades, considerando diretrizes do desenvolvimento urbano baseado em conhecimento (KBUD)? Assim, a tese teve por objetivo instrumentalizar o Framework KBUD, visando apoiar a tomada de decisão na governança das cidades. Tratou-se, portanto, de uma pesquisa de natureza tecnológica. Para tal, adotou-se o método Design Science Research
(DSR) na etapa de planejamento do desenvolvimento do instrumento proposto. Para a etapa de modelagem do instrumento adotou-se a Metodologia CommonKADS de desenvolvimento de sistemas baseados em conhecimento. O modelo de organização identificou que a solução mais
adequada para a instrumentalização almejada se dá na forma de um sistema de apoio à decisão (SAD) baseado em indicadores. Para o desenvolvimento desse instrumento, foram adotadas diretrizes de planejamento de sistemas de informação e do desenvolvimento de SAD. O SAD proposto foi aplicado à cidade de Sabaneta, na Colômbia, conforme diretrizes de demonstração e comunicação preconizadas pelo método DSR. Além disso, o sistema foi portfólio de origem para a constituição de uma startup e objeto de registro de propriedade intelectual multiinstitucional.
Como resultado, verificou-se que a instrumentalização do Framework KBUD e consequente inserção como apoio ao processo decisório municipal trazem uma gama de implicações positivas à qualidade da gestão municipal, (ex. vinculação ao plano de desenvolvimento municipal, integração com dados municipais e constituição e compartilhamento de boas práticas), e, também, à aplicação do KBUD, de forma simultânea e
possível de ser utilizado em diferentes projetos.

Palavras-chave: Desenvolvimento urbano baseado em conhecimento – KBUD; cidades; framework; governança; tomada de decisão; instrumentalização.

Link para download: Mônica Ramos Carneiro.